Samantha Keeley Smith
"Através do teu coração passou um barco
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho"
Sophia de Mello Breyner
As quilhas carcomidas
dos velhos navios desenham
longe da orla da cidade
o violento ritmo das correntes
alteradas em segredos
de escuridão e bruma,
palco de nereidas com seus tridentes
exibindo longos cabelos de algas
e delicados seios de espuma.
Neptuno comanda o seu séquito
de deuses antigos destronados
ao mesmo tempo que um céu
de chumbo anoitece
tornando cinzento um mar
que nunca adormece
na insónia das ilhas de um destino
de saudade sem regresso
condensando no pranto
de um triste fado
a tormenta e o seu avesso.
Lancei ao mar
todos os meus desígnios e ideais
e a imaginada fortaleza
desfez-se em abismo e estranheza
sepultada para sempre
num cemitério de areia e de corais
quando em todos os restos
de vidas vencidas
descansavam os lemes em todos os cais
e as amarras, outrora fortes
sucumbem agora apodrecidas
perto de monstros marinhos
austeros e com caudas de golfinhos,
estátuas líquidas de tritões;
água doce deslizando
fragilidades e encenações.
Gestos gastos de velhos mareantes
e olhares vazios de mulheres
que perderam em vendavais
os seus temerários amantes.
Às vezes pergunto-me porque choro...
Persegue-me o luto dos náufragos
como se na descida das marés
um ar frio e inodoro
me atirasse o mundo aos pés.
O meu amor é um barco roto
por onde a água e o sal
invadiram o convés
e já nem sei
se é a bombordo ou estibordo
que a ventania se levanta,
se é à proa ou à popa
que cada marinheiro se espanta.
Nas ondas cavadas sinto caladas
todas as mudas mortes
que me aconteceram.
Das frias profundezas ancoradas
sobem à superfície das águas
clamando na voz dos búzios
todas as mágoas.
Que zarpem
agonizantes e moribundas
e para sempre afoguem
do amor salgado
as suas cicatrizes fundas.
Fado Insulano, do álbum "Fados, Fantasmas e Folias" de Zeca Medeiros. Aqui com Rui Veloso.

Bom dia Laura
ResponderEliminarComo sempre, fantástico.
Beijo e uma excelente semana!
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Boa tarde, Cidália. Obrigada.
Eliminarxx
Bonito poema.
ResponderEliminarIsabel Sá
http://brilhos-da-moda.blogspot.pt
Obrigada, Isa.
Eliminarxx
Uma postagem magnifica, gostei bastante de ler este belo poema bem como de ouvir o Fado Insulano.
ResponderEliminarA frase da Sofia é maravilhosa.
Um belo trabalho, um abraço e continuação de uma boa semana.
Estes dois versos de S.de M. Breyner são uma dedicatória ao poeta Jorge de Sena, cujo sonho de juventude era ter sido oficial da Marinha, algo que não conseguiu ser.
EliminarObrigada, Francisco. Boa semana.
xx
Reconheço em mim alguma dificuldade em comentar determinados poemas que, pela sua grandeza e qualidade, ultrapassagem o meu grau de competência. Este poema é um caso assim. Belo demais para quem como eu não tem o dom de comentarista.
ResponderEliminarGostei muito do fado Insulano. José Medeiros/Rui Veloso, num duo vocal, muito bem conseguido, num fado que versa sobre o nosso, sempre novo, rio Tejo. Assim, apenas digo: BRILHANTE.
A imagem que ilustra o poema é lindíssima.
xx
Eu também gosto do Fado Insulano. Conheci Zeca Medeiros através da canção "Eu gosto tanto de ti que até me prejudico", e gosto muito da voz e das letras dele.
EliminarObrigada, Ricardo.
xx
Oi Laura um poema difícil em comentar,mas deixo apenas um fragmento que achei lindíssimo:
ResponderEliminar"Às vezes pergunto-me porque choro...
persegue-me o luto dos náufragos
como se na descida das marés
um ar frio e inodoro
me atirasse o mundo aos pés".
Simplesmente maravilhoso.
Bjs-Carmen Lúcia.
Talvez tenhamos tendência a "perder-nos" em poemas longos.
EliminarObrigada, Carmen.
xx
A perder-nos no bom sentido, é claro.
EliminarOi Laura :)
ResponderEliminarAcho que nenhum amor gostaria de ser como
um barco roto, então que haja dias mais felizes
para este barco tão cansado das tempestades dessa vida.
O poema é complexo, sofisticado e bonito!
Beijos!
Oi Clau!
EliminarOs barcos também têm o seu próprio tempo de vida. Alguns já não terão capacidade para resistir a uma tempestade, como tal não deveriam sair para o mar.
xx
O meu amor é um barco roto
ResponderEliminarpor onde a água e o sal invadiram o convés
e já nem sei
se é a bombordo ou estibordo
que a ventania se levanta,
se é à proa ou à popa
que cada marinheiro se espanta.
No meu modesto entender, proa e popa são secundários. Mais importante é o convés.
Abraços,
Furtado.
Em termos de entrada de água, sim. :-)
Eliminarxx
Acabei de ler para mim, depois reli em voz alta para "ela".
ResponderEliminar- Porra! Fogo!!!
- Vou escrever o que acabas de dizer.
- Não faças isso.
Como sou obediente respeitei o que a minha consciência me tinha ordenado.
Num barco roto e sem quilha ser marinheiro é "quilhado".
Talvez um concerto ajudasse... não me ofereço que toco muito mal.
:)
- Admiro como é que as pessoas conseguem escrever assim.
Partilho muita coisa com "ela", ou seja, a frase anterior bem podia ser minha.
Parabéns poetisa!
"Porra"! Também acho que demos seguir sempre as ordenações da nossa consciência. Mas talvez eu também tivesse dito como a Ana : "Não faças isso"...:-)
EliminarÉ "quilhado" mesmo; há barcos rotos que não têm conserto. Talvez um concerto fosse mesmo a melhor solução para animar as hostes!
Obrigada, Rui, e Ana!
xx
Only ,on de pictures ,taken by yourself,yesterday and today,you can see ,the cloudy sky ,or the bright side of live,Laura if the poetry comes from your own fingerspitsheart ,cngrts....xx
ResponderEliminarMy poetry may come from my heartfingertips, and my heartfingertips are both bright and cloudy. I think...:-)
EliminarObrigada, Willy.
xx
Sublime, querida Laura. Sublime!
ResponderEliminarBeijos
Obrigada, querida Sónia.
Eliminarxx
Ah querida Laura,que postagem maravilhosa!
ResponderEliminarO fado me encantou, a voz de uma delicadeza sem igual, entrou dentro da alma e quase me fez chorar...
Poema de muita reflexão e complexidade, mas ao mesmo tempo muito belo na sua essência...Difícil externar o que me passou...
Quantos de nós não nos deparamos e entramos em barcos que possivelmente nos fara naufragar e nos deixara em mares de profunda angustia e solidão, foi assim que me entrou sua maravilhosa escrita.
Te abraço com muito carinho.
Marilene
Esta música não é formalmente um fado, apenas se chama "fado insulano" significando neste caso, o "destino" de uma permanente saudade, muito associada ao mar, e ao sentimento ilhéu, do qual Zeca Medeiros partilha por ser dos Açores, embora a canção fale do Tejo.
EliminarQuanto ao poema, o mar poderá ser a grande metáfora para os "fados" (destinos) da vida. (?)
Obrigada, querida Marilene.
xx
Um céu de chumbo,
ResponderEliminartornando cinzento o mar
barco roto no fundo
parado sem navegar!
Com as quilhas carcomidas
quem de lá o irá tirar
choram tantas vidas sofridas
perdidas sem destino a voar.
Ao mar se lançaram
as lágrimas dos olhos libertas
as ondas as levaram
para o alto mar com elas.
Aonde estarão a estas horas
libertadas do fundo do porão
vindas de longe em turbilhão
loucas batendo nas rochas.
Saudade sem regresso,
tristezas fazem chorar
aventuras sem sucesso
apodrecendo no fundo do mar
barco roto virado do avesso!
Gostei de ouvir o vídeo
"Fados, Fantasmas e Folias"
tempestades trazem-nos tristezas
causam desgraças, roubam alegrias!
Tenha amiga Laura, uma boa noite, um abraço,
Eduardo.
Fico sempre com curiosidade para ler os seus poemas-resposta. Uma bela réplica, Eduardo!
EliminarNum país de navegantes, muitos sonharam ser marinheiros, outros o foram com sucesso, e outros morreram no mar, deixando muita tristeza e saudade em terra.
Obrigada, Eduardo.
xx
Olá, Laurita,
ResponderEliminarSei o quanto me incomoda ouvir dizer apenas que o poema é belo. Ou no superlativo: belíssimo. Não farei isso, ainda que esteja tentado a ficar neste lugar-comum, para não me perder.Basta a emoção da leitura. Como silenciar-me se “Barco Roto” sacode as minhas raízes?
O poema traz uma densidade que pede uma leitura minuciosa, verso a verso, para não perdermos absolutamente nada das nuances de sentido que o poema encerra.
Vou dar uma piscada só no primeiro movimento do barco. Nas quilhas. As quilhas carcomidas / dos velhos navios desenham / longe da orla da cidade / o violento ritmo das correntes / alteradas em segredos / de escuridão e bruma/ palco de nereidas com seus tridentes / exibindo longos cabelos de algas / e delicados seios de espuma.
Vejamos a beleza dessa articulação. Há um verbo (desenhar), no tempo presente, dando conta da ação do tempo sobre “as quilhas” deste barco, e outro, no gerúndio (exibir, exibindo).
Note bem o emprego do verbo desenhar no sentido de representar-se ou reproduzir-se na mente, na imaginação. Neste sentido, pode dizer-se que cena inicial do poema "desenha-se" nos olhos do eu lírico. Dir-se-ia que os dois verbos bastam. Os dois dão conta do movimento do barco e das histórias que nele se encerra no primeiro momento. Veja metaforicamente como se recupera a mitologia trazendo as ninfas que presidiam o mar e como os olhos voltam a captar essa riqueza e beleza da metáfora "seios de espuma". A escolha dos substantivos e adjetivos numa associação cuidadosa “quilhas carcomidas” “velhos navios” “escuridão e bruma” completam esse "desenho" aos olhos de todos.
Corajoso que sou Viajei no "Barco Roto" sem medo de inventar o meu percurso.
Forte abraço, Laurita!
Dizer-se que é belo ou belíssimo, acaba por ser a fórmula possível para quem tem dificuldade de análise, e compreendo essa dificuldade para quem não tenha formação literária, ao contrário de ti, que consegues este comentário de especialista, tomando em conta apenas os primeiros versos! :-)
EliminarA dificuldade de análise também tem muito a ver com a confusão, por vezes feita, entre o eu lírico e o/a autor/a.
Obrigada, Zé Carlos.
xx
Aguarde-me, Laura! (risos)
EliminarAcho que voltarei com a leitura dos versos complementares e darei uma unidade aparando as arestas.
O poema é grandioso e merece uma leitura com a requinte da tradição francesa de análise de textos (risos).
Forte abraço,
Ah não, Zé, assim até me assustas!...Já chega!...:-)
Eliminarxx
UN GRANDIOSO POEMA!!!!
ResponderEliminarABRAZOS
Obrigada, ReltiH.
Eliminarxx
Olá Laura,
ResponderEliminarO poema é fantástico, revelando seu conhecimento acerca da interessante e misteriosa mitologia que envolve as divindades do mar e das águas.
Não obstante ter lido e relido, não encontro uma forma de comentá-lo à altura de sua inspiração poética, mas fico aqui impressionada com esta monstruosidade de criação. Parabéns!
O poema parece mais um lamento. Achei muito interessante a
seguinte colocação: "...sinto caladas/ todas as mudas mortes/
que me aconteceram./Das frias profundezas ancoradas/sobem à superfície das águas/clamando na voz dos búzios/ todas as mágoas."
Para os versos da Sophia de Mello Breyner li seu esclarecimento a respeito em sua resposta ao Francisco. Até me lembrei do meu marido, pois penso que através do coração dele passou foi um avião que não para de seguir sem ele, pois ele sonhava em ser aviador, sonho que não realizou. O pior é que durante a trajetória de trabalho dele ele sofreu três pequenos acidentes com aviões de pequeno porte, da Empresa, o que o afastou ainda mais do seu sonho. Atualmente ele nem gosta de viajar de avião, mas não perde um documentário a respeito.
A imagem é sombria, mas afina-se com a natureza do poema.
O fado é muito bonito e adorei ouvir.
Beijo.
Olá Vera!
EliminarPor acaso até descrevi as nereidas não exactamente como elas foram geralmente descritas, e além disso surgem, não acompanhadas por Nereu, mas por Neptuno. Simples liberdade poética....
O poema é uma tentativa de construção sobre o fascínio que o mar exerce, os seus perigos e os desgostos que provocam. Nesse sentido poderá ser um lamento, sim. Mas a imagem, embora sombria, denota um "clarear". :-)
Interessante esse sonho do teu marido, que não se concretizou plenamente. A maior parte das pessoas tem geralmente esse "barco" que passa sem elas, o que acaba por abrir outros horizontes de realização pessoal.
Obrigada, Vera Lúcia.
xx
Minha preciosa e querida amiga,
EliminarO seu poema remeteu-me, sim, aos perigos do mar e às tristezas que dele podem advir, principalmente quando você versou sobre os "olhares vazios de mulheres que
perderam em vendavais os seus temerários amantes". E tanto o mar exerce um fascínio inexplicável que os seus perigos não conseguem afastar aqueles que sentem prazer em explorá-lo. Também tenho fascínio pelo mar e seus mistérios, mas nele somente vou até aonde o pé alcança-rsrs. Já até viajei de lancha através dele, mas com o coração batendo forte-rsrs.
Não ousei fazer um comentário mais abrangente com receio de falar bobagem diante de tão bela construção. E digo mais, não foi somente uma tentativa de construção sobre o fascínio, perigos e desgostos provocados pelo mar, pois você delineou com propriedade o que se propôs ao elaborar o poema.
Voltei aqui, não somente para ler a sua resposta, já que quis me inteirar da melhor leitura do poema, mas também para lhe desejar um festivo e abençoado Natal e um novo ano repleto de acontecimentos felizes, belas inspirações e muita paz.
Obrigada pela sua usual atenção, carinho e comentários sempre acrescentadores, que muito me agradam. Reli, agora, o poema, e seu sentido ficou ainda mais claro para mim.
Quanto à imagem, havia lido o título da obra (" Clearing up") e entendi que se referia à um clarear, mas, não obstante, eu estava falando com você de madrugada e com uma luz mais fraca aqui do meu escritório. Por mais que eu me fixasse na imagem, procurando a claridade, não tinha conseguido avistá-la e até cheguei a achar o título estranho. Contudo, observando a imagem à luz do dia ficou nítido um clarear despontando por entre o negrume das nuvens-rsrs.
Grata, amiga. Gosto muito de você.
Até breve!
Beijo.
Querida Vera, eu também só vou até onde o meu pé alcança; já não me aventuro fora de pé, a não ser que o mar esteja mesmo muito calmo. :-)
EliminarNunca falas bobagem, muito pelo contrário. Expões acerca de qualquer tema com muita sabedoria e propriedade, até porque comentar poesia é às vezes até um pouco "chato", sobretudo quando se trata de poemas longos.
Que o novo ano traga também, como na tela, um "clarear" no que diz respeito às guerras e dramas sociais, é o que desejo de forma geral. E para ti, que o Natal seja essa bela festa da família, com muita harmonia e uma boa mesa.
Que 2016 possa ser tudo o que desejas, amiga Vera.
Muito obrigada pelas tuas apreciações e pelos teus votos. Também gosto muito de ti, e da Marilene!
xx
Ritmo que me lembrou de Federico García Lorca.
ResponderEliminarxx
Mas apenas o ritmo...:-)
Eliminarxx
Está muito bem escrito, gostei.
Eliminarxx
A comparação com F.G.Lorca foi uma piada bem metida. :-) Obrigada, Marcos. Divertes-me sempre!
Eliminarxx
Piada não, lembrou-me de um poema dele, um em que ele fala de um caracol que encontra rãs e formigas pelo caminho.
Eliminarxx
Desconhecia esse longo poema de Lorca, que fui ler, e o curioso é que também tenho um poema sobre, neurónios, formigas, formigueiros, um caracol, e uma macieira! Algo um tanto surrealista, e ainda com umas pontas soltas...:-)
EliminarObrigada, Marcos.
xx
Laura mais um poema encantador,palavras que mexe com a gente, Laura desejo uma ótima quinta feira pra você, beijos.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar.
Eliminarxx
Barco roto não é o seu poema.
ResponderEliminarJá que navegar nas suas palavras é ter a certeza de encontrar melodias consistentes.
Excelente poema, minha amiga, gostei imenso.
Laura, continuação de boa semana.
Um abraço.
Para "roto" já basta o barco!...:-)
EliminarObrigada, Jaime.
xx
Laura, a imagem é bela, pelo que representa, e a colocação de Sophia de Mello Breyner, magnífica.
ResponderEliminarNão consigo deixar de associar barcos a pessoas (rss). Talvez porque ambos naveguem em mares ora claros, ora turvos, guardando memórias, história, cicatrizes que aumentam ao longo dos anos até que não possam mais permanecer no mar. Hora da parada, onde lembranças habitam o olhar.
Há perigos nas duas espécies de navegação, embora na vida se possa fazer opções, o que não é permitido a quem nasceu para flutuar sobre as águas, cujo toque constante vai, pouco a pouco, debilitando as estruturas e as tornando por demais frágeis.
Gostei muito do vídeo. A melodia é gostosa de se ouvir e a letra muito bem construída.
Seu poema, caindo no lugar comum, eis que a riqueza da linguagem não apresenta outro adjetivo que me satisfaça, é belíssimo e rico nos passeios que fez pela mitologia. Pelos olhos, vislumbramos oura tela, a que tão bem pintou.
Grande beijo!
Da Sophia poderia escolher dezenas de versos, já que tanto se refere ao mar!....:-)
EliminarConcordo com a tua leitura. Embora ao escrever não escreva com determinada intenção, ao ler o teu comentário revejo-me nisso mesmo; os barcos são apenas uma imagem para através deles, e do seu ambiente natural, falar de pessoas. Dos seus sonhos, dos seus sucessos e fracassos, das suas vidas tempestuosas.
Obrigada, Marilene.
xx
Boa tarde, é o lindo o que apresenta, incluindo voz incomparável do açoriano José Medeiros com o Rui Veloso.
ResponderEliminarAG
Boa tarde, António. Gosto muito do Zeca Medeiros, um homem muito sensível e inteligente.
Eliminarxx
Sem sombra de duvidas, umas das melhores e mais perfeitas coisas que eu já li por aqui, encantou-me! Relato rico e minucioso, quase posso tocar as aguas, de tão densamente escrito e detalhista. Lindo poetisa, te superaste. Inspiradíssima! Bravo, bravíssimo!
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=GsJ0jvezVus
Obrigada, Fábio. Pelas palavras, e pelo video.
EliminarQue naveguemos sempre, e que não nos faltem as bússolas.
xx
Laura , o poema me fez chorar tamanha a força de seus versos . Como agradecer o presente ofertado com tanta generosidade e acompanhado de imagem e música condizentes com sua sensibilidade ? Beijos , minha amiga .
ResponderEliminarSensibilidade à flor da pele, Marisa?...:-)
EliminarAté hoje , só chorei ao ler dois poemas; um deles escrito pela minha irmã, mas chorei de riso, e um outro, escrito por uma amiga, na adolescência. Um dia postarei aqui esse poema, caso ela mo permita. Um poema comovente.
Obrigada, Marisa.
xx
Bom dia querida Laura, quanto tempo ! Fico feliz com sua volta, e impactado com a força de seus versos. Sempre fui de associar as nossas vidas e a nossas emoções como barcos que entram em mares turbulentos e tranquilos, e quase sempre impulsionado por alguma paixão. É divino e agradável ler tudo que você escreve, os vídeos, pensamentos, etc. Infinitamente parabéns professora !
ResponderEliminarAbraços,
Dan.
Olá Daniel! Há quanto tempo, de facto!...:-)
EliminarEstive ausente durante os meses de Verão, mas acabei voltando.
Obrigada pela visita, e tuas generosas palavras, e espero que tudo esteja muito bem por aí.
xx
Boa tarde amiga
ResponderEliminarFeliz Natal!
abraço amigo!
Se desejar visite meu site. www.mariaalicecerqueira.com.br
Obrigada!
Maria Alice
Feliz Natal, Alice.
Eliminarxx
Excelente querida amiga. Me encanta como escribes.
ResponderEliminarBesos.
Obrigada, Manuel.
Eliminarxx
Bom dia LAURA.
ResponderEliminarDifícil comentar o poema a altura da perfeição que ela foi escrita, é necessário uma leitura minuciosa, o que nesse momento me falta tempo, entrei rapidinho com saudade de rever os cantinho dos amigos, mas não preciso nem dizer que achei um poema profundo, com uma imagem forte, do mar diante dos obstáculos das pedras. No primeiro movimento do barco, nas quilhas, o violento ritmo das ondas, alteradas o ritmo, formando vastas espumas. Uma viagem do Barco Roto entregue ao desconhecido deve ser algo que necessita de coragem, afinal sabemos quando entramos no barco, mas o percusso é sempre um mistério. A colocação de Sophia de Mello Breyner, magnífica.
Não consigo deixar de imaginar uma pessoa entregando o seu destino nas águas do oceano rsrs, é a minha mente muito fértil rsrs, em mares ora calmos, outras agitados , mas buscando algo desejado. Onde em algum momento chegara ao fim do percusso e só ficará as lembranças. Um magnifico vídeo. Lhe desejo dias feliz. Grande abraço.
Olá Mirtes!
EliminarEu gostei muito do teu comentário. Expressaste muito bem a tua opinião, até porque o poema é longo e torna-se difícil captar tudo.
A questão do barco roto é que por vezes levamos tempo a apercebermo-nos de que está roto! :-)
Dias felizes, e continuação de muita saúde, Mirtes.
xx
Estou a beira mar.Esta dificil para mim desejar um feliz natal amiga.Mas estou tentando rsrs.Estou fazendo pelo celular.Um lindo Natal. Forte Abraços
EliminarSei como é difícil por telemóvel, mas a mensagem chegou!...:-) Obrigada, Mirtes.
Eliminarxx
Wow. Adorei aqui!
ResponderEliminarObrigada, Paulo.
Eliminarxx
Laura, primeiramente, aquele especial agradecimento pelas visitas na minha ausência, pelos comentários sempre oportunos e por ter também cativado a Aninha, cunhadinha que tanto amo.
ResponderEliminarForam sim, dias de muita paz e muito amor, lugares novos/lugares já antes estado, e de tudo uma certeza: a riqueza de se ter um lar para onde voltar.
O mar sempre propiciou aos grandes poetas o ensejo de serem arrancados de suas entranhas aqueles versos mais doídos, aqueles nos quais as metáforas sabem diluir com precisão as mais amargas dores, os mais sentidos lamentos e até a exortação dos fantasmas que se escondem da luz do sol com receio de que a luz do dia os faça apenas “esqueletos” fugindo de pernas longas e trôpegas por entre as águas que de vez em quando se agitam e os acordam. Existem tesouros também ali naufragados, e dão a idéia de que quem os “enterrou” temesse que caíssem em mãos erradas. Talvez por piratas inescrupulosos que do mar nada conheciam, pois se compraziam apenas em pilhar sonhos. Aqueles que, lançados ao mar, desígnios e ideais, no desejo de que possam no embalo das ondas serem passíveis de realização, não nos dão a certeza de que tenham “caído” no colo ou nas mãos de Eucrante... Necessário singrar as águas do mar a pedir que “para sempre afoguem do amor salgado as suas cicatrizes fundas”.
“Gestos gastos de velhos mareantes/e olhares vazios de mulheres/que perderam em vendavais/os seus temerários amantes”.
Esta imagem tão bem descrita por ti, pode ser vista n’algumas praias onde os pescadores arrumam seus pertences em barcos e partem para mais um dia de dura lida. Sempre dá para notar as mulheres por ali sentadas observando a imensidão do mar e carregando no olhar a tristeza de ter perdido alguém para além daquele horizonte que um dia lhes chegou como uma promessa de vida. Como gosto muito de ouvir histórias vividas, estou sempre conhecendo algumas destas.
O que posso dizer de mais este poema onde colocas a alma, o olhar aguçado, o coração inteiro em dolentes versos que nos chegam numa sonoridade de riqueza tanta que nem sabemos o que mais admirar: os versos, as imagens ou a música!
Estou gostando muito de conhecer estes fabulosos compositores e intérpretes da música portuguesa que nos trazes ao fim de cada poema. E por fim colocamos tudo num embrulho só e guardamos num cantinho do coração... Saímos então de mansinho para continuar a ter aquela sensação gostosa de que estivemos no santuário da Poesia.
Muito importante essa viagem, depois de toda a tempestade por que passaram.
EliminarDe tudo existe no fundo do mar; desde os mais belos sonhos e tesouros naufragados, à mais execrável poluição, e sempre existiram piratas que tudo pilham sem respeito por regras ou valores. E como assinalas, ai de quem lance seus sonhos sem ter a certeza de que cairão nas mãos de Eucrante ou de alguma de suas irmãs, porque o mar pode ser o lugar de um ideal, ou o completo abismo.
Todos os países de tradição marítima têm o mar tão fortemente presente na sua poesia; um objecto poético fascinante, constantemente associado à ideia de imensidão e infinito.
Obrigada pelo comentário, porque sei como o teu tempo está curto porque a clínica espera-te, segundo informação da Aninha, é claro.:-)
Desejo-te (vos) uma vida muito mais sorridente a partir de agora.
Belos dias, Leninha.
xx
O mar era um dos temas preferidos de Sophia, mas eu não sabia que esses versos são uma referência ao Jorge de Sena, por não ter sido oficial da marinha, pensava eu que era uma mensagem por o Jorge de Sena ter lutado pela liberdade na época da ditadura.
ResponderEliminarGostei muito de a esta hora ouvir o Fado Insulano e sobre o teu poema só me ocorre dizer que um barco roto só pode afundar e quando vamos para o mar ou para outro meio convidativo, mas perigoso devemos ter presente aquela frase/aviso: "há mar e mar, há ir e voltar". É preciso ter cautela, para que as nossas idas tenham sempre um regresso.
Boa noite*
Concordo contigo. Acho que os versos terão um duplo significado; por um lado o não ter podido ser oficial da Marinha, como sempre desejou, uma desilusão que o acompanhou para sempre, e por outro lado com certeza também por cessa luta pela liberdade que também empreendeu, o que o levou ao consequente exílio, mas também acho eu, por uma certa renúncia que o país teve para com ele, já depois do 25 de Abril quando tentou trabalhar em Portugal como prof. universitário, nunca lhe tendo surgido contudo, nenhum convite para tal, acabando por ter de voltar aos EUA onde viria a falecer.Nesse sentido, o barco da Marinha que seguiu sem ele, pode ser também a metáfora para a revolução que seguiu sem ele.
EliminarComo bem dizes, "há mar e mar, há ir e voltar". E tal como no meu poema, a própria vida de Jorge de Sena é um bom exemplo de que podemos ir, mas nunca sabemos se voltamos.
Obrigada, Paula. Sempre com excelentes achegas.
xx
Incrível e grandioso é esse poema, Laura,
ResponderEliminarrepleto de nuances surpreendentes.
Grande beijo, amiga!!!
Obrigada, Shirley. Muita nuance molhada! :-)
Eliminarxx
OI LAURA!
ResponderEliminarO MAR, QUE COM SEU PODER DEVASTADOR LEVA BARCOS A SEU FUNDO, TAMBÉM MOSTRA O FAROL AO BARQUEIRO DESAVISADO.
UMA INSPIRAÇÃO MARAVILHOSA AMIGA.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Sem dúvida. Daí a "tormenta e o seu avesso".
EliminarObrigada, Zilani.
xx
A vida é uma senhora caprichosa, ó se é, facto muito bem desenhado" neste poema, com (as relações com) o mar como pano de fundo. Gostei muito, Laura!
ResponderEliminarUm beijinho :)
A vida é caprichosa, e é inevitável que nos rendamos por vezes aos seus caprichos. Há coisas que não são para entender, porque o que nos toca, pode eventualmente escapar ao nosso entendimento.
EliminarObrigada, AC.
xx
Querida Laura, delicioso este fado vagabundo prisionero dun desexo. Me encantó escucharlo.
ResponderEliminarY nos dejas un exquisito y profundo poema que al leerlo llega al alma con su lamento y con tu sensacional forma de plasmar.
La interpretación del mismo, depende de cada uno,el lector lee y lo interpreta a su manera, sin ser mejor o peor.
Nuestro cuerpo-mente, es como un mar profundo de aguas turbulentas de las qué se sale a flote y se expresa de esa forma maravillosa que tu sabio intelecto sabe y siente.
Somos ese barco que navega un tiempo a veces contra viento y marea contra tormentas y tempestades, mas llega un momento que nos paramos para hacer recuento de lo rodado y vemos con desilusión que el barco está roto y con cicatrices también profundas.
Ha sido y es siempre un inmenso placer leerte.
Te dejo mi inmensa gratitud y mi estima.
Un abrazo grande con mis mejores deseos de paz amor y felicidad para estas fiestas navideñas que se avecinan, y no solo para éstas, sino en todos los días de tu vida.
Que el año nuevo te traiga abundancia de todo lo bueno,
que todos tus sueños se vean realizados.
Nos vemos en enero si dios quiere.
Olá Marina!
EliminarVagabunda é a alma quando prisioneira de um desejo, e muito livre quando o tempo mostra que os desejos também morrem.
É inevitável que cada leitor leia de forma muito própria, de acordo com as sensibilidade e vivências. Isso só pode engrandecer o texto, em vez de diminuí-lo.
Obrigada, Marina. Festas felizes para ti, também.
Até Janeiro!
xx
Tenho medo mais que respeito do mar.
ResponderEliminarLindo quando bate nas rochas e se espraia plas areias...
Mas medonho e tenebroso aquando nos encontramos nas suas entranhas como tanta vez senti na voragem de armados em pescadores iamos sem a noite ser dia e voltavamos sem o dia ser noite, mas ali e sem terra que se visse pelas sete da matina e enquanto se preparava a cana de pesca, a sua cor tinha a mesma de um infinito buraco de petroleo.
Mas convenhamos que rugia pelo menos em mim, um turbilhao imenso de "coisas", ali onde ele perdia o idilico e se mostrava rafeiro e por tal apenas pescava pela manha e desfrutava durante a tarde o passado porventura um pouco roto, o presente meio coxo e o futuro, visto da praia depois de bem conhecer o "tipo"...
Safado que nunca me mostrou sereias, austero que me punha a pensar por sobre as suas espumas bravias, benevolente por nos trazer a terra.
Maldoso por continuar a chamar como se fosse dono do mundo e da nossa alma.
Eu também tenho medo do mar, até porque já apanhei alguns sustos, não agora, mas na minha juventude. Uma verdadeira insensatez a de arriscar o que não vale a pena. Já basta o que os pescadores têm nele de arriscar para ganharem o pão.
EliminarTão belo o que escreveu, Xico...Sobretudo sobre essa faceta "tirânica" de um certo "pôr e dispor" do mar, uma prepotência sobre quem o desafia.
Obrigada pelos seus comentários, profundos de inspiração.
xx
Poema fantástico! As imagens e emoções que ele trás o torna especial.
ResponderEliminarParabéns, poetiza!
Obrigada, André.
Eliminarxx
O mar remete à profundidade de sentimentos não é mesmo. Seu poema revelou um lado sombrio das águas que nunca havia notado, sempre vejo no movimento das ondas tanta vida, como se as vagas me chamassem para dançar, me transmite tanta paz, chego ao rio e observando seu ritmo derrano tudo de ruim que está no pensamento.
ResponderEliminarA tua visão sombria foi descrita belamente.
Beijos
Eu também vejo vida no movimento das ondas, embora também possa lá ver o reverso dessa vida. Contudo o mar "é a minha praia", e incute-me tranquilidade.
EliminarObrigada, Lu.
xx
Que belo poema! O mar fascina apesar de traiçoeiro.
ResponderEliminarParabéns!
Bjs
Também acho. Tudo o que fascina, geralmente nos trai.
EliminarObrigada, Elisabete.
xx
Votos de Feliz Natal
ResponderEliminarAG
Obrigada, António.
EliminarFeliz Natal!
xx
poema de grande fôlego...
ResponderEliminarépico em seu percurso de belas metáforas.
beijo
E foi de facto um poema feito "a correr"...:-)
EliminarObrigada.
xx
Belo, bjbj Lisette.
ResponderEliminarObrigada, Lisette.
Eliminarxx
Magnifico poema.
ResponderEliminarBeijinhos
Maria
Obrigada, Maria.
Eliminarxx
Olá Laura.
ResponderEliminarGostei muito do poema "Barco Roto", que é digno de releitura.
Desejo a você um feliz Natal e um excelente ano de 2016.
Abraços.
Obrigada, Pedro. Feliz Natal também para si e toda a família.
Eliminarxx
Bem sentido, o seu poema!
ResponderEliminarGostei
E por estar aí à porta,
desejo-lhe, desde já, um Excelente Natal!´
Há vídeos meus sobre a quadra em
http://vieiracaladolivrosvideo.blogspot.com
http://vieiracalado-poesia.blogspot.com
Tenho mais dois a sair...
Beijinhos!
"Tenho tanto sentimento / Que é frequente persuadir-me / De que sou sentimental / Mas reconheço, ao medir-me, / Que tudo isso é pensamento, / Que não senti afinal /..." :-) F.Pessoa
EliminarTenho aqui à minha frente, os 4 Poemas de Natal de 2013. Irei ver essas novidades.
Obrigada, Vieira Calado. Um excelente Natal, também.
xx
Gostei de reler o teu excelente poema.
ResponderEliminarLaura, minha querida amiga, tem um bom resto de semana.
E um NATAL MUITO FELIZ, extensivo aos que te são mais queridos.
Beijo.
Obrigada, Jaime. Feliz Natal em família e um radioso 2016.
Eliminarxx
Que poema intenso, transborda sentimento em cada linha.
ResponderEliminarGosto disso!
Ficou lindo.
Beijo
Obrigada, Ariana.
Eliminarxx
Laura passando pra desejar uma ótima quinta feira, beijos.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar.
Eliminarxx
Oi Laura,
ResponderEliminarUm poema de profundidade e beleza do mar
navegado por dentro, com a tua riqueza poética
que o coloca acima, na expressão, no qual, as
palavas navegam com uma uma luminosidade
tão singular.
Acompanhada da poética da Sophia de Mello
Breyner numa amplitude preciosa...
Desejo um feliz natal com harmonia,
paz e amor para ti e família!
Bjos e abraço de paz.
Eu navego sempre "por dentro", depois chego à superfície, respiro fundo e descanso.
EliminarObrigada, querida Suzete. Feliz Natal para ti. Aquele abraço! xx
Querida Laura
ResponderEliminarFinda o ano e a maioria de nós aproveita para se ausentar um pouco, eis que outras prioridades nos chamam.
Desejo-lhe um Natal abençoado, ao lado dos que lhe são queridos, pois a união e o amor constituem o sentido da comemoração. E um 2016 com muitas portas abertas, possibilitando-lhe a realização de seus desejos. Grande beijo!
Muito obrigada, querida Marilene.
EliminarBoas Festas, e que o Ano Novo seja um Novo Ano!
xx
Que mar sedutor e repleto de magias.
ResponderEliminarUma partilha onde cheira a maresia.
Beijinhos
É, um mar sedutor com cheiro a maresia, para quem a sente, e um desalento no cais.
Eliminarxx
Oi Laura! Passando para te cumprimentar e desejar um Feliz Natal e um próspero Ano Novo para ti e para os teus.
ResponderEliminarAbraços,
Furtado.
Grata, Furtado. Feliz Natal e um bom ano para ti e toda a família.
Eliminarxx
Olá poeta Laura! Como está?
ResponderEliminarNavegar através de suas palavras é como ouvir o canto das sereias desse mar tenebroso, onde lançamos todos os nossos sonhos e esperamos um retorno, nas espumas, de um amor verdadeiro e utópico! Zarpem! Zarpem!
Um grande abraço!
Obrigada pelas suas palavras, Professor Augusto.
Eliminarxx
Também aqui ao seu espaço, venho desejar-lhe um Santo Natal, com tranquilidade e paz...
ResponderEliminarUm beijinho amigo
Obrigada, Daniel.
EliminarFeliz Natal.
xx
Não desapareci lindona, apenas fiz uma pausa.
ResponderEliminarBeijinho
Só tu para me fazeres rir a esta hora...:-)
Eliminarxx
Este poema é quase a voz da "Vitória de Samocrácia".
ResponderEliminarMuito bonito.
Quem dera que o poema se pudesse sequer comparar com a força e elegância da Vitória de Samocrácia!... Um comentário muito belo.
EliminarObrigada.
xx
Não me tinha apercebido deste seu post. Bom que dizer do poema? Que gostei muito? É verdade. Mas é pouco. Porém eu não sei dizer mais. Gosto de poesia. Mas não sei por onde lhe pegar para comentar. É uma incapacidade minha. Sempre pensei que poesia, é um conjunto de emoções, que se sentem, não se comentam.
ResponderEliminarUm abraço e Feliz Natal
Feliz Natal, Elvira.
Eliminarxx
Olá, boa noite!
ResponderEliminarHoje venho simplesmente desejar-lhe, e aos seus, uma Excelente Quadra Natalícia!
Beijinho!
Obrigada, Vieira Calado.
Eliminarxx
Bom dia Laura Santos
ResponderEliminarPasso para desejar-te uma quadra natalícia muito feliz junto daqueles que o teu coração ama e admira. Que a felicidade esteja SEMPRE em teu coração
FELIZ NATAL
Obrigada, Ricardão. Mimos nessas netinhas! :-)
Eliminarxx
Laura passando pra desejar um Feliz Natal beijos.
ResponderEliminarLucimar Estrela da Manhã
Obrigada, Lucimar.
Eliminarxx
Querida amiga Laura,desejo a você a aos familiares,um Feliz Natal e um 2016,repleto de muitas alegrias.
ResponderEliminarBjs com carinho.
Carmen Lúcia.
Obrigada, Carmen Lúcia.
EliminarUm Natal pleno de harmonia e um Novo Ano muito feliz para toda a família. E que o Lucas tenha sempre aquele sorriso no rosto! :-)
xx
Olá, foi um prazer passear nas tuas letras.
ResponderEliminarDesejo de um Santo Natal para ti e familia
Beijo
Obrigada, Cristina. Feliz Natal.
Eliminarxx
... miga Laura passei aqui para ler-te e agradecer pelo carinho de sua visita! Muito bom esse teu poema... juntamente ouvi a canção! Um clima muito legal!
ResponderEliminarBeijo, beijo!
Não há o que agradecer, Nanda; gosto da tua poesia.
Eliminarxx
Laura, passei para desejar um Natal muito Feliz e que 2016 seja um ano pleno de alegria, saúde, paz e amor.
ResponderEliminarBeijinhos
Maria
Obrigada, Maria. Feliz Natal.
Eliminarxx
Laura , venho para lhe agradecer a visita ao meu espaço e retribuir os votos lá deixados . Que o Natal seja abençoado junto dos seus e que 2016 seja pródigo em saúde , paz e esperança . Beijos
ResponderEliminarObrigada, Marisa.
Eliminarxx
Um feliz natal e ano novo de alegrias Bjbj Lisette.
ResponderEliminarObrigada, Lisette.
EliminarFeliz Natal e um óptimo ano de 2016.
xx
Através de um amigo comum cheguei até aqui e valeu a pena!
ResponderEliminarFeliz Natal.
Ainda bem, então...:-)
EliminarObrigada, e Feliz Natal também para ti.
xx
Ah, Laura, entendeste perfeitamente o que eu quis dizer: os exemplos maus desde a base da pirâmide até o topo.
ResponderEliminarXY
Acho que esse poema não será muito difícil de entender!...;-)
Eliminarxx
Feliz Natal, Laura, e que o Ano de 2016 lhe corra de feição a si e aos seus.
ResponderEliminarUm abraço.
Obrigada, Paula. Que seja um óptimo ano para ti e restante família. Eu acho sempre que a saúde é o mais importante, depois o resto vê-se...
Eliminarxx
Já tinha vindo ler mas precisava de um tempo calmo para explanar a minha leitura. É que este teu "Barco Roto" é uma espécie de lavagem da alma, do sujeito poético pelo seu EU mas também pelo OUTRO. As imagens e o léxico remete para o abandono e para as perdas. Daí, me atrever a ver nele uma tentativa de libertação do sofrimento que acarretam. O barco e o ambiente em que se movimentam, o mar, são metáfora da vida. Mesmo que haja perdas, tem de sulcar de novo as águas. Até, também ele, perecer.
ResponderEliminarUm poema bem estruturado (e pelo qual te parabenizo), a conduzir muito bem a mensagem (aberta a várias leituras) que eu entendi ser a mais relevante.
Aproveito para te desejar uma ótima quadra natalícia.
Bjo natalício, Laura :)
...remetem/ ...movimenta
EliminarÉ mais do que certo. Apesar das perdas, é preciso voltar ao mar, neste caso ao oceano da vida. Até ao fim, porque até mesmo para quem passou toda a vida no mar, um dia chegará em que terá de deixar a embarcação.
EliminarGostei da tua leitura, como sempre.
Obrigada, Odete.
xx
Ora então desejo-te um excelente Natal!
ResponderEliminarKissitos!
:)))
Obrigada, Jorge.
Eliminarxx
Como decía Khalil Gibran:
ResponderEliminar"Debe haber algo extrañamente sagrado en la sal: está en nuestras lágrimas y en el mar."
Poema pleno de sensibilidad y profundidad como ese Mar por el cual navega un barco roto dejándose llevar por las corrientes.
Magnífico preámbulo con las palabras de Sophia de Mello Breyner.
Me ha encantado el Fado Insulano de Zeca Medeiros. Los Fados son una cosa que me apasiona.
¡¡¡Felices Fiestas y un Próspero Año Nuevo, 2016, en compañía de Todos tus seres queridos!!!
Que se cumplan Todos tus deseos y, sobre Todo, tengamos muchísima Salud y Amor.
Abraços e Beijos.
Obrigada. Pedro. A vida sem luta é um mar morto, sem ondas e sem marés, e toda a pessoa livre gosta do mar.
EliminarFeliz 2016, com muita saúde, Pedro.
xx
Felices fiestas, Laura :)
ResponderEliminarAbrazos para ti.
Obrigada, Marga.
Eliminarxx
Laura, obrigado pela leitura e incentivo. Feliz ano novo! ;-)
ResponderEliminarxy
É um prazer ler o que escreves, e para além disso aprecio a tua educação, os teus comentários despretensiosos, o teu sentido de humor. Tem sido muito profícua e divertida a nossa troca de galhardetes ! :-)
EliminarObrigada, caro Marcos. Que o novo ano te traga boas surpresas.
xx
OI LAURA!
ResponderEliminarHOJE AQUI VENHO, APENAS PARA TE AGRADECER PELA COMPANHIA DO ANO QUE ORA FINDA E DESEJAR-TE O QUE DE MELHOR, O PRÓXIMO TIVER A OFERECER.
ABRÇS AMIGA
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Obrigada, Zilani. Dou comigo todos os dias a pensar como pode um ano ter passado tão rapidamente!...:-)
EliminarOxalá seja um bom ano para todos nós.
xx
Precioso poema Laura....... Como siempre.
ResponderEliminarAprovecho para desearte unas Felices Fiestas y un Próspero Año Nuevo, en unión de tu familia.
Besos.
Obrigada, Manuel.
EliminarFeliz Ano Novo para ti e para toda a família, teus filhos e netos.
xx
Precisamos MESMO de exorcizar as mágoas a zarparem para bem longe!...
ResponderEliminarPoema que merece ser lido, relido, e... interiorizado.
Com um "obrigada" pelas tuas palavras de carinho, desejo que o Novo Ano que se aproxima a passos largos te traga dias muito felizes, junto de toda a família.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS
Obrigada, Mariazita. Que o teu ano seja também feliz, e que o teu livro seja um sucesso.
Eliminarxx
Laura, o filme é muito engraçado. Mas o sotaque nordestino pode te atrapalhar bastante.
ResponderEliminarxy
Não, o sotaque nordestino não atrapalhou mesmo nada, entendi tudo perfeitamente. Dificuldades tenho apenas com o sotaque dos Açores; isso sim é difícil de entender! :-)
EliminarO filme é muito divertido, a temática continua muito actual, e José Wilker era de facto um grande actor. O Marco Nanini também vai muito bem como Prefeito.
xx
Laura, amiga,
ResponderEliminarSó para enlaçar-te num abraço (risos) e desejar-lhe um ANO NOVO repleto de emoções, de realizações. Dizer-lhe da minha alegria de ter estado durante um ano inteiro na sua companhia tão distante, mas sempre tão prazerosa.
Espero que possamos manter tais laços, pois o respeito e admiração só cresceram nessa convivência.
Forte abraço,
O respeito e admiração são mútuos, mas é meu privilégio ser lida por ti, e para além de me saber tão bem ler os teus textos, também me soube muito bem esse abraço.
EliminarObrigada pelos teus votos, e pela atenção de sempre para comigo.
Feliz 2016, Zé!
xx
Obrigada pela visita amiga Laura e um Feliz 2016 para você e toda a sua família.
ResponderEliminarBjs com carinho.
Carmen Lúcia.
Teria de ir comentar o seu post, Carmen Lúcia, e desejar-lhe um ano feliz...:-)
EliminarObrigada.
xx
Olá, Laura, como vai?
ResponderEliminarFiquei muito feliz em vê-la de volta, porém a correria do trabalho me impediu de para aqui com a tranquilidade na leitura que merece.
O mar é testemunha de amores e saudades, chegadas e partidas, alegrias e dores... ler seu poema me fez lembrar de um que escrevi em uma fase poetisa há alguns anos e que reencontrei revisitando minhas postagens. Chama-se "A bússola de um sentimento":
Régua, compasso, lápis e transferidor. A bússola aponta o rumo de quem tem longo conhecimento sobre a rota.
Carta náutica delineada, perigos avaliados, tempestades ou céu aberto, vento em popa, de barlavento a sotavento, rumando em mar tão conhecido. Belo navegar, embora inquieto e dolente...Num navio chamado saudade, há destino traçado e certo para atracação: seu porto. Chegando, sorriso aberto e plena alma. Não haverá mais necessidade de partidas.
Esse é o meu presente de Feliz Ano Novo para você! :)
Abraços, tudo de bom!
Olá Bia!
EliminarQue belo presente! Esse texto, "Bússola de um sentimento" está realmente muito bem escrito.
Espero mesmo que cheguemos todos ao novo ano, e por ele naveguemos com "sorriso aberto e plena alma".
Obrigada, Bia. Gostei muito.
Feliz 2016 para ti.
xx
Muito bonito!
ResponderEliminarBjxxx
Obrigada. Feliz 2016.
Eliminarxx
Venho desejar Boas festas e que possa ser um Ano Novo,não no calendário, mas dentro das nossas vidas.
ResponderEliminarCom um beijinho amigo,
Daniel (Lobinho)
Que assim seja, Daniel.
EliminarObrigada, e um bom ano também para si.
xx
Que este novo ano a enche de felicidade!
ResponderEliminarBjs
E a ti também, Elisabete. Obrigada.
Eliminarxx
A melhor saída é seguir em frente com motivação.
ResponderEliminarFeliz Ano Novo
AG
Sem dúvida, António.
EliminarFeliz 2016.
xx
Passei para desejar um bom ano novo!
ResponderEliminarBjxxx
Obrigada. Bom ano novo!
Eliminarxx
Oi Laura!
ResponderEliminarPara dizer-te da minha comunhão (irmandade) poética
contigo, tu já sabes disso, né?!...rss
Sou introspectiva e gosto de uma solidão
(a minha escolhida) a galope,mas gosto muito de
partilhar com amigos sinceros a poesia,a vida,
a arte da vida no precioso instantâneo!...
Não sou e nunca serei aquela de seguir a boiada,
vou no meu ritmo com prazer e respeito o ritmo de
cada um e acho que o Mundo é ou deveria Ser igual
para todas as diferenças, a minha utopia, mas
a realidade já é a realidade, porque se desfazer
da nossa capacidade de sonhar e nós Poetas
sonhamos com belos infintos, Né Grande Poeta?!!
Beijos e abraço de paz, amiga (acho que posso
te chamar assim já...rss)!
Oi Suzete!
EliminarPobre de quem não goste de estar só. Porque só gostando da nossa própria companhia, se pode gostar de estar com os outros. " Seguir a boiada" (que bela expressão!), é não querer pensar e sentir a própria individualidade. Eu não corro atrás, gosto de ficar atrás, caminhando sem pressa, olhando a paisagem. Posso ser a última a chegar, mas terei apreciado a caminhada. :-)
Obrigada, amiga Suzete!
xx
Sim, meus votos de 2016 luminoso,
ResponderEliminarrenovador, poético e poético e
nossas preciosas partilhas!
Que assim seja. Poesia partilhada que nos ajude a livrar de uma exterioridade que possa parecer vazia e efémera, encontrando nessa efemeridade o seu próprio mistério. Sejamos amantes de um amor (a Poesia), que nunca se consome, porque escrever poesia é fugir ao tempo, criando simultaneamente com ele, o nosso ser na intimidade do instante.
EliminarUm novo ano com muita paz e alegria!
xx
Muito belo isto, Laura:
Eliminar"Sejamos amantes de um amor (a Poesia), que nunca
se consome, porque escrever poesia é fugir ao
tempo, criando simultaneamente com ele,
o nosso ser na intimidade do instante."
Adorei!!!
Minha amiga, tu és muito inspirada, a
poesia flui em ti!...
Oh as palavras!...Podem dizer tanto ou tão pouco...:-)
Eliminarxx
Gostei de reler o teu excelente poema.
ResponderEliminarLaura, também gostei imenso de conviver contigo durante o ano que agora acaba.
Minha querida amiga, desejo-te um FELIZ ANO NOVO, tal como à tua família e aos que te são mais queridos.
Beijo.
Obrigada, Jaime. Um excelente ano, também.
Eliminarxx
Feliz Ano Novo!
ResponderEliminarCom carinho.
Obrigada, Manuel Luís.
EliminarFeliz Ano Novo!
xx
Querida Laura: tinha de vir ao teu cantinho para te deixar os meus votos de um ótimo 2016.
ResponderEliminarBJO, com respeito e carinho :)
Obrigada, Odete. Um óptimo 2016, e obrigada também pelas boas leituras que nos ofereces.
Eliminarxx
Laura,
ResponderEliminarQue o verde esperança caracterize o novo ano.
Feliz 2016! :)
"A esperança é o sonho do homem acordado". :-)(Aristóteles)
EliminarObrigada, AC.
Boa noite Laura.
ResponderEliminarAmiga feliz 2016.
Beijos.
Obrigada, Mirtes. Um ano feliz para ti, também.
Eliminarxx
Embarquei nesse barco e me deixei ir.
ResponderEliminarBeijo
À deriva? Num barco roto...:-)
Eliminarxx