"Urgente é construir serenamente
seja o que for, choupana ou catedral,
é trabalhar a pedra, o barro, a cal
é regressar às fontes, à nascente"
seja o que for, choupana ou catedral,
é trabalhar a pedra, o barro, a cal
é regressar às fontes, à nascente"
in Urgente
Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro, poetisa, romancista e dramaturga portuguesa, nasceu em Lisboa a 8 de Dezembro de 1900, e faleceu na mesma cidade a 19 de Dezembro de 1994. Filha de um oficial da Marinha, estudou em Portimão, Figueira da Foz e Lisboa.
Do casamento com António J. Tavares Ferro, Secretário da Propaganda Nacional, nasceu o filósofo e ensaísta António Gabriel de Quadros Ferro, e Fernando Manuel Teles de Castro e Quadros Tavares Ferro. A sua neta, Rita Ferro é também escritora.
Fundou com o marido e outros autores a Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, actual Sociedade Portuguesa de Autores. Foi também a fundadora da Associação Nacional Parques Infantis, à qual presidiu. Traduziu peças de teatro, escreveu Poesia, Romance, Teatro e Literatura Infantil.
Foi autora do argumento do bailado Lenda das Amendoeiras , levado à cena pela Verde Gaio em 1940, companhia fundada como uma afirmação da portugalidade, e do argumento do filme Rapsódia Portuguesa, primeiro filme português em cinemascope.
Recebeu o Prémio Teatro Nacional D. Maria II, pela peça "Náufragos", o Prémio Ricardo Malheiros, e o Prémio Nacional de Poesia em 1969.
Algumas obras : "Antemanhã"(1919), "Náufragos"(1920), "O Veneno do Sol e Sorte" e "Jardim"(1928), "Nova Escola de Maridos"(1930), "A Pedra no Lago"(1943), "Maria da Lua"(1945), "Exílio"(1952), "Asa no Espaço"(1955), "África Raiz"(1966), "Poesia I e II"(1969), "Fontebela"(1973), "Ao fim da Memória" (Memórias entre 1906 e 1939, 1986), "Urgente"(1989), "Os Cães não Mordem"(obra editada postumamente). Traduziu também autores como Rainer M.Rilke, Katherine Mansfield, Pirandello e Ionesco.
Alguns exemplos da sua escrita:
Bruno (rindo) - Quantos anos tens?
Teresa - Cem. (Rectificando) Dezoito.
Bruno - Estudas?
Teresa - Mais ou menos. Filosofia.
Bruno - Não digas mais nada, só suporto as pessoas enquanto posso imaginá-las como quero: vagas, fluídas, susceptíveis de desaparecer dum momento para o outro, como fantasmas ou miragens.
in Os Cães não Mordem
MAIS UM DIA PERDIDO
Há dias em que tudo é sem remédio,
em que tudo começa e acaba torto.
Uma folha caiu :
era um pássaro morto.
Neblina. Fim de tarde. Fim de Outono.
Nada nos fala, nos atrai, nos chama.
Choveu, parou a chuva,
ficou porém, a lama.
Um banco no jardim. Árvores nuas,
um cisne velho, um tanque, água limosa,
nem a relva ficou,
quanto mais uma rosa.
Há barcos, há gaivotas sobre o rio,
e nas ruas há gente, há muitas casas.
Mais um dia perdido:
arrancaram-lhe as asas.
in "Urgente"
"Um Grande Amor", poema de Fernanda de Castro com música de Miguel Ramos, na voz de Tereza Silva Carvalho
"Um grande amor não cabe em nenhum verso"
Fernanda de Castro,
ResponderEliminarpor linhas tortas, sabia
direito bem escrevia
poesia para o teatro!
Da árvore para o chão,
algo Fernanda sentiu
no seu bondoso coração
quando a folha caiu...
"Em nenhum verso,
cabe um grande amor"
direito, não do avesso
cabe o perfume da flor!
No vídeo gostei de ouvir o poema,
cantado por Teresa Silva Carvalho
ler poesia tão bela vale sempre a pena
Por amiga Laura Santos, aqui recordado!
Um abraço.
F. de Castro escreveu muito, e muito bem.
EliminarImagine que eu na minha juventude detestava a voz de T. S. Carvalho, só mais tarde percebi que cantava bem!
Obrigada pelos versos, Eduardo.
xx
Conheço muito mal a obra desta poeta.
ResponderEliminarMas anotei, vou tentar ler coisas dela.
O teu post é magnífico. Induziu-me a vontade de a ler...
Querida amiga, boa semana. xxx
Foi uma das minhas descobertas recentes, porque não está muito divulgada.
EliminarBoa semana, Nilson, e espero que as férias tenham sido boas.
xx
Lindas palavras e versos dessa poetisa Fernanda de Castro.
ResponderEliminarParabéns amiga Laura,adorei o vídeo também.
bjs
Carmen Lúcia.
Obrigada, Carmen Lúcia.
Eliminarxx
Oi Laura,
ResponderEliminarGostei tanto de ler 'Mais um dia perdido' ,
e também a citação no início do post.
Não conhecia Fernanda de Castro,
ela possui uma escrita que me pareceu agradável.
Boa semana, beijos :)
Também gosto muito desse poema. Uma escrita muito simples mas significativa.
EliminarObrigada, e uma boa semana também, Clau!
xx
Boa noite Laura
ResponderEliminar...Pois, e agora? O teu poste é ao mais alto nível.
Sinto-me analfabeta por não saber comentar sobre o mesmo.
Uma coisa é certa adorei o fado ... lindo!
Desejo-te uma excelente semana, beijinhos
O poema deste fado é realmente muito bonito.
EliminarObrigada, Cidália, estou a adorar esta semana, parece que a água do mar está a aquecer e amanhã vou à praia dar uns mergulhos! :-)
Boa semana!
xx
Hoje faço meus os sentires desta poesia que me fala.
ResponderEliminarHá um desalento, um partir de asas que me dói.
Gosto tanto das tuas partilhas, Laura!
beijinhos
É o desalento de quando a chuva deixa lama, e de quando parece que o dia não serviu para nada.
Eliminar"Mas é do destino/ de quem ama/ ouvir um violino/ até na lama"
J. Gomes Ferreira
Obrigada, Pérola
xx
De Fernanda de Castro só conheço Náufragos e Fim da Memória, mas pelo que tenho ouvido. foi uma excelente poetisa, romancista, dramaturga.
ResponderEliminarBjs
A sério?!!...Para quem diz não gostar de textos longos, não está mal...:-)
Eliminarxx
Nunca ouvira falar... curiosa!
ResponderEliminarSe calhar pouca gente jovem alguma vez ouviu sequer falar de Fernanda de Castro.
Eliminarxx
Quer-me parecer que a Laura "é apaixonada" por fado, verdade?
ResponderEliminarLi em tempos alguma poesia da Fernanda de Castro e até cheguei a publicá-la no meu blogue.
http://tintacompinta.blogspot.pt/2010/12/nove.html
Curiosidade: na passada sexta-feira estive em Portimão, com uma neta do antigo Presidente da República - Manuel Teixeira Gomes, até tirámos foto para a posteridade. Dias antes passei por Faro mas não a vi.
:(
Por acaso gosto de Fado, mas não de todo o tipo de fado, muito menos de todos os fadistas! Gosto de quase todo o tipo de música à excepção de Rap e Tecno, e gosto especialmente de música clássica. Só que realmente tenho postado muitos fados, mas acho que a Gisela João também é responsável por isso :-)
EliminarJá vi esse post sobre a F. de Castro, e já reparei que o Rui tem lá posts mais antigos muito bons!
Quer dizer que veio aqui para as minhas bandas, então...mas não viu quem em Faro, a mim?...É que eu estou em Lagos! :-)
xx
Lapso meu ao escrever Faro, queria dizer Lagos.
EliminarDa breve visita que fiz reparei que a estátua do D. Sebastião foi vandalizada com tinta, e num mural muito bonito que já publiquei no Facebook (uma pessoa a caminhar dobrada e um peixe...).
Reconheço que hoje escrevo menos, a qualidade também diminuiu, e a culpa não é só do facebook... talvez uma pausa no blogue me fizesse bem. Ando a ponderar fazê-lo.
Isto aqui é o reino dos Vândalos, vandalizam tudo!
EliminarA vandalização do D. Sebastião já vi, a outra da mulher, na rua do centro cultural (que também já postei) ainda não vi...
Noto que hoje faz posts mais curtos. Muito tempo a postar causa saturação. Talvez não postar tão assiduamente possa ser uma solução...
xx
Sem dúvida mais um texto que nos ensina algo e fornece a vontade de ir procurar e ler obras de Fernanda de Castro.
ResponderEliminarComo escreveu alguém noutro local, quando as obras apresentadas são muito boas, torna-se difícil de comentar...Concordo na íntegra
Fica feliz
xx
Ah! Acho que sei quem disse isso!...;-) E é bem verdade.
Eliminarxx
Querida amiga Laura, bom dia!
ResponderEliminarNão conhecia nada desta poetiza de alma Fernanda de Castro, tive mais um aprendizado da Literatura Portuguesa estando por aqui, e por sinal gosto muito das visitas que faço em teu espaço, sempre aprendo algo novo.
Me emocionou de verdade ouvir esse fado maravilhoso, com palavras simples e contidas. A poesia é linda! Adorei!
Beijos com muito carinho e tenha uma linda semana.
Marilene
Marilene Folhas Flores e Sutilezas
Olá Marilene!
EliminarAinda bem que gostaste, fico contente por isso.
Obrigada,e uma bela semana também para ti.
xx
É um fado de linha tradicional, que eu própria não conhecia e que só descobri agora.
ResponderEliminarxx
Não a ligava a António Quadros (li algumas coisas dele na faculdade, como ensaísta). Assim, apreciei imenso ler esta tua partilha, prestando uma homenagem a quem tanto deu de si. no âmbito literário e na atenção à infância. Abriu-me o apetite para a ler. Não há dúvida que temos vultos de relevante importância no campo das letras! Há famílias assim, que iniciam uma estrutura cultural, tornando-se, com o tempo, um pilar, capaz de andar por si só. Adorei o poema no seu todo, mas sobretudo pela forma com termina cada estrofe. Este tipo de poesia atrai-me bastaste...
ResponderEliminarO resto do post também está perfeito (citações e fado)
Meu beijo, Laura :)
Nem eu! Nem com o António Quadros nem com a neta, a Rita Ferro. Até porque ela decidiu manter o nome de solteira como escritora, já que começou a escrever muito cedo.
EliminarMuito interessada também pelas questões da infância. Um dia foi a uma loja de fazendas exigindo que o dono da loja lhe vendesse os tecidos ao preço pelo qual os tinha comprado já que seriam para "fardamento" de crianças pobres de um jardim infantil,e que portanto ele também teria de ajudar. O sr. apresentou-lhe padrões em castanho e preto, ao que ela respondeu que queria algo alegre; uns quadrados em azul e rosa, já que as crianças eram pobres mas não estavam de luto. :-)
Também gostei especialmente deste poema, uma linguagem muito simples e muito eficaz.
Obrigada, Odete.
xx
Geralmente venho ler as tuas respostas (eu ainda não consigo tempo para tal) e não podia deixar de deixar uma nota: a história que relatas, da loja dos tecidos, fez-me sorrir; enquanto professora e nos anos em que exerci o cargo de presidente da direção da escola, sempre quis o melhor para os alunos, em termos de manutenção da escola; ainda hoje não suporto que se doe qualquer coisa só porque são crianças pobres. Pelo contrário! Para mim, este é um princípio básico, transversal no ato do ensino-aprendizagem...
EliminarConcordo contigo. Existiu um tipo de caridadezinha foleira que felizmente tem vindo aos poucos a desaparecer, assente no pressuposto de que se é para os pobres qualquer coisa serve, tal como existe por vezes também uma forma de ajudar que é humilhante, ao expôr desnecessariamente as pessoas.
EliminarO acto de ensino-aprendizagem tem de basear-se desde logo no princípio de que todos são iguais, logo , pela dádiva teremos de dar o melhor para tentar equilibrar a situação dos mais favorecidos em relação aos que muito pouco têm, pelo menos em relação às coisas básicas.
xx
Vozes ao alto
ResponderEliminar...unidas como os dedos da mão...:-)
EliminarUma bela "Heróica" de Lopes Graça a partir da "Jornada" de J. Gomes Ferreira.
xx
Mesmo correndo o risco de me repetir, tenho de dizer que aquele post não é para ti. Nem para ti, nem para ninguém que faz parte da minha rede de blogues. De resto adoro ler-te e nunca me canso de o fazer. Depois, não sou gajo de indirectas, se tivesse algo a dizer-te fá-lo-ia sem qualquer tipo de constrangimento.
ResponderEliminarBeijinho
Ó Jorge, eu sei perfeitamente que o post não é para mim nem para ninguém em particular, por isso mesmo longe de mim pensar que fosse alguma indirecta. Eu só estava a brincar contigo, nada mais...:-)
EliminarO facto de eu dizer que os posts longos que escrevo geralmente pouca gente os lê, é verdade. Isso nota-se como algumas pessoas comentam, o que não é o teu caso.
xx
Oi Laura! Eis ai uma bela história de vida da Fernanda de Castro, uma grande poetisa que eu desconhecia. Lindo poema. Realmente, há dias que por mais que queiramos, não esboçamos um único sorriso, pois nada nos dá prazer.
ResponderEliminarAbraços,
Furtado.
Oi Furtado!
EliminarPois é, há dias assim, em que tudo parece turvo, e se encontramos um pássaro morto no passeio, o dia deixa de ter asas.
xx
Olá Laura,
ResponderEliminarMais uma grande poetisa que você nos apresenta. Pelo menos para mim é uma apresentação, pois não a conhecia.
Como você começou citando versos dela do poema 'Urgente', dei uma puladinha até o google para lê-lo na íntegra. Lindo, realmente.
Vale até citar o complemento:
Urgente
"..................................................
É não deixar perder-se uma semente,
é arrancar as urtigas do quintal,
é fazer duma rosa o roseiral,
sem perder tempo. Agora. Já. É urgente.
Urgente é respeitar o Amigo, o Irmão,
é perdoar, se alguém pede perdão,
é repartir o trigo do celeiro.
Urgente é respirar com alegria,
ouvir cantar a rola, a cotovia,
e plantar no pinhal mais um pinheiro.
Gostei demais.
'MAIS UM DIA PERDIDO' é outro belo poema e bem realista. Há mesmo dias que os sentimos inúteis ou perdidos, pois além de nada se encaixar sentimos, ao final deles, o quão foram improdutivos. É como se tivéssemos vivido aqueles dias em vão.
Gostei do poema musicado (fado). De fato, 'um grande amor não cabe em nenhum verso'. Os fados sempre me pareceram melancólicos.
Enfim, Laura, uma bela postagem nos indicando uma poetisa que vale a pena conhecer um pouco mais de suas obras.
Ótima semana.
Beijo.
Olá Vera Lúcia!
EliminarQue bom teres postado o poema Urgente, do qual tinha apenas citado apenas a primeira estrofe!
Quanto aos dias perdidos, até poderão não sê-lo, embora nós os possamos sentir como tal. Talvez tivessemos estado apenas um pouco ausentes...
O Fado é geralmente melancólico, mas também existem alguns fados alegres e divertidos. ;-)
Boa semana, Vera, e gostei muito do teu novo visual, estás linda!
xx
Laura, realmente, é com serenidade que levantamos nossas mais firmes e belas construções. Uma citação muito bem escolhida por você, para dar início a essa rica postagem. Eu não a conhecia e a vejo como mulher merecedora de aplausos. Em vários campos atuou e com o mesmo brilhantismo que você ressaltou. É difícil alguém receber, em vida, reconhecimento, notadamente no campo da escrita. Perdi-me, inclusive, na observação do rosto dela, expressivo por demais. Cultura não lhe faltou e deixou seu legado, única forma de imortalização. O poema é show. Quando começamos a ler os versos até pensamos que pode o dia melhorar, mas ela termina o seu pensamento com algo mais nostálgico. Foi a mais bela descrição de um dia tido como perdido que já li. Confesso que me encantei, com seu talento. Ao contrário de tantos escritores, viveu muitos anos. E com realizações soberbas. Grande beijo!
ResponderEliminarUma citação que é primeira estrofe do poema que a Vera teve a consideração de postar.
EliminarEu até acho que ela obteve bastante reconhecimento em vida, mas depois da revolução de 74, muitos escritores associados ao regime do Estado Novo, deixaram de receber reconhecimento público. Como eu não confundo talento com política, decidi prestar-lhe esta homenagem, não só pela escrita , mas também pelo seu papel de mulher activa na sociedade da época. Uma mulher sensível e com um bom coração, no fundo.
Embora já estivesse habituada ao chapéu, estás muito bonita na nova foto! :-)
Obrigada, Marilene, belo comentário, como sempre.
xx
Cantas o fado, Marcos?!...:-)
ResponderEliminarConheço esse fado, é muito antigo e até fui agora há pouco ouvi-lo no youtube, porque nunca tinha sequer ouvido falar de Carlos Moreira. Mas não gostei nada da voz dele! :-)
xx
Laura , não conhecia Fernanda Castro . Gostei bastante dos fragmentos que conosco partilhou . O vídeo também é muito bom . Beijos
ResponderEliminarPouca gente conhece...:-)
EliminarObrigada, Marisa.
xx
www.fernanda-decastro.blogspot.com
ResponderEliminarMuito obrigada pelo link do blog, que conheço muito bem; li-o todo! ;-)
EliminarMuito útil tê-lo deixado aqui para o caso de alguém querer saber mais sobre a vida e obra de Fernanda de Castro
xx
Fantásticos os poemas que escolheste para ilustrar a obra de mais um grande nome da literatura portuguesa.
ResponderEliminar"Neblina. Fim de tarde.
Fim de Outono.
Nada nos fala, nos atrai, nos chama.
Choveu, parou a chuva,
ficou porém, a lama. "
É uma simbiose instantânea de palavras e sentimentos intensos. Identifico-me particularmente com este verso.
A música conheço. É um fado bem interpretado e com um poema fantástico.
Foi gratificante aprender mais sobre Fernanda de Castro. :)
Beijinho. D
De tudo o que li , "Um dia Perdido" foi o poema com o qual mais me identifiquei.
EliminarAcho que é uma autora que deveria ter um pouco mais de divulgação, até pelas peças de teatro, talvez...
Eu não conhecia este fado!
Obrigada, Dulce! Deixaste-me com a cabeça a andar à roda com as tuas fotos de Veneza! ;-)
xx
Olá Sandra!
ResponderEliminarCom muita satisfação, vim lhe convida a participar do 2° Prosas Poéticas. Desnecessário seria dizer que a vossa participação é motivo de muita honra.
Deixando o meu abraço, enfatizo que lhe espero para engrandecer o evento com uma das suas magníficas criações poéticas.
Antecipadamente, lhe sou grato!
Olá!
EliminarApenas um pormenor, meu nome não é Sandra...:-)
Obrigada pelo convite (que já nem sei se será dirigido a mim), tenho a maior consideração pela iniciativa, que vai ser decerto um sucesso, mas eu tenho como princípio não participar neste tipo de iniciativas, no entanto irei ler todas as participações com todo o gosto.
xx
Laura, não sei como pude trocar-lhe o nome. Peço-lhe, encarecidamente, que me perdoe! E o faço somente hoje, pois essa sua resposta não veio até mim - não recebo e li nesse instante. Respeito e acato sua opinião em não querer participar, e não me queira mal pelo deslize, por favor!
EliminarTenha um final de semana invejável...
Acontece,não há o que perdoar, e daí não vem mal ao mundo :-)
EliminarÉ fácil trocar os nomes das pessoas que não conhecemos bem.
Um bom fim de semana também para si!
xx
Bom tarde.
ResponderEliminarO tempo perdido de hoje leva-nos à urgência da conquista do amanhã,
AG
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/
"Bom" tarde, António! :-)
EliminarPenso que a urgência de que fala o poema é uma urgência de não atropelamento, da construção bem assente e serena.
xx
Pena que as nossas poetisas se vão, elas deixam para nós excelentes trabalhos que ficam na memória e Fernanda de Castro é uma, Laura passando pra desejar uma ótima tarde beijos.
ResponderEliminarBlog /Fan Page / Twitter /
F. de Castro viveu quase um século!...:-)
EliminarUma óptima tarde também, Lucimar!
xx
MAGNIFICO POEMA!!! NO CONOCÍA A ESTA POETA. GRACIAS POR COMPARTIR.
ResponderEliminarUN ABRAZO
De nada, ReltiH.
Eliminarxx
Venho aqui amiga Laura Santos,
ResponderEliminarpara você desejar uma noite muito boa
figurões, em todo o país eles são tantos
sem nomes, acertou mesmo na proa!
Obrigado pela visita, um abraço.
Eduardo.
Eu não sabia do que poderia estar a falar, mas foi o que me pareceu.
EliminarMais um debate deprimente esta noite. Se eles que são da mesma "família" não se entendem...!
Boa noite, Eduardo.
xx
Pelos meus longínquos 12 anos eu cantava canções revolucionárias portuguesas, canções francesas, e também cantava muito a "Índia" de Gal Costa.
ResponderEliminarHavia como que uma rejeição do Fado durante os anos 70 .
Muitoo Obrigada por esta partilha
ResponderEliminarSónia
www.tarasemanias.pt
:-)
Eliminarxx
Não conhecia esta ilustre figura, e fiquei apaixonado por "Mais Um Dia Perdido"...
ResponderEliminarBeijo amigo
Um poema muito simples e muito belo.
Eliminarxx
Boa tarde querida Laura.. adoro quando nos brinda com autores que nos deixaram tanta riqueza nos versos..
ResponderEliminarvivo nesses tempos.. nesses escritos dos poetas daqui.. muitos temos que futricar e muito para encontrar algo.. parabens pelas colocações de sempre.. abraços e até sempre
Ler quem escreve bem, só nos pode fazer bem :-)
EliminarObrigada, Samuel.
xx
"Urgente é construir serenamente...é regressar às fontes, à nascente...".
ResponderEliminarComo que em resposta, vem o calmo, macio e feito de passos remansados, o Cante alentejano...
"Se fores ao alentejo
Não bebas em Castro Verde
As fontes cheiram a rosas
A água não mata a sede ".
"Um grande amor não cabe em nenhum verso"
...palavras de Fernanda de Castro...
"O poema é o sumo da palavra na sua superioridade ingénua e madura, o regozijo, a raiva, a ternura, a condensação prematura ou tardia do acto ou do pensamento através do sentimento...".
...palavras de Laura Santos...
E ca venho minha amiga, depois de quase todos para nao aborrecer e vir por vir. As tuas palavras carecem de calma, a mesma com que o meu sentimento se misturou e nao esquece.
Mas nada melhor que pegar num "Dia Perdido".
Beijinho.
A água não mata a sede quando a sede que se sente não é de água.
EliminarNão concordo que as minhas palavras careçam de calma, mas algumas sim, talvez porque eu não seja uma pessoa calma.
Toda a gente tem, ou já teve algures um dia perdido.
Obrigada, Xico. Sempre comentários excelentes!
xx
Ia esquecendo que depois ela tinha algo...
ResponderEliminarDesculpe o abuso.
"Alegria!
Alegria!
Volúpia de sentir-me em cada dia
mais cansada, mais triste, mais dorida
mas cada vez mais agarrada à Vida!".
Fernanda de Castro, in "D'Aquém e D'Além Alma"
Ah pois tinha, é que para saber ser triste também é preciso saber ser alegre, algo que os demasiadamente nostálgicos ou deprimidos não conseguem ser.
EliminarEu costumo dizer que invento momentos de felicidade ao rir-me da minha tristeza. E pode ser-se feliz estando triste, e sentir essa profunda vontade de viver. Eu sinto.
xx
OI LAURA!
ResponderEliminarADOREI A HISTÓRIA DESTA LINDA MULHER E POETA. QUANTO AO POEMA MUSICADO, FICOU PERFEITO.
ÓTIMA POSTAGEM.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Obrigada, Zilani.
Eliminarxx
Não conhecia essa doadora de palavras.
ResponderEliminarConhecer seu blog e ser apresentada a essa poeta cheia de versos que rasgam a alma foi um presente nesta tarde! Estou encantada!!
Já anotei aqui nos meus rascunhos!! :)
Abraços e muito obrigada por apresentar autores lindos!!!
Obrigada sou eu, Suzana, pelas tuas palavras.
Eliminarxx
Obrigada pela partilha Laura. De Fernanda de Castro nada conheço...até hoje.
ResponderEliminarGuardei em Doc. Word esta entrada e sublinhei as obras. Vou procurar ler pelo menos ainda este ano uma e quem sabe no próximo ano, que não tarda em chegar, mais uma ou duas...
Boa noite e até à próxima.
Uma escritora de certa forma "apagada" a partir do 25 de Abril.
EliminarBoa noite, Paula, e até já!
xx
"Uma folha caiu :
ResponderEliminarera um pássaro morto."
A beleza destes primeiros versos do poema, culminados com estes:
...Mais um dia perdido:
arrancaram-lhe as asas."
e tendo entre eles uma imensidão de delicados e tão profundos versos já dão a dimensão exata da grandeza da alma da Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro (ao citar todo o seu nome, rendo-lhe homenagens com imenso respeito à sua obra).
O pequeno diálogo também nos dimensiona a beleza e profundidade daquilo em que acreditava.
Já estava "encantada" com a sua obra quando me deparo com o vídeo e descubro maravilhada uma canção que tocou profundamente a minha alma tal a sensibilidade ali expressa.
Somente uma pessoa do “tamanho do mundo”, do alto dos seus 94 anos de vida, poderia ter feito florescer uma obra tão vasta e tão bela.
E que mulher linda! Sorriso e olhar de uma doçura comovente!
Apaixonei-me também por esta primeira quadra da canção:
"Um grande amor não cabe em nenhum verso,
como a vida não cabe num jardim,
como não cabe Deus no Universo
nem o meu coração dentro de mim."
Laura, minha querida, identifiquei-me profundamente com a tua postagem de hoje. O nome (Maria Fernanda) é também o nome de uma pessoa que me é muito querida. Lógico não ser este o motivo principal de ter gostado tanto de tudo que li.
Grata pelos belos momentos vividos nesse teu cantinho tão acolhedor.
Com carinho,
Helena
Olá Helena!
EliminarA beleza do poema reside precisamente nessa tua observação; na forma como começa e na forma como acaba.
Interessante que só tu te referes ao diálogo que eu também achei muito representativo em relação à questão significativa de tentar perceber se as pessoas estão mesmo disponíveis para conhecerem as outras, ou se alguém no caminho não passa de mero acidente.
Acho que a pele morena e os olhos verdes, conferiam a F. de Castro uma beleza muito peculiar. E sim, existem sempre nomes com os quais nos identificaremos por determinadas razões. Eu, por exemplo, nunca apreciei o nome Maria, mas desde que tenho uma amiga com esse nome, esse nome passou a ser muito agradável para mim :-)
Obrigada eu, querida Helena, pela tua presença e comentários que tanto aprecio.
xx
Oi Laura! Passando para agradecer a tua visita e gentil comentário, bem como dizer que fiquei feliz por teres gostado do soneto e etc.
ResponderEliminarAbraços e uma ótima sexta-feira para ti e para os teus.
Furtado.
Obrigada, Furtado, mas não percas tempo a agradecer os meus comentários, que faço com prazer.
EliminarBom fim de semana!
xx
Neste país perfumado,
ResponderEliminarempestado de má governação
jovem ou velho está condenado
por que não pode viver sem pão!
Na terra já não há trigo,
no celeiro não há sementes
nem de sobra um cortiço
da desgraça há leis vigentes!
Não venho aqui para falar,
de coisas tão tristes assim
venho para você amiga desejar
um bom fim de semana sim!
Para lhe oferecer não tenho uma flor,
todavia, permanece na imaginação
hoje e sempre tem mais valor
amizades que não magoem o coração!
Bom fim de semana,
um abraço para você amiga Laura Santos.
Eduardo.
É isso mesmo, Eduardo. "Amizades que não magoem o coração".
EliminarObrigada, e um bom fim de semana também!
xx
Olá, Laura Santos.
ResponderEliminarEm Sampa, tempo de sol e vento, tudo junto e misturado. Estamos na Primavera. Dias claros, mais curtos. Ainda, assim, venho te desejar um bom tempo de Paz e Alegria. Até porque, todo mundo quer um dia de sábado, para zoar. Abraços.
Olá Zé!
EliminarObrigada, e todos os dias devem ser dias para zoar.
xx
É tem dias que parecem assim. Será que as provisões do signo estão certas, rs... Num dia você só "paga mico", noutros só se aborrece, noutros só acontecem alegrias. Nesses dias alegres, alguns dizem: - Acho que vou ter raiva mais tarde. Eu digo: - aproveita! Que mania! Como se a vida tivesse sempre que ser trágica e tivéssemos que paga pesado ônus por uma animaçãozinha a mais. Gostei do poema, temática original e espirituosa. Bos Noite, Laura. Aqui são 18:49, nesse momento.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=W1MZzCVFkW4
Obrigada pelo video, Fábio. Guilherme Arantes não é muito conhecido aqui.
Eliminar"Certos dias de chuva nem é bom sair de casa", mas "Deixa chover!"
Exacto.
xx
Que posso dizer, Laura? Gostei muitíssimo dos poemas da Fernanda de Castro. Bom foi conhecê-la.
ResponderEliminarAmiga, grande beijo!
Ainda bem, então...:-)
Eliminarxx
Obrigada, Lucimar.
ResponderEliminarBoa noite e um bom domingo.
xx
What can i say? Yes, i love your "ramblings"
ResponderEliminarAnd also your style, to make your blog a
"zen cyber station"
XX
"zen cyber station"?!... Far from it!...
EliminarWish I were a zen person in the first place :-)
Thank you, Willy.
xx
Uma mulher guerreira, lindo.
ResponderEliminarBeijo Lisette.
"Guerreira" não seria o adjectivo por mim escolhido para caracterizar esta escritora. Perseverante, talvez...
Eliminarxx
Olá, linda jovem nobre poetisa! Bom aqui, boa tarde aí!
ResponderEliminarNuma manhã ensolarada e bela como aqui hoje faz, nada mais entusiasmante do que receber sua visita - alegrando o meu dia. Alegrou pela razão de que se o fizestes foi porque perdoaste-me. Pois então, com isso, estou muito feliz, creia-me! Juro que, jamais, cometerei a asneira de trocar-lhe o nome... Das vezes passadas que aqui estive, deixei de emitir opinião sobre o seu post, e o hoje o faço: fizestes uma brilhante homenagem - eu acho - à Fernanda de Castro, com instrutiva e atraente descrição bibliográfica da carreira literária da nobre autora lusitana.
Tenhas uma semana maravilhosa...
Mas o que é que há para perdoar?!... Nada mais normal do que trocar o nome de quem não se conhece, e neste mundo da internet ninguém se conhece mesmo!
EliminarObrigada, Viviani. Tenha uma óptima semana!
xx
Obrigada sou eu, Aluisio, pelas suas palavras.
ResponderEliminarxx
Para mim, este teu espaço é muito especial. Encontramos aqui
ResponderEliminarsempre uma qualidade literária única, com as tuas postagens e de
outros poetas e escritores (postados por ti) que merecem serem
lidos e apreciados.
Gostei muito da Fernanda de Castro, chamando a minha atenção,
logo no início, que a criação literária é uma urgência na vivência
do escritor (poeta), não importa que seja pequena ou grande obra,
mas a fonte do escrever como a essência do nascer sempre...
"Mais um dia perdido:
arrancaram-lhe as asas."
Quando estamos sem as asas do olhar de quem sonha,
tudo parece perdido... Há dias que parecem escuros,
sem possibilidade de um olhar sonhador...
Uma semana luminosa,registrada com o teu
olhar (poético) sonhador.
Este teu espaço é sempre inspirador, amiga! Bjos.
Obrigada, Suzete! Há dias assim, em que tudo parece correr mal, fora e dentro de nós, enquanto quando estamos felizes podem até chover picaretas e o céu escurecer que nada nos abalará. Felizmente a maior parte dos dias são felizes, e como costumo dizer, quando estamos felizes não há muito para "deitar fora"...ou escrever! :-)
EliminarUma óptima semana para ti, minha querida!
E por favor, não comentes quando estás muito ocupada com o teu trabalho. Isto deve ser um divertimento, e não uma obrigação.
xx
OLÁ amiga Laura!
ResponderEliminarPara completar o nº 100, como comentador, venho convidá-la a fazer uma visita ao blog do amigo Eduardo, no tema "Um minuto", tem lá um convite meu, não perca! Um abraço.
Olá António!
EliminarJá lá fui responder ao seu amável convite. Muito obrigada!
xx
Tenho alguns poemas publicados no blogue d'esta SENHORA.
ResponderEliminarA sério...?!!...E quais os títulos desses poemas?
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