Desenhas linhas rectas e elipses,
marcas projectos ao sabor do tempo.
Imagino em ti longos eclipses,
guardo o sol em mim por um momento.
Construo em ti a bruma, o amanhecer
na eterna dimensão do teu olhar;
geometricamente traço esferas, ao ver
rabiscos nos teus olhos a dançar.
Tectos feitos de céu ao entardecer
Vida a criar em mim espaços possíveis
Abóbadas de luz ao anoitecer...
Coloridos vitrais não vi nascer,
pilares assentam em águas invisíveis
e não cabem nas casas do meu ser.
"The Fountainhead" (Vontade Indómita), filme de King Vidor baseado no livro homónimo de Ayn Rand, realizado em 1949, retrata a história de um arquitecto, Howard Roark com uma visão muito peculiar sobre a vida e sobre a Arquitectura. Esta não é encarada como forma de suprir as necessidades colectivas, mas as próprias necessidades e desejos do arquitecto, defendendo que o homem deve ser livre e fazer apenas aquilo que deseja. Um "Objectivismo" sentido como crença e centrado apenas no individualismo.
Um filme com Gary Cooper e Patricia Neal. O filme indicado para ilustrar o meu poema.