(Revista Nós-Jornal i, 2010)
Miguel Vicente Esteves Cardoso é um crítico, cronista, jornalista e escritor nascido em Lisboa em 1955, de pai português e mãe inglesa.
Licenciado em Estudos Políticos e com um pós-doutoramento em Filosofia Política, dividiu a sua vida académica entre Inglaterra e Portugal, carreira que abandonaria em 1988 para fundar com Paulo Portas o jornal "O Independente", semanário de cariz conservador e elitista, em contraposição com a imprensa maioritariamente esquerdista da época. Deixaria a direcção d' "O Independente" para criar a revista "K". Escreveu desde muito jovem, crónicas sobre música para vários jornais e revistas, tendo fundado com Pedro Ayres de Magalhães, Ricardo Camacho e Francisco Sande e Castro, a Fundação Atlântica, primeira editora portuguesa independente que viria a produzir discos para os "Sétima Legião", "Xutos e Pontapés", "Delfins", Anamar, etc. M.E.Cardoso contribuiria também como letrista para nomes como Né Ladeiras ou Manuela Moura Guedes, com a pedrada no charco do "Foram cardos foram prosas".
Também se dedicou à crítica literária e cinematográfica, fez traduções de S. Beckett, foi autor e co-autor de programas de rádio e participou em programas de televisão; como guionista no "Humor de Perdição" de Herman José e na "Noite da Má Língua", saudoso talk-show da SIC.
Principais obras: "A Causa das Coisas"(1986), "Os Meus Problemas"(1988), "As Minhas Aventuras na República Portuguesa"(1990), "O Amor é Fodido"(1994), "A Vida Inteira"(1995), "O Cemitério de Raparigas"(1996), "Com os Copos"(2007), "Em Portugal Não se Come Mal"(2008), "Como é Linda a Puta da Vida"(2013), etc.
De pensamento vivo e acutilante, intelectualmente irónico e desconcertante, aprecio sobretudo a veia satírica das suas crónicas.
NÃO HÁ AMOR COMO O PRIMEIRO
Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica.
Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltámos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.
Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer "Alto-e-pára-o-baile", amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto- preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco -branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.
Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 - não há outro amor como o amor doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: " Adeus Mariana-desta vez é que me vou mesmo suicidar". Podem ficar (e que remédio têm) com o "savoir-faire" e os "fait-divers" e o "quero com vista para o mar se ainda houver". Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente perde e toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.
Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: " Não pensar, não resistir, não duvidar". Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - "e não há milagres em segunda mão". É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor morre-se. Quando se renasce há uma ressaca.
Miguel E. Cardoso, in "Os Meus Problemas"
Não vou escolher nem Anamar, nem Manuela Moura Guedes porque os vídeos são pré-históricos e horríveis, embora as letras de M.E. Cardoso sejam boas; prefiro mostrar Né Ladeiras, a cantar "Sinhô", uma composição de Chico César em parceria com Tiago Torres da Silva.
Olá.
ResponderEliminarPassei por aqui te lendo, e quero te deixar um...
CONVITE
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com
Obrigada pela sua visita, José Maria. Aceito o seu convite e apraz-me que goste de trocar ideias independentemente de qualquer tipo credo, etnia ou opção sexual. Como gostamos ambos de escrever decerto que muitas ideias serão partilhadas.
EliminarUm abraço de Portugal, também para si.
Bom dia Laura Santos
ResponderEliminarDou razão a Manuel E. Cardoso, um enorme cronista que, usa e abusa da ironia, mas escreve grandes verdades.
Todo o ser humano, com raríssimas excepções, se é que existem, conseguem formar vida com o seu 1.º amor.
Normalmente acontece na adolescência, na descoberta do corpo, das sensações do 1.º beijo, do 1.º carinho, das 1,ªs palavras que nos entram no coração, para nunca mais sair.
Forma-se vida, vêm os filhos, os netos, mas acontece que por muito que se ame o companheiro ou companheira, de vez em quando lá aflora à mente o nosso 1.º amor. E damos por nós a pensar: O que será feito dela/dele? Será feliz? Terá família?
É inevitável que assim seja. Nunca se ama tão intensamente outro alguém como se amou o nosso 1-º amor. Dir-me-ão que são amores diferentes. Claro que sim. Concordo.
Mas um 2.º amor não é tão louco e arrebatador como o 1.º, nem ficará na nossa memória com a mesma intensidade.
Claro que o nosso amor de vida, com quem se forma família, é um amor diferente, calculista, pensado, totalmente diferente da experiência do que foi o 1.º...
Claro que esta é a minha opinião. Haverá outras porventura mais correctas que a minha. Respeito-as
Que o dia seja muito feliz para a Laura Santos
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Querendo visitem-me
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/
Estou totalmente de acordo com o que disseste, e disseste muito!
EliminarO MEC tem muito sentido de humor, é muito original na forma como escreve e vê as coisas. Adoro os textos dele sobre Portugal, sobre o homem português, a mulher portuguesa, textos que fazem sorrir e pensar ao mesmo tempo.
Quanto ao primeiro amor, é verdade o que dizes, acontece numa altura da vida em que ainda se está liberto de responsabilidades, as nossas energias são canalizadas com intensidade para um sentimento que é totalmente novo para nós; para uma surpresa efervescente, no qual a descoberta do corpo tem papel determinante...tudo vibra dos pés à cabeça. Mais tarde, a idade adulta mostra-nos que embora possa haver amor, a educação e dedicação aos filhos, o trabalho, as preocupações diárias e outras de médio ou longo prazo, obrigam-nos a "dividir-nos" por tanta coisa... E é sempre bonito recordar esses amores de juventude. A vida também é feita de memória; se não a tivéssemos tornar-nos-íamos apátridas de nós próprios.
Gostei muito do teu comentário, Ricardo.
O primeiro amor é sempre um grande amor. Talvez o maior de todos. E passem os anos que passarem nunca se esquece, fica ali, adormecido, nos mais recônditos lugares da memória. E deixa um doce-amargo no coração toda a vez que se o recorda.
ResponderEliminarE hoje o texto que publicaste trouxe-me recordações.
Beijo Laura
Maria Jorge
Eu acho que nunca tive um grande amor na minha juventude, acho que fui um bocado tardia no que às paixões diz respeito, tinha muito que fazer e achava a maioria dos rapazes uns parvos.....no entanto recordo-me de um que gostei muito, e o apelido dele era mesmo Amores! O amor deve ter sido tanto que só me ficou o apelido....:-) Bom, e uns olhos verde azeitona.
EliminarUm grande beijo, Maria. E já agora, bom fim de semana!
Oi Laura :)
ResponderEliminarGostei de ler a crônica de Miguel E. Cardoso.
Está perfeita a descrição do primeiro amor,
o mesmo é avassalador...
Nos faz sofrer.Às vezes nos paraliza.
Mas proporciona também momentos de euforia e muita alegria!
É sobretudo inesquecível...
Bela postagem.
bjs!
Oi Clau! Fico contente por teres gostado. Pode fazer sofre, paralisar, mas desde que valha a pena, o tempo reporá tudo no seu lugar e com a sua verdadeira dimensão.Sim, mas é sempre inesquecível
EliminarObrigada pelo teu comentário, Clau.
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O M.Esteves Cardoso tem uma maneira muito interessante de falar sobre Portugal e como nós somos.
ResponderEliminarGostei muito de ouvir a Né Ladeiras.
Pois tem, é muito acutilante a descrever as qualidades e defeitos de Portugal e dos portugueses, e afirma à boca cheia que embora existam defeitos. só se pode mesmo é gostar deste país.
EliminarGosto da Né Ladeiras, que tem andado um bocado "desaparecida"...Uma cantora excelente.
Laura, sempre doces as suas palavras e visitas. Um grande abraço. Saiba que entrar aqui é revigorar-se no espaço das ARTES...
ResponderEliminarSimpatia sua Malu; é um prazer porque você escreve realmente muito bem.
EliminarObrigada, Malu. Um abraço também para si.
Sou apaixonada pela escrita dele. Tanto pode ser sério como divertido, apaixonado ou irónico.
ResponderEliminarTambém eu... E não poderia fazer melhor definição acerca dele do que a que acabaste de fazer.
EliminarBoas férias!
Eu tive muitos namoricos, mas o meu primeiro amor foi mesmo o meu marido. E dura até hoje.
ResponderEliminarManuela Pires
Isso é que foi sorte , Manuela, acertar assim na mouche....:-)
EliminarQue bom!
Boa tarde Laura.. belissimo o texto.. mas primeiros amores as vezes são os que mais nos revelam as dores rsrs
ResponderEliminarespero pelo verdadeiro que esta a caminho.. bjs e um lindo dia
Boa tarde, Samuel.Pois é, amor tinha de rimar com dor na nossa Língua...Se está à espera do verdadeiro e ele está a caminho, já não deve tardar muito, não é mesmo?....:-)
ResponderEliminarBjs
Eu li "O Amor é F*****" e achei muito pesado. Mas gostei muito deste texto.
ResponderEliminarAna Silva
Totalmente de acordo, Ana. O meu marido ofereceu-me esse livro porque eu gostava imenso de ouvir o MEC, achava-lhe piada, no entanto o livro desiludiu-me imenso porque usou e abusou de linguagem obscena, de forma totalmente desnecessária, gratuita, mesmo. Foi um best-seller precisamente por isso e pelo título.
EliminarEle é bom é a escrever crónicas, não romances.
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Embora tenha lido muitas crónicas que ele escreveu no "Público" nunca me deu para ler nenhum livro dele. Opções...
ResponderEliminarEsta, musical, de se lhe tirar o chapéu.
Numa coisa estamos de acordo: não há amor como o primeiro...
:)
E acho que é boa opção, ele é bom cronista, nada mais, quanto a mim...
EliminarGostou da Né? Eu gosto muito de ouvi-la a cantar Fausto, mas enfim ela canta muito bem, tem uma voz muita bonita.
Exactamente, não há amor como o primeiro, independentemente da altura da vida em que ele surja.
Ai o amor, o amor...eu gostava era de saber como é que ele conseguiu arranjar uma mulher daquelas...a mim não me calha nada...:)
ResponderEliminarJoão Nicolau
Oh João, pois claro que há muito amor naquela relação. A Maria João é lindíssima, na verdade, e o Miguel não é nenhum Marlon Brando,o que só demonstra que o amor não tem nada a ver com a aparência física de cada um.
ResponderEliminarA ti não te calha nada?...Lol
Estou conhecendo seu blog hoje fiquei presa pela postagem
ResponderEliminarlinda onde fala do primeiro amor.
Eu te digo o primeiro amor sempre vai existir e acredito mesmo , que fique perdido no tempo nunca será esquecido.
È difícil conhecer alguém , que não tenha uma história de amor
não vivido e nunca esquecido.
Linda seja sua semana beijos,Evanir.
Evanir, seja muito bem vinda! Concordo consigo, o primeiro amor nunca será esquecido, tal como o não serão outros, se existiram; o nosso coração é tão fundo que consegue guardar tudo. A nossa memória tratará de trazer tudo à tona, nem que por breves instantes.
ResponderEliminarIrei visitá-la com tempo proximamente.
Uma boa semana também para si.
Bjs
Olá Laura,
ResponderEliminarSabes, já tive várias opiniões sobre o MEC. Não gostava dele, de maneira nenhuma, nem nos tempos do Independente, nem do "Má Língua" em que me parecia um mau exemplo de querer ter piada sem ter jeito nenhum. Escrever, irritava-me.
Depois, quando da doença da mulher, não sei se por solidariedade para com ele, pelo amor que cantava ou por outra razão qualquer, comecei a simpatizar mais com ele. E o que escrevia sobre a mulher (Maria João) que nos contagiava a todos.
O primeiro amor, é isso mesmo. É mais paixão, que por vezes perdura, por vezes acaba. Mas fica sempre.
Beijo
(Tal como prometera, de vez em quando venho à cidade)
(Nova tentativa)
EliminarOlá JP! Quem é vivo sempre aparece...:-)
É curioso, porque o próprio MEC já afirmou que antigamente era um bocado imbecil (não sei se foi esta a palavra que utilizou) por estar sempre a tentar ter piada, no entanto eu sempre achei que havia para lá daquela capa de "armado em engraçadinho" algo de interessante...
Acho que por ter encontrado um grande amor, e depois todo o sofrimento que tiveram de passar juntos o tornou mais sério, não tão "tresloucado", contudo a ironia continua toda lá.
O primeiro amor quase sempre acaba, deixando uma recordação...e confesso que me causa uma certa estranheza o facto de certos casais se terem conhecido na adolescência, até na infância, por vezes, e nunca mais se largarem pela vida fora.
Um beijo, JP, e obrigada pela tua vinda à cidade!
Eheh...recebi a tua resposta ao meu comentário, mas ele não consta aqui....este blogger é uma delicia....sempre a enganar-nos :))
ResponderEliminarBeijinho
Lol! Deve ser a alta tecnologia blogger...Foi publicado e desapareceu!!!!!
EliminarNunca vi tal coisa!
Vou postá-lo novamente só para ver o que acontece!
:))
EliminarAgora klicaste bem :))
Beijo
(foi só uma curiosidade nem tinha importância)
Ai tinha importância, tinha, porque eu respondo sempre e quero vê-las online!
EliminarOI LAUERA!
ResponderEliminarPASSANDO AQUI PARA TE VER E COMO NÃO CONHEÇO ESTA PERSONALIDADE, TE DEIXO MEU ABRAÇO.
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Obrigada pela visita, Zilane. Um abraço!
ResponderEliminar“Arnaldo Jabor já escreveu que: “Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta”. E nisso eu concordo plenamente com ele, pois depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor? Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja”- Elenilson.
ResponderEliminarPortuguesa? Respeitando as devidas proporções, achei seu blog parecido com o meu. Posto meus humildes escritos e de outros poetas maiores, além de vídeos, mensagens, poesias recitadas, principalmente Fernando Pessoa. Encontrara também outra conterrânea ilustre Florbela Espanca. Você gosta do livro Meu Pé de Laranja Lima! Engraçado que esse livro não é tão difundido como deveria no Brasil, acho ótimo. E seu autor José Mauro de Vasconcelos, não é tão conhecido feio um Drumonnd, um Manoel Bandeira, um Vinicius. Outra coisa, que observei em comum, que você gosta de fazer longos comentário/respostas com seus leitores, eu também, é tão agradável essa interação, a gente aprende tanto, é tão enriquecedor.
http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/
Concordo com o que disse, que existem semelhanças entre os nossos blogs.. E sim, gosto do J. Mauro de Vasconcelos. Vi o filme há muitos , muitos anos, e posso dizer que foi o único filme que me fez chorar torrencialmente. Mais tarde comprei o livro, e comprei também o "Rosinha, minha canoa". O J. Mauro de Vasconcelos tinha uma prosa muito realista e muito poética ao mesmo tempo. Escrevia simples e bonito.
ResponderEliminarComo você gosto muito do F. Pessoa, da Florbela, do Eugénio de Andrade e de todos esses poetas brasileiros que apontou. E acho que para além do que se escreve é saudável existir essa troca de ideias sobre o que se escreve. Às vezes certos comentários são tão ou mais interessantes que o próprio texto, e isso é muito bom. Aprecio essa troca enriquecedora, como você diz.
Quanto ao amor, concordo com o Jabor , também. Mas não acho que o amor seja todo do mesmo tipo, o amor assume tonalidades diferentes. Nunca amei e nunca amarei nenhum homem como amo a minha filha. O meu amor por um homem pode acabar, o amor pela minha filha não acabará nunca. É incondicional.
Já viu? É desta troca de ideias que eu gosto!
Muito obrigada pelo seu comentário . Gostei muito.