O historiador Yehuda Bauer, no seu livro "A History of the Holocaust", escreve:
"O Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa, durante o Holocausto".
"O Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa, durante o Holocausto".
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu, em 1885, e faleceu em Lisboa em 1954. Nascido no seio de uma família aristocrática e católica, o pai foi juiz em Coimbra, e a mãe pertencia à Casa de Midões, de tradições "liberais". Aristides tinha um irmão gémeo, César, que viria também a ser diplomata, e um irmão mais novo. Acabou o curso de Direito na Universidade de Coimbra em 1907, entraria para a carreira consular, tendo passado por Zanzibar, Brasil, Estados Unidos, Espanha, Luxemburgo, Bélgica, e finalmente Bordéus, França.
Casado com Maria Angelina desde 1909, a família cresceria a par da sua carreira diplomática, tendo o casal tido 14 filhos. Quatro nascidos em Zanzibar, dois no Brasil, dois nos Estados Unidos, um em Espanha, dois na Bélgica, e três em Portugal. Homem de família, nunca dela se separou, e para além da instrução escolar, os seus filhos tiveram também formação em Pintura, Desenho e Música. "Lá em casa , tocava-se Chopin, Mozart, Bach, Beethoven, etc..", segundo um dos filhos.
De trato afável, facilmente fazia amigos. Em Zanzibar, o sultão foi padrinho de dois dos seus filhos, e o rei Leopoldo da Bélgica terá dito uma vez em público : "Ah voilà mon ami, le Consul Général du Portugal!", tendo convivido durante os seus nove anos na Bélgica, com Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura, e com Albert Einstein que por lá passou em 1935, quando decidiu deixar a Alemanha a caminho dos Estados Unidos.
Destituído da carreira diplomática em 1919, devido às suas convicções monárquicas, é no entanto readmitido dois anos mais tarde, para dirigir o Consulado de São Francisco nos Estados Unidos, tendo a partir da instauração do Estado Novo iniciado a sua carreira na Europa; em Vigo, e depois em Antuérpia.
Colocado em Bordéus em 1938, com o início da Segunda Guerra Mundial e a invasão da França pela Alemanha nazi em 1940, decide, devido ao afluxo de milhares de refugiados em fuga, conceder durante uma semana, vistos de entrada em Portugal, contrariando ordens expressas de Salazar. Costuma apontar-se para 30 000 o número de refugiados salvos, mas ao certo ninguém parece saber o número exacto. Independentemente do número exacto, esta desobediência acabaria por custar-lhe um processo disciplinar, o afastamento da carreira diplomática, e o exercício de qualquer outra actividade profissional, tendo inclusivamente sido impedido de trabalhar como advogado, e não tendo direito a aposentação. Aristides elabora a sua defesa com base em valores éticos e humanitários, mas Salazar nunca aceitaria recebê-lo, e acabaria mesmo por "apoderar-se" do acto de Sousa Mendes, através de um Editorial do Diário de Notícias, no qual o ditador é louvado por ter salvado milhares de refugiados a partir de França.
Ostracizado pelo regime, pelos seus pares, e até por alguns familiares e amigos. Os filhos, perseguidos, são forçados a emigrar, tendo dois deles integrado as tropas americanas em 1943, e participado na invasão da Normandia em 1944. A morte da esposa em 1948 tê-lo-á deixado ainda mais só, tendo vindo a falecer seis anos depois.
Colocado em Bordéus em 1938, com o início da Segunda Guerra Mundial e a invasão da França pela Alemanha nazi em 1940, decide, devido ao afluxo de milhares de refugiados em fuga, conceder durante uma semana, vistos de entrada em Portugal, contrariando ordens expressas de Salazar. Costuma apontar-se para 30 000 o número de refugiados salvos, mas ao certo ninguém parece saber o número exacto. Independentemente do número exacto, esta desobediência acabaria por custar-lhe um processo disciplinar, o afastamento da carreira diplomática, e o exercício de qualquer outra actividade profissional, tendo inclusivamente sido impedido de trabalhar como advogado, e não tendo direito a aposentação. Aristides elabora a sua defesa com base em valores éticos e humanitários, mas Salazar nunca aceitaria recebê-lo, e acabaria mesmo por "apoderar-se" do acto de Sousa Mendes, através de um Editorial do Diário de Notícias, no qual o ditador é louvado por ter salvado milhares de refugiados a partir de França.
Ostracizado pelo regime, pelos seus pares, e até por alguns familiares e amigos. Os filhos, perseguidos, são forçados a emigrar, tendo dois deles integrado as tropas americanas em 1943, e participado na invasão da Normandia em 1944. A morte da esposa em 1948 tê-lo-á deixado ainda mais só, tendo vindo a falecer seis anos depois.
Desde sempre ao abandono, e considerada monumento nacional desde 2011, a Casa do Passal, palacete da família Sousa Mendes, começou a ser intervencionada o ano passado, porque em perigo de ruir, não tendo em vista contudo uma recuperação total do edifício, mas apenas uma nova cobertura e o reforço dos pilares. A intenção da Fundação Aristides de Sousa Mendes é criar ali futuramente um museu. Quando, não se sabe...
"Désobéir", filme realizado por Joël Santoni em 2008, e o "O Cônsul de Bordéus", realizado por Francisco Manso e João Corrêa, em 2012 serão as únicas homenagens cinematográficas. Escolhi o tributo Benedictus do Requiem composto por Luís Cipriano, em memória de Aristides de Sousa Mendes.
"Désobéir", filme realizado por Joël Santoni em 2008, e o "O Cônsul de Bordéus", realizado por Francisco Manso e João Corrêa, em 2012 serão as únicas homenagens cinematográficas. Escolhi o tributo Benedictus do Requiem composto por Luís Cipriano, em memória de Aristides de Sousa Mendes.



Já conhecia por alto a história deste GRANDE HOMEM, até porque sou de perto de Viseu. Mas, obrigada pela partilha, fiquei a conhecê-lo melhor,
ResponderEliminarQuem é dessa zona deve conhecê-lo certamente. Mas talvez sempre exista um pormenor ou outro, desconhecido...
EliminarObrigada.
xx
Olá Laura:
ResponderEliminarUma incontornável figura da nossa história, bem como o seu verdadeiro altruísmo.
JINHO
http://diogo-mar.blogspot.com/
http://rasgarosilencio.blogspot.pt/
Olá Diogo!
EliminarSim, um homem que mudou o curso da vida de muita gente, incluindo a sua própria vida. Uma grande figura do séc.XX.
xx
ARISTIDES DE SOUSA MENDES, penso que haverá poucos portugueses que não conhecem a história da coragem deste GRANDE PORTUGUÊS, que arriscou a vida para salvar tantas vidas humanas da morte certa, Homens como este nunca morrem, continuam vivos nos nossos corações para sempre!
ResponderEliminarDos fracos não reza a história.
Por acaso não sou muito da sua opinião, António. Talvez conhecido de pessoas informadas, mas olhe que pela minha experiência, existe muita gente que nem o nome reconhece!
EliminarDos fracos não reza a História, sobretudo a dos fracos de espírito.
xx
Belíssima publicação a enaltecer memória de homem a dignificar o ser humano.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Obrigada, Cadinho. Tenho um apreço enorme por pessoas que vão contra a corrente, sempre no sentido da nascente.
Eliminarxx
Não conhecia a historia de vida de Aristides de Sousa Mendes,mas adorei ler e aprender muito com você amiga Laura.
ResponderEliminarbjs e um ótimo final de semana.
Carmen Lúcia.
Existem histórias de vida que merecem ser contadas.
EliminarUm óptimo fim de semana, Carmen Lúcia.
xx
Os grandes sempre agardan no silenço dos tempos...
ResponderEliminarApertas fortes.
Desprezado pela ditadura, e ignorado quase sempre pelos chamados governos democráticos.
EliminarMas tal como a verdade, tantas vezes tardia, a memória dos grandes romperá o silêncio.
xx
Cidadão português bom serviço prestou,
ResponderEliminarem França, Bordéus, Arestide de Sousa Mendes
contra as ordens do ditador Salazar, salvou
fugidos do terror alemão, milhares de inocentes!
Lá continua enraizado o terror,
de lá nada vem de bom agrado
foi louvado por mal fazer o ditador
Arestide, por bem fazer foi condenado!
É bom não esquecer,
todo aquele que bem nos faz
se queremos melhor viver
saibamos construir a paz.
Não foi o que a Alemanha fez,
nem o que fazer pretende
não é amiga de ninguém, talvez
quer ser superior a toda a gente!
Para lhe beijar a mão a correr,
vai para lá o candimba, dela amigo
só não vê quem não quer ver
para nós a Alenhama é perigo!
Por favor, diga quem souber,
o que é que ela nos dá em troca
mete onde não deveria a colher
como no passado continua agora!
Para finalizar esta lenga-lenga,
tinha sim tantos filhos, não talvez
que toda a gente bem entenda
o bem que Arestides, tanto fez!
Em aqui ter trazido esse bem feitor,
amiga Laura, pela sua escolha excelente
por isso merece sem dúvidas um louvor
feliz seja toda a sua vida sorridente!
Com a temperatura a subir aí no Algarve,
desejo para você amiga Laura, bom fim de semana, um abraço.
Eduardo.
À falta de de uma guerra militar, a Alemanha faz agora uma guerra económica com vista a subjugar os países periféricos, com a conivência do eixo central. Uma submissão de países, aos quais têm vindo a ser retirados os meios de produção, num servilismo dos países do sul, que não se entende. E em vez de se unirem, desunem-se.
EliminarConcordo com o que disse. Aaaah o candimba!
Obrigada, Eduardo. Que a sua vida seja também sempre sorridente.
Bom fim de semana!
xx
Biografia muito rica, exemplar! Muito importante, fazer o resgates de homens que honram a sua terra. Nesse caso, até em desafiar um ditador que. Esses grandes homens, raramente recebem o reconhecimento que merecem. Deseja-se que a mansão em que viveu com numerosa família, seja mesmo restaurada para se tornar um museu, de acordo com o projeto.
ResponderEliminarO Requiem à Memória de Aristides de Sousa Mendes é belo e comovente.
Deixo meu abraço, Laura!
O mundo está cheio de homens exemplares anónimos, e são mais fáceis as decisões quando nada se tem a perder...no caso dele perdeu quase tudo. Salvou a sua consciência moral, mas quantos o fariam?...
EliminarParece que a total reabilitação da Casa do Passal, tardará, já que a 2ª fase das obras, não está ainda adjudicada. Sinto pena que os judeus americanos (e não só), que tanto dizem admirá-lo, e já fizeram romagens sentidas à moradia, não se colectem para ajudar a reconstruir uma memória, ajudar a Fundação A.S.M. a criar ali um museu. Bastaria a boa vontade de dois ou três judeus nova-iorquinos e a questão estaria resolvida.
Um abraço, Lúcia!
xx
Espero que sim, que se recupere a casa. Quem salvou vidas merece tudo.
ResponderEliminarBjs
Por agora estão a parecer as obras de Santa Engrácia!
Eliminarxx
É preciso não ter medo da noite, Laura, para não se arrepiar com as lições da história. E se os homens de um modo geral copiassem os bons exemplos não seria esse mundo em que vivemos mais solidário, menos egoísta? Desassombrado, destemido. Aristides de Sousa Mendes, um nome, uma figura, um exemplo para ser seguido. Reverenciar este homem como você o faz agora é um contributo para que não o esqueçamos e, claro, oportunidade para os que não conhecem (sou um deles), sintamos na carne a força desse gesto. O Réquiem é também uma peça comovente.
ResponderEliminarVamos esperar que a Fundação tome corpo e vida...
Um forte abraço,
É preciso não ter medo da noite, mas parece que as lições da História continuam a passar ao lado dos vindouros, como se lá atrás não se tivesse passado nada. Os bons exemplos parecem só ser absorvidos por alguns.
EliminarSousa Mendes, ao salvar outros, condenou-se, e à sua família, a uma vida de miséria.
A Fundação tem corpo, não tem é dinheiro suficiente para as obras! Os contributos parecem ser muito escassos.
xx
Um grande exemplo de vida.
ResponderEliminarJá tinha ouvido falar, mas desconhecia a riqueza da sua existência.
Imagino famílias com 14 filhos a passearem-se pelo mundo como se houvesse aviões, net, skipe.
É preciso coragem.
Uma prova de que a família pode ser um pilar fundamental.
Fica na História e espero que justiça lhe seja feita.
Beijinhos
A vida na Bélgica parece ter sido, pelo que li, a altura mais feliz da vida em família, acabando por ser, no entanto, também a altura mais difícil, porque foi nesse período que o casal perdeu dois dos seus filhos. Altura em que a família demonstrou ser esse pilar fundamental, alicerçada no amor e na fé.
EliminarUma família aristocrática com tantos filhos teria hoje em dia, um transporte aéreo privado. Naquela altura, embora existissem aviões,é claro, A. de Sousa Mendes viajava todos anos em Agosto para a Casa do Passal num mini autocarro próprio que transportava toda a família e as criadas.
xx
Laura, muito oportuna esta postagem.
ResponderEliminarEstranha forma de vida de alguns, que no silêncio, fazem grandes obras. É um nome que merecia um maior reconhecimento, mas as histórias se repetem uma e outra vez.
bj amg
Digamos que a decisão terá sido tomada no silêncio da sua consciência, embora a acção tivesse tido lugar, não só dentro do Consulado, mas em plena rua.
Eliminarxx
Boa noite Amiga Laura.
ResponderEliminarMinha querida, como sabes este artigo ultrapassa a minha inteligência.
Não consigo comentar, porque algo que escreva não vale nada perante o valor do artigo. Desculpa.
História nunca foi meu forte.( não gostava)
Desejo-te um excelente fim de semana.
XX
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Cidália,
Eliminarsinceramente não entendo porque raio hás-de passar a ti própria um atestado de estupidez!... Não se trata aqui de uma História antiga ou medieval, ou de saber a História de todos os reis de Portugal e dos Algarves, mas apenas de ler a história de um homem que ficou na História... Enfim, se não consegues ter uma opinião sobre o que leste, o caso é mesmo grave!...:-))
Bom fim de semana, Cidália!
xx
Recordo-me perfeitamente de ter assistido em Lisboa, no Teatro Tivoli, em meados dos anos 90, a uma homenagem que lhe foi então efectuada. No intervalo a minha curiosidade levou-me até perto de Mário Soares, que estava a ser entrevistado, e embora não tenha prestado atenção ao que ele disse na altura, descobri que tinha (e tem) uma pequena deficiência num dedo (olhos e mãos sempre me fascinaram). Voltando a Aristides... um homem como há poucos, continua ainda muito esquecido neste país... sem conserto.
ResponderEliminarOs vistos hoje são outros, mais brilhantes... e mais não digo.
Bom fim de semana!
Desconhecia que essa homenagem tinha sido no Tivoli... Parece ter havido também uma homenagem do presidente Jorge Sampaio, e uma no Parlamento Europeu, em 1998.
EliminarAgora fiquei a pensar se o defeito num dos dedos do M. Soares será impeditivo para que possa manter o punho fechado...:-)
Hoje os vistos são dourados, e parece que também originam muita confusão; a quem os recebe e a quem os passa...!
Bom fim de semana, Rui.
xx
Linda a história desse homem , que aterrissou neste planeta , para fazer o Bem.
ResponderEliminarQuerida Laura, beijos!
Parece que um problema enorme é que aterrou sobre ele, e ele em vez de cruzar os braços, decidiu agir. Fazer o Bem pode ter custos muito elevados....
EliminarBom fim de semana, Shirley!
xx
Bom dia, Aristides de Sousa Mendes foi o homem que ainda hoje não foi totalmente reconhecido por rejeitar as directrizes dadas pelo estado novo e por salvar milhares de judeus, foi um homem que revelou com coragem a sua grande humanidade, infelizmente ainda é o herói desconhecido para muitos portugueses.
ResponderEliminarA casa que habitou está totalmente degrada sem que os muitos governos que portugal já teve após o 25 de Abril se preocupasse na recuperação da mesma.
AG
Boa tarde, António!
EliminarA casa começou finalmente a ser reabilitada o ano passado, pela Direcção Regional de Cultura Do Centro, com uma 1ª fase orçada em cerca de 300 000 euros, para estabilização das estruturas e substituição da cobertura. Mas não sei se esta fase já terminou ou não, e se aparecerá ou não dinheiro para a recuperação total do edifício.
xx
Já de volta.
ResponderEliminarCadinho RoCo
:-)
Eliminarxx
MUCHAS GRACIAS POR COMPARTIR ESTE POST.
ResponderEliminarABRAZOS
Gosto de falar sobre homens com H .
Eliminarxx
Acho que ele constituiu muito mais do que uma bela família!
ResponderEliminarObrigada, Marcos.
xx
Memória viva
ResponderEliminarBj
Ressuscitada, talvez.
Eliminarxx
Oi Laura :)
ResponderEliminarNão conhecia a trajetória do cônsul Aristides de Sousa Mendes.
Pelo que pude entender, foi um homem que além de inteligente,
tinha compaixão...afinal concedeu vistos a inúmeros
refugiados judeus.
Um ser magnífico, que não teve o reconhecimento que merecia.
Se pelo menos a Casa do Passal, fosse restaurada e preservada...
A ideia do museu nesse local é ótima. Seria uma maneira de homenageá-lo.
Gostei do post com importantes informações históricas.
Beijos \o/
Olá Clau!
EliminarUm homem com grande sentido de humanidade, que levava os seus princípios de cristão muito a sério.
Acredito que a casa venha a ser totalmente recuperada, só que está a levar tempo demais!.
xx
Olá Laura,
ResponderEliminarFiquei impressionada com a trajetória de vida dele.Somente um homem muito iluminado seria capaz de desafiar o regime da época, pois, com certeza, tinha ciência das consequências. Ele merecia todas as homenagens do mundo pelo ato heroico de ter salvo tanta gente do holocausto. As imagens do vídeo são chocantes. Já vi a maioria em reportagens acerca desse período negro e vergonhoso da humanidade.
A postagem é excelente e me trouxe importante acréscimo.
Ótimo domingo.
Abraço.
Olá Vera Lúcia!
EliminarPlenamente ciente das consequências dos seus actos, mas talvez nunca lhe tivesse passado pela cabeça que, para além de ser destituído das suas funções, também viesse a ser impedido de exercer como advogado. Um preço demasiado elevado...
Obrigada, Vera Lúcia! Boa semana.
xx
Nem de propósito Laura! Na 4.ª ou 5.ª F passada em conversa com uma colega de trabalho perguntava-me ela se sabia a que concelho pertencia "Cabanas"; respondi se queria saber de Cabanas de Viriato, que conheço, pois sou daquela região. Mas afinal tratava-se de Cabanas, concelho de Palmela. Para meu espanto essa colega e as restantes não conheciam Cabanas de Viriato, pelo que logo interroguei todas se já tinham ouvido falar de Aristides de Sousa Mendes e não é que não?!! De imediato fui ao google e mostrei-lhes. "Já que estava com a mão na massa" aproveitei e li - para mim - mais algumas coisas sobre este grande homem do séc.XX.
ResponderEliminarTambém me chamou a atenção a ruína da sua casa, dizem que é por falta de verbas! Enfim...
Podíamos estar aqui a falar da vida deste homem durante horas, que tínhamos muito para dizer, mas para finalizar e ainda a respeito de Cabanas de Viriato, ainda informei que estava prometido fazer da sua casa um Museu dos Direitos Humanos e que quando isso acontecer já mais gente ficará a saber quem foi Aristides de Sousa Mendes e tal irá colocar Cabanas de Viriato também no mapa de Portugal e do mundo!
É a 1.ª vez que vejo esse vídeo. Gostei muito.
Bom domingo/Bj**
Eu por acaso só conheço Cabanas de Viriato pelo facto de ser a terra natal de A. de Sousa Mendes. O que contas é o exemplo daquilo que é também a minha experiência; de que é uma figura pouco conhecida da generalidade das pessoas, o que não é de admirar porque na escola não se fala dele, e nas notícias, também muito raramente...
EliminarA casa pelo menos já começou a ser intervencionada para que não caia, o que me deixa com esperança de que um dia o museu acontecerá mesmo. Vamos ver...
Obrigada, Paula.
xx
Quer dizer, o que me espantou foi sequer conheciam de nome "Cabanas de Viriato", mas pelo menos sabiam quem foi Viriato! O meu maior espanto foi mesmo desconhecerem a figura de Aristides de Sousa Mendes!
EliminarApesar de ser daquelas bandas, fui lá apenas uma vez, nos anos 80, visitar um tio-avô padre, que paroquiou por ali algumas freguesias.
Boa Semana.
Se sabiam quem foi Viriato, já não está nada mal!..Eu não me admiro, porque não é muito falado. Deveria ser falado nas escolas, e não é, por exemplo...
EliminarEu nunca fui a Cabanas de Viriato! Talvez um dia, quando o museu for uma realidade. :-)
Obrigada, Paula. Um bom resto de semana!
xx
Aristides de Sousa Mendes, um herói que nos salva a face em época de mil desmandos. Aristides Sousa Mendes, um nome para preservar na memória colectiva.
ResponderEliminarUm beijinho :)
Concordo.Um certo aroma a humanidade num ocaso de vulgaridade.
Eliminarxx
The history , is always the reality for today and tommorow!!
ResponderEliminarIrak,Syria,Africa,Servie,Libye,Iran,Bosnie,Denmark,France,America,Chili,Argentina,Colombie.....with or without,aristocrates...Ukrain...Russia....Poetobam...
xx Nice week,Laura
Thanks a lot for the short story.
XX
Unfortunately, yes. Lessons won´t ever be learnt.
EliminarAn aristocrat in this story it´s merely a detail.
Poetobam...Putin and Obama?... When I remember that Obama was awarded the Nobel Prize of Peace...!!
Thank you, Willy. Have a nice week, too.
xx
Olá, Laura, como vai? Moro em uma cidade histórica e vemos várias construções antigas e carregadas de história. Fico triste quando vejo alguma delas abandonada à própria sorte, acho importante manter os registros de quem fez parte dali. O interessante é que a cidade vizinha, também histórica, está muito bem conservada nesse sentido... uma questão de administração, penso eu. Tomara que o museu não tarde a ser construído e vença o perigo de ruínas. Um abraço!
ResponderEliminarEstou bem, obrigada, Bia.
EliminarManter de pé edifícios muito representativos, mais do que uma questão de vontade administrativa, que o é, é também uma questão de dinheiro, e sobretudo uma questão de prioridades. O segredo está, antes de mais, em não deixar degradar.
Abraço, Bia!
xx
Olá Laura!!
ResponderEliminarQue ele precisa de um museu para ser homenageado pelo que fez, com certeza..vamos torcer, pois seus ideais salvaram muitas vidas!!
Sempre aprendendo história com você..grande abraço.
Sandra
Olá Sandra, há quanto tempo!!...:-)
EliminarEle não precisa de um museu, mas talvez os vindouros precisem. Para que não seja esquecido um homem invulgar, que não claudicou perante a corrente de barbárie.
Abraço, Sandra. Prazer em "ver-te"! :-)
xx
Magnífico Tributo en homenaje a un Hombre que lo dio todo en beneficio de muchos inocentes en una época convulsa y plena de injusticias.
ResponderEliminarImpresionante biografía de un gran Hombre. Esperemos que la Casa de Passal se restaure y permanezca como huella y testigo de un tiempo que jamás se puede repetir.
Excelente Entrada, como siempre.
Abraços e Beijos.
Sim, esperemos que a Casa do Passal, onde alguns judeus foram acolhidos, possa ser mais um testemunho do que há de mais tenebroso, e do que há de mais sublime nos seres humanos.
EliminarObrigada, Pedro.
xx
Sem dúvida.
ResponderEliminarxx
Um grande homem, já que se arriscou muito para salvar tantas vidas.
ResponderEliminarPor isso, todas as homenagens são escassas para Aristides Sousa Mendes.
Tem uma boa semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Pôs em causa o seu futuro e o futuro de toda a família, como se não bastasse a ostracização a que foi sujeito!
EliminarObrigada, Nilson. Boa semana, também
xx
É uma história fantástica de Aristides de Sousa Mendes, Laura beijos.
ResponderEliminarFantástica e bem real, Lucimar!
Eliminarxx
Oi, Laurita,
ResponderEliminarComo é bom saber que você passou por aqui passeando pelo consultório chistoso do poema e analisando minhas incursões terapêuticas.
Brincadeira à parte, eu os coloquei dessa forma para transgredir um pouco, para que pudéssemos imaginá-los de outro modo. Imaginar que sob a seiva da raiz oculta, subterrânea talvez houvesse personagens que a história não se deu conta (rsrs).
Evidente que tenho o maior respeito pelo Freud e Descartes. E pelo Agostinho, este típico malandro carioca. Impagável em cena, representado por Pedro Cardoso, que faz história em A Grande Família.
E como gosto do teu olhar, como ele me faz bem.
Abraços, Laura!
Adorei a incursão terapêutica, e todo o acto de criação gosta de seduzir a transgressão. Ah, e claro que muito haveria de oculto em relação a estas personagens; algo que só nos resta imaginar... Talvez Agostinho, o malandro carioca (que fui ver quem era), seja até a personagem menos oculta, mas Freud e Descartes, expostos desta forma bem humorada, foi uma bela novidade. Mais até Descartes do que Freud! :-)
EliminarObrigada, Zé Carlos. É um prazer ler o que escreves.
xx
Toda homenagem pra esse homem é pouco, Laura, que sua memoria seja cultuada, seu exemplo lembrado. Lembrou o filme A Lista De Schindler, baseado na historia real de Oskar Schindler, que a exemplo desse senhor salvou vários Judeus do grande genocídio Nazista, avô de Steven Spielberg, primeiro oscar tardio de sua fenomenal carreira de diretor, inclusive.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=A99_MiXqucU
Pois é, Fábio, há gente que passa pela vida para causar sofrimento aos ouros, e outros que não suportam assistir ao sofrimento dos outros. É assim a vida, feita de ratos, e de pessoas.
EliminarConheço a "Lista de Schindler", um filme que tornou conhecido a figura de Schindler, porque o cinema americano tem muita força, muito poder de divulgação.
Obrigada, Fábio. Nunca é demais rever esse fabuloso video.
Incrível que no Brasil todos os filmes são dobrados, ao contrário do que acontece em Portugal. Eu prefiro os filmes na sua língua original.:-)
xx
Ah, dublados, coisa de intelectual. Depende, só assistir ele na língua original, com legendas, tem a opção. Mais eu acho irritante não sei, se é falta de costume. Ou você bem ler ou ver o filme, temo ficar vesgo, Rs. Prefiro no nosso bom e velho português. Sabia que as legendas tem na opção Português do Brasil e português de Portugal?
EliminarDesconhecia que tinham a opção entre o Português do Brasil e o Português de Portugal...Ah mas eu prefiro mesmo os filmes na língua original, e nunca fiquei vesga...:-) Mas enfim, é mesmo uma questão de hábito.
Eliminarxx
Em qualquer pagina merece ser recordado mas aqui fica muito bem!
ResponderEliminarDegrada-se o edifício mas não desaparecem os feitos deste grande Aristides.
Bj e abraço
Foi apenas uma tentativa mais para mantê-lo vivo.
Eliminarxx
Vida de um homem que foi um oásis de bondade entre tanta maldade humana. Recuso-me a ver o video por tão arrepiante que imagino ser
ResponderEliminarAdorei a homenagem aqui exposta.
Fica feliz Laura Santos
xx
Em tempo: Ainda as mulheres dizem que é muito difícil ter parir filhos. Olha a mulher de Aristides de Sousa Mendes que pariu 14..Abria a perninha e...lá saia mais um, lool
EliminarParece que o Rapaz era bom em tudo, lool
Como é possível ainda existir quem defenda Salazar???: Ai o que me apetecia dizer, ai ai...
Fica feliz.
XX
Comentas, respondes...Enfim!...:-))
EliminarSim, um homem bom, o A. de Sousa Mendes.
És tu um homem da autoridade, com um coração tão mole que não te permita ver este video?!...Lol
Dar à luz um filho pode ser mais fácil para umas mulheres do que para outras, mas não será nunca tão fácil como fazê-los.
Não sei se o homem "era bom em tudo", mas pelo menos era, ao que consta, um excelente pai!
xx
Passando
ResponderEliminarpara deixar um abraço elogiar mais uma vez
seu post e agradecer seu carinho
Uma linda noite com bons sonhos
└──●► *Rita!!
Obrigada, Rita.
Eliminarxx
Laura, quando postas a biografia de alguém que faz parte do rol daqueles a quem admiras e que queres nos dar a conhecer, sempre procuro vir com um tempo maior para te ler e comentar. Gosto de estender a pesquisa e buscar elementos que chamem a atenção para o homenageado. Assim sendo, fiquei sabendo de muitos aspectos da vida desse notável diplomata que, para muito além dos próprios interesses, mostrou-se uma pessoa de acentuado senso de justiça e humanidade, e a sua extrema vontade de ajudar os refugiados colocou-o num patamar de admiração não só por aqueles que por ele foram beneficiados, como também por todos os que tomaram conhecimento dos seus feitos. Também digno de nota é o fato de que, embora consciente das conseqüências funestas que a sua atitude de benevolência poderia ter para toda a família, nunca se arrependeu das escolhas feitas. A sua confissão para um dos filhos demonstra muito bem a sua nobreza de caráter e a religiosidade que abrigava no coração: “O meu desejo é o de ficar do lado de Deus contra os homens em vez de ficar com os Homens contra Deus”. Também memorável a sua frase: "A partir de agora, darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião". Passando então a carimbar passaportes, assinar vistos, usando as folhas de papel que estivessem disponíveis. Consta também da sua biografia que as pessoas com vistos emitidos por ele e autorizadas a entrar em Portugal foram acolhidas, alimentadas e apoiadas, e que um simples carimbo no passaporte não teria bastado para salvá-los. Também li que ao final do processo a acusação propõe então que ele seja despromovido, e que Salazar, então Ministro dos Negócios Estrangeiros, não concorda com a pena proposta e decide aplicar uma pena substancialmente mais leve. Não o despromove, ciente de que o penalizaria financeiramente para o resto da vida, mas aplica-lhe somente uma pena de um ano com o salário reduzido à metade e posterior passagem à reforma, o que nunca veio a ocorrer porque o MNE, benevolente, optou por manter Aristides no regime de disponibilidade o que lhe permitiu usufruir o seu salário de Cônsul até ao fim dos seus dias, sendo que um dos seus biógrafos salientou que embora o seu salário não pudesse ser considerado principesco, a verdade é que na época correspondia ao triplo do salário de um professor.
ResponderEliminarComo existem desencontros nas narrativas dos historiados (como aliás ocorre quando vários escritores se propõem a biografar alguém), algumas até no sentido de denegrir a sua imagem de homem de bem, sem nenhuma sombra de dúvida que Sousa Mendes foi um grande humanista, um excelente pai de família, um homem notável pelo senso de justiça e que soube honrar a carreira de diplomata, tendo demonstrado um senso de decência humana básica como poucos o fazem. A sua história deve ser dada a conhecer, pois como bem disse Yad Vashem, autoridade estatal israelita para a recordação dos mártires e heróis do Holocausto, ao anunciar a homengagem que seria feita a Aristides de Sousa Mendes, uma medalha com a inscrição do Talmude “Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro”.
O projeto de se criar um museu para se tornar um espaço de reposição da memória de tão ilustre diplomata e dos seus feitos, deve mesmo merecer uma atenção especial por parte da Fundação Aristides de Sousa Mendes. Ele será sempre uma estimada lembrança para o povo judeu certamente, como para muitos povos, mas para os portugueses muito mais, e sua memória deve mesmo ser cultuada e honrado o seu nome, dando visibilidade ao seu gesto humano.
O Réquiem à sua memória traz uma certa tristeza e deprime pelas cenas chocantes que tantas vezes já vimos. O Réquiem, apesar de ser uma peça belíssima da música clássica, sempre me soa desolador e sinto que minha alma aos pouco entra num estado melancólico.
Bem, minha querida amiga, só me resta agradecer pela belíssima postagem e por ter nos dado a conhecer aspectos da vida de um grande português, de um homem notável pela sua trajetória.
Com carinho,
Helena
Grande testamento, Helena! :-)
EliminarNa verdade um homem de valores religiosos, mas também um rebelde, porque já teria tido problemas com o MNE aquando da sua passagem por outros consulados. Teria uma amante de longa data, que depois de com ela se casar, após a morte de sua esposa, acabaria por delapidar, em muito pouco tempo, os pertences de Sousa Mendes, para além de entrar em conflito com os filhos deste.
É verdade o que dizes sobre o salário de Cônsul que acabaria por recuperar depois do processo que lhe foi movido (contudo não seria reintegrado na carreira diplomática), mas devido ao esbanjamento da segunda mulher e consequente penhora de um terço do salário, por dívidas, nos últimos anos a sua vida sofreu realmente um grande retrocesso, sobretudo para quem estava habituado a uma vida sem preocupações financeiras, acabando por morrer endividado.
Aliás eu nem falei do segundo casamento, porque na altura não me pareceu muito importante, mas acaba por sê-lo, no sentido em que esta mulher acabou por fazer piorar uma situação que já era de dificuldade. Pretendi centrar-me mais no gesto humanitário, do que propriamente em dissecar pormenorizadamente as suas consequências, e é como dizes, existem versões confusas e até contraditórias a partir da sua destituição do cargo.
Existem as cópias, em papel químico, de duas cartas escritas por A. de S. Mendes, em 1946, e endereçadas ao Cardeal Mazella, então Secretário de Estado do Papa Pio XII, a solicitar apoio espiritual, e às quais nunca obteve resposta. Nessas cartas, é o próprio ex-Cônsul a acusar Salazar de o ter remetido, e à sua família "à mais cruciante miséria".
Estas cópias foram agora recebidas pelo Papa Francisco, e uma das questões será a de saber se essas cartas foram realmente recebidas, e como tal poderão estar nos arquivos do Vaticano, não tendo sido respondidas por questões políticas, ou se não chegaram a passar da Nunciatura Apostólica de Portugal.
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/cartas-ineditas-aristides-sousa-mendes-pediu-ajuda-ao-papa-pio-xii
Obrigada pelas tuas achegas, Helena. Época confusa, informações díspares, e neste tipo de biografias não se consegue falar de tudo.
Não me deu nenhum prazer postar o video, devido a algumas imagens, no entanto achei interessante mostrar a música.
Excelente comentário, como sempre, Helena!
xx
Brilhante postagem de uma vida exemplar; história de alguém que deveria ser seguida por muitos...
ResponderEliminarPelo menos exemplar no que aos gestos humanitários diz respeito.
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Laura passando pra desejar uma ótima quinta-feira beijos.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar.
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Laura , confesso que não conhecia o homenageado e , fico-lhe muito grata , mais uma vez , por me apresentar um homem de grandiosa generosidade e respeito pelo outro . Tão bom conhecer pessoas desta espécie.
ResponderEliminarA música e o filme emocionam.
Beijos e bom final de semana
Pouca gente conhece, Marisa; talvez alguns judeus, mas mesmo alguns judeus parecem não ter aprendido nada com ele.
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Por mim e entenda a seu modo, Laura, seria porventura dos poucos a quem e havendo, seria atribuido o Premio Nobel da Humanidade.
ResponderEliminarOuvi pela primeira vez o seu nome, sussurado na "clandestinidade" do seminario do qual fui expulso uns anos depois...
Pena que ainda imperem os medos de outrora e tenho pena por serem os de "fora" a reconhecerem este Senhor.
Um aparte. Tinha dezoito anos e vim para Lisboa. O destino teve a bondade (para mim...) de me proporcionar aquela fulgencia do 25, magia pura, procurando um rumo e,
Todas as semanas convivia (sorte minha...) com o teatro experimental da Comuna, na Praca de Espanha em Lisboa, agora eles, intelectuais desprezados, julgados retrogados nos interesses populistas, mas la ouvi falar novamente em tom elogioso tao ou mais igual a um Bertol Brecht e pensava, este Homem era perto da minha terra e de tal facto comecei a nutrir um carinho especial.
Tempos atras passei por ali perto, Cabanas, como a gente diz, mas o estigma continua...faz bem se fores mandado e mesmo assim, cuidadinho...
A primeira aula que tive de filosofia, o stor disse, aprendam a dizer nao!
Nunca esqueci apesar dos dissabores, sendo que ESTE disse nao, pelo sim da humanidade.
Para acabar, o desabafo. Vejo e desculpe a redundancia, ruas a torto e a direito (ate aqui ao lado) com o seu nome, mas o chamado Panteao Nacional, sera porventura diminuto para a sua dimensao...humano.
Boas noites, Laura.
A vida tem circunstâncias muito interessantes, e ter sido expulso de um seminário, deve ser algo de que até hoje deve regozijar-se, sobretudo se depois lhe deu a hipótese de viver essa "fulgência do 25"...entrar em contacto com o Teatro da Comuna, quanto a mim, uma verdadeira instituição do teatro e e da cultura em Portugal.
EliminarEste país não perdeu realmente o jeito, de continuar a exigir que se faça apenas e só, o que é mandado. Dizer não , pode sair bem caro, ontem como hoje.
Quanto ao Panteão Nacional, nunca entendi quais os critérios, e já desisti de tentar perceber.
xx
Este post fez-me recordar o quanto eu gostava de história! =))
ResponderEliminarhttp://agatadesaltosaltos.blogspot.pt/
Ainda bem, então...
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Olá Laura,passando para agradecer a visita e também cumprimentá-la pelo dia Internacional da Mulher.
ResponderEliminarbjs amiga.
Carmen Lúcia
Obrigada, Carmen Lúcia.
EliminarDuvido que o Dia Internacional da Mulher alguma vez tenha razões para deixar de existir.
xx
De volta outra vez.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Porquê?!...
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Conheço a história. A pessoa seguramente ultrapassa a história porque a verdade nunca se assemelha à ficção. Excelente o documentário. Vi o Filme. Não lhe fez justiça
ResponderEliminarComo diz o Talmude "Quem salva uma vida salva o mundo inteiro."... mas depois , quem salva o salvador ?
Beijos Laurinha
Eu também acho que a própria figura relatada, seria uma figura muito mais interessante do que aquela que a História conta, e também acho que o filme não lhe faz justiça; é feito "a martelo", e o Victor Norte nunca consegue dar a ideia de um Aristides de Sousa Mendes. Até acho que o filme francês é melhor.
EliminarQuanto à citação do Talmude, é bonita, mas por mais poética que possa ser, quem salve uma vida, ou muitas mais, não salvará jamais o mundo inteiro, e quanto ao salvador, só pode salvar-se pela sua própria consciência, o que par dizer a verdade não chega, se o tapete lhe é a seguir, tirado debaixo dos pés.
xx
Nunca serão demais as homenagens que se fizerem a este grande HOMEM. Contudo, como são escassas (já nem me admiro desta postura portuguesa), é sempre de louvar as que se vão fazendo entre a comunidade blogueira. Dou-te os parabéns! Admiro muito esta figura: ousar fazer o que ele fez no contexto histórico da 2.ª guerra mundial e enfrentar o regime de Salazar, não é de um homem comum. Assim, só pode ser mesmo um herói, infelizmente tão esquecido.
ResponderEliminarReitero os meus parabéns, querida Laura.
Bjo :)
Há quem fique na História por maus motivos, e há quem fique na História por bons motivos. Aristides escolheu fazer parte da "boa História".
EliminarObrigada, Odete.
xx
ResponderEliminarOi Laura
Você é a única que trilha seus caminhos sem se deixar corromper usando razões claras, iluminadas de forma a considerar o próximo acreditando sempre que ele tem o seu próprio lado a iluminar. Feliz dia das mulheres!
Olá Ana!
EliminarObrigada, mas felizmente não sou a única , existem milhões de pessoas que consideram o próximo; o problema são os outros tantos que o desrespeitam.
Um Dia das Mulheres só me faz sentir que o mundo está cru, ao mesmo tempo que apodrece... Mas não há que baixar os braços!
xx
Que curioso, Marcos!...É que "gole", aqui, é um trago de uma bebida, tal como aí também, penso eu...:-)
ResponderEliminarxx
Felizmente que a vida, contrariando palavras mansas, nos vai fornecendo exemplos deste quilate, em que a dignidade a tudo se sobrepõe, por maior que seja o preço a pagar.
ResponderEliminarUm beijinho :)
A verdade é que somos todos uns cobardes, e tão cobardes ao ponto de nunca elogiarmos aqueles que conseguem fazer algo que nós seríamos incapazes de fazer.
Eliminarxx
Pá, "golo" é golo de futebol, "gole" é gole de uma bebida, e gosto muito que vocês brasileiros tenham outras grafias e sentidos para uma Língua comum. O que me irrita profundamente e me tira do sério é a porcaria do Acordo Ortográfico, decidido por gente que nem Português sabe falar!
ResponderEliminarPorque nós todos, sempre nos entendemos!
xx
Querida amiga Laura, estive de novo aqui, revi a postagem e deixei um beijo enorme para você.
ResponderEliminarBom domingo!
Obrigada, Shirley. Um abraço!
Eliminarxx
Laura, belíssima composição você escolheu. Nenhuma homenagem será suficiente para a grandeza de homens assim. Como admiro as pessoas corajosas, aquelas que não temem consequências e praticam atos gravados, para sempre, na história. Atos de amor que salvam vidas. Sinto-me tão pequena ao tomar conhecimento deles! Parabéns, querida, pela postagem. Bjs.
ResponderEliminarÉ mesmo, Marilene; a coragem é um lugar onde poucos se atrevem a ir, porque pode ser muito sombrio... É fácil afrontar o poder, quando não se tem nada a perder, não quando se tem muito a perder.
EliminarObrigada, Marilene! Um dia feliz!
xx
Amiga Laura, hoje é o seu dia,
ResponderEliminartinha que vir aqui deixar uma palavra
hoje e sempre, seja muito feliz, sorria
de dor não deixa cair dos olhos nenhuma lágrima,
de alegria deixa-as correrem pelas faces à vontade
para você no pensamento envio uma flor
em sua companhia tenha a felicidade
sempre com carinho e muito amor!
Tenha um bom dia de domingo
e tudo mais o que desejar, um abraço.
Eduardo.
Oh Eduardo, muito obrigada! Pelo poema, pela flor, e por todo esse carinho.
EliminarEstá um dia lindo! Vou agora apanhar um pouco de sol! :-)
xx
Eu sabia que ias aparecer com uma expressão dessas, mas eu googlei!...;-) Linguagem caipira!
ResponderEliminarEu sou mais "nem chique nem mique"...:-)
xx
Admirável a coragem, o altruísmo e o humanismo do grande
ResponderEliminarser Aristides de sousa Mendes.
Existem pessoas que entram para a história no engrandecimento
da vida de outros, um porta voz da justiça na igualdade e
dignidade para com os oprimidos (vítimas) da barbárie
do holocausto. Acho que assisti a quase todos os filmes
marcantes sobre o holocausto, mas é muito doloroso
contactar com tanta crueldade...
Desejo um domingo feliz,querida Laura!
Bjos.
Ps: Estou sem condições no momento de ser mais
assídua nas minhas visitas e nas postagens
do meu blog,mas aprecio muito partilhar...
É verdade, no meio da barbárie tantos surgiram com actos plenos de humanismo, se olhar a credos nem raças; Aristides foi um deles.
EliminarO Holocausto é um período acerca do qual nos perguntamos como pode ter sido possível...mas a verdade é que foi!
Obrigada, Suzete. Eu sei como gostar de partilhar, e estar presente, mas por favor, visita só quando puderes, pois nem sequer estás postando...Eu entendo que nem sempre existe tempo para tudo.
Boa semana, querida!
xx
Olá querida Laura,
ResponderEliminarObrigada pelo lúcido comentário e pelos votos.
Parabéns por ser essa mulher inteligente e admirável.
Abraço especial pelo significativo dia.
Beijo.
Ah doce Vera, muito obrigada. Mas com certeza só reconhecemos como qualidades nos outros, aquelas que nós próprios teremos...;-) Tu és essa pessoa.
EliminarUm abraço!
xx
Oi Laura! Belíssima e merecida, esta homenagem que prestas ao grande Aristides de Sousa Mendes. É lamentável que seus valores não tenham sido reconhecidos ainda quando estando com vida. Muito obrigado pela aula de história. É muito gratificante conhecer a história de homens super qualificados e de grande coração como este.
ResponderEliminarBeijos e parabéns pela passagem do dia internacional da MULHER para ti e para todas as MULHERES do mundo.
Furtado.
É quase sempre assim; depois de mortos é que todos começam a ter qualidades!...:-(
EliminarObrigada, Furtado. Pena que tenham que existir este tipo de Dias com o chamada de atenção para as desigualdades sociais entre homens e mulheres, e em Portugal especialmente,como grande alerta para a violência doméstica.
xx
Já de volta. Do seu comentário no Cadinho quanto não ter entendido texto relacionado aos peixe, é porque trata-se de uma série que escrevi em 2007. Fica meio complicado mesmo entender na íntegra esses textos publicados com propósito de mostrar mudanças que acontecem no meu processo literário. Já até pensei em não publicar assim esses textos seriados, mas prefiro faze-los mesmo que cause alguma confusão mantendo fidelidade de propósito em estar sempre mostrando o que fiz e faço.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Ah não tem importância, foi apenas uma questão de pormenor...Acho que faz muito bem em continuar a publicá-los, até porque um texto anterior sobre esses mesmos peixes com nomes de notas musicais,e o aquário da vida, deu para entender muito bem !
EliminarObrigada pela explicação, Cadinho.
xx
Para além dos valores que lhe inculcavam o caráter, sempre me impressionou a coragem de Aristides Sousa Mendes.
ResponderEliminarParabéns, minha querida, por trazeres a lume uma página da nossa história, escrita a ouro.
Beijinho meu.
O homem merece.
EliminarParece que não, mas tem muito a ver com o que escrevi a seguir nos "Castelos no ar". O ir para além, o seguir o ideal. Pode perder-se muita coisa, mas a pessoa fica íntegra.
Obrigada, Teresa.
xx
Cada vez que venho aqui me encanto com algo novo que leio! Muitos belos seus posts!
ResponderEliminarBeijos mil Laura!!!
http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/
Obrigada, Lilly. Contente por gostares.
Eliminarxx
Aqui em baixo que ninguém nos ouve, cada vez está mais lindona, simpática...
ResponderEliminarBeijinho e boa semana!
:))
Como diria o Jorge Palma, " Deixa-me rir..." :-)
Eliminarxx