Trapezistas de Hélder Bandarra
O circo desceu à vila prometendo alegria.
Tenda armada em projecto breve,
policromático convite à ilusão e fantasia.
Derrete-se na boca como flocos de neve,
o algodão doce que a criança lambia.
A banda engana-se, volta atrás...E
em cada nota perdida a magia fugaz,
todo o jogo de luz e sonho se desfaz.
Saltimbancos coloridos; fascínio de piruetas.
Contorcionistas despidas e maleáveis
exibem em pedestal tão esbeltas silhuetas.
Acrobatas da China de fatos vermelhos,
concentrados em equilíbrios instáveis.
Todos em sequência; longa fila de espelhos,
desaparecem já rumo aos bastidores
sob altos trapézios ondulando suspensos,
esperando leves dançarinos voadores.
Rufos de suspense, efémeros fumos densos...
Piadas de palhaços pobres e ricos,
gigantes bolas de sabão circulam no ar
envoltas em risos gastos e sem graça.
Num gesto de mão desfazem-se em fanicos
como a névoa que dentro de nós passa.
O circo não pegou fogo. Voltará logo
com olhos tristes de enjaulados leões,
fanfarra, luzes, muitas cores berrantes
e trombas de melancólicos elefantes
atirando confetis em todas as direcções.
Cavalos a galope, porcos volantes
de cintilantes e leves plumas, alados
por patéticos homens amestrados.
Le Cirque du Soleil, uma inovadora forma de fazer circo. Criações arrojadas nas quais as artes circenses se entrelaçam num enredo com cenários arrojados, guarda-roupa geralmente inspirado noutras épocas e música ao vivo. Companhia fundada no Canadá em 1984, depois de tempos iniciais de perigo de falência, que ultrapassou, consegue nos últimos anos alcançar projecção internacional. Sem animais nos seus espectáculos.
"O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a 'humanização' dos bichos reflete claramente a falta de humanidade das pessoas projetada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos" ( Olegario Schmitt)
por patéticos homens amestrados.
Le Cirque du Soleil, uma inovadora forma de fazer circo. Criações arrojadas nas quais as artes circenses se entrelaçam num enredo com cenários arrojados, guarda-roupa geralmente inspirado noutras épocas e música ao vivo. Companhia fundada no Canadá em 1984, depois de tempos iniciais de perigo de falência, que ultrapassou, consegue nos últimos anos alcançar projecção internacional. Sem animais nos seus espectáculos.
"O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a 'humanização' dos bichos reflete claramente a falta de humanidade das pessoas projetada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos" ( Olegario Schmitt)

