Foto de Nancy Wilde
Junto à velha macieira desabrocha o dia.
Gotas caem dos galhos quebradiços,
penetram na terra, sementes de magia
a germinar feitiços.
No dorso do tronco alonga-se um caracol
na seiva viscosa dos minutos.
Afloro ao caminho
de alma lavada pelos ventos molhados
que abalaram na palidez
dos dias inacabados.
Abraço a promessa do dia claro
e comprido que entrará completo
pela noite abrindo janelas para as estrelas
que tornam as noites abertas e azuis
sempre que as luas se enchem
de marés de prata.
Descubro tudo o que julguei perdido
nos gestos instintivos dos animais
e nas sombras quietas.
As horas passeiam devagar para que eu as veja
nas coisas simples e naturais
nos perfumes e nos brilhos
do que resta da água.
Nos mistérios adormecidos aos pés da macieira
onde a vida será, mesmo que o tempo passe,
a mesma antiga sagração, o mesmo enlace
de comunhão entre os homens e os deuses
na celebração do mundo.
Acrescento-me à paisagem.
Da ilha que sou parte um navio
onde o tempo veloz se esconde
levando o meu ser em viagem
nem sei para onde.
Reaprendo a música das folhas,
o rumor dos insectos.
Dispo-me de teorias, de escolhas
e projectos
na luz que desce sobre as pedras
quando a regência do sol
ergue colunas em clareiras
e reflexos na limpidez da cal.
O caracol desaparece
atrás de uma maçã.
E nesta verde manhã
tudo é o que parece.

Laura seu poema é lindíssimo,só que lhe direi uma verdade,tenho horror aos Caracóis,mas vendo o vídeo,acabei achando que são bem fofinhos e graciosos.
ResponderEliminarBjs amiga e obrigada sempre pelas visitas e comentários no blog e no face.
Carmen Lúcia.
Acho que não existe alguém que não sinta aversão a uma determinada espécie de animal; eu detesto ratazanas. :-)
EliminarObrigada, Carmen Lúcia.
xx
Poema telúrico a cheirar aos perfumes do campo tão intensos nas imagens sensitivas e puras e líricas que a natureza ainda guarda nos seus recantos menos fustigados pela intervenção humana. Gostei muito, Laura Santos. Obrigado pela partilha.
ResponderEliminarOs meus cumprimentos poéticos. L.L.
Às vezes basta um pedaço de terra para que sintamos o fervilhar da Natureza.
EliminarGrata sou eu, Luís.
xx
Oi Laura \o/
ResponderEliminarQuem permite acrescentar-se à paisagem,
consegue descobrir e apreciar até
os mistérios escondidos numa macieira...
Muito gracioso esse poema do caracol!
Gostei também do vídeo.
Beijos :)
Todos nós somos parte de uma paisagem, seja ela qual for, e se não somos temos de "acrescentar-nos". Eu acrescento-me ao campo. :-)
EliminarObrigada, Clau.
xx
Fantástico este poema! A foto é maravilhosa. Parabéns pela conjugação, perfeita.
ResponderEliminarBeijo de boa noite
Coisas de Uma Vida 172
Obrigada, Cidália.
Eliminarxx
Queria uma única frase para resumir este poema grandioso, Laura, mas não a encontrei.
ResponderEliminarE não a encontrei porque há no poema uma pulsação que consagra cada escolha semântica, cuidadosa, para que nada do que se observa e nela se integra não se perca, por isso as breves formas arfam delicadas neste mundo animal, vegetal, na nudez da natureza que nos convida a cantar nas clareiras do poema em uníssono com a voz do sujeito.
Agradeço os seus votos de boa Páscoa.
Não os retribui porque já tinha me ausentado de casa com a família para um merecido descanso.
Aproveito para deixar-lhe um abraço afetuoso juntamente om minha amizade.
A Natureza convida-nos a fazer parte dela, a aceitar os seus mistérios e os seus caprichos, a sua beleza. Cada vez sinto mais "a cidade" como um ambiente desconexo e frio. Felizmente a minha cidade é pequena e rodeada de campo e mar.
EliminarObrigada, Zé.
xx
Oi Laura,
EliminarO teu olhar no Meditando alcançou em cheio as minhas preocupações.
De fato, o Brasil está perto de um quase inevitável estado de sítio.
É imponderável o que pode acontecer com o impedimento da Dilma.
É impensável a militância nas ruas depois do impedimento. Sobretudo, com o incitamento que tem partido das hostes palacianas. Talvez não possamos cantar tão cedo "Moro, no país tropical".
Note que estou usando o substantivo próprio Moro (de Sérgio) e não o presente do indicativo do verbo morar.
É dramática a situação do país e muitos não sabem ou não percebem.
O que há de insensatez de parte a parte já beira à insanidade ou à irresponsabilidade.
Como disse um humorista, estão todos impedidos: vamos entregar o comando do país ao Presidente Associação dos Psiquiatras do Brasil. A loucura é geral. O alienista perderia longe para atual realidade brasileira.
Abraços, Laura!
O alienista é um conto surpreendente de Machado de Assis.
EliminarConcordo com o que dizes. Embora não esteja tão a par da situação como tu estás, tenho tentado acompanhar, e a impressão que dá é a de uma situação quase "esquizofrénica". Se por um lado são inconcebíveis e revoltantes os indícios de corrupção por parte do PT, e pelos vistos, também do Lula, Dilma não está até agora indiciada de qualquer acto ilícito, por isso a exigência de impedimento soa-me a golpe palaciano, até porque a contestação a Dilma surgiu praticamente depois das eleições, e não apenas agora. Colocar eleições democráticas em causa pode custar muito caro, até porque não serão apenas os elementos do PT os únicos corruptos.
EliminarQuanto ao papel do S. Moro, embora a opinião pública goste da saber das escutas, do ponto de vista constitucional a sua actuação foi condenável, e claro que não se trata de um erro de principiante; é um erro deliberado, com conotações políticas, já que é ao Supremo que compete avaliar supostos actos ilícitos de quem goza de imunidade.
Realmente um "bico de obra", uma instabilidade que não se sabe onde poderá desembocar. Triste e preocupante.
Uma obra fantástica, "O Alienista" de Machado de Assis! Curiosamente, um conto que também inclui barbeiros...:-) Na situação actual deveriam ir muitos para a Casa Verde!
xx
As tuas observações, Laura, são todas pertinentes. De quem acompanha a situação do lado de cá. São todos uns golpistas. Não há santo nesse meio.
EliminarDe fato, não há indicação de atos ilícitos por parte da Dilma, embora a cegueira, a mudez e a surdez dela tenham sido motivo de preocupação por parte de acompanha de perto essa história.
Quer saber a verdade, não ponho a mão no fogo...
A crise é mais mais profunda. De todo modo, não sou favorável ao impedimento da Dilma, os substitutos dela na escala sucessória são corruptos, verdadeiras raposas.
O mais indicado seria que O TSE - Tribunal Superior Eleitoral, julgasse os pedidos de nulidade da eleição
por caixa 2 e se convocasse novas eleições.
Tal medida só poderia ser para ontem, pois em breve finda o prazo estipulado por lei para eleições por fraude eleitoral com recursos provenientes do propinoduto da Petrobras.
É muita história, Laurinha! Talvez ninguém se salve...
Um bom final de semana para ti, Menina!
Escapou-me essa questão importante sobre a possibilidade de fraude eleitoral!!...Nesse caso, as eleições já deveriam ter sido impugnadas há muito tempo.
EliminarMuito triste que não se possa pôr a mão no fogo por ninguém.
Obrigada pelos esclarecimentos, e pelo desejo de bom fim de semana.
xx
Belíssimo poema.
ResponderEliminarEstive agora 9 dias em Lagos, a minha segunda cidade, e intitulada a cidade da poesia. Andei procurando nas montras algum poema seu mas não encontrei. Tive a felicidade de me encontrar com o amigo Vieira Calado, com quem tomei um café e troquei animada conversa.
Também não vi nenhum poema seu no livro " 5 poetas de Lagos" que o amigo Calado me ofereceu. Fiquei com pena. Gosto tanto dos seus poemas.
Um abraço
Espero que tenha passado uns belos dias aqui.
EliminarEu não faço parte do circuito "intelectual" de Lagos, e não sou poeta, mas apenas uma amante da poesia. Quanto ao livro "5 poetas de Lagos", ninguém me convidou para fazer parte. Não tenha pena, porque eu não tenho. :-)
Obrigada, Elvira.
xx
Por detras e com som inocuo, o progragama nacional de reformas.
ResponderEliminarPara o norte, as minhas origens, uma nojeira os caracois, chamados de lesmas.
Para o sul, minha linda Juromenha...nem falo.
Por mim, o caracol sem sofismo, tem alma e personalilade, sem ter de os expor ao sol...Belo texto, minha amiga!
Sintético mas denso o seu comentário. Jerumenha parece não resolver-se...:-(
EliminarObrigada, Xico.
xx
Assim devo comentar,
ResponderEliminaro poema do caracol
dentro da casota se agachar
para se proteger do sol!
Pela maceira trepando,
antes de ser capturado
estou aqui imaginando
esse caracol descuidado.
Se esse caracol me ouvisse,
um conselho eu lhe dava
antes que o homem aí o visse
se pusesse em debandada.
No tronco dessa macieira,
a sua vida não será longa
nessa viagem aventureira
só até passar por aí a ronda.
Sem tão pouco poder fugir,
caracol do mundo sem sorte
para quem o comer fazer sorrir
sem poder fugir da morte!
Um caracol dançarino,
nunca tinha visto não
nem tão pouco fugindo
só mesmo na imaginação!
Poema bem escrito. Parabéns Laura Santos. Não invento, para quem não sabe, digo! Lá no campo encostados ao cajado. Os alentejanos esperam que os caracóis subam pelo cajado para os apanharem sem grande trabalheira!
Boa noite amiga Laura, um abraço,
Eduardo.
Pois é, os caracóis parecem estar condenados a ser capturados para o tacho, ou a ser pisados sem querer.
EliminarObrigada pelos seus versos, amigo Eduardo, e gostei dessa dos alentejanos à espera que os caracóis subam pelo cajado acima! :-) Nós, alentejanos, sabemos rir de nós próprios.
xx
Decerto vais desculpar-me, mas se os caracóis acabassem, não lhe ia sentir a falta!
ResponderEliminarMas sublinho "No dorso do tronco alonga-se um caracol na seiva viscosa dos minutos."
Seiva é vida!
E, apesar da aragem fria, capaz de enregelar os ossos, os caracóis estão aí indiferentes às agruras meteorológicas!
Um belo vídeo para este início de Primavera.
Boa noite Laura.
Não seriam apenas os caracóis, também outros animais poderiam (e têm desaparecido), sem que sentíssemos falta deles, mas a Natureza sentiria. Todos os animais são importantes, e não podemos vê-los como mera utilidade para nós.
EliminarSim, seiva é vida. Muito frio, mas os caracóis não se importam. :-)
Obrigada, Paula.
xx
Boa noite Laura.
ResponderEliminarAcho as conchas dos caracóis marinhos uma verdadeiras obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso, possui um veneno poderosíssimo. Por outro lado os caracóis possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina, isolaram a molécula do veneno desse caracol e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida). Umas das grandes vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O ruim é que por injeção intratecal (injeção no espaço que rodeia a espinal medula e o cérebro). Desculpa-me o longo comentário, mas eu tenho um carinho especial por caracóis, nem preciso dizer o porque. Para muitos é uma opção de alivio. Uma linda poesia. O vídeo mostrando uma beleza natural a natureza. Felizes dias amiga. Enorme abraço.
Aqui em Portugal não existem, que eu saiba, caracóis venenosos. Se o fossem, eu já estaria morta há muito tempo!
EliminarExiste um problema no Brasil com uma determinada espécie. Quanto a essa sintetização do veneno como analgésico, é incrível que possa ser , segundo li, 100 vezes mais potente do que a morfina! Tudo acaba por ter o seu lado positivo. :-)
Obrigada, Mirtes.
xx
Muitas vezes, abraço um tronco de árvore e ponho-me a pensar na infinidade de seres vivos que o habitam... Então, meu coração se comove ao pensar naqueles infinitamente pequenos que nem posso enxergar. Sinto a presença da Mente de Deus e a sensibilidade poética de alguém que sabe ver.
ResponderEliminarLindo, Laura.
Beijo, querida amiga!
Pensar como um tronco de árvore pode ter em si uma vida tão intensa, não é mesmo?...
EliminarObrigada, querida.
xx
Oi Laura! Passando para agradecer a tua visita e amável comentário, assim como me deliciar com a leitura deste teu belo poema, especialmente o trecho abaixo:
ResponderEliminarAbraço a promessa do dia claro
e comprido que entrará completo
abrindo janelas para as estrelas
que tornam as noites abertas e azuis
sempre que as luas se enchem
de marés de prata.
Acredito que o Caracol, embora dotado de uma pequena dose de veneno, deva ter alguma utilidade, até porque, é cria do nosso mesmo criador.
Abraços,
Furtado.
Obrigada, Furtado. Mas nem todas as espécies são venenosas, aliás, a maior parte não o são.
Eliminarxx
Um bonito poema que nos leva para o universo bucólico.
ResponderEliminarBjs
Obrigada, Elisabete.
Eliminarxx
Pensei em "Águas de Março" com Elis e Tom Jobim, mas como sou pateta, decidi escolher uma brincadeira; um caracol bem activo e feliz. Usain Bolt, mesmo! :-)
ResponderEliminarNão me parece que a música seja o Pennsylvania 65000, mas sim o tema In the Mood.
Obrigada, Marcos.
xx
Belo poema, com os aromas do campo. Amei.
ResponderEliminarBeijinho Laura :))
Obrigada, Cristina.
Eliminarxx
Observar a natureza é das coisas boas da vida (adoro fazer isso...).
ResponderEliminarE o teu poema, que é excelente, transporta-nos para esses cenários, onde a natureza se move, porque é viva.
Gostei imenso, pois claro.
Um bom fim de semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Existe em mim uma memória de terra, de animais, de colheitas, de paz campestre.
EliminarObrigada, Jaime. Bom fim de semana.
xx
Entre o breve instante em que o caracol se lhe apresenta ao olhar e se esconde atrás de uma maçã, você vez uma viagem belíssima, de sensibilidade, de integração à natureza, captando minúcias encantadas de uma vida da qual depende a nossa. Sua viagem poética passa por detalhes ricos, pousados no simples que muitos mistérios contêm. E por eles passeou, permitindo que seus ouvidos se entregassem a outros sons, outras músicas, até voltar ao humano mundo, onde tudo parece
ResponderEliminarigual. O vídeo é fofo, mas seu poema é belíssimo, Laura. Bjs.
O caracol é apenas um pretexto para falar de uma certa hibernação que pode acontecer com as pessoas e com os animais com os dias curtos e escuros, algo que se modifica com os dias claros e longos onde se acaba por ter mais tempo para ver a vida passar, e nós passando com ela integrando o ritmo da Natureza. Com silêncios e sons que nos acalmam e libertam.
EliminarO video é uma brincadeira. :-)
Obrigada, Marilene.
xx
Hoje já passei por aqui, um bocadinho fora de horas, pelo que virei amanhã, com mais tempo e disponibilidade, para apreciar mais um dos seus posts formidáveis, com toda a atenção, que me merece, Laura...
ResponderEliminarBeijinhos! Até amanha!
Ana
Simpatia tua, Ana...:-)
Eliminarxx
Lindo e belo poema minha amiga e gostei bastante de ver este video.
ResponderEliminarUm abraço e bom fim de semana.
Obrigada, Francisco. Bom fim de semana.
Eliminarxx
Que magnifico poema...e o vídeo está brutal!
ResponderEliminarBeijinho, Laura!
"Brutal" é um adjectivo estupendo! :-)
EliminarObrigada, Jorge.
xx
Foi preciso passar por aqui, para pela 1ª vez ver um caracol hiperativo!
ResponderEliminarExiste ali algo mais do que um caracol hiper-activo...:-)
Eliminarxx
Primeiro, destacar a foto linda,
ResponderEliminara arte da Nancy Wilde que adorei
conhecer...
Laura, adorei este teu Poema grandioso,
um caminho sublime e único, a Poesia não
poderia se revelar mais bela do que esta
tua inspiração e excelência, trilharam
neste sentir, que transcende num voo
tão avassalador do significado do
infinto do Agora!...
Um olhar de um Grande Poeta engrandece
ao mundo a sua própria beleza, que
caminha numa "verde manhã" na dança
de um caracol "na seiva viscosa
dos minutos"!...
O vídeo é um mimo!!...rss
Beijo.
Não adianta dizermos que somos pequenos diante da Natureza se dela não tentarmos apreender a grandeza, e só poderemos tentar apreender essa grandeza se adoptarmos o seu ritmo. Nela nos sentimos um quase nada em relação ao infinito, um "algo" entre um nada e o tudo. O poeta tenta catar essa ligação invisível, ao mesmo tempo trancendência e imanência. Além disso, a Natureza não pensa e não nos incomoda com ideias tontas. Por isso nos liberta.
EliminarObrigada, Suzete.
xx
¡Hola Laura!!!
ResponderEliminarTus poesías siempre me invitan a una reflexión. Son exquisitas propias de una gran poeta como tú
Ésta en particular, me da para meditar; y profundizar en esto de indagar o no, en las sombras de pasado y también del presente. Iremos despacio como el caracol y prestando atención al camino a seguir una mañana cualquiera verde, o otoñal, no importa, pero que nos enseñe su calma su armonía su frescura su confianza en este mundo un tanto sin sentido.
Ha sido y es siempre un inmenso placer pasar por ésta tu casa y leer tus lindas poesías.
Te dejo un abrazo grande, mi inmensa gratitud y estima.
Se muy muy feliz.
deveríamos também, todos nós, ser pacientes como a Natureza e abrandar o nosso estilo de vida. Viver sem pressas inconsequentes e não desperdiçar a aliança que ela nos propõe. Ela fala, mas raramente queremos ouvir a sua voz.
EliminarBem sei que os que amam a Natureza são geralmente acusados de pueris e "romanescos", mas que seja... :-)
Obrigada, Marina, és muito generosa.
xx
Laura querida,
ResponderEliminarA partir da visão da macieira e do caracol foi desenhado um poema de interação completa com a natureza. Quanta sensibilidade!
"Descubro tudo o que julguei perdido nos gestos instintivos dos animais e nas sombras quietas". Difícil não se perder em reflexão diante da contemplação da natureza e de seus mistérios. Em cada detalhe, um exemplo... uma lição.
A contemplação da natureza opera milagres naquele que é capaz de desligar-se de tudo ao conectar-se integralmente com ela, a ponto de ouvir-lhe os sons, ruídos e melodias. Pena que o despertar deste enlevo traz novamente a luz de uma realidade desprovida de tal magia.
Lindíssimo!
Uma graça de vídeo.
Ótimos dias.
Beijo.
Uma inter-acção que busco porque a Natureza é pródiga ao dar-me tranquilidade. Porque nela nada há de supérfluo ou inútil, ao contrário de tanto que nos rodeia no dia a dia, e a nossa própria natureza (modo de ser) selvagem é primordialmente espiritual, porque de re-ligação ao mundo.
EliminarÉ como dizes, contemplar a Natureza opera "milagres" em que consiga desligar-se. Depois do "enlevo" desces-se à realidade do lixo das cidades.
Obrigada, querida Vera Lúcia.
xx
O caracol funciona como o Koan zen ao propiciar todas as imagens/reflexões que se seguem nos seus belos versos!
ResponderEliminarUm pouco assim, Jussara...;-)
EliminarObrigada.
xx
Expressiva e criativa escrita. Poesia de versos mágicos e com muitos detalhes.
ResponderEliminarObrigada, Francis.
Eliminarxx
UN TEMA INTERESANTE, INTELIGENTE Y REFLEXIVO.
ResponderEliminarABRAZOS
Obrigada, ReltiH.
Eliminarxx
Um belíssimo poema... sobre este sábio bichinho... que descobriu há muito... que não devemos dar pressa ao tempo... mas desfrutá-lo... e aprecia-lo ao máximo... ao contrário de nós... que nem damos pelo tempo passar... embora tudo façamos, para o agarrar...
ResponderEliminarUm poema evocativo da Natureza... e da sua própria natureza... serena... sábia... com o seu tempo próprio... que não se rege por relógios... mas por ritmos ancestrais... primordiais... com uma precisão imbatível... em que o tempo... realmente passa à velocidade do seu próprio tempo...
Um post deveras encantador, Laura!...
Beijinhos! Bom domingo!
Ana
Não precisa de relógios, abstem-se de contar o tempo, e no entanto não tem horas mortas nem vazios, e é sempre jovem por mais antiga que seja, nunca perdendo a constância e o "discernimento".
EliminarNada nela é obsoleto ou está fora de prazo, embora às vezes nos pareça, porque nela reside a raiz da eternidade. O seu próprio tempo é um tempo sem tempo.
Obrigada, Ana.
xx
:-)
ResponderEliminarOlá Laura!
ResponderEliminarBelo, este seu poema. Me cheirou a natureza, e me deu a impressão de magia. Uma magia feita com letras, frases e idéias.
Gostei bastante!
Obrigada, André.
Eliminarxx
OI LAURA!
ResponderEliminarA NATUREZA É MÁGICA MESMO E QUANDO NOS DISPUSEMOS A OUVI-LA ELA ASSOPRA EM NOSSOS OUVIDOS VERDADEIRAS MARAVILHAS. TU, COMO SEMPRE AMIGA, A OUVES E COM TUA SENSIBILIDADE POÉTICA RETRATAS EM PALAVRAS E VERSOS O QUE ELA DE FORMA EXUBERANTE TE INSPIROU.
ABRÇA
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Eu observo e ouço a Natureza, e são poucos os meus poemas que para ela não remetem de forma imagética.
EliminarObrigada, Zilani.
xx
Laura,
ResponderEliminarDepois de ter lido este seu poema, com o vagar e com a atenção devida, melhor será dizer que se trata de um excelente poema, por todos os ângulos pelos quais se pode vê-lo. Parabéns.
Uma boa semana.
Abraços
Obrigada, Pedro.
Eliminarxx
Boa tarde, "Com bom sol se estenderá o caracol." Lindo poema escrito devagar sem se preocupar com o tempo.
ResponderEliminarAG
Um ditado popular nem por isso muito certo, porque o caracol alonga-se muito mais com a chuva do que com o sol, precisamente para não se afogar. :-)
EliminarObrigada, António.
xx
Laura boa tarde, em primeiro lugar quero desculpar pela demora em vir aqui, fiquei 5 dias sem internet, agora estou de volta. Laura que imagem linda a natureza é perfeita e sábia, quem consegue desvendar os mistério da macieira, mais um lindo o poema, Laura bjs.
ResponderEliminarPor favor, vens quando quiseres, quando tiveres tempo, quando te apetecer. E nem é obrigatório comentar!...:-)
EliminarObrigada, Lucimar.
xx
Laura,
ResponderEliminarbem que gostaria ainda de colocar duas ou três achas para manter a fogueira acesa. Faz tempo que a nossa República está carcomida. Meteram a mão, sem cerimônia, ou indiscriminadamente como se fosse res publica. Mas não vou fazê-lo.
É sempre bom ter o seu olhar sobre o meu texto. Uma leitura além da minha expectativa, apreendendo o essencial. E cada vez que passo por aqui aproveito para reler o seu belo poema e o diálogo que você mantém com os seus comentadores.
Abraço, Laura!
O governo de uma República deveria pressupor o bom governo da coisa pública (res publica), na realização da vontade das populações através do voto, mas o que acontece?...São eleitos, sim, defraudando o voto de confiança que lhes é concedido, usurpando os bens de todos e criando clientelas e subserviências sem fim. E parece que no Brasil, até o próprio processo eleitoral é posto em causa...Fazer o quê?...Fugir para a serra!...:-)
EliminarGostei muito do poema, mas mas não sabia muito bem como comentá-lo. Mas reparei que outros/as tiveram também essa dificuldade. ;-)
xx
belo poema... muito talento numa só pessoa. e já me tinha esquecido dessa foto ahah!
ResponderEliminarÉs suspeita, minha linda...:-)
EliminarTens uma série de fotos com caracóis, da qual esta foto faz parte, mas não encontrei as outras. Queria tê-las postado todas! ;-)
xx
Que maravilla, como la Naturaleza sirve de fuente de inspiración, para tantos poetas.
ResponderEliminarExcelente poema. Enhorabuena.
Un beso, Laura.
Obrigada, Manuel. Os poetas, ou pretensos poetas falam todos da mesma coisa de formas diferentes.
Eliminarxx
Querida Laura, quanta delicadeza e quanta inspiração você teve com esse seu poema natureza! Amo tudo que vem da terra, do mato, da água e do ar, e te lendo me vi entrando no que de mais belo, sublime e leve a natureza pode nos mostrar...amei até o lindo caracol que se escondeu atras da mais bela fruta.
ResponderEliminarO vídeo é muito sutil parecendo brincadeira de criança, só que não.
Parabéns por mais um lindo e delicado poetar!
Te abraço com carinho!
Marilene
Que bela surpresa, Marilene!
EliminarEu apenas partilho o link no facebook para me divertir; é que alguns "gostam" sem abrir para ler. Gostam até do que não lêem. :-))
A Natureza é do que mais belo e puro temos em contraposição com uma sociedade em que o homem que tenta dominar a Natureza deveria era tentar dominar-se a si próprio.
Obrigada, Marilene.
xx
so lovely observation of nature ,it reminded me my childhood when often while playing in garden snail got on my arm i can still feel the strange sensation that i experienced then ,
ResponderEliminarhave a lovely day dear
Thank you.
Eliminarxx
Boa noite querida Laura.
ResponderEliminarPassando para lhe desejar uma feliz quinta- feira e final de semana. Que sejam dias felizes. Grande abraço.
Obrigada, Mirtes. Foi um fim de semana bem ocupado.
Eliminarxx
A poesia é uma ponte... e o poeta (afortunado) insiste em viver na ilha... já o radiante (azarado) caracol... nem teve tempo de por os pauzinhos ao sol.
ResponderEliminarBem dizia o Lavoisier "... tudo se transforma" e acrescento eu: "o que não mata... engorda".
Desculpe esta minha irreverência, o poema é lindo, detesto é caracóis (principalmente no quintal), se fossem burriés...
:)
Não sei se o poeta será afortunado, e quanto viver na "ilha", acho que talvez seja mais uma península, embora muitos poetas se sintam "ilhéus".
EliminarConcordo que os burriés estejam em consideração e reputação, uns furos acima em relação aos caracóis, por isso mesmo os caracóis precisam de quem os defenda dessa má reputação. ;-)
Obrigada, Rui.
xx
Gostei de reler o teu excelente poema.
ResponderEliminarBom fim de semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Já comentei o teu excelente poema.
EliminarObrigada, Jaime, mas não precisas voltar a comentar!...
xx
Tudo virá poesia, tudo é poesia, nada é mais importante que outra, tudo, indistintamente, cooperara para harmonia e dinâmica do grande todo. Desde a maior estrela a mais singela flor, ao tímido inseto atrás da pedra no quintal n canto assombreado e úmido, aos rios, cascatas, tudo que tenha animo. O ventilador agora aqui no quarto, meus pés confortavelmente descalçados no chão, em contato com a fria cerâmica que lhe proporciona táctil sensação. A exatamente 16:58, rs. Essa tarde agradável que se esvai, quase noite, a paz, meu estar no mundo interferindo, interagindo, sendo, a emoção no peito sem jeito, uma ansiedade de não sei porque... Esse poema sobre o caracol lembrou-me um poeta daqui, já falecido, Manoel de Barros, que gostava de falar dessas coisas "desimportantes". Abraços, Laura.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=vcfNNoSzbj8&nohtml5=False
Precisamente às 16.58, de uma tarde agradável, mas com necessidade de refrescar os pés, o que significa que ainda está bastante calor aí no Recife. :-)
EliminarÉ verdade, Manoel de Barros dava muita importância às coisas geralmente consideradas "desimportantes", como o video bem demonstra, e gosto muito do A. Abujamra a dizer poesia.
Obrigada, Fábio. Belo comentário.
xx
Olá, Laura.
ResponderEliminarDesta vez, começo pelo vídeo que escolheste: verdadeiramente supimpa. E surpreendeu-me porque começa paradão... e eu à procura do caracol, a pensar que estaria escondido. Eis que o dito surge, e muito bem! bem por baixo da folha e cheio de genica - cá entre nós, genica a mais para um caracol =)
Com o teu poema, também eu "acrescentei-me à paisagem" e, entranhei-me em cada centímetro dela, amando esse valorizar das insignificâncias da vida.
tem um bom fim-de-semana,
bj amg
Encontrei o video por acaso e gostei de um certo sentido de humor, exactamente pela incrível genica do caracol. Além disso é bem curto, o que não dá tempo para aborrecer.
EliminarCada vez acho mais significantes as insignificâncias da vida. Deve ser da idade...:-)
Obrigada, Carmem.
xx
Da observação, passando pela contemplação e pela união, o caracol assume uma centralidade no sujeito poético que se revela na última estrofe: "E nesta verde manhã/tudo é o que parece.". O poema foi traçado neste crescendo (contemplação da natureza e sua beleza natural, sem artifícios, a descoberta desta simplicidade num mover vagaroso (como o caracol), contrário à pressa dos homens e a identificação do sujeito poético com este modo de estar, natural, como o são os ciclos da natureza. Esta não faz promessas em vão. Cumpre-se! É nesta sintonia, nesta harmonia que se encontra a nudez do encantamento e o sorriso da/para a vida.
ResponderEliminarUm poema inteligentemente desenvolvido e de que gostei imenso.
(O vídeo adequa-se perfeitamente à mensagem do poema.)
Bjo, amiga :)
É bom quando fica a impressão de que o poema foi originalmente construído assim, mas de facto comecei por escrever primeiro a última estrofe e só depois desenvolvi a ideia de uma contemplação mais aprofundada a partir dessa simplicidade nua e despretensiosa da Natureza enquanto grandioso cenário vivo que nos deveria servir de exemplo quanto ao cumprimento dos nossos próprios passos, nos tempos certos. Embora a Natureza já ande também com os seus ciclos um pouco alterados...O poeta Casimiro de Brito diz que "parece haver na Natureza uma vocação masoquista", ao ter consentido que o vírus humano a invadisse, embora a essa invasão tenha conseguido sobreviver.
EliminarObrigada, Odete.
xx
Amiga, Laura: de facto o que importa é o resultado final. Nem sempre se escreve com a ordem como ele é apresentado ao leitor. O processo de criação não é linear... Bjinho :)
EliminarAh claro, tens toda a razão, e às vezes bem damos voltas aos versos! :-)
EliminarObrigada, amiga Odete.
xx
Oi Laura, vim lhe visitar e agradecer o comentário no blog da Leninha. Li a sua poesia, mas confesso que ñ sei comentar, pois a poesia não é muito a minha praia, mas posso dizer que me sensibilizei com os versos delicados e a criatividade do tema em torno de um caracol. O vídeo é uma gracinha, mas levei um susto quando se fez o som, rss, pois não esperava. Muito interessante mesmo. Desculpa ñ comentar à altura do seu senso poético, mas prefiro ñ me aventurar num comentário maior e acabar falando bobagens.
ResponderEliminarQuanto às recomendações da Leninha lá no blog caso eu fosse postar se referem mais aos "exageros" como costuma dizer quando falo sobre ela. Por ser uma pessoa muito discreta ñ gosta muito de falar sobre as qualidades q lhe são inerentes e ainda briga com a gente quando as ressaltamos, rss. Frase dela: pode postar, Aninha, mas abstenha-se de falar sobre mim, ok? Mas como eu ñ sou muito de obedecer, acabei falando, apesar de saber q ela fica constrangida com este tipo de coisas. Enfim, acho q quando a gente gosta muito e admira uma pessoa acaba falando mesmo "pelos cotovelos" rss.
Desejo a vc tudo de bom nesta vida, Laura.
Um beijo no seu coração,
Aninha
Aaahh Aninha, os teus comentários são tão divertidos! Se não sabes comentar poesia, comentaste muito bem. Um simples caracol é apenas o pretexto para abordar o tempo, o silêncio, o instante e a vida, e nesse sentido poderia ter escolhido uma joaninha (o meu insecto preferido), ou outro animal qualquer.
EliminarCalculei que tivessem sido essas as recomendações da Leninha, e fazes muito bem em quebrá-las, pois ela merece todos esses elogios e mais alguns. Porque devemos sempre valorizar as pessoas que merecem, e há desobediências que só ficam bem. :-)
Obrigada pela visita, Aninha.
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Votos de Feliz fim de semana.
ResponderEliminarAG
Obrigada, António.
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Laura passando pra desejar um ótimo final de semana, bjs.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar.
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Bom dia Laura.
ResponderEliminarPassando para lhe desejar um feliz domingo e para avisar que deixei um premio dardos para voce no meu blog. Grande abraço.
Irei lá daqui a pouco, Mirtes.
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Laura, seu poema me emocionou... quantas vezes julgamos tudo perdido, e nisso nos perdemos do que somos. No apreço à simplicidade, na contemplação da natureza, no resgate da essência, descobrimos que é possível seguir, recomeçar ou continuar.
ResponderEliminara última estrofe me faz pensar no que sempre li ser a melhor maneira de viver: contemplando o momento e absorvendo-o, mesmo que seja somente feito de cotidiano.
Parabéns, lindo!
Abraços!
Temos tendência por vezes, a distrair-nos do que é importante, valorizando apenas o que parece mas não é, e envelhecemos enganados pela aparência das coisas. Viver cada dia, cada manhã como se fosse a última, na transparência possível, e como se fossemos sempre jovens; porque os rios são sempre jovens.
EliminarObrigada, Bia.
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Mirando a esa maceira y el paso del caracol por este Natural entorno; nos permite reflexionar e impregnarnos de este maravilloso y reducido espacio.
ResponderEliminarAnte la complejidad de las actitudes y aptitudes humanas siempre mejor es nutrirse de la simplicidad cotidiana de una completa supervivencia, sin artilugios, artificios, ni continuas presiones creadas por nosotros...Los seres Humanos.
La Magia de esa complicidad entre seres vivos y su convivencia en un pequeño lugar para adquirir la mayor y mejor forma de subsisitir.
La Naturaleza nos lleva a observar el proceso firme y sereno de la propia Existencia.
Me ha encantado el Video sobre el caracol.
Abraços y Beijos.
Antes de sermos seres sociais somos seres naturais, contudo rodeamo-nos de pressões e artifícios que nos fazem esquecer a nossa verdadeira essência, e da necessidade de inter-ligação às coisas simples que não se compram por não terem preço. Como a serenidade de amanhecer ou entardecer sem peso na consciência.
EliminarObrigada, Pedro.
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Gostei muito , Laura . A natureza e seus mistérios em forma de poema . Parabéns ! Beijos
ResponderEliminarObrigada, Marisa.
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Obrigada, Isa.
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Laura, vim ver se o caracol está no mesmo lugar e para lhe deixar um abraço cheio de admiração!!!
ResponderEliminarEstá o caracol no mesmo lugar, e estou eu! :-)
EliminarObrigada, Shirley.
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Laura,
ResponderEliminarEstou como a Shirley, vim ver se havia novidades...mas como não há, registo a passagem!
Um beijinho, lindona!
Eu comento tanto os outros que até me esqueço de postar!
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Boa tarde Laura,
ResponderEliminarMagnífico poema que me transportou anos atrás em que em criança, cada detalhe era por mim devorado como se absorvesse pingos de puro mel ou finas gotas da chuva. Como hoje ainda tanto amo a natureza com todos os seus ciclos, com todos os seus aromas, sons e brilhos!
“Nos mistérios adormecidos aos pés da macieira
onde a vida será, mesmo que o tempo passe,
a mesma antiga sagração, o mesmo enlace
de comunhão entre os homens e os deuses
na celebração do mundo».
Adorei a imagem da maceira que em é mim é representada pelo meu rio, o rio que me viu nascer e a ajudou a eternizar nele os afectos que partiram, cujos ecos continuam a sobrevoá-lo.
Beijinhos e continuação de boa semana.
Olá Ailime!
EliminarQuem possa não gostar da Natureza é porque já terá sido corrompido pelo ambiente de cimento das cidades. E agora fiquei para aqui a pensar qual será o teu rio; talvez o Rio Maçãs....E é certo, todos temos um rio. :-)
Obrigada, Ailime.
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Boa noite Laura,
EliminarO meu rio é o Tejo que tão maltratado tem vindo a ser nos últimos tempos lá para os lados de Ródão. Nasci próximo de Abrantes, um pouco mais a caminhar para a Beira, mas ainda distrito de Santarém. O Rio de Maçãs nasce aqui próximo;))!! Para aqui fui empurrada ainda na pré-adolescência:((.Beijinhos.
Ah tinha que ser, porque Maçãs só tinha ouvido falar de um mas nem fazia ideia onde ficava...:-)
EliminarObrigada pela resposta, Ailime. Boa noite.
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