Que seria da Primavera sem a chuva do Inverno?...Refresca-nos a alma e faz brotar os perfumes da terra.
Maria, este humilde poema é para ti.
CHUVA
Águas caíram, galgaram a margem.
Não há nuvem que sempre dure
Nem leito de rio que perdure
Seco, não vibrante na paisagem.
Choveu. Mesmo agora.
Lá fora e dentro de ti.
Não há no entanto
Desencanto pelas fragas.
Apenas ecos dispersos pelo monte
Anunciando sem mágoas
A eterna juventude dos deuses
A cintilar em cada fonte.
Pardais partiram em debandada
Sacudindo as pesadas penas
Em esvoaçante, fulminante segundo;
Transportando p'lo imenso arvoredo
Gotas de luz p'ró interior do mundo.
Para este poema escolhi a canção "Chuva", uma criação do genial letrista e compositor Jorge Fernando, também magnifíco cantor, aqui na voz de Mariza. É muito verdade, "as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade............."

Um bom poema, pequeno mas cintilante!
ResponderEliminarSim, talvez um pouco cintilante nas gotas de chuva a iluminar as asas dos pardais... :-)
EliminarBela chuva do amigo Fernando!
ResponderEliminarQual amigo Fernando?... O meu irmão, ou o F. Almeida?
ResponderEliminarEssa Chuva, na voz da Mariza, é a coisa mais linda.
ResponderEliminarÉ verdade. Mariza é uma excelente cantora, tal como J.F um grande letrista, músico, e também cantor.
EliminarObrigada Amiga. Só uma pessoa sensível com os sentimentos dos outros saberia vestir as palavras assim e transformá-las num poema... para guardar no coração.
ResponderEliminarMaria
Oh Maria!... Bondade tua. Amor com amor se paga. Diz-se que as palavras são baratas, mas "gratidão" é uma palavra muito cara para mim; sabes ao que me refiro.
ResponderEliminarBom Carnaval,lol. xx
Que poema lindo!
ResponderEliminarObrigada.
ResponderEliminarQue poema lindo, meu Deus! Como eu gostaria de escrever assim...
ResponderEliminarJuracema
Juracema, escreva, simplesmente escreva. Eu comecei a escrever melhor quando perdi o receio da opinião dos outros acerca do que escrevo. Neste momento, basta que eu goste, se mais alguém gostar fico muito feliz por isso.
ResponderEliminarObrigada,mas no fundo é tudo escrito no vento.x
Adoro este poema!
ResponderEliminarSofia
Obrigada, Sofia.
EliminarQue lindo poema o que seria a primavera sem a chuva do inverno, não poderia imaginar, Laura passando pra desejar um ótimo dia beijos.
ResponderEliminarBlog:Lucimar Estrela da Manhã
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Obrigada, Lucimar, pelas suas palavras sempre tão gentis.
ResponderEliminarUm dia feliz também para si.
xx
Melodia e Poesia... a união. E a chuva a correr pelos olhos... de tanta saudade.
ResponderEliminarObrigada.
Você entendeu muito bem, Teresa.
EliminarA chuva não cai apenas lá fora, cai dos nossos olhos, e cai dentro de nós. Depois só fica a saudade.
Eu é que agradeço o seu comentário.
Lindo...como não podia deixar de ser...sendo escrito por uma poetisa BRILHANTE
ResponderEliminarxx
Tu és um exagerado, Ricardo, mas eu na verdade também gosto muito deste poema, dedicado a uma grande amiga. Saiu bem, de facto.
Eliminarxx
Bom dia Laura,
ResponderEliminarVim atrás de sua sugestão e, para mim, foi um bom iniciar de domingo: com poesia.
Como a chuva tem várias vestes, também a poesia se veste de vários ritmos e palavras para cantar o mesmo, segundo o momento, a emoção do instante ou os olhos de quem vê.
Aqui, a chuva para além de encher o rio, foi metaforizada duma forma emocionada.
bj amg
Olá Carmem!
EliminarDe facto, a chuva neste caso, é a chuva que faz transbordar os rios e as emoções; a chuva que cai dos nossos olhos. Mas há na chuva um brilho de renascimento, como que lavagem dos campos e da alma.
Obrigada, Carmem.
xx