Setembro que acolhe as lembranças do Verão
nos dias mais curtos de um Outono
ainda adormecido nas fraldas do fim do mês
em velho berço numa cidade soluçando com sono.
Setembro do concubinato da erva seca
com as rubras folhas cadentes
dormentes num chão de tardes quentes
que não desejam partir
encenando um hesitante e maduro adeus
feito de brancas nuvens mescladas de cinza.
Setembro de um prelúdio de Chopin nos rios
antecipando o falso improviso
da debandada de coreográficas aves
à ameaça dos inesperados frios
quando o meu corpo se arrepia
com a chegada distraída da noite
e as imagens translucidamente luminosas
se resignam timidamente à rejeição do sol
alheio a um caminho de sombras indefinidas.
Setembro das cálidas chuvas,
dos versos soturnos, das previsíveis rimas,
das robustas e mais doces uvas,
dos braços cansados nas vindimas.
Do andar devagar, do introspectivo divagar...
Das amoras secas que ficaram por colher
como lábios de uma qualquer mulher antiga e plebeia
na derradeira festa de província
quando a jovem humidade tece a sua teia
e o astro rei atravessou o equador
em direcção ao hemisfério sul.
Setembro de Jean Renoir e de Bacall,
da rendição do Japão aos Aliados,
dos poentes redondos onde deuses renegados
fecham os portões terrestres na fronteira
invisível entre a tristeza e a alegria,
e o culto das estações trespassa
todos os possíveis na fuga à melancolia.
Setembro dos espinhos e das últimas rosas,
de cores ocultas e afectuosas
que não ferem já o meu olhar
em tudo o que relembro.
Composta por Kurt Weill em 1938 e cantada por Billie Holiday, F. Sinatra, Sarah Vaughan e Lou Reed, entre outros, September Song foi a canção que escolhi, na interpretação de Ella Fitzgerald.

Na verdade
ResponderEliminarum beijo
Na verdade...:-)
Eliminarxx
Laura, este teu poema tocou meu coração de uma forma inexplicável...
ResponderEliminarGostei desse Setembro que acolheu lembranças do Verão em dias de Outono “ainda adormecido nas fraldas do fim do mês
em velho berço numa cidade soluçando com sono”.
Um Setembro de “chão de tardes quentes” e “de um prelúdio de Chopin nos rios”... Setembro das cálidas chuvas, das uvas doces, das amoras secas... Ah, este Setembro que nos deu figuras ilustres e também foi palco do nascimento de uma nova ordem no mundo...
Laura,
Pela primeira vez não consegui receber bem o Setembro que tantas outras vezes comemorei enchendo de flores casa e coração, olhando crianças nos parques numa antecipada saudade de um Setembro que me anunciou que um dia chegaria trazendo a mais bela flor que pudesse colher nos jardins do Éden...
Este Setembro chegou, mas nada me trouxe do anunciado, apenas tristeza e lágrimas...
Por isso não consegui ler com olhos de ternura as postagens de amigos que receberam a Primavera dentro de um Setembro tão esperado.
Mas este teu Setembro, li de um só fôlego absorvendo cada palavra, cada frase, cada verso...
Um Setembro “dos espinhos e das últimas rosas” que não mais te fere o olhar quando relembras...
Quisera eu um dia ter um Setembro que também não me ferisse o olhar nem doesse o coração ao relembrá-lo...
Como sempre, uma criação magistral, um poema admirável!
Desculpe, minha linda, se não consegui comentar de uma forma mais bonita e mais precisa este mimo que teu coração nos ofertou. Muitas vezes não usamos bem as palavras, mas credite esta falha ao Setembro que não me chegou...
Um beijo com meu carinho e uma semana iluminada de alegrias,
Helena
Como eu entendo que Setembro não se tivesse apresentado com a beleza dos anos anteriores, sobretudo quando a natural expectativa de um Setembro pleno de felicidade foi abruptamente cortado por um supremo desgosto, por essa insuportável perda. Um espinho para sempre cravado, que não se consegue arrancar.
EliminarSó as pequenas dores se vêem.A tua dor é profunda e invisível, por vezes talvez, terrivelmente silenciosa.
Mas continuas, apesar de tudo, a fazer uso das palavras de forma brilhante, e eu é que nem sei o que te diga!...:-(
Abraço terno, Helena.
xx
Uma belíssimo poema. Setembro é um belo mês. Para mim o melhor já que foi o escolhido para vir ao mundo. Dizia a minha avó que "Em Setembro, tem Deus a mesa posta" Pena que o dia 11 pareça talhado para trazer desgraça à humanidade. Estou-me a lembrar das torres de Nova Iorque, da tragédia de Alcafache, do golpe militar de Pinochet, e a queda da grua, este ano em Meca. Isto para só falar em factos mais recentes.
ResponderEliminarUm abraço e uma boa semana
Curiosos, esses acontecimentos todos no mês de Setembro, e de Alcafache nem me recordava que também tivesse sido em Setembro...
EliminarObrigada, Elvira. Boa semana!
xx
Setembro embrulha um Verão de memórias num abraço cálido e belo. Ella sabe, e nós também ficámos dependentes da beleza do teu Setembro.
ResponderEliminarBeijos.
Setembro é o meu mês preferido, Dulce. O ar é mais ameno, o sol não tão agudo,e parece haver uma serenidade que não sei explicar.
Eliminarxx
Um belo e instrutivo poema.
ResponderEliminarUm abraço e boa semana.
Obrigada, Francisco.
EliminarBoa semana!
xx
Bom dia
ResponderEliminarMeste Setembro está resumido num misto de sensações, emoções, quer positivo quer negativo. Só tu para escrever uma poema como este: SOBERBO! Muitos parabéns
Uma excelente semana.
Beijos
Obrigada, Cidália. Em Setembro acho sempre que não aproveitei o Verão como deveria! :-)
Eliminarxx
Bom dia.
ResponderEliminarSetembro o mês das flores,com a chegada da primavera.
A estação mais bela do ano.
Belo poema,adorei.
Beijos.
Bom dia!
EliminarChegada da Primavera aí no Brasil, aqui é a chegada do Outono.:-)
Obrigada, Débora.
xx
Um poema lindo amiga Laura,com palavras tocantes
ResponderEliminarcomo um preludio de Chopin.
Bjs e uma ótima semana.
Carmen Lúcia.
Obrigada, Carmen Lúcia.
EliminarBoa semana aí em casa!
xx
Setembro, quase no fim,
ResponderEliminarOutubro, está chegando
folhas secas tantas sim
no vento estão voando!
Das árvores desprendidas,
no fim da vida, amareladas
as que ficam no chão caídas
por quem passa serão pisadas.
Com a terra misturadas,
transformadas e estrume
secas, com o seu perfume
para sempre enterradas!
Com o calor do mês de Setembro,
gostei desse poema amiga Laura,
doutro igual a este, não me lembro
se calhar por ser teimoso não abala!
Boa segunda-feira e continuação de boa semana, um abraço.
Eduardo.
Tem toda a razão; um Verão teimoso que parece não ter vontade de ir embora...
EliminarBelo poema, Eduardo. Obrigada, e tenha também uma boa semana.
xx
Oi Laura :)
ResponderEliminarO outono te inspirou a escrever um
belíssimo poema! Gostei muito.
Enquanto em Portugal, este é o mês das últimas rosas,
aqui no Brasil vivenciamos a chegada das flores.
Tenha uma feliz e abençoada semana. Beijos \o/
A Primavera e o Outono são, quanto a mim, as mais belas estações do ano, e este Outono está verdadeiramente agradável.
EliminarObrigada, Clau. Feliz semana, também.
xx
O Outono até chegou aqui com tempo quente. Veremos até quando durarão estes dias soalheiros!
ResponderEliminarObrigada, Marcos, e boa Primavera!
xx
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não foge à regra. Por vezes chuvoso, triste e frio, por outras apresentando dias de sol quente e sedutor como é o caso do presente Setembro.
ResponderEliminarConfesso que não sou muito apreciador do Outono. Para mim existem duas estações do ano: Primavera e Verão. As restantes duas são apêndices, lool
Gostei do poema como não podia deixar de ser. Olha, que que te diga uma verdade?: BRILHANTE
xx
"Apêndices"?!... Lol
EliminarTodas as estações do ano têm a sua beleza, e uma paisagem com neve é bastante bonito, mas como detesto frio dispensava o Inverno.:-)
Obrigada, Ricardo.
xx
Que inspiração, meu deus...
ResponderEliminarQue exagero, Jorge!...:-)
Eliminarxx
Depois deste vai ser sempre a crescer, aposta? Pode parecer contradição mas olhe que não. Será que me fiz entender?
ResponderEliminar:)
Parabéns poetisa!
Até poderia apostar, porque você perderia; a minha inspiração foge-me muito! :-)
EliminarObrigada, pintor!
xx
Setembro pulsando nos dedos da tua mão, renascido em
ResponderEliminarpalavras que voam num sentir etéreo, em melodia de
"um prelúdio de Chopin nos rios..."
Em tua memória pousando como poema colhido,
de uma inspiração e recriação sublime:
"Setembro dos espinhos e das últimas rosas,
de cores ocultas e afetuosas
que não ferem já o meu olhar
em tudo que relembro."
Magistralmente belo!!!
Amei a escolha da música (vídeo), a diva
Ella Fitzgerald!
Grata por este momento aqui tão
especial (bem na alma), Amiga querida.
Bjos.
Eu acho que deveria ter aludido a um nocturno de Chopin, mas como a seguir falei da encenação de "improviso" da debandada das aves, fiquei-me por um simples prelúdio...;-)
EliminarObrigada querida Suzete!
xx
Querida Laura,
ResponderEliminarNão existem estações que mexam mais comigo do que primavera e o outono...Adoro, porque primavera é o mês das flores, mês de primaverar, e o outono é onde o céu fica deslumbrante e o clima do jeito que gosto, nem frio e nem calor, apesar que, por aqui esse ano ainda não tivemos estação certa, esta tudo virado...
Amei o seu poema, ora com lampejos de alegria e ora com nostalgia e tristeza, mas como sempre um poema de grande beleza, assim como tudo que você escreve.
Parabéns!
Te abraço com carinho!
Marilene
Ah Marilene, como gosto desse verbo "primaverar"! A Primavera predispõe-me bem, e de Setembro gosto muito por não saber ainda bem a Outono. O verdadeiro Outono de Novembro e Dezembro deixa-me macambúzia! :-)
EliminarObrigada querida Marilene.
xx
Acolhi este Setembro com uma bonomia, Laura, que nem imaginas.
ResponderEliminarFez-me lembrar primeiro de João Ubaldo Ribeiro, este baiano bom, pra ninguém botar defeito, sobretudo pela irreverência, com o Setembro não faz sentido, e dar-me conta de quanto sentido há no seu.
Depois, de quantas lembranças do Verão tu guardas e quantas "verão" os outros se aprenderem a fechar os olhos para ouvir "um prelúdio de Chopin nos rios".
Li e reli cada verso sentindo "as cálidas chuvas dos versos soturnos" que me desnorteiam, sobretudo, li e reli o Setembro de Jean Renoir, sempre lembrado porque inesquecível.
O setembro dos espinhos e das rosas (...) que não ferem o meu olhar". Versos finais que nos fazem voltar às lembranças do Verão, na circularidade inata aos poemas bem acabados como este.
Alguém já o disse lá em cima e o repito cá embaixo: Magistral poema, Laura!
Abraços,
E eu que nem conheço nada do J. Ubaldo Ribeiro!...
EliminarSetembro traz esse sol que já não fere o olhar, uma luz mais aveludada e húmida que a luz do Verão. Uma luz por vezes acetinada e etérea. E embora goste muito do Verão, não tenho do Verão muito gratas lembranças.
Obrigada, Zé.
xx
Olá Laura,
ResponderEliminarPoemaço! Lindo!
Um poema que ultrapassa a sensibilidade, pois traz em seus versos algo mais, chamado cultura. Inspiração+sensibilidade+ cultura= poema de Laura Santos.
Pois é, quando o astro rei cruza o equador celeste rumo ao sul ele traz, para nós, a radiante Primavera, deixando para trás um outono, também bonito, mas inspirador de introspecção e melancolia.
A construção poética é de encantar. Arrasou! Parabéns!
Adorei a interpretação de Ella Fitzgerald nesta bela canção. Linda voz.
Feliz semana, Laura.
Beijo.
Olá Vera!
EliminarE assim vai a Terra rodando e distribuindo ao universo as mais variadas cores!
Ainda bem que gostaste da Ella Fitzgerald; eu gosto muito!
Obrigada Vera. Uma semana muito feliz, também.
xx
Laura, já estive aqui namorando seu poema (rss). Costumo fazê-lo quando gosto muito do que leio. E nem me lembrei, a princípio, que estamos em diferentes estações.
ResponderEliminarSeu glorioso SETEMBRO traz ricas memórias e uma saudade que não dói. Você buscou a música para embalar as imagens, passeou pelas vindimas, revisitou fatos históricos gravados em todos os calendários, nesse mês.
E tudo com sua magistral escrita, sempre a merecer meus aplausos. O outono não é frio nem quente, é época em que a natureza, para se renovar, desnuda-se diante de nossos encantados olhares.
Belíssimo, assim como essa música que é presente para os ouvidos. Grande beijo, poetisa!!!!
Nenhuma das minhas saudades já dói, e este poema é sobretudo acerca do fim do Verão e a mudança de estação. Achei bem falar das vindimas, por serem algo de muito importante de norte a sul do país, durante este mês em que se começa a fazer tanto vinho! :-)
EliminarObrigada, Marilene , pelos teus belos comentários.
xx
Este seu poema é belíssimo. Recorda-nos certos factos e é cheio de ternura.
ResponderEliminarA música foi bem escolhida.
Bjs
Obrigada, Elisabete.
Eliminarxx
Sobre o seu poema, querida Laura, só uma palavra: MARAVILHOSO!!!
ResponderEliminarBeijos!
Obrigada, querida Shirley.
ResponderEliminarxx
Muito bonito...
ResponderEliminarObrigada.
Eliminarxx
Laura um maravilhoso poema que Setembro seja um mês de muitas coisas boas para todos nós, Laura beijos.
ResponderEliminarJá foi ou não foi, não é, Lucimar?...:-)
Eliminarxx
Poemaço,in combination with the singing "ELLA" candelight and a glass red wine....Even without the summersun ,life is a gift.
ResponderEliminarxx
"Poemaço"?!...:-)
EliminarYes, good music to go with a glass of red wine. We don´t have the Summer sun anymore, but we have te Autumn sun!
Thank you, Willy.
xx
¡Hola Laura!!!
ResponderEliminar¡Que canto mas bonito le dedicas a este septiembre, amiga! Es un POEMA con mayúsculas inmensamente bello, lo leí y releí y cada frase es un poema, una oda una glorificación a ese otoño que comienza a despertar, a salir de las faldas de fin de mes, como tú bien dices y dices bien.
¡Septiembre nostálgico, vocablos que evoca las cálidas lluvias! Las vendimias de dulces uvas, de moras que moran aún en la silva, de brazos cansados de tanta lucha. Son tus versos fantásticos compuestos con maestría, con el quehacer de las gentes del campo que recoge la su cosecha, evolución de días de cambio de estación en nuestras vidas.
Me veo envuelta en tus letras, naciendo y creciendo en el campo, pasando por todo lo que escribes.
Te copio estos versos, porque me encantan, ¡bueno! Me encanta todo de principio a fin, este fin queda chapó.
Setembro das cálidas chuvas,
dos versos soturnos, das previsíveis rimas,
das robustas e mais doces uvas,
dos braços cansados nas vindimas.
Do andar devagar, do introspectivo divagar...
Das amoras secas que ficaram por colher
como lábios de uma qualquer mulher antiga e plebeya.
Ha sido un inmenso placer pasearme por tus exquisitos versos.
Te dejo mi gratitud, mi estima y mi felicitación.
Un abrazo y se muy muy feliz.
Olá Marina!
EliminarObrigada pelo teu comentário tão completo e com tão expressiva generosidade nas apreciações que fazes.
De facto o Outono ainda se encontra adormecido, embora o saibamos presente. E mesmo que chova, e gosto da chuva, será sempre uma boa chuva sem frio.
Ah Marina, eu também sou do campo, e fui muito marcada em criança pelo ritmo das estações e das colheitas, da contemplação das paisagens e das suas gentes.
Obrigada, e felicidades!
xx
Laura, este foi um belo presente que nos deu .
ResponderEliminarNem tenho o que dizer , tendo em vista todos os precisos comentários que me antecedem nesta página.
Setembro para mim é mês de alegria .
Minha primeira filha nele veio à luz , mudando minha vida para melhor .
Adorei cada verso e a música de fundo faz todo o sentido .
Obrigada .
Beijos
Curioso como os acontecimentos podem influenciar a impressão que temos acerca de cada mês do ano! No entanto a minha filha nasceu em Dezembro e este é um mês do qual decididamente não gosto, a não ser pela geralmente falsa expectativa de que o novo ano que virá possa ser melhor que o anterior. :-)
EliminarObrigada, Marisa.
xx
Hola Laura, paso de nuevo a releer tus preciosos versos en los que veo mucha musicalidad, cada vez me gustan más; y de paso desearte lo mejor del mundo y dejarte mi gratitud por tu linda huella en mi casita de campo. Formas parte de la sal y pimienta.
ResponderEliminarUn abrazo y toda mi estima.
Se muy feliz.
Muito grata, Marina, por fazer parte do sal e da pimenta no teu espaço, mas não precisas voltar a comentar. Eu sei como tu aprecias a nossa presença por lá.
EliminarUm abraço!
xx
Oi Laura! Passando para agradecer a tua visita e amável comentário com tão belas e carinhosas palavras, deixadas quando da passagem do nosso aniversário, meu e dos meus filhos, bem como apreciar este belo e profundo poema. Sabes perfeitamente o porquê e a intensidade do meu amor por setembro. Rsrs.
ResponderEliminarBeijos,
Furtado.
Obrigada sou eu, Furtado!
EliminarQue bonito tu e os teus filhos terem nascido no mesmo dia do mesmo mês!...Claro que Setembro só pode ser um maravilhoso mês para ti, e para toda a família. :-)
xx
Quanta coisa num mês de setembro, Laura. Quantas nuances, quantos detalhes! O mês das flores dizem. Aqui, especificamente, acho que em todo Brasil, na pratica, só existem duas estações, inverno e verão. Outono e primavera, com flores e folhas secas só no calendário com fotos do estrangeiro e em ilustrações como essas. Ótimo poema, Laura. A imaginação rolou solta, como se diz por aqui. Bom retorno, poetisa.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=ESU5gVp2aZg
O mês das flores aí no Brasil, porque começa a Primavera. Olha que aqui em Portugal, as estações do ano também já se confundem!
EliminarNão conhecia a Vanusa, e a canção tem uma letra muito boa. Um belo video, com patos e papoilas, que adoro! :-)
Obrigada, Fábio. Gostei muito.
xx
Septiembre es mes de alborozo. De vendimia temprana. De equinoccio y sol templado. Es la antesala de la paz!!!!
ResponderEliminarVerdade, Pilar; um alvoroço campestre na consequente preparação dessa "ante-sala da paz" .
Eliminarxx
Bom dia querida Laura.
ResponderEliminarSeu poema é lindíssimo, a muitos anos ainda adolescente Deus me deu o privilegio de receber nos braços e criar um lindo menino, que nasces-te no més de setembro e ainda no més de setembro no ano passado, tomou para si e hoje ele vive em outra esfera, onde um dia vamos nós encontrar, por isso o seu lindo poema me deixou tão emocionada. Enfim aos designo de Deus não podemos ser contra, apesar de muitas vezes não entende-los. Um lindo més de outubro amiga, estou retornando ao virtual e vim lhe ver. Um forte abraço.
Que tristeza, Mirtes!...
EliminarCostuma dizer-se que os desígnios de Deus são insondáveis. Que bom que tens fé, algo que eu não tenho.
Fico contente por saber que estás melhor e que já tiveste alta.
xx
Obrigada Laura pelo seu simpático comentário. Tenho infelizmente um problema com a cx de comentários e ela desaparece quando tento publicar. Estou a tentar resolver isso
ResponderEliminarBj
Não há o que agradecer. Bela poesia por aí!
Eliminarxx
Bom dia Laura.
ResponderEliminarObrigada pelas visitas e seus comentários.
Beijos.
É um prazer, Débora.
Eliminarxx
Uma visão apurada (na forma e no conteúdo) de Setembro.
ResponderEliminarExcelente, minha amiga, gostei imenso.
Laura, tenha um bom, fim de semana.
Abraço.
Obrigada, Jaime.
EliminarBom fim de semana!
xx
Hola Laura. Es siempre un placer leerte. Es excelente esta despedida de Septiembre y preludio del otoño, con su luz y olores a tierra mojada, de las primera lluvias.
ResponderEliminarMuy bonita entrada.
Besos.
Obrigada, Manuel.
EliminarAgradeço muito a tua presença porque sei que és uma pessoa muito ocupada.
xx
A coisa mais simples do mundo vir aqui.
ResponderEliminarA coisa mais dificil do mundo vir aqui, por completiva.
Aquando a coisa toca a um lavar de alma e as palavras que traduzem sentimentos estao escancaradas...pouco sobeja. Apenas uma raiva doce contida, saborosa.
Soubera eu escrever estas nevoas e indo a tempo, porventura abrisse um pouco da minha alma, com mentiras de virgulas de vida, daquelas que nao nos largam...
Pincelava de cores quentes, o meu Outono de vacas carregadas por dornas no carro de madeira e que de bom grado trocava com o nauseabundo trator.
E podendo me enfiava naquele saco de serapilheira, mais roto que poido ou ao contrario, do mal o menos, sinal de pobres ouvindo e tiritando na orvalhada, o piar do mocho, o mau auguro da coruja, ate ao raiar do sol.
O Ceu descia no outono, o orvalho aparecia no pronuncio do inverno...
Ainda ontem tinha feito anos em meados de Agosto...
Havia quase passado um ano, mais um e quase sem dar conta .
Como nao dei conta do apanahar na noite de cana levantada, os morcegos, nem carrinhos de rolamentos que desciam junto a nossa casa.
Como nao dei conta dos raios cor de mel que se esbatiam no final da tarde de Setembro junto da casa da tia Ana do Brando enquanto meia duzia de pessoas catavam os piolhos e lendeas aos netos.
Ai Setembro que contigo levas paixoes e desamores...
Nunca li nada de tão certeiro; " Ai Setembro que contigo levas as paixões e os desamores".
EliminarPoderá ser verdade que Setembro nos aquiete e nos prepare , digo eu, para um certo descanso e recolhimento de corpo e alma. Descanso é claro, para quem o pode ter. Mas de facto, em Agosto corre-se, em Setembro caminha-se.
Ler os seus comentários é caminhar também um certo tipo de maravilha. Pois você sabe escrever sobre essas névoas que afirma não saber escrever, e sabe sobretudo escrever acerca da realidade, e das pequenas e também grandes realidades. Porque tantas vezes a vida é feita de pormenores, de aproximação e de distância. Do tempo em que estamos e do tempo que passou.
Agradeço-lhe muito, Xico. O seu olhar atento e um enorme talento para a escrita.
xx
UN POEMA, UNA DEDICATORIA HERMOSA!!
ResponderEliminarABRAZOS
Obrigada, ReltiH.
Eliminarxx
Setembro é também um dos meus meses de eleição.
ResponderEliminarSó quem ama este mês e tem dele muito boas recordações pode escrever assim um belo poema.
Um abraço e bom fim de semana.
Obrigada, Francisco. Bom fim de semana.
Eliminarxx
Até eu, que não sou particular apreciador do mês de Setembro, fiquei a gostar dele mais um bom bocado... :) perante uma descrição tão pormenorizada e cheia de encanto!
ResponderEliminarMUITO BOM, o poema, e linda e muito bem escolhida a canção de Ella Fitzderald.
Votos de excelente fim de semana.
Um beijo
MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA
Obrigada, Miguel. Sabia que irias gostar da Ella Fitzgerald! :-)
EliminarUm excelente fim de semana para ti e para a mãe.
xx
Boa tarde, maravilhosa homenagem ao belo mês de Setembro que já se foi.
ResponderEliminarAG
E passou bem rapidamente, António.
Eliminarxx
Laura, parece que todas as estações do ano destinam-se ao poetas, para tantos poemas.
ResponderEliminarAbraços.
Parece que sim, Pedro.
Eliminarxx
Olá, Laura, como vai? Que bom que retornou! Ler seu poema me fez automaticamente lembrar da bela música Sol de primavera:
ResponderEliminar"Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez..."
Estamos em outubro e tudo o que eu desejo é que o florescer da primavera floresça também aqui dentro.
Abraços!
Pois é, só que aqui será um sol de Outono, muito envergonhado em comparação com o sol da Primavera aí no Brasil.
EliminarObrigada, Bia.
xx
Adoro Setembro e adorei o poema sobre esse mês. Uma visão perfeita do fim do verão e começo do outono, em que se sente que tudo está a ficar despido, é o fim do ciclo natural, mas na primavera tudo volta.
ResponderEliminarGostei de ouvir esta canção neste dia chuvoso (já de Outubro).
Bjos e resto de bom domingo!
Também eu gosto muito de Setembro, Paula.
EliminarObrigada. xx
Olá amiga Laura, o poema e a música são tão lindos!! Agora chegamos no mês de outubro, e desejo que ele te traga dias maravilhosos!! Beijos aqui do Brasil
ResponderEliminarhttp://simplesmentelilly.blogspot.com.br/
Obrigada, Lilly.
EliminarDias maravilhosos também para ti.
xx
Gosto da música, que faz o meu género, mas gosto muito mais do teu poema!
ResponderEliminarBeijinho
Obrigada, Jorge.
Eliminarxx
Mais um setembro que se foi.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Sim, mais um Setembro que se foi.
Eliminarxx
aprecio a narrativa e a riqueza de detalhes e associações cara amiga!
ResponderEliminarnamastê!
Obrigada, Ricardo.
EliminarNamastê.
xx
Já de volta neste outono primaveril de muito calor em Belo Horizonte.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Aqui a noite já arrefeceu um pouco!
Eliminarxx
Linda e maravilhosa poesia...
ResponderEliminarEu poderia dizer:
Se não tivéssemos inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda.
O mesmo de setembro sempre apresenta-se com todo o glamour...
Confesso que amei seu cantinho, ja estou a te seguir desde ja... Convido-a a fazer o mesmo em uanderesuascronicas.blogspot.com
É verdade, o mundo e a vida são feitos de contrastes.
EliminarIrei visitar o teu blog, e se gostar seguirei, sim.
Obrigada.
xx
Bom dia Laura,com muita paz,amor e saúde.
ResponderEliminarBeijos.
Obrigada, Débora. O mesmo para ti.
Eliminarxx
Reli com agrado.
ResponderEliminarEsperava encontrar nova publicação, mas eu volto depois...
Laura, minha querida amiga, aproveito poara lhe desejar um bom resto de semana.
Abraço.
Jaime, eu só publico duas ou três vezes por mês, por isso não gaste o seu tempo a vir aqui sem novidades. :-)
EliminarObrigada pela atenção, e tenha um bom fim de semana, também.
xx
O relevante: um poema de estrutura descritiva que se embeleza pela poeticidade das imagens criadas, através do casamento das características do mês em causa e o labor do Homem, salpicado com o sentir vivencional do sujeito poético. Um poema muito bem conseguido, Laura, suportado por uma boa escolha musical.
ResponderEliminarBjo, amiga :)
Obrigada, Odete, por análise tão sucinta, eloquente, e tão bem balizada.
EliminarBom fim de semana!
xx
Laura passando pra desejar um ótimo final de semana beijos.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar. Um óptimo fim de semana para ti!
Eliminarxx
Perante tanta dimensão, tive de reduzir-me à insignificância da primeira dimensão...:-) E tu tens sentido de humor a valer, e um grande poder de "encaixe". Essa do faxineiro de motel é uma bela expressão!
ResponderEliminarxx
Bom dia Laura... Voltei para te desejar um ótimo final de semana e deixar-te um bj nas linhas do seu coração.... espero-te em uanderesuacronicas.
ResponderEliminarObrigada. Bom domingo.
Eliminarxx
Ella Fitzgerald é uma das cantoras de jazz que gosto muito, ainda mais cantando September Song.
ResponderEliminarUm bom feriadão, Laura.
Abraços.
Também gosto muito da E. Fitzgerald, pela voz melodiosa e com tantas nuances.
EliminarObrigada, Pedro
xx
Um ótimo fim de semana Laura.
ResponderEliminarBeijos.
Obrigada, Débora. Um bom domingo para ti.
Eliminarxx
Adorei a expressão! Deve ter a ver com o tipo de cara que tudo tem que limpar, tudo tem que ouvir...e tem de levar a coisa com sentido de humor...porque senão não aguentaria.
ResponderEliminarxx
“Um dia soltarei as borboletas que trago na barriga e no ar lançarei as vagas.
ResponderEliminarContigo ficarei para sempre comigo a sós, e irei sempre com uma moldura na voz rodear-te de atenção e loucura. Em ti porei para sempre, como no presente, a minha ternura. Nus, teus braços barcos cordas, esperarei em cada vale o deslizar de todas as neves e se suspendam de ti as folhas, alegrias breves. A mar-te-ei como às flores, para sempre todas as tuas cores. Ficarei liberta e louca nas casas da tua boca e amar-te-ei sempre nas asas duma gaivota com olhos brancos de espuma... Flutuante, bela e capaz de romper uma a uma cada nuvem que aparecer.
Amar-te-ei sempre.”
Laura, minha querida, não encontrando uma nova postagem fui passear pelas páginas antigas, encantando-me cada vez mais com a tua sublime forma de poetizar a vida.
Deparei-me com o teu poema PROMESSA, lá pelos idos de Outubro/12, e tomei a liberdade de textualizá-lo, mesmo sem te pedir permissão, movida que fui por um sentimento de propriedade como se o tivesse escrito numa outra esfera de vida, de tanto que com ele me identifiquei.
Perdoe a ousadia, mas leve em conta da admiração que tenho por ti e por tudo aquilo que escreves.
Que estejas a navegar nas asas dos sonhos possíveis, mas se os impossíveis também se mesclarem no teu sonhar leve-os para além das estrelas, para que ninguém ouse roubar esse tesouro que tua alma deixa florescer.
Meu carinho num beijo,
Helena
Esse poema foi escrito há tanto tempo!
EliminarAs promessas escritas terão algum valor, mas esta promessa não foi de facto aceite e validada. :-) De uma forma ou de outra, aceite ou não, acho que o poema saiu bem. Gosto de saber que algo que eu escreva possa levar alguém a identificar-se, e foi muito bom rever esses versos agora aqui. Palavras são palavras, mas quem um dia as escreveu senti-las-á sempre, embora as ache agora absolutamente ridículas.
Só navego os sonhos impossíveis, porque os possíveis estão ao alcance da mão. Sei que os impossíveis não os alcançarei, mas alcanço-os através da poesia. Poderá ser pouco, mas não sou exigente.:-)
Obrigada, querida Helena, o teu carinho faz-me tão bem!
xx
Em Setembro se transita,
ResponderEliminarNoutros meses outrossim.
Mudanças, sim ou não,
Às vezes início, outros fim.
Um beijinho, Laura :)
Transita-se sempre, independentemente das estações.
Eliminarxx
Boa tarde, Laura.
ResponderEliminarUm poema escrito maravilhosamente bem!
Passeias pelo mês, falas de suas particularidades, colocas arte e música de uma forma magistral.
A poesia prende e isso é o que importa!
Parabéns.
Tenha uma semana de paz.
Beijos na alma.
http://divasdapoesianaturalmente.blogspot.com.br/2015/10/o-habitante-by-patricia-pinna-zilda.html
http://redescobrindoaalma.blogspot.com.br/2015/10/dialogo-com-chronos.html
Obrigada, Patrícia.
Eliminarboa semana.
xx
Querida Laura, vim rever o seu belo "Setembro" e deixei aqui um beijo!!!!
ResponderEliminarObrigada, Shirley. Recebi esse beijo.
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Passando para deixar meu carinho
ResponderEliminardesejar uma semana repleta de muita alegria e paz
Que Deus abençoe vc ricamente todos momentos de
sua vida....Adoro ter a sua amizade e elogiar seus posts
felicidades nesse dia das crianças
Abraços com carinho!
└──●► *Rita!!
Obrigada, Rita.
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Passando para deixar meu carinho,e agradecer o lindo comentário.
ResponderEliminarObrigada Laura.
Beijos.
Não tens o que agradecer, Débora.
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Boa noite Laura.
ResponderEliminarVim lhe desejar uma linda semana. Beijos.
Descansa, Mirtes, por favor. Cuida da tua saúde.
EliminarUma melhor semana para ti.
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Hola paso de visita por tu blog me encanta todo y lo que escribes es muy bonito y tierno. saludos
ResponderEliminarObrigada.
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Oi Laura,obrigada pela visita e comentário.
ResponderEliminarBjs e uma ótima semana.
Carmen Lúcia.
Uma óptima semana, Carmen Lúcia.
Eliminarxx
Tens andado desaparecida, mas é só para te dizer que todos os dias venho aqui na esperança de encontrar um novo post. è que ando num dilema dos diabos, não sei se me apaixonei por ti ou pela tua escrita!
ResponderEliminarGosto muito de ti!
Beijinho
Aaaah, pela escrita, certamente.
EliminarBrincar é bom.
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