domingo, 19 de abril de 2015

Günter Grass


"Desde o colapso do socialismo, o capitalismo ficou sem rival. Esta situação anormal desencadeou o seu ganancioso - e acima de tudo - o seu poder suicida. Agora a crença é que tudo -e todos - estão num jogo justo"




 Günter Grass, romancista, poeta, dramaturgo, e artista plástico alemão, nasceu em Danzig, actual Gdansk, na Polónia, a 16 de Outubro de 1927, e faleceu em Lübeck a 13 de Abril de 2015.
 Integra as Waffen-SS aos 17 anos, na fase final da II Guerra Mundial, acabando por ser ferido e capturado pelas tropas aliadas e feito prisioneiro durante um ano na então Checoslováquia. Trabalhou nas minas, na agricultura, foi aprendiz de pedreiro, estudou Desenho e Escultura em Dusseldorf, e frequentou posteriormente a Academia de Artes de Berlim entre 1953 e 1955. Embora já escrevesse Poesia, só a partir da sua mudança para Paris no ano seguinte, se dedica verdadeiramente à Literatura, publicando com grande sucesso "O Tambor de Lata" (Die Blechtrommel) em 1959, romance de crítica social e de costumes da sociedade alemã, que lhe traz notoriedade internacional imediata. Primeiro livro de uma trilogia da qual fazem parte "Gatos e Ratos" (1961) e "O Cão de Hitler"(1963), para além de poemas e peças de teatro.
 De ideias políticas de esquerda, no regresso à Alemanha integra o Grupo 47, e participa activamente na vida pública do seu país, tendo representado uma lufada de ar fresco na Literatura alemã do pós-guerra, através da Ironia, do Absurdo e do Grotesco, satirizando sobretudo o milagre económico da reconstrução alemã.
 Algumas outras obras:  "A Passo de Caranguejo", "A Ratazana", "Uma Longa História", "O Meu Século", "O Pregado", "Em Viagem de uma Alemanha à Outra". " Descascando a Cebola", "A Caixa" e "As Palavras dos Grimm. Uma Declaração de Amor", constituem a sua trilogia autobiográfica. Em "Descascando a Cebola"(2007), descreve o período de 1939 a 1959, e a obra quase atinge a dimensão de escândalo nacional com a revelação do seu alistamento nas SS. Uma honestidade tardia que mancharia a sua imagem de homem transparente em relação à sua postura pública. Grass acreditou que passado tanto tempo, a sua "obra enquanto escritor e cidadão fossem suficientes" para não ter sido atacado por um erro de juventude.
 Recebe o Prémio Georg Büchner (1965), o Pémio Nobel da Literatura(1999), o Pémio Princípe das Astúrias, o Prémio Internacional Mondello e a Medalha Alexander-Majakovsky. E ilustra o livro de José Saramago "Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas", inédito publicado o ano passado. 
 Em 2012, atrai novamente as críticas ao publicar um poema no qual questionava o Ocidente por ignorar o programa nuclear israelita, uma ameaça à paz mundial, e um poema de apoio à Grécia, intitulado "A Vergonha da Europa", não se contendo nas apreciações desfavoráveis a Angela Merkel por apenas considerar a austeridade como a única via possível.




A VERGONHA DA EUROPA

              À beira do caos porque fora da razão dos mercados,
              Tu estás longe da terra que te serviu de berço.

              O que buscou a Tua alma e encontrou
               rejeita-lo Tu agora, vale menos do que sucata.

               Nua como o devedor no pelourinho sofre aquela terra
               a quem dizer que devias era para Ti tão natural como falar.

               À pobreza condenada a terra da sofisticação
              e do requinte que adornam os museus: espólio que está à Tua cura.

               Os que com a força das armas arrasaram o país das ilhas
               abençoado levavam com a farda Hölderlin na mochila.

               País a custo tolerado cujos coronéis
               toleraste outrora na Tua Aliança.

               Terra sem direitos a quem o poder
               do dogma aperta o cinto mais e mais.

               Trajada de negro, Antígona desafia-Te e no país inteiro
                o povo cujo hóspede foste veste-se de luto.

                Contudo os sósias de Creso foram em procissão entesourar
                fora de portas tudo o que tem a luz do ouro.

                Bebe de uma vez, bebe! grita a claque dos comissários,
                mas Sócrates devolve-Te, irado, a taça cheia até à borda.

                Os deuses amaldiçoarão em coro quem és e o que tens
                 se a Tua vontade exige a venda do Olimpo.

                Sem a terra cujo espírito Te concebeu, Europa,
                 marcharás estupidamente.
                                                                                  trad. de  Carlos Leite




 Realizado por Volker Schlöndorff a partir do romance de G. Grass, "O Tambor" é um filme extraordinário.  Oskar decide no dia do seu 3º aniversário, deixar de crescer. É também nesse dia que recebe como presente um tambor do qual se tornará inseparável. Uma história que acompanha os traços burlescos de uma sociedade alemã, antes e depois da II guerra Mundial. Uma crítica mordaz carregada de ironia impiedosa. A liberdade criativa a partir de uma obra fascinante. Palma de Ouro em Cannes e Oscar para Melhor Filme Estrangeiro em 1980, para além de outras distinções. Um dos meus filmes preferidos.
                                         
"Não sou responsável pelas coisas que fiz enquanto criança", personagem Oskar


111 comentários:

  1. Nossa Laura, que ótima postagem, tão rica e bem escrita! Estás de parabéns! Muito bom...
    Te desejo uma bela semana!!!

    Beijos e beijos

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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  2. Laura, eu adoro filmes neste estilo, esqueço os filmes que vejo logo no dia seguinte, mas fica sempre a boa impressão que me causam, como o filme "A vida é bela" por exemplo, só sei que me fez rir um bocado, mas também me lembro que é ótimo! E muitos outros que envolvem crianças no campo. Grato!

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    1. A Vida é Bela é um excelente exemplo de como a partir de algo dramático se pode ter uma abordagem plena de humor e ternura. No fundo aquilo que qualquer pai naquelas circunstâncias gostaria de fazer pelo seu filho...mas a realidade ultrapassa sempre qualquer ficção.
      Grata sou eu, Arnaldo.
      xx

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  3. O homem, o cachimbo,
    e o seu animal de estimação
    sossegado, não ganindo
    os três juntos estão!

    pelos erros advertiu,
    cometidos pela Europa
    há pouco tempo partiu
    deixou cá a sua obra!

    Desfavorável às apreciações,
    da senhora mãe da austeridade
    aquela que nos caça os tostões
    nos empurra para a calamidade!

    Boa noite amiga Laura,
    bem pensada não feita à toa
    por essa sua escolha seja louvada
    excelente para além de boa!

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    1. Uma voz contra-corrente na Alemanha. Mas não acho que a A. Merkel seja a única responsável pela austeridade na Europa.Existem muitos governos a concordar com Alemanha, inclusive o governo português.
      Enquanto barcos atulhados de gente naufragam no Mediterrâneo, a União Europeia está a pensar na forma como fazer afundar a Grécia....
      Obrigada, Eduardo.
      xx

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  4. Boa Noite Laura
    Bem, é caso para dizer...Areia de mais para a minha bagagem.

    Sem entender nada, identifiquei o poema com o misero estado deste país!!
    Não te consigo dizer mais nada, porque és: Brilhante! :-)

    Beijinhos e uma excelente semana.

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    1. Olá Cidália!
      G. Grass tenta mostrar neste poema o mau caminho, em seu entender, que a Europa está a tomar, atribuindo culpas ao seu próprio país. Foi escrito como forma de apoio à Grécia.
      Boa semana!
      xx

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    2. Pensei que fosse "areia demais para a minha camioneta"...;-))
      xx

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  5. Nunca vi o filme, nunca li nada do escritor a não ser este poema. Dá para ver a minha ignorância sobre o tema.
    Agradeço o texto porque aprendi aqui um pouco mais sobre o autor.
    Um abraço e uma boa semana

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    1. Eu tive a sorte de ver este filme há muitos anos, numa altura em que a televisão passava filmes excelentes, e não só "americanices".
      Obrigada, Elvira. Boa semana.
      xx

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  6. Já que o saber não ocupa lugar, Laura, é sempre bom conhecer tudo o que nos chega ao conhecimento, de tantas maneiras. Eu não conhecia esse personagem que faleceu recentemente e agora poso dizer que sei um pouco de sua vida, graças a você .
    Beijossss!

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  7. Olá, Laura, como vai?
    Quantas informações encontro aqui... desde um corajoso personagem da vida real à indicação de um filme que não conhecia e que parece muito instigante. Gosto de saber mais de pessoas que estão sempre em movimento, estudando, agindo, acreditando em suas verdades de maneira destemida - sim, porque agir com personalidade exige muita coragem.
    A injustiça permeia a historia desde sempre e me pergunto se isso um dia terá fim.
    Abraço, linda semana!

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    1. Estou bem, obrigada, Bia.
      Um filme mirabolante e de grande consciência histórica, baseado num excelente romance de um homem que considerava que um escritor deveria ter voz activa na sociedade que o rodeia. Falar alto não é para todos.
      Uma linda semana também para ti.
      xx

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  8. Um post muito enriquecedor!
    Boa semana, Laura.

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  9. Günter Grass um autor que nunca li, mas vou aproveitar esta ocasião para o ler alguns dos seus livros principalmente "O Tambor".
    Um abraço.
    Uma boa semana.

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    1. Eu também ainda só li dois livros dele; O Tambor de Lata e O Pregado, um livro sobre o papel da mulher e do homem ao longo dos tempos. Desde o Neolítico até aos anos 70 do séc. passado. A personagem principal reencarna de geração em geração e tem nove mulheres diferentes conforme a época. E tem o peixe como conselheiro durante as diferentes fases históricas.
      Um livro muito bom, mesmo, e carregado de sentido de humor.
      Boa semana, Francisco.
      xx

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  10. Laura, with Gunter Grass, is one of the last "close to reality writhers"gone....
    The tin drum, at the end of the "cold concrete wall war times,was for me, the best "eye catcher" after the Pasolini,Fellini and Moldovar "cinema de la verite"
    Thanks a lot for your "brain storm " comments!
    XX

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    1. G. Grass belongs to the last generation of writers who were interested about History and Society. Writers concerned about the world as a whole, and not only about their small worlds. Like G.Garcia Márquez or Saramago...
      I was lucky to see all those Pasolini, Fellini and Almodóvar's movies. And I also can´t forget Bertolucci's 1900.
      Ah, your paintings make me tear and sweat! ;-))
      xx

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  11. Laura,você é maravilhosa nos compartilhando obras literárias que nem conhecemos.
    Adorei por nos compartilhar toda essa sapiência de Ghünter Grass.
    Bjs e um ótimo inicio de semana.
    Carmen Lúcia.

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    1. Obrigada, Carmen Lúcia. Muita simpatia sua. :-)
      Uma óptima semana.
      xx

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  12. Pois era. E com muito sentido de humor.
    Tinha casa aqui no Algarve, onde passava grandes temporadas, e expunha também as suas esculturas.
    xx

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  13. Amiga Laura, eu penso que a Senhora Merkel, não é a única culpada da austeridade, mas que é a principal, lá isso é. Muitos países estão do lado dela, como ela estará errada, os que a apoiam errados estarão. Vejamos o exemplo do que se passa aqui no nosso país. A austeridade tem dado lugar a mais e mais austeridade. Porque segundo as estatísticas a divida não diminui, continua a aumenta, portanto, está mais do que visto, de que a austeridade para o crescimento da economia não funciona. Só não vê quem é cego ou quem não sendo cego não quer ver. Dizem que a Tróika, já se foi embora, o que é que isso nos interessa. Continua, sabe-se lá até quando a impor-nos as suas regras. Portanto, nem a curto nem médio prazo sairemos da cepa torta. Isto é o que eu penso, oxalá eu esteja enganado!
    Tenha uma boa tarde, com esperança de que melhores dias virão?

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    1. Eu concordo consigo, Eduardo. Medidas de extrema austeridade afundam ainda mais os países em crise, como pescadinha de rabo na boca. Cortes salariais e consequente perda de poder de compra fazem estagnar ainda mais a economia. A juntar a isso, as taxas e impostos associados ao consumo, arrasam pequenas e médias empresas, o que acaba por gerar mais desemprego.
      O que eu queria dizer é que a Alemanha e a Merkel, só têm o poder de decisão se lhes aceitarem as determinações. O novo governo grego não aceitou, tenta negociar, mas a situação está complicada. Portugal teve quanto a mim uma atitude vergonhosa ao tentar exigir nos bastidores, medidas radicais para a Grécia por parte da União Europeia, como se Portugal não estivesse no mesmo barco...
      Os países do sul deveriam unir-se e dizer não. Em vez disso, vendem-se por "trinta dinheiros".
      E que estamos condenados a várias gerações de pobreza, isso estamos. E com esta perspectiva, até a esperança cansa!
      Como você diz, também eu espero bem estar enganada.
      Boa noite.
      xx

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  14. Este escritor arranjou muitos "amigos"... "dentro e fora de portas"... Contrário à reunificação da Alemanha, que considerava um perigo militarista, "... um corpo demasiado grande dentro da Europa e porque o interesse alemão será sempre maior do que o europeu". Visionário?
    Quanto ao filme, "O Tambor", vi-o demasiado jovem sem maturidade ainda para o entender, mea culpa.
    ...
    Outro que também nos deixou... (Obra), Eduardo Galeano...

    Boa semana!

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    1. Exacto, Rui. Só quem está calado não arranja "amigos". Acho que G. Grass conheceria os seus conterrâneos e a história do seu país, melhor do que ninguém. O interesse alemão, é desde há mais de um século, o de controlar a Europa, isso é óbvio. O que é fantasmagórico em tudo isto é que os outros países se deixem levar.
      Não considero o G. Grass propriamente um visionário, mas apenas um homem que observa e reflecte criticamente sobre o que o rodeia, tendo opinião. E ter opinião fundamentada sobre as coisas, já é de louvar, porque o que mais se vê é gente a assobiar para o lado. Como se nada se passasse!
      Eu vi o "Tambor" há muito tempo, mas acho que consegui entendê-lo muito bem...:-)
      É verdade, o E. Galeano, outro grande escritor e um homem maravilhoso.
      Boa semana, Rui !
      xx

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  15. É tão bom passar por essa casa sempre tão atenta ao que acontece pelos arredores e não perdendo a oportunidade de cumprir papel social importante perante os seus leitores/admiradores ao “repercutir” os fatos. Nesse caso, a partida de Grass, destacando a sua importância não só para a literatura como para uma reflexão sobre os rumos da política e da economia à nossa volta.
    Basta que saibamos, por exemplo, que Grass é uma das vozes que se levantaram para denunciar em um poema intitulado “O que precisa ser dito”, o arsenal nuclear israelense, gerando controvérsia com Israel.
    O poema é de 2012. Nele Grass alega que o arsenal nuclear israelense ameaça a paz mundial e poderia aniquilar o povo iraniano.
    O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na ocasião que Grass estabelecia "uma vergonhosa equivalência moral" entre o Irã e Israel.
    Lembrar, por fim, que foi a própria Academia Sueca que, ao conceder-lhe o Nobel em 1999, destacou, entre outras coisas, no seu trabalho as "vívidas fábulas negras", que "retratam a face esquecida da história".

    Abraços, Laura!

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    1. Eu por acaso nem costumo falar de um escritor a seguir à sua morte. Geralmente deixo passar um tempo, mas neste caso devido à sua atitude crítica perante o rumo que a Europa está a seguir...ou falta de rumo, uma deriva...decidi fazer o post. A União Europeia rebentará , mais tarde ou mais cedo, e perto do aniversário da revolução de Abril, acho que a Europa está ela própria a precisar de uma revolução.
      Passei lá em cima o link para "O que precisa ser dito", um poema de protesto que na Alemanha foi muito criticado por se fazer sentir ainda hoje o fantasma do anti-semitismo, e que valeu também a Grass ser considerado "persona non grata" em Israel.
      Netanyahu não merece a consideração de ninguém.
      Gosto de ver-te por aqui, Zé. Obrigada pelos excelente comentários.
      xx

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    2. Sou eu que devo agradecer-lhe, Laura! Além da boa acolhida, há sempre um belo texto.
      Abraços,

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    3. Troca de galhardetes?...:-) Tens uma coisa que muito prezo; lês as as minhas respostas aos comentários.
      xx

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    4. Sabe, gostei da expressão galhardetes. E corri ao "pai dos burros" para apreender-lhe os significados.
      Leio as minhas respostas e, às vezes, as que vão para os outros. Talvez não devesse fazê-lo, menos ainda confessá-lo. mas, sei que confessar-me é até o fundo das minhas plenitudes.
      Uma boa semana para ti, Laura!

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    5. Aaah, quem não recorre ao "pai dos burros" de vez em quando...?....Eu então com certas expressões brasileiras, acaba por ser o meu pronto-socorro.
      Parece que a confissão liberta a alma, dizem!
      Boa semana.

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  16. Estimada, Laura Santos.

    Adorei a sua postagem. Ela, permite a cada um, refletir, a situação do seu País, e da sua Cidade. Cá, no Brasil, a situação, também, não é para carnavais. Um abraço

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  17. Para muitos Günter Grass está ligado apenas e só à literatura, mas foi também um grande artista plástico. As suas pinturas e esculturas foram apresentados em exposições na Alemanha e muitos outros países, inclusive Portugal.
    Que descanse em paz!
    Quanto ao poema "A Vergonha da Europa" não sei se a Alemanha alguma vez o vai perceber, mas um dos grandes medos da Alemanha é o governo da Grécia e talvez o de Espanha, já de Portugal não podemos dizer o mesmo. Infelizmente!
    Bj**

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    1. Pois foi, Paula. Grass tinha uma casa aqui na Mexilhoeira , há cerca de 30 anos, e costuma expor as suas obras em Almancil. Um amante de Portugal, amigo de Saramago, daí as ilustrações que fez para o livro "Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas", publicado o ano passado.
      A Alemanha não percebe o poema porque não lhe convém. Eles que atirem a Grécia para fora da zona Euro, que abram a "caixa de Pandora", e ofereçam um trunfo a Putin... A seguir será porventura a Espanha a demarcar-se. Portugal não gosta de novidade, e continuará a ser o" bom aluno" de Bruxelas.
      xx

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    2. Não sabia. Sei que chegou a expor também na capital do meu distrito (a Guarda).
      Pena que actual situação da europa "apague" as contribuições da Alemanha para o património cultural e da humanidade. A Alemanha foi o berço dos mais importantes poetas, romancistas e dramaturgos mundiais e de outros grandes vultos importantes para a história da teologia, filosofia, da música, das artes, dos pensamentos, da ciência, tecnologia...
      Resumindo e concluindo, com diz o poeta: "Tu estás longe da terra que te serviu de berço".

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    3. Nem fazia ideia que as obras de G. Grass tivessem sido expostas na Guarda! Até pensei que tivesse exposto em Almancil por estar "mais à mão", e ocasionalmente em Lisboa...
      Tens toda a razão, a Alemanha teve fecundos criadores, mas se de facto nomes mais antigos como Beethoven, Wagner, Kant ou Goethe.... perduraram, muitos há que parecem não conseguir transpor as fronteiras da aceitação, porque existe a ideia generalizada da Alemanha como um país de pessoas insensíveis, frias e distantes, o que gera desconhecimento. Um povo que tem ainda o fantasma da guerra e do holocausto a manchar a sua reputação, e a actual orientação política do país, geradora de antipatia um pouco por toda a Europa, também não ajuda a que a opinião muito.
      É isso, Paula, por estarem longe da terra da democracia que lhes serviu de berço.
      Muito obrigada, belo comentário.
      xx

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    4. Queria dizer: também não ajuda a que a opinião mude muito.

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  18. Olá Priscila!
    A política é imprescindível, e ninguém deveria abster-se de "tomar partido" por uma questão ou por outra, já que das políticas adoptadas depende muito a nossa vida nas questões básicas do dia dia. Conheço todos esses autores, à excepção do Schneider...algum escritor brasileiro, desconhecido por aqui?!... E tens toda a razão; os escritores que passam por determinantes convulsões sociais e regimes ditatoriais têm uma criatividade impressionante. É que para bem escrever, também é preciso viver, senão vai escrever-se sobre o quê?...O sexo dos anjos...:-)
    Quanto a Oskar, apenas decide parar de crescer para não ter responsabilidades.
    Muito grata pelos teus comentários, Priscila.
    xx

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  19. Oi Laura! Eis que mais uma vez, aqui me apresento para minimizar um pouco mais a minha ignorância, concernente à vida de grandes vultos como este que ora nos apresentas, o grande Günter Grass. Adorei as dicas, tanto dos livros, quento dos filmes, o que, com certeza, valerão a pena.

    Gostaria de saber, quando o homem abandonará o egoísmo e a ambição, e se conscientizará de que somos todos irmãos.

    Belo post amiga! Muito obrigado pela aula.

    Abraços,

    Furtado.

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    1. Duvido que esse dia chegue alguma vez. Será mais certo passarmos todos a viver em Marte!
      Obrigada, Furtado.
      xx

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  20. Estou voltando aqui ao seu espaço,
    para rever no vídeo, o "menino do tambor"
    como era naquele tempo desgraçado
    viver e poder escapar a tanto terror.

    Hitler, o principal culpado,
    de tanto sofrimento, autor
    terá morrido antes de ser julgado
    como ele há muito estupor
    que precisa de ser desmascarado!

    Temos que ter muito cuidado,
    com quem nos rodeia nesta altura
    de água fria tem medo gato escaldado
    nada de precipitada aventura!

    Tenha uma boa tarde quentinha,
    aí junto ao mar em Lagos
    aproveite o sol de manhã à noitinha
    para comprar melões nunca faltem os patacos!
    Eduardo.

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    1. Ainda bem que não vivi naquela altura, porque com a minha aparência de judia teria sido logo enviada para uma câmara de gás!
      Obrigada, Eduardo. Sol?.. nem o vi hoje por aqui!
      xx

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  21. Amazing post my Dear <3
    http://kasjaa.blogspot.com/

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  22. Oi, Laura,

    Quando tiver um tempo disponível visite o site da revista on line: www.diversosafins.com.br

    Nela você encontrará alguns poemas com a minha assinatura. Independente dos meus poemas, é uma revista que vale a pena ser lida.Confira!

    Abraço forte,





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    1. Obrigada pelo link, Zé. Irei dar uma vista de olhos, sim.
      xx

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  23. Boa partilha

    Há palavras que respiram por guelras

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  24. Oi Laura,

    Cheguei a ler recentemente, através da internet, notícias acerca do falecimento de Günter Grass, além de alguns destaques sobre a vida dele, algumas obras e prêmios. Na verdade, nada sabia sobre ele até então. Agora, diante de sua rica e informativa postagem estou bem atualizada acerca dessa personalidade polêmica. Pelo menos, li que que Grass se envolveu em polêmica até os últimos dias de sua vida. Foi dito que "O Tambor" foi considerada uma das sua obras mais emblemáticas e que a popularidade que ele alcançou com tal obra chegou a levá-lo ao Tribunal sob acusação de pornografia.
    Vi o trailer do filme e fiquei curiosa para assisti-lo. Só os prêmios a que fez jus já é referência de sua qualidade, além de sua opinião, claro.
    O poema "A Vergonha da Europa", por si só, já deixa entrever a coragem e espírito crítico do Autor.

    Excelente postagem, Laura. Mais uma vez, saio daqui mais rica em conhecimento.

    Feliz semana.

    Beijo.

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    1. Olá Vera!
      Pois parece que sim, parece que o G. Grass teve alguns problemas com a sua obra, depois resolvidos, já que a obra nada tem de pornografia, mas de sátira e de grotesco., mas claro que os tempos também eram outros...
      Obrigada, Vera.
      Dias felizes!
      xx

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  25. Olá Priscila!
    Ah, muito obrigada pelo esclarecimento acerca de Reinhold Schneider, e a informação acerca de outros escritores alemães. Já ouvi falar de R. Schneider, mas nunca li nada dele, e nunca tinha ouvido falar dos outros nomes apontados. Imagino, sim, que a lista seja imensa, porque em todos os países existem sempre muitos autores desconhecidos para a maior parte das pessoas, sobretudo autores estrangeiros. Conheço mais os filósofos do que os escritores.
    Quanto a George Steiner e São Tomás de Aquino, conheço muito bem, devido à minha formação, mas quando me referi ao "sexo dos anjos", foi no sentido banal que a expressão adquiriu ao longo dos tempos; como significado de uma teorização infértil e desnecessária, de algo que não vale a pena falar, e não no sentido de discussão teológica (ela própria infértil).
    Concordo em relação ao Oskar. Há até quem diga que o facto da personagem não querer crescer (embora cresça), se deva ao facto de G. Grass, mesmo que inconscientemente, querer antecipadamente pôr-se a salvo no sentido de no futuro não vir a ser responsabilizado pelo seu alistamento enquanto jovem, nas SS.
    Em relação ao "assassinato da infância", acho que esse assassinato existiu em todas as épocas, embora com o novo olhar sobre a importância da infância no século passado com a Declaração Universal dos Direitos da Criança, se comece a olhar a morte da infância de outra forma. Mas acho que em todas as épocas as crianças se tornaram "adultas" demasiado cedo. A forma como isso acontece é que é diferente de época para época.
    As crianças apanham sempre por tabela, e embora existam muitos problemas em Portugal, imagino que no Brasil a situação seja mesmo muito complicada.
    Gosto desta troca de ideias e conhecimentos.
    xx

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  26. "O Tambor", lembro desse filme,não sabia que era desse escritor, até então desconhecido, vi falar essa semana no telejornal. Quando aos socialismo/comunismo... Cuba ainda é uma referência nos tratamento de doenças ocular, no tratamento do vitiligo, na educação escolar, nos esportes, matéria obrigatória nas escolas.

    https://www.youtube.com/watch?v=eNqO0_vrXRI

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    1. Obrigada pela "Ideologia" de Cazuza, Fábio; uma grande letra que não conhecia.
      Quanto às ideologias políticas, propriamente ditas, "cada um defende a sua dama", e nem estou para aí virada, no entanto é mais do que sabido que Cuba se viu forçada de certa forma a tentar ser auto-suficiente devido ao embargo imposto pelos estados Unidos.
      Parece que a situação vai ser alterada, mas não sei até que ponto os Estados Unidos não se tornarão "donos" da ilha, como o foram antigamente.

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  27. Muitas saúde, paz e alegria,
    que nada na sua vida a aborreça
    amiga, Laura Santos, agora, algarvia,
    com um lenço e um chapéu na cabeça
    com a sua aparência diz ela de judia
    é, sim, uma alentejana perfeita,
    do Concelho de Odemira!

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    1. Concelho de Odemira, freguesia de São Teotónio, num sítio chamado Nascente!
      xx

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  28. Hi Laura. Thanks for visiting my place, and taking the time to leave a note. I hope to see you again soon. Cheers :)

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    1. Hi!
      I saw a comment of yours on another blog, and that camera got me curious...:-)
      Nice photos at your place!
      xx

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  29. Oi Laura :)
    Só li a respeito de Günter Grass
    após sua recente morte.
    Pelo que percebi, ele não tinha medo de polêmicas,
    mas sempre dividiu a opinião pública.
    Além de ser um grande escritor, foi um homem corajoso
    afinal, tomava posição nos problemas políticos e sociais...
    Sempre aprendo muito com tuas postagens.
    Beijos!

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    1. Olá Clau!
      Realmente não era um escritor muito conhecido das grandes massas, e pelos vistos ainda menos conhecido no Brasil do que em Portugal...
      Obrigada, Clau.
      xx

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  30. Assisti um pouco do vídeo gostei, nunca tinha ouvido falar nesse filme que bom que tem você para mostrar filmes excelentes como você sempre vem botando aqui nas suas postagens, Laura beijos.

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  31. Una película contovertida con una crítica severa y mordaz a la Sociedad Alemana.
    Respecto al Poema; es cierto que Europa siempre estuvo disgregada y los del Norte hicieron valer sus condiciones y propuestas, desestabilizando una Unión que siempre fue una Utopía y una conveniencia para los paises más poderosos para arrebatar el poder a sus vecinos del Sur, sumiéndolos en plazos eternos y deudas perennes.
    Magnífico Post sobre un escritor que dejará huella.
    Abraços e Beijos.

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    1. Aprecio muito em G. Grass a inteligência na utilização da sátira, da ironia e do grotesco como formas de representação do dramático.
      Quanto à União Europeia, essa é exactamente a minha opinião. A União Europeia é a uma das grandes falácias.
      Obrigada, Pedro.
      xx

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  32. Olá, Laura!
    Excelente o seu trabalho sobre Günter Grass.
    Abraços.

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  33. Bom dia

    Uma publicação extraordinária mas dificil de comentar para quem não está dentro do tema. Gostei muito do seu blogue
    Felicidades

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  34. Bom dia, Laura.
    Uma pessoa de convicções fortes que não tinha medo de mostrar todas as suas facetas e convicções.
    Particularmente, eu não o conhecia, achei interessante o que li.
    Poema muito bem escrito.
    Tenha uma semana de paz, Laura.
    Beijos na alma.

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    1. Olá Patrícia!
      Admiro autores com consciência social, que se preocupam com a vida real. A realidade é sempre a melhor ficção, e só a partir dela se podem construir as outras ficções.
      Obrigada, e bom resto de semana.
      xx

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  35. A vergonha da Europa

    Ontem, como hoje e, talvez como o amanhã
    Incrível como Nada mudou
    Fica feliz
    xxc

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  36. Boa tarde, existe homens assim, homens conscientes e lutadores pelas boas causas sem receio de mostrar aos que pensam ser os mais poderosos donos do mundo, um homem com convicções vale por um dúzia de submissos, em Portugal temos o Presidente da Batata Doce, el comandante da submissão.
    AG

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    1. "Presidente da Batata Doce"?!... O p - residente do palácio? ;-)
      Portugal é um país de cegos, onde quem tem um olho (tipo ciclope), é rei. A malta gosta de não ver.
      xx

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  37. Sim, tinha uma casa na Mexilhoeira Grande, a poucos quilómetros daqui, mas uma casa muito isolada.
    Adorei o teu relato autobiográfico, muito bem escrito, com profundidade e imenso sentido de humor. Quanto a Guilherme de Almeida, novidade para mim, irei à procura da sua tradução do IF do R. Kipling, um maravilhoso poema.
    Obrigada, Marcos.
    xx

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  38. Marcos, eu tive sete anos de Francês na escola, com três anos de Técnicas de Tradução de Francês, e ao contrário de ti, não me baldava à escola...;-) Apenas escrevi bem o título, sem corrigir. Tu é que te corrigiste.
    xx

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  39. MUCHAS GRACIAS POR ESTE GRAN POST!!!!
    ABRAZOS

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  40. Olá Laura!
    Gostei muito da postagem, pois me deste a oportunidade de aprender conhecendo um pouco esse escritor.
    Beijo.

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  41. Que grande lição!

    Absorvi cada palavra.

    Tens aqui informação reler e refletir.

    Quanto ao filme, tenho de ver o arranjo na net.

    Beijinhos

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    1. Gosto muito de uma das primeiras cenas do filme, aqui:
      https://www.youtube.com/watch?v=ubEQsfePGq8

      E podes descarregar o filme, aqui:
      http://www.filmesdetv.com/die-blechtrommel.html

      xx

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  42. Boa noite, Laura.
    Devia ter vindo mais cedo, nao por si (desculpe o improperio), mas por mim, teria sido mais facil, pois o 25 tornou por horas a fantasia de um mundo quase ideal.
    Por tal e no acordar e tentado a resolver o meu dever de cidadania (assim vejo os seus escritos), procurei Nietzsche e Shopenhauer .
    Confesso que continuo baralhado entre o capitalismo e o socialismo, por tal nao ser objecto mas abjecto.
    De Grass, apenas conhecia e independentemente de ser um Nobel, o "Descascando cebolas". Muito oportuno o seu tema (seu timbre).
    Bem haja, Laura.

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    1. Ah Xico, eu já o ano passado fiquei totalmente desiludida com o meu estado de espírito acerca desta data, sobretudo devido ao esvaziamento das celebrações institucionais. Também eu sentia antes essa "fantasia de um mundo quase ideal", o que já não acontece, embora sinta sempre dentro de mim, algo de diferente neste dia 25, que não sinto em nenhum outro. Como se de um sonho tão elevado fosse, que os homens não tivessem sabido cumpri-lo.
      Nenhum sistema é perfeito, porque o egoísmo acontece até dentro das casas, e tanto um sistema como outro pecam pelo egoísmo dos homens. Cada um é abjecto à sua maneira.
      Olhe, dever de cidadania é o voto! E não calar. Eu já não procuro Nietzsche ou Schopenhauer. Actualmente prefiro ir ver o mar. :-)
      Obrigada, Xico, por aturar-me.
      xx

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  43. Olá, Laura.
    Essa situação do seu alistamento acredito que se prendesse com a "captação" de jovens, a quem se "pinta um quadro" de obrigação com a pátria e o dever cívico, tudo isso aliado aos hormonas próprios da idade =) porque foi por curto espaço de tempo e, ao longo da vida terá tido uma postura de intervenção social, através de sua arte.
    Adorei o poema que trouxe - pobre Europa, a nossa.
    bj amg

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    1. Olá Carmem!
      Concordo contigo. Como pode um jovem resistir a tanta propaganda?...Imagino quantos dos nossos revolucionários não terão feito parte da "Mocidade Portuguesa" em alguma fase da sua vida?... Era assim. E é como dizes; o desejo da juventude em pertencer a algo, fazer parte, sobretudo com algo conotado com os altos desígnios da nação e de defesa da pátria.. E claro, com as hormonas a instigar à luta, qualquer que ela seja, e à novidade.
      Pobre Europa, mesmo,. Mas o resto do mundo também não tem motivos para sorrir, e essa é a grande questão. A de um mundo roto.
      Obrigada, Carmem.
      xx

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  44. Olá, Laura. Boa noite.
    Adorei o poema, assim como admiro alguns trabalhos de Gunter Grass, achei interessante saber mais dele e dos seus feitos literários. Uma feliz semana, abraços.

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    1. Obrigada, Mirtes. Espero que a tua saúde esteja melhor.
      Que a semana seja muita boa para ti.
      xx

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  45. Depois de eu ficar esses dias todos sem internet em casa, venho te ver hoje Laura para desejar-lhe uma bela semana!!!

    Beijos e beijos

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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    1. A sério!?...:-)
      Agradeço, mas por favor, não precisas comentar -me mais que uma vez, até porque já tinhas comentado...
      Boa semana.
      xx

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  46. Laura: a escolha deste escritor não foi, a meu ver, por acaso. Acaba por ser, afinal, o teu "manifesto" tal como o é o poema cujo link segui, destacando dele "que Israel, potência nuclear coloca em perigo/ uma paz mundial já de si frágil?" (numa altura em que fui comentadora semanal num programa da rádio local, sobre assuntos de cariz regional, nacional ou internacional, cheguei a dizer que, a haver uma 3.ª guerra mundial, ela partiria do Médio Oriente, com enfoque em Israel, e há muita gente a pensar assim; ainda bem que G.G. o diz, sempre tem outra projeção). A importância da sua obra é inegável e "um erro de juventude" não pode abafá-la. Relevo ainda a mensagem do poema que postaste: cresce a massa crítica sobre esta "Europa" orgulhosa dos seus pergaminhos, contudo indiferente aos valores humanistas que são a sua matriz, embora saibamos que, em todos os continentes há países e Países. Sendo esta tua postagem tão rica, muitos mais pontos poderia "deslaçar"... A mensagem de "O Tambor" é também extremamente relevante (do caricato se faz seriedade). Em suma, um autor que eu deveria aprofundar... Parabéns pela excelência da postagem!
    Bjo :)

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    1. A escolha não foi por acaso, porque eu não costumo fazer os posts em função da morte das personalidades, mas da actualidade que possam ter. Achei que com a actual situação europeia, aria sentido falar de G. Grass, até porque pelos vistos, pouca gente o conhece, e eu concordo com ele , tanto em relação a Israel, como em relação à Europa. Além disso, lembrei-me logo do filme...:-)
      Ah, não te sabia comentadora de rádio...interessante; escritora multifacetada!
      Se decidires ler algo do autor, lê "O Pregado". Eu li, e adorei.
      Obrigada, Odete, pelos excelentes comentários.
      xx

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  47. Post perfeito , Laura . Muito obrigada pela partilha . Beijos e boa semana .

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  48. Cara Laura, trago a ti os meus votos de uma semana esplendorosa.

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    1. Obrigada, Viviani.
      Uma esplendorosa semana para si, também.
      xx

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  49. Oi Laura,passando para agradecer sua visita.
    bjs-Carmen Lúcia.

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    1. Obrigada, Carmen, mas é com todo o prazer. Eu gosto de comentar! :-)
      xx

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  50. Gosto muito dos teus posts biográficos, que me mostram o muito que desconheço sobre grandes autores contemporâneos. De Grass conheço o Tambor, livro e filme , que fora nazi e que esmorecera os ideias sem os ter apagado por completo.
    Um bom autor, que demonstraste com a excelência que te é habitual.
    Posso andar arredada, mas por aqui passo sempre, Laurinha.
    Beijinhos :)

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    1. Obrigada, Dulce. Acho que G. Grass sempre atribuiu a sua adesão às SS como um erro de juventude, e nunca me apercebi pela pesquisa que fiz, que essa declaração não fosse sincera.
      Quantas coisas podemos fazer na vida das quais nos podemos arrepender....!
      xx

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  51. Respostas
    1. Obrigada, Shirley. Espero que o teu dia da Mãe tenha sido muito feliz.
      xx

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