sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mesa de Verão


"Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa.
É compreensível: eles já comeram"
                                       Bertolt Brecht


O BICHO

" Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem."

                                                                         Manuel Bandeira


 Cozinhar é uma das minhas paixões. Até já foi mais, porque cozinhar sem sentir o cheiro dos ingredientes e das versáteis ervas aromáticas deixa muito prazer de fora, contudo o facto de ter começado a cozinhar aos doze anos, ajuda a que tudo saia bem.
 A culinária é uma arte que requer aprendizagem, já que existem truques e segredos essenciais, mas por outro lado vive também e muito, da criatividade.
 A base da cultura gastronómica é quase sempre a pobreza. Não teríamos tantas e tão variadas receitas de bacalhau se este não tivesse sido originariamente um prato dos pobres. É quase sempre a necessidade que aguça o engenho e põe a imaginação em marcha.
 Cozinhar algo que agrade aos outros sabe-nos bem, significa dar afecto, tal como amar significa alimentar com carinho; quem não se lembra da comida da mãe?...Não é ela sempre a melhor cozinheira, mesmo que o não seja?... O nosso prazer de cozinhar advém por isso do prazer que os outros sentirão ao comer o que preparamos.
 A cozinha  é geralmente o lugar mais quente da casa; sinto fascínio  pelas cozinhas rústicas de chaminés de pedra com fogões a lenha, réstias de alhos e cebolas suspensas e tachos de cobre e de barro pendurados perto do fogo.
 Já fiz autênticas maratonas gastronómicas nas quais começo a preparar alimentos com dias de antecedência, tudo isto por ter a mania que os meus menus devem consistir em variados pratos; sopa, carne, peixe, petiscos, patés, carne, peixe, marisco, mas poucos doces porque não tenho muito jeito para confeccioná-los. Que me desculpem os vegetarianos, mas como de tudo, só não gosto de rim e de mioleira.
 Felizmente a chamada "fast-food" não acabou nem acabará, pelo menos na minha cozinha, com os pratos tradicionais, no entanto podem de facto fazer-se muitas refeições rápidas, saborosas e saudáveis.
Tal como a palavra saber deriva do latim sapere, que significa "ter gosto de", também a palavra sabor deriva do latim sapor, com a mesma raíz de sapere. Temos por isso da comida um conhecimento saboroso, e há comida que sabe tão bem! Sabor é saber, e não adianta tentar dar sabor a algo se não se sabe, ou se não se lê por uma cartilha credível, porque existem receitas totalmente infiáveis...e só se sabe aquilo que se prova.
  Embora se diga que os olhos também comem, conhecer com a boca, é não só em relação à culinária, a melhor forma de conhecer; o nosso primeiro prazer enquanto recém-nascidos tem a ver com a boca. Também no amor se deseja partir para o conhecimento através da boca, e não será por acaso que o vulgar "comer" não aconteça apenas na mesa mas também na cama, entendido assim como saborear, provar o prazer. Às vezes o que nos pode parecer uma grande ordinarice tem a sua razão de ser na arqueologia das palavras.
 À mesa como na cama existem pessoas que não têm comida e outros que até se banqueteiam sem verdadeiro apetite. Comida e amor não podem ser nunca uma obrigação. Não entendo porque muitos pais obrigam os filhos a comer; a obrigação pode causar aversão. Certas receitas antigas precisam de muito tempo para serem bem executadas e depois para serem saboreadas.Tal qual o amor. Ninguém comerá um hamburger como come um cozido à portuguesa.
 Perto do fim de mais um Verão, eis uma muito pequena amostra das minhas refeições de Verão, embora algumas destas coisas também sejam comidas no Inverno, claro.

Já sabem que quando eu faço este tipo de posts é porque não tive tempo para nada!


Pargos prontos para ir ao forno
Codornizes com vinho do Porto
Caldeirada de peixe
Sapateira tristonha
Cataplana de peixe. Ainda sem a salsa e os coentros
Bacalhau à Brás
Camarões fritos
Polvo à Lagareiro sem batatas esmurradas
Carne de porco à Alentejana
Lulas fritas
Carapaus alimados. Um trabalho de paciência
Arroz de polvo malandro
Sardinhas assadas não podiam faltar



89 comentários:

  1. Que poema do Manuel Bandeira poema em forma de reflexão, infelizmente tem homens assim no mundo comendo lixo nas ruas,e isso é uma tristeza muito grande. Que maravilha saber mais de você que cozinhar é também outra sua paixão, muito prato bom aqui delicia me deu água na boca. Laura beijos fique com Deus.
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    1. Pois é, Lucimar, infelizmente num mundo de tanto desperdício existe tanta gente a passar fome, algo de imperdoável nos dias de hoje com a facilidade de transportes e logística.
      Sim, gosto de cozinhar.
      xx

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  2. Sua postagem ficou interessante. Uma descrição de sua alimentação, e o poema de Manuel Bandeira é uma reflexão sobre o desperdício nosso de cada dia.
    Abraços
    http://gauchaopina.blogspot.com

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    1. Dizes muito bem, Carlos, tantas vezes penso que a minha mesa está repleta , e há tanta mesa sem nada. O Manuel Bandeira viu e todos nós vemos.
      Um abraço!

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  3. Bom dia, Laura Santos

    Começo, falando sério, sobre o poema de Manuel Bandeira, "O Bicho".
    Infelizmente quem caminha, a pé, de carro, ou de outra forma qualquer, pelas grandes cidades, vilas ou aldeias, depara-se tantas vezes com cenas assim. Alguém vagueia remexendo nos caixotes do lixo na procura de algo para comer. É triste mas verdadeiro. Dói.
    ...
    Quanto ao teu texto, que considero super bem escrito - quem se atreverá a dizer o contrário? - , tirei algumas ilações, que vou separar, falando sério de umas, brincando com outras.

    Vamos lá então:

    No geral qualquer alentejana de gema sabe cozinhar bem.

    Começam cedo nas tarefas domésticas, e no particular na cozinha, como dizes que começaste aos 12 anos. ( Parece que foi ontem e já passaram mais 25 anos não é verdade?...)

    Depois, com o avançar dos tempos, vão-se aperfeiçoando, e das sua hábeis mãos, saem verdadeiras obras de arte na questão da culinária. ( Noutras também, claro...)
    Minha mãe, alentejana, é uma cozinheira de eleição. Mas qual a mãe que o não é?

    Dizes a certa altura que a cozinha é um lugar quente e de certa forma, aprazível. Concordo contigo.
    Estás a ver como alguns homens - reparo agora que por inteligência - são bondosos quando dizem: Mulher vai para a cozinha!!!
    Não é por mal.É por quererem o seu bem estar, e gostarem que estejam num lugar quentinho e agradável.
    Afere-se assim, talvez sem querer,que acabaste por desmistificar esse mistério que encerra essa frase. loool

    Terminas assim:

    Perto do fim de mais um Verão, eis uma muito pequena amostra das minhas refeições de Verão, embora algumas destas coisas também sejam comidas no Inverno, claro.

    A seguir mostras imagens que me "obrigam" a fazer-te uma simples e singela pergunta:

    Onde é a tua cozinha?

    Fica feliz
    ***********
    ( Já sei a tua resposta: É na minha casa, eheheeheh)

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    1. Olá Ricardo!
      Parece que procurar comida nos caixotes do lixo se tornou de tal forma uma rotina, sobretudo nas grandes cidades, que já pouca gente parece chocada.
      Na verdade a maior parte das mães tem de saber cozinhar, senão a prole morreria de fome.... Não estou a falar de ti é claro que já vi que de vez em quando és capaz de pôr o avental...;-)
      Eu realmente sempre desconfiei que quando um homem manda delicadamente a mulher para a cozinha e se senta no sofá à espera que aconteça, teria de ter na sua origem um grande altruísmo, lol. Longe de mim pensar algo de diferente!...:-)
      Aaahh Ricardo, até é muito, muito fácil saber onde fica a minha cozinha; Já fiz um post exclusivamente sobre a minha cidade...até te vou dar uma ajuda: procura no mês de Maio!...;-)
      Curioso! Lol
      xx

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    2. Laura Santos

      Vou procurar mesmo

      Pergunto baixinho sem ninguém ver: Tens facebook?

      Fica feliz

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    3. Já vi...Cidade do Algarve...

      Digo-te um segredo: namorei alguns anos com uma moça alentejana que há muitos anos reside no Algarve...Não sei a cidade. Mas como eu era um santinho de rapaz e a vida é como o tempo - hoje vento e chuva, amanhã um sol brilhante - as coisas não deram certo, loool

      Mas é uma história muito engraçada...talvez um dia tenha oportunidade de te contar
      Se isso não mexesse com sentimentos profundos, entre outros factores, um dia fazia uma publicação sobre isso. Mas a honra e a dignidade não me permite fazer tal...Mas gostava, acredita.

      No facebook sou o Ricardo Obelovoardaaguia.

      Aparece

      Que a Paz e a felicidade estejam contigo sempre.

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    4. Não, não tenho facebook. Custo a ter tempo para este blog, quanto mais facebook!
      A cidade mais bonita do Algarve, e está tudo dito!..:-)
      Uns dias faz sol, outros dias, vento e chuva e até troveja, mas acho bem que não faças nada que de certa forma exponha outra pessoa.
      Escrever às vezes é um acto difícil, porque falar de nós é uma coisa, falar de nós e de outros, mesmo sem falar em nomes é muito complicado. Além disso também acho que há histórias que devem ficar é bem guardadas.

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    5. Laura Santos

      Concordo contigo como não podia deixar de ser

      Fica feliz

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    6. Eu sei que concordarias. Embora eu possa parecer uma cabeça no ar porque brinco muito , sou também uma pessoa sensata tal como tu.
      Obrigada, Ricardo.
      xx

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    7. Laura Santos

      Pareces tudo ... serás certamente muito de tudo ... na boa acepção da palavra/frase... menos uma cabeça no ar.

      Brincas quando é para brincar
      Falas sério quando é para falar a sério
      Escreves divinamente.

      Confesso a minha admiração pela forma que te apresentas. Super culta, inteligente, fazendo de cada palavra um estímulo de escrita para quem te lê.
      Respondes aos comentários de forma profunda, sábia, diversificada, fabulosa, encantadora.

      És um enigma como pessoa e mulher ...um grande enigma...fascinante e, porventura, indecifrável...

      Desejo-te um fim de semana muito feliz

      Cumprimentos de admiração

      ( Desculpa...a minha ousadia e franqueza...)

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    8. Aaahh Ricardo, só tu!... Nem imaginas como estás a ser exagerado....um enigma, eu ?!!...Nem pensar, sou a pessoa mais simples, mais comum e sem mistério que possa existir.
      És uma simpatia de pessoa. Também te desejo um grande fim de semana em família.
      Quanto à ousadia, gosto de pessoas ousadas, que dizem o que sentem vontade de dizer e não ficam a "ruminar" o que devem dizer aos outros.
      Obrigada, Ricardo. A admiração é recíproca.

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  4. Bom dia Laura Santos

    Bem....Isto está aqui um bico de obra... Gostei do poema, muito realista.
    Mas, o teu poste, bem esse deixou-me de olhos pregados, gostei muito de saber,os teus dotes colinários...Fiquei de água na boca, isto porque sou um bom garfo...Gosto muito de cozinhar também. Quando mais jovem fui "cozinheira".

    Muitos Parabéns Amiga... O Ricardo tem razão. Onde é a tua cozinha?? ahahhahaha é que podemos fazer uma excursão.. ahahhaahahhaah

    Um beijinho grande para Ti,

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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    1. Olá Cidália!
      Nós portugueses parece-me que somos quase todos um bom garfo, lá isso é verdade. E cozinhar também acaba por ser um prazer, sobretudo quando se cozinha para os amigos e se fica à mesa a saborear uma boa conversa.
      Obrigada, Cidália, já dei as instruções ao Ricardo, e para a excursão, ele que embrulhe o avental vermelho bem embrulhadinho, porque ouvi dizer que sabe fazer umas saladas, lol
      xx

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  5. Fiquei completamente rendido, antes com a escrita agora com os pitéus, ou seja, ainda não parei de salivar.
    :)

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    1. Olá Rui!
      E é tão bom salivar, não é?....:-)
      Raios! Devia ter escolhido o meu arroz de coelho com vinho tinto e alecrim!

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  6. Muito bem, bela escrita e essas imagens estão divinas!
    Gostei.

    http://mundodeariel.blogspot.com/

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    1. Obrigada! Ainda bem que gostaste, algo de diferente para variar um pouco...:-)
      xx

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  7. Bom dia querida Laura.. poesia esta que aqui colocaste que é o momento que estou passando, escrevendo coisas para o publico infantil.. não adianta né poesia a gente faz para tudo que tenha nome.. lindo dia bjs

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    1. Olá Samuel!
      Nem mais, a poesia sobrevoa tudo e pousa onde menos se espera...:-)
      Irei ver essa escrita para o público infantil, e olha que eu não acho fácil escrever para crianças...! Vamos ver...
      Um lindo dia também para ti, Samuel!
      xx

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  8. Laura
    Este tipo de posts também são posts ! E este é cheio de contrastes, um apelo às emoções e aos sentidos. Se por um lado o poema de Manuel Bandeira nos atira para a realidade da miséria e da desumanidade da fome, o teu texto e fotos deixam-me a salivar e a querer estar sentada à tua mesa. Que maldade Laura ! lol... Podes servir-me qualquer um dos pratos, sabes como sou um bom garfo e um bom copo lol... e só não parafraseio o Ricardo perguntando onde é a tua cozinha... porque eu sei onde ela é ! :-)

    Beijo, Bom Fim de Semana com Bons Petiscos

    maria jorge

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    1. Na verdade, Maria, às vezes também convém variar um pouco...para não ser sempre a mesma coisa. Pois é, por um lado existe o poema do Manuel Bandeira que retrata uma situação que está para durar, e a tristeza que isso provoca, por outro lado aqueles que como nós ainda se podem dar ao luxo de saciar não só a fome mas o apetite. Só que com a situação actual tudo pode mudar de um dia para o outro.
      Pois, tu és aqui a única pessoa que conhece muito bem a minha cozinha e já se sentou à minha mesa...:-)
      Bom fim de semana!
      xx

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  9. Oi Laura,que pratos mais deliciosos.
    Adorei todos.
    Obrigada amiga pela sua visita e comentário.
    bjs
    Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com

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    1. Se gostou de todos os pratos, então tem "boa boca" Carmen Lúcia!...:-)
      Obrigada sou eu.
      xx

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  10. Querida Laura,

    Este poema do Manuel Bandeira é magistral e infelizmente mais

    atual ainda e o notável Brecht dispensa comentário.

    Quero enfatizar o teu belíssimo texto,

    a tua narrativa é irrecusável...

    Imagino também que a tua culinária seja sensacional,

    acho a arte culinária e a arte literária irmãs harmoniosas e

    promovedoras de vivencias encantadoras...

    Beijinho.

    Ps: Quero agradecer a tua meiga presença no meu espaço e

    ontem teve um significado maior. Sinto muito quanto a sua

    mãe, a minha mãe faleceu há 3 anos.

    Também, acho semelhança na nossa sensibilidade...



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    1. Sem dúvida, Suzete, até pode parecer contraditório postar o poema de Manuel Bandeira ou citar Brecht neste texto sobre o prazer de comer, mas tem tudo a ver. Fico contente que tenhas gostado do texto porque foi feito muito à pressa, e concordo que a arte culinária e arte literária despertem sentimentos similares, ambas são acto criativo e têm de dar prazer.
      Muito obrigada pelas tuas palavras; quando as mães nos faltam, um pouco do nossa vida também vai, mesmo que não se queira, no entanto como viverão eternamente nos nossos corações, só desaparecerão connosco.
      Engraçado falares dessa questão das nossas semelhanças, eu também achei o mesmo desde o teu primeiro post, e depois ao ler o teu blog. Tens a sensibilidade à flor da pele e és uma pessoa muito querida.
      xx

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  11. O Bicho lembrou-me a música do Iran Costa!
    Tudo cozinha tradicional portuguesa, és especialista nessa área, e exímia, saiba-se.

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    1. Que raio de lembrança, foi essa?!...:-) São Bichos diferentes...
      xx

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  12. Mas que post tão apetitoso, querida Laura. Deve-se saborear com cuidado e intensidade... seja na mesa ou na cama, como referes. ahahah

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    1. Oh S*, com cuidado e intensidade... para não enjoar... ;-)
      xx

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  13. Oi Laura,

    Sua falta de tempo propiciou um bela postagem. Gostei muito da analogia da comida com o amor.
    Sou péssima na cozinha. Minha mãe até tentou me fazer estagiar na cozinha da casa, quando adolescente, para que eu pudesse aprender pelos menos o básico. O básico eu até aprendi, mas ficou nisto mesmo-rsrs. Sempre trabalhei fora e varava as madrugadas em meio a processos, estudando defesas e recursos, já que optei pela área do direito. Em razão da vida profissional agitada, acabei contratando uma secretária doméstica, que está comigo há 23 anos. Assim, só quando preciso faço alguma coisa, mas simples, e meu marido muitas vezes diz que é para deixar que ele se ajeita-rsrs.
    Não sou adepta de produtos do mar, infelizmente. Portanto, de todos estes belos pratos que você mostrou, eu ficaria com o da imagem que encabeça a postagem, que é o sorvete, que me deu água na boca. Somente como sardinha, peixe frito e bacalhau.
    Admiro uma mulher que ama a cozinha e faz tudo com prazer e amor, experimentando pratos e se deliciando com suas criações. Você, com certeza, é uma excelente cozinheira e faz a alegria da família em matéria alimentar.

    A abertura com Bertolt Brecht a a poesia de Manuel Bandeira ficou bem interessante. Fome e fartura fazem parte da realidade da vida.

    Bela postagem.

    Excelente final de semana.

    Beijo.

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    1. Muito interessante, Vera , porque eu comecei a ter de cozinhar muito cedo por necessidade; a minha mãe tinha de trabalhar , eu como filha mais velha tive de começar a fazer alguma coisa para ajudar e tudo começou por cozinhar. Eu já ajudava muito, mas lembro-me de arranjar o primeiro frango aos 12 anos.
      Com a sua vida tão ocupada claro que as ajudas são imprescindíveis, e sorte a sua que o seu marido entende a situação e "se ajeita".
      Ah eu adoro tudo o que sai do mar, e da terra, do ar, gosto de quase tudo, mas não me delicio com as minhas criações; delicio-me que os outros com elas se deliciem...:-)
      É isso, fome e fartura fazem parte da realidade da vida.
      Muito obrigada, Vera pelo seu comentário tão pessoal e tão interessante.
      Um belo fim de semana sem produtos do mar, então.
      xx

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  14. Oi Laura \o/
    O texto de sua autoria está impecável,como sempre.
    Achei perfeita essa frase:
    'Comida e amor não podem ser nunca uma obrigação'.
    Sensacional!.Também penso assim.
    Adorei a citação de Bertolt Brecht e quanto ao
    poema (um dos meus preferidos),de Manuel Bandeira,
    embora tenha sido escrito,(se não me engano),em 1947,
    retrata uma cena atualíssima...e nos leva à reflexão,
    pois uns tem demais e a outros falta o alimento.
    Bjs!

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    1. Oi Clau!
      É mesmo assim não é?... Nada devia ser obrigação nesta vida, muito menos o acto de comer ou de amar.
      É tão triste ver que o poema de Manuel Bandeira permanece tão actual.
      Continua a jogar-se comida fora e outros que nem sequer têm por perto um contentor de lixo para ir buscá-la....
      Triste história esta da chamada Humanidade que nem o tão simples problema da Fome consegue resolver.
      xx

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  16. Literalmente seu Blog está um delicia hoje, Laura. Você falou que originalmente Bacalhau ai em Portugal era comida de pobre, engraçado aqui no Brasil também. Quando eu era criança quanto alguém cozinhava bacalhau na hora do almoço e o cheiro se espalhava pela vizinhança, se comentava: - Coitado. Fulano tá na pior. Cozinhar bacalhau e comer era sintoma de pobreza. Meu pai tinha mercearia e vendia numas caixas de madeira: bagre, sardinhas, e bacalhau. Só o bacalhau foi promovido e hoje e um peixe caro. Comido só na Semana Santa. Se bem que tem o fator da tradição religiosa que influiu muito. Vendia também Fígado de Alemão (agora, me liguei, porque Alemão? Será que tem a ver com o nazismo? Uma vingança boba e inócua), tinha charque vendida em algo parecido com uma cerca. Agora eu viajei no seu poema. E Manoel Bandeira? Meu conterrâneo. Esse poema é um dos meus preferidos. Sua poesia foi marcada pela tuberculose, mal do qual sofria, na época sem cura. Vivia como dizia em um de seus poemas como que "Provisoriamente". Não tinha mulher, morava sozinho, e tinha como namoradas prostitutas. Diz num dos poemas: "Sou bem-nascido menino. Fui, como os demais feliz. Depois veio o mau destino e fez de mim o que quis". Foi se cuidando, fez até um poema chamado "consoada", muito bonito falando do viver como que "provisoriamente", crente e consciente que pudesse morrer a qualquer momento. Morreu, no entanto, com mais de 80 anos. Não sei pra que eu tô dizendo isso, você deve saber mais do que eu. Hoje vai um site-presente, (rs...), tá ficando engraçado esses títulos, da cidade de Manuel Bandeira, de Lenine, o cantor, e minha é claro, acessa: http://www.click360graus.com.br/tour/recife/

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    1. Deliciosa é sempre a sua visita, Fábio.
      Pois é, aqui o bacalhau também foi ficando caro, e embora seja comido durante o ano inteiro, é essencial na mesa de Natal, e bom bacalhau atinge nessa altura preços astronómicos. Geralmente compro antes desta época festiva, demolho e congelo...:-)
      Tive de ir ver o que era bagre; um peixe que nunca tinha ouvido falar...conhecido também como catfish, peixe-gato!
      Muito curiosa essa expressão de "Fígado de Alemão", seria interessante saber a origem do nome, realmente...
      Também não fazia ideia o que era "charque", e agora já sei que é carne salgada e seca ao sol...!
      Está a ver como desconheço tanta coisa?... E também desconhecia que o M. Bandeira tinha tido uma vida marcada pela tuberculose. Aprendo sempre muito com os teus comentários! Adoro esta troca de conhecimentos.
      Ah! E adorei esse link! Embora eu não gostasse de viver numa cidade grande, achei Recife uma cidade muito bonita!
      Antes que me esqueça, M. Bandeira foi um grande poeta, você é um grande poeta, e o Lenine é também um grande músico!
      Obrigada, Fábio, pelos seus maravilhosos comentários e pelos seus presentes que muito aprecio!
      xx

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    3. Laura não repare erros grosseiros, se já não os fez, na resposta ao seu brilhante comentário em A Incorporação do Corpo, tipo “infligir” no lugar de “infringir” e outro mais que eu já corrigi. É que costumo passar meus textos, antes de posta-los, ou enviá-los, no corretor do Word e às vezes por uma letra a mais no texto, se não tivermos cuidado, substitui a palavra certa, que havíamos escrito, por outra de sentido inverso ou adverso, mudando totalmente o sentido e nos colocando em situação vexatória. Não sou perfeito, também cometo meus erros de português, mas ser acusado de uma coisa que não fiz (rs...) é demais. Desculpe o perfeccionismo. Deixarei um áudio-presente como de costume: http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/2012/03/amar.html

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    4. Oh Fábio, eu entendi perfeitamente que era "infringir" e não "inflingir", mas isso não é nada de importante...eu entendo sempre o que você quer dizer.
      E toda a gente comete um erro ou outro, eu própria se calhar já tantos, só que eu não lhes dou importância; não sou perfeita. Mas não utilizo essa coisa do corrector de Word, que nem sei bem o que é, eu posto directo e se sair "burrada", paciência...:-)
      "Situação vexatória"!!?...Jamais! Deixe de tentar ser tão perfeccionista, Fábio, você é uma pessoa fantástica, e as pessoas fantásticas nunca serão "perfeitas", o que para mim é uma qualidade e não um defeito.
      Mais um belo presente que muito agradeço.
      Há muitos anos, no dia do meu 13º aniversário, um amigo apanhou-me na rua ...sabendo do meu aniversário, "arrastou-me" para uma livraria e me obrigou a escolher um livro como presente dele. Eu escolhi "Sonetos" de Florbela Espanca. É um livro que guardo com um carinho enorme, porque foi o primeiro livro de poesia que me ofereceram...um livro ao qual volto tantas vezes.
      Você acerta sempre nos meus gostos; para mim Florbela é a mais perfeita sonetista que conheço. Uma mulher que morreu tão jovem por amar demais, por amar "perdidamente".
      "Amar! Amar! E não amar ninguém!"

      E, já sei que você conhece, mas mesmo assim, aqui vai um singelo presente para ti:
      http://www.youtube.com/watch?v=qIhme8AY8Dk

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    5. Obrigado Laura, Fagner. Fase boa dele. Musicava sonetos de Florbela Espanca: Fanatismo,Fumo. Também Cecilia Meireles: Canteiros; Traduzir-se, Ferreira Gullar. Foi muito bem sucedido, nessa época, seguindo essa linha.

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  17. Laurinhamiga

    "Isto" é um verdadeiro crime contra a Saúde Pública. Vou avisar a ASAE...

    Hoje sou eu que assino na nossa um texto intitulado Sermão do Lázaro. Aviso desde já que ele não deve ser lido por damas, meninas, solteiras, casadas ou viúvas, cavalheiros com menos de 98 anos e máximo 99, integrados na ordem democrática vigente, e com sólida formação moral e cívica. Aqui deixo um excerto.

    Teodósio acordou rouco. Rouco? Rouquíssimo. E o sermão? Nisto meditava quando se dirigia à igreja paroquial e por isso disse com decibéis negativos ao sacristão Jaquim. Como iria ser? Ninguém o entenderia com aquele falar roufenho. Uma desgraça!

    Qjs

    Henrique

    /////////////

    NB – Este texto já saiu na Zorra da Boavista e no Ler, escrever e viver… Um homem não chega para tudo. Tende piedade…

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    1. "Crime contra a saúde publica", Henrique?!!...
      Crime seria meter os tão meticulosos fiscais da ASAE na minha cozinha! Embirrariam de certo com as minhas colheres de pau!...;-)

      Parece interessante esse " Sermão do Lázaro"... Irei lê-lo mais tarde:

      Qjs

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  18. Laura querida, teu texto aborda uma imensidão de temas e sem dúvida tão pertinentes na vida e no cotidiano de qualquer homem nesse planeta. A fome e a miséria no poema do Manuel Bandeira é uma verdade universal, infelizmente. Você Conseguiu captar uma coisa linda e delicada, quase imperceptível, talvez por cozinhares a tanto tempo tua capacidade de perceber detalhes seja maior, que é o tempo, o tempo da comida, o tempo do amor. "Comida e amor não podem ser nunca uma obrigação." Lindo, lindo, lindo.
    Beijo em ti!

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  19. Olá Nato!
    É que comer acaba por ser a necessidade primeira, depois de respirar e beber.
    Falar de barriga cheia é fácil, ser inteligente e ter propósitos de barriga cheia é fácil, e os que não têm nada que comer ou o têm de forma insuficiente....? Se nem na capacidade de ter uma alimentação suficiente as pessoas conseguem ser iguais, vão ser iguais em quê?...
    O tempo é sempre a verdade das coisas, o tempo dá tudo, e depois tira tudo.
    O diabo está sempre nos detalhes...;-) Há muita coisa que não pode ser feita à pressa, entre elas realmente o amor e alguma comida...outra até pode ser bem "rapidinha"...;-)
    Obrigada, Nato, és um querido!
    xx

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  20. Gostei do texto, mas as fotos são maldade demais rs. Excelente.

    Estou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.
    Abraços

    http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Maldade demais!!...Então você devia ver o que falta aqui...:-)
      Obrigada, Fernando!
      Um abraço para si.

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  21. Ai, Laura gosto disso tudo que aí está, principalmente o arroz de polvo, mas gosto de tudo e de tanta coisa.

    Manuela Pires

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    1. Eu também gosto de tanta coisa que aqui não está, Manuela!...Salada de raia e de polvo, bifes de atum, salmão, carnes assadas, frango de churrasco com muito piri-piri, os percebes, o berbigão, salmão, chocos.....eu sei lá!
      xx

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  22. Eu gosto de tudo e depois cresço para os lados!
    Obrigada Laura por caminhares ao nosso lado.
    Beijinhos

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    1. Olá Vivi!
      Eu gosto de tudo, mas felizmente não cresço para os lados...:-)
      Oh Vivi, é sobretudo nos momentos difíceis que não devemos abandonar os amigos. Sempre à espera que os dias melhores aconteçam e esses dias vão chegar, vais ver...Tem de ser!
      xx

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  23. Olá Laura,
    Como te deves lembrar, também partilho essa paixão....

    Mas no verão tu comias isto tudo???? eheh, e depois? As sardinhas e o polvo fazem parte da minha cheflist :)) sem juntar salsa com coentros :) E aquela primeira imagem? também fazes? Pois, como não cresces para os lados ficas sempre bem...

    Beijinho

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    1. Olá JP!!!
      Há quanto tempo!... Até já te tinha considerado como desaparecido em combate...:-)
      Claro que me lembro dessa tua paixão pela culinária, como não lembrar? Com aqueles cenários todos e música a acompanhar...
      Eu faço isto tudo e como isto tudo,e muito mais, é claro. Só não como é tudo de uma vez, é sempre devagarinho, e uma coisa de cada vez, por isso não cresço para os lados. Mas tenho um pneuzinho que me denuncia...;-)
      Eu tenho a mania dos coentros, por exemplo, salada de polvo para mim tem de levar muito pimento, salsa e coentros.
      xx

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  24. Se quiser enviar um desses pratos para mim, não reclamarei! rs.

    Interessante o história de algumas palavras. Gosto disso, de saber a origem das palavras que usamos casualmente sem saber de onde vem, assim como a comida que comemos ou cozinhamos, que deve estar sendo cozinhada ou preparada desta maneira atual por algum motivo do passado.

    Um bom domingo.

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    1. Olá Dodo!
      Se pudesse, pode crer que eu enviaria, e sim,suponho que não reclamaria...:-)
      As palavras têm a sua história, tal como todos os pratos tradicionais que confeccionamos.Estudar essa evolução é deveras interessante, sem dúvida.
      Um bom resto de domingo e uma boa semana para você Dodo.
      Obrigada.

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  25. Concordo com o que escreveste e gosto de todos os pratos que cozinhaste. Pelo que vejo és uma cozinheira de mão cheia. Parabéns!

    abç

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    1. É o que dizem...mas eu gosto é de surpreender e depois ver as caras contentes a provar de tudo, e o clima que se cria quando uma mesa está convidativa; as conversas, e todo um conjunto de vivências que se têm ao redor de uma mesa. Algo que não se sente num restaurante...
      Obrigada, Mz!
      xx

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  26. Eu gosto de tudo principalmente dos carapaus alimados e do arroz de polvo, e das ameijoas com carne de porco, mas porque é que a sapateira é tristonha?
    E é mesmo como dizes, a comida da mãe tem sempre um toque especial.

    João Nicolau

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    1. A sapateira é "tristonha" porque não estava muito "cheia"...:-)
      A comida da mãe tem o toque especial do afecto.

      Eliminar
  27. .


    Criança, fiquei com a boca
    cheia d'água, acredita?
    Até Bandeira deu o ar de
    sua graça em sua página.

    Um beijo e parabéns pela obra.

    silvioafonso






    .

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    1. M. Bandeira pode dar sempre o ar de sua graça , em muito tipo de assuntos. Maravilha podermos socorrer-nos destes grandes poetas!
      Obrigada, Sílvio, e um beijo de volta.

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    2. Valeu, amiga.
      Volta e meia estaremos
      desfraldando as nossas
      Bandeiras, um na
      página do outro o que,
      certamente, muito me
      envaidecerá.

      Um beijo, de novo.


      .

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    3. Pode crer, Sílvio; irei certamente comentá-lo pois gosto de sua maneira de escrever. E eu é que tenho de ficar envaidecida por ter um escritor com obra publicada a comentar o que escrevo....uma grande responsabilidade!...:-)
      Desfraldemos as nossas Bandeiras!
      xx

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  28. Oi Laura,

    Passando para desejar a você uma bela tarde e agradecer a agradável visita.
    Meu comentário anterior entrou em duplicidade? É que observei que você removeu um.

    Beijo.

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    1. Querida Vera Lúcia, agradeço imenso ter vindo desejar-me uma bela tarde, o que retribuo com todo o carinho, mas não se incomode, por favor... você é uma pessoa tão ocupada...
      É, tinha um segundo comentário exactamente igual ao primeiro...duplicou, e quando é assim costumo retirar. Espero que não leve a mal.
      xx

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  29. Olá Manyélly!
    Muito obrigada pela sua visita, mas na verdade o meu interesse por questões de moda é simplesmente zero. Sinto muito.
    Muito sucesso também para ti!
    xx

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  30. Gostei muito do texto, da relação entre o amor e acomida.
    As fotos estão muito apetitosas, mas o que gosto mesmo mais é dos camarões e do gelado.
    Sofia

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    1. Olá Sofia!
      Existe mesmo uma relação muito forte entre amor e comida. Actividades vitais. A única diferença é que se deixares de comer morres, e se deixares de amar morres também , só que de outra forma. Existem inúmeras maneiras de comer, de amar, e de morrer. O que só pode tornar a vida interessante...
      Os camarões e o gelado, sua gulosa!...:-)
      xx

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  31. É com a alma que sentimos a aroma, a visão e a sabor da arte em forma de alimentos! Grandioso texto Srta! abraços

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  32. Realmente, Laura, cozinhar é um ato de afeto, de carinho, de atenção ao outro,pois quem cozinha cozinha para alguém, para agradar o outro. O aroma, as cores e os sabores também são sempre tocantes. Também é minha terapia cozinhar e vivo inventando texturas, aromas e sabores...
    Apenas, às vezes, me dói, ver mesas tão fartas e tantos desperdícios se contraporem coma pobreza de quem não tem o que comer...
    Um grande abraço. Muito interessante está tua postagem...

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    1. Tens toda a razão , querida Malu! Realmente o importante é cozinhar para o outro, porque cozinhar só para nós não teria graça nenhuma, tal como não tem graça comer sozinho... E não ter o que comer, então nem se fala!....
      Obrigada, Malu. Gosto sempre muito dos teus comentários.
      Um abraço!

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  33. OI LAURA!
    SEI QUE COZINHAR TEM DE SER FEITO COM AMOR, MAS, APESAR DE MEUS FILHOS DIZEREM QUE COZINHO BEM, NÃO É DE MINHAS MELHORES TAREFAS.
    ESPERO QUE ESTEJAS BEM E QUE AO IRES NO "SÓ PRA DIZER" SEJA PARA FICARES FELIZ.
    ABRÇS
    http://poesiadoprazer.blogspot.com.br/

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    1. Olá Zilani!
      Se teus filhos dizem que cozinhas bem, eu acredito neles!...:-)
      Podes crer que saio do teu espaço sempre um pouco mais , não sei se feliz, mas pelo menos reconfortada, pela leitura de belos poemas.
      Um grande abraço!

      Eliminar
  34. .


    Desculpe, Laura, mas
    continuo apaixonado
    pela sua maneira fácil
    de escrever narrando
    a sua culinária e pelos
    pratos aqui expostos.

    Vim para dizer que gostei
    da sua presença lá em
    casa, assim como me
    derreti com você comentando
    o meu humilde texto.

    Um beijo.

    silvioafonso





    .

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    Respostas
    1. Ah! Muito obrigada, Sílvio, é muita simpatia sua.
      Eu também gostei muito de visitá-lo, e adorei o seu texto! Simples, mas profundo e intenso, como eu gosto!
      xx

      Eliminar
    2. Laura, eu crio os meus
      próprios textos assim co-
      mo as minhas personagens.
      Tudo tem a ver com o que
      eu ouço por ai e é dessa
      maneira que eu a cada 3 ou
      quatro dias vou costurando
      o meu babado.
      Acontece, Laura, que uma
      boa parte dos meus leitores
      ainda confundem a minha
      criação com a vida que eu
      levo.
      Nada, eu posso afirmar para
      quem lê os meus escritos
      tem com o meu particular,
      nada.
      Crio os casos que lá eu narro
      colocando os nomes que eu
      acho que devo e dando às
      vidas ali discriminadas o
      sentido que eu quero.

      Obrigado pelo comentário que
      você, tão doce, fez para o
      meu último artigo e um beijo
      grande de colega para a amiga.

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    3. Compreendo perfeitamente o que quer dizer. O escritor absorve tudo ao seu redor , respira todo o tipo de realidades, observa as auroras e os ocasos, as suas tristezas, as suas alegrias e a dos outros, as tonalidades etéreas da natureza ou a sua brusca rudeza, a claridade dos dias e os luares e mistérios das noites, os comportamentos....Depois transpirará tudo isso naquilo que escreve.
      Há sempre essa tendência para pensar que a pessoa que escreve se está a auto-retratar, e embora haja sempre muito de nós no que escrevemos, não deveria existir essa ideia de escrita-espelho, a menos que se trate de uma auto-biografia...e mesmo assim...
      É isso, escrever é acto criativo, e a imaginação rola, rola...
      Não acho que o meu comentário tivesse sido assim "tão doce", mas se o sentiu assim, muito bem. Gostei muito daquele texto.
      Obrigada sou eu, Sílvio.
      xx

      Eliminar
  35. Olá Laura, boa tarde minha amiga! Que post maravilhoso, cozinhar é uma arte, mas eu só faço mesmo o trivial, na verdade não sou muito amante do fogão,apesar de que o pouco que faço, faço com amor e a família sempre agradece. Admiro muito quem tem esse prazer pela culinária e usa de toda criatividade em seus pratos. As fotos estão de dar água na boca.Você sabe que eu ainda não tinha pensado pelo lado que você colocou, sobre o amor(comer) na mesa e na cama, assim ficou muito sútil, adorei.
    Beijos com carinho
    Marilene

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    1. Olá Marilene!
      Pois é, cozinhar tem de ser por gosto, mas realmente cozinhar todos os dias pode ser muito absorvente e saturante, daí que seja necessário criar um pouco e inovar. Tudo o que seja feito com amor resulta bem.
      Fico contente que tenha gostado, Marilene.
      Um grande beijo para si, também!
      xx

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  36. Cá ando eu a me deliciar com as tuas palavras e não menos com os teus petiscos...adorei a analogia que fizestes entre comer e amar...
    Os pratos que escolhestes são riquíssimos e patrocinam lindamente os nossos hábitos e tradições gastronómicas.
    Sem dúvida que à volta de uma mesa podemos conviver e partilhar sentimentos muito intensos e duradouros. Gostei de te saber tão prendada na cozinha...
    Beijinho grande para ti e obrigada por estes momentos
    Rosário Torrado Correia

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    1. Oh, Rosário!... Que grande prazer saber que de vez em quando estás aqui...
      Já que quase ninguém conhecido me comenta, não sei porquê...
      E tantos pratos que faltam aqui, só que não poderia pôr fotos de tudo, mesmo assim algumas ainda as reduzi um pouco, para não parecer tanto...;-) Eu gosto muito da comida tradicional, do que é típico daqui e de outras regiões do país, se certos pratos não desapareceram é porque decerto são bons. O mérito é dos pratos, não meu....
      Um grande beijo Rosário! Nem imaginas como fiquei feliz de ver-te aqui novamente.
      xx

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  37. Agora deixaste-me cheia de fome.

    É fácil ser assunto secundário se a ausência não é notada.

    beijinhos

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  38. LOL! Obrigada pela visita!
    Serve-te à vontade, porque quem escreve como tu escreves tem de estar com o estômago aconchegado...:-)
    xx

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  39. Laura,
    Gosto muito da sua forma de escrever, gosto muito de pratos tradicionais. E alguns destes, que apresenta, deixam em sobressalto, pelo prazer que divisam, as minhas papilas gustativas.

    Beijo :)

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    Respostas
    1. Olá AC!
      Fico muito contente que goste do que escrevo e de pratos tradicionais; eu também gosto!
      Mas à hora que comentou decerto já haveria alguma vontade de comer, daí que toda a comida que olhemos a certas alturas do dia nos faça salivar...:-)
      xx

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  40. Oi, Laura!
    Como já tinha lido a tua última postagem e com o tempo sobrando, eu andei "fuçando" o teu blog e de cara, curioso pra saber o do que tratava, clique no "bacalhau" me deparando com um post que deu-me água na boca, além do que, deixou-me atônito - admirado, pois conheço e reconheço os teus inegáveis dons para a escrita de criatividade admirável e elogiável, contudo, não imaginava do que és capaz na arte culinária, - jamais imaginaria; as fotos do teus pratos, mesmo com alguns ainda por preparar, são tentadoras.
    Tenhas um ótimo fim-de-semana, cara amiga!

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    Respostas
    1. Olá Viviani!
      "Fuçando" é uma bela palavra, neste caso com pratos de comida à frente....:-)
      Nada de especial, e as fotos nem têm qualidade; os meus dotes como fotógrafa deixam muito a desejar, mas gosto muito de cozinhar, sim.
      Obrigada.
      xx

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