Desenhas linhas rectas e elipses,
marcas projectos ao sabor do tempo.
Imagino em ti longos eclipses,
guardo o sol em mim por um momento.
Construo em ti a bruma, o amanhecer
na eterna dimensão do teu olhar;
geometricamente traço esferas, ao ver
rabiscos nos teus olhos a dançar.
Tectos feitos de céu ao entardecer
Vida a criar em mim espaços possíveis
Abóbadas de luz ao anoitecer...
Coloridos vitrais não vi nascer,
pilares assentam em águas invisíveis
e não cabem nas casas do meu ser.
"The Fountainhead" (Vontade Indómita), filme de King Vidor baseado no livro homónimo de Ayn Rand, realizado em 1949, retrata a história de um arquitecto, Howard Roark com uma visão muito peculiar sobre a vida e sobre a Arquitectura. Esta não é encarada como forma de suprir as necessidades colectivas, mas as próprias necessidades e desejos do arquitecto, defendendo que o homem deve ser livre e fazer apenas aquilo que deseja. Um "Objectivismo" sentido como crença e centrado apenas no individualismo.
Um filme com Gary Cooper e Patricia Neal. O filme indicado para ilustrar o meu poema.
Nunca vi esse filme, que vergonha :X
ResponderEliminarBelíssima poesia, genial e brilhante como sempre.
O último verso demonstra frustração e desconsolo, emoções sempre presentes na sua escrita - preocupante.
Não viste este filme, mas já viste "carradas" de muitos outros!
Eliminar"Preocupante??!!!..."Brilhante " rima realmente com "preocupante", mas neste caso não entendo de que forma! Isto é um poema, ou uma tentativa, como se queira...
Diferentes maneiras de ler, minha querida.
xx
Bom dia Laura Santos
ResponderEliminarPoema muito bonito, e interessante
O filme, vi mas sem tradição não entendo (loura)lool mas gostei de ver, "pelos tapas," ehehehehheehe
tem um maravilhoso fim de semana,
beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Olá Cidália!
Eliminar"Loura", lol...Só de cabelo, mesmo, porque de resto ainda não vi "lourice" nenhuma...;-)
Pois, eu vi este filme há muitos anos, mas não consegui encontrar o trailer legendado...no entanto acho que a breve sinopse sempre explica um pouco o assunto do filme...
Obrigada, Cidália, e um bom fim de semana também para ti.
xx
Boa tarde Laura Santos
ResponderEliminarSoneto maravilhoso, só possível ser escrito por uma fértil imaginação, como a tua. Já sei que não queres ( ou gostas..) elogios, mas tem de ser. Li e reli o poema. SUBLIME.
Quanto ao filme não vi. Não ligo muito a filmes. Até porque o Gary Cooper é um feioso.
A Patricia Neal é linda. Pela sua beleza assaltou-me um pensamento: Será que ainda é da tua família?.
És uma poetiza de eleição. Adoro ler o que escreves, bem como, as analogias que fazes entre poesia, temas e/ou videos. És fantástica.
Não sabias deste último parágrafo, pois não?...loool
Fica feliz
Olá Ricardo!
EliminarJá sabia que terias de aparecer com essa do "sublime", e realmente só um pensamento tomado de assalto, com arma apontada à cabeça e tudo, poderia pensar que uma mulher linda e loura poderia pertencer, mesmo que longinquamente à minha família...lol. Mas, claro que achei piada ao que disseste.
Ainda bem que gostas de ler o que escrevo, e vejo que percebeste que a Arquitectura é apenas um pretexto para escrever com vocabulário
diferente, algo que é muito parecido ao que sempre escrevo, só que de forma diversa.
Obrigada, Ricardo.
xx
Olá Laura Santos
EliminarJá sabias?
Ando mesmo distraído..Vê lá que eu pensava que ninguém me conhecia minimamente...Enganei-me, pronto
Bom fim de semana
Fica feliz
Olá Ricardo!
EliminarNa verdade eu não sabia, mas pensei que sabia, e acertei, o que não quer dizer que te conheça minimamente, mas todos acabamos afinal, por construir uma ideia acerca das pessoas que connosco falam assiduamente, mesmo não as conhecendo pessoalmente. Um erro talvez, mas é inevitável que assim seja...:-)
Um grande fim de semana também para ti!
Obrigada, Ricardo pela tua atenção.
O ENGENHEIRO
ResponderEliminarA luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
(João Cabral de Melo Neto)
Esse poema mee lembrou, Laura, meu conterrâneo, João Cabral de Melo Neto. Particularmente achava-o um chato, muito pedante. Dizia que inspiração era coisa de preguiçoso. Bastava sentar e "construir" um poema, também era engenheiro. Não é que o chato conseguiu "fabricar" um poema inteirinho falando sobre um Ovo de Galinha, Ver link: http://www.releituras.com/joaocabral_oovo.asp. Dele também é o mais conhecido poema de sua autoria: Morte e Vida Severina. Hoje vou te dar um presentaço: um link de um site de Florbela Espanca, com poemas para serem lidos e baixados em áudio, recitados pelo Ator brasileiro Miguel Falabela. Eu acho a voz do Paulo Autran mais bonita que a fala dele (rs...), mas até que deu pro gasto. Os áudios estão no formato WMA, se quiseres ouvir no equipamento de som da sala, converte para o formato MP3: http://www.prahoje.com.br/florbela/?p=247
Olá Fábio!
EliminarJá tínhamos aqui o arquitecto individualista, ficamos agora também com o "engenheiro" pedante, para lhe dar uma mão!....:-) Ao J. C. de Melo Neto até poderemos perdoar isso porque escreveu muito bem, embora a humildade seja sempre uma mais valia para um artista, ou qualquer outra pessoa.
Não sabia que era homem de Recife, como tu, mas se dizia que a inspiração era "coisa de preguiçoso", então ele teria de ser mesmo um grande preguiçoso!...Homem "chato" mesmo, conseguindo a inspiração preguiçosa ao observar um simples ovo e construir um grande poema.
Vi há muitos anos a "Morte e Vida Severina", como peça de teatro na televisão portuguesa; um texto muito bom.
Privilégio tê-lo conhecido, não...?
Muito obrigada pelo teu presentaço ( o Falabella é muito conhecido aqui), mas sabes que prefiro ler eu mesma, em vez de ouvir...? Gosto muito do livro na mão. Mas é muito interessante e vai dar para ouvir nos meus dias de preguiça, e relaxar com as palavras de Florbela, alentejana como eu.
Acabaste por não comentar o meu poema. Porquê?
xx
“Coloridos vitrais não vi nascer
ResponderEliminarPilares assentam sobre águas invisíveis
E não cabem nas casa do meu ser”.
Ah! um soneto de Laura! Comentastes, não sei onde exatamente, acho que foi no blog do Samuel, que preferias versos brancos pela liberdade, mas tinhas sonetos, eis então. Desculpe por está razão, não te reconheci num primeiro momento. Estupendo Laura! Soneto geometricamente construído. Não com cimento, nem a racionalidade do João Cabral, mas com a argamassa da sensibilidade e o esquadro dos sentimentos. Tijolos cuidadosamente colocados, meticulosamente inspirados. Poema pra muitas leituras, prá só aos poucos, se possível for, ir obtendo gradual captura de toda sua densidade. Parabéns!
Eu estava a responder-te ao outro comentário, e tinha estranhado não teres dito nada sobre o soneto , daí ter perguntado porquê...esquece tudo agora.
EliminarPois é,eu não tenho muitos sonetos, mas tenho alguns aqui neste mesmo blog. De vez em quando lá faço um ou outro , mas prefiro ser livre de formas...:-)
Obrigada Fábio!
xx
Deus me livre Laura, seria um erro imperdoável. Eu parei de postar poemas de poetas consagrados no meu blog, justamente por isso, com meu medo que o meu passasse despercebido. Presto atenção nos poemas do seu blog, nas autorias, mas como nunca tinha visto um soneto teu, geralmente seus poemas são longos, e tinha a foto de um senhor, julgue dele a autoria a primeira vista. Perdoe. Adoro seus comentários, são de uma qualidade que ofuscam qualquer poema. Me deixa sem maiores argumentos. Confere sempre as respostas? O vídeo de Maria Bethânia tá bom Laura. Tenho várias músicas dela. É irmã de Caetano Veloso outro talentoso artista brasileiro. Aqui temos também a Casa de Manuel Bandeira Ver link poema que fala dela:
Eliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=Ut636vtR0SE,
e outro de Fernando Pessoa musicado:
http://www.youtube.com/watch?v=lCcBARjS_aw&feature=player_embedded.
São tantos presentes. No natal então, te preparas (rs...).
Sem querer ser enfadonho, "aproveitando a mão na massa" como se diz aqui no Brasil, descobri no meu blog um vídeo bem oportuno ao tema em questão chamado: O Operário em Construção de Vinicius de Moraes, conhece?:
Eliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=Kgz4yq47JAo&feature=player_embedded
Desculpe por estar sendo tão "espaçoso", mas é por uma boa causa.
fabioexpresso@hotmail.com
Realmente eu prefiro escrever livremente, mas de vez em quando arrisco no soneto. Aqui estão estes exemplos:
Eliminarhttp://escritacommusica.blogspot.pt/2012/10/madrugada-ja-todo-o-espanto-morreu-de.html
http://escritacommusica.blogspot.pt/2013/05/tempestade.html
http://escritacommusica.blogspot.pt/2013/04/quatro-estacoes.html
"Deus me livre" Lol, és tão meticuloso, Fábio!
Sempre que o poema é de um determinado autor, o título do post é sempre o nome desse autor, e por vezes, mesmo em textos meus posso colocar palavras de outros, mas sempre referenciadas. Não há nada para perdoar.
Sim, ainda não conferi as tuas respostas neste último post, por falta de tempo, mas confiro sempre, sim. Mais tarde irei conferir, sem dúvida.
A Bethânia é irmã do grande Caetano, filhos de Dona Canô, uma senhora fantástica recentemente desaparecida.
Adorei o vídeo sobre M. Bandeira, de ouvir sobre o grande amor que sentia pela sua Recife natal, de como a casa do avô parecia guardar em si a eternidade, e de como tantas rosas terão morrido enterradas no betão...
E que bela junção Dorival Caymmi- Pessoa, num vídeo com imagens de sonho!
Nós aqui também utilizamos muito essa expressão de " mão na massa". Conheço perfeitamente "O operário em construção", tenho esse livro há muitos anos... Um vídeo bem adequado ao tema do post.
Obrigada por tudo, Fábio!
Muito arrojado, sem dúvida. Será que a Câmara Municipal o aprova?
ResponderEliminar:)
Bom fim de semana!
Aprova o quê...?...O meu poema ou o projecto do arquitecto individualista e egocêntrico?...:-)
EliminarAs Câmaras hoje parece que já não têm condições para aprovar seja o que for....
Bom fim de semana, Rui!
xx
Querida Laura,
ResponderEliminarUma inviável arquitectura concreta, diante de uma
bela geometria do ser, linhas projetadas sob
a luz, a luz do sol em dia eternizado,
espelhado na casa em amplitude de ser...
Belíssimo soneto e mais belas ainda as tuas
construções imagéticas e a profundidade
filosófica da tua poesia.
Este teu espaço é precioso para mim,
um momento especial de leitura, contactando com
a arte de poesia essencial que eu tanto aprecio...
Por isso, grata por este momento!
Beijinho.
Olá Suzete!
EliminarOs teus comentários são sempre poesia pura...Nem sei como consegues comentar um soneto de forma tão completa e bela! Parece que falamos a mesma linguagem, porque captas sempre muito bem o que quero dizer ao escrever.
Grata sou eu pelo teu elevado nível de comentário ( o que torna super interessante a leitura dos comentários) e pela enorme simpatia e carinho com que me tratas.
És uma jóia!
Obrigada, querida Suzete e um grande beijo!
O poema é uma obra da arte escrita. Me instigam as palavras postadas por ti. Impressiono-me pelo seu blog belo e simples. As palavras que leio são retidas, porque sei que são de grande valia.
ResponderEliminarUm grande abraço Laura.
http://gauchaopina.blogspot.com
Ah Carlos, o blog é muito simples porque eu entendo muito pouco sobre como modificar...;-) mas está bem assim.
EliminarObrigada Carlos, por valorizares o que lês aqui.
Um abraço!
ResponderEliminarOlá Laura,
Fiquei aqui imaginando o que seria do mundo se a filosofia deste arquiteto do filme tivesse muitos adeptos. A minoria que existe já provoca estragos com seu egoismo e individualismo exacerbados. Toda liberdade é relativa e o homem até poderia fazer apenas o que desejasse, mas colheria, por certo, os frutos correspondentes. Como disse o Apóstolo Paulo, 'Tudo posso, mas nem tudo me convém'.
Não vi o filme.
Quanto ao soneto, é lindo. Uma belíssima construção poética em imagens e criatividade. Os últimos versos refletem a inviabilidade da arquitetura versada. Gostei demais.
Ótimo final de semana.
Beijo.
Muito bem dito, Vera Lúcia!
EliminarO que seria desta sociedade já se si tão egoísta, se todos os arquitectos, ou qualquer outro tipo de profissionais centrassem as suas atitudes apenas no seu próprio eu...? E que grandiosa essa citação do apóstolo Paulo!
Fico muito contente que tenhas gostado do soneto; é exactamente isso: a inviabilidade de um determinado tipo de "construção"
Obrigada, Vera, um maravilhoso fim de semana e um beijo!
Laura
ResponderEliminarTal como muitos planos de arquitectura há sentimentos e sonhos que por mais que se sonhem não são viáveis. Gostei muito do teu poema e da forma determinante como o acabas.
Um beijo e bom fim de semana
maria jorge
Sem tirar nem pôr! Disseste tudo!
EliminarE nem te vou responder como gostaria...apenas digo que existem certo tipo de arquitectos que apenas elaboram e projectam castelos de cartas.
Um grande fim de semana, não sei como está o tempo aí, mas aqui choveu, fui às compras à chuva, e como não está frio, nunca uma chuvada me soube tão bem!
Um grande beijo, Maria!
Oi Laura,
ResponderEliminarTeu soneto foi lindamente arquitetado,e
como é deslumbrante um 'teto feito de céu ao entardecer',
uma beleza ímpar.
Bjs!
Oi Clau!
EliminarQuando o arquitectado não funciona, nada nos resta do que um tecto feito de céu!...:-) Tudo metáfora! O poeta é um fingidor, mesmo.
Obrigada , Clau, e um grande beijo para ti!
Uma construção muito para além da arquitectura.
ResponderEliminarBeijos
É isso mesmo, Pérola. Uma construção muito anterior à própria arquitectura e que vai muito para além dela. A Arquitectura é apenas uma fonte de inspiração e um pretexto.
ResponderEliminarx
Oi Laura,você sempre foi muito amável em seus comentários.
ResponderEliminarE eu me recuso em postar o que você colocou em minha postagem.
Unicórnio,não cabe na felicidade,pois rinocerontes são animais que vivem em zoológicos,não são livres,por esse motivo não podem ter felicidade.E como não estamos na Africa e sim no Brasil,acho que não cabem unicórnios dentro da minha Felicidade.
Bjs amiga
Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com
Desculpe, Carmen Lúcia, mas estou deveras estupefacta!...
EliminarVocê pode recusar-se, e deve, se assim o entende, a postar ou não postar os comentários que quiser.
O rinoceronte é um unicórnio sim, mas o Unicórnio do qual eu falei é um animal mitológico, não um ser vivo de carne e osso, e muito me espanta que nunca dele tenha ouvido falar; é digamos um ser mitológico que habita os nossos sonhos. Aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Unic%C3%B3rnio
Se existe algo que muito prezo é o bem-estar das pessoas e dos animais, e por pormenores em posts que já fiz isso está bem visível.
Além disso nem estou aqui para me justificar, porque não escrevi nada de errado, contudo agradeço que tenha vindo tão diligentemente dar-me as razões de sua decisão.
Tudo bem, Vera Lúcia. Sinto muito que para a senhora um unicórnio seja apenas e só um rinoceronte.
xx
Olá Laura,quero lhe dizer,que conheço muito bem o que é Rinoceronte(Unicórnio).Amo os animais,mas na minha postagem não cabe nem em sonho a palavra que você postou.
EliminarSonhamos com seres mitológicos e são lindos,mas diante de tantas flores,acho que o Unicórnio não ficaria a vontade, a não ser se estivesse na linda natureza.
Agora,aqui no Brasil existem rinocerontes de carne e osso,presos em jaulas nos zoológicos.Se você quis dizer em forma mitológica eu lhe peço perdão e seu comentário será exposto aos amigos.
Carmen Lúcia
Querida Carmen Lúcia,
EliminarAcho que existe aqui um mal-entendido. Parece que no Brasil a palavra unicórnio remete sempre para rinoceronte...Como expliquei, unicórnio também significa um animal não existente, mitológico, também chamado de licórnio.
Nós por exemplo em Portugal nunca chamamos um rinoceronte de unicórnio, embora ele o seja, chamamos sempre de rinoceronte.
Longe de mim estar a referir-me a um rinoceronte....No entanto nada há que perdoar; admiro e agradeço a sua honestidade ao explicar-me porque não postaria, decisão que eu aceito perfeitamente. O espaço é seu, e se o meu comentário pode ser polémico ou suscitar dúvidas, eu própria prefiro que não o admita.
E não existe problema nenhum, amigas como dantes.
xx
Amiga Laura,já postei seu comentário e entendi o que você quis dizer.
EliminarAmigas como dantes,pois admiro seu blog e gosto muito quando vem
ao meu espaço.
bjs e um ótimo final de domingo.
Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com
Obrigada, Carmen, não por postar ou não o meu comentário, porque tudo o que eu escrevo é escrito no vento e não interessa mesmo para nada...mas por entender aquilo que eu quis dizer.
EliminarPostarem ou não postarem os meus comentários nunca será importante para mim.
Um beijo e fique bem.
xx
Adorei o soneto, Laura. E uma boa analogia com as palavras da arquitectura.
ResponderEliminarSofia
Eu gosto muito de Arquitectura, Sofia. Ela serviu-me neste caso para mudar de forma de construção e de vocabulário.
Eliminarxx
Escrito no Vento
ResponderEliminarArquitecta de palavras onde a construção acenta em alicerces de poesia.
Laura, é bom que guardes o sol que não tarda teremos a chuva.
Bjs
Olá Mz!
EliminarExactamente, como é escrito no vento e a construção foi alicerçada em poesia, o que se havia de esperar senão um tipo de Arquitectura totalmente impraticável...?...:-)
Adoro sol, mas também gosto de chuva, o que não suporto é o frio.
Que pena que o sol não se deixe guardar. Adoraria que ele me presenteasse com a sua presença nos dias muito escuros. Mas ele aparecerá sempre uma vez ou outra.
xx
Os vitrais são mesmo das coisas mais bonitas. Obrigada, Laura, pela maneira como arquitectas estes posts.
ResponderEliminarOlá S*!
EliminarEu também adoro vitrais! Acho que os mais bonitos que já vi foi na Catedral de Colónia, uma maravilha.
Obrigada eu, S*.
xx
Laurinhamiga
ResponderEliminarMeteste-te a sonetar e levaste-me às cordas, és uma verdadeira "boxeira". Mas, ainda que esteja próximo do nócaote, não quero deixar-te sem resposta; e recorrendo ao Manual de Berros, por Manuel de Barros, aqui vai um quase-soneto esgrouviado...
Mas antes tenho de te dizer que a Vontade Indómita foi um filme que marcou a minha tenra idade: vi-o quando tinha nove anos, não percebi patavina... Porém, voltei a vê-lo em Luanda quando ali era alferes miliciano. E só então entendi que a Liberdade estava ali.
Agora é que vai verso: :-):-):-)
Nesta tarde de um domingo sonolento
Em que o azul dum horizonte burilado
Escorre sem um só ai sem um lamento
E vai caindo, hora a hora, esfarrapado
Uns ganapos no pátio trocam futebol
Pelo desejo de crescer de ver mulher
A minha vizinha estende mais um lençol
Antes que ouça o toque do recolher
Vai chegando devagar e sem quentura
A segunda-feira sempre abominada
Que se estenderá toda pela semana
Isto tudo passa enquanto a tarde dura
Num vagão e na estação abandonada
Enquanto o sol dormita e nos engana
E, já agora:
Está na nossa Travessa um textículo assinado por mim que creio que tem alguma piada. Intitula-se Emigração e TAMPAX. Que raio de coisa! Só eu era capaz de um doideira como esta…
Qjs
Henrique
Olá Henrique!
EliminarGostei muito do "quase-soneto esgrouviado". Obrigada.
Pois esse texto deve sr mesmo "doideira"...irei lê-lo com atenção mais tarde.
Qjs
Ai, Laura... com toda a sinceridade: Lindíssimo!
ResponderEliminarConstruído com muita beleza, tu o arquitetou com palavras de tamanha maravilha.
Beijo em ti!
Obrigada, Nato.
EliminarAté a desconstrução de construções inviáveis pode ser bela, pelos vistos.
Um beijo, Nato.
Que grande soneto,Laura! Perfeito.
ResponderEliminarManuela Pires
Obrigada pelas suas palavras, Manuela.
Eliminarxx
Belíssima poesia Laura cada letra soa uma ternura, parabéns pelo vídeo escolhido, Laura passando pra desejar uma ótima semana fique com Deus beijos.
ResponderEliminarBlog/Grupo Amigos/FanPage/ Pinterest/NetworkedBlogs/Bloglovin
Obrigada, Lucimar.
EliminarUma óptima semana também para ti!
xx
Não vi o filme, mas o poema extrapola a arquitetura.
ResponderEliminarbjos
Sim, a Arquitectura é aqui apenas um pretexto...:-)
EliminarObrigada pela visita.
xx
Obrigada Laura pela visita e pelo lindo comentário em meu espaço.
ResponderEliminarbjs amiga.
Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com
Não tem que agradecer, Carmen Lúcia. Eu é que agradeço a leitura de poema tão inspirador.
Eliminarxx
Vim só agradecer por estar e deixar comentário lá no Espalhando Amigos.
ResponderEliminarFala muito bem em forma poética da Arquitetura, sei que era só para ilustrar o afim, que é o filme. Não tenho lembrança de ter visto, mais a sinopse é real e inteligente.
Este é meu blog:
lucidreira.blogspot.com.br.
Abraço
Não precisa agradecer, é um prazer.
EliminarEngraçado, porque o meu propósito foi que o filme ilustrasse o meu poema, e não o oposto... mas também não é importante, não interessa o que é que ilustra o quê. Pormenores sem a mínima importância...
Um abraço!
Blog encantador, de poesia ritmada com qualidade inquestionável, adorei chegar de mansinho e me banhar na sua criatividade e talento.Beijo alegre do leitor agora frequente.:-BYJOTAN.
ResponderEliminarObrigada, Byjotan. Muita simpatia sua.
EliminarUm beijo alegre para si, também.
Não podemos nunca esquecer que somos nós os arquitetos de nossas própria vidas.
ResponderEliminarBjos!
PS: Adoro referências cinematográficas. Ainda não vi esse filme, mas irei ver com certeza. Tenho um blog sobre cinema também. Depois dá uma conferida ;)
Tens toda a razão, Larissa. Somos nós que arquitectamos nossas vidas, mas por vezes os alicerces não estão bem assentes no chão...:-)
EliminarIrei dar uma vista de olhos nesse blog sobre cinema, quando tiver um pouco de tempo.
xx
Olá, Laura!
ResponderEliminarNão conheço, nem nunca tinha ouvido falar deste filme. Vi o vídeo que aqui colocou, e já percebi do que gosta o arquiteto. Aliás, só devemos fazer aquilo que nos apetece e dá prazer, segundo ele. Era tão bom, se assim fosse. Eu tento, e profissionalmente faço aquilo que gosto. No caso dele, AMAR, AMAR PERDIDAMENTE (ai, Florbela espanca) e fazer, ou elaborar plantas para casas, edifícios, restauros, enfim, arquitetura.
O seu poema está arquitetonicamente sensacional! Que linhas e que design! Acrescentou-lhe abóbadas líricas, e ficou com esquadria, PERFEITA.
Um dia excelente.
Beijos da Luz.
Olá Luz!
EliminarPois, seria bom se só fizéssemos o que nos apetece, mas a vida não pode ser levada apenas de acordo com as nossas próprias intenções.
Obrigada Emília, pelos seus comentários sempre tão bem delineados e tão elogiosos.
Tenha um grande dia e uma grande semana!
xx
O filme é maravilhoso. Assisti várias vezes e em cada passagem por ele percebo que não poderia ter um poema tão mais adequado do que este... nossas vontades de construirmos algo inovador e perfeito que fuja de qualquer padrão medícre... a pura vontade de criar o mais belo e perfeito em nós, mesmo sabendo que por muitas vezes isso é impossível.
ResponderEliminarUm grande abraço, minha querida!
Partilho!!!
Eu também gostei muito deste filme; adoro estes filmes de outras épocas.
EliminarTentamos construir algo perfeito, só que existem construções que são impossíveis de concretizar, e só há que aceitar, porque como diria M. Quintana, "amar é mudar a alma de casa".
Obrigada, Malu!
Abração!
Obrigada sou eu pela sua simpatia, Maria Alice.
ResponderEliminarTenha um grande dia.
Um abraço!
Linda postagem!
ResponderEliminarAdoro vir aqui sempre.
Bjins
Catiaho Alc.
Obrigada Catia!
ResponderEliminarxx
Bom dia querida Laura.. a linguagem dele foi perfeita e muito bem rimado.. fazer sobre certos temas não é nada facil.. mas eu como sempre olho tudo num soneto especialmente a métrica e olhei o mesmo tb.. ele até tem a silaba tonica certa em quase todos os versos.. mas tem frases com 9 silabas outras com 10 e duas com 12.. dai ele fica descompassado.. mas não tira o encanto do mesmo.. eu discuto muito isso com a Patricia Pinna rsrsr sobre ser soneto ou poesia e espero que não fique brava comigo.. pois eu chamava de soneto antigamente só por rimar no final, nem me dava por conta da métrica e depois que aprendi a fazer posso sim chamar de soneto.. e para isso basta a gente pegar os poetas mais famosos como o Luis camoes onde muito me inspirei e contei silabas de muitos sonetos dele.. é tudo perfeito.. e tem tb como o pablo neruda que chama o livro dele de 100 sonetos de amor.. tenho o livro mas não sei como alguem de elite pode chamar de soneto poesias que estão totalmente fora dos padroes de um soneto.. mas como falei Laura nada tira o encanto dos nossos escritos dos teus e de qualquer outra pessoa.. tvz eu seja lógico demais, ainda mais por ser virginiano, tudo tem que tá certinho pra mim.. mas respeito a tudo e todos. desculpe não ter vindo antes.. devo ter me passado na atualização.. qualquer coisa me dê uma chamada que faço sempre questão de vir ver e ler uma das minhas leitoras favoritas e sempre presente no meu mundo.. um lindo dia pra vc.. bjs até sempre
ResponderEliminarObrigada Samuel, exactamente.
ResponderEliminarNem sempre tudo sai exactamente em termos de sílabas,mas aí está um purista em todos o sentido da palavra, e um estudioso do assunto...Fazer sonetos por vezes provoca-me dor de cabeça porque sei que vai sair imperfeição na certa, daí que prefira escrever sem regras formais. Mas para mim basta que faça sentido, que tenha musicalidade e que a rima esteja certa....:-)
Já tinha reparado que você só poderia ser virginiano, lol, isso quase se vê nos seus sonetos, para quem acredita cegamente nas características de cada signo do Zodíaco, é claro...;-)
Obrigada, sua opinião é preciosa para mim.
xx
Boa tarde Laura.. fiz uma pequena separação para mostrar a vc.. dai vc pode ver alguns errinhos que colocando uma palavra a mais ficaria perfeito.. sempre separo os sonetos assim dai fica mais facil de encontrar.. fizeste 80 por cento do caminho para a perfeição.. assim tu judia do soneto por mais 20 por cento né rsrs brincadeira vou te mostrar aqui
ResponderEliminarDe/se/nhas/ li/nhás/ re/ctas /e e/li/pses, 9 silabas a sexta silaba esta certa
Mar/cas/ pro/je/ctos /ao/ sa/bor/ do /tem/po. 10 silabas a sexta esta certa
I/ma/gi/no em/ ti/ lon/gos/ e/cli/pses, 9 silabas a sexta esta certa
Guar/do o/ sol/ em/ mim/ por/ um/ mo/men/to. 9 silabas a sexta esta certa
Cons/tru/o em/ ti /a/ bru/ma, o a/ma/nhe/cer/ 10 silabas a sexta esta certa
na e/ter/na/ di/men/são/ do/ teu/ o/lhar; 10 silabas a sexta esta certa
geo/me/tri/ca/men/te/ tra/ço es/fé/ras,/ ao/ver/ 12 silabas a sexta esta errada
ra/bis/cós/ nos/ teus/ o/lhos/ a/ dan/çar./ 10 silabas a sexta esta certa
Te/ctos/ fei/tos/ de/ céu/ ao em/tar/de/cer/ 10 silabas a sexta esta certa
Vi/da a /criar /em /mim /es/pa/cós/ pó/ssí/veis a sexta silaba devia cair em pa
A/bó/ba/das/ de/ luz /ao a/noi/te/cer.../ 10 silabas sexta esta certa
Co/lo/ri/dos/ vi/trais /não/ vi /nas/cer, 10 silabas tudo certinho
Pi/la/res/ a/ssen/tam/ so/bre á/guas/ in/vi/si/veis 12 silabas sexta e decima erradas
e/ não/ ca/bem /nas/ ca/sas/ do/ meu/ ser./ 10 silabas tudo certo
e aqui vc poderia mudar para ajustar ele..
com elipses ... ficaria com 10 silabas
em ti os longos... ficaria com 10 silabas
um só momento... ficaria com 10 silabas
Nas geometrias dos traços a ver... ficaria com 10 silabas
a de 12 silabas eu não fiz.. apenas para mostrar a vc.. sempre que desejar faça isso nos sonetos do camoes se tiver tempo.. um simples a , o. u, ajuda muito na metrica.. eu abuso deles veja as separaçoes dai podes ver o que unir ou separar a letra I eo U nunca juntam com a, e, o
obrigado por entender-me e qualquer coisa disponha que falamos mais dos mesmos se assim querer.. grande beijo querida amiga
Ah Samuel, obrigada, mas eu sei onde estão os erros só que nem estive para me preocupar...eu adoro a imperfeição... não, estou a brincar.... Da próxima vez eu faço um perfeito, p'ra você, tá bom?...Quando eu tiver tempo e inspiração, porque paciência não tenho assim tanta...:-)
ResponderEliminarObrigada, Samuel!
xx
"[...] e não cabem nas casas do meu ser."
ResponderEliminar- Como são belíssimas, Laura, tuas imperfeitas construções!
Arquitetar poemas é, se não um crime, a forma mais barata de revestir de mentiras nossas verdades expostas. Mas o poeta não é sólido: transcende. É nas entrelinhas que se esconde - ou, sórdido, deixa-se ver.
Um beijo!
Obrigada, André.
EliminarVale sempre mais fazer construções imperfeitas do que não construir nada, e além disso é tão barato construir o que não vale nada...:-)
Gosto de opiniões de pessoas que escrevem bem como tu, André.
xx
Olá amiga Laura!
ResponderEliminarPerdoa-me pela falta com comentários aqui em seu blog, sinceramente não fiz por mal, é que quando não entendo bem o que leio, não gosto de fingir e comentar qualquer coisa.
Mas das próximas vezes ainda que eu não compreenda, eu deixarei meu agradecimento e palavras de carinho, isso não me falta. Foi como você mesmo disse não estou acostumada e as vezes nem conheço certas leituras... sou péssima para ler outros livros.
Por favor não sinta que simplesmente eu fiz desfeita ao seu blog, pelo contrário sempre quando posta eu visito, não sei sei se aparece no seu rastreamento de visualizações o link do meu blog, nandamusicpoesia.blospot.com.br só que quando não comentei foi por me intimidar, não gosto de falar besteira, falar do que não sei.
É só isso,rsrsrs tudo o que eu disse é pra me justificar, nada é arrogância... não é mesmo porque você merece meu carinho e respeito, agradeço de coração as suas visitas, que eu sempre possa lhe ver lá, todos comentários pra mim são de grande importância.
Beijos em seu coração!
Fernanda Oliveira
Querida Fernanda,
EliminarEu li a tua justificação no teu blog, e nem precisas justificar-te... eu entendo que por vezes os meus posts são um pouco mais complicados para comentar para certas pessoas, e foi como eu te disse, eu entendo isso. Também acho que as pessoas devem comentar o que se sentem à vontade para comentar, e não, não precisas vir agradecer-me as minhas visitas, porque elas são naturais; só não comentarei se não tiver tempo. Por favor , isto não tem importância nenhuma!
Eu sei que nada em ti é arrogância, tu és um doce que não sabe ser arrogante.
xx
Agora que vi os comentários que soube que esse escrito que postou é um soneto seu, fiquei na duvida porque não está assinado e algumas vezes vejo escritos de outros autores aqui.
ResponderEliminarBem, em fim, gostei do soneto sinceramente, muito belo! Bem escrito sim...
Fernanda Oliveira
Obrigada, Fernanda.
EliminarSim, pode existir essa confusão sobre a autoria dos textos, no entanto quando se trata de outros autores o título do post é sempre o nome desse autor. Eu nunca postaria algo de outra pessoa sem referenciar, portanto o que não tem assinatura é meu.
xx
Oh! Muito obrigada Alice!
ResponderEliminarDias felizes para si e um abraço!
xx
ResponderEliminarLaura querida,
Obrigada pela atenciosa visita.
Depressão é um quadro bem triste. Já tive oportunidade de ver minha mãe passar por um processo longo de depressão, vencido a custo de anos de tratamento. Alguns acontecimentos na vida deixam uma tristeza profunda no coração e se esta tristeza não for rechaçada ela se acomoda e acaba se transformando na malfadada depressão. Creio que é uma das piores doenças, pois o deprimido não tem forças para buscar a sua própria recuperação, dependendo daqueles que o amam para fazê-lo retornar à vida. E todos acabam sofrendo junto.
Sempre aprendemos com os processos dolorosos. Saber olhar a vida com otimismo é atitude sábia e de bem viver.
Beijo.
Não tem que agradecer, Vera, por favor!
EliminarObrigada sou eu. Pois é a depressão é uma doença terrível, mas se, e quando dela se sai é uma vitória incrível!
xx
Olá Laura Santos ,gostei muito em conhecer seu blog,voltarei com calma para assistir o filme beijinhos.
ResponderEliminarQue visita tão rápida, nelma, sem tempo de assistir a um trailer tão rápido, e nem ler um poema. Compreendo. Às vezes, como diria Pedro Abrunhosa: "é preciso ter calma, não dar o corpo pela alma"...:-)
Eliminarxx