O tempo aliado
é o caminho que nos transcende.
A gota de água
por beber
que em nós acende
a coragem de permanecer.
O dia que hora a hora
se torna impertinente
à medida
que o silêncio se demora
numa sala vazia
repleta de gente.
Espantosa a ausência
de compreensão
do solo de todas as cores.
Dos ramos
que se agitam em vão
quando mãos se elevam
para colher as flores.
O alheamento
das raízes que se contorcem
em chão infértil e diminuto.
De como de tanta aridez
o invencível fruto
na persistência se fez.
Do LP "Roupas de Pátria, Roupas de Mulher", de 1986, Esperança, com música e letra de Pedro Barroso. Composição que termina com um excerto de Carmina Burana.
"Este mundo furibundo dá falsas alegrias,
que fluem e se dissipam como pelos campos os lírios.
Louvores mundanos, vida vã, afastam-nos dos veros prémios
para impelir e submergir nossas almas noTártaro"
in Carmina Burana, c.1230

Beautiful post.
ResponderEliminarxo
Thank you, Rick.
Eliminarxx
É essa força da natureza que o homem não consegue mais, quão bela é!
ResponderEliminarE quão belo é o seu poema.
Engraçado o fato do post no mei blog tbm falar dessa força.
Beijos.
Sim, muito curioso, uma coincidência engraçada, embora a resiliência da natureza seja neste caso, apenas uma imagem de comparação com a resiliência humana.
EliminarObrigada, Lu.
xx
Apesar de todo o mal causado pelo Homem, a natureza é persistente!
ResponderEliminarParabéns pelo seu poema!
Bjs
A natureza é persistente, e as pessoas também.
EliminarObrigada, Elisabete.
xx
Um belo poema ilustrado magnificamente com um trabalho soberbo.
ResponderEliminarGosto muito de ouvir Pedro Barroso, vi um espectáculo dele ao vivo em Setúbal que foi memorável.
Um abraço e boa semana.
Também já o vi algumas vezes; aqui em Lagos e na Vila do Bispo. Gosto muito do que escreve. Comecei a apreciá-lo a partir da "Menina dos Olhos de Água".
EliminarObrigada, Francisco.
xx
Bom dia
ResponderEliminarComo se pode classificar um poema com esta categoria?
Soberbamente bem escrito, LINDO! Adorei a imagem, boa escola.
Ahh também gosto desta musica. Parabéns pela soberba postagem.
Beijo e um dia feliz.
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Boa "escola" e bom recreio!...:-))
EliminarObrigada, Cidália.
xx
Linda imagem e palavras amiga Laura.
ResponderEliminarA natureza persiste,mesmo que hajam mãos desejando destruí-la,ela mesma se reveste em novos ramos e novas flores.
Bjs-Carmen Lúcia.
E tal como a natureza, também nós devemos sempre renascer, apesar de tudo.
EliminarObrigada, Carmen Lúcia.
xx
Bonito momento que só o seu "Escrito no Vento", nos pode proporcionar!
ResponderEliminarAdorei!
O meu abraço.
Obrigada, António.
Eliminarxx
Que beleza de poema Laura...
ResponderEliminarA natureza só subsiste porque possui resiliência,
e as pessoas por sua vez, só vão adiante quando
se adaptam às intempéries dessa vida...
Beijos!
Exactamente. Foi pelo menos isso que tentei dizer.
EliminarObrigada, Clau.
xx
(Furibundo fiquei eu, não é que o meu comentário desapareceu?)
ResponderEliminarDizia eu, quem escreve assim não merece perdão. Fosse eu o juiz, isso é que era, pena máxima: escrever, escrever, escrever... até a mão doer e os olhos deixarem de ver.
:)
Os três últimos versos são o remate perfeito (*) para o título deste belo poema (desta doce compota). Isto não é nem pretende ser um elogio gratuito, ou seja, vai ter que partilhar mais poesia para "amortizar a dívida".
Quanto à árvore, geneticamente modificada, (isso não se faz) fica bem, mas o vídeo é outra lindeza. (Quando é que o Pedro Barroso vem a Leiria?...)
E "prontos" era mais ou menos isto que eu queria ter dito. Disse.
(*) não estou esquecido do 0-3, saudações desportivas. :)
Não me diga que o P. Barroso nunca foi a Leiria!!...
EliminarTem razão, quanto a organismos geneticamente modificados é que não pode mesmo ser.
Felizmente não é juiz, porque uma sentença dessas seria demasiado pesada. Já me estou a imaginar velhinha, a não dizer coisa com coisa, cheia de artroses a tentar empunhar a minha Bic...:-)
Não tenho predilecção por nenhum clube, mas o 0-3 foi realmente um verdadeiro "banho"!
Obrigada, Rui.
xx
A natureza resiste e sempre resistirá!
ResponderEliminaro homem com maldade tanto insiste
todavia, penso que jamais a vencerá.
Por ser alambazado até mais não!
quanto mais tem, mais e mais quer
porque só homem que não tem coração
é que não reconhece os direitos da mulher.
Para destruir a natureza, tudo está a fazer,
por vontade do homem estou pensando,
será que é possível alguma vez acontecer
para aquela misteriosa árvore olhando.
O homem por ser tão habilidoso,
constrói armas para com elas se matar
estará ele ainda pensando se calhar
para além deste há mundo maravilhoso?
Os caminhos sempre continuarão,
gotas de água não deixarão de cair
sempre aqui na terra com precisão
para a verde paisagem florir!
Maravilhoso é seu poema,
escrito sem qualquer maldade
com imaginação bem escolheu o tema
enraizada transformação naquela árvore!
Desejo-lhe uma boa tarde amiga Laura.
Belas palavras!
EliminarQue tanto as paisagens da natureza como as paisagens humanas, consigam resistir à indiferença e crueldade do Homem.
E que a água nunca nos falte!
Tenha um bom resto de tarde, Eduardo.
Obrigada.xx
Boa tarde Querida Laura.
ResponderEliminarUma grande lição a natureza nós da, nós mostrando sempre como se renova independe das circunstancias, como seria maravilhoso se as pessoas agissem da mesma forma, tendo a capacidade após momento de adversidade a se adaptar ou evoluir positivamente frente à situação apresentada. Uma linda imagem, fique bem impressionada pelo trabalho do escultor na arvore, lindo trabalho, muito bem feito. Gostei também no vídeo. Uma feliz noite amiga. Enorme abraço.
Quem não consegue reagir à adversidade, não terá forma de sobreviver num mundo de desafios diários, tanta injustiça e infortúnio.
EliminarObrigada, Mirtes. Boa noite.
xx
A capacidade de regeneração da natureza é grande sem dúvida. Mas não é infinita, e isso nota-se em certos pontos do planeta. E o homem continua a cometer atropelos contra ela. Gostei muito do poema, E da canção que não conhecia
ResponderEliminarUm abraço
É verdade, Elvira, nem todas as agressões à natureza permitem a sua regeneração, tal como existem agressões à individualidade de cada um dificilmente remediáveis.
EliminarObrigada, Elvira.
xx
Só estamos bem aonde não estamos, por isso a felicidade plena não existe. Se existisse, a busca não faria sentido.
ResponderEliminarxx
O seu belo poema , querida Laura, me fez pensar na pequena semente lançada ao chão, no seu indizível esforço para romper seu invólucro e tantas barreiras, vencer a agressividade da terra seca, depois dos ventos, das chuvas, para em seguida, crescer em direção ao sol, em direção à vida... Essa luta acontece também, com o ser humano...
ResponderEliminarResumindo: Adorei, Laura!
Beijos!
Foi essa a tentativa; a de tentar relacionar comparativamente o esforço do mundo vegetal para aguentar-se ou re-erguer-se depois das intempéries, neste caso a seca, com a vida do ser humano assaltado também pela aridez da vida.
EliminarObrigada, Shirley.
xx
Espetáculo de imagem, Laura.
ResponderEliminarPerfeita para ilustrar o seu belo poema.
Uma árvore, ou o seu tronco, sugere fortaleza e flexibilidade para enfrentar os ventos tempestuosos. Da mesma forma , o ser humano é capaz de se recuperar das adversidades, aprender com elas e 'dar a volta por cima'. Somente os resilientes "envergam-se, mas não tombam", prevalecendo a coragem de permanecerem de pé. Exemplo que a natureza nos oferece a todo momento.
Sua construção poética, com belas metáforas, traduzem com arte e inteligência a capacidade da resiliência.
Muito lindo. Eu diria até que mais que lindo, pois foi uma criação fantástica.
Ouvi a música e gostei. Também gostei muito de várias imagens do vídeo.
O excerto de Carmina Burana, que finaliza a composição, é forte e expressa desalento com o mundo.
Felizes dias.
Beijo.
Geralmente não tenho muita paciência para escolher imagens, mas descobri esta imagem que por acaso até está j´bastante difundida, e nem sei qual é o autor. Tanto o poema como a imagem têm o intuito de sugerir que um tronco forte pode vacilar mas não cai. Que existem abanões que nos fazem estremecer até ao fundo das raízes, mas que um ser resiliente permanece, aceita a adversidade, e continuará a lutar para manter-se de pé.
EliminarObrigada, Vera Lúcia.
Dias felizes, também.
xx
Laura, a imagem que escolheu é muito bela e traduz , com propriedade, o sentido de seus versos, no tocante à natureza e aos indivíduos.
ResponderEliminarAs adversidades não vencem a natureza, que se renova, na maioria das vezes, automaticamente. As tempestades dobram os galhos e até quebram os troncos, mas as árvores que possuem raízes saudáveis e fortes não sucumbem. O mesmo não acontece conosco. Podemos vencer obstáculos e adversidades se decidirmos que esse é o nosso melhor caminho. Quando você menciona " a coragem de permanecer", quando alude ao estresse da espera, na segunda estrofe, já podemos antever as reações dos resilientes. O crer fornece a esperança, muitas vezes advinda da fé religiosa. Nem todos os indivíduos, ao caírem, serem pisoteados, deformados, aprisionados... conseguem voltar ao que eram, recomeçar com a mesma garra. A natureza nos apresenta um exemplo inquestionável de resiliência, pois não se cansa de lutar para sobreviver. Mas nem todos os seres humanos têm essa capacidade. Os mais fragilizados não conseguem se agarrar aos troncos, nem se lembrar que as tempestades passam, quando chega a ventania.
O vídeo apresenta lindas imagens e a música é bem agradável de se ouvir. Gostei muito, realmente. O excerto de Carmina Burana me deixou, por um tempo, a refletir.
Seu poema é arte. Parabéns pela poética abordagem. Grande beijo!
Existem muitas árvores deitadas abaixo pelas tempestades, mas as suas raízes continuam intactas e a partir delas nova vida acontecerá. O mesmo deve esperar-se do ser humano, na ideia de que por maiores que sejam os golpes infligidos a vida terá sempre um sentido a perseguir. Daí a música escolhida, uma Esperança que não morre apesar dos infernos que o mundo nos possa apresentar. É verdade que nem todos têm essa capacidade, porque ao contrário da Natureza, somos feitos de várias "naturezas" que convergem positiva e negativamente para o que somos e para a nossa capacidade de resistência.
EliminarObrigada, Marilene.
xx
POESÍA MUY, MUY INTERESANTE!!!!
ResponderEliminarABRAZOS
Obrigada, ReltiH.
Eliminarxx
O homem pode fazer mal a natureza, mais a natureza permanece firme, linda a imagem me impressionou muito, Laura beijos.
ResponderEliminarPois é....:-)
Eliminarxx
Esta imagem chega ao nosso olhar em dois momentos: um, ela nos choca por lembrar o que o ser humano tem feito com os outros seres vivos, no exemplo, uma árvore que a princípio vemos machucada, ferida, podada, não apenas mercê da ação desastrosa do homem como também dos elementos agressores não naturais, que decorrem do aumento da poluição do ar, de produtos tóxicos, aumento da pressão atmosférica, e muitos outros agentes que cada vez mais estão sendo descobertos.
ResponderEliminarDois, a imagem nos fala da ternura que nos deixa ver a habilidade no seu desenvolvimento, na sua adaptação às agressões externas, nos mecanismos que desenvolvem para se proteger e mostrar que a natureza tem também respostas a serem dadas ao homem. Num dos trajetos de minha caminhada matinal uma árvore foi podada pelo tronco quase próximo às raízes, servindo muitas vezes de banquinho para pedintes ou adolescentes na espera de alguém. Há tempos não passava por lá, e quando o fiz recentemente fiquei surpresa, feliz, extasiada, ao ver o milagre da vida numa pequena plantinha que sobressaia seus galhos e tenras folhas que dava até vontade de cobrir com uma redoma, como o pequeno príncipe fez com a sua flor (conhece a história? Eu o li nos idos dos meus 10 anos, presente da minha avó materna, aquela que me ensinou a amar os livros). Naquela época as reflexões ali contidas me chegaram como um presente muito precioso. Ao longo dos anos fui aprendendo sobre a resiliência atuando não apenas na natureza como também no comportamento humano, numa atuação que cada vez mais se expande para outras áreas. Mas foi a lembrança daquela flor recusando uma proteção que me despertou para o fato de que aquele galhinho que chegara sozinho por força da sua natureza e que na certa, não sofrendo a ação predadora do homem, tinha condições de fazer com que a velha árvore podada voltasse novamente à vida.
Laura, no teu belo poema consegues formar versos que além de conter a ternura da poesia nos mostram preciosas reflexões, como estes:
A gota de água
por beber
que em nós acende
a coragem de permanecer.
Ou este primor de encerramento:
De como de tanta aridez
o invencível fruto
na persistência se fez.
Nos teus poemas não há como destacar um verso ou outro, pois tens a extrema capacidade de encadeá-los num ritmo não só agradável de se ler como também nos permite melodiá-los a nosso bel prazer. Ousadia, hem? (risos).
Quanto ao vídeo, procurei ler alguma coisa sobre o Pedro Barroso e fiquei encantada com a sua obra. Li alguns poemas e escutei algumas de suas músicas depois de ouvir essa beleza de Esperança e de assistir às belas imagens. O excerto de Carmina Burana ao final ficou simplesmente fantástico. Que alma iluminada ele possui! Que sensibilidade! E que doçura de voz!
Um mimo muito precioso nos ofertaste, minha querida, junto do teu completo poema e imagem tão pertinente.
Fica um beijo no teu coração, com meu carinho,
Helena
Muito terno esse desejo que também sinto tantas vezes, de querer proteger uma pequena planta que surge de um tronco que foi cortado, embora a única protecção de que ela necessita seja simplesmente deixá-la em paz.:-) E quem não conhece "O Pequeno Príncipe", aqui intitulado de "O Principezinho"...? Está ali numa das estantes e já o li há tantos anos que nem é bom dizer, e a minha filha leu-o por volta dos 7 anos de idade, muito aliciada pelas ilustrações. Uma obra simples que marcou e continuará a marcar muitas gerações.
EliminarHá sempre algo que nos falta, ou porque ainda não realizamos, ou porque perdemos (como tu infelizmente sabes), mas tanto num caso como noutro, a coragem de permanecer forte e prosseguir viagem, é imprescindível para que não nos afoguemos em desesperança e desalento. Tal como a árvore podada volta à vida, assim temos nós de na vida persistir.
Adoro as tuas análises, a tua "ousadia":-)) que não passa de um sinal de respeito pelo que lês. E gosto muito da tua pesquisa posterior em relação a autores ou cantores que desconheces. Querer sempre saber mais é também o que gosto de fazer.
Obrigada, minha querida Helena.
xx
Oi Laura! Acho que a vida só é boa devido aos seus altos e baixos. Se tudo fosse como nós quiséssemos, não haveria a mínima graça, porque passaríamos a viver num mundo de mesmice. Já imaginaste o tamanho da satisfação quando encontramos a solução para um problema que há tempo nos aflige? Acredito que o bom da vida está no cair e levantar.
ResponderEliminarO homem ainda não se conscientizou de que a Natureza é imbatível, e que mais forte ainda, é o seu poder de regeneração e, lamentavelmente, a sua capacidade de revidar as agressões que lhe são impostas.
Imagem linda e muito pertinente ao teu belo, inteligente e profundo poema. Gostei de ouvir a Esperança, muito bem interpretada pelo Pedro Barroso.
Beijos e um ótimo final de semana para ti e para os teus.
Furtado.
Se tudo fosse como quiséssemos não precisaríamos de sonhos para nada, mas viveríamos tão tristes por não saber nada acerca de sonhos.. E é verdade que as situações difíceis, quando resolvidas ou ultrapassadas em nós pelo tempo, dão-nos resistência.
EliminarObrigada, Furtado.
xx
Permanecer e persistir...
ResponderEliminarÉ o caminho que nos resta, por vezes.
Excelente poema, minha amiga, gostei imenso.
Laura, tenha um bom fim de semana.
Abraço.
Permanecer, persistir, e nunca voltar a cara à luta.
EliminarObrigada, Jaime, e bom fim de semana.
xx
Laura, without "esperança" live is just a blacq box,with only entry's , after closed doors...
ResponderEliminarHappy Halo,
xx Will
And after doors being closed it will be so hard to reopen them.
EliminarI don´t give a damn about Halloween!... :-)
Thank you, Willy.
xx
E, então, Laura, poderia repetir o que os outros já disseram e o fizeram tão bem. Não o farei. Todavia, como resistir e não dizer-lhe que concordo com a lucidez de Ruy Pascoal?
ResponderEliminarNão que mereças o tal castigo, mas não deves deixar "nunca" de nos prover com a sua bela escrita, com a sensibilidade à flor da pele que tens.
E não só pela escrita, mas pelas belas escolhas: a música de Pedro Barroso é um primor. E que casamento!
Com lirismo nos faz pensar que deveremos de olhos cerrados ruminar os nossos males à natureza.
E a imagem é a mais perfeita tradução do que poetizas.
Forte abraço,
O Rui Pascoal é o meu primeiro leitor a sério. Confesso ser ele uma das pessoas que mais me incentivou a escrever. Tal como tu, mais tardiamente, e mais três ou quatro pessoas. ;-)
EliminarObrigada, Zé.
xx
Excelente trabajo querida amiga; a pesar de que hoy el traductor ha dado problema y me ha costado mucho poder interpretar tus letras.
ResponderEliminarBuen fin de Semana.
Eu não necessito de tradutor para a língua castelhana!...:-)
EliminarObrigada, Manuel.
xx
A vida é, em si, persistência e resiliência, adornada de discretos poemas que, de tão discretos, muitos passam sem os ver.
ResponderEliminarUm beijinho :)
Sem dúvida, os poemas discretos na vivência do dia a dia, poucos deles se dão conta.
Eliminarxx
Vi essa imagem e achei encantadora combina
ResponderEliminarbem com o poema !!!
Os que desprezam os pequenos acontecimentos nunca farão grandes descobertas. Pequenos momentos mudam grandes rotas.
___Augusto Cury___
Pequenos momentos podem mesmo mudar grandes rotas. A vida faz-se às vezes de pormenores.
Eliminarxx
Boa tarde Laura.
ResponderEliminarVim lhe desejar um lindo sábado , domingo e que o seu més de novembro e de todos os seus familiares seja maravilhoso. Cada vez que a conheço mais, interagindo diariamente mas lhe admiro. Forte abraço.
Obrigada, Mirtes. Tudo de bom para vocês, também.
Eliminarxx
Gostei do excerto a final, da imagem também, apesar de tudo o que é geneticamente modificado soe a falso. A natureza é bela sem a acção do homem. Com isso lembrei-me até das rosas sem espinhos, que não têm graça nenhuma. A vida é igual, se não tiver alguns espinhos não tem beleza nenhuma.
ResponderEliminarJá sabes que de poesia pouco entendo, mas li as tuas respostas para melhor entendimento ;-)
Bom fim de semana, Laura.
Concordo que tudo o que é geneticamente alterado, para além de perder a graça, pode até mesmo ser perigoso. Mas nem sabia ainda da existência dessas rosas sem espinhos....Que ridículo!
EliminarFazes bem em ler as respostas, mas olha que nem eu própria sei bem o que escrevo! :-)
Obrigada, Paula. Boa semana.
xx
quando mãos se elevam
ResponderEliminarpara colher as flores.
Mãos que colhem, mãos que oferecem, mãos que afagam, mãos que amam..
Felicidades
MANUEL
Obrigada, Manuel.
Eliminarxx
Comentarei com um soneto de Olavo Bilac, Laura:
ResponderEliminarVELHAS ÁRVORES
estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
https://www.youtube.com/watch?v=yfx7bHPAXFM
Obrigada, Fábio, um belo poema e video! Olavo Bilac é sempre um grande presente.
Eliminarxx
Laura, que esse domingo lhe traga muitas alegrias!!!
ResponderEliminarBeijo!
Obrigada, Shirley. Trouxe imensa chuva! :-)
Eliminarxx
Malvada afronta que comanda o meu destino
ResponderEliminarPor vozes maldizentes e inocuas
Do nada que acarretam de almas vazias
Luzidias na carteira recheada
De molhos de notas de nada
Amores trocados por iras
No suposto ser um lar
A troco de tantas modas
Deixem que me acomode
No meu canto
Na minha luta labuta
Da tal resiliencia
Que me moi a paciencia
Mas sei que irei vencer
O bem e o mal contra mim
Mas quem manda sou eu.
(por vezes a Laura tira me do serio...).
Bonito amiga!
Verdadeiramente cortante o seu poema, e muito elucidativo da luta diária que temos que travar contra modas, superficialidade, conflitos inevitáveis mas por vezes evitáveis.
EliminarA resiliência "mói a paciência", mas é a única possibilidade.
Bonito, Xico! :-)
xx
Laura , a capacidade de se reerguer após a queda é lição que aprendemos com a natureza . Repetirei à exaustão que sua escrita é presente aos seus leitores . Gostei também da imagem e música que fazem pano de fundo ao belíssimo post . Obrigada . Beijos e boa semana .
ResponderEliminarGrata sou eu, Marisa.
EliminarBoa semana.
xx
Este teu poema louva a natureza em sua força luminosa
ResponderEliminarde sobrevivência as constantes agressões. Dela sempre
nasce um caminho em busca dessa luz-vida...
Nós humanos somos natureza, mas há uma complexidade
racional que trilha um percurso destrutivo maldoso nessa
dicotomia com a natureza maior. Eu acredito no caminho
da nossa unidade com a natureza, indo além, aprendendo
com ela toda a beleza ritualística da vida...
O teu poema trilha o caminho do lirismo, beleza
e profundidade com a tua assinatura luminosa, Laura!
O todo em harmonia: a imagem, o poema e o vídeo...
Bjos.
Quanto mais nos afastamos da Natureza mais perdemos, já para não falar dos atentados de que é alvo. A Natureza tenta reagir à adversidade, e o mesmo temos nós que fazer quando sofremos golpes adversos.
EliminarObrigada, Suzete.
xx
¡Hola Laura wapa!!!
ResponderEliminarEs precioso el poema en forma y contenido, profundiza y tocas ciertas situaciones de soledad con tu sensibilidad y esplendida maestría. Cosa o casos que realmente existen sobre todo pasa mucho con las personas mayores. Si mal no he entendido; y ¿Me corriges si me equivoco? Eh, sembramos las semillas, nacen y las mimamos con todo el cariño del mundo, les enseñamos a caminar de nuestra mano tierna, les enseñamos a comer de su mano, a calzase a vestirse, a lavarse, les damos la oportunidad estudiar una carrera para que tengan una vida más digna mas cómoda de la que nosotros tuvimos. Y luego sucede que cuando somos ya muy mayores, puede estar la casa llena de gente, uno puede estar rodeado de personas y sentirnos verdaderamente solos/las. Lo mismo puede pasar en la pareja, convivir en el mismo hogar, pero con total indiferencia uno del otro, que en definitiva es como vivir en una soledad que hiere el alma.
Y ocurre, que también pasa, yo conozco algo de esas historias tristes no muy lejanas a mí.
La imagen del árbol, representa muy bien al ser humano, somos árboles, ellos también se deterioran por abandono y el maltrato del hombre. Debemos amar la naturaleza igual que a nosotros mismos.
Es siempre un placer leerte, Laura.
Te dejo mi cálido abrazo, mi gratitud y mi estima siempre.
Feliz semana.
Claro que não te equivocas quanto à leitura que fizeste. Nós somos mesmo como as sementes que tão bem podem surgir, compor-se na terra e crescer desabrochando em flor que origina belo fruto, mas cujas vicissitudes da vida, certas contingências de indiferença, de abandono, de falta de rega, nos podem colocar numa situação de sobrevivência e tentativa de resistência.
EliminarUm leitor nunca se equivoca sobre o que lê, porque cada um lerá sempre de acordo com a sua própria sensibilidade e experiência pessoal, e por isso todas as leituras são válidas.
Obrigada, Marina, estimo-te muito, também.
Uma semana feliz.
xx
Durante esse tempo afastada dos blogs
ResponderEliminarsenti muitas saudades de todos que
de alguma forma não deixou por um só dia meu blog sem nenhum comentário.
Agradeço de todo coração pela fidelidade isso não tem preço
uma amizade sem questionamento linda e silenciosa
num carinho de apertar o coração.
Hoje agradeço pelo apoio no silêncio das horas e dos tempos.
Uma semana na paz e na luz de Jesus.
Foi triste meu afastamento
marcado por perdas e lagrimas doloridas,
mas Deus nos da um dia recolhe para sua verdadeira Pátria.
Um beijo carinhoso saudades sem Fim.
Eva..
A vida nem sempre é fácil, e a Evanir bem o sabe.
EliminarPersista e insista na vida. Apesar de todas as perdas.
xx
Laura passando pra desejar uma ótima semana, fique com Deus beijos,
ResponderEliminarLucimar Estrela da Manhã
Obrigada, Lucimar.
Eliminarxx
O texto e a imagem estão em perfeita sintonia!
ResponderEliminarParabéns Laurinda!
O texto e a imagem podem estar ou não em perfeita sintonia, tu é que não estás certamente.
EliminarQuem é a Laurinda?!...:-)
xx
Laura, querida, vim deixar-te um beijo e agradecer o doce comentário. O anjo é apenas uma montagem para ilustração do post. É realmente um anjinho muito lindo.
ResponderEliminarQue a alegria seja permanente nas tuas horas.
Um beijo terno.
Mas que deliciosa montagem! Por momentos até pensei que a pintura fosse tua e depois a tivesses "montado" naquela moldura enorme...! :-) Ficou lindo para a mensagem a transmitir.
EliminarObrigada, Helena. Eu sou alegre e sou triste.
xx
Olá Laura, que belo poema! Assim como natureza tem a capacidade de se adaptar as inúmeras mudanças que sofre ao longo dos tempos, nós, em muitos momentos temos que ser assim como ela. Temos que nos adaptar as situações e acontecimentos para conseguir viver melhor. Beijo grande
ResponderEliminarhttp://simplesmentelilly.blogspot.com.br/
É mesmo, Lilly.
EliminarObrigada.
xx
OI LAURA!
ResponderEliminarTENHO UM TEXTO EM MEU BLOG COM ESTE NOME TAMBÉM E LER-TE FOI DEMAIS, PASSAS EM TUAS PALAVRAS O QUE O TÍTULO SUGERE. ASSIM COMO UMA SEMENTE CONSEGUE GERMINAR MESMO EM SOLO ÁRIDO E DAÍ SURGIREM FLORES E FRUTOS, TAMBÉM NÓS, EM NOSSAS VIDAS, PODEMOS DAR A VOLTA E RENASCER, MESMO QUANDO TUDO DIZ O CONTRÁRIO.
LINDO LAURA.
ABRÇS
-http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Já passei, como toda a gente por muitos renascimentos, mas às vezes renascer é muito complicado.
EliminarObrigada, Zilani.
xx
Se erga sempre, cada vez mais forte após cada queda.
ResponderEliminarBeijo
Erguemo-nos queda após queda, até à queda final.
Eliminarxx
Gostei muito do texto e da imagem. A imaginação do poeta/poetisa não tem limites nem fronteiras. Cada palavra tua é um bálsamo à sabedoria e capacidade de ( nos) fazer reflectir.
ResponderEliminarFica feliz
xx
Obrigada, Ricardo, mas chega uma certa altura em que já não adianta reflectir sobre muita coisa.
Eliminarxx
Voando aqui para te deixar um abraço afetuoso
ResponderEliminarbem demorado de irmandade...
Tu me emociona muito com as tuas palavras,
precioso para mim ser lida e tão compreendida por ti...
Grata, Laura querida!
Bolas! O que foi que eu disse, Suzete?!...Até vou voltar lá para reler o que escrevi...:-)
EliminarÉs uma querida!
xx
... gostei de ler-te amiga Laura!
ResponderEliminarUm beijo em seu coração!
Obrigada, Nanda. Prazer em ver-te por aqui!
Eliminarxx
Voltei para ver as novidades.
ResponderEliminarMas gostei imenso de reler o seu excelente poema.
Tenha um bom resto de semana, querida amiga Laura.
Um abraço.
De momento estou a postar apenas duas vezes por mês.
EliminarObrigada, e bom fim de semana, também.
xx
Sensacional, bjbj Lisette.
ResponderEliminarLOL
EliminarObrigada, Lisette.
xx
Olá Laura,passando para agradecer suas visitas e desejar um ótimo final de semana.
ResponderEliminarBjs-Carmen Lúcia.
Não precisa agradecer, é um prazer. Eu gosto de ler e comentar.
EliminarGrata sou eu pela atenção. Um óptimo fim de semana, Carmen Lúcia. Para o Lucas, também. :-)
xx
Querida Laura!
ResponderEliminarDelicioso o teu poema, e a ilustração não podia ter sido mais bem escolhida, tal como a mùsica.
A maior parte das vezes lança-se a semente à terra, apenas para colher o fruto .Infeliz aquele que assim pensa e assim faz.
O fruto virá na altura apropriada e desfrutará dele, aquele que tiver para desfrutar.
O que interessa é cuidar das raizes e mimar os ramos para que a árvore da vida cresça forte e saudável...
Seria tudo tão simples, se a mão que dá,estivesse sempre muito à frente da que quer receber!!!
Beijinho Laura, com saudades...
Olá Cristina!
EliminarBem vinda!...Como o sol no Inverno!...:-)
Não basta esperarmos que a planta nos ofereça. Temos dela tratar. Mas o meu poema tem mais a ver com a questão de que mesmo nas condições mais adversas de seca, a planta mesmo assim, resiliente, florirá e dará fruto. Talvez um fruto imperfeito, cuja calibragem não passaria nas medidas restritas das grandes superfícies comerciais, mas mesmo assim um fruto, com mais sabor ainda! Tal pode acontecer também com as pessoas.
Obrigada, Cristina.
xx
Querida Laura.
ResponderEliminarSó vim lhe desejar um feliz fds. Forte abraço. Ate breve. Beijos.
Muito obrigada, Mirtes.
EliminarAté breve, e com muita saúde!
xx
Laura, a sua postagem está perfeita, com o seu excelente poema e o também excelente vídeo de Pedro Barroso.Parabéns.
ResponderEliminarUm ótimo domingo.
Abraços.
Obrigada, Pedro.
Eliminarxx
Bom dia, Laura. Ninguém escolhe ser poeta, é pela poesia naturalmente escolhido assim como você foi!
ResponderEliminarA Natureza tem uma grande força e um poder de renovação incríveis, por mais que o homem a maltrate ela sobrevive garbosa quantas vezes mais a quiserem destruir.
Quisera que o "homem" tão pequeno em suas ações tivesse consciência que está destruindo a si mesmo!
Seu poema é um grito que não precisa de som algum, já preenche a alma!
Parabéns!
Linda semana de paz!
Beijos na alma!
Existem milhões de poetas, mas poucos sabem escrever. Eu estou a aprender a escrever. tarefa árdua, diga-se! :-)
EliminarObrigada, Patrícia.
xx
Boa tarde, é lindo o seu poema, a imagem, sua criatividade poética e a musica do Pedro Barroso estão em sintonia.
ResponderEliminarAG
Obrigada, António.
Eliminarxx
Magnifico poema.
ResponderEliminarUm abraço
Maria
Obrigada, Maria.
Eliminarxx
Amiga, como não encontrei por aqui o seu email, deixei lá no Sexta a resposta ao seu comentário. Se quiser passar por lá talvez compreenda melhor a história.
ResponderEliminarUm abraço
Eu compreendo perfeitamente a história, só salientei foi a atitude um pouco insensata da personagem Miguel.
EliminarJá lá fui. Obrigada pela explicação, que só acabou por dar-me razão em termos dos problemas que podem ou não vir a surgir no decurso da narrativa. :-)
xx
Vi uma reportagem sobre essa tragédia do rebentamento das barragens aqui na tv, apercebi-me que tinha acontecido em Minas Gerais, mas de facto não me tinha dado conta do nome da cidade mais atingida. Já lá fui ler o poema, de novo, agora com outros olhos. :-)
ResponderEliminarObrigada pela explicação, Marcos.
xx
Na verdade a resiliência só pode acontecer tendo o tempo por aliado, pois que, nada nem ninguém nos encoraja quando o que (nos) desespera (e há tanto que nos leva a tal) está entranhado na alma. Como infiro no poema - poema de força e de esperança - só pela capacidade de espera é que a flor moribunda, renasce para o esplendor da(s) primavera(s).
ResponderEliminarUma bela e profunda criação poética, metáfora de qualquer ser vivo.
Imagem e vídeo adequados, como sempre, aliás.
Meu bjo, amiga :)
Ter o tempo como aliado é também ser paciente no desespero de todas as esperas, e conseguir fazer sempre renascer em nós todas as flores moribundas, cujo fruto poderá não ser o perfeito fruto, mas será belo apenas ( e já não é pouco), por ter vingado.
EliminarObrigada, Odete. Excelente comentário.
xx
Muito triste o que aconteceu!
ResponderEliminarxx
Laura: pura Arte por aqui...com muito talento!!
ResponderEliminarabraços carinhosos meus.
Obrigada, Lia. Prazer em rever-te.
Eliminarxx
Lindo demais...
ResponderEliminarObrigada, Jorge. Mas já tinhas comentado!...;-)
Eliminarxx