ESPERA
Aqui onde o exílio
dói como agulhas fundas
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Voltei, por falta de tempo, a um dos meus poetas preferidos, e para acompanhar esta "Espera", um pouco de dramatismo na voz de Chavela Vargas, " En un Rincon del Alma"
" Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes, estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida" E. de Andrade
