quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Pão Nosso de Cada Dia


"O melhor tempero da comida é a fome" Cervantes




Elas caminham para a morte
pelas sendas de suas rugas
e cobrem os seios lassos
não de tecidos grossos
mas de restos de sonhos.
Da memória de outros dias
elas se nutrem e não
das carnes que temperam com cebolas.

Sendas das Rugas, de Astrid Cabral




Salmão grelhado
Frango com pimentos
Dourada grelhada
Almôndegas 
Filete de pescada 
Leitão
Lulas estufadas
Bacalhau com grão
Choco com batatas
Lombinho de porco grelhado
Solha frita com arroz de tomate
Ervilhas com ovos
Pato com vinho verde tinto
Azeitonas marroquinas
Bolo Salazar com redução de frutos vermelhos

"One cannot think well, love well, sleep well, if one has not dined well"
Virginia Woolf


132 comentários:

  1. Oi Laura,o melhor tempero da comida é a fome,como diz Miguel de Cervantes,mas isso implica em :
    Para matarmos a nossa fome temos que sacrificar a natureza.
    Foi o que entendi nessas lindas palavras.
    E são pratos bem apetitosos.
    bjs amiga
    Carmen Lúcia

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    1. Acho que a Natureza se preocupa muito mais com a poluição e outro tipo de atentados, do que pelo facto de comermos animais. Claro que a grande indústria de produção animal também suscita problemas ambientais. Mas cá está; se tivéssemos tipos de vida mais simples essa discussão nem sequer se punha.
      Obrigada, Carmen.
      xx

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  2. Aqui está um verdadeito poema,
    para eu poder comentar em liberdade
    O pão nosso de cada dia, belo tema
    que nos tentam tirar na ilegalidade!

    Marisco com abundância,
    distante da mesa dos pobres
    cada vez há mais arrongância
    diz ela, cheios estão os cofres?

    Todavia, falta saber...
    se cheios de dinheiro ou de ar
    nas imagens tanto estou a ver
    há no mundo crianças a chorar
    sem terem pão para comer!

    Chamam-lhe globalização,
    às reuniões dos país mais ricos
    vivem bem á custa da exploração
    não resolvem, causam conflitos?

    Você cozinha tudo isso...
    o nosso Alentejo é um jardim
    sabe bem que sou seu amigo
    amiga, não se esqueça de mim!

    Com azeite puro tirado do pote,
    as suas ideias são fantásticas
    caminham de sul para norte
    as suas palavras simpáticas!

    Tenha amiga Laura uma boa tarde,
    aqui está friorenta, um abraço.
    Eduardo

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    1. A chamada globalização só tem vindo a tornar os ricos cada vez mais ricos e envoltos numa redoma que os afasta do cheiro da fome para a qual deliberadamente contribuem.
      A sra ministra dos "cofres cheios" devia era ter vergonha na cara. Cofres cheios também Salazar tinha!
      Sim, cozinho tudo isto, só o leitão é que compro, porque gosto muito. Cá em casa, felizmente, ainda se pode comer!
      Obrigada, Eduardo. E boa noite.
      xx

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  3. Boa tarde, exactamente como os outros animais, alimentamos-nos de outros animais, se contribuímos para o equilibro é discutível, penso que não não contribuímos, enquanto os animais irracional mata unicamente para sobrevivente, nós os racionais matamos por prazer, desculpe por generalizar.
    AG

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    1. Não contribuímos para o equilíbrio, não pelo facto de nos alimentar-nos de outros animais, mas pelo facto de adorarmos destruir habitats de animais nos quais nem se devia tocar. E sim, o homem é o único bicho que mata por prazer. Geralmente como desporto.
      xx

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  4. Voltei porque tinha,
    esquecido esta parte
    há por aí tanta gentinha
    se calhar pensa que é arte?

    Não acredito que possa ser!
    que o melhor tempero da comida seja a fome
    pois, quem não tiver nada para comer
    certamente, com fome morre...

    Eduardo.

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    1. Acho que o que a frase quer dizer, de forma simples, é que quando se tem fome qualquer coisa para comer que nos seja apresentado, saberá muito bem. Não no sentido de defesa da fome para que se possa apreciar a comida.

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  5. E eu que estou cheia de fome...para que é que aqui vim????

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  6. Minha avó dizia, que para um burro com fome até os cardos eram iguaria.
    Alinho no salmão, e nos choquinhos. dispenso o resto.
    Um abraço

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    1. Pois, é isso mesmo, Elvira.
      O problema com a nossa ocasional falta de apetite, acontece porque tantas vezes comemos mais do que devíamos.
      xx

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  7. Gosto de tudo isso... embora escolhesse em 1º. lugar os peixes... não... a sapateira!!! As carnes iriam noutro dia... mas iriam também!
    O poema é lindo!
    Beijinho

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    1. Assim é que é falar, Rita! :-)
      Eu adoro marisco, adoro peixe e gosto de carne. Já para não falar das saladas e sopas que faço muito. Como de tudo, com conta, peso e medida.
      O poema da amazonense Astrid Cabral é muito forte e intenso.
      xx

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  8. Como se diz, burros com fome cardos comem.
    A frase não podia estar mais correta, lool o poema é alusivo... e os pratos?? Ai os pratos tudo aquilo me agrada bastante, sou um bom garfo,~

    Beijinhos,. Laura

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    1. "correta" ?!!... Não sabia que eras seguidora do Acordo Ortográfico...Isso sim, um verdadeiro atentado à Língua Portuguesa.
      xx

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    2. Será que estou enganada?
      ( O melhor tempero da comida é a fome) Ou seja... se houver fome tudo nos sabe bem...

      Miga elucida-me que não entendi nada!!
      Sou mesmo taralhoca.

      xx

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    3. Ah não Cidália, estás muito certa.Claro que se estivermos com fome tudo nos sabe bem.
      Eu apenas estava a referir-me ao facto de escreveres "correta", de acordo com o Novo Acordo Ortográfico, e eu escrever "correcta" com o c antes do t, à maneira antiga. Portanto só te estava a querer dizer que o Acordo Ortográfico é uma ofensa à Língua Portuguesa, na minha opinião. Mas cada qual tem a sua opinião.
      Contudo um "fato", como agora se passou a escrever não poderá ser o mesmo que um "facto", etc.
      Não és nada taralhouca, pá! :-)
      xx

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    4. Hahahhahhahahh.

      Claro que não sou de acordo com o novo acordo ortográfico, nem pensar!! Não te disse que sou taralhoca, nem reparei que na palavra lhe faltava o ( c ) De fato tem algum jeito ? looooooool Ná... não gosto nada disto :-)

      Não concordo nem escrevo o novo acordo.. foi um erro das teclas e dos olhos.. loool

      Obrigada por me teres feito abrir a pestana.
      XX

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    5. Lol, fazes-me rir.
      E já que te abri a pestana, agora vou eu fechar a minha pestana. Vou-me deitar que estou cheia de sono!
      Boa noite, Cidália.
      xx

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    6. Interessante, Laura, ainda ontem comentava sobre isso, sobre essas inúmeras reformas/deformas ortográficas com um jovem colega no trabalho, muito bem informado, bom de prosa. Dizia que a muito nos, aqui no Brasil, não grafamos mais determinadas palavras como "fato", "ato" com o "c" e citava você, dizia que ai em Portugal se escrevia assim com "c", ele disse: - Não! Ela escreve assim porque quer, prefere, a maneira antiga, a reforma é geral, pra todos os países de língua portuguesa. Pois eu também ainda escrevo "Flôr" com acesso, é mais visual, mais expressiva com a pétala do acento circunflexo sobre o nome, os alarmantes tremas também. Só falta agora eles tirarem as queridas, democráticas e flexíveis reticências

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    7. O teu colega tem razão, Fábio. O famigerado Acordo Ortográfico, seria suposto ser cumprido em todos os países, mas na verdade apenas Portugal o verdadeiramente instituiu, dado que os países africanos de expressão portuguesa estão-se borrifando para o assunto, por isso se não escrevermos de acordo com as novas regras de ortografia, será considerado erro. Os professores por exemplo têm de fazê-lo, embora muitos estejam contra. E eu como sou contra, continuo a escrever à maneira antiga, porque considero o Acordo absolutamente ridículo, já que um fato é aqui algo para vestir, e não um facto, logo grafar da mesma forma é uma estupidez linguística. Além disso nega a origem latina de tantas palavras.
      O que enriquece a Língua Portuguesa é a diversidade com que é escrita e falada nos vários países, e não esta homogeneização feita "a martelo". A Língua evolui naturalmente, e não precisa deste tipo de decisões completamente estapafúrdias.
      Esta é a minha opinião, e de muitos outros portugueses.
      Exacto (e não exato), só falta acabarem com as tão necessárias reticências, já que parecem não ter dúvidas acerca de nada! :-)
      xx

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  9. Li os comentários e irei dizer algo que já foi dito acima, somos animais e para matarmos a nossa fome temos que sacrificar outros animais. Desculpem-me os leitores mais sensíveis, mas no mundo rural tal é normal, pois as pessoas partilham o espaço entre si e com os animais que são por norma de dois tipos: ou são selvagens ou são domésticos e a sua função é por vezes servir de alimento às pessoas.
    Experimentaria as azeitonas marroquinas, que nunca provei. Mas uma fatia de Bolo Salazar também iria agora que acabei de jantar.
    Um post muito apetitoso fotograficamente, Laura.
    Bj**

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    1. É isso mesmo, Paula. Concordo contigo. Eu nasci no campo, lembro-me bem da importância dos animais na nossa própria sobrevivência. Mas quem nunca sequer teve que lutar pela própria sobrevivência é que acha que comer animais seja uma crueldade. "Nem tanto ao mar nem tanto à terra"!... A minha mãe, por exemplo, nunca foi capaz de matar uma galinha, e eu ainda hoje , se compro uma galinha que venha com a cabeça ou as patas, dou um grito, chamo pelo meu marido, e digo-lhe: "Tira-me esta cabeça daqui", porque preciso desse distanciamento dos olhos do animal.
      Simpatia tua, Paula, se há coisa que eu não tenho mesmo jeito é para tirar fotografias. E quero sempre é despachar-me! ;-)
      xx

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    2. Já somos duas, mas diz-no a bíblia do fotógrafo que vale mais ter uma pequena foto do que nenhuma, se bem que eu acho as fotos boas!
      Fala nas galinhas, um dia calhou ver a minha mãe matar um coelho e não quis comê-lo, só que passou rápido, pois sei desde muito nova que a comida não vem embalada da natureza e que alguém tem de sujar as mãos para comer o que vinha para a mesa.
      Basta olhar a natureza e todos matam para seus sustento, é a vida!
      Boa semana.

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    3. Ah sim, Paula, mais vale ter uma foto, do que não ter foto nenhuma...:-)
      Eu não consigo matar animais, mas não me faz impressão nenhuma comê-los a seguir, embora confesse que cozinhar certo marisco vivo me transtorne um pouco, mas, enfim, tem que ser, porque me sabe bem comê-lo.
      Obrigada, Paula. Boa semana!
      xx

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  10. redução de frutos vermelhos, que gourmet que a Laurinha anda! ;)
    a santola ou sapateira (sapatola) parece estar de braços cruzados.
    o salmão e o leitão é que me matam <3

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    1. Santola é uma coisa, sapateira é outra coisa! Como detestas marisco, sempre confundiste...:-)
      A redução de frutos vermelhos foi para aproveitar os frutos vermelhos congelados, porque tinha de descongelar o frigorífico. E bolo Salazar, que é muito bom,e é a receita mais simples que existe!
      Eu sei, tu queres é salmão e leitão.
      xx

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  11. Vendo o seu post com tantos pratos de aparência tão saborosa, até fiquei com água na boca, e o salmão então é bom demais!
    Gostei do poema Laura.
    Beijos pra você

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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    1. Um belo poema da poetisa amazonense Astrid Cabral!
      Eu até tinha escrito um poema sobre o sal e a sua importância na cozinha e nas nossas vidas, mas achei que tinha ficado muito "picante", por isso decidi postar este, muito mais profundo.
      xx

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  12. Concordo com a Virginia Woolf. Belo post...fiquei cheia de fome! =P

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    1. Aaah não te pode cheirar a comida!...:-))
      Pois é, a V.W. está muito certa!
      xx

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  13. Como você amiga Laura, também compreendi o sentido da frase, quanto mais é a fome melhor sabe a comida, desde que a tenhamos para comer! Sendo, portanto, a esse tempero que o autor se refere...

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    1. Exactamente, Eduardo, é isso mesmo,e não uma apologia da fome.
      xx

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  14. Laura, se queria deixar todo mundo com água na boca, conseguiu (rss). Que maravilha de pratos! Eu ficaria com o filé de pescada, saladinha e purê. Como gosto! Sabemos que, na hora da fome, tudo parece gostoso, mas é ótimo poder escolher com calma e saborear o que nos dá prazer. Na correria diária, nem sempre é fácil. Fico com o básico, não abandonando verduras e legumes. Quando acontece de estar fora de casa, aproveito para apreciar algo diferente, pois sou uma negação na cozinha. Bjs.

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    1. Não queria deixar ninguém com água na boca, Marilene, até porque esta é a comida do dia a dia, por isso lhe chamei "O pão nosso de cada dia", numa alusão às palavras da oração, mas sempre que não tenho tempo para escrever alguma coisa decente, ou preparar outro tipo de post mais elaborado, recorro à comida...:-)
      Aquele até é um puré de nabo e não de batata, e embora muita gente não goste de nabo, eu gosto!
      Quem vive no "corre-corre" não tem realmente muito tempo para cozinhar. Tu e a Vera têm vidas muito ocupadas profissionalmente. E eu tenho o gosto de cozinhar, sobretudo quando recebo visitas, e aí sim, os pratos são feitos com muito esmero. Tudo isto é o mais simples que há.
      xx

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  15. Oi Laura \o/
    Gostei das frases de Cervantes e Virginia Woolf,
    são afirmações com as quais concordo plenamente.
    E como é bom ler uma poesia da talentosa Astrid Cabral por aqui!
    Olha, fiquei com fome ao ver estas imagens deliciosas.
    Acho que eu só não provaria: Lulas estufadas!
    Adorei esta postagem saborosa, e estou de pleno acordo com o que
    a Paula escreveu: 'para matarmos a nossa fome temos que sacrificar
    outros animais.'!!
    Beijos :)

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    1. Oi Clau!
      Com fome toda a comida sabe bem, e dormir de estômago vazio não pode resultar numa noite tranquila.
      Descobri a Astrid Cabral há muito tempo, e gosto muito da sua poesia. Existe um outro poema intitulado "Cardápio" que também ficaria muito bem aqui :
      "Nosso cardápio diário
      inclui carnes assadas
      e angústias bem passadas.
      Inclui sangrentos nacos
      cobertos de molhos pardos
      que sabem a desgosto." (...)
      xx

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  16. A esta casa estou mais uma vez de volta,
    para escolher o que está sobre essa mesa
    lombinho de porco grelhado, está na hora
    do almoço, bolo sem Salazar, para sobremesa!

    Tenha uma boa tarde de primavera amiga Laura, um abraço,
    Eduardo.

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    1. Felizmente o bolo, de Salazar só tem o nome, e nem deve pensar-se nisso enquanto se come!
      Boa tarde, Eduardo. Aqui começou agora a chover.
      xx

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  17. Laura
    Tudo com um aspecto delicioso e só podia... vindo de uma cozinheira de mão cheia como és ! A única coisa que não comia era o leitão... Hoje janto o pato com vinho verde tinto e umas azeitonas marroquinas deliciosas. Para sobremesa pode vir uma fatia (generosa) do bolo com os frutos vermelhos que são a minha perdição. I'm in heaven ! :-)

    maria jorge

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    1. Aaah Maria, este bolo tu já o conheces!...;-)
      Este pato com vinho verde tinto é a coisa mais simples de fazer que há, e as azeitonas marroquinas foram oferecidas pela Nazha e pelo marido. Quando vão a Marrocos trazem-nos sempre muitas e boas azeitonas! Ontem perguntei-lhe a receita do frango, e irei experimentá-la na próxima semana. :-)
      xx

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    2. Ah Laura quando tiveres tempo partilha essa receita de frango comigo :-) ... costumo fazer uma tajine de frango com limão a acompanhar com cuscus que é uma delícia ! OMG e com essas azeitonas eu só precisava de um pão e um vinho alentejanos ! e uma boa companhia... claro ! :-)

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    3. Está enviado. E sei que mesmo sem as azeitonas arranjarás boa companhia para partilhar esse frango. Nem que tenhas de chamar alguma amiga Condestável!...;-)
      xx

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  18. Este seu post, fez-me lembrar os indígenas do norte de Moçambique, a comerem formigas- de-asas à noite atraídas pelas luzes dos candeeiros públicos, o tempero era uma cerveja na cantina! Estes saborosos pratos são há portuguesa com certeza! Bom fim de semana e bom apetite.

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    1. Um bom exemplo esse, de como à falta de melhor umas simples formigas até podem saber bem acompanhadas de uma cerveja.
      Sim, comida portuguesa; só faltam as favas dos últimos dias, mas o post já estava muito longo.
      Bom fim de semana, António.
      xx

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  19. Uau, quanto bicho morto rs!De tudo o que eu vi, fico com o tomate, brócolis, ervilha, batata, macarrão rs...
    Beijão, Laura!!!

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    1. Para ti então, Shirley, a parte final do " Cardápio" de Astrid Cabral:
      "Inclui o medo camuflado
      em camadas de batatas
      Inclui a morte servida
      sem o menor escrúpulo".

      xx

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  20. O pão nosso de cada dia pelas tuas mãos, quisera tê-lo, Laura, sem pressa, a olhar a minha vida toda num espelho, enquanto degustasse o tempero desses pratos (rs)!
    Brinco só para ouvi-la dizer-me novamente “Que divertido”! (rs).
    Saber dos teus dotes é tão bom, pois se não sentiria frio agora sei que também não sentirei fome (rs)!
    Abraço forte, Laurita!

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    1. Ah que divertido, sim! Gosto das pessoas com sentido de humor!
      Exactamente, comigo ninguém passa fome nem frio.:-)
      xx
      O teu blogue está fechado?!

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    2. Volto para responder-lhe, Laura. Temporariamente.
      Voltarei em breve, mas não deixarei, enquanto vou divagando, enquanto vou olhando as minhas velas vagando sem mar, de "matar a minha fome e agasalhar-me" no seu cantinho.
      Abraço, Laura!

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    3. Obrigada pela resposta, Zé.
      Uma pausa é sempre bem vinda. Não tardará muito farei uma, só que nunca fecho o blog...fica sempre de portas abertas.
      xx

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  21. A citação de Cervantes é bem real!
    Ah estes pratos fizeram-me água na boca, mmmmmmm!!!
    Bjs

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  22. Boa tarde Laura.
    Meus parabéns pela apresentação dos pratos diários e pelo que pude observar é boa na culinária, confesso não sei cozinhar, as vezes ultimamente pego receitas e me aventuro , mas mesmo assim raramente fica gostoso rsrs. Uma frase verdadeira do Miguel de Cervantes . Quanto ao poema dede Astrid Cabral, bem profundo. Um feliz final de semana.
    Um forte abraço.

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    1. Olá Mirtes!
      Eu acho que só não sabe cozinhar quem não gosta de cozinhar. Gostando, fica fácil.
      Bom fim de semana, e as melhoras.
      xx

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  23. Laura , tive vontade de ir correndo para sua casa apreciar um dos pratos que com maestria sabe fazer . Mas , estou tão longe ....
    Parabéns pelo post e pela arte de cozinhar .
    Beijos e bom final de semana .

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    1. Vem, Marisa. É longe, mas existem aviões. Terei todo o prazer em receber-te.
      Bom fim de semana!
      xx

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  24. Laura, engraçado, tava ainda agora almoçando e me ocorreu essa frase, que aqui dizemos, "o tempero da comida é a fome". Não que a minha comida estivesse ruim, prato simples, tava até gostosinho, frango frito, feijão e arroz, nem tava com fome, comi mais na gula mesmo. Frutos do mar? Caranguejo sem comer não, mastigo tudo, carninha de nada, osso, depois custo fora, prefiro o pirão. Costumo dizer do peixe, que só gosto dois: Albacora (uma espécie de atum) e sardinhas em lata, porque não tem espinhas. Uma agonia! Ou você se preocupa degusta-los ou cata-las. Mas eu lhe garanto não sou chato pra comida, como legal. Bom apetite, ou melhor, boa tarde, rs.

    https://www.youtube.com/watch?v=PUWUqhQlAuk

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    1. Agora até achei curioso; há quanto tempo não faço frango frito... agora prefiro frango assado.
      Gosto muito de marisco, sobretudo de percebes e ouriços do mar. O que é pirão?!
      Aaah eu adoro quase todo o peixe, e adoro sardinhas...as espinhas nunca foram problema para mim, a não ser que a sardinha não esteja na altura de ser pescada, aí sim , ninguém aguenta a espinha.
      Obrigada pelo video, Fábio. Se o homem vai ao peixe, eu cá o espero! ;-)
      xx

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    2. Agora me pegasse, Laura... Frango frito? Assado? Acho que é a mesma coisa, né não? Pirão? É o caldo da fervura , digamos assim, do caranguejo, ou da carne, acrescentasse farinha e pronto! Só isso. segue um vídeo de como se faz, só não precisa por esse tal de azeite de dendê, eu como sem, tu que sabe, se quiser importar da Bahia... Ai tem? Rs..

      https://www.youtube.com/watch?v=Q07HsguRMlY

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    3. Claro que frango frito não é a mesma coisa que frango assado; frango frito é na frigideira, frango assado pode ser no forno ou no churrasco. Gosto, de frango assado com muito piri-piri! :-)
      Obrigada pelo video, Fábio. Pareceu-me muito bem esse pirão de caranguejo com uma cervejinha fresca. E afinal nós também temos por aqui algo de parecido, feito com farinha de arroz ou farinha de milho.
      Esse azeite de dendê não preciso importar da Bahia, porque é fácil encontrar aqui, é o que nós chamamos de óleo de palma. :-)
      xx

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  25. Hey, Laura
    really surprised ,with the words of Astrid Cabral and the food pictures tsunamie,
    Delisioso!
    Laura "The kitchen queen?"
    XX

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    1. Astrid Cabral is a great poet indeed, and she has several poems about food, cooking, household chores. All very good.
      No, Willy. Not even a princess, let alone a queen! :-)
      xx

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  26. Olá Laura,

    Demorei, mas cheguei. Sou como a justiça, ou seja, posso tardar, mas chego-rsrs.
    Como Cervantes, também penso que a fome é o melhor tempero para a comida. Quando se está com fome, todo alimento parece delicioso. Todavia, não há quem resista à beleza de um prato bem elaborado e aromático, pois aguça o apetite.
    Você sabe que não sou chegada a produtos do mar, mas todos os demais pratos exibidos aqui me deixaram com água na boca. O bolo Salazar..., hummmmmm.....Que judiação ter que se contentar em apenas observá-lo.
    Virginia Woolf também tem razão. Não digo com relação ao jantar em si, mas ninguém consegue fazer nada a contento de barriga vazia-rs.
    Achei lindo o poema da Astrid Cabral! "Da memória de outros dias elas se nutrem,,," Verdadeiramente tocante.

    Pois é, amiga, já deu para perceber que você é 'fera' na cozinha, ao contrário de mim, que me desespero toda vez que vou receber visitas. Para você ter uma ideia, a confraternização da Páscoa foi aqui em casa e adivinhe quem foi o chefe da cozinha? Meu irmão. Somente escolhi o cardápio e ajudei-rsrsrs.

    Ótimo final de semana.

    Beijo.

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    1. Olá Vera!
      Não demoraste, não. Não há pressa...!
      Os teus comentários são sempre muito bons, pois realmente dás a tua opinião. Eu sei que, tal como a minha filha, também não gostas de marisco, mas sabes que o bolo Salazar é o bolo mais simples e económico que existe?... Acho que tem o nome do ditador porque Salazar era a pessoa mais frugal que se possa imaginar. Ditador, mas modesto nos hábitos. É um bolo muito simples e fácil de confeccionar, e muito bom. Apenas lhe acrescentei os frutos vermelhos.
      Sim, a frase de V.W. só quer dizer isso mesmo; de barriga vazia, nada funciona. E Astrid é uma enorme poetisa!
      Ah como é bom ter um irmão como o teu para te salvar de apuros!...:-)) O meu irmão também é um excelente cozinheiro!
      Mas cada qual com os seus gostos e as suas tarefas, não é mesmo?
      Um óptimo fim de semana, Vera!
      xx

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  27. O melhor tempero da comida é a fome" Cervantes !!! Minha fome nasceu com as variedades de pratos deliciosos querida amiga , rsrsr. Comida também é poesia. Assim como arrumamos um prato para o agrado de nossos olhos, usamos as palavras para agradar nosso ego e nossa alma. Concorda ? Alias, você é mestra em culinária poética ! Parabéns.

    Abraços,
    Dan..

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    1. Nunca tinha visto a questão nessa perspectiva, mas realmente a comida também poderá de facto ser poesia, e cozinhar, um acto poético.
      Obrigada, Daniel, mas eu não sou é mestra de coisa nenhuma. E ainda bem.
      xx

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  28. Laura, eu é que peço desculpas... Sei que esses pratos mostrados são deliciosos e respeito quem os saboreia. Aliás, sou (era rs) vegetariana há quinze anos, mas, estou dando uma escorregadelas bem feias rs e isso, para mim, não é bom, pois, amo os animais.
    Tudo certo então?
    Beijo no coração!!!

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    1. Ah não, Shirley, pedir desculpa porquê?... Eu compreendo esse sentimento de um certo desconforto, mas também sei que não levaste a mal o meu post.
      Por acaso embora coma de tudo, cozinhar o marisco vivo é extremamente horrível!...:-(
      xx

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  29. Olá Priscila!
    Comer é realmente muito mais fácil do que cozinhar, mas cozinhar também pode ser um imenso prazer.
    O poema da Astrid reflecte porventura o desânimo de quem passa uma vida inteira enfiada na cozinha, a dar amor através da comida, sem nunca chegar a ser valorizada pelo amor que dá.
    Obrigada, Priscila, teus comentários são especiais.
    xx

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  30. "Orlando" é uma obra muito interessante, sobre um rapaz que acorda mulher, elaborada com muito sentido de humor, numa história em que a personagem se mistura com a própria história britânica. Li já há muito tempo!
    "Macunaíma" já ouvi falar, mas infelizmente não li... E tenho de ir ler esse conto "Apelo para o epílogo", um título bem sugestivo...:-)
    xx

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  31. Your blog is fantastic.
    (Now I'm hungry.)
    :-)

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  32. Receio que não me faça entender, mas, digo eu, falta aí uma boa companhia...
    :)
    Tchim! Tchim!

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    1. Ah eu para comer tenho sempre boa companhia, mas o Rui seria bem vindo...:-)
      xx

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  33. Bom dia. Entrei aqui de papo cheio e saio daqui com uma vontade de comer que só eu sei, loool

    Sem duvida que o melhor tempero é a fome...e eu saio daqui cheio de ... tempero

    Pratos deliciosos
    Fica feliz. Bom Domingo
    xx

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    1. Isso não será um problema de gula, Ricardo?...:-)
      Obrigada, e boa semana!
      xx

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  34. Roubo a solha frita.
    Porventura mais modesta tal como o arroz que acompanha a excelencia do calor que a brindou em formosura, e a ele numa camada de choro de cebola no refogado que enquanto picada, lagrimas nos olhos sem sentimentos por ela, mas no mexer, coisas vinham da vida, porventura para tantos, o tempero da fome.
    Acabo com o bolo salazar, mesquinho no nome, omnipotente no gaudio da cor vermelha.
    Trinquei...com raiva!

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    1. As vezes que uma mulher chora na cozinha, enquanto faz um refogado...a cebola não dá tréguas! Mas para comer um bom arroz de tomate, vale a pena chorar um pouco, porque este arroz também fica de comer e chorar por mais. Também gosto muito desta solha grossa frita. Um prato modesto e saborosíssimo.
      E como há coisas que apetece trincar com raiva!... Neste caso o bolo com o nome do ditador. :-)
      xx

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  35. Venho te visitar para desejar-lhe uma linda semana Laura!!!
    Beijos e beijos

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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  36. Mas que coisas deliciosas.
    Isto é uma maldade ver tanta coisa boa e não poder comer, só com os olhos hehe.
    Um abraço e uma boa semana.

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    1. Dizem que os olhos também comem, mas com a boca come-se muito melhor! :-)
      Obrigada, Francisco, e boa semana, também.
      xx

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  37. Hoje saio daqui com água na boca! Foi torturante apreciar as tuas fotos...
    Beijo.

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    1. Nada pior do que uma boca seca!...:-)
      Obrigada, Viviani.
      xx

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  38. Laura que delícia o seu post acabei de almoçar, mais vendo essa maravilha a fome voltou novamente, basta agora ficar apreciando esses pratos, Laura beijhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br/
    os.

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  39. O seu post despertou-me o apetite e os sentidos :)
    Um beijinho de Portugal

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    1. A sério?...
      "Um beijinho de Portugal"... e eu estou onde, na China?...:-)
      Obrigada, Miss Smile.
      xx

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    2. Laura, desculpe, eu é que estava com a minha cabeça na China :)

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    3. Desculpar o quê?... Eu achei muito engraçado!...:-))
      xx

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  40. Olá, Laura!
    Quer nos levar ao pecado da gula ou ao desespero dos que sabem que os olhos, sozinhos, não comem nada? =)

    Bem, serei então mais uma na lista da poetisa e me resignarei a nutrir-me das memórias...
    Um bj amg

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    1. Nesse caso então, as belas palavras de Astrid Cabral compensarão um impossível pecado da gula. :-)
      xx

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  41. Entrei aqui, há dias, mas saí logo para não ser tentada a ingerir mais umas calorias... A esta hora, também me abre o apetite mas como não como nada depois de jantar, não corro riscos!
    Uma apetitosa, variada e colorida postagem! GOSTO de tudo mas a minha perdição são os bolos caseiros, por isso não os faço :) :)
    Gostas de cozinhar? Aprecio quem tem paixão pela cozinha e consegue resistir às delícias...
    Bjo, querida Laura :)

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    1. Eu também não como nada depois do jantar, não por medo das calorias, mas por falta de apetite; habituei-me há muitos anos a não comer depois do jantar. É muito fácil e uma questão de hábito.
      Gosto de cozinhar, mas só quando cozinho para muita gente resisto bem a tudo...prefiro vê-los todos a comer...:-)
      Obrigada, Odete.
      xx

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  42. Que maldade em Laura? Pela hora em que faço este comentário, podes muito bem imaginar a fome que sinto neste momento. O pior de tudo, é que depois de ver tanta iguaria, ter que me contentar com feijão, arroz e frango grelhado. Mate o véio, mate! Rsrs.

    Beijos,

    Furtado.

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    1. "mate o véio, mate"...! Ah que sentido de humor! :-))
      Eu acho que feijão, arroz, e frango grelhado é muito bom! Que lhe tenha sabido muito bem, Furtado.
      xx

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  43. Sem querer desconsiderar o aforismo de Cervantes, que acho muitíssimo acertado, as tuas fotos fantásticas, que me encontraram com uma mísera quesadilla na mão, deixaram-me com o bichinho carpinteiro das terapias culinárias, que tenho menosprezado como os demais passatempos e paixões,... Outros valores mais altos se levantam, citando um poeta maior... Apesar de pequenos, são valores envolventes, ditadores, absorventes, desgastantes... E ao mesmo tempo demasiadamente bons, tão bons que criam uma adicção louca e destrambelhada.
    Entreguei o teu beijinho junto com os meus.
    Trago-te outro de volta, junto com os meus, também. :)

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    1. Uma quesadilla também não é nada mau, sobretudo para quem gosta de queijo, e se há muito mais para apreciar do que levar atrás de tachos e panelas.... Quando valores mais altos se levantam, e mesmo que possam parecer pequenos, por te afastarem ditaturialmente de outras paixões, só poderão significar que afinal são mesmo enormes.
      Compreendo a tua adicção destrambelhada, e a tua paragem para absorver algo de tão importante, e que tem de ser captado na hora.
      Obrigada pela visita, da qual não estava à espera
      xx

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  44. Boa noite Laura, não resisti a ler alguns comentários e para resumir:
    um “post” muito gostoso como diriam os nossos amigos brasileiros.
    Uma interligação perfeita!
    Mas não me vou embora sem lhe dar os meus Parabéns pelos excelentes pratos com que nos presenteia! Aprecio todos!
    E favas também,))!
    Beijinhos,
    Ailime

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    1. Gosto muito de favas, Ailime, mas acho que gosto mesmo de tudo. Só não gosto de rins e fígados, mioleiras, e outras coisas estranhas. E só não postei as favas porque o post já estava longo de fotos e também tinha postado um prato tradicional de ervilhas. :-)
      Obrigada, Ailime. Aquele teu poema é uma maravilha.
      xx

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    2. Muito obrigada, Laura, pelos seus generosos comentários no meu canto. Faltam muitas noções básicas para escrever um pouco mais além...Mas vou-me entretendo.
      Um beijinho grande e um óptimo dia. Ailime

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    3. Não tem que agradecer. É um prazer ler e comentar boa poesia.
      A sua poesia é sintética, eloquente, e de um profundo lirismo. Do melhor que tenho lido nos últimos tempos!
      Obrigada, e tenha sempre óptimos dias para continuar a escrever assim.
      xx

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  45. O que que é isso amiga?!
    Estou surpreso em abrir este blog e ficar com fome...
    Gostei da dinâmica impressa com este post...

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  46. Laura,
    Comer é apenas uma componente dos nossos apeadeiros. Descanso e partida.

    Um beijinho :)

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    1. Claro que pode ser esse "apeadeiro" de "descanso e partida", mas pode não ser só isso. Pela mesa passa muito mais do que um simples descanso e partida. Passa a tristeza dos dias ou a alegria da festa e confraternização. A mesa é o lugar do amor ou do desamor.
      xx

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  47. OI LAURA!
    DEU ÁGUA NA BOCA.
    MAS, TENHO QUE PRESTIGIAR O BOLO "SALAZAR", JÁ QUE É UM DE MEUS SOBRENOMES. ( VEM DE MEU PAI).

    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Olá Zilani!
      Fazes muito bem em prestigiar o "Salazar", já que é o nome do teu pai. Há "Salazares" e Salazar. :-)
      xx

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  48. Passei para desejar um bom fim de semana
    Um abraço

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  49. Bem...nem sei que te diga.

    Só sei que regressei em beleza pois comia JÁ, de bom grado, qualquer coisinha das que mostras.

    Um apetitoso 'post' com pensamentos de sobremesa.

    Saudades daqui, muitas!!!

    Beijinhos

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    1. Então não digas nada, e alimenta-te.
      Os pensamentos de sobremesa, mas sobretudo os de pós-sobremesa são sempre os melhores! ;-)
      xx Pérola!
      xx

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  50. ¡¡¡Se me está cayendo la baba con tanto plato de cocina rico y exquisito!!!
    Adoro la cocina Portuguesa, y cada vez que visito tu País gozo como un "cosaco" por la gastronomía tan variada y deliciosa que tenéis.
    Es cierto tanto lo que dice Cervantes como Virginia Woolf.
    "Uno no puede pensar bien, amar bien, dormir bien, si uno no ha cenado bien. "
    Impresionante, profunda e intensa Poesía de Astrid Cabral.
    Abraços e Beijos.

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    1. Sim, também acho a nossa cozinha muito variada, mas não acho que o que aqui apresento seja "rico y exquisito". Esta é a comida de todos os dias em minha casa, e não a comida dos dias de festa, essa sim, mais "exquisita".:-)
      Astrid Cabral tem poemas extraordinários.
      Obrigada, Pedro.
      xx

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  51. Cozinhar é uma arte que envolve o afeto (amor), uma harmonia de
    ingredientes (temperos), aroma (cheiros) e cores proporcionando a
    quem se alimenta o sabor, o aroma, o afeto (carinho) tudo fica
    gravado na nossa memória afetiva. Tive uma mãe que cozinhava
    excelente e com amor, cada prato vinha repleto de afeto (carinho).
    Amava cozinhar e reunir a família, amigos e sempre fazia um
    banquete, ela gostava de fazer o prato predileto da cada filho,
    nora, genro, neto ,amigo. Adorava admirar cada um se deliciar
    com seus pratos. Para nós,filhos era um esforço lhe convencer
    a sentar e comer...
    Também gosto de cozinhar, mas tem que ter o clima para
    o afeto, aprendi com a minha mãe a cozinhar com amor e
    sem seguir receita, porém não tenho o enorme talento (dom)
    dela para cozinhar tudo com propriedade.
    Vejo querida laura, teus talentos na arte de cozinhar, escrever,
    arte manual são enormes como a tua sensibilidade e bom gosto.
    Beijinho e um abraço enorme saudoso!!

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    1. Que bom ver-te por aqui, Suzete, pois sei que tens andado muito ocupada.
      Como diz o Mia Couto, "cozinhar não é serviço".Cozinhar é um modo de amar os outros". Poderemos ter todos os ingredientes trazidos do supermercado, mas se faltar afecto, o acto de cozinhar pode tornar-se um verdadeiro suplício.
      Também a minha mãe era assim, comia qualquer coisa de pé, apenas porque gostava de ver os outros contentes a comer, e para estar sempre disponível para servir toda a gente. Eu sinto esse prazer de bem servir, mas sento-me sempre à mesa, embora confesse que me levante muitas vezes para atender às solicitações.
      Tudo de bom para ti, Suzete, e obrigada pela visita inesperada.:-)
      Abraço!
      xx

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  52. Boa tarde Laura.
    Vim lhe desejar uma feliz semana e agradecer o seu carinho e força, você é muito carismática. Um forte abraço.

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    1. Eu não sou mesmo nada carismática, Mirtes. Eu só não gosto é de ver gente a sofrer à minha volta.
      Abraço,e muita coragem com essa doença que te atormenta os dias.
      xx

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  53. Sou de comer pouco, fico com metade de cada dose. Não te preocupes, fico que nem um Rei.
    É bom ver tanta gente à mesa enquanto provamos o que confeccionamos.
    Tens arte na cozinha, brindo ao teu bom gosto.
    Bj

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    1. Olá Luís!
      Ah eu não, eu como mesmo uma dose ao almoço! Ao jantar é que já ficarei bem só com meia dose.
      Não tenho muita arte na cozinha, tenho é muita prática! :-)
      xx

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