quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Chuva







 Que seria da Primavera sem a chuva do Inverno?...Refresca-nos a alma e faz brotar os perfumes da terra.
    Maria, este humilde poema é para ti.


                                                     
                                             
                                                  CHUVA

                               
                               Águas caíram, galgaram a margem.
                               Não há nuvem que sempre dure
                               Nem leito de rio que perdure
                               Seco, não vibrante na paisagem.
                               Choveu. Mesmo agora.
                               Lá fora e dentro de ti.
                               Não há no entanto
                               Desencanto pelas fragas.
                               Apenas ecos dispersos pelo monte
                               Anunciando sem mágoas
                               A eterna juventude dos deuses
                               A cintilar em cada fonte.
                               Pardais partiram em debandada
                               Sacudindo as pesadas penas
                               Em esvoaçante, fulminante segundo;
                               Transportando p'lo imenso arvoredo
                               Gotas de luz p'ró interior do mundo.




Para este poema escolhi a canção "Chuva", uma criação do genial letrista e compositor Jorge Fernando, também magnifíco cantor, aqui na voz de Mariza. É muito verdade, "as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade............."





                              
  

                           

22 comentários:

  1. Um bom poema, pequeno mas cintilante!

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    1. Sim, talvez um pouco cintilante nas gotas de chuva a iluminar as asas dos pardais... :-)

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  2. Bela chuva do amigo Fernando!

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  3. Qual amigo Fernando?... O meu irmão, ou o F. Almeida?

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  4. Essa Chuva, na voz da Mariza, é a coisa mais linda.

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    1. É verdade. Mariza é uma excelente cantora, tal como J.F um grande letrista, músico, e também cantor.

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  5. Obrigada Amiga. Só uma pessoa sensível com os sentimentos dos outros saberia vestir as palavras assim e transformá-las num poema... para guardar no coração.

    Maria

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  6. Oh Maria!... Bondade tua. Amor com amor se paga. Diz-se que as palavras são baratas, mas "gratidão" é uma palavra muito cara para mim; sabes ao que me refiro.
    Bom Carnaval,lol. xx

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  7. Que poema lindo, meu Deus! Como eu gostaria de escrever assim...
    Juracema

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  8. Juracema, escreva, simplesmente escreva. Eu comecei a escrever melhor quando perdi o receio da opinião dos outros acerca do que escrevo. Neste momento, basta que eu goste, se mais alguém gostar fico muito feliz por isso.
    Obrigada,mas no fundo é tudo escrito no vento.x

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  9. Que lindo poema o que seria a primavera sem a chuva do inverno, não poderia imaginar, Laura passando pra desejar um ótimo dia beijos.
    Blog:Lucimar Estrela da Manhã

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  10. Obrigada, Lucimar, pelas suas palavras sempre tão gentis.
    Um dia feliz também para si.
    xx

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  11. Melodia e Poesia... a união. E a chuva a correr pelos olhos... de tanta saudade.


    Obrigada.

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    1. Você entendeu muito bem, Teresa.
      A chuva não cai apenas lá fora, cai dos nossos olhos, e cai dentro de nós. Depois só fica a saudade.
      Eu é que agradeço o seu comentário.

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  12. Lindo...como não podia deixar de ser...sendo escrito por uma poetisa BRILHANTE
    xx

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    1. Tu és um exagerado, Ricardo, mas eu na verdade também gosto muito deste poema, dedicado a uma grande amiga. Saiu bem, de facto.
      xx

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  13. Bom dia Laura,
    Vim atrás de sua sugestão e, para mim, foi um bom iniciar de domingo: com poesia.
    Como a chuva tem várias vestes, também a poesia se veste de vários ritmos e palavras para cantar o mesmo, segundo o momento, a emoção do instante ou os olhos de quem vê.
    Aqui, a chuva para além de encher o rio, foi metaforizada duma forma emocionada.

    bj amg

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    1. Olá Carmem!
      De facto, a chuva neste caso, é a chuva que faz transbordar os rios e as emoções; a chuva que cai dos nossos olhos. Mas há na chuva um brilho de renascimento, como que lavagem dos campos e da alma.
      Obrigada, Carmem.
      xx

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