A Páscoa foi este ano especial para mim. Sem nos vermos há três anos, a minha irmã teve a oportunidade de voltar a Portugal, e conceder-me a alegria da sua visita. A Alemanha distancia-nos, mas o Skype permite-nos o contacto possível durante o resto do ano. Pena que o tempo não tivesse estado como seria de esperar, o que incomodou a minha sobrinha, já que trazia consigo o desejo compreensível, de banhos de mar. Contudo, areias foram palmeadas, e o tempo instável ainda lhe permitiu molhar os pés.
Molhas também as apanhamos pelas ruas da cidade, e claro que não causaram transtorno por aí além...A chuva deve ser apanhada convictamente!...Mas também esteve sol.
Sempre achei muito triste a má, deficiente, ou até a ausência de convivência entre irmãos. Não consigo imaginar-me sem os meus. Depois das naturais brigas infantis, de dificuldades e grandes contratempos pela vida fora, a nossa relação cresceu de forma harmoniosa porque cimentada numa herança de educação para os afectos.
Esqueci a casa, saí da escravatura das rotinas, alheei-me sem cerimónia de algumas inquietações, sacudi as asas e aproveitei esta semana como se não existisse amanhã. Tudo se tornou lateral...
A minha irmã é um pedaço de luz repleta de gargalhadas, num riso que se expande por todo o corpo, que contagia e torna presente recordações de infância e adolescência. De segurança e de paz, de diferentes habitações, de sótãos, de cumplicidades, de outras figuras queridas já desaparecidas, de praia, de uma capa de chuva azul, de um poema que me dedicou numa folha solta que ainda hoje guardo. E não, não tenho a mania de guardar tudo, nem ela tem grande talento para a escrita...
Com ela regresso a experiências de liberdade, fantasia, de sonhos, a horas de felicidade e de dor. A Tila vibra com os meus pequenos sucessos, sente os meus pequenos fracassos; sim, porque se insignificantes são os meus "empreendimentos", os fracassos podem como tal, corar de vergonha.
Nunca me deixa triste ou confusa. Perto dela tudo adquire o significado inicial de conforto, da inutilidade de grandes gestos ou exuberâncias. Todo o prazer é simples. Na sua companhia não preciso pesar o que penso, ou medir o que digo.
Amo-a não apenas por ser minha irmã, mas porque irradia ternura e simplicidade raras. Costumo pensar que se fossemos um prato de culinária, ela seria um doce polvilhado de canela, ou com outro toque de especiaria exótica, enquanto eu só poderia ser um salgado, talvez um prosaico pastel de bacalhau com imensa salsa. Ambas rodeadas de azeitonas por todos os lados, menos por um; qual península que teria de ter num dos seus lados, espaço para umas chouriças e umas sardinhas assadas!
Tudo foi um ar que se lhe deu!...A semana foi-se num ápice. Alegro-me e entristeço-me, mas estou feliz. Obrigada Tila pela tua espontaneidade. Obrigada Vivian pelo teu sorriso encantador. Obrigada Tido pelo teu sentido de humor que nos fez rir como duas levianas!
Decidi partilhar uma das nossas tardes.Uma ida ao Centro Hípico, junto a Bensafrim, para um passeio a cavalo, terminando num café-restaurante na Praia da Luz. Delicio-me com a natureza.
Diferentes tonalidades de verde na paisagem
Uma espécie de eucalipto nova para mim
Uma mimosa "domesticada"
Centro Hípico
Maria, encontrei o teu sapo!
Primeira apresentação
Segunda apresentação
Começa o passeio, já com muito sol
Praia da Luz
Ruínas Romanas
Vista do Café Restaurante
Vivian,13 anos, faz duas da mãe e três da tia, em altura















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