terça-feira, 23 de abril de 2013

O Livro


 Li algures que livros são janelas, e será raro o dia em que não abro uma, mesmo que só leia uma frase ou duas.... Com eles encontro-me com Aretusa ou qualquer outra personagem mitológica, plena de virtude ou ignomínia,com sentimentos de serenidade ou de tumulto. Posso vivenciar um espaço e um tempo diferentes, mergulhar num oceano de metáforas, ou ficar agarrada ao chão com uma correria de acontecimentos reais. Conhecer uma alga, ser uma estrela do mar...
 "Eu", poderia eventalmente ser o título  de um livro escrito por mim, porque como dizia F. Pessoa, "quando escrevo visito-me solenemente". Neste Dia do Livro, nascido inicialmente na Catalunha como homenagem a Cervantes e instituído pela UNESCO em 1955 como Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor recomeçarei a ler, muito aos solavancos, " An Afternoon Walk" de Dorothy Eden, uma novela gótica cheia de suspense.




Entretanto vou ouvindo "Estrela do Mar" de Jorge Palma, um poeta de canções



E já agora, uma homenagem a este santuário de livros; Livraria Lello, no Porto





14 comentários:

  1. Devo dizer que não gosto lá muito ler, mas gosto muito do Jorge Palma.
    Ana Silva

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    1. Pois, nem toda a gente gosta de ler...Eu gosto. E também gosto do Jorge Palma.

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  2. Uma justa homenagem aos escritores, livreiros, e a quem lê!
    E à Livraria Lello( santuário de livros) que continue a sua obra por muitos anos!
    Bela escolha musical!

    Parabéns!
    Luison

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    1. Não foi bem uma homenagem, foi mais um desabafo, um fait-diver...;-) escrito no momento.
      Quanto ao J. Palma, nunca parou de evoluir, quanto mais velho melhor.
      Obrigada Luison.

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  3. AI ESSE LIVRO! AI MEU DEUS NÃO ESTAVA À ESPERA AHAHAH! :) gosto de tudo, até do Palma e da livraria!

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    1. Já sabes que estou a tentar acabar de lê-lo, e nunca mais é sábado... Além disso também sabes que este não é geralmente o tipo de livros que costumo ler, ainda por cima em inglês....

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  4. Não sendo grande leitor tento ler diariamente um pouco, "Novas Cartas Portuguesas" é o livro que ando agora a ler, a música "entra melhor" e faz-me companhia enquanto pinto.
    :)

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    1. Acho que ler acaba por ser também um hábito, eu por vezes passo muito tempo a ler sem coerência, ou seja, só a ler frases, páginas, não consigo ler uma obra até ao fim, porque me disperso facilmente.
      " Novas Cartas Portuguesas" é das coisas mais interessantes que se podem ler, mas claro eu digo isto porque o livro tem a ver com assuntos de uma época que me interessa muito, e teve uma relevância política e social enorme.
      Se calhar, não me fiz entender, mas eu nunca ouço música quando leio, só nos "entretantos"...:-) porque senão não aproveito nem uma coisa nem outra. Sim, para pintar, está bem.

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  5. És avessa ao amor, Laura? :-) Ou eras antes, e foste surpreendida como Aretusa?
    O que mais gosto nos livros é eles tornarem tão perspicaz a nossa imaginação, indo buscar a nossa identificação de quando em vez. Uma vez escrevi que um livro é uma parede branca, na qual vamos pintando os personagens e os enredos. Não há nada melhor para a estimulação cerebral. Digo eu.
    Corroboro ainda com o que o meu sempre saudosista FP escreveu: é realmente uma forma de nos revisitarmos.

    (Um aplauso para a Lello, que é realmente um templo sagrado para qualquer pessoas que goste de livros. Nem que seja apenas para os cheirar. :-))

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    1. Ah, não R.! Não sou avessa ao amor, só que perco-me pela mitologia grega....
      É verdade, os livros tornam-nos mais perspicazes a nível de imaginação e de pensamento, e também concordo que existirá um pouco dessa "parede branca", ou seja uma certa "neutralidade" no sentido em que a obra ali está mas cada um a lerá à sua maneira; já que daremos mais ou menos importância às personagens e enredos de acordo com a nossa identificação e interesses. Tal como ler o mesmo livro em alturas diferentes da nossa vida pode ser uma experiência diferente...
      Sim, a Lello é um templo para quem goste livros.

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    2. Eu estou a reler A insustentável leveza do ser, como sabes, e tenho-me surpreendido ainda mais. Eu já sabia que aquele era um dos livros da minha vida, mas agora ainda me encho de mais argumentos para o dizer!

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    3. Pois, a Insustentável leveza do Ser é o tipo de livro ao qual se deve voltar.

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  6. A livraria Lello é mesmo um lugar mágico do meu Porto. :)

    Os livros são janelas para o mundo.

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    1. Sem dúvida, S*.
      Os livros são janelas que nunca nos fecham horizontes.

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