ESPERA
Aqui onde o exílio
dói como agulhas fundas
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Voltei, por falta de tempo, a um dos meus poetas preferidos, e para acompanhar esta "Espera", um pouco de dramatismo na voz de Chavela Vargas, " En un Rincon del Alma"
" Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes, estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida" E. de Andrade

A nudez, mudez do desespero, corpo, espírito, alma?
ResponderEliminarTalvez...na espera quebrada no silêncio estridente do grito, como Eugénio diz, que um pássaro lhe saia, digo eu, nos saia da garganta.
E cada um sentir os barulhos do silêncio, o mesmo que poderá levar, agruras profundamente angustiadas.
Quem nunca queimou folhas escritas...
Um abraço, Laura.
O pior desespero é o desespero mudo, e nunca é só alma, é também corpo calado e retraído.
EliminarEste poema de Eugénio é a perfeita sublimação duma espera angustiante, porque o que se pressente é a clara impossibilidade de uma chegada. Acho que liga bem com o que ele afirma sobre o acto de escrever. Depositar o desespero no papel é de certa forma livrar-se dela, pelo menos em parte.
Quanto a queimar folhas escritas, é curioso, Xico, eu nunca queimei; eu rasgo!!...:-)
Um abraço!
Se José Fontinhas não gostava de escrever, o que teria acontecido ao Narciso, caso ele gostasse mesmo disto das letras?
ResponderEliminarGrande poeta, obra genial, homem de grande humildade que nunca se deslumbrou com os merecidos reconhecimentos.
O poema musicado, que não conhecia, traz- me a tristeza do fado e o vigor do flamenco com uns pózinhos de Piaf e Brel.
Muito bom , Laurinha, muito bom.
José Fontinhas não gostava de escrever, necessitava pelos vistos, de escrever...Boa questão, que seria de "Narciso", "As Mãos e os Frutos", "Os Amantes sem Dinheiro", e tantas outras obras dele?...
EliminarÉ verdade, um homem alheio ao circuito mundano e de carácter muito reservado.
Eu gosto das interpretações da Chavela Vargas, de um certo "excesso", algo que aprecio.
Obrigada, D.
xx
A espera do poeta até dói.
ResponderEliminarA espera quase que descrente, a comparação do real com a irrealidade. Quem sabe chega, quem sabe não tardia a voltar.
Triste, mas bonito o poema que nos trouxe aqui.
Abraço, boa sexta-feira!
Esta "Espera" de E.de A. dói mesmo de tão profunda. Uma espera que se sente como infrutífera, mas sem desistência.
EliminarUm abraço, e um bom dia!
"Alcança quem não cansa", mas de tanta espera... uma pessoa desespera.
ResponderEliminarQuanto à falta de tempo de que fala eu não dei por nada. Os seus "ajudantes" estiveram ao seu nível. E digo isto sem saber se a Laura canta... mas encanta.
:)
Bom fim de semana.
"Alcança quem não cansa" e "quem espera sempre alcança, nem que seja um pontapé na pança!"...:-) Grande parte de alguns períodos da vida não são por vezes senão uma inconsequente expectativa.
EliminarClaro que canto, Rui, "quem canta seus males espanta", mas sempre quando estou sozinha porque a minha voz é mesmo de "cana rachada"...:-))
Bom fim de semana!
Eugénio de Andrade sabia viver com a espera e utilizava a escrita de forma magistral.
ResponderEliminarBeijinhos
Um poeta que não me canso de ler e reler.
Eliminarxx
Quem espera desespera!
ResponderEliminarQuando a paciência se esgota
Todas as coisas mudas na terra
Planta seca, rebento não brota.
Uma pedra florescer,
Um pássaro sair da garganta,
em silêncio desaparecer
Imaginação do poeta tanta!
Tenha um bom dia amiga Laura Santos, um abraço.
Eduardo.
Algumas esperas podem ser desesperantes, mas a paciência é uma grande virtude. Quem sabe um dia aquele pássaro não se solte mesmo da garganta, como o poeta afirma?...:-)
EliminarObrigada, Eduardo, pelos belos versos, e um bom dia também para si.
Um abraço.
Escrever é despir-se.
ResponderEliminarConcordo, geralmente escrever é ficar nu, sobretudo na poesia, mas tantas vezes pode ser também um travestimento, já que se for num romance os enredos não passam de verdades construídas dentro de uma mentira. Mas as histórias também são necessárias.
EliminarOi Laura,que espera linda desse poeta!
ResponderEliminarAdorei:"Até que uma pedra irrompa e floresça".
bjs amiga
Carmen Lúcia.
Oi Carmen Lúcia!
EliminarÉ linda, não é mesmo...?
xx
Oi Laura :)
ResponderEliminarAcredito que todos que escrevem se refugiam no papel,
assim como disse Eugénio Andrade...
Achei muito interessante esse pensamento dele.
Beijos \o/
Olá Clau!
EliminarAcho que depende um pouco do tipo de escrita, mas sim, geralmente o papel em branco pode ser o indispensável refúgio, já que as palavras têm mais facilidade em sepultar assuntos ou emoções do que fazê-los renascer. Nesse caso a escrita serve para reconciliar, como diz Eugénio.
xx
Boa tarde,
ResponderEliminarescrever é a morte do pensamento, Eugénio de Andrade sempre conseguiu manter a diferença nos seus simples poemas maravilhosos, de fácil compreensão.
Dia feliz
ag
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/
Boa tarde, António.
EliminarEscrever excepcionalmente bem e de forma que toda a gente entenda, é escrever de forma clara e simples, e escrever simples é o segredo ao qual nem todos conseguem ter acesso.
Obrigada, e um bom dia também para si.
Olá Laura
ResponderEliminarEscrever liberta a alma, eleva-nos parta patamares impensáveis da escrita, qual pedra arremessada ao vento, cuja espera que não caia no solo, é eterna.
Aqueles que escrevem tantas vezes o fazem, não porque lhes apeteça escrever, mas sim, quase obrigados por um grito que teima em sair da nossa garganta, quiçá na procura de uma liberdade de pensamento, tantas vezes em luta com a imaginação, a fim de uma ou outra, se superarem a si mesmas, numa voz surda, mas tão verdadeira e autêntica
..
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
...
Bonito de mais...um poeta fabuloso, assim foi Eugénio de Andrade.
Fica feliz
xx
Ai, Ricardo, eu não arremesso pedras ao vento; ainda me caem em cima!....-)) É verdade, escrever liberta a alma, desprende-nos dos desassossegos e inquietações que no dia adia vamos armazenando cá dentro. Escrever é recolha e "fuga", fazendo transbordar com mais ou menos imaginação as nossas tristezas e alegrias para o papel.
EliminarObrigada por esse belo excerto d' " As Palavras Interditas", um poema excelente. Como excelente é o teu comentário, Ricardo.
xx
Tenho toda a sua obra editada (pelo menos a que encontrei por cá). Foi o meu tributo aquando da sua morte.
ResponderEliminarUma poesia que encanta, desarma e nos faz sentir pequenos perante a sua grandiosidade. Uma poesia que me desconcerta porque exigente ...
Obg por este tributo, Laura.
Bjo :)
É isso mesmo, poesia encantatória feita de muito sol, água, aves, amantes, e também muita sombra. E de uma sintonia e sentido rítmicos sem mácula.
EliminarEste é para ti, Odete:
"Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós, não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos".
xx
Às vezes acontece que só nos resta esperar ...enquanto tentamos fazer o que gostamos, mas eu nem sequer sabia que ele, Eugénio de Andrade, não gostava de escrever. Nunca é tarde para aprender e eu estou sempre à espera de ler o que colocas. Aprendo com a Laura.
ResponderEliminarAbr./Paula.
Aquela citação faz parte de um dos seus livros menos divulgados, "Rosto Precário", que é um livro de textos e não de poesia. Uma curiosidade interessante, vários autores falam desse desconforto, embora eu ache que seja mais força de expressão...;-) Acho impossível escrever tanto sem se gostar.
EliminarEstamos sempre todos a aprender. Eu quando "vou" a Forninhos nem se fala; há sempre um pormenor, sempre algo que é novidade.
Obrigada, Paula. Um abraço!
xx
Havia entendido o mesmo. Às vezes também digo que não gosto e quando dou conta já estou a escrever. É o meu vício :-)
EliminarNo "forninhenses" ultimamente já estou mais a procurar colocar algo que possa ter interesse para todos os leitores, visto ser essa a intenção da partilha. A "partilha" não deve ser uma palavra vã.
Bjs**
Ao menos é um vício bom! Eu não escrevo tanto como gostaria, e mesmo assim é sempre mais o que vai parar ao lixo do o que aproveito...:-)
EliminarOs assuntos no "Forninhenses" até são bastante variados, e a inter-acção com os leitores também é importante. No fundo é uma forma de cortesia, uma atenção.
Boa semana, Paula.
xx
Aaah não acredito! Acho que te divertes a escrever aqueles sonetos plenos de humor e com uma pitada de absurdo.
ResponderEliminarPois eu gosto de escrever, e ainda gostaria mais se escrevesse como o Eugénio de Andrade...:-)
Um poeta que, não sei porquê, nunca mexeu comigo... amei!!
ResponderEliminarNão?!...Então porque é que... amaste?!...
EliminarNão percebi.
xx
"Até que um pássaro me saia da garganta
ResponderEliminare no silêncio desapareça"
Escrever, para mim, é, antes de tudo, uma necessidade. Aos que não tiveram escolha, como eu, meus pesames... Aos que tiveram e escolheram o verbo, meu espanto. À boa poesia, meu olhar atento & mais profunda admiração!
Para mim escrever também é uma espécie de necessidade, uma urgência por vezes. Mas outras vezes desisto de escrever.
EliminarA grande poesia é sempre uma espécie de revelação.
Que sensível, Laura! Você gosta do que é bom. Volto em breve
ResponderEliminarNeste caso acho que gosto do que é bom, sim.
Eliminarxx
A espera de um apaixonado é infinda . Bela escolha , Laura . Poema e música de fundo fascinantes . Obrigada . Beijos e ótimo final de semana .
ResponderEliminarSabia que ias gostar, Marisa...:-)
EliminarBom fim de semana!
xx
Excelente poesia....
ResponderEliminarCumprimentos
Pois é, Chana!
Eliminarxx
Olá Laura!
ResponderEliminarAs tuas escolhas são sempre de um admirável bom gosto. De E. A. tenho quase a obra toda. É uma paixão. Fui muitos sábados ao fim da tarde assistir na Fundação ( casa onde o poeta vivia), na foz do Douro, a sessões culturais com vários convidados ligados às artes e às letras. Foram fins de tarde inesquecíveis...
Infelizmente tudo acabou...a fundação não resistiu, apesar dos esforços feitos por quem estava à frente dos destinos desta casa de cultura.
Um abraço amigo. Bom fim de semana para ti .
Olá Emília!
EliminarImagino como seriam agradáveis essas tardes... Só há pouco tempo soube que a Fundação Eugénio de Andrade tinha sido extinta em 2011, facto que na altura me passou despercebido. Parece que por falta de dinheiro. É assim, mas para a Fundação Mário Soares e outras haverá sempre dinheiro....
Bom fim de semana, Emília!
Um abraço.
xx
Bom dia Laura
ResponderEliminarNão me esqueci, até porque te visitei várias vezes, mas a net que utiliza lá no centro de formação é fraca e não faço o que quero, pelo menos durante as horas que lá estou. E depois acabou por me passar. Pronto dá-me tareia.
Não conheço este Senhor " Eugénio de Andrade" Santa a ignorância a minha... Mas adorei este poema pequeno mas tão profundo.Excelente!
Obrigada pelo teu carinho, sempre.
Tem um excelente fim de semana. Beijocas
Eu sei quem me visita...Tareia, porquê?!...Lol Se quiseres comentar tens uma semana inteira para fazê-lo.
EliminarOlha, em vez de levares o PC para o curso, levavas um livro para ler nos intervalos...ou precisam levar o PC?
Também acho este poema muito bom.
Um excelente fim de semana também para ti.
xx
Pois levo, é quase sempre preciso para pesquisas e trabalhos de grupo.. e nem sempre as salas de informatica estão disponíveis para nós, porque o nosso curso não tem TIC... O problema é que a net é muito fraca, ou seja, é para todo o centro, não podemos exigir muito mais.
EliminarNos intervalos, mato saudades, isto é como o vício de fumar...
Aproveito também para alinhavar poemas, lool Sou mesmo viciada. :-))
Beijocas
Ah, compreendo...e nos intervalos comentas ou escreves alguma coisa, uma questão de aproveitar todos os minutos disponíveis...:-)
Eliminarxx
Como eu gostava de escrever assim...
ResponderEliminarGosto muito de ler a poesia do Eugénio de Andrade, porque aprendo bastante como ele.
Bom fim de semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Ah também eu! Eugénio utiliza apenas e só as palavras necessárias e suficientes. É de um rigor extraordinário.
EliminarObrigada, Nilson, um bom fim de semana também para ti.
xx
Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça.
ResponderEliminar( Eugénio de Andrade)
Estava " Escrito no vento", que levaria este meu abraço.
Muito bem introduzidos esses versos do poeta!
EliminarAs palavras maduras e carregadas de sabor deveriam cair sempre sobre quem as merece.
Um abraço, António.
Adorei o poema, Laura e gostei também da música.
ResponderEliminarbeijo, bom domingo!
Ainda bem, Shirley...:-)
EliminarUm domingo feliz!
xx
Laura,thanks a lot for the comments on my blog,i think that we are from the same cyberplanet,i try to tell story's with brusch and paint, while you do it with a pen filled with emotional ink....
ResponderEliminarKiss
There's nothing to thank for. It´s to me a privilege to look at your paintings. I appreciate people who are able to use their talents in a beautiful way.
Eliminarxx
Una Preciosidad de Poema de Eugénio de Andrade.
ResponderEliminar"Até que uma pedra irrompa e floresça."...¡¡¡Que bonito!!!
Esa apatía para escribir, en ocasiones, hace mella en el escritor y debemos recurrir a las grandes elevaciones del alma que no son posibles sinó en la soledad y en el silencio.
Abraços e Beijos.
É mesmo, Pedro, de vez em quando a tarefa de escrever é urgente mas não é fácil. Recorramos a emoções vividas, gravadas agora numa memória que nos faz recusar as apatias circunstanciais.
EliminarObrigada, Pedro!
xx
Laura,
ResponderEliminarEugénio também é um dos meus preferidos. A sua sensibilidade aconchega, de forma natural, as flores e os frutos são consequência natural.
Beijo :)
Admirar-me-ia se o não fosse, AC.
EliminarEugénio é flores, frutos, mãos, terra e árvores. É de um humanismo naturalista.
xx
AHHHHHHHHH QUÉ BELLEZA DE PENSAMIENTO...!!! GRACIAS.
ResponderEliminarBESOS
É mesmo, ReltiH. Um grande poeta.
Eliminarxx
Bom dia, Laura
ResponderEliminarEugénio de Andrade, UM dos meus preferidos!
Mas alguém poderá ficar lhe indiferente???
Um muito feliz Dia da Mãe.
Beijinhos
Olá Mariazita!
EliminarTambém é um dos meus preferidos e quem gosta de poesia não pode deixar de reconhecer em Eugénio uma sensibilidade e talento muito singulares.
Obrigada. Um feliz dia da Mãe também para ti.
xx
Bom dia.
ResponderEliminarQue todos tenhamos um dia de domingo bom. Com muito sol, paz e harmonia.
Que o Criador, não esqueça jamais, das nossas lutas, mesmo aquelas individuais, e nos contemple com a sua piedade divina, e sobre tudo o seu perdão.
Que a família continue sendo Sempre, o acolhimento de cada um de nós.
Abraços.
Bom dia, Zé!
EliminarEstá um domingo de sol, nem sei se é presente do Criador, se é a própria Natureza a dar um ar da sua graça, independentemente dos deuses que a habitam.
Eu não espero nem desejo o perdão do Criador, mas a quem o espera, desejo que o tenha.
Sim, a família deveria ser sempre esse núcleo de acolhimento, infelizmente nem sempre é. Aprecio a sua positividade.
Abraços, Zé!
Querida amiga Laura, tem pessoas que tem um Dom imenso em dizer tudo em tão poucas palavras...Uma espera tão profunda inserida em dois versos. A alma sente e o coração escreve...Lindíssimo!
ResponderEliminarQuero também desejar a você um lindo e festivo Dia das mães, que ele esteja carregado de muito amor e carinho junto aos seus...Aqui pra nós será comemorado no próximo domingo.
(...) A mãe da gente é o mais inevitável, inefugível, imprescindível, amável, às vezes exasperante e carente ser que, seja qual for a nossa idade, cultura, pais, etnia, classe social ou cultura, nos fará a mais dramática e pungente falta quando um dia nos dermos conta de que já não temos ninguém a quem chamar de mãe (...) (Lya Luft)
Beijos com imenso carinho
Marilene
Olá Marilene!
EliminarMuito lindo conseguir dizer em poucos versos algo de tão profundo, quando a maioria de nós luta tanto com as palavras para lhes dar algum sentido. Tão bonito como essas palavras da Lya Luft sobre a figura da Mãe, esse ser que independentemente da idade nos fará sempre falta.
Obrigada, Marilene, um feliz dia da Mãe para ti todos os dias, embora eu saiba que no Brasil não se comemora hoje.
xx
BOA TARDE MINHA AMIGA.... PORQUE HOJE É SPECIAL...VENHO DESEJAR-TE FELIZ DIA DA MÃE... E DEIXAR-TE UMA BEIJOCA!
ResponderEliminarOh, Cidália, obrigada! Não estava à espera...:-))
EliminarNeste dia nunca me lembro de mim enquanto mãe, lembro-me sempre é da minha mãe, mas como me lembro dela todos os dias...Enfim, espero que não fiques triste por teres os teus filhos lá fora, alegra-te por eles serem tão especiais e estarem a fazer pela vida!
xx
Poeminha poderoso, curto e preciso como um bisturi penetrando na carne, descreveu de forma contundente o sentimento de espera, a angustia das horas, a incerteza, a atmosfera de um anseio, que, talvez, jamais se concretize, ou quem sabe? A realidade sempre em oposição aos nossos sonhos, por mais humildes que sejam, o coletivo sufocando o individuo e massificando, colocando todos os indivíduos nos seus lugares devidos. Só mesmo um gesto tresloucando de um átimo romântico, só mesmo... "Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer". A escolha do vídeo foi perfeita, casou perfeitamente com o texto.
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=sFRh30zg0OU
Poderoso porque preciso e conciso, nessa luta díspar entre o desejo que se quer cumprido e a realidade que o aniquila.
EliminarObrigada, Fábio, por A. Abujamra e "O Meu Louco Bisavô" que é um poema fantástico e inspirador...."tudo por Vitalina..."
Este magistral Poeta faz parte da minha lista de poetas do coração...
ResponderEliminarImagino Laura, a tua dificuldade de escolher um poema para postar,
devido a todos os poemas de Eugénio de Andrade serem tão únicos
de beleza no valor da palavra em seu aspecto imagético,
rítmico (musicalidade) e na densidade.
Adorei a tua escolha, amiga e respondo com o Poeta:
"é que eu falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas." (Trecho do poema Silêncio).
Quero agradecer por este momento de sintonia de partilha,
como também por ser tão especial a nossa sintonia poética;
ser compreendida por ti, com comentários tão belos e profundos,
tocando sempre a minha emoção e o privilégio de sentir,ler e
imergir na tua encantadora poesia...
Beijos e um abraço repleto de afeto!!
Feliz dia das mães com a tua querida filha...
Pois é, Suzete, a dificuldade está na escolha, mas este foi o primeiro poema que li do autor por volta dos meus dezasseis anos, e fiquei "agarrada" a ele até hoje.
EliminarSentido rítmico, densidade e clareza. Um exímio utilizador das palavras que tantas vezes considerava "gastas", e como o excerto que apresentaste demonstra, "pelo silêncio fascinadas".
Tu agradeces, eu agradeço, somos gratas!...:-))
Mas realmente é incrível como nós nos entendemos tão bem!
É uma alegria para mim ler o que escreves; és talentosa, sensível e doce!
Obrigada; será com certeza uma noite feliz com a minha filha. Com muito riso e pouco siso!..:-)
xx
Muito lindo, beijo Lisette
ResponderEliminarObrigada, Lisette.
Eliminarxx
Oi Laura!
ResponderEliminarQue escolha maravilhosa fizeste!
Que poema doído, que espera agonizante...
Eugènio de Andrade sabia muito bem como usar as escritas para aliviar suas angustias. Há poetas que consegue em suas poesias transformar a tristeza em saudades e solidão em lembranças, extrair das suas angustia coisas admirável. Penso como seria a vida sem esses ilustres poetas.
Portugal é um País bendito pela quantidade de Poetas e Escritores maravilhosos. E. de Andrade é um desses.
A musica é linda!
Parabéns pela escolha!
Deixo um beijo e desejo de uma ótima semana.
Olá Smareis!
EliminarO que significa que toda a dor pode ser ponto de partida para a criatividade. Todo o grande artista sofre, ou já sofreu, ou então sabe captar a dor dos que sofrem; sabe rever-se.
Eugénio é um dos grandes poetas de Língua Portuguesa, sem dúvida.
Obrigada, Smareis e uma óptima semana.
xx
Maravilloso homenaje. Sublime y emocionante. ¡Felicitaciones! Un abrazo
ResponderEliminarObrigada S.A.D.E.
EliminarAbraços para todos em Villa Maria!
QUERIDA
ResponderEliminarQue beleza de pensamento muito profundo.⋯ ☼ ⋯ ^v^
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Boa Noiteeeeeeee....!!!!
Um lindo começo de Semana pra você, sua família e amigos!!!
Que neste começo de Semana, você seja surpreendido com as belezas e lindezas que Deus tem guardado só pra Você!!!
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ღ~•••ღ●●ღQue Deus esteja em seu coração.ღ●●ღ•••~ღ
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Com todo o meu carinho.❤
Ah! Uma grande semana para ti, também!
EliminarObrigada por todo esse carinho.
xx
Não adianta esperar porque as coisas acontecem.
ResponderEliminarJoão Nicolau
Acontecem ou não. Dependendo sempre do que se espera.
EliminarE estará sempre tudo certo, de uma forma ou de outra.
Laura bom dia, que poesia linda bem inspirada Eugénio de Andrade espetacular, Laura passando pra desejar uma ótima semana beijos.
ResponderEliminarBom dia, Lucimar. Uma óptima semana!
Eliminarxx
Sem dúvida alguma, Eugénio de Andrade será sempre um hino ao bem escrever.
ResponderEliminarA sua singularidade, agregada a uma mestria inigualável, faz da sua escrita uma paixão viciante e contagiante.
Gostei muito Laura!
JINHO
http://diogo-mar.blogspot.com/
Nem mais, Diogo!
Eliminarxx
Adoro este poema de Eugénio, Laura.
ResponderEliminarÉ também um dos meus poetas favoritos.
Por isso adorei adorei tudo o que postaste. :)
Obrigada pela partilha.
(É a 2° vez que venho ler e ouvir, gosto mesmo)
Beijinhos
Também adoro este poema, desde a minha juventude. Curto e profundo.
Eliminarxx
Gosto muito de Eugénio de Andrade, por isso gostei muito de ler estes versos.
ResponderEliminarBjs
Parece ser um poeta consensual...:-)
Eliminarxx
Boa noite Laura.. muitos de nós gostando ou não de escrever tem livros dentro de si para darem vida.. ainda bem que gosto e procuro sempre dar meu melhor.. abraços e até sempre
ResponderEliminarOlá Samuel!
EliminarTu gostás,tentas e consegues muito bem extrair de ti as páginas desse livro.
Um abraço!
Olá Laura!
ResponderEliminarTambém creio que o acto de escrever, nos coloca numa posição onde a reconciliação, quer com a vida, quer com a nossa essência ,surge nos mais abençoados sentimentos de amor e perdão, bem como de maior compreensão para com o outro.
Ao escrevermos tornamo-nos expectadores da nossa própria existência, o que nos auxilia na libertação.
Eugénio de Andrade, um dos nossos maiores poetas a meu ver, um estilo inconfundível que nos aprisiona( No bom sentido claro).
Quanto ao vídeo adorei Laura!
Parabéns por este espaço, onde é sempre um enorme prazer passar momentos de verdadeira contemplação.
Beijinho afectuoso, sempre!
Olá Cristina!
EliminarCuriosa e muito a propósito essa explicação de nos tornarmos espectadores da nossa própria existência; uma espécie de tentativa de olhar a nossa imagem num espelho a várias dimensões.
E vale bem a pena ficar "preso" na escrita de E. de Andrade!
Obrigada, Cristina.
xx
Sabe Laura, de certa forma, eu acho que ser poeta é ter essa capacidade de olhar do alto, enquanto se voa...a perspectiva é sem dúvida mais fascinante...
EliminarBeijinho imenso....com estima, apreço, e gratidão....
É voar sem perder a perspectiva do chão. É ser realidade e sonho, muito corpo e muita alma. Só quem vive plenamente sem pudor de mostrar as emoções alcança o fascínio desses mistério que somos.
EliminarObrigada, Cristina, a estima, o apreço e a gratidão são recíprocos. E muita admiração pelo que escreves. Muita.
xx
Fontinhas!! Quanto tempo fazia que não lia este mestre.
ResponderEliminarTudo tem aquele que não precisa de muito... se há felicidade.
Adorei o post!!
beijos
Sim, o Fontinhas!...:-)
Eliminarxx
O grande Eugénio de Andrade!
ResponderEliminarEnorme!
EliminarOI LAURA!
ResponderEliminarACHEI O POEMA LINDO E O PENSAMENTO ONDE DIZ QUE NEM GOSTA DE ESCREVER, MAS SE REFUGIA NO PAPEL OU NAS PALAVRAS É DE UMA SENSIBILIDADE MONSTRA.
ADOREI AMIGA, É UM POETA E TANTO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
ABRÇS
Um homem que era muito sensível e muito reservado. Um grande poeta.
EliminarObrigada, Zilani!
xx
Para o ver escrito no vento!
ResponderEliminarVim a correr para depressa chegar
Com a esperança no pensamento
Nas nuvens, um poema a voar!
Linda é a paisagem florida!
Seguindo pelo caminho da fé
Para quem tem sorte na vida
Nada impossível não é!
Amiga Laura Santos,
Tenha uma tarde boa
Alegria sorrisos tantos
Nada seja feito à toa!
Um abraço
Eduardo.
Realmente é preciso correr porque o que se escreve no vento desaparece num abrir e fechar de olhos!...:-)
EliminarE para quem tem sorte na vida tudo se torna mais fácil.
Obrigada, Eduardo, tenha uma boa tarde, também.
Um abraço!
A desesperança, na espera, é por demais dolorida. Silêncio angustiante, abraçado por um grito interior que não se liberta. Mas as palavras são livres e o poeta faz da dor beleza, utilizando-as com maestria. Um talento aplaudido a cada contato com seus escritos. O vídeo caminha em similar espaço e foi uma escolha muito apropriada, Laura. Bjs.
ResponderEliminarSão os gritos calados os mais difíceis de conter e suster.
EliminarRestam por vezes as palavras, e só as palavras para lhes dar liberdade.
Obrigada, Marilene!
Olá Laura,
ResponderEliminarA música remete mesmo a um dramatismo, mesmo pela voz chorosa da cantora.
O poema retrata uma angustiante e doída espera e com poucas palavras o poeta conseguiu extravasar o seu intenso sentir. Admirável!
Muito lindo esse "arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida". Acredito que mesmo aqueles que não conseguem se expressar em versos ou prosa, de uma maneira literária, escolhem a escrita para um desabafo, numa tentativa de exorcizar-se de suas dores e angústias, ainda que escrevam apenas para si próprios.
Gostei muito desse contato com esse grande e talentoso poeta português. Antes de falar aqui, li alguns escritos dele e fiquei fascinada. Chamou-me a atenção essa poesia:
Urgentemente
É urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
(Lindo!)
Abração, Laura, e um em especial pelo Dia das Mães, que já passou por aí, mas que será no domingo por aqui.
Tudo de bom.
Olá Vera Lúcia!É
EliminarÉ mesmo, a escrita para além de actividade criativa pode ter também carácter de libertação de tensões interiores. Pode servir até como desabafo e como catarse. O papel pode realmente ser esse grande aliado e confidente, por isso haverá sempre alguém com uma gaveta cheia de palavras que nunca verão a luz do dia.
Excelente esse também muito simples poema "Urgentemente", um dos mais belos e mais divulgados de Eugénio.
Muito obrigada, Vera Lúcia, pelos teus comentários sempre tão bem desenvolvidos, pelo poema, pela tua atenção.
Um feliz Dia das Mães para vocês no próximo domingo, e todos os dias.
xx
Como de costumbre, me ha gustado mucho tu entrada. Breve, pero muy buena. Y con todo mis respeto hacia ti por tu última reflexión; el "Broche de Oro" lo pone Chavela Vargas con: En un Rincón del Alma, que me trae bonitos recuerdos, tanto como sus otros éxitos Piensa en mi y La bien pagá. Chavela siempre tiene un hueco en mi corazón. Gracias.
ResponderEliminarUn beso.
Estou nesta altura com muito pouco tempo, por isso o post foi breve; um poema pequeno mas profundo.
EliminarFico contente que tenhas de Chavela Vargas, eu também gosto muito.
Obrigada, Manuel!
xx