A minha casa é ao fundo da rua.
Onde existe tanta esquina
e tanto beco.
Onde o sol pouco ilumina,
o ar é ventoso e seco,
e o chão parece abrir-se em alçapão.
Apátrida de tanta pátria
da esquina de mim exijo saída;
sempre que me sinto aprisionada
desfaço o beco, encontro guarida
na linha recta obstinada
para a morada da libertação.
Devem ter sido estes os três meses mais velozes da minha vida!... Nunca achei que o tempo tivesse alguma vez passado tão rapidamente.
Estar alheada da blogosfera foi muito bom para mim. Pintei a minha casa, os armários de cozinha, recuperei uma pequena mesa e um móvel antigo que fui buscar ao lixo. Mas como verdadeiramente não preciso dos objectos, o problema é arranjar-lhes depois espaço dentro de casa.
Arranjei ainda tempo para assistir a alguns concertos de música, neste caso, a Orquestra de Jazz do Algarve. Tempo para ler, ir à praia, e conviver um pouco com amigas.



