Lisboa,1926- Lisboa,1993
"Só os generais que nunca estiveram debaixo de fogo é que dizem que as batalhas se ganham com bravura e com discursos"
Filho de um embaixador em Londres demitido por Salazar, Luís Infante de Lacerda de Sttau Monteiro, volta para Lisboa com o pai, onde se licencia em Direito e inicia uma carreira no jornalismo.
Dominado pela influência de B. Brecht, escreve em 1961 "Felizmente há Luar", peça de denúncia da sociedade portuguesa da época, texto proibido pela censura, e que só seria levado aos palcos, no Teatro Nacional, depois da revolução de Abril.
Romance: "Um Cão não Chora"(1960), "Angústia para o Jantar" e "E se for Rapariga Chama-se Custódia"(ambas de 1961), "A Mulher que queria o Fim do Mundo"(1965).
Teatro: "Felizmente há Luar"(1961), "Todos os Anos pela Primavera"(1963), "O Barão"(1965, adaptação do conto homónimo de Branquinho da Fonseca), "Auto da Barca do Motor fora de Borda"(1966), "A Guerra Santa" e "A Estátua"(1967), "As Mãos de Abraão Zacut"(1968), "Sua Excelência"(1971), e "Crónica Aventurosa do Esperançoso Fagundes"(1980).
Galardoado com o Grande Prémio de Teatro em 1961, foi feito Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada, a título póstumo.
Embora mais conhecido como dramaturgo, dele decidi mostrar a faceta de romancista, no livro "Angústia para o Jantar", obra com personagens inesquecíveis, adaptada para televisão, cujos diálogos transmitem, através do colorido das palavras arrancadas à própria vida, toda a credibilidade às situações descritas.
A intensa análise psicológica, e a descrição irónica de uma atmosfera lisboeta retrógrada e corrompida por relações humanas falseadas pela hipocrisia, dão a conhecer o processo evolutivo de uma geração que teve de enfrentar o problema pertinente de tentar descobrir se a existência será uma permanente e angustiante fuga à realidade, numa obra centralizada mais no discurso directo e no monólogo interior de cariz psicologicamente dramático, do que em qualquer análise de fundamentos espirituais ou de valores.
O que levará Gonçalo, homem rico, a encontrar-se para jantar, todos os os meses, sempre ao 15º dia de cada mês, com António, solitário empregado de escritório, e pobre? Que poderão ter eles em comum senão apenas o facto de terem sido colegas de liceu há mais de 30 anos?...
Dois homens enleados nos vícios da sociedade, e numa teia de personagens que se cruzam em circunstâncias pouco lícitas.
Alguns excertos:
ANGÚSTIA PARA O JANTAR
(...) " Se o meu destino histórico não se apressa, chega tarde...Estou velho. Velho e farto. E se eu tivesse agora uma mulher na cama? Se eu fosse casado? Não acontecia nada. Contava-lhe o que se passou no restaurante. Contava-lhe tudo. Tudo não. Há coisas que não se podem contar. Um homem não pode contar à mulher que foi humilhado por um amigo no restaurante. Essas coisas só se contam quando é possível rematá-las acrescentando que depois se deu um par de bofetadas no amigo. E os homens que levam bofetadas nos restaurantes? Que contam eles às mulheres? Nada. Deve ser difícil ser casado. Todo o homem, mais tarde ou mais cedo, leva um par de bofetadas de que não pode falar à mulher e depois, cada vez que olha para ela, lembra-se das bofetadas que não foram contadas. Cada vez que olha para ela, leva outro par de bofetadas.(...)
As mulheres odeiam os jogos dos homens, como odeiam todos os jogos de que não façam parte. Necessitam de estar no palco como os peixes de estar na água. É por isso que odeiam a guerra, o futebol, a caça. Sabem instintivamente que são jogos de homens, jogos inventados por eles, jogos que os homens preferem jogar sozinhos e nos quais elas, ainda que tomem parte, constituem um embaraço.(...)
O marido é quem decide, é quem vai à frente, é quem come o bife. Acima do marido está o pároco, acima do pároco, o bispo, e acima do bispo, Deus. Eu estou no meio, dou dinheiro ao pároco e pisco o olho ao beijar a mão do bispo. É o meu jogo, o meu lugar no jogo. Regra número sete dos jogos que não levam a nada: "ninguém escolhe o seu lugar no jogo. Ninguém ganha o seu lugar no jogo. Todos nascem no lugar que lhes compete."(...)
As pegas são mesmo assim. As baratas, as que estão no princípio da carreira e que ainda se chamam Lucindas, Lurdes ou Carmos, têm um profundo respeito pelas famílias e pelas mulheres legítimas dos amigos. Para elas a família é qualquer coisa de sagrado que está ligada ainda às recordações das mães que deixaram nas Beiras ou no Alto do Pina, no Minho ou em Campo de Ourique. No segundo grau da carreira já se chamam Odettes, Lizettes e Arlettes. Já falam dos "velhotes" com desprezo e da família como se esta fosse uma "velharia" merecedora do destino que tem. Num terceiro grau chamam-se Celines, Jeaninnes e Marguerites. Começam a compreender que existem regras e já não falam das famílias. Nem das suas, nem das famílias dos amigos.(...)
Gostaria de te chamar "amor", Alexandra, mas não o posso fazer. Eras capaz de acreditar, e como necessitas de amor e de acreditar em alguém, eras mesmo capaz de acabar com o matulão que te faz ler Aragon... e eu não te amo, Alexandra, embora gostasse, neste momento, de te chamar "meu amor"... só porque tenho pena de ti... e de mim... e de tudo...(...)
Não vale a pena responder. A estas coisas não se responde. São os diálogos domésticos dos casais da nossa idade e do nosso meio. Substituem o amor e a vida. Quebram o silêncio e dão a impressão de que tudo vai bem. E vai. O mais engraçado é que tudo vai bem. Quando nada há de comum entre um homem e uma mulher senão a cama e o facto de conhecerem a mesma gente, de que podem eles falar, na idade em que a cama começa a ser o local onde se dorme e nada mais?(...)"
in " Angústia para o jantar"(1961)
Da série produzida para a RTP, em 1975, descobri apenas este video muito curto. Realizada por Jaime Silva, com Jorge Brum do Canto , Ruy de Carvalho, Armando Branco Alves, Madalena Braga, Fernanda Lapa, Canto e Castro, Laura Soveral, e outros...
Gostei bastante.
ResponderEliminarGosto de monólogos psicológicos (será que é por que eu os tenho?rs.).
Uma boa noite.
E quem não tem monólogos psicológicos?....:-) Acaba por ser interessante como certos autores são mais capazes de imaginá-los numa personagem e transpô-los com a necessária coerência para o papel.
EliminarUm pouco como pensar o outro através de nós próprios incutindo uma ordem no discurso, regressando subjectivamente à arqueologia das nossas vivências.
Obrigada, Dodo.
Olá amiga Laura!
ResponderEliminarAchei interessante seu post!
Amiga agradeço por sua carinhosa visita!
Beijos! Fernanda Oliveira
Obrigada, Fernanda!
Eliminarxx
Recordo-me bem dele, da sua irreverência e da sua Guidinha (no extinto Diário de Lisboa).
ResponderEliminarBoa malha!
Sim, um homem irreverente, recordo-me de algumas , poucas entrevistas dele., que agora revi com prazer.
EliminarUm homem com pensamento próprio, da boa "velha guarda", e com uma voz maravilhosa.
"Boa malha",mesmo...:-)
(estava a tentar comentar e desapareceu...)
EliminarDizia eu: essa voz era inconfundível e muito agradável. Não consta que fizesse terapia da fala...
Suponho que o "segredo" fosse uma generosa dose de whisky e muito tabaco.
:)
Exactamente; terapia da fala não seria o caso....:-) mas o resultado das noites de tertúlia muito regadas e fumadas, que ajudaram também a que algumas vidas destes tertulianos fossem mais curtas, mas se calhar muito cheias de muito ou de nada, que as tornou intensas....?....Não sei. Acho que tudo tinha a ver com um certo desencanto reflectido na vida boémia da altura... Creio que L. de S. Monteiro tenha vivido a vida que escolheu, e aquela voz era uma espécie de espelho da sua vida; sombreada, grave, mas muito profunda e apelativa.
EliminarBom dia
ResponderEliminarpasso para desejar um excelente fim de semana,
beijinhos
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Muito obrigada, Cidália.
EliminarUm bom fim de semana também para si.
xx
Não conhecia esse escritor, gostei muito de ler essas partes do livro.
ResponderEliminarSofia
Ainda bem que gostou de ler os excertos, Sofia.
EliminarObrigada.
xx
Há pessoas que têm o dom de deixarem para toda a eternidade as palavras que tocam profundamente.
ResponderEliminarGosto do que li deste jantar angustiante que não conhecia...
Grande abraço
É, mesmo. A criatividade e talento de uns transforma-se em reflexão e prazer para o futuro de outros. Aprende-se sempre tanto ao ouvir, ao ler o que foi escrito por autores tão diferentes.
EliminarPois, imagino que este autor não seja muito conhecido no Brasil.
Um grande abraço, Malu!
Puxa!!!
ResponderEliminarSinceramente não conhecia, adorei saber.
Bom quando descobrimos coisas que jamais ousamos saber existir.
Bjs e excelente final de semana
Ritinha
Ao menos é algo de novo para alguém, não é Ritinha?...
EliminarUm grande fim de semana também para ti.
xx
Bom dia.. desconhecia o mesmo, mas achei uma leitura bem interessante.. tanta gente boa por este mundo a fora.. e temos de ser apresentados a grande maioria.. te desejo um lindo dia querida amiga bjsss e pra variar né rsrs como falar coisas meio picantes e de amor não flui rsrs vou por as mais pesadinhas que tu tanto gosta.. depois pararei por uma semana com as postagens , mas logo retornarei.. até sempre
ResponderEliminarNunca poderemos conhecer tudo, mas vamos conhecendo alguns...
EliminarAaaahhh! Eu gosto dos pesados e dos leves, gosto de ler tudo, mas confesso que gosto por vezes de escrita um pouco "subversiva", de algo arrojado e que traga novidade.
Volte depressa e com muita inspiração !
x
Não me sinto à vontade para falar de Luis Stau Monteiro, em função, do pouco conhecimento que tenho sobre o mesmo.
ResponderEliminarGostei de ler ficando mais rico em conhecimento
Deixo um abraço
Parece que pouca gente o conhece...eu como adorei ler este livro, já há muitos anos, decidi falar um pouco dele...mas se gostaste de ler já não foi em vão.....
ResponderEliminarUm grande abraço, Ricardo!
Outro para ti, Laura Santos
EliminarApertado, meigo e respeitoso.
Obrigada, Ricardo.
EliminarEu sei que é muito meigo e respeitoso.Eu sei.
Oi Laura :)
ResponderEliminarGostei de ler sobre Luís de Sttau Monteiro,o qual não conhecia.
O romance Angústia para o jantar,me pareceu ótimo,e instigou minha curiosidade...
Mais uma excelente postagem.
Bom fim de semana.
Bjs!
Oi, Clau!
EliminarPelos vistos só o Rui é que conhece...:-)
É muito natural que no Brasil não seja conhecido, mesmo aqui também não é muito conhecido...
Gostei muito deste livro pelos diálogos e por estes monólogos interiores.
Bom fim de semana e um grande beijo, Clau.
x
Hoje, para mim, as palavras de Luís Sttau Monteiro fazem muito mais sentido do que quando o li há muitoooosss anos atrás. A juventude e a promessa de muitos sonhos para cumprir não deixavam ainda alcançar a coerência e a realidade da sua escrita.
ResponderEliminarObrigada por nos fazeres recordar este grande escritor.
Fim de semana feliz!
beijo
maria jorge
Olá querida Maria!
EliminarPois é, podemos ler um livro várias vezes e será sempre lido de forma diferente. Acabamos por ver de cada vez , aspectos e pormenores dos quais não nos tínhamos antes apercebido.
Não escreveu muito, mas escreveu bem. A prova provada de que não é preciso escrever inúmero livros para que se escreva algo de jeito...
Um feliz fim de semana para ti também.
xx
Boa Noite
ResponderEliminarPassando pra deixar um beijo e desejar um final de semana maravilhoso.
Ani
Obrigada, Ani. Igualmente.
EliminarEu conheço o "Felizmente há luar", dei isso na disciplina de Português, não posso dizer que sejam das minhas obras preferidas, mas não posso falar muito do autor, pois não li mais nada dele, provavelmente terá mais obras interessantes. Gostei do que escreveu, deu para conhecer mais dele para além do que eu sabia.
ResponderEliminarhttp://mundodeariel.blogspot.com/
Do que eu conheço dele, "Angústia para o jantar" é realmente o que mais me agrada. O resto são maioritariamente peças de teatro.
EliminarFico contente que tenhas gostado.
x
Olha eu aqui de novo, Laura. Conheço uma variação do pensamento acima: "Quem faz a guerra não vai prá ela". Também achei interessante o "encheto", ou trecho, das "bofetadas". É sufocante essa obrigatoriedade de se dar satisfação no casamento, essa fantasiosa pretensão de ser uno. Ou se é sincero o tempo todo ou se mente descaradamente, ou vive-se de meias verdades. Depois vem os remorsos, os ressentimentos, a liberdade vigiada, de praxe, aprisionados uma ao outro como gêmeos siameses. Deixo, como costumeiramente venho fazendo, um video-presente para seu deleite, poetiza:
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=27meC7EG4G0
Olá Fábio! É um prazer tê-lo aqui.
EliminarAleluia! Alguém faz um comentário a um excerto do livro...:-) Eu estava a ficar surpreendida por ninguém ter comentado "as bofetadas"...
Concordo plenamente com o que dizes sobre "essa obrigatoriedade de se dar satisfação no casamento"; é preciso dar satisfação porque não existe confiança, e porque muitas vezes um dos elementos do casal, ou ambos, não admitem que cada um tem a sua identidade própria, e que o amor não deve matar isso. Acabam por criar uma unicidade fictícia, onde tudo parece estar bem... a paz podre da qual falaste tão bem num poema...
Já nem se discute nada, e quando se discute está quase sempre subjacente as vantagens e desvantagens da manutenção dum contracto social, e não os pressupostos para uma vida de amor e respeito mútuos.
A questão é que o casamento não deveria tirar a liberdade, e geralmente tira, anula vontades e desejos, sobretudo às mulheres. Como diria, Jorge Luis Borges (homem cego, mas que via muito bem) : "O casamento é um destino pobre para uma mulher." Nem sempre é assim, felizmente, mas muitas vezes é assim...
Oh Fábio, que pena não ter conseguido abrir esse link...não foi encontrado nenhum resultado.....Fica para a próxima, agradeço de qualquer forma um presente que ficará fechado...conta a intenção. Muito obrigada.
Mas estou curiosa!
Ah...Que chato Laura!!! Que frustrante! É nessa hora que entra o todo certinho (rs...), tenta de novo, agora passou pelo controle de qualidade:
Eliminarhttp://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=27meC7EG4G0
O nome do vídeo é: Clarice Lispector por Carlos Navas - Leitura Por não estarem distraídos/ JURA SECRETA.
Fábio, não foi chato....não consegui pelo link, mas o vídeo apareceu na minha caixa de email!... Este link também não funciona, mas claro que com o nome do vídeo chegaria sempre lá.
EliminarClarice Lispector não é muito conhecida em Portugal, mas pelo que vejo escrevia muito bem.Um texto muito belo! Sobre aquela sede que deveria bastar-se a si própria e não transformar-se em exigência, o não tentar aprisionar o outro, o ter de deixar acontecer, o gostar com desprendimento, estando distraído...Apoderar-se de alguém significa não um ganho, mas uma perda, e tentar nomear as coisas retira-lhes por vezes o sentido. O que é bom não deve ser traduzido nem explicado, mas apenas vivido.
Gostei muito. Foi assim que interpretei.
Obrigada pelo seu presente.
Perfeita.
EliminarSim, estive a ver algumas coisas, e a escrita de C.L. é realmente excelente.
EliminarOlá, Laura
ResponderEliminarBom dia.
Passando lendo essa sua postagem preciosa, que enobrece a História. E, para te desejar um fim de semana, extraordinário.
Abraços
Muito obrigada, Zé!
EliminarUm grande fim de semana também para ti!
Abraço!
Boa tarde Laura.. postei pq tu é fã certa que viria se esbaldar neste meu soneto Obsessão por carne rsrs eu tenho certeza que tem gente que treme na base lendo as minhas loucuras rsrs só vario pq as romanticas sempre estão a baixo... mas bem que eu gostaria de só fazer e publicar deste tipo rsrs mas vamos aos poucos obrigado pela visitta sempre bjs
ResponderEliminarMas porque é que as românticas estão sempre abaixo...? Não entendo. Claro que eu também prefiro os seus sonetos românticos, o amor cantado ao mais alto nível, mas estes de carne e de morte, acho-lhes piada...são um tipo de exercício diferente, quase um experimentalismo, parece-me...
ResponderEliminarEu não compreendo porque não tem mais comentários...o pessoal diz que "segue", mas não segue nada, fica geralmente só na "janelinha"...:-)
Mas eu acho que não interessa, posta o que quiseres, quem gosta gosta, quem não gosta não gosta e pode ir andando, ler sobre unhas de gel, penteados e os últimos gritos da moda.
O futebol não sei, mas a caça e a guerra não são para as mulheres...:)
ResponderEliminarJoão Nicolau
Lol! Claro que tinhas de vir com uma destas!...
EliminarO futebol é para quem quiser, a caça é para certas pessoas que ao fim de semana não conseguem encontrar mais nada de jeito para fazer senão disparar sobre tudo o que mexe, matam animais por desporto porque não conseguem exercitar a mente... e quanto à guerra , não deveria ser ocupação de ninguém.
E quanto a "bofetadas"....?
Luis de Sttau Monteiro, um excelente escritor que muito aprecio e que nos deixou em 1993, mas a sua obra permanece para sempre !
ResponderEliminarÉ verdade Helia, é esse o nosso privilégio; ficarmos com a obra dele à nossa disposição. Somos herdeiros dele, no fundo.
EliminarObrigada pela sua visita.
Felizmente há luar, dos livros que mais gostei de ler na escola. ;)
ResponderEliminarJá reparei que ás vezes não tens muito tempo , mas que gostas de ler...
Eliminar"Felizmente há Luar" tem um grupo de personagens interessante.
xx
Bom dia minha amiga Laura.. sabes por mais dificil que possa nos parecer e até mesmo aceitarmos.. a vida sempre nos será um grande mistério.. e familia geralmente é carma.. nem voce nem eu estamos por acaso.. são coisas que estamos pendentes e buscando o equilibrio.. por mias ruim que teu pai possa ter sido, não podes ver ele como um monstro, ele apenas teve de passar por isso, era o que ele tinha para passar.. sei que não é facil lidar com certas situações mas vou te dar um exemplo.. tem pessoas que dão mais amor a um animal que esta um reino atras do humano a um ser humano que passou tanto para estar nesta vida com nós, tendo ele os defeitos que tem ainda por corrigir... veja tem gente que trata um cachorro a pão de ló, da ropinha, colar de brilhantes, e na hora que vem uma criança pobre para pedir uma esmola.. viras a cara ou se dá segura o dinheiro na pontinha do dedo para não se contaminar.. entendes. a gente ainda é muito criança neste plano.. mesmo que o outro roube, mate, enfim é o que ele precisa passar, ninguem é 100 por cento ruim.. e nós não somos 100 por cento bom.. a vida na terra é um grande aprendizado... as regressoes que fiz me mostraram tanto.. e hj tenho uma outra consciencia de muita coisa.. e mais minha amiga rsrs mudando de assunto falo tanto de vermes que se eu abrir um crematorio eu fico milionario pq a metade que le quer ser cremado rsrs eu volto para o que vim e com muito orgulho.. bem olha se desejar me mande seu email que te mandarei algumas coisas alguns arquivos muito bons este meu email lapidandoversos@gmail.com se desejar claro.. bjs e um lindo dia e mesmo que pareça dificil emane amor a seu pai.. mesmo não tendo conhecido.. as pessoas só mudam com amor, ódio e raiva só as afunda ainda mais
ResponderEliminarMuito, muito diferentes perspectivas e olhares sobre a vida, amigo Samuel!... Mas não se mace, eu própria disse lá no comentário que quem causou infelicidade aos outros é decerto mais infeliz que a infelicidade que causou... Quando falo em "monstro" é força de expressão, mas na verdade existem pessoas más e pessoas boas, e sim, isso muitas vezes também não quer dizer que as boas sejam anjos ou que sejam perfeitas, mas conheço raras pessoas que realmente são poços de bondade.
EliminarSe as pessoas têm de passar por isso ou não, acredito que possa haver um pingo de determinismo à partida, mas considero que o carácter pode ser moldado, pode haver uma aprendizagem para corrigir atitudes, e esse aspecto depende das escolhas ao longo desta vida, escolhas nas quais a educação tem papel importante.
No entanto pode crer que não existe em mim qualquer tipo de raiva ou de ódio, apenas muita distância que criou indiferença em relação a uma pessoa. Desculpe-me mas amor não é algo que eu sinta por toda a gente...
Você considera que existem vidas, e eu considero que existe apenas uma vida, esta, do aqui e agora. Divergimos nisto.
Aaahh! Quanto ao crematório, você não precisa de ficar milionário, pelos vistos já é muito rico com essa sua maneira de ver a vida...:-)
Obrigada, Samuel, pelas suas boas intenções, mas eu sou muito teimosa nas minhas posições, contudo aprecio muito essa sua abertura e de debate sincero nestas questões.
Um abraço!
Muito com conhecer mais desse universo, muito enriquecedor. Fico grata à ti pela contribuição de sabedoria.
ResponderEliminarAriane , tu és das pessoas que eu mais gosto de ler neste universo da escrita de blogs, porque me identifico muito....
EliminarEu é que estou grata por "ver-te"aqui.
ResponderEliminarOlá Laura,
Uma postagem bem cultural. Saio mais rica daqui.
Não tive oportunidade de ler Luis de Sttau Monteiro, mas esta citação que está sob a imagem não me é estranha. Talvez já a tenha lido com outras palavras e com autoria diversa.
Achei muito interessante os excertos do romance ANGÚSTIA PARA O JANTAR. O que se refere às bofetadas é um tanto cômico-rs. Em outros, há filosofias controversas. A última é bem verdadeira-rsrs.
Adorei a leitura.
Beijo.
Olá Vera Lúcia!
EliminarSim, essa frase sobre os generais surge nas últimas páginas do livro, não como citação de outrem, portanto será dele... mas é verdade que já a tenho encontrado também, nem sei se escrita exactamente com as mesmas palavras, mas com igual sentido.
É interessante que embora o livro seja de meados do século passado continua a ter actualidade; e acabam por se essas "filosofias controversas" dos monólogos e diálogos das personagens que tornam a leitura apelativa.
No fundo, o retrato da hipocrisia nas relações humanas. Ah! sim "as bofetadas" são uma boa imagem , e o último trecho espelha muito bem a não vida de certos casais...:-)
Um beijo, Vera Lúcia!
Nunca ouvi falar do Luis de Sttau, mais o que li aqui ele foi um homem incrível, Laura passando pra te desejar uma ótima semana fique com Deus beijos.
ResponderEliminarBlog:Lucimar Estrela da Manhã
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Pelo menos já conheceu algo novo, Lucimar...sim, um homem que denunciava nos seus escritos o lado errado da sociedade portuguesa do seu tempo.
ResponderEliminarObrigada e uma grande semana também para ti!
xx
Obrigada Laura,pela visita tão carinhosa.
ResponderEliminarbjs
Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com
É um prazer muito grande , você escreve muito bem, é carinhosa, e mostra sua família, dá-se a conhecer, e isso é muito bonito.
ResponderEliminarUm grande beijo , também pela sua atenção.
xx
Olá Laura, boa noite minha amiga! Estou aqui para conhecer você e seu recanto encantado...Gostei muito de conhecer esse Luis de Sttaus,não posso dizer muito mais porque nada conheço, mas saio daqui sabendo um pouco mais e amei tudo que li, seu post foi muito valioso pra mim, uma verdadeira aula."Chamar alguém de amor, só por pena de ti, de mim e de tudo" Instigou-me a curiosidade e vontade de ler.
ResponderEliminarBeijos com carinho
Marilene
>Marilene folhas flores e sutilezas</
Olá Marilene, fico contente que tenha gostado de ler.
EliminarMuito obrigada pelas suas palavras tão simpáticas e beijos também para si.
xx
ANGÚSTIA PARA O JANTAR é mesmo excelente!
ResponderEliminarBeijinho para si!
Eu também acho, li o livro há muitos anos e gostei bastante. Uma escrita muito realista.
Eliminarxx
Vim desejar Bom dia,
ResponderEliminarConhecer seu blog
e me encantar com sua escrita clara.
Ja seguindo aqui,
Bjins
entre sonhos e delírios
Catiaho Alc./Reflexo d'Alma
passa aqui tambem vou adorar que leia minh poesia: http://reflexodalma.blogspot.com.br/2013/08/poesia-todo-dia.html
Obrigada e bjs. Irei dar uma vista de olhos nessa sua escrita também, quando tiver um pouco de tempo.
ResponderEliminarEu gosto de escrita introspectiva.
ResponderEliminarNo 1º e 3º excerto, Luís Sttau Monteiro retrata muito bem uma forma de estar na sociedade da época em que o homem era o topo e acima dele, apenas a igreja. A mulher não contava nem sequer como confidente.Um mundo de machos e neste momento, uma angústia só de pensar que ainda existem vidas assim.
Abç :)
Nem mais, Mz. Existem raízes muito difíceis de arrancar...a sociedade portuguesa continua ainda a ser uma sociedade de machos, que pensam que a mulher é apenas um adorno e propriedade deles.
EliminarEspero que as férias tenham sido boas!
Um abraço!
Olá Laura,
ResponderEliminarGostei imensamente da postagem, embora não conhecer a história de Luiz Stau Monteiro. Suas obras deve ser excelente e valiosa.Parece-me ser bem Irreverente, a frase é direta e certeira.
Uma postagem brilhante que fizeste. Parabéns linda menina !
Que sua semana seja só de coisas boas!
Beijos!
Olá Smareis!
EliminarÉ exactamente o que penso; irreverente , muito contundente, e sem floreados.
Obrigada, Smareis, um bom resto de semana também para ti!
xx
gostei daqui, L.
ResponderEliminarlevantar, se !!!...:-)
EliminarQue original!
Ainda bem que gostou.
Obrigada.
OI LAURA!
ResponderEliminarPESSOAS QUE PASSAM POR ESTE MUNDO E DEIXAM SUA MARCA COM COISAS RELEVANTES.
MUITO BOM O POST.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
É isso mesmo, Zilani.
ResponderEliminarObrigada e um abraço para ti, também.
tens aí esse livro, qualquer dia ainda o leio.
ResponderEliminarDe momento ainda tens vários à cabeceira...:-)
ResponderEliminar