quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Esplendor na Relva



"There is a miracle in being young...and a fear"



 A Ode Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood, é um extenso e grandioso poema do poeta do Romantismo Inglês William Wordsworth. Baseado na concepção da alma como elemento anterior ao corpo, assinala a intrínseca ligação entre a infância e o divino, através da própria natureza. Parte do pressuposto, de que à medida que crescem, as crianças se afastam dessa sua visão divina do mundo. De como o mundo humano, a partir de um mundo que poderia ser ideal, aos poucos se transforma em vida sombria.
 A progressiva compreensão da moralidade, levará crianças e jovens, à medida que crescem, a perder tudo o que antes tinham, contudo a imaginação permitirá a um adulto tornar-se íntimo da imortalidade ao saber unir-se ao seu semelhante. Existirá por isso, segundo Wordsworth, a possibilidade de um estado mental que permita o regresso a um esplendor perdido.
Conjunto de versos mais conhecido:


                          (...)
                         "Apesar de a luminosidade
                          outrora tão brilhante
                          Estar agora para sempre afastada do meu olhar,
                          Ainda que nada possa devolver o momento
                          Do esplendor na relva,
                          da glória na flor,
                          Não nos lamentaremos; inspirados
                          no que fica para trás;
                          Na  empatia primordial
                          que tendo sido sempre será."(...)
                                                                            Trad. de Catarina Belo


Excerto a partir do qual William Inge escreveria o argumento de "Esplendor na Relva", filme que Elia Kazan realizaria em 1961.A história de um primeiro amor intenso, vivido numa América profunda, em finais dos anos 20, à beira da Grande Depressão. A descoberta do desejo do corpo, e a repressão sexual imposta pela família e pela sociedade. A potência de um amor não consumado que gera neurose e separação.
Com Natalie Wood (Deannie) e Warren Beatty (Bud) nos protagonistas, são de antologia os diálogos entre Deannie e a sua mãe, sobre o comedimento que toda a rapariga deve ter antes do casamento.
O amor como algo de inevitável e necessário, que se transforma em algo de cruel e implacável devido a constrangimentos externos.


O poeta português Ruy Belo, escreveu o soneto "Esplendor na Relva", inspirado na personagem  Deannie Loomis :


                         Eu sei que Deannie Loomis não existe
                         mas entre as mais essa mulher caminha
                         e a sua evolução seja uma linha
                         que à imaginação pura resiste

                          A vida passa e em passar consiste
                          e embora eu não tenha o que tinha
                          ao começar há pouco esta minha
                          evocação de Deannie quem desiste

                          na flor que dentro em breve há-de murchar?
                          ( e aquele que no auge a não olhar
                          que saiba que passou e que jamais

                           lhe será dado a ver o que ela era)
                           Mas em Deannie prossegue a Primavera
                           e vejo que caminha entre as mais
                                                                              in  Homem de Palavra (1969)

       
                          

106 comentários:

  1. Nunca vi o filme. Na altura em que ele foi lançado , era-me completamente impossível vê-lo. Teria sido possível anos mais tarde, mas também não se proporcionou.
    Um abraço

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    1. Não conhecendo o filme, torna-se um pouco mais difícil entender a relação que é feita entre uma parte do poema, e o próprio filme.
      xx

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  2. Oi Laura Querida!

    Acho muito importante a vivência do imaginário na criança,
    o seu tempo mágico, construído por uma percepção e lógica
    própria. Esta experiência (vivência) não sendo reprimida,
    possibilitará ferramentas interiores ricas como a criatividade,
    a vivacidade,a arte, o humor,etc...
    Alguns adultos tem uma pressa de informar a criança
    dados da realidade que acabem com a fantasia (universo imaginário),
    sabemos que todas as crianças crescem e "entenderão" esse
    mundo "real".

    Sempre é muito interessante ler as tuas postagens que
    refletem o teu talento,cultura e bom gosto.

    Estava saudosa de ti,sabes que és muito querida por mim.

    2015 muito luminoso,libertador e poético sempre!

    Beijinhos e abraço saudoso.

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    1. Olá Suzete! Essa é que foi uma pausa!...:-)
      Essa repressão, que se deseja ausente da vivência infantil, acontecerá mais tarde, pelas circunstâncias de constrangimento social, o que é exactamente o que acontece neste filme, e é nesse contexto que a estrofe do poema de Wordsworth se insere.
      Obrigada, Suzete.
      Bom regresso!
      xx

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  3. Laura nunca ouvi falar desse filme, mais ele parece ser bem interessante, esses filmes antigo são as vezes mais bom dos que alguns filmes da nossa época atual, Laura beijos.
    Blog /Fan Page / TSU/

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    1. Sim, alguns filmes antigos são melhores que certos filmes actuais, embora algum cinema actual apresente também boas histórias.
      xx

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  4. As tuas postagens são sempre muito difíceis para eu comentar.
    Mas deixo-te um xi e um beijinho

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    1. !! Poderias ter comentado o aspecto da repressão sexual, por exemplo...:-)
      xx

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  5. Sendo a beleza tentação,
    à vontade não se resiste
    aumenta a louca paixão
    quando o amor existe!

    As vontades são soberbas,
    não se deve contrariar o coração
    se o amor não tem fronteiras
    amizades também não.

    Lá estarão onde quisera,
    porque felicidade é alegria
    não ocupa lugar a sabedoria
    com quem a beleza viera.

    De mãos dadas com a simpatia,
    também vai o talento e a educação
    haja saúde, paz na vida harmonia
    sem amor sincero não há paixão!

    Dessa sua escolha gostei!
    foi sim feita com sabedoria
    não respondi direito, eu sei
    é sempre bela a sua poesia!

    Boa noite amiga Laura, um abraço.
    Eduardo.

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    1. Ai pode haver paixão sem amor sincero, pode!...:-) E geralmente à vontade não se resiste, a questão neste caso é que a rapariga teve que resistir a essa vontade, embora o amor existisse.
      Obrigada, Eduardo. Belos versos, como sempre!
      xx

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  6. Não me recordo de ter visto esse filme (*). Sou do tempo dos pátios no liceu serem separados, meninas para um lado e meninos para o outro, nada de misturas... até parece que isto se passou no século passado. E não é que passou mesmo?
    :)
    Ler um livro sobre sexualidade era algo que se fazia às escondidas, o tema era tabu, até mesmo em casa. Entretanto tudo mudou, apesar dos excessos, para melhor, julgo eu.

    Cordiais saudações.

    (*) Agora vou querer ver.

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    1. Eu só apanhei essa separação entre meninos e meninas na escola primária. No 1º ano do Ciclo Preparatório, deu-se o 25 de Abril, e tivemos logo uma professora de Trabalhos Manuais que nos explicou, através da analogia com uma cafeteira de água a ferver, como seria um orgasmo. Lembro-me dessa explicação até hoje! :-)
      É verdade, tanta coisa mudou, felizmente. Hoje há mais informação, o que é essencial para saber fazer escolhas, o que dantes não existia, e quanto à liberdade, acaba por ser sempre uma questão de responsabilidade e olhos bem abertos.
      xx

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  7. É raro não reler e ficar remoendo no que acabei de apreender para deixar um comentário coerente. Esta postagem não foi exceção pela riqueza/profundidade e diversidade informativa; o que achei muito curioso foi este encadeamento na composição da tua postagem. Se, por um lado, entendo a mensagem do conjunto de versos, à luz do pensamento do poeta, parece-me um pouco desgarrada a inspiração do argumentista para o filme (não o vi); já o soneto de Ruy Belo tem perfeito cabimento na trama do filme. Em suma, muito interessante como "as inspirações" surgem, umas vezes entroncando-se no ponto inspirador, outras divergindo, dando lugar a leituras diversificadas, facto que não me surpreende pois a mensagem a leitura/interpretação está sempre do lado do leitor. Uma das postagens que mais curiosidade despertou em mim, talvez porque se trate de "inspiração"...:)
    Inteligente, menina, foi um gosto estar por aqui!
    Bjo, Laura :)

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    1. Pois é, Odete, este post é mesmo um pouco aborrecido e dá para "remoer", porque quem não conhece bem o filme, acaba por não compreender bem (e talvez eu própria não o tenha explicado bem, tendo pressuposto que este seria um filme razoavelmente conhecido), a relação entre a citação do poema e a história vivida no écran. Aqueles versos de W. Wordsworth acompanham directamente várias cenas do filme, e realmente para quem não o viu, não perceberá a ligação. Tal como o soneto de Ruy Belo surge no mesmo sentido; Deannie como representação de que na vida tudo passa, mas de que não devemos deixar de viver o que "em breve há-de murchar", contudo a a vida continua, "caminha entre as mais", porque "em Deannie prossegue a Primavera" do que ficou para trás, nesse encontro de "empatia primordial", a que Wordsworth se refere. um estado mental que permite o regresso a um esplendor perdido.
      Obrigada, Odete, pela tua interpretação inspirada!
      xx

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    2. Não, não é nada aborrecido. O facto de não ter visto o filme é que me levou a este comentário. Obg pela tua explicação - espicaçou-me a curiosidade em ver o filme. Bjinho :)

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    3. É aborrecido no sentido em que quem não viu o filme, fica um pouco de "candeias às avessas"...:-)
      xx

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  8. Deve ser esta a razão do meu desencanto e desalento: matei a criança que houve em mim.

    Belo e deixa-me a refletir.

    Beijinhos

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    1. Eu acho que não matei a criança que vive em mim, talvez por isso já tenha feito, às vezes, figura de otária.
      Cést la vie!
      xx

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  9. Esse filme parece ser um encanto... vou ver se o encontro!

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  10. Eu falei do poema para dele dar uma ideia muito geral. O mais importante em relação ao filme é que aquele excerto do poema, se viste o filme, fará todo o sentido, por isso não acho que o argumento de Inge o tenha distorcido; apenas tentou adaptá-lo a uma situação imaginariamente concreta de duas personagens.
    "A luminosidade outrora tão brilhante", esse "esplendor na relva", significa no filme a intensidade do amor vivido por Deannie e Bud, mas como a separação acontecerá, "não nos lamentaremos", inspirados nessa vivência do que ficou para trás, nessa "empatia primordial", como uma necessidade de ter que seguir com a vida para a frente.
    xx

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  11. Boa tarde, não vi o filme mas já a critica ao mesmo, julgo que e mensagem que passa é uma boa para refletir.
    AG

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  12. Boa tarde Laura, votos de bom ano.
    Confesso que tenho andado a "morder" o seu tema e por onde pegar.
    Esperava algo mais "leve", confesso, mas ainda bem que veio.
    Quem era partilhado entre pais e avós, meio século atrás numa aldeia interior, absorvia o que sem maldade os nossos antigos transmitiam na continuidade, acabando no quase sempre, "não faças que é pecado...".
    Pelo que ouvia das minhas avós, a alma estava dentro de nós e no fim subia ao céu ou descia ao inferno (o corpo). Tremia se dizia uma asneira, mas com o tempo, desliguei e agora analisando o seu texto, tive de parar a pensar.
    O mundo global tem crenças e acredita no que acredita! Coisas herdadas, talvez habituais e assim se foi crescendo e correndo.
    Jamais alguém me disse que a alma "era anterior" e repare o desabafo, andei vários anos num seminário.
    E deduzo que era anterior à criação física da humanidade.
    Primeiro o espírito, sem tal não faria sentido.
    Acredito.
    Bem haja, Laura Santos!

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    1. Boa noite, Xico. Obrigada. O ano começa mal para França, e para todos nós, mas que cada um possa fazer o melhor possível.
      O "não faças que é pecado", é totalmente compreensível em tempos idos, para pessoas geralmente rodeadas de obscurantismo e de uma religiosidade castradora. Felizmente esse "não faças que é pecado", tem-se vindo a modificar na direcção de um "abre os olhos, protege-te, contra encantadores de serpentes, contra doenças sexualmente transmissíveis, contra uma gravidez indesejada". Mas eu estou a falar do Algarve, nem sei como será em certas regiões no interior do país... Cresce-se sempre com o que, desde tenra idade, nos é transmitido. Que bom nunca ter tido uma mãe a falar-me de corpo versus alma, ou de pecado, por isso nunca tremi por dizer asneira.
      Claro que a concepção da alma "anterior" ao corpo, só a ela me refiro por ser, neste caso, uma crença de Wordsworth, e nessas discussões acerca da alma, eu nem entro sequer! :-)
      xx

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  13. É um dos filmes da minha vida. Tive que ler Wordsworth ( por acaso até gostei) e o poema de Ruy Belo consegue criar um elemento de união que faz deste teu post um todo fantástico e belo.
    Beijos, Laurinha.

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    1. Até que enfim, alguém que conhece o filme!
      Achei interessante partir da origem do argumento do filme, portanto teria de falar de W.W., e finalizar com o soneto do Ruy Belo, dedicado à protagonista feminina do filme.
      Ruy Belo que curiosamente, escreveu também um poema dedicado a Marilyn Monroe.
      xx

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  14. Laura , sou mais uma que não assistiu ao filme . Entretanto , pelo exposto e pelo vídeo consegui enxergar que o preconceito foi o responsável pelo término do amor entre os dois adolescentes .
    A liberdade é difícil de ser conquistada . Obrigada , mais uma vez , pela partilha . Beijos

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    1. A liberdade nunca se conquista plenamente, é sempre uma aspiração.
      Livres são os pássaros.
      Obrigada, Marisa.
      xx

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  15. Olá, Laura... não assisti o filme, mas fiquei a pensar, através do que escreveu, o quanto a realidade cruel de amores transformados em dores por influências e julgamentos externos ainda é uma realidade, porém um pouco mais branda. Um abraço!

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    1. Olá Bia!
      É verdade o que dizes, e embora possam existir ainda certos condicionalismos, não são certamente comparáveis aos da primeira metade do século passado.
      xx

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  16. Essa concepção de felicidade, Laura, de compensações e castigos é sempre muita relativa. Soube de uma senhora que vivia a cantar e morava num barraco de favela, sem carro na garagem, nem maiores ostentações, mas, era vista dançado alegremente ouvindo um radinho de pilhar enquanto preparava o simples e costumeiro almoço. Ouço falar de empresários que, inexplicavelmente, padecem em seu inferno particular rodeado de dividas, e se afogam em suas próprias piscinas. Felicidade é um conceito todo próprio, é uma tomada de decisão, é tão relativo, tão exclusivo, tão inexplicável, tão inalienável, tão irritantemente indecifrável. Vi a semana passada num texto algo assim: “A solidão é o destino de todos os grandes espíritos”, diria Schopenhauer. Também a desilusão, a tristeza, o sofrimento. Muita inteligência e acurada visão de mundo não são, definitivamente, caronas para a felicidade. Certamente o contrário, a ignorância, tem mais facilidade em puxar a carroça.” “Não sabemos um milésimo de um por cento de coisa alguma”.

    https://www.youtube.com/watch?v=sp2nkNNAc4I

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    1. Concordo em absoluto com o que dizes, mas não entendo de que forma isso se possa relacionar com a temática do post.
      Uma coisa é certa, "não sabemos um milésimo de um por cento de coisa alguma". Eu então, em vez de aprender só desaprendo, pois alguns dos pressupostos que considerava correctos, parecem estar , afinal, errados...:-)
      Obrigada pela música de Renato Russo, que desconhecia.
      Parabéns pelo poema desta semana.
      xx

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  17. TODO UN GRAN CLÁSICO DEL CINE!!!
    UN ABRAZO

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  18. Bom dia querida
    Não assisti o filme ,mas da pra ver o
    quanto é sofrido né, mas vendo o seu post me
    interessou, as vezes pensamos que não é bom
    e quando temos a dica vamos la ver e opinar valei mesmo

    Abraços de bom final de semana

    └──●► *Rita!!

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    1. Olá Rita!
      Pois é, imagine-se o drama de uma jovem que descobre o amor, ver-se apartada do seu amado, por motivos alheios à sua vontade...
      Algo de recorrente na literatura, no cinema, e na vida.
      Bom fim de semana, Rita.
      xx

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  19. Publicação inspiradíssima.
    Cadinho RoCo

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  20. A um só tempo, Laura, temos dois poetas de épocas distintas, um cineasta e um argumento ainda melhor. É só lembrar-se de Sindicato de Ladrões, de 1954, um clássico do cinema, talvez o melhor de Kazan, Uma rua chamada Pecado, 1951, Vidas amargas, 1955, Um rosto na multidão, dentro outros. Também merece destaque a bela leitura de Rui Belo para os personagens, que sem trocadilho se junta à beleza da Natalie Wood.
    Como é bom revisitar este conflito de gerações, retratado com maestria no argumento de William Inge e na direção de Elia Kazan. Como é bom revisitar este, se possível com distanciamento, o que talvez não seja necessário para conhecer a história dos dois jovens, Bud Stamper e Deanie Loomis, casal de estudantes apaixonados que vivem no estado do Kansas no final da década de 1920.
    Vale a pena revisitar o filme para apreender a intemporalidade do filme. Para ouvir o ecoar do poema na cabeça de Deanie ao ouvir a amiga perguntar-lhe se ainda o ama, sem esquecer que a história se passa na década em 1929.
    A luz que brilhava tão intensamente / Foi agora arrancada dos meus olhos, / E embora nada possa devolver os momentos / De esplendor na relva e glória nas flores, / Não sofreremos, melhor, / Encontraremos força no que ficou para trás.
    E, como sempre, você está acertando na mosca!
    Abraços, Laura,
    Um bom final de semana!

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    1. Curioso como tantos filmes, no Brasil, acabem por ter títulos muito diferentes, em relação aos títulos adoptados em Portugal....
      No Brasil, o "Esplendor na Relva" é "O Clamor do Sexo, "Há Lodo no Cais", esse filme soberbo com o jovem Marlon Brando, é "Sindicato de Ladrões", "Vidas Amargas", é para nós "A Leste do Paraíso", "Uma Rua Chamada Pecado" é "Um Eléctrico chamado Desejo", e vá lá..."Um rosto na Multidão", tem o mesmo título em ambos os países....:-)
      E. Kazan realizou de facto, filmes com conteúdo, e embora possam existir temas recorrentes em diversos cineastas, o que concede intemporalidade a um filme é essa mestria de tratamento, por parte do realizador.
      Quando se ama assim, ou morre-se de amor, ou continua a viver-se, encontrando força na imortalidade dos sentimentos vividos.
      Obrigada, Zé, e bom fim de semana.
      xx

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    2. Agora relendo a tua postagem e o meu comentário, LAURA, dou-me conta do quanto da filmografia de Elia Kazan eu me lembrei e como são todos datados (lá se vão mais de quarenta anos) e, naturalmente, de como sou, como diria Camilo Castelo Branco em uma das histórias de Novelas do Minho, um Mitridates.
      A verdade é que não saímos incólumes depois de visitar as tuas postagens. Você nos põe a pensar, a refletir, a rever, a revisitar, a descobrir, a redescobrir... Há que coisa melhor do que sair enriquecido de qualquer lugar que entramos ou de qualquer coisa que fazemos?
      Abraços, Laura!

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    3. Aaah o grande Camilo! Mitrídates, ou uma "truta velha, de cabelos brancos"....ah não, tu não és truta, e os cabelos brancos fazem parte do crescimento de um homem, parece que nas mulheres é que há quem não goste vê-los...:-)
      Obrigada, Zé.
      xx

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    4. Ah! Laura, digo-lhe eu, tinha certeza de me trarias o recorte exato da referência de Camilo. É isso mesmo o que diz Camilo: "truta velha, de cabelos brancos". E como és generosa e farta da boa literatura. Camilo é um dos melhores contadores de história que eu conheço.
      Abraços, Laura!

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    5. Por acaso nem conheço todas as novelas de Camilo, mas recordo-me de andar a ler as Noites de Lamego, precisamente numa altura em que visitei a Serra da Estrela, e ao passar por Manteigas, deparámo-nos com um viveiro de trutas! As trutas eram bebés, mas eu só olhava para elas imaginando-as velhas e de cabelos brancos...:-))
      Camilo é o dramático, é o trágico, é o humorista, é o romântico. Um autor que faz chorar e faz rir. Muito bom, mesmo.
      xx

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  21. Olá.
    Não conheço o filme, mas eram outros tempos em que as raparigas tinham que serem "puras" para casar.
    Gostei do poema.
    Bjs

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    1. Olá Elisabete!
      Pois é, era assim, e em certas regiões e outras tantas comunidades, ainda é assim. Mas os métodos anti-concepcionais vieram ajudar muito.
      xx

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  22. Olá Laura, a grande vantagem deste blog está precisamente na partilha, sinónimo de utilidade. Eu, sou mais uma que não vi o filme, mas fiquei curiosa com essa coisa da concepção da alma como elemento anterior ao corpo.
    Nas minhas lides de "bloguista" li em tempos que a crença no purgatório, por exemplo, surge no povo cristão e no nosso país depois do concílio de Trento. Em vez do céu para os bons e o inferno para os impuros, aparece um local aonde durante algum tempo as almas ficariam a “purificar”.
    Ainda hoje em algumas regiões do nosso país há a necessidade de alguma purificação e não falo só das além-túmulo! Há coisas que não podem/querem viver porque para a sociedade não é o certo ou porque é errado e é pecado e o pecar trará consequências futuras e até na morte. Gosto, por isso, do soneto de Ruy Belo. A vida é para ser vivida e não lamentada.
    Nada igual, claro, mas esse "esplendor na relva" por momentos até me fez lembrar o "Last Christmas" e a diversão toda naquele cenário de neve num Natal dos anos 80, do Séc. XX. A neve que sabia que ia derreter, pois o tempo não pára, contudo hoje lembrei desse vídeo.
    Bjs e 1 bom fs.

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    1. Olá Paula!
      Ah eu sabia que essa questão da alma te ia chamara atenção...:-)
      Exactamente; paraíso, purgatório e inferno, não passam de possíveis e imaginárias moradas para as almas puras e impuras. Pelos vistos, existem almas impuras que terão a oportunidade de se salvarem, através de uma passagem pelo purgatório, e existem almas impuras para as quais não existirá salvação possível.
      E cá está, o problema é sentir que a vida possa ser ão influenciada pela salvação da alma, e esse receio de pecar, funciona por vezes, como restrição a uma vida plena, como por exemplo, uma mulher que fica viúva e considera não poder mais vir a ter um novo caso amoroso, porque isso seria pecado.
      Obrigada, Paula, o teu comentário, mesmo não conhecendo o filme, é excelente. É como digo, há sempre algo a comentar quando se quer dar opinião.
      Bom fim de semana!
      xx

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  23. Pastichando Ruy Belo
    Criatura

    Eu sei que o tal deus não existe
    E que se entre humanos se o vê
    Vale perguntar portanto o porquê
    Se perpetua sua imagem em riste

    Vida que vive sobre este planeta
    Explica-se pois através da ciência
    Mistério não há sobre a existência
    Que não necessita de divina treta.

    Mas se incomoda algum mistério
    O homem procura uma explicação
    Que deslinde esse assunto sério.

    E à pergunta cuja resposta é não
    Não lhe apraz silêncio de cemitério
    Então deus do homem é a criação.

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  24. Respostas
    1. Parece que super interessante é o nome de uma revista...:-)
      xx

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  25. Gostei muito do poema, das imagens e do video, que vi e li com toda a atenção. Não consigo dizer/escrever mais nada
    Tem um Domingo feliz Laura Santos
    xx

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    Respostas
    1. Deves ter lido com demasiada atenção, então...:-)
      Obrigada, Ricardo.
      xx

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  26. Hey, Laura
    Eu amo asua analise,com estilo direto(google)
    Yes, the sixties from Paolini to good old Sam Peckinpah ,with the natural from Nathalie Wood ,good times "better times"?
    xx
    Charlie

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    1. Google always translates into Portuguese from Brasil! ...:-)
      I guess you're talking about Pasolini, a great poet and director; there's now an Abel Ferrara's movie about Pasolini's last day, with Willem Dafoe as Pasolini and the portuguese Maria de Medeiros playing the actress Laura Betti. From Peckinpah I only remember "Convoy" and "Straw Dogs"...
      I don´t know if the sixties were better times, I was a child, but at least there was great criativity, ideals and will for a change, something that I don´t see right now. This century didn´t start well, I'm afraid...and the Charlie Hebdo massacre it is unfortunately "just" one more example...:-(
      xx

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  27. Una maravillosa Entrada como siempre.
    No he visto la película, pero tras tu brillante Entrada no dudo en verla.
    Magnífico Poema de Ruy Belo.
    ¡¡¡Feliz Novo Ano!!!
    Abraços e Beijos.

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  28. Cedo me questionei sobre as crenças e os valores que me eram inculcadas, talvez por ter um enorme entusiasmo pela leitura. Deste filme vem-me uma ideia de liberdades e desejos reprimidos. Só o título do filme já representava uma ousadia e um desafio. Creio que nunca o vi completo, mas as imagens são-me tão familiares! É que as revistas também as vendiam bem.
    Trouxeste, ainda, a luminosidade da infância nesse magnífico poema de William Wordsworth. Também experimentámos e sabemos do que fala.
    A verdade é que a intolerância e a falta de visão continuam a afetar o planeta.
    Parabéns, minha querida, por partilhares este tema fascinante.
    Beijinhos
    .

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    1. A leitura abre-nos muitos mais horizontes do que o que poderíamos pensar à partida. Também já fui grande leitora, hoje menos...e a leitura desvendou-me o mundo de uma forma que eu não teria oportunidade de conhecer de outra outra maneira. A partir de sensibilidades e diferenças.
      A intolerância sempre existiu, e continuará a existir.
      Obrigada, Teresa.
      xx

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  29. Querida Laura!

    Porque será que ainda me consegues surpreender?
    Uma postagem magnífica, onde grandes valores se alevantam.
    Hoje, e cientificamente provado pela psicologia, a criança deve viver todos os estádios de desenvolvimento sem repressões, para que a sua personalidade se desenvolva de forma saudável. Por questões culturais a sociedade encheu-nos de regras severamente padronizadas, como se possível fosse, fabricar pessoas em série privadas da sua própria identidade.
    Nunca vi o filme, mas apercebi-me da temática. A forma como as mulheres viviam reprimidas num passado não muito distante, onde a sexualidade era pecado, desde que não fosse para procriar.
    Dói pensar, que tanta gente nasceu e morreu, sem que tivesse oportunidade de viver.
    Gostei muito do excerto que escolheste do poema. O brilho do olhar, é fruto da felicidade, intensificado não pela inocência ,mas pela existência de uma vida plena e em liberdade....
    Obrigada Laura, por nos enriqueceres de conhecimento, e nos levares à reflexão, com as tuas preciosas escolhas....
    Beijinho meu e boa semana....:)

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    1. Olá Cristina!
      Concordo contigo. A questão tem sempre a ver com o que seria o ideal, e aquilo que é possível. As crianças não podem viver numa redoma, e por isso mesmo tantas vezes são afectadas por problemas desde tão cedo. Além disso a educação , de forma geral, não incita à diferença, tentando homogeneizar conhecimentos, comportamentos, e visões do mundo. A sociedade pretende seres que não causem ondas.
      Muita gente nasceu e morreu sem viver plenamente, e isso ainda acontece, mas felizmente, pelo menos nas sociedades ocidentais, as mulheres já não têm os constrangimentos que tinham antigamente. O caminho não está todo feito, mas as portas estão abertas para que cada um possa fazer o seu.
      Obrigada, Cristina, e boa semana também para ti!
      xx

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    2. Obrigada Laura! Deixo-te mil beijinhos...:)
      Ah!....e prometo que vou ver o filme, fiquei curiosa.
      Grata sempre, pelo teu empenho em nos brindares com postagens edificantes....:)

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    3. Eu é que te agradeço, Cristina, o apoio que me tens dado. :-)
      xx

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  30. Não vi o filme.
    Pena!...
    Saudações poéticas!

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  31. Vi o filme há muitos anos, um clássico do cinema, mas não sabia de onde tinha partido a inspiração do realizador. Só agora sei... mas mais vale tarde do que nunca.
    Excelente post, ainda que para os mais novos o tema possa não ser muito apelativo...
    Boa semana, querida amiga Laura.
    Beijo.

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    1. Talvez o post possa não interessar muito aos jovens, mas o filme acho que até poderia interessar; é uma história de amor entre jovens...Mas sei lá, às tantas podem preferir o Rambo!...;-))
      Obrigada, Nilson. Boa semana!
      xx

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    2. Eu gosto do cinema, mesmo daquele que foi feito antes de eu nascer. Sempre gostei do cinema mudo, por exemplo. Mas o meu primeiro filme no cinema jamais me vou esquecer dele, ainda que não me lembre do que tratava. Foi o "Black is black", que era o tema musical dos "Los Bravos".
      Fiz um post sobre o assunto. Se quiseres ver, para te rires um pouco, vai a:
      http://nimbypolis.blogspot.pt/2005/11/black-is-black-o-filme-da-minha-vida.html

      Entretanto, não publicaste novos esplendores...
      Aproveito para te desejar um bom fim de semana, querida amiga Laura.
      Beijo.

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    3. Ah que delícia de relato, Nilson!...Realmente o filme era na altura o que menos importava, mas a música ficou-te no ouvido, e depois logo surgem as associações, naquelas idades em que as primeiras paixões, umas inconsequentes, outras não, até tiravam o apetite...;-)
      Nunca tinha sequer ouvido falar desse filme! O primeiro que vi foi a "Música no coração", o filme que toda a gente viu...mas a seguir vi um filme que nunca mais esqueci; "O Mandingo", um filme que me impressionou talvez devido à minha pouca idade.
      Obrigada, Nilson. Estou a ficar um pouco farta do blog, ando sem tempo e sem inspiração nenhuma para escrever.
      xx

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  32. Magnífico e expressivo post, pois é, além de tudo, pelo menos à mim, didático, já que não vi o filme e muito menos ouviu ou li o poeta em referência que me aparece, pelos belos versos, um grande autor que teve a sagacidade de aproveitar o tema do filme compondo criação notável. Não obstante, o que mais me impressionou foi ver a tua desenvoltura nas narrativas dando as tuas brilhantes e notáveis impressões pessoais discorrendo o tema. Dá-me gosto ler teus textos!

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    1. Obrigada, Viviani. Bom saber que um escritor como o senhor gosta de ler o que tento escrever.
      xx

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  33. Ler bons textos e recordar é sempre muito bom. Foi o que aconteceu ao vir aqui, Laura.
    Beijo de luz!

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  34. Gostei de vir até cá e de recordar esse estupendo filme "Esplendor na Relva ".

    Boa semana :)

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  35. Respostas
    1. Gostaria era de saber quais os filmes que não viste...:-)
      xx

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  36. OI LAURA!
    FOI MUITO BOM REVER CENAS DO FILME, PRINCIPALMENTE COM ATORES MARAVILHOSOS COMO ESTES.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  37. Algumas consequências por ensinar as crianças depressa demais!
    Gostei.
    Obrigado.
    Bj

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    1. Por mais que lhes tentemos ensinar, as crianças só aprendem no seu "tempo próprio". Mas este post não tem nada a ver com isso.
      Obrigada, Manuel Luís.
      xx

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    2. Verdade Laura! Agora que reli, sinto novamente dificuldade em comentar. Li todos os comentários, alguns ajudaram-me a compreender melhor o texto.
      Bj

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    3. Há pessoas que sentem alguma dificuldade em comentar certos textos, geralmente quando são de autores dos quais não se ouve falar todos os dias. E neste caso quem não conhece o filme não entenderá o soneto de Ruy Belo. Mas ficar-se-á com uma ideia...:-)
      xx

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  38. Eu não conhecia nada, nada. Achei incrível o trecho do poema de William Wordsworth...
    Ah, e teu olhar, heim, moça... que belo.
    E que ator gato! *---*
    Adoro esses teus posts!

    Beijos!

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    1. Há sempre tanto que nos falta conhecer!...
      Tens bom gosto, Nato. O actor era mesmo um "gato"! ;-)
      Obrigada, Nato.
      xx

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  39. Gracias amiga, Laura, por que siempre se aprende algo nuevo contigo.
    Besos.

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  40. Conheci a poesia de Adília Lopes num suplemento Literário do Diário Oficial do Estado de Pernambuco. O número 87, de maio de 2013. Um belo Suplemento Cultural. E achei fascinante o jeito de poetar da moça, sua irreverência e iconoclastia me seduziram, Trata-se de uma crônica-resenha assinada por Adelaide Ivánova. Não a conheço. Mas se trata de uma fotógrafa, residente em Berlim, que, na crônica, se coloca como uma funcionária de um salão de depilação brasileira em Berlim e que, nas horas vagas do salão, lê Adília Lopes. Que chique, não acha? O estilo da crônica já de certa forma nos faz lembrar a poeta Adília, digo Maria José. Ou melhor, Maria José da Silva Viana Fidalgo, filha de Maria Adelaide. Para uma escritora que já publicou 21 livros e no Brasil só encontramos uma antologia publicada pela Cosac Naify, é muito pouco, mas que há de se fazer. Essa antologia não me sai da cabeceira. Durmo com Adília por perto. Em Portugal também é difícil encontrar os seus livros, salvo pontualmente as obras completas. Pela bagatela de 50 euros. Quanto estive em Portugal em abril do ano passado, procurei-os pelas livrarias por onde passei. Não conheço a crônica que fala do croissant, mas eu diria que no meu poema é tudo acidental, menos a Maria, que é referência explícita às leituras de Adília, e Margarida, um amuleto.
    Sei que não escrevo igual a Adília, mas gosto de ser acolhido pelo teu olhar, pela tua busca de sentido na palavra empenhada.
    Um abraço forte, Laura!

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  41. Muito interessante essa figura de Adelaide Ivánova, o que só prova que trabalhar num salão de depilação em Berlim pode ser deveras inspirador, ou então Adília pode funcionar como uma boa "fuga" enquanto não se sai para fotografar. :-)
    Recordo-me da Adília Lopes em programas no canal 2 da RTP, não me recordo, talvez finais dos anos 80, programas nos quais ela era apresentada como uma poetisa longe do lirismo da tradição poética feminina em Portugal.
    Gostei da Adíla desde logo, porque se mostrava como era, uma mulher culta, que sentia só, que dizia não ter relações sexuais (algo de que fala na sua poesia), que as coisas eram o que eram, e tratava os bois pelos nomes.
    Depois desapareceu, e embora tendo continuado a publicar, nunca mais dela houve grande rumor. Contudo, criou desde início, muito justificadamente, uma legião de admiradores que fazem esgotar todas as edições dos seus livros. São edições que praticamente esgotam com os leitores de Lisboa e arredores. Aqui no Algarve nunca consegui encontrá-la.
    Ainda bem que não escreves como a Adília, senão terias de escrever assim:
    (...)
    Choro
    Chove
    mas isto é Verlaine

    ou:
    um dia
    tão bonito
    e eu não fornico
    (....)
    Deus
    não me deu
    o papel de Eva
    nem o de Maria
    porque também
    S. José
    me tinha corrido
    a pontapé.
    (Metereológica)

    Uma poetisa terrivelmente sincera, que liga à mínima para qualquer tipo de código.
    Obrigada pela resposta.
    xx

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  42. Como eu não conhecia Wordsworth antes? Parece ser genial! Já vou assistir e ler mais sobre hihi.
    Aliás, belo 2015 pra ti, Laura! Muita luz pelo teu caminho e muita história pra ser construída :)
    Abraço e afeto!

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    1. É natural que conheçamos melhor os poetas de Língua portuguesa.
      Obrigada, Luria.
      xx

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  43. Não li o livro, mas o filme é dos que ficaram, é um clássico.
    Soube bem recordar, Laura. Obrigado.

    Um beijo :)

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