Inna Tsukakhina
O meu território é rodeado de sebes invisíveis
que o vento não consegue derrubar.
Sou pária de um mundo de gestos previsíveis
onde não encontro derradeiro lugar.
Deixei de sonhar e nem me pretendo em realidade.
O frio pousa cada vez mais lentamente
secando a pele e enrouquecendo a voz
quando me deslizo no inicial vestígio da noite
e já adormeceste em mim um sono calmo
no corpo que emprestei à ideia de ti.
É comovente o teu respirar dentro do meu peito
enquanto pressinto o rumor da terra seca
e o duro silêncio morrente que povoa a cidade.
Se ao menos um bicho me invadisse a casa...
Se ao menos uma asa me levasse à nascente
fugidia que murmura o canto da água
e me emprestasse por momentos a frescura
e o sabor fremente do idioma dos dias...
Que o sol me invadisse de mansinho o colchão
me incendiasse de cor o peito e o ventre
quando a chuva consagra o bosque que
num dia triste pensei ter erigido ao teu redor.
E pudesse eu subir às alvas palavras penduradas
na antiga eloquência da imaginada ternura!
Confundo-me no granito das escarpas pedregosas
onde o chão escondeu os teus passos para sempre
e as flores bravias teimam em desabrochar.
Trago um lume nos dedos que me consome
lentamente o desejo de tocar-te
se a aurora descobre no luar a cor do barro
numa diáspora de inocente primeira vez
e os meus olhos iluminam nos escombros da manhã
a sombra longínqua da tua imensa pequenez.
José Carreras no "Adágio de Albinoni", na realidade um tema composto muito mais tarde por Remo Giazotto, a partir de um pequeno manuscrito deixado por T.Albinoni.

E um trabalho "feito a mao", parabens Laura!
ResponderEliminarDesculpe a falta de acentuacao, os teclados sao diferentes onde estou.
Ah eu faço tudo "à mão", Arnaldo.
EliminarObrigada, e continuação de uma boa viagem pela Europa.
xx
Respiro em cada verso e tento absorver toda a ambiência, o clima e até a invasão dos desejos. Percebo, no entanto, que é melhor caminhar - levemente - para poder desfrutar.
ResponderEliminarParabéns, minha querida amiga.
Beijo.
O caminho devemos sempre fazê-lo leve, mesmo quando a jornada possa parecer difícil.
EliminarObrigada, Teresa.
xx
Uau, que belas imagens, Laura!
ResponderEliminarBelíssima tessitura!
Abraço!
Obrigada, Jussara.
Eliminarxx
Andamos el camino de la Nostalgia y de la Añoranza soñando y despertando; cobijando esperanzas y alentando desilusiones; respirar con sensaciones y ahogarse ante evidencias actuales.
ResponderEliminarUna maravilla, como siempre, de Entrada.
He venido varias veces a tu blog por que tenía ganas de volver a leer las delicias de tus Post.
El Video me ha parecido espléndido.
Abraços e Beijos.
Muito verdadeiro, Pedro. Acalentam-se esperanças, sonha-se e desperta-se. É a vida.
EliminarObrigada, Pedro.
xx
Nas escarpas habitava!
ResponderEliminarprotegida de ternura
nem o vento as derrubava
seria habitação segura?
Só o frio lentamente,
lá pousava a voz enrouquecendo
das lonjuras chegavam de repente
ondas nas rochas batendo.
Nos vestígios da noite finda,
de desejos e arrepios sem fim
a luz dos seus olhos continua
desabrochavam flores no jardim?
Para mim nada fácil comentar,
um poema assim tão imaginativo
como também não é fácil encontrar
um alfinete no meio da palha perdido!
Boa noite e bom fim de semana amiga Laura, um abraço.
Eduardo.
Como sabemos, nenhuma escarpa é habitação segura, a não ser para as ervas e para as flores bravias; corre-se sempre o risco de se rebolar pela encosta abaixo...:-)
EliminarÀs tantas pode ser mais fácil encontrar a agulha no palheiro do fazer sentido do que disse!
Obrigada, Eduardo, e tenha um bom domingo.
xx
VERSOS DE ALMA.
ResponderEliminarBESOS
Porventura...:-)
Eliminarxx
Muito belo!! Ai como é tão difícil comentar-se..
ResponderEliminarMas a foto é excelente.
Bom Domingo, Minha Amiga
Beijos
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Obrigada, Cidália.
Eliminarxx
Olá, Laura Santos.
ResponderEliminarQue o teu dia de domingo, seja agradável.
Que o Criador, nos brinde, com: Saúde. Paz e Alegria.
E que a família, continue, a ser, o - esteio - dos nossos dias.
Um abraço.
Obrigada, Zé.
EliminarBom domingo!
xx
Fossem as sebes visíveis
ResponderEliminarJá não havia impossíveis
E os dias seriam incríveis,
Como as noites, inesquecíveis.
:)
Bom domingo!
Eh lá, para além de pintor, também poeta?!... Adorei a rima toda igual. :-)
EliminarImpossíveis há sempre, mas as sebes invisíveis é que não têm piada nenhuma.
Bom domingo, Rui!
xx
As sebes, a chuva, o barro, a terra seca, sendo contrastes na essência, são tão iguais, no silêncio da imaginação do(a) poeta
ResponderEliminarO que posso dizer mais: BRILHANTE ( já sei serve para tudo, lool)
Tem um Domingo muito feliz, Laura Santos
xx
É importante, não apenas sentir, mas imaginar que se sente....Além disso, a terra seca quando tanto murmura, é porque está a precisar de chuva. Isto anda tudo ligado...:-)
EliminarObrigada, Ricardo, e passa um bom resto de domingo, também.
xx
Adoro, lindo demais!!!
ResponderEliminarQuerida Laura, beijos!
Obrigada, Shirley.
Eliminarxx
Pois às vezes, não nos sentimos bem no lugar onde estamos.
ResponderEliminarLindo poema.
Bjs
É a chamada inquietação existencial, característica do "só estou bem aonde não estou", embora estando bem onde estou...:-)
EliminarObrigada, Elisabete.
xx
Laura , sempre muito bonito o que escreve . Gostei do pedido da invasão do sol por dentro . Ele é necessário para caminharmos . Agradeço a partilha . Beijos
ResponderEliminarObrigada, Marisa. É que eu já estou farta deste mês frio de Janeiro; preciso de sol!
Eliminarxx
Poxa vida! Que coisa liiiiiiiiiiinnnnnnnda!!!!!!!!! Procurei, Laura, um verso para destacar que gostei ao longo da leitura, mas fui indo, vi mais outro, depois mais outro, adiante, outro logo depois, de repente, tava indo o poema todo enfim. E, junto com esse "Adágio de Albinoni", se prestando como opcional musica de fundo, ficou perfeito, perfeito, perfeito... E mais perfeito. Olha... emocionou. A foto também, ótima! E, aquela, Sonata ao Luar de Beethoven, ele fez pra uma a aluna que ele estava a fim na época, sabia? Pois é, os caras também passavam por isso.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=v2jir8opKlc&list=RDv2jir8opKlc
Fico contente que tenhas gostado, Fábio.
EliminarObrigada pela Sonata ao Luar, uma música, para mim, incrivelmente relaxante. E não sabia que que tinha sido composta a partir desse interesse particular por alguém....Mas é como dizes; antes "os caras também passavam por isso". Nesse aspecto, as coisas não mudam.:-)
xx
A ternura é a voz calma e o afago que não é pedido. É sempre eloquente. :-)
ResponderEliminarxx
De poemas, gosto mais dos que não rimam, mas gostei muito deste seu poema porque lhe acrescentou rima no começo, acho que tal o tornou mais fácil de compreender, pelo menos para mim.
ResponderEliminarO título “Escarpas” sugere um território íngreme, algo não muito seguro e em que só “as flores bravias teimam em desabrochar” e sobrevivem num clima adverso e por vezes até pensamos que ficavam bem noutro lugar. Só que não é bem assim, a cor desmaia, a flor murcha e afinal estava bem no lugar onde estava!
E pronto, Laura. Eu gostei, só que comentar poesia não é o meu forte, como sabes ;-)
A imagem que escolheu é linda. Tenho aqui em casa um quadro bem parecido, mas não é de Inna Tsukakhina, é uma réplica do catálogo de um outro artista.
Passe bem o resto deste domingo frio.
Sim, este tem uma rima no início, e outra no fim, apenas por acaso. Por vezes pensamos que as flores bravias ficariam bem noutro lugar, mas a verdade é que tudo tem o seu lugar próprio, até porque flor bravia, não é flor de estufa. :-)
EliminarDizes sempre que comentar poesia não é o teu forte, (eu também acho que não é fácil comentar poesia), no entanto acabas sempre porque comentar muito bem. Acho que às vezes se pode "pegar" apenas num ou dois versos e dizer qualquer coisa a partir daí...
Esteve frio, está frio, mas o pior é o vento, tão forte que acaba por dar ainda uma maior sensação de frio!
Obrigada, Paula. Boa semana.
xx
Essa foi a minha táctica, Laura, no caso, "peguei" nas flores bravias porque até é fácil comentar a natureza! Nem só os poetas olham a natureza ;-)
EliminarQuanto ao frio. Janeiro é mesmo assim...enregelado, felizmente que este sábado e domingo já foram dias de frio, bem ensolarados.
Ah pois não, nem só os poetas olham a natureza, e acho sempre que quem melhore olha e vê a natureza são os agricultores, aqueles que já nasceram com as alfaias ao lado do berço.
EliminarEstes últimos dias, embora com frio à noite, como é natural, têm sido dias com muito sol, e um sol que já aquece...:-)
Obrigada pela visita, Paula.
xx
Soneto-acróstico
ResponderEliminarAo talento
E até no vento certa ordem instaura
Seus poemas e textos límpidos são
Conhecer para tornar-se fã de Laura
Resistir não há como à sua concisão.
Indiferente as tendências e modas
Toca seus textos com vasto talento
O faz tranquilamente, não se açoda
Nas suas palavras soltas ao vento.
Oceano de criatividade e harmonia
Vemos aqui brilho de mente inquieta
E uma grande virtuose eu a julgaria.
Normal que ela tão talentosa esteta
Tenha esse dom de esbanjar alegria
Outra não é pois, a função da poeta.
Bem verdade; "indiferente a tendências e modas", em tudo na minha vida.
EliminarObrigada por tão belas palavras, Jair.
xx
A Laura tem este "dom" de nos levar a "escarpar" sentimentos pessoais através da sua bússola, num olhar de frente ou, quiçá, por cima do ombro.
ResponderEliminarO que vejo no que escreveu?
Bem...
Intimidade, exposição, acomodo e não resignação pela espera de que o tempo e o que ele tinha correu tão rápido que embora saboroso e tanto do tanto, muito tem ainda para degustar.
Porventura duro e seco como a terra (a tal seca) que a sua inocência madura faz questão em perdurar, muito além do abrir dos olhos e ao contrário de nada mexer, continuar mesmo que no frio triste, meio apagado por engano medíocre que continua a aquecer ao ponto de escalar essas escarpas de amores, prazeres sentidos por debaixo dos pés delas molhados pelas ondas de lágrimas salgadas.
Quase no cume da subida, vi-te, afaguei o teu rosto nos raios de sol e voltei para baixo, ansiando um banho de espuma solidário com résteas de luz e adormecer mais quente no corpo que te emprestei.
Beijo, Laura.
O que dizer?!... O Xico compreende o que escrevo.
EliminarMesmo com frio, o lema tem de ser sempre a resistência positiva, e o abraçar mesmo as escarpas mais íngremes que possam fazer parte do nosso percurso.
Um comentário denso e maravilhoso.
Obrigada, Xico.
xx
Laura belo texto acompanhado de uma linda imagem, Laura beijos.
ResponderEliminarBlog /Fan Page / TSU/
Obrigada, Lucimar.
Eliminarxx
Que no teu sol interior brilhe sempre esta Sirius luminosa que nos envolve e esculpe nas escarpas tristes e frias da existência o calor que nos faz gente.
ResponderEliminarLindo de ler, fantástico de ouvir.
Beijinho
Não será Sirius, mas talvez uma pequenina estrela intermitente, que nunca me deixa apagar. :-)
EliminarObrigada, Dulce.
xx
Tua poesia é grandiosamente bela; é de arrancar arrepios de emoção... Tive oportunidade de ler muitas das tuas criações e não me lembro de ter lido alguma tão expressiva como esta, sem dúvida, o é!
ResponderEliminarTenhas um excelente dia, nobre poetisa!
Muita generosidade sua, talentoso escritor, que só posso agradecer.
EliminarObrigada, Viviani.
xx
Boa tarde Laura.. sempre com uma linguagem bastante rica..
ResponderEliminare eu até hj não consegui fazer uma só poesias em versos brancos rsrs
olha que não via né..
as rimas me perseguem..
Não consegues porque não tentas...és de certa forma assaltado pelas rimas!...:-)
EliminarObrigada, Samuel.
xx
Palavras com sonoridades por dentro
ResponderEliminarBelo
Só não têm som as palavras que calamos.
Eliminarxx
Poesia pura, com chama!
ResponderEliminarParabéns!
Ailime
Obrigada, Ailime.
Eliminarxx
Uma poesia profunda
ResponderEliminare a imagem deixou td mais bonito
Abraços com carinho!
└──●► *Rita!!
Obrigada, Rita.
Eliminarxx
Gosto da simbologia das sebes e das escarpas na poética. Tanto podem ser referente negativo, como trampolim para o voo. Ou ambos. E é nesta relação entre o que se quer e o que se deseja que situo os teus versos deslizantes no teu sentir, guardado num peito ardente.
ResponderEliminarGostei imenso desta discorrência versejada para um alguém do qual só resta a sombra. PARABÉNS!
(Ah, esqueço-me quase sempre: imagem e música mais que adequadas e belas)
Bjo, Laura :)
Toda a pessoa que escreve, sobretudo poesia, acaba por ter um vocabulário de eleição; eu, para além do mar e rios, água e terra, luz e sombra, dia e noite, sol e escuridão, vida e morte, dor e prazer, o silêncio e o tempo...é a natureza sempre que sobressai como fio condutor em termos de imagens e metáforas.
EliminarPara além disso, a natureza humana. Tão autênticas umas pessoas, tão falsas outras.
Obrigada, Odete.
xx
Adoro estes poemas muito "visuais"!
ResponderEliminarSou muito descritiva, S*...:-)
Eliminarxx
Porque estou de volta!
ResponderEliminarao blog, Escrito no Vento
mas não é para fazer batota
para isso habilidade não tenho.
É para lhe desejar uma boa tarde
amiga Laura Santos
aí nesse mais quente Algarve.
Um abraço.
Mas, olhe que se o Algarve é mais quente, não se sente calor agora, por aqui. Está frio! :-)
EliminarObrigada, Eduardo, e tenha uma boa noite.
xx
Este é um daqueles poemas magistrais na originalidade,inspiração
ResponderEliminare sonoridade que fica registrado na nossa retina num reflexo
maior, na alma, num sentir de apego.
Para quem ama a poesia, um poema assim, como este teu,
guardamos num espaço das belezas inesquecíveis...
Bravo,Laura!!
Adorei o poema, imagem e o vídeo em perfeita harmonia
que nos emociona,pura emoção!
"E pudesse eu subir às
alvas palavras perduradas
na antiga eloquência
da imaginada ternura!"
Um voo alcançado...
Beijinhos.
Obrigada, Suzete, por tão belo comentário! Mas um pouco exagerado.
Eliminarxx
Discordo, eu sou muito sincera e não tenho nenhuma
Eliminardificuldade de elogiar as belas poesias de grandes
poetas da blogosfera. Não acho que isso seja um exagero.
A questão é que algumas pessoas são econômicas
(mesquinhas) nas palavras, uma dificuldade de
reconhecer a beleza, a excelência da arte da escrita
(poética) dos outros.
Eu gosto de caminhar com a generosidade,gentileza
e sinceridade sempre...
Bjo,Laura.
Eu sei que tu és sincera, Suzete, e que valorizas a escrita dos outros, e também é verdade que a maior parte das pessoas não está minimamente interessada naquilo que os outros escrevem.
EliminarTalvez eu considere que os elogios que me são dirigidos, serão sempre um pouco exagerados, apenas porque acho que não escrevo assim tão bem...
Obrigada por me reconfortares. Sempre. Com a tua sinceridade, generosidade, gentileza, e afectividade.
xx
wow!
ResponderEliminarque intenso, dramático e cinematográfico isso tudo!
:-))
Eliminarxx
Faltava o meu pulinho até ao Algarve, aqui pelo centro está de fazer tremer o queixo, hoje vim porque a nossa amiga Net passou por aqui e ofereceu-me boleia, aceitei com muito gosto, para deixar um abraço a outra amiga, Laura Santos, esperando que o sol nos brinde com o seu brilho nos próximos dias.
ResponderEliminarMesmo que virtual, obrigada pela visita, António.
EliminarEstá de facto um frio ao qual não estávamos habituados, e espero que este tempo passe rapidamente.
xx
Olá, Diria que sebes poéticas são bem visíveis, lindo poema que preenche a alma.
ResponderEliminarAG
As minhas sebes poéticas são invisíveis, as dos outros não sei...:-)
EliminarObrigada, António.
xx
Querida Laura!
ResponderEliminarAcabei de ler, um excelente momento de poesia. Se é sonho, realidade ou delírio poético, pouco importa. A sensibilidade com que descreves estados de alma, onde a solidão tem um papel preponderante em toda a trama, leva-nos a caminhar contigo lado a lado, e até a ajudar-te a subir as escarpas da vida para que os teus objectivos sejam conseguidos, e o coração possa finalmente aquietar-se.
Imagem magnífica , de uma beleza incontornável. E musica, muito bem escolhida.
Parabéns Laura, pela excelência deste teu espaço....
Beijinhos!!!
Olá Cristina!
EliminarAcho que é um pouco de sonho, um pouco de realidade, e muuuuito delírio poético, à mistura. Invento muito! :-)
Consigo aquietar-me ao escrever.
Obrigada, querida Cristina.
xx
Achei que o poema tem várias coisas interessantes, ao nível dos recursos estilísticos e do vocabulário.
ResponderEliminarSaudações poéticas!
Obrigada, Vieira Calado.
Eliminarxx
Words(Laura) and music(Albinoni) that 'really 'touch...........
ResponderEliminarAlbinoni,without voices, in dark days with only good memories in your "brains"....
XX
It's not only about good memories, but some are good, yes.
EliminarObrigada, Willy.
xx
Laura passando pra desejar uma ótima quinta-feira beijão.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar. E entretanto já estamos com o fim de semana à porta...:-)
Eliminarxx
Enriquecedor seu comentário em meu blog, aliás todos eles. Muito bom ter amigos blogueiros assim...
ResponderEliminarAcho que os blogs deveriam servir para que as pessoas inter-agissem, de forma a receberem mais informação, pensassem alguma coisa, se divertissem outras tantas vezes...mas afinal a maioria só quer é ter seguidores, como se isso interessasse grande coisa sem inter-acção... Os comentários deveriam servir para isso, para ler com atenção e debater assuntos.
EliminarEu tenho actualmente mais prazer em comentar do que em escrever, talvez porque mesmo quando comento, também escrevo. ;-)
Obrigada, Ricardo.
xx
Sua linguagem e riquíssima..e seu estilo encantador!!! vou seguir por aqui..sempre!!! Abraços bem carinhosos
ResponderEliminarObrigada, Lia.
EliminarPrazer em "ver-te".
xx
Por momentos ouvi a declamação do teu poema com entoações e senti esse pulsar de coração saudoso, quase dorido.
ResponderEliminarPerdi-me nas tuas escarpas, confesso.
São belas demais.
Tens um ritmo e uma leitura que me leva, emociona e sou eu...são as minhas escarpas...emprestadas por ti.
Adorei, simplesmente.
Beijinhos
Tu e eu temos essa ousadia poética de nos perdermos em escarpas, quando seria tão mais fácil rasar impávida e serenamente, as abertas e francas planícies.
EliminarObrigada, Pérola. Belo é o teu comentário.
xx
Olá, Laura. É interessante como a pequenez torna-se imensa quando o sentimento envolvido é grande. Qualquer traço de tristeza some ao vislumbre de uma simples sombra da pessoa que amamos. Um abraço!
ResponderEliminarO sentimento exacerba quase sempre a dimensão das coisas.
EliminarObrigada, Bia.
xx
Querida Laura, voltei para lhe deixar um abraço cheio de serotonina!
ResponderEliminarMuito obrigada, Shirley. ;-))
Eliminarxx
O amor e a vida são feitos de muros e escarpas, que muitas vezes servem para testar a nossa vontade de vencer.
ResponderEliminarMais um excelente poema, do qual gostei imenso. Como sempre, aliás.
Bom fim de semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Que a vida continue a testar-nos, e consigamos nós dar as respostas necessárias.
EliminarObrigada, Nilson. Boa semana!
xx
Amiga Laura, reabri meu blog e coloquei novamente o gadget de seguidores e comentários, pois muitos dos amigos pediam por ser mais acessível. Aguardo visita tua, apesar de lá não estar somente escrevendo meus poemas mas também expondo meus trabalhos artesanais.
ResponderEliminarFicarei feliz com sua visita!
Olá Malu!
EliminarAinda bem, porque de facto eu nem conseguia entrar no teu blog, não entendia nada daquilo, e claro que deixei de tentar.
Estou curiosa , não só com a tua produção poética, mas também com esses trabalhos artesanais, algo que também gosto de fazer...;-)
Visitarei proximamente.
xx
Quanto à escrita... bem, ela transcende-nos a um espaço poético intenso. Mostrou-me um lavar da alma, assim, de um jeito delicado e profundo e depois de tudo limpo percebe-se um aroma de águas de cheiro, dada a limpeza das dores e das mazelas por encerrado, zerado, pronto para lançar-se ao mundo outra vez.
ResponderEliminarE depois de tudo ainda ganhar um fundo sonoro destes é realmente para aqueles que sabem como tocar-se e tocar o outro... Muito obrigada por partilhar suas emoções...
Sou e o teu blog; sempre em transformação, embora às vezes até possa parecer que não se está a passar nada.
EliminarObrigada, Malu.
xx
Olá
ResponderEliminarDesculpa recorrer ao Copy & Paste… mas tenho que avisar muitos blogs que publiquei hoje, dia 24/01, um post que gostaria de partilhar contigo.
Fico-te aguardando.
Um beijo
MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA
Já lá fui!
Eliminarxx
Excelente poema....
ResponderEliminarCumprimentos
Obrigada, Chana.
Eliminarxx
Oi Laura,
ResponderEliminarEstou passando para te desejar uma semana alegre e
inspiradora com os minutos repletos de ti...
Quero te agradecer, já fiz várias vezes e daí?
Sempre podemos acrescentar algo, quando a pessoa és tu,
que lê, sente e comenta de forma única e encantadora.
Tenho a certeza que teus passos pelo o caminho da
consciência espalham rosas refletidas na tua imensa
inspiração poética, em algum ponto desta galáxia
nós encontramos neste caminho.
Gosto muito,muito de ti!
Beijinhos.
Oh que querida, Suzete...obrigada. Hoje estava mesmo a precisar de um chamego, como vocês dizem por aí.
EliminarUma semana feliz para ti.
xx
Olá, Laura,
ResponderEliminarDesassossegado durante toda a semana com outras demandas, não pude fazer a leitura cuidadosa que o poema pedia. Melhor dizendo, pede. Com isso, digo-lhe que o li duas ou três vezes durante a semana e, como cada vez que o fazia, não encontrava as palavras para traduzir de forma coerente, porque não dizer – lúcida, a riqueza do poema, deixava para fazê-lo depois. Não estou seguro que direi coisa com coisa hoje, mas é sempre bom começar pela justeza do título. Nele já nos apropriamos das subjetividades ali presentes e seguimos incorporando-as como se fossem igualmente nossas.
Escarpas, quem não as têm? Defini-las tão bem como você o fez, arrastando-nos para dentro desse “território”, é um processo encadeado no poema. Ainda que precedida pelo possessivo meu, não há leitor que dele não se aposse e se dê conta do entrelaçamento dos espinhos nas sebes “invisíveis”. Mas não é somente isso. Esta simplificação, pura e simplesmente. O poema é uma construção que, num crescendo, vai superpondo elementos, que nos dão a idéia de uma cena, de um quadro, de uma dramatização da relação entre o EU e o TU, com a natureza entrando para corroborar na teatralização. As imagens são de um rigor a toda prova.
É preciso também estar atento para a forma como o sujeito constrói este universo e o modo como coloca o TU no poema. Não podemos de deixar perceber que, depois dos quatro versos iniciais, há um diálogo implícito, pois há um tu ausente, o que anularia por assim dizer o tom descritivo e mesmo narrativo do poema, o que, por outro lado, possibilita apreensão da expressão dos sentimentos. Portanto, não se pode passar ao largo que há um tu, representado como objeto de desejo e é o Tu, dentre outras razões, que provoca conflitos no eu, levando-o a olhar metaforicamente para o que há em torno. Não disse tudo, mas o foi o que se esculpiu na minha face.
Abraço forte,
Olá José!
EliminarO título até surgiu por acaso. Como não sabia que título dar ao que tinha escrito, decidi pegar nas escarpas de um dos versos...:-) E é como dizes, precisava de um título com alguma subjectividade. Embora uma escarpa só poeticamente possa ser subjectiva...;-)
As sebes invisíveis são sempre mais perigosas que as visíveis, porque às visíveis, nós tentamos ou não ultrapassá-las, ou então, nem delas nos aproximamos.
Gosto de uma certa dimensão teatral, com exagero de certas imagens, e a natureza,oferece essa possibilidade de diferentes cenários. Existe no cenário por mim criado, um Tu muito importante e imaginado. Uma personagem de uma qualquer peça com bons actores, mas com um enredo muito mal engendrado.
Obrigada, Zé. Belo comentário, como sempre.
xx
Laura, da vez anterior que aqui estive, não cometei e agora o faço: achei soberba a reprodução da tela, muito expressiva, linda de fato; tiveste gosto apurado na escolha de algo tão significativo para ilustrar o teu magnífico texto poético, aliás, estupendo...
ResponderEliminarAbraço.
Escolhi aquela tela, porque me pareceu poder aquela mulher estar sobre uma escarpa, em equilíbrio instável...:-)
ResponderEliminarObrigada, Viviani.
xx
Neste momento sou o último a quem chegou o seu poema, também o mais atrasado em te saudar (grande coisa! você mesma, no escrever, deve de ter encontrado pago maior que qualquer das nossas apreciações, tão poucas, tão vagas, tão nossas). Mas enfim, neste instante, por enquanto, sou o último a quem chegou o seu poema. E que bom que a poesia atrasa, minha amiga, mas no geral sempre chega.
ResponderEliminarQue belo, poeta André!
EliminarTeus comentários são um bálsamo para mim, e que bom ver-te por aqui no Dia da Poesia, que é afinal todos os dias.
xx