"Aquelas aves que tinham
Uma memória eterna do teu rosto
E voam sempre dentro do teu sonho
Como se o teu olhar as sustentasse."
Oriunda de uma família da alta aristocracia portuguesa, Sophia De Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 1919, e faleceu em Lisboa em 2004. De origem dinamarquesa por parte do avô paterno, que se fixou na Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto, "um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa", recebeu da mãe , filha do Conde de Mafra, a liberdade que as meninas não costumavam ter naquele tempo. Começou a escrever muito cedo e frequentou o curso de Filologia Clássica na Universidade de Lisboa que nunca chegou a concluir.
Casada com o advogado, jornalista e político Francisco Sousa Tavares, teve cinco filhos, facto que a impeliu a escrever muita literatura infantil. Considerada um dos maiores vultos da Poesia portuguesa do séc.xx, publicou também contos, ensaios e teatro, viajou muito; sobretudo para a Grécia devido ao seu fascínio pela cultura helénica, e para Lagos, onde teve uma casa, e traduziu autores como Dante e Shakespeare.
Apaixonada pelo mar e sofrendo influências de F. Pessoa e Jorge de Sena, acreditava que a poesia poderia ter um papel na transformação da sociedade, defendendo que "não há poeta, crente ou descrente que não escreva para a salvação da sua alma - quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza" (Jornal de Letras, 17.12.97).
A natureza e os seus elementos; ar, fogo, terra, água, como lugar primordial de um tempo de eternidade, contraposto ao espaço das cidades, de um tempo fragmentado e desumanizado, tem na sua obra uma importância fundamental. Sophia busca a beleza e harmonia a partir do mistério da vida e das suas transformações. Vida que deve revelar-se em liberdade, consciência social e justiça. O amor, a casa, a infância, a noite e o dia, a morte, os valores da Antiguidade clássica, são também temas recorrentes numa escrita iluminada, de vocabulário preciso e carácter melódico.
São tantos os prémios e homenagens que salientarei apenas o Prémio Teixeira de Pascoaes, Prémio D. Dinis, Prémio Rainha Sofia, Prémio Petrarca e o Prémio Camões. E como imensas são as obras, destacarei apenas as de Poesia : "Poesia"(1945), "O Dia do Mar"(1947), "Coral"(1950), "No Tempo Dividido"(1954), "Mar Novo"(1958), "Livro Sexto"(1962), "O Cristo Cigano"(1961), "Geografia"(1967), "Grades"(1970), "11 Poemas"(1971), "Dual"(1972), "Antologia"(1975), "O Nome das Coisas"(1977), "Navegações"(1983), "Ilhas"(1989), "Musa"(1994), "Signo"(1994), "O Búzio de Cós"(1997), "Mar"(2001), "Primeiro Livro de Poesia"(infanto-juvenil,1999), "Orpheu e Eurydice"(2001).
Estátua de Sophia no Parque dos Poetas, Oeiras
I
Não creias, Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.
Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.
Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo.
in Dual (1972), poema que inicia o capítulo de homenagem a Ricardo Reis
QUANDO
Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.
Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.
Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.
in Dia do Mar(1947)
O Nome das Coisas é um documentário muito interessante sobre a vida de Sophia de Mello Breyner que por ser muito longo não exibo aqui. Optei por um excerto do documentário de J. César Monteiro, filmado em Lagos em 1969. Com Sophia e os filhos.



OI LAURA!
ResponderEliminarNÃO A CONHEÇO, MAS, PELO POUCO QUE LI DE SEUS ESCRITOS E PELO QUE FALAS SOBRE ELA PERCEBE-SE SER UMA GRANDE ESCRITORA E ME PARECE, TAMBÉM UMA GRANDE MULHER.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Oi, Zilani!
EliminarSim, uma grande escritora, e uma mulher com sensibilidade para o aspecto privado e público da vida.
xx
Bom dia Amiga..
ResponderEliminarSó entrei para te cumprimentar... Voltarei!
Beijo
Olá Cidália!
EliminarNão precisas voltar, eu sei que andas agora muito ocupada...:-)
xx
Boa noite Laurinha
EliminarVoltei, como prometido... Mas como sabes a história para mim nunca foi o meu forte... Eu apenas ouvi falar desta escritora, acho que nunca li nada sobre "ela"....
Desculpa a minha incapacidade para te falar sobre este eu soberbo poste.... Mas dou-te o Parabéns!
Sobre o meu curso falamos noutro lado. lool
Tem um feliz fim de semana.
Beijinho
Boa noite, Cidália.
EliminarObrigada. Sim, logo falamos sobre esse curso...:-)
Bom fim de semana!
xx
Bom dia Laura.. a poesia definitivamente esta em todos nós.. vem nos esculpindo desde muitos séculos e nós somos os que vão levando ela por aguas calmas.. muito interessante a história dela assim como a frase que li que o poeta escreve para libertar sua alma.. é assim que me vejo.. sempre buscando caminhos dentro dos versos para chegar num ponto chave onde a paz e liberdade podem me tocar e eu as possa sentir.. bjs amiga querida e um lindo ano a vc.. obrigado por todo o carinho no ano que se passou.. tu é um doce de pessoa
ResponderEliminaraté sempre
Olá , Samuel!
EliminarSe a Poesia está em todos nós deve estar lá tão fundo e parece nunca vir ao de cima. Toda a alma precisa de conforto,então cada um procura a forma de apaziguá-la; pela escrita ou pelo exercício de qualquer outra arte, ou pelas religiões.
Um bom ano também para ti, Samuel.
xx
Uma escritora que me deu muito gozo conhecer... escrita simples e pura.
ResponderEliminarAinda bem, S*. É verdade, uma escrita simples e pura, embora escrever "simples" possa ser complicado...:-)
Eliminarxx
Vi muito recentemente esse documentário. Da poetisa, cuja poesia adoro, não me recordo bem, agora o que eu nunca esqueci foi o Algarve nos finais da década de sessenta... nostálgico? Eu???
ResponderEliminar:)
Bom fim de semana!
Nostálgico, o Rui?...Acho que não, talvez mera saudade boa...:-)
EliminarBom fim de semana!
É verdade senhorita Sophia, a poesia muda a sociedade! Olá, grande, poderosa, Senhorita! Estou sempre aprendendo com você! abraços
ResponderEliminarSophia teria razão. Por isso escreveu a famosa "Cantata da Paz" como denúncia de uma situação que se tornava urgente modificar, e fez as suas incursões políticas.
EliminarTodos aprendemos uns com os outros.
Abraço!
Aprecio imensamente a poética desta gigante poetisa e
ResponderEliminarme identifico muito com o seu universo poético.
Como sempre excelente a tua narrativa,Laura. Assim, como
a tua proposta de homenagear e possibilitar a todos os
teus leitores, o conhecimento dos grandes escritores,poetas
e suas obras. Uma bela forma de espalhar a riqueza
da literatura.
Muito lindo o vídeo...
Sou apreciadora da Sophia de Mello Breyner e da
Cecília Meireles e no meu olhar de fã das duas,
vejo uma belíssima ponte poética:
Epigrama nº 5
Gosto da gota d'água que se equilibra
na folha rasa,tremendo ao vento.
Todo o universo,no oceano do ar,secreto vibra:
e ela resiste,no isolamento.
Seu cristal simples reprime a forma,no instante
[incerto:
pronto a cair,pronto a ficar - límpido e exato.
E a folha é um pequeno deserto
para a imensidade do ato.
Cecília Meireles - Livro Viagem-Global Editora.
Adoro compartilhar contigo...
Beijo.
Também eu me identifico muito com as temáticas (recorrentes em muitos poetas, é certo, já que se fala tanto do mesmo de forma diversa), mas sobretudo com esse universo de linguagem que cria imagens despojadas e ricas ao mesmo tempo, leve e com muita clareza.
EliminarNão conheço a obra Cecília como conheço a de Sophia, e não conhecendo esse Epigrama nº5, fiquei de queixo caído! Um poema que poderia mesmo ter sido escrito por Sophia!!
Obrigada, Suzete, pelas tuas palavras, e por partilhares esse poema de Cecília Meireles.
xx
OIá Laura
ResponderEliminarFoi sem dúvida uma grande poetisa e mulher de letras. Linda a homenagem aqui feita
.
A poetista Sophia de Mello Breyner Andersen irá ser transladada para o Panteão Nacional, depois de todos os partidos presentes na Assembleia da República terem chegado a acordo, diz a TSF.
Ainda falta definir uma data para que a vencedora do Prémio Camões de 1999 será transladada: perto do dia 25 de abril, incluída na celebração dos 40 anos da Revolução dos Cravos, ou a 2 de julho, quando se celebram os 10 anos da morte da poetisa.
Sophia de Mello Breyner Andersen será, portanto, a próxima a chegar ao Panteão Nacional, antes de Eusébio da Silva Ferreira, que morreu ainda esta semana.
.
As pessoas certas no local certo
Deixo abraço
Olá!
EliminarObrigada pela informação, Ricardo. Não sabia. Deve ser notícia recente porque ainda não tinha ouvido nada.
É natural que Sophia seja transladada antes de Eusébio, já que está há mais tempo à espera...:-), e à excepção de Amália, parece que estes processos costumam ser relativamente demorados.
Para muita gente é importante que grandes vultos de Portugal fiquem no Panteão Nacional, no entanto não estão assim tão bem definidos os critérios para que se "mereça" o Panteão Nacional.
Compreendo que é uma questão simbólica importante de valorização do legado das pessoas que elevaram de certa forma o nome do país, só acho é que os critérios deveriam ser bem definidos senão qualquer dia todos os famosos querem para lá ir...:-)
xx
reconheço a sua qualidade literária mas nunca foi o meu cup of tea...
ResponderEliminarSão gostos....:-)
Eliminarxx
Filmado em Lagos...pois :P
ResponderEliminarComecei pelo fim, porque aprendi ua coisa, no documentário que não sabia da Sophia - Não sabia nadar :)) ou nadava mal eheheh....ela que adorava o mar.
Sabes que também ela, juntamente com Eusébio, vai para o Panteão nacional e entrar assim na lista dos imortais deste país. Não posso dizer que seja a minha preferida (do marido e do filho não gosto mesmo mas escreveu melhor que o filho), mas quem foi tão galardoada como ela tem seguramente o seu valor...um escrever cristalino, cheio de memórias fantásticas. Dela tenho apenas "A Menina do Mar" por razões que facilmente compreenderás...
Fazes sempre belíssimas partilhas, deixas-nos sempre magníficos apontamentos sobre alguns vultos que nos marcam, uns mais outros menos.
Beijinho Laura
JP, não é preciso saber nadar muito bem, o que é preciso é nadar...:-) Mas sim, é uma curiosidade engraçada, para quem tanto gostava de mar.
EliminarSobre o Panteão Nacional, acho que têm de haver critérios, até porque existe um talhão dos Artistas no cemitério dos Prazeres. Se esse talhão , que não conheço não tem a dignidade que deveria ter, que lhe dêem dignidade. Está lá Jorge de Sena e o J. Cardoso Pires, que quanto a mim não têm menos importância que Sophia de Mello Breyner. Mas enfim, são opiniões...
Imagino que tenhas "A Menina do Mar" por questões de ofício...
Eu tenho a obra toda. E não, não a comprei. A minha filha é que ganhou um prémio literário com um texto inspirado precisamente nesse livro, e para além de 300 euros, recebeu também a obra completa de Sophia, e muitos outros livros.
Eu gosto da poesia dela, e acho que a literatura infantil é muito boa, mas também existem poetas que gosto mais. Pessoa e Eugénio de Andrade, por exemplo.
Obrigada, JP.
xx
Transladados para o Panteão Nacional.
ResponderEliminarSophia de Mello Breyner Andresen
Os seus restos mortais vão repousar
Dar-lhes o lugar que lhes pertencem
Deve Portugal seus filhos homenagear
Será com certeza um dever nacional!
Desejo para você amiga Laura Santos,
um bom fim de semana, um abraço
Eduardo.
Obrigada, Eduardo. Um bom fim de semana também para si.
EliminarUm abraço.
MUCHAS GRACIAS POR COMPARTIRNOS TAN INTERESANTE POST.
ResponderEliminarBESOS
Obrigada ReltiH!
Eliminarxx
É um marco incontornável na literatura portuguesa, sem dúvida. Acompanhou-me durante muitos meses de Férias de Verão. Esta homenagem biográfica está deliciosa. Obrigada.
ResponderEliminarBeijos. D
Também a acho um vulto incontornável, não só pela qualidade da sua poesia e pelo facto de ter escrito durante várias décadas, mas porque foi versátil e uma mulher com opinião formada.
EliminarFico contente que tenhas gostado.
xx
Adorei esses poemas, Laura.
ResponderEliminarAmiga, outro dia você ficou surpresa com o sumiço do seu comentário, lembra? Foi um erro meu. Não gostei de como as letras haviam saído no poema, então, ao invés de corrigir isso no próprio poema e atualizá-lo, digitei outra vez e deletei o primeiro. Eu não imaginava que os comentários seriam também deletados...Entendeu? Pois é, vivendo e aprendendo rs.
Beijos!!!
Aaahh Shirley, obrigada pela informação. É que eu realmente tinha a certeza que já tinha comentado, e depois ter desaparecido, até fiquei a pensar se não teria sonhado...:-)
EliminarÉ isso mesmo, vivendo e aprendendo.
xx
Cada pessoa tem sou lado poético! Mas Sophia De Mello era uma belíssima escritora e com muita sensibilidade.
ResponderEliminarAdorei seu texto Laura é sempre bom fala sobre a literatura.
Um lindo fim de semana pra você!
Beijinhos.
Será que toda a gente tem um lado poético?...Não sei. Mas sim Sophia tinha uma sensibilidade muito grande.
EliminarObrigada, Nelma, eu também acho que é bom falar sobre literatura, mas é tudo uma questão de gosto. Muita gente não gosta...:-)
Desejo-te um grande fim de semana, também.
xx
Você será sempre insubstituível dentro do meu coração,
ResponderEliminaro mundo é bom e Deus é sábio e generoso pois
faz pessoas como você atravessarem nosso caminho,
fazendo agente mais feliz.
Que seja sempre assim porque dessa
maneira eu terei certeza que nunca estarei só,
ter sua amizade é ter a benção da vida.
Que Deus abençoe sua vida e nossa amizade
pois o amor de uma grande amizade que nunca morre.
Beijos e minha sincera amizade.
Um feliz e abençoado Domingo .
Que Jesus aqueça sempre nosso coração
abençoando nossa infinita amizade.
Até Sempre: Evanir.
PS:Por Favor Não Esqueça De Mim..
Te deixei um carinho na postagem.
Não, eu não esqueço a senhora. Obrigada pelo seu carinho.
EliminarE o que achou da poesia de Sophia, já conhecia?
Tenha um fim de semana muito feliz.
belíssimo filme... com a própria...
ResponderEliminarbeijo amigo
É verdade, muito interessante este filme /documentário feito pelo impagável João César Monteiro.
EliminarE como quer que o chame; por Daniel, ou por Lobinho?...:-)
xx
Minha querida
ResponderEliminarDesculpe entrar assim sem pedir licença, mas gostei do conteúdo e tomei a liberdade de seguir. Adoro Sophia.
Um beijinho e Feliz 2014
Sonhadora
A porta está aberta não está?...:-)
EliminarObrigada, Rosa. Um ano muito radioso para ti, também.
xx
Olá Laura,
ResponderEliminarCreio que já vi por aqui o poema "Quando". Se não foi por aqui foi em outro espaço, pois tenho certeza de que já o li. É muito lindo.
Vê-se por tudo que você nos trouxe que Sophia foi mesmo uma mulher que caminhou à frente de seu tempo. Rica sua obra e seu legado.
Os versos do 'Duo' são lindos e trazem um pensar com o qual concordo inteiramente. Como as águas do rio não passam duas vezes no mesmo lugar, assim são as nossas oportunidades de vivenciar as coisas no momento certo. Vale citar o dito popular : "Bobiou, dançou".
Nada se repetirá igualmente e o que deixamos para depois pode estar inexoravelmente perdido. A pior sensação é, com efeito, aquela do que se perdeu por hesitação ou falta de ousadia. Triste é a sensação que fica do 'não-vivido".
Gostei do vídeo e dos momentos de descontração de Sophia e filhos. A lembrança dos filhos dela me remeteram à época de criança, quando eu e meus irmãos ficávamos buscando formas de animais em imagens projetadas nas paredes.
Excelente postagem;
Ótimo final de semana.
Abraço.
Olá Vera Lúcia!
EliminarAh, foi a Jussara do "Minas de Mim" que postou o "Quando"!...:-)
É muito verdade que quem "Bobiou, dançou". A vida não espera por ninguém, e cada dia que passa é único e vai sempre doer mais o que deixamos por viver do que o que o que arriscamos embora tudo nos possa sair mal. Só nos devemos arrepender do que não fizemos, e arrependimento é quase uma espécie de suicídio mental. Por isso eu escolhi um poema sobre a necessidade de aproveitar todo o nosso tempo, e outro poema sobre o facto inevitável de que a nossa morte não tem importância nenhuma e não altera em nada o curso das coisas.
Pensei que alguém gostasse de falar sobre isso, mas pelos vistos são temas que não interessam à generalidade das pessoas.
Sim, para quem gosta de ler Sophia acho que é giro vê-la em ambiente de descontração com os filhos.
Quando eu era criança também era costume projectar-se com as mãos formas de animais na parede. Parece que caiu em desuso...
Obrigada, Vera, Aproveitemos o fim de semana que não se repetirá....;-)
xx
Laura ,
ResponderEliminarSua sensibilidade aguçada pode nos presentear com este belíssimo post .
Sophia é mestra na escrita e vê-la com os filhos num momento descontraído me comoveu . Tenho certeza que a dádiva de tê-los tornou-a melhor a cada dia . Obrigada pela partilha . Beijos
Pois é, Marisa, os filhos sempre enriquecem a nossa vida, e achei interessante mostrá-la ao vivo em companhia dos filhos.
EliminarObrigada sou eu, Marisa.
xx
No conocía mucho sobre esta Gran Poetisa y Escritora.
ResponderEliminarUn delicioso y completo Post sobre su Vida y Obras.
Intentaré corregir este desconocimiento, indagando sobre sus Obras y las Referencias que nos das.
¡¡¡Gracias por compartir tan valiosa Información!!!
Ahora pasaré a ver el Video.
Abraços e Beijos.
Imagino que não seja muito conhecida em Espanha.
EliminarObrigada, Pedro. Um bom resto de domingo.
Já sei que Atlético de Madrid e Barcelona empataram...:-)
xx
Nunca tinha escutado algo sobre ela.
ResponderEliminarMe interessei bastante. Tentarei não esquecer do nome, porque dos breves versos postados aí sei que não esquecerei.
Uma boa semana.
É compreensível, não estará muito divulgada no Brasil...
EliminarBoa semana, Dodo.
Distinta senhora, Laura. Percebe-se visivelmente a influencia de Fernando Pessoa em seus escritos.
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=lMEfOMOnL3U
Ah Fábio, eu quando vi o link para o vídeo pensei logo que fosse esse poema de F. Pessoa/Ricardo Reis, porque o poema de Sophia é precisamente inspirado nesse "Vem sentar-te comigo Lídia", que o Paulo Autran diz muito bem, muito descontraidamente.
EliminarObrigada, Fábio.
xx
Para mim, Laura, acabas de fazer uma boa revelação, que é esta Senhora. Meu beijo.
ResponderEliminarSe for uma boa revelação para alguém, já é muito bom...:-)
Eliminarxx
Uma distinta poetisa da tua terra que muito admiro e sempre me toca ao ler os poemas por ela escritos.
ResponderEliminarUm enorme abraço e linda semana, Laura.
Saibas que tuas partilhas são sempre salutares...
Um dia ainda vou arranjar um poeta do qual nunca tenhas ouvido falar...;-)
EliminarBoa semana, Malu.
xx
Uma poeta que fica para a História.
ResponderEliminarFizeste um excelente post. Gostei imenso.
Laura, minha querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.
Sim, para a História, já que terá honras de Panteão Nacional.
EliminarObrigada, Nilson.
xx
Obrigada, Mariazita. Não esquecerei, claro.
ResponderEliminarxx
Cada vinda aqui, é um aprendizado novo.
ResponderEliminarGrande abraço, querida.
E tenha um novo ano de muita paz.
Abraço
Um bom ano, também.
Eliminarxx
Ela era uma senhora mas o filho Miguel não sabe o que diz.
ResponderEliminarJoão Nicolau
Talvez, João, mas não estamos agora a falar do Miguel.
Eliminarlaura
ResponderEliminarMuito interessante o que escreveu sobre Sophia. Sua poesia muito bela e tão ligada ao mundo. Tudo verdade e a homenagem que lhe faz é merecida!
Só vou contar um segredo...
Minha mãe ia a um cabeleireiro em lisboa
eu era miúda pequena com poder de observação
e sempre me sentava numa cadeira muito próximo de Sophia que frequentava todas as semanas esse mesmo cabeleireiro!
E ela era tão diferente do muito que escreveu
de tal forma
que nunca li nada escrito por Sophia!
A conheci, infelizmente a conheci
e nunca a esqueci...pela maneira muito pouco simpática e humana
como ela se comportava! Como pode um poeta ser tão diferente do que escreve?
Nunca percebi
E nunca a li...
Não podia e ainda não posso!
Mas adorei o que escreveu acerca dela
nào da`que conheci, tão bem,
mas daquela escrita por si...
Aí tem o meu segredo!
Com ternura, Maria Luísa
Muito curioso o que conta, Maria Luísa. Parece que certas pessoas com alma artística têm um comportamento caprichoso, ou neste caso de antipatia, às vezes uma certa sobranceria.
EliminarVivo em Lagos, onde Sophia costumava vir muitas vezes, nunca a conheci, mas algumas pessoas que a conheceram e com as quais falei têm dela uma ideia simpática. Talvez estivesse mais bem disposta em tempo de férias?!...:-)
Mas realmente ao pesquisar fotos dela acho que não encontrei nenhuma em que estivesse a sorrir...o que pode apenas ser coincidência, ou não.
Obrigada, Maria Luísa, pela sua opinião.
xx
Oi Laura,tudo bem?!
ResponderEliminarMuito bom voltar, e me deparar com uma postagem, como sempre enriquecedora.
Gostei de ler sobre Sophia De Mello Breyner ,uma escritora que eu não conhecia.
Adorei os dois poemas,em especial: 'Quando'
concordo com cada verso contido nele, pois
quando eu morrer, nada vai mudar...
Ah,muito bonito o video, e o final com o barulho do mar, achei lindo.
Bjs!
Oi, Clau! Está tudo bem sim, espero que as tuas férias tenham sido uma boa forma de recarregar energias. Uma paragem faz sempre bem.
EliminarEu escolhi estes dois poemas apenas porque quis lançar discussão sobre o carácter efémero da vida, no entanto ela tem poemas mais densamente líricos. Sim, o "Quando" é muito bom, e escrito quando Sophia era ainda muito jovem.
Obrigada, Clau.
xx
Uma rica e bela postagem, mostrando a vida da grande escritora e fragmentos de seus versos mágicos. Alguns deixam sua marca e não são esquecidos. Bjs.
ResponderEliminarÉ verdade. Alguns deixam a sua marca, outros ficam marcados...:-)
EliminarObrigada, Marilene.
xx
Que poeta maravilhosa. Agora sim é que minha saudade do mar fez subir maré do meu querer em estar à sua margem.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Que belo comentário, Cadinho!
EliminarAgora basta esperar que Xamã fique apto, para que você mate essa saudade de mar...:-)
xx
Só pode ter sido uma grande mulher. Pois é impossível escrever desta forma sem o ser.
ResponderEliminarUma bela biografia com ilustrações muito a propósito.
Beijinhos
Pressuponho que sim. Acho que toda a poesia revela algo acerca de quem escreve; as próprias concepções de vida surgem sempre, mesmo que de forma implícita.
Eliminarxx
Sophia de Mello foi uma escritora sensacional pelo que li dela aqui, belo post para nós conhecermos mais essa diva da escritura, Laura passando pra desejar uma ótima quinta-feira beijos.
ResponderEliminarhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br
Óptima quinta-feira também para ti, Lucimar.
Eliminarxx
Alegre-se a cada nova manhã pense que com um novo dia pode-se começar uma nova vida.
ResponderEliminarMas começar sem medo do que pode vir a acontecer,
viver um dia de cada vez e sempre olhando para frente, simplesmente começar.
Tente se basear no exemplo de um simples amanhecer, embora aconteça todas as manhãs,
são poucas as pessoas que podem testemunhar a beleza que é quando a noite
a noite termina e vem no horizonte o espetáculo do nascer do Sol.
Obrigada pelo carinho desejo um abençoado final de semana .
Beijos ,Evanir..
Bom fim de semana, Evanir.
Eliminarxx