"Encheram a terra de fronteiras, carregaram o céu de bandeiras, mas só há duas nações - a dos vivos e a dos mortos." Mia Couto, in Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra
Chove
num mundo verde que apodrece
e o céu cinzento e pesado
não se comove
com urgências adiadas
por eminências esquivas
no silêncio de vozes quebradas,
cativas numa atmosfera de surdos.
De arrogâncias e beligerâncias,
grotescas liturgias de absurdos,
cobardias e calvário de errâncias.
Chove
no teatro de danos e desenganos
sujos estandartes de direitos humanos,
de terra movediça alagada até aos ossos,
atoleiro de fronteiras e de fossos
a obstruir a última travessia.
Chove
e embacia-se a vida por dentro
numa espera interminável.
O extenso mar alarga-se
e a terra encolhida inavegável
veste o vazio de fantasmas que dançam
no olhar dos velhos e das crianças.
Apagadas estrelas não despejam mel
e não existem faróis na noite.
Nem luar, nem escopo, nem cinzel
para traçar o futuro.
Nem divina providência
a evitar a conivência
dos homens sem memória.
Chove
na Europa sombria, isenta de si.
Em várias faces revelada,
recortada num corpo dividido
como arquipélago à deriva.
Na fogueira distante crepita
algo que o meu pensamento grita
no trovão distante
sobre as árvores nuas
que oferecem o corpo à ventania.
Um raio flamejante
tão longe brilha
no inferno que se trilha.
Jason Mraz, A Hard Rains A Gonna Fall, de Bob Dylan



Eu acho este post absolutamente GENIAL!
ResponderEliminarO problema da invasão da Europa por estes povos é um dano colateral da estratégia que durante muitos anos foi seguida pela comunidade internacional relativamente a estes países. Desde o século passado que o Ocidente intervém naquela região e raramente o fez bem. o resultado está à vista. É o drama de quem foge à guerra na esperança de uma vida melhor!
Beijinho, Laura!
O mundo é um lugar estranho, movido por interesses económicos e estratégicos dos EUA em conluio com a Europa, em que as pessoas são apenas instrumentos. Uma comunidade internacional que só sabe unir-se quanto aos interesses e desunir-se quanto às consequências. Seriam necessários três ou quatro líderes europeus geniais que dessem um murro na mesa, mas esses líderes não existem, e a indústria do armamento fala sempre mais alto.
Eliminarxx
Oi Laura é muito triste ver tudo isso,esse povo todo retalhado,com crianças sendo naufragados,quando da procura para outro local a fim de sobreviverem.
ResponderEliminarLindo texto.
Bjs-Carmen Lúcia..
É verdade, Carmen. Eu nem quis colocar imagens de mulheres e crianças assustadas, porque já basta o que basta. Melhor dispensar o sensacionalismo sobre uma tragédia.
EliminarObrigada, Carmen Lúcia.
xx
É verdade, Laura. Hoje convivemos com essa a chuva ácida que corrói a Europa, deixando-a “sombria”. O poema é de uma crueza e, ao mesmo tempo de uma beleza, que nos dilacera. Essa transfiguração da realidade com imagens tão bem elaboradas conferem ao texto uma beleza artística, ímpar. É insuportável essa chuva, dolorosamente insuportável, pois “embaciando-se a vida por dentro / numa espera interminável. O extenso mar alarga-se e a terra encolhida inavegável / veste o vazio de fantasmas que dançam / no olhar dos velhos e das crianças”. Dolorosamente insuportável essa chuva, dolorosamente candente o poema, dolorosa a organização semântica e estrutural do poema pela presença curta e incisiva com que abre o poema: chove.
ResponderEliminarForte abraço,
Leva sempre a chover , esta chuva ácida e miudinha, a questão agora é que se trata de uma chuva torrencial da qual quase todos se tentam descartar. Quando o êxodo começou, e os refugiados ficavam restringidos à Itália e à Grécia, ninguém se preocupou, o problema foi o avanço cada vez em maior número, em direcção ao centro da Europa. E como não existe política europeia concertada, cada um fecha as fronteiras quando quer e como quer.
EliminarObrigada, Zé.
xx
Laura,
ResponderEliminarEsse poema é a crônica de um mundo desesperado, ou que vai sempre perdendo a esperança. A esperança se renova a cada geração, e a indignação também.
Poema bem pensado.
xx
Um mudo doente que parece não ter remédio.
EliminarDepois de ouvir ontem, as escutas à Dilma e ao Lula,por exemplo, só pode também sobrar indignação.
Vá lá...e um pouco de esperança de que o povo brasileiro e o poder judicial façam o seu trabalho. O mundo precisa de agitação nas ruas, não de paz podre.
Obrigada, Marcos.
xx
Ah, Laura!
ResponderEliminarEntre Mia Couto e Bob Dylan, marcas a cadência imparável, tanto quanto insuportável, da chuva de horrores que se abate sobre criaturas em farrapos.
"O extenso mar alarga-se
e a terra encolhida inavegável"
Perfeito o teu poema, até no respirar ele grita.
bj amg
A canção de Bob Dylan é aqui cantada por Jason Mraz, porque o video é significativo, e embora a canção não tenha a ver com a problemática do poema, adequa-se perfeitamente à situação actual, e O Mia é um dos meus escritores preferidos.
EliminarPois é, uma contingência em que o mar se torna maior, porque divide, e a terra torna-se mais pequena porque não se pode prosseguir caminho.
Obrigada, Carmem.
xx
Dizem que este é o melhor cantor do Brasil. Estive em seu show recentemente, e agora posso confirmar: É mesmo!
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=VFyNyZjRPiw
Um Abraço Laura! Singular, o teu estilo.
Ah eu já suspeitava que fosse o Milton!...:-)
EliminarObrigada, Arnaldo, pelo video de um Milton tão jovem, e com uma "Travessia" tão penosa. Bela canção!
xx
Boa noite Amiga
ResponderEliminarComo sempre: Maravilhoso post. Para mim, muito reflectivo,realista e triste. Adorei ler
Beijo de boa noite
Coisas de Uma Vida 172
Não diria reflexivo; talvez apenas uma constatação da realidade.
EliminarObrigada, Cidália.
xx
O seu poema não toca na ferida, fere profundamente.
ResponderEliminar"Europa Querida Europa"... será ela capaz de suster a gangrena?
Quem souber que responda.
(Um trio fantástico: Mia, Dylan e Laura)
Esse foi o tema no qual eu pensei enquanto escrevia, mas a belíssima letra do Fausto é de certa forma um "aviso à navegação" baseado ainda em esperança. Palavras a uma Europa que deveria decidir o seu "uso" respeitando as suas raízes, mas o Velho Continente não se aguentou "firme, livre de imitações".
EliminarA Europa susterá a "gangrena" muito lentamente, para não dar nas vistas, acantonando progressivamente a maioria dos refugiados na Turquia.
Obrigada, Rui.
xx
Laura, querida, leio, releio e não sei o que dizer. Essa chuva penetra em mim e cada um de seus versos de dor me faz sangrar. Você foi tão clara, em uma linguagem rica, que é impossível não nos sensibilizarmos com seu poema. Quantos fantasmas moram nesses caminhos, percorridos por seres que logo lhes farão companhia! E estão todos sob um céu que não há de clarear sequer por uma estrela. Você iniciou sua postagem com um chamado visual e com a colocação perfeita de Mia Couto, já nos fazendo pensar. E a concluiu com Bob Dylan, em um vídeo bastante significativo. Parabéns! Bjs.
ResponderEliminarNas cidades e descampados da Europa moram os fantasmas da Europa, e os fantasmas de guerra e privação dos que nela tentam encontrar abrigo, mas tudo ficou muito escuro, porque o El Dorado não existe, nem para os próprios cidadãos europeus.
EliminarObrigada, Marilene.
xx
Olá querida Laura,
ResponderEliminarHoje li um poema lindo no blog da amiga Zilani, que focou, em uma estrofe, o drama doloroso das crianças que sequer chegam a alcançar as areias da praia, após estas sofridas travessias.
Chove é na alma ao assistir tanto sofrimento.
Creio que se trata da maior crise humanitária dos nossos tempos. Uma jornada humana em busca de um recomeço, de pessoas que se arriscam, enfrentando perigos e, pior, sem saber se serão acolhidas.
É grande o dilema dos governos europeus. Não ajudar é desumano. Segundo comparação que li em uma reportagem, seria como "içar a ponte levadiça enquanto crianças, homens e mulheres morrem fora das muralhas".
Seu poema é tão intenso que chega a doer. Um monumento a um episódio dilacerante da humanidade.
A citação de Mia Couto é a música de Bob Dylan foram escolhas perfeitas para abrir e fechar a leitura do poema.
Grande postagem.
Beijo.
Olá Vera!
EliminarTambém li esse poema. A Zilani escreve maravilhosamente.
Acho que para tentar compreender as situações temos de tentar colocar-nos no lugar do outro. Nunca tive que fugir de uma guerra, nunca tive que dormir ao relento à chuva e ao frio, sem poder prever o dia seguinte, nunca senti fome, e quando penso que tantos homens, mulheres, crianças e velhos, alguns doentes, se encontram nestas condições, só me resta sentir desolação devido aos responsáveis não demonstrarem qualquer urgência em resolver a situação, que é complicada, mas a inércia não ajuda.
Falta uma triagem de quem é verdadeiro refugiado e quem não é, e por outro lado, existem "refugiados" que apenas querem ir para o centro da Europa, principalmente para a Alemanha onde as condições de asilo são mais favoráveis do que em Portugal, por exemplo. E nestes casos, os refugiados terão de aceitar o destino que lhes seja atribuído. Porque quem está a fugir da guerra deveria aceitar qualquer local de paz.
Mas todo o processo é demasiado lento.
Obrigada, Vera Lúcia.
xx
Excelente trabalho minha amiga desta tragédia que bateu ás portas da Europa que nos deveria de envergonhar.
ResponderEliminarUm abraço e boa 5ª Feira.
Deveria envergonhar os responsáveis pela situação. A mim, revolta-me.
EliminarObrigada, Francisco.
xx
Chove e caem sobre a terra manchada de sangue, lágrimas dos olhos de quem consegue fugir do terror, à procuro de um abrigo onde haja paz! Todavia, muitos não conseguirão lá chegar. Visto a Europa, que se diz estar unida, sem habilidade. Ter pouca inteligência para lidar com a situação, em parte criada pelos poderosos dessa união sem consenso, entre alguns dos seus associados, que acham por bem erguer barreiras para que os que já estão sofrendo continuem a sofrer! " Para se extorquir o mel do cortiço-colmeia, não se afugentam as abelhas. Antes e sem violência mudam-se para outro cortiço-colmeia, para que elas possam em paz continuar a trabalhar no seu território. Sem que para outros territórios tenham que se deslocar". Assim, não fizeram os poderosos desta Europa, que sem terem qualquer consideração, pelos homens, mulheres e crianças inocentes. Enviaram lá os seus emissários, em vez de levaram a paz, levam os bombardeiros carregados de bombas, para lhes destruírem as suas casas! Como se podem ver nas imagens desse vídeo!
ResponderEliminarDesejo-lhe um bom dia, amiga Laura, um abraço,
Eduardo.
Corrijo: Em vez de levarem a paz. Não em vez de levaram!
EliminarOs líderes europeus só são hábeis para o que lhes convém, e nunca esperariam por um afluxo tão grande de pessoas. Esperariam que os refugiados se ficassem pelos países vizinhos. A A. Merkel chegou a dizer que seriam benvindos, no entanto,não recebeu dos outros países abertura para o acolhimento, e na Alemanha a sua tomada de posição o ano passado só teve reacções contra. Agora, entendam-se, em mais uma cimeira por estes dias!
EliminarObrigada, Eduardo, e tenha uma boa tarde.
xx
Chove na Europa.
ResponderEliminarUma vergonha para todos.
Quantos milhões terão morrido quando a contabilização dos mortos for feita?
Talvez não chegue aos 7 milhões do Hitler, nem as atrocidades tenham sido tão activas. Mas para quem morre é igual. E serão muitos, muitíssimos mortos.
Parabéns pela excelência deste teu poema.
Continuação de boa semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Não será uma mortande, nem de longe nem de perto, comparável à da Segunda Guerra Mundial, mas qualquer mortandade dispensável é sempre um enorme exagero.
EliminarObrigada, Jaime. Bom resto de semana.
xx
Seguem os homens no seu cadinho evolutivo...O mal ou o sofrimento,são etapas do mesmo processo de crescimento, cuja ação é transitória e tende sempre a um resultado superior.
ResponderEliminarLaura, você se envolveu com o tema escolhido, de maneira estupenda. Parabéns!
Beijos!!!
Não entendo como este "mal ou sofrimento" poderá contribuir para um "processo de crescimento" tendo em vista um "resultado superior"!... Neste processo transitório todos perdem, ninguém ganha, na minha humilde opinião.
EliminarObrigada, Shirley.
xx
Desculpa, Shirley. Ao reler apercebo-me que a tua crença religiosa está na base da tua convicção, e como tal só tenho que aceitar respeitosamente a tua posição.
EliminarBoa tarde, Na Europa dita solidaria que os poderosos choram lágrimas de crocodilos e apoiam os muros da vergonha, rodeiam a questão com discursos lindos para o freguês ouvir, George Bush, Tony Blair, José Maria Aznar e Durão Barroso são os primeiros culpados pela guerra na Síria e tantas mortes de inocentes, é incrível como estas pessoas ainda não foram acusados do crime que cometeram quando o ataque ao Iraque que originou toda esta situação.
ResponderEliminarAG
Ditto, António. Até têm agora vendas nos olhos para não verem os novos muros da vergonha.
Eliminarxx
UFFFFF. UN TEMA MUY POLÉMICO.
ResponderEliminarABRAZOS
Afirmar que algo é polémico, é muito curto. :-)
Eliminarxx
Oi Laura :)
ResponderEliminarO poema mostra a realidade nua e crua...
Essas travessias são tão dolorosas e cruéis,
e essa chuva parece que não vai cessar.
Quando leio sobre os refugiados que ficam em campos improvisados, submetidos às condições desumanas, me entristeço. Infelizmente, a miséria humana chegou ao limite.
Excelente postagem com imagens, muito bem selecionadas.
Beijos!
Oi Clau!
EliminarAcho que a desumanidade está nos seus limites desde sempre, o que impressiona é não haver verdadeira evolução.
Obrigada, e bom fim de semana.
xx
Um excelente poema amiga. Que retrata bem a actual realidade desta Europa, que se diz solidária e ao mesmo tempo fornece armas para manter a guerra.
ResponderEliminarUm abraço
A Europa de solidária nada tem, nem entre os seus Estados membros.
EliminarObrigada, Elvira.
xx
Excelente y muy bien traída esta entrada, ya que sobre este tema hay que remover conciencias, y tu lo consigues.
ResponderEliminarUn fuerte abrazo.
Obrigada, Manuel.
Eliminarxx
Bom dia Laura.
ResponderEliminarO seu poema constatando uma triste realidade é emocionante. Como podem agirem com tanta insensibilidade ao sofrimentos dessas pessoas. Que triste. Um feliz dia. Enorme abraço.
Olá Mirtes!
EliminarA insensibilidade existe quando "os outros" não somos "nós".
xx
A primeira frase é muito forte mas é verdade.
ResponderEliminarQue frase, a citação do Mia Couto?...Eu até diria que há três nações; a dos vivos, a dos mortos, e a dos moribundos.
Eliminarxx
Pois é, os seus versos retratam uma triste realidade.
ResponderEliminarVotos de um bom fim de semana
Obrigada, Elisabete. Boa semana.
Eliminarxx
Laura, independente das providências do governo nesta questão dos refugiados, uma campanha pelas redes sociais motivou os brasileiros a contribuições que vão desde a coleta de mantimentos, roupas e medicamentos e conseqüente distribuição pelos postos referenciados, até a criação de organizações sociais com projetos específicos para que os refugiados não se sintam tão deslocados. De cunho particular existem ainda locais especiais para as crianças, onde aprendem além do básico do idioma também a se socializarem. O trauma de muitas delas está presente nos pesadelos, no medo de chuvas e trovoadas, mas além dos cuidados de profissionais estão as distrações em forma de passeios junto à natureza, diversões em parques, entrosamento com outras crianças em atividades que envolvem uma socialização mais integrada. Acredito que os traumas irão se abrandando na medida em que se sentirem de alguma forma seguras e aceitas no novo meio. Muito há para ser feito, mas segundo os levantamentos aqui publicados, o Brasil está fazendo a sua parte e já concedeu asilo a muitos refugiados sírios, apesar da crise política pela qual estamos passando, mas este acolhimento vem acontecendo desde cinco anos atrás. Acredito que a responsabilidade da ajuda humanitária não deve recair apenas na Europa, mas no mundo todo.
ResponderEliminarMais dentro da minha área, a organização internacional MSF (Médicos Sem Fronteiras) vem alertando há tempos sobre as condições precárias em que são recebidos os refugiados, bem como os traumas sofridos e os ferimentos recebidos durante as perigosas e longas travessias. Alertam para o fato de que as autoridades competentes não estão respondendo adequadamente às necessidades de saúde, principalmente a saúde mental daqueles que empreenderam tão dolorosa jornada.
Laura, desculpe ter contornado caminhos para chegar ao teu genial poema, um grito de revolta que nos feriu os ouvidos, um clamor que te saiu tão lá do fundo da alma que nos fez sentir toda a dor que te acompanhou enquanto esmiuçavas nos teus versos o intenso sofrimento daqueles que, obrigados a fugirem de seus países, encontram pela frente um “atoleiro de fronteiras e de fossos a obstruir a última travessia”. Uma triste, doída, e revoltante verdade que nos fere na medida em que compreendemos os medos acolhidos nos corações daqueles que vestem “o vazio de fantasmas” a dançar “no olhar dos velhos e das crianças” que, mesmo tendo concluído a travessia estão a ver a esperança desmoronar-se enquanto a vida embacia-se “por dentro numa espera interminável”. Sofrem ainda mais por ver que “não existem faróis na noite, nem luar, nem escopo, nem cinzel para traçar o futuro”.
“Chove na Europa sombria, isenta de si” e na fogueira distante crepita algo que o teu “pensamento grita no trovão distante sobre as árvores nuas que oferecem o corpo à ventania”. Quem sabe a esperança se esconde naquele raio flamejante que “tão longe brilha no inferno que se trilha”...
O conflito sírio, e outros anteriores e ainda ainda actuais conflitos, são a demonstração vergonhosa dos erros, divisões e indiferença da comunidade internacional, originando neste caso, uma crise humanitária sem precedentes, dentro e fora do país. E a mesma hipócrita "comunidade" internacional, com a sua perene esperteza saloia, não previu que muitos sírios não estivessem dispostos a ficar simplesmente no seu país, e deixarem-se morrer. As primeiras debandadas deram-se para países como a Turquia, Líbano e Jordânia, países eles próprios sem meios para acolher tanta gente, e depressa os "barcos da morte" surgiram como única solução para escapar à guerra e às deficientes condições nos países vizinhos. E enquanto não existir uma resolução política para o conflito armado, os refugiados continuarão a chegar.
EliminarCompreendo que entre tantos refugiados de guerra existam também imigrantes ilegais de várias origens que apenas procuram melhor situação económica na Europa, mas também por isso mesmo, este êxodo deveria ter tido uma resposta unida e consertada desde o início, arranjando uma forma de rastreio que permitisse dar às pessoas um destino. Não se compreende que apenas se fechem as fronteiras e nada se faça de concreto.
O Brasil tem uma atitude louvável, já que segundo li, basta que uma pessoa se identifique como cidadão sírio para que o estatuto de refugiado lhe seja concedido, o que faz com que o Brasil seja o grande país de acolhimento de refugiados sírios na América do Sul, não sendo alheio a esse facto, a presença de uma grande comunidade sírio-libanesa que ajudará à integração, até porque os Estados Unidos e o Canadá, fecham-se sempre numa concha, porque o problema não parece dizer-lhes respeito. Quando, como dizes, o problema diz respeito a todos.
Em Portugal também existiu uma grande resposta da sociedade civil. Foram enviadas 66 toneladas de roupas, calçado, produtos de higiene, comida, medicamentos e brinquedos, na altura ainda para a Croácia e Eslovénia, locais onde nenhuma ajuda estava a chegar a não ser a da Cruz Vermelha. Uma decisão tomada por três amigos através das redes sociais, que depois fez agregar imensa gente. Desde gente necessária para seleccionar e empacotar os produtos, até à oferta de locais de armazenamento e oferta de transporte internacional e de motoristas profissionais. Foi bonito ver que quando as pessoas se unem por um objectivo tanto é possível.
O governo português ofereceu-se para receber mais refugiados do que o inicialmente previsto pela União Europeia (à volta de 5000), mas ainda chegaram muito poucos, e de vários países. Todos estão contentes e a integrar-se muito bem, com muitos apoios públicos e privados.
Continuação...
ResponderEliminarLaura, eu aqui, mais uma vez, a parafrasear nos teus versos a mesma angústia que a todos assola no conhecimento que se tem de tão calamitosa situação. Nos teus versos a verdade cruel que cerca todos aqueles que tantos medos estão a enfrentar em busca de uma nova oportunidade de vida. Fogem de um mundo de horrores e nos cobrimos de uma revolta profunda que fica a nos magoar a alma e a toldar o olhar perante tanto descaso e displicência daqueles que possuem o poder para resolver uma situação que carece de urgência nas atitudes e um maior empenho para uma solução mais enérgica e efetiva.
Uma constatação profundamente doída de Mia Couto, que muito admiro pela extensa e tão preciosa obra em vários setores.
O vídeo nos traz a dolência de uma música triste na bela voz de Jason Mraz, que eu não conhecia. Apesar de não estarem coadunados os temas abordados, poema e vídeo, casou bem no geral devido ao sofrimento expressado em tocantes versos... Tudo sob a égide da chuva!
Laura, minha querida, vou ficar ausente por uns tempos, conforme explico no meu espaço. Pode ser que eu passe por aqui, pois tua escrita se tornou um “vício” (risos), mas mesmo sem comentar saiba que estarei apreciando toda a tua escrita, pois tudo aquilo que sai da tua prodigiosa imaginação é ouro puro.
Meu carinho num sorriso a brilhar entre as estrelas,
Helena
(Desculpe algum deslize, pois não tive tempo de revisar)
Ao dar-me conta, tão longinquamente, dos dramas e tragédias de pessoas como eu e como tu, sinto que não posso ter razões de queixa da minha vida, e de que tantas vezes me incomodo por questões menores.
EliminarEmbora o video não tenha a ver com este tema em particular, já que a canção foi escrita em 1962, a partir do conceito de pergunta/resposta da balada "Lord Randall" de Francis Child, mas na letra de Dylan está o que interessa; a grande questão da injustiça em vários cenários, e esta versão nem está completa, porque a canção original é muito mais longa..
Irei visitar-te mais tarde. Quanto à tua ausência, será decerto o tempo necessário para os teus muitos afazeres, e sei que um dia voltarás.
O teu comentário está perfeito, como sempre, e sem necessidade alguma de revisão!...:-))
Obrigada, Leninha, pelos teus comentários de quem respeita o que lê, e pelo teu carinho. Mas continuas a exagerar muito no tamanho e qualidade dos comentários! ;-)
Muitos sorrisos por aí, querida.
xx
Está brutal!!!! De bom, este post!...
ResponderEliminarA Laura disse mesmo tudo! Chove nesta Europa... de eminências esquivas... e urgências adiadas... onde não se procuram soluções ... mas se travam os problemas... atrás de arame farpado...
Vergonhoso, tudo o que está a acontecer... e o que foram deixando acontecer... ao longo de todos estes anos... nunca a Europa pensando... que estes problemas... na forma de gente... lhes viessem bater à porta... é a inconsciência pura e total destas iminências que nos desgovernam... que não têm a mais leve noção do mundo á sua volta... e de como a falta de acção, também traz consequências...
Não é por não se querer olhar os problemas nos olhos... que eles desaparecem... se bem que, se calhar, vontade não lhes faltaria de os fazer desaparecer a todos...
Tristes tempos, vivemos... e tão cedo, infelizmente... não parece que irá haver fim à vista...
Adorei o post, Laura! Um mix de escolhas formidáveis, com as suas palavras, como cereja no topo de bolo... abordando o cerne da questão!...
Beijinhos! Bom domingo!
Ana
A insensibilidade de quem vai ajudar a fazer porcaria nos países dos outros, e não quer assumir depois as responsabilidades que lhe cabem. Agora tentam varrer o problema para debaixo do tapete, oferecendo dinheiro à Turquia para "tratar" do assunto...
EliminarObrigada, Ana. Boa semana.
xx
Gosto deste escritor lusófono.
ResponderEliminarNasceu em Moçambique e dignifica muito, a nossa língua comum.
Saudações poéticas!
Toda a gente sabe que o Mia Couto é um escritor moçambicano...
Eliminarxx
Mia Couto tem toda a razão: das guerras sobram só os vivos e os mortos, além do sofrimento de quem sobrevive.
ResponderEliminarAs fotos cortam o coração.
Do texto, gostei muito.
Abraços
Obrigada, São.
Eliminarxx
Desespero pela vida?!!!!!
ResponderEliminarBjbj Lisette.
Sim.
Eliminarxx
Laura é uma situação ruim que muitos ainda passam nessa vida, o sofrimento parece que não vai fim, até quando as guerras vão continuar, são imagens que deixam a gente triste, Laura bom final de semana beijos.
ResponderEliminarÉ verdade, a tristeza dos outros também nos faz tristes.
EliminarBoa semana, Lucimar.
xx
Que esse abraço faça a travessia pelo Atlântico e chegue até você, Laura!
ResponderEliminarFez muito bem a travessia, Shirley! :-)
Eliminarxx
Laura , seu texto fotografa a realidade dos refugiados com precisão e poesia . Mia Couto , escritor que tanto admiro , foi bem lembrado e a música do Bob Dylan muito pertinente . Agradeço a partilha , sempre . Beijos e boa semana .
ResponderEliminarObrigada, Marisa. Mia Couto é um colosso da literatura em língua portuguesa.
Eliminarxx
Bom dia Laura.
ResponderEliminarPassando para lhe desejar uma abençoada semana. Grande abraço.
Obrigada, Mirtes.
EliminarEspero que te estejas a sentir melhor, e que esta semana seja menos complicada.
xx
¡Hola Laura!
ResponderEliminarUn bello poema que da fe de la realidad que conmueve al mundo, pero no a todos los que lo habitan! Desgraciadamente, Los que más pueden ayudar no lo hacen. Sale en su auxilio nuestro granito de arena. Que a muy poco llega...
Me ha entado el poema en forma de denuncia social Un tanto melancólico pero no por eso en menos bello-.
Gracias por tu buen hacer, reina de la poesías
Un abrazo y feliz semana.
É quase sempre assim. Quem tem poder para resolver os problemas não o faz, e são os pequenos "grãos de areia" a tentar uma ajuda que apenas ameniza as dificuldades mas não conseguirá nunca solucioná-las.
EliminarObrigada, Marina. Fazer um poema de nada adianta, mas pelo menos desabafa-se.
Uma semana feliz para ti, também.
xx
Laura,
ResponderEliminarGostei muito de seu poema, com a forte denúncia em favor desse povo sofrido, que busca um lar na Europa. E também gostei da música dessa fera, que é o Bob Dylan.
Uma boa semana.
Abraços.
E que bela fera o Bob Dylan! :-)
EliminarObrigada, Pedro.
xx
Um texto intenso sobre uma tragédia actual... que doí como carne viva em corações que sentem a falta dos laços vitais que deveriam unir os humanos no Planeta que é pertença e responsabilidade de todos_Doloroso_Laura_mas catártico e sublime o seu sentimento. Que os deuses iluminem os que podem enfrentar esta tragédia, para que ela não se torne ainda mais cruel e violenta.
ResponderEliminarOs meus cumprimentos.
Existirá talvez esse fio invisível que liga os seres humanos, mas esse fio invisível quebra-se nas cadeias do poder, aversas a responsabilidades, e os deuses parecem ter perdido o fulgor.
EliminarObrigada, Luís.
xx
Hola Laura, paso una vez más a releer tus letras que llagan al corazón y uno siente impotencia. El ver las noticias desalienta y se mustia el alma, mas no se puede hacer nada, solo esperar haber que pasa.
ResponderEliminarGracias mil gracias por tu huella en mi puerto.
Un abrazo y toda mi estima.
besiños. reina.
Por favor, Marina, agradeço, mas não precisas voltar para agradecer o meu comentário. É um prazer comentar-te.
Eliminarxx
Oi Laura! Belo, verdadeiro e um tanto triste. Poema que retrata a lamentável situação que ora vivenciamos num mundo que poderia ser bem melhor. Tenho muita fé em DEUS que um dia o homem se conscientizará de que somos todos irmãos, e priorizará o amor, a compreensão e a solidariedade para com o seu próximo.
ResponderEliminarAbraços e uma ótima semana para ti e para os teus.
Furtado.
Admiro a tua fé. Alguém que seja optimista perante tanto desvario...
EliminarObrigada, Furtado. Uma óptima semana para toda a família.
xx
Tão triste, Laura! O mundo parece mesmo estar ferido e desesperado. Como brasileira, estou. Cansada dessa corja, dessa pouca vergonha. Triste!
ResponderEliminarAcho que o mundo sempre esteve ferido e desesperado, por umas razões ou por outras, a questão é que certas pessoas só disso se dão conta quando os problemas acontecem à sua porta.
EliminarTriste, sim.
xx
Preâmbulo: Já tinha vindo a esta postagem, mas é raro comentar na 1.ª visita. Hoje, dia em que ocorreram novos atentados, vendo-se a via sacra dos comentaristas aquando dos de Paris (e como foi premonitório o “Prós e Contras” de ontem sobre a problemática dos refugiados e a atitude da Europa), fazia todo o sentido voltar aqui.
ResponderEliminar1: Que dizer das imagens e da citação de Mia Couto? Nada! O silêncio, frequentemente, é mais eloquente…
2: Decorrente do preâmbulo e do pensamento que tenho (registado nos meus escritos “Credo na Boca”), concentro-me no teu poema. Forte, abrangente na extensão da problemática, muito bem estruturado, a tocar várias feridas pela introdução do verbo “Chove”, em cada estrofe, com duplo sentido. Infelizmente, as palavras carecem, cada vez mais, de ouvidos atentos.
Muito bom, Laura. Parabéns por esta criação poética.
Bjo, amiga
Muito bem estruturado é também o teu comentário.
EliminarContinuará sempre a chover, o que quer que seja sobre a Europa, enquanto não deixarem de existir interferências nefastas em certas zonas do mundo. Um mundo que não quer resolver o problema da Palestina e ataca o Iraque, para não falar do resto, abre uma caixa de Pandora que não se sabe quando poderá ser fechada.
Obrigada, Odete.
xx
BOA NOITE LAURA
ResponderEliminarRealmente o mundo esta sem amor ao proximo. Tantas falta de puder. Onde será que vai parar isso. Tantas roubalheiras. Um bj no seu coração e parabéns pelo belo texto.
O amor ao próximo não passa, infelizmente, de uma abstracção.
EliminarObrigada, Ana, e boa noite.
xx
wonderful touching so real
ResponderEliminarThank you.
Eliminarxx
Pois é, Laura. Uma situação tão dorida que revela
ResponderEliminaras feridas da desumanidade de alguns e da irmandade
de outros (ainda bem...)...
A lucidez do Mia Couto de entrada e depois o teu
grandioso Poema, que desnuda a realidade, abrindo
a ferida da insensibilidade, na urgência de
acolhimento dos filhos desta raça humanidade,
tão revestidas dessa alienação de separações
de interesses globais.
Este teu Poema é um dos mais belos que li sobre o
tema, que pena que este chover não acione um
chover de lágrimas (emoção) para com o próximo
que somos nesta irmandade humana, que na maioria
das vezes, sem a pura solidariedade que
fertiliza as mudanças...
Um final de semana com a luz da primavera aí!
Beijos.
Os seres humanos têm sido sempre discriminados pela sua cor, condição social, género, estatuto social, e pela sua religião. E infelizmente, quanto a mim, o papel das religiões só tem servido para afastar e não para unir as pessoas. Algo que muitos líderes políticos aproveitam, para acicatar ainda mais as animosidades. O que ajuda a justificar as atitudes díspares perante situações dramáticas que atingem "os nossos" e "os outros", como se não fôssemos todos os "mesmos".
EliminarLuz de Primavera, sim, mas frio ainda!...:-)
Obrigada, Suzete.
Obrigada Laura pela visita e uma Feliz Páscoa a você também
ResponderEliminarBjs-Carmen Lúcia.
Obrigada, Carmen Lúcia.
Eliminarxx
Há muito pouco que se comove... Nem o céu, Laura, nem o céu...
ResponderEliminarUm beijo e um abraço, que ao menos é um conforto.
O céu ainda muito menos!...:-)
Eliminarxx
Um poema intenso que retrata de forma sublime o sofrimento desse povo.
ResponderEliminarDesejo-lhe uma Páscoa muito Feliz.
Beijinhos
Maria
Obrigada, Maria.
EliminarBoa Páscoa para si.
xx
Gostei de reler o teu excelente poema.
ResponderEliminarQue não perderá a atualidade tão cedo, infelizmente.
Uma PÁSCOA FELIZ, querida amiga Laura.
Beijo.
Obrigada, Jaime. E o que dizer do teu poema, esta semana?!...
EliminarPáscoa Feliz.
xx
OI LAURA!
ResponderEliminarENQUANTO LIA TEU TEXTO ME DOÍA O CORAÇÃO. CONSEGUISTE IMPRIMIR EM TEUS VERSOS TODA A DOR QUE TAMBÉM VEMOS NESTES ROSTOS DESESPERANÇADOS DA VIDA E DOS OUTROS SERES HUMANOS QUE OS RECHAÇAM COMO SE NADA FOSSEM..
TRISTES MAS, LINDOS AMIGA.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
É mesmo de "rechaçar" que se trata. Como se não fossem ninguém.
EliminarObrigada, Zilani.
xx
O céu é perfeito, a chuva é perfeita, a natureza é perfeita, obedece a um propósito, tudo está aonde deveria estar. Só o homem pensa, intervém nas coisas, inventa, constrói, destrói, altera a face da terra, odeia, entra em guerra, pensa. Os ditos irracionais apenas vivem, convivem, dormem, come quando tem fome, nada além da vontade, tem instintos, uma inteligência rudimentar, o homem é um primor de sapiência, lobo do próprio homem. Vi recentemente, num vídeo, o depoimento de astronautas, contemplando a terra, do alto, ou baixo? de suas astro naves. Uma minúsculas bola de gude, azul, compararam ele. Um até colocou o dedo na frente da janela e escondeu a terra, incrível ele disse. Pois é, suspensa por nada, tão frágil, e nós micróbios arrogantes, esmagados pelo grande todo, tolos, todos. Poeira cósmica, os intrusos, asneiras. O calo do sapato da criação. Excelente poema, Laura,como sempre leio aqui. Mas, vou te proporcionar outra travessia mais amena:
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=uRTR5Su_Bgk
Sem dúvida que a Terra é uma bola pequena e frágil em termos de Universo, e também por isso, mas não só, não dá para perceber o porquê de tanto desprezo de uns pelos outros, de tanta indiferença e de tanta hipocrisia. A intitulada inteligência fria do homem cria grandes e belas coisas, mas é ao mesmo tempo capaz dos mais altos graus de perversidade. Poderíamos ser apenas tolos, mas não precisaríamos de ser cruéis, contudo "Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer." (F. Pessoa, Livro do Desassossego)
EliminarAh que curioso; uma "Travessia" muito bela, também aqui deixada pelo poeta A. Leles.
Gosto muito, o video é muito bonito, e Milton é Milton!
Obrigada, Fábio. Um esmero de comentário.
xx
Laura, querida, desejo que você e sua família vivam uma abençoada Páscoa. Bjs.
ResponderEliminarObrigada, querida. Uma bela Páscoa por aí!
Eliminarxx
Laura, apenas passo para lhe deixar um beijo mais doce,com o desejo de que, ainda que seja por momentos, nos possamos alhear de todo o cinzento e vislumbrar a luz a nos guiar na travessia.
ResponderEliminarNão será solução, mas que sirva para retemperar forças ;)
Obrigada, Carmem, pela delicadeza e carinho.
EliminarE como me apetecia um beijo doce!...:-)
xx
Venho Desejar-te uma Santa Páscoa extensívo a sua Família.
ResponderEliminarBeijos
Coisas de Uma Vida 172
Obrigada, Cidália.
EliminarBoa Páscoa para vocês.
xx
Boa tarde querida Laura.
ResponderEliminarTenha uma feliz Páscoa celebrada ao lado de quem mais ama com muita paz e intensas alegrias. Enorme abraço.
Obrigada, querida, Mirtes. Que a doença te permita respirar um pouco, e usufruir da alegria de estar em família.
EliminarPáscoa feliz.
xx
Relendo este post extraordinário... e passando apenas para deixar um beijinho, e desejar um excelente fim de semana, e uma feliz Páscoa, na companhia dos seus, Laura!
ResponderEliminarTudo de bom! Beijinho
Ana
Obrigada pela simpatia, Ana.
EliminarPáscoa feliz.
xx
Laura, tenho de discordar de ti. Eu acho que o soneto do Bocage, além da originalidade, é mais bem escrito que o meu e o do Glauco. E digo sinceramente.
ResponderEliminarEliminei o comentário anterior, pois errei na regência de discordar.
xx
Eu também dei a minha sincera opinião, e não precisamos concordar sempre...:-)
Eliminarxx
Bom dia, Laura
ResponderEliminarPerante um texto tão... lúcido, tão aprofundado dobre um assunto tão actual... fico sem palavras.
Já cá estive ontem e não comentei. Não encontrei palavras.
Voltei hoje... mas continuo sem palavras.
Pensei que, lendo uma segunda vez, este aperto no peito ficaria mais aliviado. Mas nem por isso... (a época também não ajuda, entendes?)
É tão verdadeiro o que escreves! E tão triste!
Abstraindo-me da parte emocional... é um texto poético muito bem estruturado, que segue um rumo fixo sem qualquer desvio, atingindo um final... esperançoso (?)
Aproveito para desejar uma doce e feliz Páscoa.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS
Tentei um certo final de esperança, porque pior não poderá ficar.
EliminarObrigada, Mariazita. Páscoa feliz.
xx
Um Inferno que se trilha...uma frase que diz tudo sobre o momento do mundo
ResponderEliminarNesta quadra festiva em que a família se reúne, mais que não seja em pensamento, venho desejar-te uma PÁSCOA MUITO FELIZ, onde o amor e a fraternidade sejam as amêndoas presentes.
Deixo uma amêndoa doce
Obrigada, Ricardo. Páscoa feliz para ti e para toda a família.
Eliminarxx
Pascoa Feliz,
ResponderEliminarAG
Obrigada, António.
Eliminarxx
Olá,Laura Santos
ResponderEliminarTe desejo uma Páscoa com Alegrias
Feliz tudo
Abraços
Obrigada, José Maria.
EliminarFelicidade!
xx
Olá Laura querida,
ResponderEliminarObrigada pela atenção e carinho.
Desejo-lhe, igualmente, uma feliz e abençoada Páscoa junto aos seus entes queridos.
Beijo, com sabor de chocolate.
Obrigada, querida Vera.
EliminarQue beijo doce! :-)
xx
Laura , passo para desejar a você e família uma Páscoa abençoada . Saúde e alegria . Beijos
ResponderEliminarObrigada, Marisa.
Eliminarxx
Laura passando pra desejar uma boa páscoa pra você e para toda a sua família, bjs.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar.
Eliminarxx
Olá, Laura! Gosto da força das palavras que usa na escrita.
ResponderEliminarÉ lamentável não só essa situação da Europa como qualquer situação onde as pessoas sintam-se desamparadas e desrespeitadas. Não há como ser alegre assim, e o mundo vai ficando triste e rancoroso.
Sabemos que não podemos perder a esperança, mas convenhamos, onde há paz no mundo e igualdade, afinal? O que está sendo feito para isso, pelos governantes e pelas pessoas em seu dia a dia?
Abraços!
Sabemos que no mundo nunca houve nem haverá igualdade mas toda a consciência deve exigir, pelo menos a garantia dos mais básicos direitos humanos.
EliminarMas as pessoas só se incomodam com o que se passa à sua porta.
Obrigada, Bia.
xx
Boa tarde Laura,
ResponderEliminarEmocionante o seu magnifico poema que diz tudo sobre esta fantasmagorica Europa que nos envergonha com os muros e arames farpados a impedir sequer um sorriso no olhar das crianças. Tudo muito triste e sem fim à vista.
Um beijinho.
Ailime
As crianças são sempre o elo mais fraco de qualquer cadeia. E o superior interesse da criança só existe nos livros.
EliminarHaverá um fim, lento. Agora deportam-nos para a Turquia como uma remessa de tapetes.
Obrigada, Ailime.
xx
Olá, Laura
ResponderEliminarTenho o suor da alma a derramar no teu vestido
E um riso nu, a parir cores de fantasias.
Todo o o riso nu quanto mais despido, mais de cores se veste.
Eliminarxx
É inumano o que se está a fazer!
ResponderEliminarExcelente e bem documentado post, parabéns.
Também acho, Paula.
EliminarObrigada.
xx
Uma tragédia que infelizmente não tem um fim à vista.
ResponderEliminarExcelente o poema.
Um abraço e bom fim de semana.
Obrigada, Francisco, mas já tinha comentado...:-)
EliminarBom fim de semana.
xx
Oi Laura.
ResponderEliminarVocê conseguiu tirar leite de pedra, pois falou lindamente e de forma inteligente de um assunto triste e cruel.
Isso só os bons conseguem.
Parabéns minha amiga.
Obrigada, André.
Eliminarxx