terça-feira, 12 de março de 2013

Luma Rosa


Guitarra com natureza morta 
Tela de Antonio Gomes

 Redescobri no baú de poemas que fui guardando ao longo dos anos, este poema sem título,de autor/a brasileiro desconhecido/a. Simples e leve na forma, mas intenso de conteúdo.
 Devo tê-lo retirado certamente de algum folheto ou revista da altura...Tentei encontrá-lo online mas não tive sucesso... até que a sua autora teve a gentileza de apresentar-se! Obrigada, Luma Rosa por escrever de  forma tão bonita. Foi um prazer editar este post.

SEM FREUD E SEM PROZAC

                                              De calça lee e sandálias,
                                              Ele nem sente o peso da barra.
                                              Na mão direita leva dálias,
                                              E na esquerda sua guitarra.

                                              Vai ver a mulher que ele ama
                                               Na cozinha,
                                               Na sala,
                                               Na cama.

                                               Mas hoje ela não quer um "Romeu"
                                               Quer falar de passeatas e riscos
                                               De sonhos que a força venceu
                                               Quer ouvir novos discos,
                                               Curtir  a vida e protesto.

                                               Logo ele a deixa,
                                               E ela não faz gestos
                                               Nem  sequer se queixa
                                               Há um bar em frente
                                               Ele toma aguardente
                                               Paga deixa gorjeta
                                               E vomita seu amor na sarjeta.

                                                                                  in  Luz de Luma, yes party!


 Nada melhor para palavras de Língua Portuguesa com cheiro a Brasil, que este tema de Toco, Samba Noir do álbum "Outro Lugar". Um magnífico compositor e cantor paulista.






24 comentários:

  1. Gostei imeeeeeenso dos últimos 2 versos, mas o poema é na generalidade muito bom.

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    1. Ainda bem. É verdade os dois últimos versos "fecham" bem!

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  2. Mal empregada a gorjeta...
    Não conhecia, nem o poema nem a música, obrigado pela partilha.

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    1. Mal empregada a gorjeta, e sobretudo mal empregada a ida ao bar.....
      Obrigada eu, pela visita.

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  3. É, certos homens gostam de vomitar o seu amor em vez de o dar às mulheres.
    Sofia

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    1. Exactamente. E muitos , mesmo que não vomitem acabam às vezes por cuspir no prato onde comem.

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  4. Não imaginei que Toco fosse conhecido em Portugal.Nunca tinha lido esse poema antes, difícil saber o autor, não é mesmo?...
    Juracema

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  5. Realmente até não é muito conhecido,não.
    É parece que ninguém conhece a autoria deste poema...

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  6. Um poema sempre actual,e que diz muito quanto ao bicho homem!
    Boa escolha musical!
    Luison

    “Diz-me, o que é o paraíso neste mundo?
    Será a poesia?
    Será a mulher com quem partilhas a vida?
    Será o potro que vive na tua companhia?
    Serão as moedas que contemplas com desejo?
    Ou é a manteiga e o mel, num prato reunidos?”

    Sidi Hammou

    Um poema sempre actual,e que diz muito qunto ao bicho homem

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    1. Uau! Que poema tão simples e tão bonito! Dito por um bicho homem....;-)
      Tenho de ir estudar Sidi Hammou .
      Obrigada, Luison: Muito belo!

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  7. As mulheres sabem que não lhes basta apenas flores e uma viola.

    Que pena não se saber do autor, foi bom ter partilhado com a blogosfera, porque eu gostei muito!

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    1. Pois é, flores e música não bastam, mas alguns homens não entendem...
      Sim, é pena não se saber qual o autor. Adoraria que alguém soubesse!

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  8. Oi, Laura!
    Esse poema é de minha autoria e gostaria que você a adicionasse...
    A primeira linha foi adulterada - No lugar 'de ganga" escrevi "Lee", numa referência a marca que iniciou todo o processo de uso da vestimenta.
    Gostaria que indicasse a fonte de onde pegou o poema, que afinal, está sem o título...

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    1. Olá Luma Rosa!
      Até que enfim sei a autoria do poema, do qual gosto muito. Não poderei indicar a fonte de onde retirei o poema porque o retirei há muitos anos de um qualquer folheto ou revista que foi para o lixo, e o seu poema foi passado por mim para um papel que guardei durante estes anos todos.
      Modificarei de "de ganga" por "Lee", mas agradecia que me dissesse também o título do poema, para que tudo fique como deve ser. Claro que a autoria ficará bem visível.
      Obrigada.

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  9. Oi, Laura!
    O título é "Sem Freud e sem Prozac" e pode vê-lo no original publicado em meu blogue. Mudaram também a estrutura que eu não queria tão certinha... enfim, cada um se expressa como acha o mais certo; escrevo para facilitar a leitura de quem não gosta de poesia e possa ler com outros olhos.

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  10. Oi Luma, adorei o título!...:-)
    Editei o seu poema com as palavras certas, só espero que não se importe de tê-lo deixado naquele formato...acho que o poema ganha mais força assim.
    Muito obrigada!

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    1. Eu preferia que você o deixasse como originalmente foi construído...

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  11. Espero que assim esteja ao seu gosto.
    Gostaria de saber como encontrou o seu poema no meu blog, já que eu o googlei várias vezes e não o encontrei no seu . Terá sido por eu ter o poema com a frase"calças de ganga" e não "calça lee"?...
    Gostaria também de saber a sua opinião acerca da música que escolhi...

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  12. A letra é magnifica belo poema brasileiro, Laura passando pra desejar uma ótima semana beijos.
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    1. Pois é, eu também gosto muito deste belo poema, e felizmente vim a saber qual a sua autora.
      Uma grande semana também para ti, querida Lucimar!
      xx

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