Guitarra com natureza morta
Tela de Antonio Gomes
Redescobri no baú de poemas que fui guardando ao longo dos anos, este poema sem título,de autor/a brasileiro desconhecido/a. Simples e leve na forma, mas intenso de conteúdo.
Devo tê-lo retirado certamente de algum folheto ou revista da altura...Tentei encontrá-lo online mas não tive sucesso... até que a sua autora teve a gentileza de apresentar-se! Obrigada, Luma Rosa por escrever de forma tão bonita. Foi um prazer editar este post.
SEM FREUD E SEM PROZAC
De calça lee e sandálias,
Ele nem sente o peso da barra.
Na mão direita leva dálias,
E na esquerda sua guitarra.
Vai ver a mulher que ele ama
Na cozinha,
Na sala,
Na cama.
Mas hoje ela não quer um "Romeu"
Quer falar de passeatas e riscos
De sonhos que a força venceu
Quer ouvir novos discos,
Curtir a vida e protesto.
Logo ele a deixa,
E ela não faz gestos
Nem sequer se queixa
Há um bar em frente
Ele toma aguardente
Paga deixa gorjeta
E vomita seu amor na sarjeta.
Nada melhor para palavras de Língua Portuguesa com cheiro a Brasil, que este tema de Toco, Samba Noir do álbum "Outro Lugar". Um magnífico compositor e cantor paulista.

gosto muito dessa música!
ResponderEliminarOra, tens bom gosto....
EliminarGostei imeeeeeenso dos últimos 2 versos, mas o poema é na generalidade muito bom.
ResponderEliminarAinda bem. É verdade os dois últimos versos "fecham" bem!
EliminarMal empregada a gorjeta...
ResponderEliminarNão conhecia, nem o poema nem a música, obrigado pela partilha.
Mal empregada a gorjeta, e sobretudo mal empregada a ida ao bar.....
EliminarObrigada eu, pela visita.
É, certos homens gostam de vomitar o seu amor em vez de o dar às mulheres.
ResponderEliminarSofia
Exactamente. E muitos , mesmo que não vomitem acabam às vezes por cuspir no prato onde comem.
EliminarOh, mas que desilusão para ele.
ResponderEliminarDesilusão para ele e para ela, acho eu.
EliminarNão imaginei que Toco fosse conhecido em Portugal.Nunca tinha lido esse poema antes, difícil saber o autor, não é mesmo?...
ResponderEliminarJuracema
Realmente até não é muito conhecido,não.
ResponderEliminarÉ parece que ninguém conhece a autoria deste poema...
Um poema sempre actual,e que diz muito quanto ao bicho homem!
ResponderEliminarBoa escolha musical!
Luison
“Diz-me, o que é o paraíso neste mundo?
Será a poesia?
Será a mulher com quem partilhas a vida?
Será o potro que vive na tua companhia?
Serão as moedas que contemplas com desejo?
Ou é a manteiga e o mel, num prato reunidos?”
Sidi Hammou
Um poema sempre actual,e que diz muito qunto ao bicho homem
Uau! Que poema tão simples e tão bonito! Dito por um bicho homem....;-)
EliminarTenho de ir estudar Sidi Hammou .
Obrigada, Luison: Muito belo!
As mulheres sabem que não lhes basta apenas flores e uma viola.
ResponderEliminarQue pena não se saber do autor, foi bom ter partilhado com a blogosfera, porque eu gostei muito!
Pois é, flores e música não bastam, mas alguns homens não entendem...
EliminarSim, é pena não se saber qual o autor. Adoraria que alguém soubesse!
Oi, Laura!
ResponderEliminarEsse poema é de minha autoria e gostaria que você a adicionasse...
A primeira linha foi adulterada - No lugar 'de ganga" escrevi "Lee", numa referência a marca que iniciou todo o processo de uso da vestimenta.
Gostaria que indicasse a fonte de onde pegou o poema, que afinal, está sem o título...
Olá Luma Rosa!
EliminarAté que enfim sei a autoria do poema, do qual gosto muito. Não poderei indicar a fonte de onde retirei o poema porque o retirei há muitos anos de um qualquer folheto ou revista que foi para o lixo, e o seu poema foi passado por mim para um papel que guardei durante estes anos todos.
Modificarei de "de ganga" por "Lee", mas agradecia que me dissesse também o título do poema, para que tudo fique como deve ser. Claro que a autoria ficará bem visível.
Obrigada.
Oi, Laura!
ResponderEliminarO título é "Sem Freud e sem Prozac" e pode vê-lo no original publicado em meu blogue. Mudaram também a estrutura que eu não queria tão certinha... enfim, cada um se expressa como acha o mais certo; escrevo para facilitar a leitura de quem não gosta de poesia e possa ler com outros olhos.
Oi Luma, adorei o título!...:-)
ResponderEliminarEditei o seu poema com as palavras certas, só espero que não se importe de tê-lo deixado naquele formato...acho que o poema ganha mais força assim.
Muito obrigada!
Eu preferia que você o deixasse como originalmente foi construído...
EliminarEspero que assim esteja ao seu gosto.
ResponderEliminarGostaria de saber como encontrou o seu poema no meu blog, já que eu o googlei várias vezes e não o encontrei no seu . Terá sido por eu ter o poema com a frase"calças de ganga" e não "calça lee"?...
Gostaria também de saber a sua opinião acerca da música que escolhi...
A letra é magnifica belo poema brasileiro, Laura passando pra desejar uma ótima semana beijos.
ResponderEliminarBlog/Grupo Amigos/FanPage/ Pinterest/NetworkedBlogs/Bloglovin
Pois é, eu também gosto muito deste belo poema, e felizmente vim a saber qual a sua autora.
EliminarUma grande semana também para ti, querida Lucimar!
xx