"Nasci aqui ao pé do mar/ duma garganta magoada de cantar/Eu sou a festa inacabada/quase ausente/eu sou a briga/a luta antiga renovada/ainda urgente"
José Fanha
José Fanha
As celebrações do 25 de Abril de 1974 têm-se resumido nos últimos anos, sob o ponto de vista institucional, a uma série de discursos triviais e sem chama, ao mesmo tempo que as dificuldades da maioria dos portugueses se têm vindo a agravar. Comemora-se o Dia da Liberdade como a morte de um sonho que se tivesse perdido no caminho, arrastando com ele a esperança e ideais como a justiça social e a igualdade de direitos.
Os militares fizeram algo de raro; um golpe de Estado sem nódoa, abdicando do poder para entregá-lo aos civis através de eleições livres. Suspeito que um povo silenciado durante quase meio século por um regime de medo e opressão, sofra ainda hoje de um mutismo feito consentimento que o impede de abandonar o espírito de rebanho que se transforma em conivência, e elevar-se em indignação quando todos os direitos sociais adquiridos estão a ser postos em causa por sucessivos governos de Vampiros.
A tão apregoada solidariedade europeia é conversa fiada porque como sabemos, pouco interessará aos outros europeus que o salário mínimo nacional seja de 485 euros. A única vantagem de pertencer à União Europeia parece ser a livre circulação de pessoas e bens no espaço dito comum, e a moeda única. No entanto até neste último aspecto ficamos a perder porque com o dinheiro que se comprava um kg de batatas compra-se agora uma batata. E se há portugueses que auferem reformas de 295 euros, poderemos imaginar o desânimo de certas famílias.
A Saúde e a Educação foram os sectores que evoluíram drasticamente nestes 40 anos após a revolução, mas mesmo esses têm vindo a estar debaixo de fogo com o encerramento de escolas, Centros de Saúde e valências hospitalares, não esquecendo contudo, que o Ensino nunca serviu verdadeiramente as singularidades e aspirações de cada um, nem visa plenamente a autonomia individual, e a quem tem um sério problema de saúde, os hospitais públicos raramente conseguem dar resposta atempada.
Ridícula e lamentável foi a polémica entre a sra. Presidente da Assembleia da República ("O problema é deles!", disse a Dra. Conceição Esteves na sua voz esganiçada), e a Associação 25 de Abril sobre a possibilidade de Vasco Lourenço vir a discursar no Parlamento. Não sendo o Regimento da Assembleia para aqui chamado porque de um dia de festa se trata, ou deveria tratar-se, a maioria dos líderes parlamentares decidiram que não estão dispostos a ouvir o pensamento divergente que afectaria a paz podre de tipo "Conversas em Família " do antigamente. A Associação 25 de Abril que pense o quiser, que discurse onde quiser, mas nunca na casa da Democracia, o que constitui em si mesmo um facto político relevante em relação à liberdade de expressão que estes e outros militares ofereceram ao país. A Associação 25 de Abril não assistirá à sessão solene e fará o seu discurso no Largo do Carmo.
Gostaria de lembrar nesta altura todos os portugueses que sofreram uma guerra colonial sem sentido, todos os presos políticos, e todos os militares envolvidos na Revolução de 1974, dos quais destaco Salgueiro Maia, embora todos tenham sido fundamentais.
ANTES QUE
Antes que a fúria bruta nos vença
e o desalento cedo nos mate
a coragem de ir e continuar.
Antes que a revolta nos convença
e a descrença em nós desate
a desistência ou o fundo clamor
sem consciência ou sem razão.
Antes que leviana democracia
se torne séria ditadura disfarçada
em falas mansas e em queixume,
acendamos em cada madrugada
a fogueira em que arderá o lume
do abafado desespero e a cicatriz
dos enganos e perpétuo adiamento.
Acendamos o sonho, a solene raiz
feita de sol, maré em movimento
atracada ao silêncio deste cais.
Soltemos as amarras do tormento
para que o Antes não viva nunca mais.
Poderia ter escolhido "Grândola Vila Morena", mas acho que "Redondo Vocábulo", música composta em Abril de 1973 na prisão de Caxias, é uma boa escolha, até por ser uma das suas canções menos conhecidas, e uma das minhas preferidas. Zeca Afonso, sempre, claro. Uma animação de Eurico Coelho.

grande artigo este! "com o dinheiro que se comprava um kg de batatas compra-se agora uma batata." - que deprimente...!
ResponderEliminarmuda tudo para depois tudo ter de voltar a mudar. evolução precisa-se.
A União Europeia que tem a mania de imiscuir-se em tudo o que tem a ver com a identidade nacional de cada país, devia era tentar fazer leis para equiparar salários, por exemplo...Institucionalizam estilos de vida, e desprezam o essencial.
EliminarTudo tem que voltar a mudar porque ninguém sabe o que anda a fazer. "Pescadinha de rabo na boca"!
xx
Nas comemoraçõesdo 38º aniversário do 25 de Abril a Srª Presidente da Assembleia da República convidou Paulo de Carvalho para cantar na abertura das cerimónias numa alegada homenagem aos 25 anos da morte de José Afonso.
ResponderEliminarCom todo o respeito e admiração por Zéca, não me ocorre-me mais nada a não ser apenas uma palavra:
Folclore.
Este ano e nestes 40 anos de aniversário, é triste ver e escutar Aa arrogância da Srª Presidente da Assembleia da República. Demonstrou o desprezo total aos homens que participaram e fizeram acontecer a revolução. Depois, ainda vai tomar um cafézinho com eles. Mansa e convicta de que estes homens se compram com chás e torradas.
Se uns podem cantar, porque outros não podem falar?
Largo do Carmo terá a voz desses homens.
xx
Ah mas é que "dar música" é a especialidade deles, e o povo que dance!... O Zeca é homenageado por quem verdadeiramente o sente, não precisa, nem gostaria desse tipo de folclore.
EliminarQuanto à sra. Presidente da Assembleia, é perita em show off para a comunicação social, e o mal é que malta "embarca". Sabia-se que nada iria sair dali...
"Se uns podem cantar, porque outros não podem falar?"
Porque cantar é diferente de falar, porque se cantou algo que já se conhece, e a Associação 25 de Abril iria falar contra estes estado de coisas. O que eles temem é a surpresa, a novidade.
Falarão no Largo do Carmo, homenagearão S. Maia, e espero que muita gente apareça
Querida Laura: não sei porquê mas deduzo que sejas muito mais nova que eu. Poderia dizer tanta coisa! Mas, confesso, estou cansada, tal a crescente desilusão e irritação. Deixei mesmo de ir a um grupo de cariz político, onde intervinha; senti que precisava de preservar a sanidade mental. Faz uma ideia: tinha 17 anos quando aconteceu Abril (vou ter o relato destas memórias numa Antologia; não tive medo em ser coautora, mas muitos dos que escrevem e vociferam, não corresponderam ao desafio); vivi intensamente o primeiro 1.º de Maio e tudo o que se seguiu. Acompanho a atualidade política e, perdoa, sinto nojo de tão vis mentes...O resto, tu deduzes...
ResponderEliminarParabéns pela excelência do conjunto desta postagem.
Nota: Parece-me que ainda não sofro do "inconseguimento" da dita senhora, afinal escrevo e as pessoas percebem (-me)
Bjo e um abraço florido
Muito mais nova não serei, em Abril de 74, tinha 11 anos...:-)
EliminarPois é, Odete, continuam a ser poucas as pessoas que adequam as palavras às atitudes, e quanto mais se cala pior é, embora eu considere que grande parte dos portugueses não tem maturidade cívica; não entendem de nada, não querem entender, "estão-se nas tintas"!! Votam sempre nos mesmos, temem mudanças, não abrem os olhos, e continuarão a perpetuar no poder os partidos que têm feito desgraça, embora os resultados estejam à vista. Depois lamentam-se, como se não tivessem responsabilidade nenhuma.
Obrigada Odete, e gostei desse abraço florido!
xx
A Revolução foi maravilhosa, a musica, as flores a força e o caracter dos homens, aprender democracia, conhecer o que significa liberdade... foi lindo, um sonho maravilhoso, que acordou no PREC. Não tenho recordações felizes desse tempo. Nunca foi o conto de fadas que contaram, antes pelo contrário, foram tempos repletos de ogres feios , porcos e maus., mas o teu texto está irrepreensível e a música do Zeca é intemporal e foi um marco na história da humanidade.
ResponderEliminarBoa Páscoa Laurinha
Beijinho .D
Este comentário foi removido pelo autor.
EliminarPS.: O poema, é fantástico, contra a opressão, sempre!
EliminarO Salgueiro Maia é o meu ídolo, o homem que deu o peito às balas, não se deixou corromper e morreu numa miséria aparente. Nesta altura, a democracia teria tirado férias....
"Foi bonita a festa, pá", mas há sempre o depois da festa, com demasiadas facções, todas as sedes de poder que se cruzam, todos os extremismos de um lado e de outro. E um dos grandes problemas foi um dos partidos querer fazer-se
Eliminardono da revolução. O PREC originou de facto um Verão quente negro e complicado.
Sim, contra a opressão, sempre, independentemente do quadrante do qual surja. Se existem heróis, o Salgueiro Maia é um deles...não sei se abriste o link para um post que fiz sobre ele o ano passado, onde demonstro toda a admiração por um homem fora de série. Daqueles que raramente se fabricam...;-)
Talvez a democracia tenha tirado férias várias vezes, sempre de forma muito subtil.
xx
EliminarLi sim!
Ainda o meu blog titubeava em baby steps, escrevi uns rabiscos numa linhagem ainda verde, mas muito sentida.
http://acontarvindodoceu.blogspot.pt/2012/08/rei-capitao-soldado-ladrao.html
http://acontarvindodoceu.blogspot.pt/2012/09/desde-praca-do-comeco.html
EliminarNão te maço mais, minha linda. Mil beijos
Ah mas de maçadas destas gosto eu!
EliminarExcelentes posts, como tudo o resto que por lá escreves.
xx
Olá.
ResponderEliminarPasseando por aqui, para desejar-te um período Pascal com: alegria, saúde paz, e muita reflexão.
A Família, continua e continuará, sendo a sustentação deste grande arco humano, que chamamos de relacionamentos.
Um abraço fraterno.
Obrigada, Zé.
EliminarBoa Páscoa!
Abraço.
Gosto de ouvir Zeca Afonso, mas esta desconhecia, o 25 de abril /74, foi por mim festejado em França com alguns amigos franceses, viva o 25 de abril sempre!
ResponderEliminarO meu abraço e uma Páscoa feliz.
Imagino a festa que terá sido para todos os portugueses emigrados em França nessa altura!
Eliminar25 de Abril, sempre!
Uma Páscoa feliz, António.
Abraço.
Boa tarde Laura.
ResponderEliminarLembro-me deste dia era ainda criança, ou, eramos... loool
Acho que estamos a precisar de outro... :-) Mas pouco entendo de politica..
Mas adoro todas as musicas de Zéca Afonso...
Gostei muito do poema.
Beijinho, e passa uma Páscoa muito feliz.
Obrigada pelo teu carinho sempre.
Olá Cidália!
EliminarÉ verdade, éramos crianças. Recordo-me que nesse dia a escola não abriu e o pessoal andava todo louco de felicidade. Nessa altura tinha de fazer as aulas de ginástica com uns calções e uma saia azul escura por cima dos calções também azuis escuros, depois da revolução, era como se quisesse....:-)
Boa Páscoa!...Bem, eu não ligo muito à Páscoa, mas enfim...:-)
xx
Oi Laura,uma data muito importante e para mim mais ainda pois irei comemorar,44 anos de casamento.
ResponderEliminarCasei-me em 25 de abril de 1970 é uma vida.
bjs amiga e uma Feliz Páscoa.
Carmen Lúcia.
Imagino que Abril seja um mês de autêntica celebração; o aniversário do seu marido, o aniversário de casamento... Datas importantes para um mês de festa, e 44 anos é uma tão bonita idade para uma casamento, que é de saudar, e fico muito contente de ver casais tão unidos e tão felizes.
EliminarMuitos parabéns, Carmen Lúcia, e um Páscoa muito feliz para todos!
xx
Estou comovido.
ResponderEliminarTinha 18 anos quando se deu o 25 de Abril de 74. Fui militar em 76, com inicio em 03 de Março, no entroncamento, onde estive 16 meses.
Vivia-se ainda os efeitos da revolução. Militares sem rédea, desobedientes às instituições, como um dia cantou alguém: “Quais cavalos à solta.”
Eram tempos difíceis mesmo entre militares. Mesmo que já tivessem passado quase dois anos após o 25 de Abril
Mas havia um respeito enorme entre a população e os militares. Éramos sem dúvida uns heróis….Infelizmente muitos não o souberam ser.
Hoje, muitos dos políticos, talvez a maioria, são nascidos depois do 25 de Abril. Não viveram as incidências do fascismo, onde nada ou pouco havia em bens materiais. Conversas de café, entre amigos, isso nem pensar.
Tive familiares – meu pai por exemplo – que chegou a levar tareia da GNR, de “cavalo Marinho”, que o fazia gritar e subir pelas paredes.
Eu, miúdo de 10/11 anos, um dia, vindo da escola e ao passar junto ao posto, ouvi gritos lancinantes vindo de lá de dentro.
Um amigo que vinha da escola comigo disse-me: Ricardo parece a voz do teu pai. Parei, escutei, e as lágrimas começaram a cair-me cara abaixo.
Um guarda, de nome Rafael - Jesus como o odiei durante tantos anos - hoje já não - mandou-me sair dali, senão levava uma bofetada. Sai mas fiquei a cerca de 100 metros, a ouvir os gritos de quem estava a sofrer as maiores torturas, pois o meu pai, homem duro, talhado pelo trabalho do campo, não era homem de chorar de ânimo leve.
Passado algum tempo, vejo 3 elementos fardados da GNR arrastaram um homem e atirá-lo à rua. Era o meu Pai. Corri para ele e chegado junto, levei um pontapé desse guarda Rafael, me agrediu como NÂO se agride um animal. Cai sobre o meu pai, onde as lágrimas, se cruzaram.
E sabem porque levou o meu pai aquela tareia que o deixou de cama vários dias de cama: Querem? Eu digo.
Apenas porque disse junto de colegas de trabalho que andavam a semear batata, que trabalhava de sol a sol e não ganhava para dar comer aos filhos. Que tinha uma vida de miséria, enquanto que Lisboa era rica, e o patrão também o era. Ou seja, mostrou descontentamento pela vida miserável que tinha, ele e os outros que consigo trabalhavam.
Acontece que um dos seus colegas, Belmiro Fiteira, namorava com uma irmã de um elemento da GNR, um tal Venâncio Pereira, um dos mais ferozes GNR que havia lá no Posto, e que comandou a tareia dada ao meu Pai. Ainda hoje, não sei se é vivo ou morto, o odeio, com todas as forças da minha alma.
Daí até ser levado ao posto e levar a tareia que já referi foi uma coisa de dois ou três dias. MALDITOS CAPANGAS DO FASCISMO
Ainda me dizem que era bom cá voltar o Salazar. Será que essas pessoas que o dizem, tiveram família presos pela Pide?
Saberão essas pessoas como chora uma criança ao ver o seu pai ou outro familiar, levar tareia só porque falou na hora errada e no local errado?
Será que essa gente teve familia presos nas prisões da Pide onde sofriam horrores, e muitos deles apenas porque disseram que não ganhavam para comer?
Malditos sejam aqueles que hoje falam e querem o fascismo de volta.
Sei que estamos a perder tudo o que se ganhou. Parece sim um fascismo encapotado. Não gosto disso. Dá-me cabo do coração assistir a tanta maldade que estão a fazer aos funcionários públicos, reformados e pensionistas, que trabalharam uma vida inteira.É cruel..é duro.
Mas o podermos conversar todos com todos, não sermos castigados por dar um grito de revolta, não existe PRÉMIO MAIOR.
Peço desculpa à Laurita. Querida amiga, este foi um desabafo que me saiu da alma
Adorei a tua publicação, a qual, alerta para os que nos estão a ROUBAR, à descarada.
Os capitães de Abril, estão a ser, quer queiramos quer não, marginalizados pelos Senhores Políticos sabichões de agora, que não sabem, mas não sabem mesmo, o valor do 25 de Abril
VIVA O 25 DE ABRIL…VIVA A LIBERDADE…VIVAM OS HOMENS E MULHERES QUE LUTAM PELA VERDADE E INDEPENDÊNCIA DOS SEUS FILHOS
Desculpa Laura ….
xx
Ricardo, que extraordinário testemunho!!
EliminarCostuma dizer-se que quem passa por elas é que sabe, e nada mais certo. E quem vive determinadas experiências nunca mais as esquece, para além de serem factores que determinam a personalidade e sensibilidade de cada um.
Um regime que fez sofre e destruiu muitas famílias, e que deixou um a herança de ignorância e atavismo dos quais ainda hoje se sente o eco.
Eu vivi no campo até aos 7 anos, e recordo-me do pavor sentido pelas minhas tias e tios quando a Guarda aparecia a cavalo ao longe pelos montes. Era um temor profundo que eu lhes sentia e que na altura não entendia porquê; apenas que o silêncio era a palavra de ordem.
E em 74 o que me marcou foi o sentimento de alegria da minha mãe ao regressar do trabalho, e depois toda aquela excitação com as comissões de trabalhadores no Hotel onde trabalhava...
O meu sogro esteve preso em Caxias, e é algo de que raramente fala. Quanto ao desgoverno do país tem sempre muito a dizer. Um homem de 92 anos, muito lúcido e com uma memória sem falhas.
Obrigada, Ricardo, um comentário muito comovente acerca do teu pai, e muito elucidativo em relação ao Antes a que o meu poema se refere.
Boa Páscoa, e muitos mimos nessas netas lindas!
xx
Obrigado Laura
EliminarÉs linda
Feliz Páscoa
Boa Páscoa, Ricardo!
EliminarGostei do teu "balanço" destes 40 anos de democracia.
ResponderEliminarE estou de acordo com tudo o que disseste.
Acrescento apenas que espero que, à maioria de direita no poder, lhes saia o tiro pela culatra e, no próximo dia 25, as vozes do Largo do Carmo se façam ouvir muitíssimo mais alto que as que vão ser ditas no parlamento. Só espero que a TV, os jornais e a rádio não façam censura...
A música que escolheste do Zeca também é uma das minhas preferidas dele.
Laura, querida amiga, tem uma boa Páscoa.
Beijo.
Estás de acordo com tudo o eu disse?!!...Que pena, adoro o contraditório...;-))
EliminarEspero bem que o Largo do Carmo se encha, para mostrar àqueles zombies na Assembleia da República que os deprimentes discursos solenes deles não interessam a ninguém. A mim pelo menos já deixaram de me interessar, e acho até que aquilo é uma "seca" também para todos eles. Porque tudo o que é de fachada cansa tanto...!
Boa Páscoa, Nilson!
xx
Com isto, esqueci-me do teu poema.
ResponderEliminarMais uma vez foste brilhante. Excelente, minha amiga poeta de mão cheia.
Um beijo mais.
Obrigada, Nilson, simpatia tua.
EliminarGeralmente viro e reviro os poemas até o resultado me agradar. Este escrevi-o em 20 minutos, porque tinha que me despachar.
xx
Oh Marcos, a maioria dos países apoia sempre tudo, não apoiando por vezes nada...! A diplomacia é uma velha meretriz que vai com quem paga mais, e os apoios podem sempre mudar do dia para a noite.
ResponderEliminarCostuma dizer-se que a democracia é a forma de governo menos má, o que não quer dizer que a maior parte delas não sejam injustas e não tragam o povo pela trela.
Se piorar deixas de ter nave disponível para Plutão...:-)))
xx
Olá Laura!
ResponderEliminarEstamos do mesmo lado da barricada! Ao teu texto ,eu não retiro nem acrescento nada! Estou plenamente de acordo contigo e não saberia escrevê-lo tão bem. Não consigo ver os noticiários...especialmente quando aparecem estes nossos governantes. Desde o P. da República à P. da Assembleia são todos farinha do mesmo saco.O despudor desta gente é terrível! O poema exprime a força do teu sentir e a voz de José Afonso lava-nos a alma.Como estamos precisados de um outro S. Maia e de um J. Afonso neste Portugal onde os cravos rubros estão a perder a cor! Um abraço amigo.
Olá Emília!
EliminarEu geralmente vejo os noticiários para estar a par do que se passa, embora eu me informe mais pela rádio do que pela televisão. A Antena 1 está a apresentar apontamentos muito interessantes sobre militares menos conhecidos que também participaram na revolução.
Não me fales do sr. Presidente, uma das figuras mais repelentes da História portuguesa recente.
Pena que homens com a fibra de um Salgueiro Maia ou de um
Zeca só aconteçam para aí de cem em cem anos!
Um abraço querida Emília, espero que estejas bem de saúde.
xx
MUCHAS GRACIAS POR COMPARTIR LA HISTORIA DE TU PAÍS.
ResponderEliminarUN ABRAZO
https://www.youtube.com/watch?v=Vi4pBYfJpBk
Obrigada, ReltiH.
EliminarUm abraço!
POR FAVOR OFREZCO DISCULPAS POR EL ENLACE DE YOUTUBE. NO ERA PARA TI. JEJEJEJE
ResponderEliminarAbri o link, e realmente aquela música não poderia mesmo ser para mim!...:-)))
EliminarInfelizmente a maioria das pessoas parece ter esquecido a importância do dia.
ResponderEliminarUns esquecem, outros não gostam de lembrar, e os muito jovens desconhecem.
Eliminarxx
Oi Laura,
ResponderEliminarGostei de ler sua análise e saber um pouco mais sobre
a situação vivida por Portugal.
Sei que a sociedade portuguesa, após a revolução de 74, passou por transformações positivas principalmente na área da saúde e ensino,
mas de uns tempos pra cá, parece-me que tem acontecido um retrocesso...
Fato é, que Portugal se incomoda com o atual momento, e creio que assim como o Brasil, precisa de uma reestruturação na maioria dos setores.
Bjs :)
Oi Clau!
EliminarSim, transformações muito positivas mesmo, sobretudo porque Portugal era um país muito atrasado em comparação com outros países europeus, portanto só poderia mesmo melhorar.
Mas criaram-se expectativas em relação ao futuro que sairam goradas. Portugal precisa de uma reviravolta, mas com a classe política que temos e a dependência do exterior não vejo
solução nem a curto nem a médio prazo.
xx
Quarenta anos, de Abril, já lá vão!
ResponderEliminarNeste país está doente a democracia
Muita gente para comer não tem pão
Trabalha de barriga vazia
Para os inimigos da revolução!
Desejo para você amiga Laura Santos,
e para a sua família, uma Páscoa muito feliz.
Um abraço
Eduardo.
A democracia está doente e todos somos responsáveis. As pessoas ainda não entenderam a importância do voto.
EliminarUma Páscoa muito feliz também para si e para toda a família.
Um abraço!
Laura, tenho a sensação que os problemas do mundo, no geral, recaem sobre poucas cabeças, aquelas que detêm o poder delegado pelo próprio povo, mas que nem de longe se preocupam com os interesses dos que lhes outorgaram esse fatídico poder. Há um antes e um depois, também aqui. E fico inconformada quando ouço defensores dos militares e da ditadura, dos tempos em que quem ousava abrir a boca simplesmente desaparecia, não sem antes passar por inúmeras e desumanas torturas.
ResponderEliminarE o fazem por insatisfação com a atual administração do Brasil, que também considero péssima. Mas a quem cabe mudar as coisas? Ao próprio povo, aquele que silencia para receber cestas básicas e outros benefícios que garantem aos mesmos políticos a permanência no poder.
Tive avós paternos portugueses que, se vivos, estariam proclamando esse mesmo inconformismo e indignação que fundamentam sua postagem.
Seus versos encantam e mostram um clamor bendito, um chamado à consciência. A música e a animação foram muito bem escolhidas.
Tenha uma adocicada e Feliz Páscoa. Bjs.
Poucas cabeças definem o destino de tantos, e quando começa a correr mal, inevitavelmente para o lado do povo, como sempre, parecem querer renascer ideologias abomináveis, fruto de uma descrença nos políticos actuais que cega o discernimento.
EliminarUns calam por desinteresse, outros por serem "lambe-botas" e viverem de compadrios, e a maior parte sente impotência e não sabe o que fazer., então o que for, será...
Teus avós paternos terão sido já nessa altura, talvez forçados a abandonar o país e procurar vida no Brasil... Algo de recorrente, a emigração.
Obrigada, Marilene, pelos teus excelentes comentários.
Boa Páscoa! A minha será com poucos doces...:-)
xx
OI LAURA!
ResponderEliminarFICO INDIGNADA, COMO PODEM HOMENS, GOVERNANTES, DEIXAREM SEUS NOMES NA HISTÓRIA DE UM PAÍS DE FORMA ASSIM TÃO NEGATIVA?
ESTAMOS AQUI NO BRASIL, EM MEU VER, JÁ QUASE VIVENDO UMA DITADURA CIVIL, UM GOVERNO SEM VERGONHA, TENTANDO LEVAR UM POVO INTEIRO, UM PAÍS CONTINENTAL COMO O É O BRASIL, A BANCARROTA PELO TANTO DE ROUBOS E DESLEIXOS. NOSSA SAÚDE ESTÁ UM CAOS E NOSSO ENSINO UMA VERGONHA E POR AI VAI.
TOMARA QUE OS PORTUGUESES, TENHAM FORÇAS PARA LUTAR CONTRA ESTES DESMANDOS.
PARABÉNS AMIGA PELA CLAREZA E ELOQUÊNCIA DE TEU TEXTO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Olá Zilani!
EliminarParece que até ao nível da corrupção e desgoverno somos países irmãos...!
Obrigada, Zilani. Esperemos que as coisas melhorem aí e aqui.
xx
Muito se avançou desde o 25 de Abril de 74 mas a verdade é que direita tem vindo a recuperar terreno... A ignorância das novas gerações, que não sabem nem sonham o que foi viver em ditadura, o desinteresse que manifestam pela cidadania, trocado pelo consumo, contribuem para que se deixem facilmente manipular...
ResponderEliminarA História mostra-nos que sempre fomos assim... será que nunca iremos aprender?
Parabéns pelo excelente post. Portugal precisa de muitas mais Lauras.
Bom fim de semana (não abuse das amêndoas).
:)
É verdade, muito se avançou. Não há comparação. Hoje, mesmo com com dificuldades, na generalidade as pessoas vivem muito melhor, e outras também passam por dificuldades porque quiseram dar passos maiores do que as pernas. Meteu-se-lhes na cabeça que não era necessário poupar e programar a vida, e que o dinheiro lhes surgiria sempre não se sabe de onde.
EliminarAcho que a Direita tem vindo a ganhar terreno porque a Esquerda não sabe marcar posição forte, e o avanço da Direita é um fenómeno que até se sente mais no resto da Europa do que aqui. E concordo que existe um desinteresse pela cidadania, mas a cidadania ensina-se, e nunca foi ensinada. Os jovens não fazem ideia do Antes porque ninguém lhes fala disso, e quando a Memória se perde, é o vazio. Fica-se à deriva. E pensar faz doer a cabeça. O que importa é a aparência, e pronto!
Aprender, Rui?!...Dá trabalho. O facilitismo ganhou terreno. Talvez esta crise ajude, pelo menos em termos individuais a perspectivar melhor o futuro.
Obrigada, Rui, e uma boa Páscoa aí em casa.
Amêndoas?...Não ligo muito...:-)
Esqueci-me de lhe deixar os beijos Pascoais.
ResponderEliminar:)
Imperdoável!!....:-)))
Eliminarxx
Laura boa noite, mesmo depois desses 40 anos a política parece que continua a mesma, mais muitas coisas mudaram para melhor, Laura passando pra desejar uma ótima sexta-feira beijos.
ResponderEliminarhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br
Boa noite, Lucimar!
EliminarSim, muito mudou para melhor.
Obrigada, Lucimar.
xx
A rapaziada não se pode queixar. Fomos nós que quisemos e continuamos a querer esta sociedade assim, nada nos foi imposto, e quando assim é, minha querida e lindona amiga, nada mais há a fazer. Ao longo dos anos votou-se sempre nos mesmos, escolheu-se os mesmo partidos (os três magníficos) e assim continuará por muitos e longos anos, porque esta mentalidade latina não muda nunca. É uma característica muito nossa!
ResponderEliminar:)))
Concordo contigo, todos temos responsabilidades, uns mais do que outros, e mais do que votar nos mesmos partidos, porque cada um vota em quem bem entender, o pior é não votar. As pessoas não querem escolher o que querem, acham que alguém escolherá por elas... Os governos acabam por não ser verdadeiramente representativos devido a tão elevadas abstenções.
EliminarE sim, é muito latina esta mentalidade do "deixa andar" que logo se vê, alguém fará.
Confesso que aqui só votei uma vez. Mas não reclamo!
EliminarQuem não vota perde um pouco o direito de reclamar.
EliminarExactamente, lindona! Por isso é que nem reclamo!
EliminarBem comportado, portanto, como o governo gosta...:-)
EliminarQuerida amiga
ResponderEliminarNa impossibilidade de visitar cada blog em particular, recorro, em última instância, a este processo de que não gosto (o copy & paste) para desejar uma Páscoa muito feliz, a si e todos os seus.
Logo que me seja possível virei até cá mesmo em pessoa )
Até lá deixo um beijo com saudades.
♥ Miguel
Não tem mal. Trabalho oblige.
EliminarObrigada, Miguel, e uma boa Páscoa também para ti.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarPara os Mestres, com Desrespeito
ResponderEliminarDizem que meu povo
é alegre e pacífico.
Eu digo que meu povo
é uma grande força insultada.
Dizem que meu povo
aprendeu com as argilas
e os bons senhores de engenho
a conhecer seu lugar.
Eu digo que meu povo
deve ser respeitado
como qualquer ânsia desconhecida
da natureza.
Dizem que meu povo
não sabe escovar-se
nem escolher seu destino.
Eu digo que meu povo
é uma pedra inflamada
rolando e crescendo
do interior para o mar.
(Alberto da Cunha Melo)
Um belo Desrespeito este, Fábio.
EliminarDesconfiar sempre de um povo que parece adormecido. Se a sonolência foi profunda, o acordar pode ser devastador. A questão é que por vezes se tem de chegar a um limite.
O descontentamento é sempre o primeiro passo para a evolução do homem e das nações.
Obrigada pelo poema, Fábio.
Palavras fortes e bonitas, Laura, que no fundo querem dizer: Os políticos perderam a vergonha!
ResponderEliminarBeijo, feliz Páscoa e muita paz!
Presumo que não se pode perder algo que nunca se teve...:-)
EliminarObrigada, Shirley. Uma boa Páscoa!
xx
Minha querida
ResponderEliminarHoje passando para desejar uma Feliz Páscoa , plena de amor e paz, junto de todos que te são queridos.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Obrigada, Rosa.
EliminarUma Páscoa feliz também para ti.
xx
Olá Laura,
ResponderEliminarTexto e poema de insurgimento bem inflamados e patrióticos. É bom que não se deixe qualquer grito preso à garganta, principalmente em época de celebração como essa. Interessante que acabei de chegar do blog da Mariazita e o foco dela também foi a Revolução dos Cravos. Todo movimento transformador para melhor merece ser lembrado e celebrado, principalmente para que se desperte os interessados para a necessidade de continuarem a luta para evitar qualquer tipo de retrocesso.
Creio que aqui no Brasil estamos vivendo uma 'ditadura disfarçada'. A revolta e a insatisfação do povo é tamanha que faz com que desejem a volta do militarismo, embora salientando que isso não implica em ditadura. É preciso que o povo fique atento para que sua desolação atual não se transforme em tormento futuro.
Parabéns, Laura! Adorei a força do poema.
Gostei muito da animação do vídeo.
Desejo-lhe uma ótima e abençoada Páscoa.
Abraço.
Olá Vera Lúcia!
EliminarO desalento popular quando muito prolongado pode levar à apatia ou à agressividade, daí a necessidade , do ponto de vista social e político de uma tomada de posição que rfaça recuperar a confiança, que afaste o desmazelo, e a necessidade urgente de criação de uma estratégia afirmativa para o futuro, uma atitude social e política que afaste o fatalismo e incite à acção.
Nesta situação existe sempre o perigo de grandes retrocessos.
Líderes perigosos surgem geralmente em alturas de crise e grandes dificuldades. Veremos...
Obrigada, Vera, e uma Páscoa feliz para toda a família!
xx
Laura , saio sempre enriquecida quando venho ao seu espaço . Só posso agradecer . Beijos e uma abençoada Páscoa para você e família .
ResponderEliminarObrigada, Marisa. Uma feliz Páscoa também para ti.
Eliminarxx
BOA NOITE LAURA
ResponderEliminarA Páscoa é amor, fraternidade, união. Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações. Que esta seja a verdade da sua e da nossa Páscoa! O meu desejo é que o seu domingo seja muito feliz e abençoado! E que eu possa continuar tendo uma amizade tão especial como a sua! Feliz Páscoa!
Com carinho
Olá Brisa!
EliminarDesculpe-me , mas essa não é a minha verdade, e acredito que a sua crença seja tão real, válida e verdadeira com a minha descrença.
Os dogmas da Igreja Católica ou de qualquer outra religião não fazem qualquer sentido para mim.
Espero que a sua Páscoa tenha sido muito feliz.
Muito obrigada pelos seus votos. Espero que a sua Páscoa tenha sido muito feliz.
xx
Amiga Laura, comparto contigo la opinión que tienes sobre Europa. Los países menos favorecidos somos simples títeres, manejados por la hipócrita de Merkel, que está enriqueciendo su país a costa de la miseria de los demás y sirviendo y sirviéndose del poder del capital privado.
ResponderEliminarRecuerdo perfectamente esa noche de Abril, pegado a la radio y expectante de esa Revolución pacífica que acaba de comenzar en tu país y del que sentía envidia, ya que aquí vivíamos tiempos muy difíciles y se veía casi imposible, repetir la hazaña del pueblo portugués. Mi mayor alegría fue cuando al día siguiente, vi a esos soldados con los claveles en el fusil, en señal de que no iban a disparar contra su pueblo. Ahí fue cuando me di cuenta de que la Revolución de los Claveles había triunfado.
No quiero que se llegue a esa situación de nuevo, pero el pueblo cada vez está más cansado de tanto corrupto, y el hambre que hay es real, nada más que hay que salir a la calle para darse cuenta. Cosa que deberían hacer los políticos, levantarse de la poltrona y salir a la calle, y si no son capaces de resolverlo, que dimitan.
Un abrazo y me ha gustado mucho tu entrada. Ánimo.
A U. Europeia foi a grande forma encontrada pelo eixo central, com a Alemanha a comandar, para controlar e subjugar de vez os países periféricos, iludindo as populações com fundos que não compensam a longo prazo, o desastre das políticas restritivas de produção em relação às poucas indústrias que poderiam trazer alguma riqueza, como a Agricultura e e Pescas, provocando a estagnação e aniquilamento da economia.
EliminarAinda hoje me pergunto como foi possível a entrega, no Tratado de Lisboa, do sector das Pescas à total soberania da União Europeia....!
Posso imaginar a invidia buena", mas felizmente a Espanha também não tardou muito a libertar-se de Franco, cuja morte pecou por tardia.
Existe fome e muita emigração novamente. triste sentir que o perfume dos cravos se evaporou .
Obrigada, Manuel. Um abraço!
Olá Laura!
ResponderEliminarPassando para agradecer a tua visita em meu espaço.
Muito obrigada, viu?
Otimo o teu blog. Parabéns!
Feliz páscoa ja nesse finalzinho.
Um abraço!
Olá Lu!
EliminarAh foi porque o Jorge deu a conhecer o seu blog...então fui dar uma olhada, e gostei!
Obrigada, Lu. Um abraço!
xx
Bom dia querida Laura.. todos os países passam por coisas assim.. o brasil tb tem das suas e por mais que a gente não quer falar sobre alguém sempre levanta as páginas e bate de frente com coisas que alguns querem apagar.. um sublime poema.. poesia vai fundo para mostrar as cicatrizes ou os amores..
ResponderEliminarsobre teu comentário na poesia regressão.. ficou excelente... eu sei que pego um pouco pesado e não devo estar falando bobagens.. falei de leve sobre fatos que pude ver nas minhas regressões.. as pessoas não precisam acreditar mas devem pensar duas vezes no pq as coisas se apresentam em nossas vidas.. isso do aborto é mais ou menos assim que funciona.. se nesta vida não pode ter é pq lá atrás praticou algo deste tipo e isso é muito grave.. e as que fazem hj podem esperar no futuro não terão certamente.. a lei é assim.. quem sai fora dela um dia tem que arcar com os feitos.. lindo dia até sempre
Olá Samuel!
EliminarPois é, tu entras por caminhos polémicos, mas cada um tem mesmo é de escrever sobre o que acredita e sobre as experiências vividas. E que esses caminhos dão que pensar lá isso dão, o que por si só já é algo de positivo. Eu gosto desses temas.
As mulheres que não podem conceber fizeram algo desse tipo, e com os homens inférteis o que poderá ter sido?!...
Obrigada; Samuel. Uma boa noite para ti.
Tanto que arriscaram aqueles homens para virem outros a seguir estragarem tudo. Muito bom texto e o poema é maravilhoso.
ResponderEliminarManuela Pires
Mas nem tudo se perdeu, está é quase tudo fora do lugar. Pelo menos a liberdade ainda existe, o que sem possibilidades de escolha vale o o que vale, mas continua a ser o mais importante para se partir para o resto.
Eliminarxx
VILA Nova de Mil fontes, Aivados!
ResponderEliminarAlentejo, Concelho Odemira
No Algarve, Concelho de Lagos
Existe, do mundo, a praia mais bonita...
Continuação boa semana, um abraço.
Eduardo.
É verdade, Eduardo, parece que a Ponta da Piedade é para o Huffington Post a melhor praia do mundo, mesmo sem ser propriamente uma praia, mas uma série de fantásticas formações rochosas. Embora tenha praias perto...
EliminarVila Nova de Milfontes conheço, mas Aivados não conheço.
Obrigada. Um abraço.
Olá, Laura.
ResponderEliminarTomara que tenhas passado uma Páscoa Maravilhosa.
Os meus desejos de uma semana positiva. Com muita luz, paz social, e crença no que possa fazer-te, seguir adiante.
Obrigada, Zé.
EliminarAlguma luz, algumas nuvens, demasiada paz social. Vamos ver na próxima sexta -feira.
Oi Laura,
ResponderEliminarEste teu excelente poema,é um grito de consciência histórica,
a tua voz poética assumindo a responsabilidade preciosa
do agente de mudança, que não se acomoda, nem se aliena
sobre uma realidade em crise:
"Soltemos as amarras do tormento
para que o antes não viva nunca mais".
Esta situação social-econômica-politica em crise de Portugal,
acontece também no Brasil. Atualmente nada se encontra fácil
e muito menos digno e justo. Com toda insatisfação em
relação a classe política (podre poderes), não devemos
abdicar do voto e participação coletiva em busca de
mudanças efetivas para um mundo mais justo e digno de
humanidade com qualidade de vida (educação,saúde,moradia...)
O vídeo espetacular...
Este teu espaço me proporciona um momento precioso!
Beijinho,querida.
Olá, Suzete!
EliminarEu não sofri na pele os grandes tormentos da ditadura, por ser criança, no entanto o mero facto de meninos e meninas não poderem contactar uns com os outros nem nos recreios das escolas diz bem sobre o que isso poderia significar em termos de convivência futura entre homens e mulheres. Uma sociedade em que a mulher precisava da autorização do marido para tudo.
Éramos ensinados com base no medo e na pancada, e não ter na ponta da língua todas as cidades, as províncias, as redes de caminho de ferro, as montanhas e os rios de todas as colónias portuguesas dava direito a reguadas ou a certeiras bofetadas.
Causa-me perplexidade que as pessoas se lamentem, mas prefiram ir passear ou à praia em vez de ir votar. Votar seria o mínimo exigível.
Obrigada, querida Suzete!
xx
Não o vivo, mas valorizo imenso o dia.
ResponderEliminarJá tinhas comentado!...:-)
EliminarNão o vives?!...Não o festejas, talvez...
xx
Gostei de ler tanto o texto como os versos.
ResponderEliminarBjs
Ainda bem, Elizabete!
Eliminarxx
Laura boa tarde, vim te desejar uma ótima terça-feira beijos.
ResponderEliminarhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br
Oh obrigada, Lucimar!
EliminarBelos dias para ti!
xx
Nem sogra...nem sogro!...:-)
ResponderEliminarAinda estamos a pouca distância para saber do alcance do 25 de abril na nossa história. Por vezes, parece-me que a não ter existido teríamos um caminho similar. O povo português tem características que mostram a repetição sempre dos mesmos erros.
ResponderEliminarÉ lamentável o sofrimento de apenas alguns para o bem comum que ninguém sabe definir ou entender.
Eu ando desiludida, até comigo.
Sonhava...e agora cada vez menos...e não gosto.
Uma publicação perfeita em tantos aspectos, Laura!
Beijinhos
Talvez pudéssemos ter tido um caminho similar, mas com certeza teria levado mais tempo. A guerra colonial foi o o factor determinante que fez desencadear toda a revolta que existia de forma abafada.
EliminarMas Portugal parece nunca cumprir-se, Eu já senti esse sentimento de grande desilusão comigo mesma, hoje sinto essa desilusão em relação ao país. Mas sinto-me mais viva do que nunca. Talvez sonhe menos, mas "pelo sonho é que vamos", mesmo que me volte a desiludir, uma e outra vez.
Obrigada pelas tuas palavras, Pérola
xx
ResponderEliminarHá um fado mau que persegue Portugal - o de adormecer. Felizmente que não chegaremos aos 100 anos. Mas nestes 40 muitos sonhos foram reduzidos a cinzas, outros estão a ser esquartejados. Estou a sentir-me pária, desconheço já os braços de Abril. Contudo, digo NÃO!
Um bom texto, Laura!
Beijinho
Portugal adormece e precisa sempre de ser espicaçado para acordar....Existem já tantos párias; uns estão cá, outros já tiveram de partir forçados, para outras paragens. Mas quem ficou tem de continuar a dizer não, porque há gente com fome.
EliminarObrigada, Laços!
xx
Assim pode mostrar tudo que aconteceu é ver que muita coisa pode ser diferente, beijo Lisette.
ResponderEliminar!!..Não sei se entendi, mas muita coisa pode ser diferente sim, até o próprio entendimento das coisas.
Eliminarxx
Laura: você é bastante visitada.seu blog é muito criativo..parabéns!!!abraços
ResponderEliminarVera Maria
Obrigada, Vera.
EliminarUm abraço!
xx
Um poema lindo e um texto acutilante com links muito bons!
ResponderEliminarAdorei ler, e a escolha da música do Zeca, inesperada, mas que tem muito a ver com o desalento actual das familias.
Sofia
Links que pouca gente parece abrir...:-)
EliminarObrigada, Sofia.
xx
Boa tarde,
ResponderEliminarHoje somos um povo adormecido por um governo e um presidente da republica incompetente que fala e não diz nada, que fala entre linhas para o povo dele, que são aqueles que a fortuna pessoal tem aumentado, os outros não são povo, são considerados números, a classe média passou a pobres e os pobres passaram a desgraçados.
Eles comem tudo e não deixam nada, não respeitam a constituição no que diz respeito á educação, não respeitam a saúde, não respeitam a dignidade o povo.
O povo vai acordar e correr a bem ou mal com este aprendizes de feiticeiros que dizem que estão a governar Portugal
Dia feliz
ag
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/
Boa noite, António!
EliminarEu acho que o sr. presidente foi das piores coisas que poderiam ter acontecido a este país, desde logo como 1º ministro, e a seguir como presidente da República. Um ser medíocre que abriu caminho a muito do que hoje se passa. C. Silva significa a nata do que Portugal tem de pior. E ainda tem a "lata" de queixar-se do pouco rendimento que tem ao fim do mês.
Mesmo assim temo que as eleições europeias sejam uma confirmação de mais do mesmo.
Obrigada, António.
Aquí, en España, pasa lo mismo. Después de todos los derechos adquiridos; ahora tratan de liquidarlos por este agresivo sistema capitalista.
ResponderEliminarPertenecer a Europa está suponiendo, para los Países del Sur, ser más pobres y más vulnerables...Debemos movilizarnos y recuperar el estatus y los derechos básicos que se sufragan con nuestros impuestos.
Como tu, bien dices:"Soltemos as amarras do tormento" en tu Precioso y espectacular Poema.
Me ha encantado el Video de Zeca.
Abraços e Beijos.
Os povos do sul têm todos razões para estar descontentes, com perda de direitos e de salários, e tanto desemprego. O trabalho é a roda motriz da economia de qualquer sociedade. sem trabalho não há recuperação possível.
EliminarAs próprias tendências políticas no centro da Europa também não preconizam nada de bom para uma Europa que nunca foi unida, e nunca será. Os países mais pobres terão de continuar a empobrecer para que estejam sempre na dependência de terceiros, e o povo não conta para nada, é mero peão de brega.
Obrigada, Pedro. Espero que esteja tudo bem.
xx
:-)
ResponderEliminarAqui em Lagos, também vamos comemorar.
ResponderEliminarDe uma maneira muito crítica, em relação à situação actual
Haverá um imensa e espectacular Exposição do Alonso, no Centro Cultural e pela cidade.
eu também colaboro.
Beijinho para si!
Pois, já vi que sim, e só se pode ser crítico nesta altura...
EliminarObrigada, Vieira Calado.
Agora nem posso comentá-lo; não gosto nada do Google+!...:-))
xx
Hello, Laura
ResponderEliminarEmotions are not the real tool, to build the ratio world!!!
Wisch you a happy life.
Abraço, Willy
Hello Willy!
EliminarYou're right, emotions are usually an obstacle for reason.
Obrigada.
Um abraço!
ResponderEliminar" Antes que a fúria bruta nos vença
e o desalento cedo nos mate "
Seja o de há 40 anos atrás, seja o de agora, o teu poema consegue abraçar o tempo...
Gostei muito também da escolha da música.
Neste dia, se pudesse, não deixava um beijo, deixava um cravo.
"Antes que a fúria bruta nos vença
Eliminare o desalento cedo nos mate
a coragem............."
Muito bom sentir que se consegue escrever um poema que abraça o tempo, e consegue-o pelas características de intemporalidade. Este é um dos meus poema preferidos.
Deixaste o beijo, eu intuí o cravo...:-)
xx
Olá Laura!
ResponderEliminarHá quarenta anos, era adolescente e tenho bem presente a manhã do 25 de Abril. A esperança que renascia no coração das mães e mulheres que viam os seus familiares embarcarem para uma guerra que parecia não ter fim, valia por tudo o resto, depois a liberdade, a força e determinação para construir um país do qual nos orgulhássemos e onde pudéssemos viver com dignidade...que alegria!
Ainda hoje me emociono com a coragem dos Capitães de Abril, com a determinação de Salgueiro Maia...que vergonha! Não soubemos honrar estes homens...há que remediar os erros e ter a coragem de agarrar o boi pelos...
beijinho!!!
Olá Cristina!
EliminarEu tinha 11 anos e praticamente só me lembro que não tivemos escola. Os adultos é que poderiam realmente valorizar tudo o que estava a acontecer. Como ouvi ontem à noite João Cutileiro dizer: " O 25 de Abril foi o dia mais livre de todos!"
Não soubemos honrar, e embora alguns dos militares ainda estejam vivos, os jovens não sabem quem eles são.
Tens razão, há que "agarrar o boi pelos cornos!"...:-)
xx
Obrigada Laura...agarremos então o boi pelos cornos...:)
Eliminar;-)
EliminarAh...Laura! Com a emoção esqueci-me de lhe dar os Parabéns pelo texto brilhante que aqui deixou...um texto que honra a nossa história!
ResponderEliminarViva a Liberdade!
Obrigada, Cristina!
EliminarE que viva a Liberdade, o único grande valor que nos resta.
E esperemos que por muito tempo...assim quero crer!!
EliminarTambém acredito que essa não a vão tirar, eles serão livres para governar mal, e nós seremos livres para dizer que eles governam mal...:-)
EliminarBrilhante!
ResponderEliminar25 de Abril.
Qual diamante bruto que depois de lapidado vão delapidando...
Mesmo assim já tem quarenta quilates, queiram ou não, cada vez mais valioso!
Nós fomos à aldeia e incomodamos, depois de uma vizinha vendo o nosso anseio de um cravo encarnado nos sossegar: "deixai lá, talvez se arranje alguma coisa...".
E no Dia lá os tinhamos, os primeiros do seu quintal.
Entramos no café da terra e entre olhares de soslaio e críticas abafadas, quase inaudíveis: "são eles...".
Acho que nem saborearam o café, o cheiro de dois cravos deu uma azia...
Quando regressamos tiínhamos uma embalagem de sementes de cravos vermelhos, oferta da Câmara Municipal de Lisboa.
"Agarra Abril...Semeia Abril", reza o invólucro.
Para o ano iremos inundar Forninhos de cravos vermelhos.
Foi diferente, mas valeu a pena a ponto de não conseguir travar o riso revendo a cara dos muitos de poucos, meio "apardalados".
Desculpe a brejeirice do comentário.
Um abraço.
Muito elucidativo o testemunho da sua passagem por Forninhos; a prova provada de que certos locais recônditos nunca sentiram verdadeiramente o "cheiro" da revolução e do seu significado, o que é ao mesmo tempo paradoxal já que dessas aldeias partiram tantos jovens para deixar a vida nas colónias. Como se algo de importante se tivesse passado,mas longe, num sítio que nada tivesse a ver com eles....Bom, eu até aqui em Lagos conheço duas pessoas que votam apenas porque têm medo que o governo faça algo contra eles, e por isso votam sempre nos partidos que estão nesse momento no poder. E nem adianta explicar!... Resquícios!...
EliminarPor acaso achei essa ideia da Câmara de Lisboa, simples, original, e simbolicamente importante. Imagino que o Xico já esteja a lançar as sementes à terra, e para o ano a azia ainda será maior...:-)
Obrigada, Xico. Os seus comentários são impagáveis!
Um abraço!
Muito bem dito, já não é a primeira vez que a senhora Conceição Esteves mete os pés onde devia pôr as mãos. È uma tosca.
ResponderEliminarJoão Nicolau
Aaah uma "tosca"!!...
EliminarArrependeste-te, Marcos?!...:-)
ResponderEliminar