"There is a miracle in being young...and a fear"
A Ode Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood, é um extenso e grandioso poema do poeta do Romantismo Inglês William Wordsworth. Baseado na concepção da alma como elemento anterior ao corpo, assinala a intrínseca ligação entre a infância e o divino, através da própria natureza. Parte do pressuposto, de que à medida que crescem, as crianças se afastam dessa sua visão divina do mundo. De como o mundo humano, a partir de um mundo que poderia ser ideal, aos poucos se transforma em vida sombria.
A progressiva compreensão da moralidade, levará crianças e jovens, à medida que crescem, a perder tudo o que antes tinham, contudo a imaginação permitirá a um adulto tornar-se íntimo da imortalidade ao saber unir-se ao seu semelhante. Existirá por isso, segundo Wordsworth, a possibilidade de um estado mental que permita o regresso a um esplendor perdido.
Conjunto de versos mais conhecido:
(...)
"Apesar de a luminosidade
outrora tão brilhante
Estar agora para sempre afastada do meu olhar,
Ainda que nada possa devolver o momento
Do esplendor na relva,
da glória na flor,
Não nos lamentaremos; inspirados
no que fica para trás;
Na empatia primordial
que tendo sido sempre será."(...)
Trad. de Catarina Belo
Excerto a partir do qual William Inge escreveria o argumento de "Esplendor na Relva", filme que Elia Kazan realizaria em 1961.A história de um primeiro amor intenso, vivido numa América profunda, em finais dos anos 20, à beira da Grande Depressão. A descoberta do desejo do corpo, e a repressão sexual imposta pela família e pela sociedade. A potência de um amor não consumado que gera neurose e separação.
Com Natalie Wood (Deannie) e Warren Beatty (Bud) nos protagonistas, são de antologia os diálogos entre Deannie e a sua mãe, sobre o comedimento que toda a rapariga deve ter antes do casamento.
O amor como algo de inevitável e necessário, que se transforma em algo de cruel e implacável devido a constrangimentos externos.
O poeta português Ruy Belo, escreveu o soneto "Esplendor na Relva", inspirado na personagem Deannie Loomis :
Eu sei que Deannie Loomis não existe
mas entre as mais essa mulher caminha
e a sua evolução seja uma linha
que à imaginação pura resiste
A vida passa e em passar consiste
e embora eu não tenha o que tinha
ao começar há pouco esta minha
evocação de Deannie quem desiste
na flor que dentro em breve há-de murchar?
( e aquele que no auge a não olhar
que saiba que passou e que jamais
lhe será dado a ver o que ela era)
Mas em Deannie prossegue a Primavera
e vejo que caminha entre as mais
in Homem de Palavra (1969)
Conjunto de versos mais conhecido:
(...)
"Apesar de a luminosidade
outrora tão brilhante
Estar agora para sempre afastada do meu olhar,
Ainda que nada possa devolver o momento
Do esplendor na relva,
da glória na flor,
Não nos lamentaremos; inspirados
no que fica para trás;
Na empatia primordial
que tendo sido sempre será."(...)
Trad. de Catarina Belo
Excerto a partir do qual William Inge escreveria o argumento de "Esplendor na Relva", filme que Elia Kazan realizaria em 1961.A história de um primeiro amor intenso, vivido numa América profunda, em finais dos anos 20, à beira da Grande Depressão. A descoberta do desejo do corpo, e a repressão sexual imposta pela família e pela sociedade. A potência de um amor não consumado que gera neurose e separação.
Com Natalie Wood (Deannie) e Warren Beatty (Bud) nos protagonistas, são de antologia os diálogos entre Deannie e a sua mãe, sobre o comedimento que toda a rapariga deve ter antes do casamento.
O amor como algo de inevitável e necessário, que se transforma em algo de cruel e implacável devido a constrangimentos externos.
O poeta português Ruy Belo, escreveu o soneto "Esplendor na Relva", inspirado na personagem Deannie Loomis :
Eu sei que Deannie Loomis não existe
mas entre as mais essa mulher caminha
e a sua evolução seja uma linha
que à imaginação pura resiste
A vida passa e em passar consiste
e embora eu não tenha o que tinha
ao começar há pouco esta minha
evocação de Deannie quem desiste
na flor que dentro em breve há-de murchar?
( e aquele que no auge a não olhar
que saiba que passou e que jamais
lhe será dado a ver o que ela era)
Mas em Deannie prossegue a Primavera
e vejo que caminha entre as mais
in Homem de Palavra (1969)

