Que seria da Primavera sem a chuva do Inverno?...Refresca-nos a alma e faz brotar os perfumes da terra.
Maria, este humilde poema é para ti.
CHUVA
Águas caíram, galgaram a margem.
Não há nuvem que sempre dure
Nem leito de rio que perdure
Seco, não vibrante na paisagem.
Choveu. Mesmo agora.
Lá fora e dentro de ti.
Não há no entanto
Desencanto pelas fragas.
Apenas ecos dispersos pelo monte
Anunciando sem mágoas
A eterna juventude dos deuses
A cintilar em cada fonte.
Pardais partiram em debandada
Sacudindo as pesadas penas
Em esvoaçante, fulminante segundo;
Transportando p'lo imenso arvoredo
Gotas de luz p'ró interior do mundo.
Para este poema escolhi a canção "Chuva", uma criação do genial letrista e compositor Jorge Fernando, também magnifíco cantor, aqui na voz de Mariza. É muito verdade, "as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade............."


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