"Escrevo essencialmente para me libertar da dor"
VIESTE COMO UM BARCO CARREGADO DE VENTO
Vieste como um barco carregado de vento, abrindo
feridas de espuma pelas ondas. Chegaste tão depressa
que nem pude aguardar-te ou prevenir-me; e só ficaste
o tempo de iludires a arquitectura fria do estaleiro
onde hoje me sentei a perguntar como foi que partiste,
se partiste
que dentro de mim se acanham as certezas e
tu vais sempre ardendo, embora como um lume
de cera, lento e brando, que já não derrama calor.
Tenho os olhos azuis de tanto os ter lançado ao mar
o dia inteiro, como os pescadores fazem com as redes;
e não existe no mundo cegueira pior do que a minha :
o fio do horizonte começou ainda agora a oscilar,
exausto de me ver entre as mulheres que se passeiam
no cais como se transportassem no corpo o vaivém
dos barcos. Dizem-me os seus passos
que vale a pena esperar, porque as ondas acabam
sempre por quebrar-se junto das margens. Mas eu sei
que o meu mar está cercado de litorais, que é tarde
para quase tudo. Por isso, vou para casa
e aguardo os sonhos, pontuais como a noite.
Maria do Rosário Pedreira nasceu em Lisboa em 1959. Licenciada em Estudos Franceses e Ingleses, a sua obra divide-se pela ficção, romance, crónica, ensaio e literatura juvenil, género a que não será alheio a sua passagem pelo ensino de Português e Francês. Tem também o curso de Língua e Cultura do Instituto Italiano em Portugal e a frequência de 4 anos no Goethe Institut.
Directora das Publicações da Sociedade Portugal-Frankfurt 97 e editora dos catálogos oficiais temáticos da Expo' 98, passou pela editora Quid Novi, Temas e Debates, e Gradiva, tendo integrado depois o Grupo Leya.
Principais obras: "O Clube das Chaves" (em co-autoria com M. Teresa Gonzalez, 21 vols, entre 1989 e 1998), "Detective Maravilhas" (19 vols desde 1997), "Alguns Homens Duas Mulheres e Eu" (1993), "A Casa e o Cheiro dos Livros" (1996), "O Canto do Vento nos Ciprestes" (2001), "Nenhum Nome Depois" (2004), e "Poesia Reunida" (2012).
Uma escritora que segundo as suas próprias palavras prefere "claramente a leitura e a vida à escrita"(in diário digital, 19-9-2012). A sua poesia de carácter romântico constitui um lamento suave em relação à perda e à ausência, ao sentimento de abandono que expõe a casa como local onde a memória vive no que ficou do amor, no cheiro dos livros, na solidão, e nos gatos que nela procuram abrigo. O reduto onde a instabilidade do Eu mergulha em busca de identidade.
Dela escolhi dois poemas.
DEI-TE O MEU CORPO COMO QUEM ESTENDE UM MAPA ANTES DE VIAGEM
Dei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes de viagem, para que nele
descobrisses ilhas e paraísos e aí pousasses
os dedos devagar, como fazem as aves
quando encontram o Verão. Se me tivesses
tocado, ter-me-ia desmanchado nos teus braços
como uma escarpa pronta a desabar, ou
uma cidade do litoral a definhar nas ondas.
Mas afinal, foste tu que desenhaste mapas
nas minhas mãos - tristes geografias,
labirintos de razões improváveis, tão curtas
linhas que a minha vida não teve tempo
senão para pressentir-se. Por isso, guardo
dos teus gestos apenas conjecturas, sombras
muros e regressos - nem sequer feridas
ou ruínas. E , ainda assim, sem eu saber porquê,
as ondas ameaçam o lago dos meus olhos.
VIESTE COMO UM BARCO CARREGADO DE VENTO
Vieste como um barco carregado de vento, abrindo
feridas de espuma pelas ondas. Chegaste tão depressa
que nem pude aguardar-te ou prevenir-me; e só ficaste
o tempo de iludires a arquitectura fria do estaleiro
onde hoje me sentei a perguntar como foi que partiste,
se partiste
que dentro de mim se acanham as certezas e
tu vais sempre ardendo, embora como um lume
de cera, lento e brando, que já não derrama calor.
Tenho os olhos azuis de tanto os ter lançado ao mar
o dia inteiro, como os pescadores fazem com as redes;
e não existe no mundo cegueira pior do que a minha :
o fio do horizonte começou ainda agora a oscilar,
exausto de me ver entre as mulheres que se passeiam
no cais como se transportassem no corpo o vaivém
dos barcos. Dizem-me os seus passos
que vale a pena esperar, porque as ondas acabam
sempre por quebrar-se junto das margens. Mas eu sei
que o meu mar está cercado de litorais, que é tarde
para quase tudo. Por isso, vou para casa
e aguardo os sonhos, pontuais como a noite.
M. do Rosário Pedreira tem escrito também excelente letras para canções, como é o caso de Nas Linhas da Minha Mão, para Ricardo Ribeiro, Fado com Dono, para Aldina Duarte, Pontas Soltas, para Carlos do Carmo e Ricardo Ribeiro, Sem Palavras, Carlos do Carmo, aqui com Maria João Pires.
Escolhi contudo, António Zambujo em Flagrante, uma letra com muito sentido de humor.
A autora tem também um blog com crónicas muito interessantes. Aqui

Olá!
ResponderEliminarGostei de conhecer Maria do Rosário Pedreira,
uma mulher inteligente e talentosa.
Se eu visse os livros dela numa livraria,
o título certamente me atrairia, gostei!
O conteúdo imagino que também seja muito bom.
Ela tem muitas crônicas postadas no blog, 'Horas Extraordinárias',
outra hora volto pra ler mais.
Você teve bom gosto na escolha dos poemas, gostei especialmente do primeiro, que no início, mostra uma sensualidade refinada.
Laura, adorei tua postagem \o/
beijos!
Olá Clau!
EliminarA minha dificuldade foi escolher de entre poemas tão bons. Primeiro escolhi dez, depois tive de ir "eliminando" até ficar com estes dois, mas poderiam ser outros...
Quando for grande quero escrever como ela!...:-)
Obrigada, Clau.
xx
Esta canção do António Zambujo faz-me recuar no tempo e (hoje) sorrir...
ResponderEliminar(Ser surpreendido por uma avó, que morava no andar de baixo, com dificuldade de locomoção... como é que ela conseguiu subir as escadas, assim tão depressa? Isso nem eu nem a minha namorada, hoje mulher, conseguimos responder).
:)
Embora conhecendo estas letras ignorava quem as tinha escrito. Através da fotografia sinto alguém que olha para dentro... qual será a sua dor?
Aaah Rui, a sua avó mesmo com dificuldades de locomoção nada lhe escapava! Muito curioso este desejo das outras pessoas "quererem saber de nós"....é que poderemos estar em perigo...;-)
EliminarAcho que a M. do R. Pedreira ainda escreveu mais canções, mas não estive para procurar mais... É quase sempre assim, os letristas acabam por passar um pouco despercebidos, o que é injusto.
Sinceramente não acho que ela tenha mais dores que a maioria das pessoas, acho que a foto que escolhi pode dar essa sensação. Se tivesse escolhido uma foto com ela a rir já causaria outra impressão, talvez. Olhar para dentro é bom.
xx
Sim, muito atrevida. ;-)
ResponderEliminarNem toda a gente escreve poesia divertida e irónica, como tu. Nós, simples mortais, escrevemos coisas tristes. No entanto, pela letra que ela escreveu para a canção pode ver-se o seu lado divertido.
xx
Boa noite, Laura
ResponderEliminarTenho andado bastante afastado do blog porque os afazeres não me deixam muito tempo livre.
Como sabes (penso que sabes... ) vim a Itália tratar de assuntos de família, e eu que pensava resolver tudo em um, o máximo dois, meses...ainda não vislumbro luz ao fundo do túnel, e já lá vai meio ano...
Com a aproximação do Natal a coisa ainda se tem complicado mais... Enfim, tem que ser,,, é o que faz ser filho único e aqui ter uma família enorme!
Estive a dar uma olhada ao post anterior - já que não conheço a senhora que apresentas neste último post - e gostei imenso.
O poema é giríssimo, a frase de Millor Fernandes é fora de série, e o Zeca... bem, o Zeca é imortal. E a canção de embalar das coisas mais bonitas que existem.
Minha amiga, deixo-te por agora. Vou tentar ser mais assíduo nas visitas aos blogs amigos, porque isso me dá muito prazer e ajuda a mitigar as saudades de Portugal.
Um beijo muito amigo
Miguel
Ah Miguel, cada um tem a sua vida e os seus afazeres...eu também só comento quem quero, quando quero, e quando tenho tempo.
EliminarAcho que fazer comentários não deve ser nenhuma obrigação.
Espero que tudo corra bem por aí, e desejo-te tudo de bom.
Obrigada pela visita, Miguel.
xx
Naturalmente seus olhos não são azuis,
ResponderEliminarmas, são olhos tristes, como são os olhos de todo bom poeta!
Abraço Laura!
Não são azuis, mas terão ficado poeticamente azuis de tanto lançá-los ao mar...:-)
EliminarCreio que todo o bom poeta também tem de vez em quando olhos alegres.
xx
Oi Laura! Grande poetisa que agora tive o prazer de conhecer e ler duas de suas belas criações, com ênfase para a estrofe abaixo:
ResponderEliminarDei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes de viagem, para que nele
descobrisses ilhas e paraísos e aí pousasses
os dedos devagar, como fazem as aves
quando encontram o Verão. Pena que não a tocou, para tê-la se desmanchando em seus braços como uma cidade do litoral a definhar nas ondas. Adorei a música e a interpretação. Excelente escolha amiga. Parabéns!
Abraços,
Furtado.
Obrigada, Furtado. Pois é, se ao menos a tivesse tocado...:-)
EliminarA canção denota bem o sentido de humor da autora.
xx
Confesso que desconhecia a literatura, ou poesia de Maria do Rosário Pedreira! A minha vida profissional também não me deixou tempo disponível para leituras, mas agora ao ler estes dois maravilhosos poemas, algo me tocou e me fez lembrar o meu passado! Irei ler mais à cerca desta escritora, poetisa que é nossa, é portuguesa, gostei muito, obrigado amiga!
ResponderEliminarEu própria conheci esta escritora há relativamente pouco tempo, até porque os seus primeiros livros de poesia estavam esgotados, e a publicação de toda a poesia num único volume foi muito bom! Mas os livros para o público juvenil é que são mais conhecidos...
EliminarObrigada, António, ainda bem que gostou.
xx
Bom dia querida Laura.. muito profundos os versos da poetisa.. a poesia nos veste a alma sempre.. bom será quando pudermos vestir a humanidade toda.. que ainda não a valoriza como nós..
ResponderEliminarsobre teu comentário querida do Chapolin.. aaa tudo maravilhoso.. não acredito que não passe por ai.. é um humor puro.. vejo desde que me conheço por gente.. tenha um lindo dia bjs
Olá Samuel!
EliminarA série do Chapolin não passou mesmo por aqui, mas pelos vistos é um herói muito apreciado por aí!...:-)
Obrigada, Samuel. Um belo fim de semana para ti.
xx
És tão criteriosa em tuas escolhas e em tuas palavras, Laura, que sempre me vejo pensando muito antes de escrever um comentário para as suas postagens. E, hoje, serei ainda mais cauteloso porque a poesia de Maria do Rosário Pedreira – que belíssima escolha a tua, os dois poemas são magistrais – é tão impregnante que o melhor que faço é ficar ruminando cada verso, descondensando a linguagem para a amplificação de sentidos que os poemas encerram. Quanto lirismo escorre da pena de Maria, é uma chama puríssima. Eu também ainda espero crescer, Laura!
ResponderEliminarAbraços,
O meu único critério é o meu gosto pessoal, se duas ou três pessoas gostarem, já é bom. Gosto muito da poesia de M. do R. Pedreira, talvez porque também me identifique muito com o que escreve, e gosto do "abuso" dos versos longos, como se todo o sentimento em vez de condensar-se, se derramasse ao longo do poema.
EliminarConcordo, há poemas que basta bebê-los, não havendo necessidade de falar muito sobre eles.
Acho que tu já cresceste! À tua maneira...:-) Mas vai-se sempre crescendo, é claro.
xx
Pois bem, estás certa... Talvez a palavra criteriosa não tenha sido uma boa escolha da minha parte. Mas este gosto pessoal nos apanha direitinho porque a poesia de Maria do R. Pedreira é soberba. Hoje pela manhã já saí em busca da Poesia completa pelas livrarias da província em que moro. Não o achei, mas já encomendei em outra metrópole brasileira. Já sinto remorso por não ter-me aprofundado no comentário.
Eliminar“Sem parvoeira”. A tua leitura é o melhor que o meu texto, pois você penetrou a camada mais profunda dele, tirando a substância que estava apenas no meu inconsciente. Carlos Eduardo da Rocha, um poeta baiano – já não está entre nós – membro da Academia de Letras da Bahia, por duas vezes me disse no Salão Nobre da Academia, depois das minhas conferências sobre a poesia de Castro Alves: “as leituras dos estudiosos trazem sempre mais luz aos dos textos dos poetas”. É o que você fez, Laura. O meu postal está mais iluminado.
Que bom teres conseguido encomendar a "Poesia Reunida"! Imagino que no Brasil não seja muito fácil encontrá-la.
EliminarAh José Carlos, tu és um grande escritor e estudioso, porque não sou eu que faço conferências sobre Castro Alves...:-) Eu apenas
leio e retiro do texto as minhas sensações; tentando dar a perceber até onde o texto me levou. Acho que esses teus postais seriam uma grande base de análise e interpretação de texto em aulas de Língua Portuguesa. Dariam "pano para mangas!", não só do ponto de vista literário, mas também como ponto de partida para outros assuntos, neste caso, a obra trágica de Shakespeare, o ciúme enquanto sentimento cego e sombrio, enfim... Já para não falar da matança do porco nos moldes tradicionais...;-)
Mas obrigada, Zé, é giro que quem comente tente entender o texto (os teus não são fáceis), e que o autor tenha uma palavra para quem expressa uma opinião.
xx
Olá Laura,
ResponderEliminarPenso que escrever pode mesmo funcionar como uma válvula de escape para a dor ou, como diz Maria do Rosário Pedreira, uma libertação para ela.
A imagem da escritora me parece familiar, mas não consigo me lembrar, no momento, de onde. Penso até que pode ter sido através de algum vídeo, com letra dela. Gostei da sua escolha da música. Além do toque de humor, como você salienta, a música também tem um ritmo gostoso de se ouvir.
Foi muito bom ter a oportunidade de ler sobre ela e tenho certeza de que doravante vou me lembrar exatamente de onde obtive as respectivas informações-rs.
Os poemas são lindos e primam pela melancolia. As considerações finais do resumo biográfico supra traduzem exatamente o que se extrai das letras dos dois poemas, ou seja, "um lamento suave em relação à perda e à ausência", ou uma espécie de luto amoroso.
Embora eu não seja poetisa, certas poesias me tocam profundamente, além de me encantarem com as belas figuras e construções poéticas. Daí, fico a enamorá-las, como, por exemplo: "as ondas ameaçam o lago dos meus olhos" (primeiro poema). E também, do segundo poema: "abrindo feridas de espuma pelas ondas".
Sem dúvida, a autora é possuidora de grande talento e sensibilidade. Oportunamente, passarei no blog dela para conferir suas crônicas.
Beijo.
Olá Vera!
EliminarUma maravilha de comentário, com cabeça, tronco e membros. Muito bem estruturado! E só tenho que agradecer quem realmente lê o que está escrito.
Há quem chore e se lamente, enfie a cabeça na almofada fazendo drama, outros escrevem poesia, que ajuda a libertar de alguma dor e angústia, tal como outras formas de expressão. Cada um encontrará a sua... Conseguir falar ou escrever sobre o luto amoroso e a ausência ajuda a exorcizar e a mudar de forma muito consistente o estado de espírito. Quando se consegue fazê-lo de forma tão poética, como M. do Rosário o faz, é um exercício de beleza.
Obrigada, Vera, e bom fim de semana!
xx
Excelente texto. Te seguindo!....
ResponderEliminarQue texto?...
EliminarGostou dos poemas de M. do Rosário Pedreira?...
xx
Obrigada por dar a conhecer esta autora.
ResponderEliminarBjs e bom fim de semana
Bom fim de semana, Elisabete!
Eliminarxx
Laura, escritora de rosto expressivo e de muito talento. Estive aqui, antes, mas fui conhecer o blog dela. Suas crônicas, curtas, são de leitura muito agradável. Escrever é ato de libertação, onde se lança fora as emoções, sejam vividas , presenciadas ou imaginadas. Os dois poemas que escolheu são tocantes e gostaria de tê-los escrito (rss). Esse sentimento me assola quando leio algo de que muito gosto.
ResponderEliminarCom sua sensibilidade, fez dela uma apresentação magnífica. Quantas preciosidades ainda temos a conhecer no campo da literatura! Cada nova descoberta constitui uma porta que nos leva a mundos ricos e de passeio prazeroso.
O batuque da melodia é gostoso e a letra, divertida. O cantor começou tão sério que me fez rir no desenrolar do vídeo. Uma excelente postagem! Grande beijo!
Sim, o blog tem uma escrita muito simples e apelativa. Também eu gostaria de ter escrito estes poemas, e outros que ela escreveu!...:-)
EliminarÉ verdade, existem tantos autores por descobrir, tanto em poesia como em prosa, embora a prosa acabe por ter mais divulgação. Maria do Rosário acaba por ser mais conhecida do grande público devido ao "Clube das Chaves", com muito êxito entre os jovens.
O cantor só poderia estar "sério", já que iria ser apanhado em flagrante; com as calças na mão! :-))
Obrigada, Marilene, uma boa semana !
xx
Boa noite Laura
ResponderEliminar"Escrevo essencialmente para me libertar da dor" :- Como eu entendo!!! pensei que fosse só eu.
Poemas lindos e profundos. Só pode ser de uma enorme Poetisa!
AMEI
Amiga, tem um bom fim de semana
xx
Olá Cidália!
EliminarTu então até dóis!!...:-(
Acho que a prática de exercício físico também ajuda a libertar a dor...! ;-) Eu sabia que ias gostar destes poemas.
Obrigada, bom fim de semana também, embora frio, e boa sorte para o teu Glorioso!
xx
Gosto sempre do que escreve e fez uma selecção perfeita onde reside o talento.
ResponderEliminarSenti-me numa ilha ao ler a poesia.
Aquele batuque, a voz e todas as musicas, todos os dias.
Bj
Numa ilha a ler poesia é uma grande ideia, Manuel Luís!
EliminarTambém acho as músicas boas.
Bom fim de semana.
xx
Depois de um longo afastamento estou tentando de alguma forma
ResponderEliminarvisitar minhas lindas amizades.
Logo chegará o Natal é justo estar entre as
amizades que esteve comigo no decorrer desse ano.
Levando meu eterno agradecimento
a única palavra para traduzir
tudo que estou sentindo nesse momento.
Sua amizade é muito importante para mim
um presente grandioso de Deus.
Um feliz final de semana beijos.
Evanir.
Obrigada e bom fim de semana, Evanir.
Eliminarxx
Escreveu a poetisa!
ResponderEliminaresses dois belos poemas
causadas tristezas da vida
lágrimas não são penas
Maria do Rosário Pedreira
me parece tão pensativa?
Gostei e ouvi a toda a mecha,
o vídeo de António Zambujo a cantar
alentejano, a caminho de Beja
a acelerar na sua lambreta
estou eu aqui a imaginar
na estrada caída uma boleta!
Gostei da escolha feita,
por você amiga Laura Santos
por ser assim tão perfeita
não é causa de enganos!
Desejo-lhe um bom fim de semana,
aqui chove e faz frio, um abraço.
Eduardo.
O António Zambujo só podia mesmo ser alentejano, não é Eduardo?...
EliminarNão sei se a escritora estará pensativa, a mim parece-me mais seriamente distraída...:-)
Obrigada, tenha um bom fim de semana também. Aqui também está um dia chuvoso e frio.
xx
Os dois pemas são maravilhosos, perfeitos, profundos... Adorei!
ResponderEliminarQuerida Laura, beijo e muita paz!
Também acho, Shirley. Maravilhosos e profundos.
EliminarBom fim de semana!
xx
Não conhecia essa escritora e poetisa,Maria do Rosário Pedreira,eu também gostaria muito quando crescer,escrever como ela,mas ainda sou um pequenino grão de areia.
ResponderEliminarLindo os dois poemas.
bjs amiga Laura.
Carmen Lúcia.
Ah Carmen, você escreve lindamente, cada pessoa tem o seu estilo próprio, e por mais pequenos grãos de areia que sejamos, todos temos a nossa importância. Mas é claro que esta autora está uns furos acima de nós...:-)
EliminarAinda bem que gostou, Carmen Lúcia.
xx
Ao ver a foto, antes mesmo de ler o nome, pensei que se tratasse da Clarice Lispector. Aí o nome Maria do Rosário Pedreira sobressaiu-se e constatei o meu engano, apesar de ter continuado com a impressão da semelhança.
ResponderEliminarEm seguida veio a frase:
"Escrevo essencialmente para me libertar da dor"
E observando a foto senti que aquele olhar continha algo enigmático, como se as ondas ainda ameaçassem o lago daqueles olhos...
“Dei-te o meu corpo como quem estende um mapa antes de viagem”
Que bela imagem!
Outra imagem magnífica:
“Vieste como um barco carregado de vento, abrindo
feridas de espuma pelas ondas.”
Belíssimos os dois poemas que nos apresentaste!
Gostei do humor tratado no vídeo, mas gostei mais de Pontas Soltas (que também vi o vídeo) por se tratar de um fado, gênero de música que me enternece e encanta.
Fui ao blog que indicaste e como sou “rato de biblioteca” encantei-me com os livros por ela indicados, tendo inclusive anotado alguns nomes. Gostei da postagem sobre a Literatura Brasileira, o comentário sobre o nosso querido Jorge Amado, bem como a avaliação dos nossos autores com os autores portugueses.
Enfim, Laura, como já te disse certa vez: gosto de vir ao teu espaço com uma boa margem de tempo, pois tuas postagens nos levam a pesquisar outros ângulos a partir do assunto tratado por ti. E sempre saímos daqui enriquecidos em nossos conhecimentos.
E tu, como sempre, a nos encantar!
Curioso!...Por acaso até acho os rostos da M. do R. Pedreira e da Clarice Lispector muito diferentes...:-)
EliminarGosto muito destes poemas, e quanto há música havia muito por onde escolher. Também gosto muito do Pontas Soltas, só que costumo postar muito fado, decidi variar um pouco. Mas Carlos do Carmo e Ricardo Ribeiro são sempre garantia de qualidade.
também acho um blog interessante, e no qual se aprende sempre alguma coisa. Gostei muito de ler o que ela escreveu sobre o Herberto Hélder, por exemplo.
Obrigada, Helena.
Não sei o que se passa, consigo aceder ao teu blog, mas não consigo introduzir o comentário. Comento, mas não consigo publicar. Não sei se é pelo facto de estares agora no Google+...!
xx
Hoje vim deixar meu abraço pelo ano
ResponderEliminartodo que vc esteve comigo, agradeço seu carinho
vou sair de férias e volto em janeiro com meus posts
favoritos, espero que nossa amizade permaneça em 2015
Desejo um feliz Natal e um novo ano cheio de muita Paz
Aqui minha gratidão por tudo
└──●► *Rita!!
Boas férias, Rita.
Eliminarxx
Trim...
ResponderEliminar- chove e nao trouxe chapeu.
- Vou apanhar o guarda chuva, espera...
Podia ser assim..
Antonio Zambujo.
Mas vim pela Maria (gosto do nome), talvez conheca a Laura...
Afinal o amor pode ser uma paisagem, como diz a Laura e a minha mulher diz. Achas que...
Mas o fio do horizonte, mesmo que segregados, aqui andaremos... nisto!
Exactamente, com o Zambujo poderia ser assim. E tantas vezes do trivial se faz um poema ou uma canção...!
EliminarA Maria não conhece de certeza a Laura. A mim, ninguém me conhece, e ainda bem, embora gostasse de ter a oportunidade de conhecer a Maria.
O amor pode ser uma paisagem; a sua mulher sabe. Eu até digo que pode ser a ideia de uma paisagem.
E como tal, por aqui andaremos, apesar de tudo. Porque andar aqui é bom.
Obrigada, Xico.
xx
Laura, eu não conhecia a escritora e poetisa Maria do Rosário Pedreira, mas a sua cara não me é estranha. Eu também o que leio é mais prosa, mas gostei dos poemas escolhidos. Realmente são muitos bons.
ResponderEliminarDaqui vou espreitar o blog dela.
Bom fs.
Engraçado, Paula, é que conheci a poesia dela antes de lhe conhecer o rosto...:-) Nunca me lembro de tê-la visto na televisão ou em qualquer jornal ou revista....Mas claro que deve ter aparecido em várias publicações e eu é que não terei dado por isso.
EliminarBom fim de semana, Paula!
xx
Parabéns pela postagem no seu global, Laura.
ResponderEliminarDetive-me algum tempo na frase explicativa da razão da escrita da Maria do Rosário Pedreira (MRP) "Escrevo essencialmente para me libertar da dor". Penso (até porque me fazem essa pergunta com alguma frequência, no âmbito de atividades literárias) bastante na "razão" da escrita. E não encontro uma única razão. Essencialmente, é a relação que se tem com as palavras e o(s) momento(s) em que as palavras sentem necessidade de soltar um sentir. Daí a versatilidade desta autora - que apenas conhecia no âmbito infanto-juvenil - nos vários géneros em que se expressa. Veja-se o caso da letra da canção que escolheste (e tenho a certeza que foi uma escolha para mostrar outro lado da MRP), as crónicas, a poesia...
Li e reli os poemas. E gostei imenso do primeiro mas tocou-me mais o segundo, a meu ver, mais lírico, mais saudoso, mais sentido. Uma narrativa poética de um sentir dorido.
Irei dar um salto ao blogue, pois também gosto muito de crónicas. Tenho saudades de jornalistas que eram uma excelência neste género.
Obg por poder sair mais rica literariamente.
Bjo, querida Laura :)
Eu acho que muitos poetas escrevem para exorcizar a dor, o que não quer dizer que todos o façam por isso, mas ela própria o afirma. Tal como afirma que: "A minha poesia vem quando quer, e não quando eu quero". E claro, também escreve outros géneros literários., porque como dizes, existem sempre várias razões para escrever.
EliminarEm relação aos poemas, acho-os ambos doridos, embora o segundo seja mais determinante e explícito, é mais pungente.
Obrigada sou eu, Odete, pelos teus comentários conhecedores e assertivos.
Bom fim de semana!
xx
A musica em lembrou o samba, ritmo muito parecido, Laura, ficou bom. No Brasil o caso mais bem sucedido de poetas que enveredaram pela musica com notável competência foi o de Vinicius de Moraes que pode ser considerado Poeta/Compositor. Se bem que não sei se a poesia se presta exatamente pra ser musicada, há o caso do soneto de Florbela Espanca o lindíssimo poema Fanatismo musicado pelo Fagner, que ficou ótimo, na integra, sem alterações, perfeito, entre outros. Mas nem todo caso, tens uns que ficam estranhos. Acho mais natural cada musica ter sua letra própria, intransferível, unicamente, não sei se estou me fazendo enter ou é preconceito meu unicamente. Mas é só minha opinião, não sei... Tai, Fagner, pra sossegar minha cisma.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=v0takAm37Bk
Muito bem colocada a tua questão, Fábio. Concordo que nem todos os poemas serão "musicáveis", mas acho que dependerá muito do músico que tome em mãos essa tarefa, que terá de ser, antes de mais, inspiradora. A música portuguesa está repleta de poemas de grandes poetas extraordinariamente musicados. Amália, por exemplo cantou grandes poetas, desde Camões a David. M. Ferreira, Pedro Homem de Melo e muitos outros, e todas as músicas foram quanto a mim construções excelentes. E existem muitos outros cantores,(Vinicius é um grande exemplo, de facto, no Brasil), como Fausto ou Pedro Barroso que escrevem grandes poemas, fazem a música e cantam. Existem imensos por aqui.
EliminarE, sim, Fagner é um exemplo de como se pode ser bem sucedido a musicar poemas...sobretudo tratando-se de Florbela Espanca, por não ser uma poetisa "ligeira".
Obrigada pela tua opinião, e pelo excelente video, Fábio.
xx
Não lhe vou chamar homenagem, mas é um registo interessantíssimo, merecidíssimo e justo!
ResponderEliminarObrigado
Obrigada sou eu, Daniel.
Eliminarxx
Não conheço a obra de Maria do Rosário Pedreira mas gostei muito de ler estes dois poemas que acho serem maravilhosos.
ResponderEliminarBoa escolha Laura Santos, que mais uma vez, brindas os teus leitores com uma publicação de génese didáctica, muito saudável de ler
Fica feliz
xx
Obrigada, Ricardo.
Eliminarxx
Good evening,Laura
ResponderEliminarVery difficult to translate,with or without the ratio feelings...
In dutch "emoratiogevoel"
Please ,try to translate it.
xx
LOL! What´s that?...I've tried to translate it, and I can't...but "emoratiogevoel" must be a "joint venture" between emotion and reason which has to mean a pretty much confused "gevoel". I know nothing about dutch language but I'm an expert about confusion. And I'm sure you must get much confused with my posts! You really don´t have to comment, I understand that it is a massacre for you ...;-))
Eliminarxx
Laura você fez uma excelente homenagem a Escritora Maria do Rosário. Sua postagem ficou maravilhosa.
ResponderEliminarPortugal é um País rico em Escritores e Poetas.
E é aqui no teu blog, que vou conhecendo mais e mais Escritores e Poetas Portugueses que você seleciona sempre muito bem, e nos apresenta. Esses dois poemas da Maria do Rosário são joia rara.
Creio que às vezes a escrita se torna um elixir eficaz para aliviar, e libertar sentimentos como perdas, ausência, sentimentos esses, que adoecem a alma. Em muitos casos a escrita acalma essas dores dissolvendo-as em gotículas que entornam entre os dedos e são transformados em mais belas palavras, como esses dois poemas que você selecionou. Muito bonito, embora cheio de dores. A poesia tem esse poder. Até a tristeza, a ausência e a saudade ficam belas em versos. Penso que viver todas as aspirações nem sempre é possível, mas a escrita faz a gente refletir, se conhecer, aí a gente vai acertando e construindo quem somos né. Excelente interpretação da música, muito criativa e divertida a letra, a cantoria ficou boa demais.
Vou fazer uma pausa no meu blog por alguns dias, só voltando em Janeiro...
Desejo que você tenha um Natal com alegria, felicidade, e que as esperanças se concretizem.
Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações!
São os meus sinceros votos para você e toda a sua família.
Abraço e um punhado de sorrisos.
Pois é, Smareis, as jóias raras estão geralmente escondidas.
EliminarEu não entendo porque as pessoas geralmente dramatizam tanto a dor, quando a dor já se basta a si mesma. A dor é dura mas normal, é por isso natural que os poetas a ela se refiram.
Um feliz natal e um feliz ano para ti e para toda a família.
xx
Mas que delícia de poemas!
ResponderEliminarPois sim.
Eliminarxx
Olá Laura! Não conhecia Maria do Rosário Pedreira.
ResponderEliminarÉ pena que tanta gente de grande talento continue no anonimato.
É de louvar esta tua iniciativa de nos dares a conhecer neste teu espaço, valores incontestáveis das artes e da cultura portuguesa.
Quanto aos poemas cuja temática anda à volta da saudade e de um sofrimento que toca o leitor no mais intimo do seu ser; são dois extraordinários textos, de grande valor literário e com belíssimas imagens poéticas .
Laura, musicar um poema, é um acto de coragem ! Diria eu , é quase como recriar, e o risco é imenso.
Beijinho carinhoso com amizade e boa semana...:)
Olá Cristina!
EliminarO problema é que os poetas, ao contrário dos prosadores não têm tanta divulgação, a não ser aqueles que já têm nome feito. Acho mesmo que a poesia se tem vindo a tornar o parente pobre da Literatura.
Musicar poemas é um risco, como dizes, e existem exemplos a demonstrar que valeu a pena, e outros em que se nota que as palavras cantadas foram na música metidas à martelada. Mas neste caso, a letra foi pedida à poetisa e ela acabou por fazer uma letra, digamos aligeirada e divertida. Eu por acaso gosto do resultado.
Obrigada e boa semana, Cristina! E bem vinda à cidade pequena.:-))
xx
Sem dúvida Laura, o resultado saiu perfeito!
EliminarPor vezes sinto vontade de regressar, mas a motivação não é grande. No meu espaço não existe interacção e a movimentação é muito pequena. É como escrever para a gaveta.
Adoro vir aqui. O teu blogue é um dos que mais gosto, não só pelo conteúdo das publicações, como pelos comentários dos leitores, que lêem aquilo que publicas.
Beijo meu e Festas Felizes!!!
Eu também gosto desta interacção, por isso respondo aos comentários, embora saiba que a maior parte das pessoas (salvo raras excepções), apenas despeja o comentário e não volta para ler a resposta. Mas continuarei a postar independentemente da
Eliminarinteracção e até de ter comentários ou não, porque já vi que este mundo da blogosfera (salvo raras excepções, novamente) é uma autêntica treta, no sentido em que as pessoas só pensam em ter seguidores e nada mais. As pessoas querem ser comentadas mas não querem comentar os outros, e a verdade é que os blogs com mais qualidade estão "às moscas" com muito poucos comentários. E acho até que há uma "má vontade" para quem escreve muito bem.
Tenho vindo a deixar de seguir algumas pessoas, e em Janeiro vou fazer outra "limpeza", porque não estou para comentar gente que não me comenta. E a mim também podem deixar-me de seguir porque não estão ali no painel a fazer nada! Não me interessa ter "seguidores", não sou guru...:-))
Obrigada, Cristina, e boas festas para essa família linda!
xx
Uma linda homenagem para a Maria do Rosário Pedreira, maravilhoso poema Laura beijos.
ResponderEliminarBlog /Fan Page / TSU/
Só viste um poema, Lucimar?!...;-)
Eliminarxx
Boa tarde, conheço o nome Maria do Rosário Pedreira, não sabia é que as musicas que conheço, são da sua autoria, foi bom passar por aqui e ficar a saber mais.
ResponderEliminarAG
Os autores das letras não são geralmente tão falados como os músicos, o que é pena.
Eliminarxx
Soneto-acróstico
ResponderEliminarÀ Rosário
Maciamente sua poética meia voz
Atinge-nos assim, muito de vagar
Resvalando na poeira de Estremoz
Indagando aonde deverá chegar.
A cada verso seu, uma surpresa
Deleita enquanto dá seu recado
Ouvi-la é gostar com toda certeza
Rosário, um talento comprovado.
Onde se encontra tanta criação?
Segura verve e firmeza no tema
Átimo de luz, brilho na escuridão?
Recria tão bem esse ecossistema
Indiferente à uma contrária opinião
Obriga-nos degustar o seu poema.
Bota poeta nisso, Jair! Construir um soneto acróstico assim com essa facilidade...! Até parece que não custa nada...:-)
EliminarA Maria do Rosário certamente gostaria de ler estas palavras.
Obrigada, Jair.
xx
Amiga!
ResponderEliminarHoje, venho apenas desejar-lhe uma excelente Quadra Natalícia!
Bjjssss
Obrigada, Vieira Calado.
EliminarBoas Festas!
xx
Querida amiga Laura,
ResponderEliminarA frase acima condiz com o rosto lindo e triste da poeta.
Dizer que conhecia! Não, não conhecia a poeta Maria do Rosário, porque aqui tenho minhas aulas de conhecimento e literatura. Aqui fico sabendo da vida e das escritas dos poetas e escritores portugueses...
Dois lindos poemas carregados de emoção e dor. O segundo chamou-me mais a atenção, talvez porque me fez remeter a um tempo passado distante...Estive passeando um bocadinho pelas "Horas extraordinárias", li um texto ( Inspiração e Transpiração) que me explicou uma conversa que tive com meu filho sobre (inspiração para escrever),onde ele me disse que escrever não é só inspiração, mas sim, inspiração x transpiração x respiração e fiquei um pouco sem entender, mas lendo o texto da poeta, entendi...escrever não é nada fácil e passo a admirar cada vez mais quem tem esse dom maravilhoso de se deixar levar por horas e horas de inspiração e transpiração para que possamos ler versos tão lindamente escritos...
A música que faz parte dessa sua linda postagem, me fez lembrar nossos sambinhas bem humorados aqui do Brasil...Adorei!
Parabéns por mais esta maravilha de post.
Ah, deixa eu te dizer que sempre volto para ler os seus comentários, assim como leio quase todos os comentários por aqui, gosto de interagir e saber o que todos pensam.
Deixo beijos e abraços com muito carinho
Marilene
Olá Marilene!
EliminarParece que pouca gente conhece a M. do R. Pedreira, e que mais não seja por isso já vale a pena partilhar escritores que gosto, conhecidos ou desconhecidos do grande público.
Muito interessante essa "trialética" feita de inspiração, transpiração e respiração, da qual o teu filho fala, e que a autora aborda. A vocação é essencial mas a inspiração por si só vale pouco; há que virar e revirar o verso, até que sem perder o conteúdo, a forma nele se adeque...costumo dizer que ao verso é preciso "deitá-lo bem".
Escrever bem não é fácil, mas no resultado tem de parecer que foi fácil. Sei perfeitamente que tu escreves bela poesia, que eu já li, e nunca entendo porque não te aventuras mais, porque o sentimento está lá todo a brilhar, se é que a minha opinião pode valer alguma coisa, mas eu sei que não sou a única a ter esta opinião...;-)
Também acho que a música tem um certo cheiro a samba e a choro que muito me agrada!
Ah Marilene, não cho que as pessoas tenham que voltar para ler a resposta aos comentários, acho que devem é comentar o que está escrito lá em cima. E sei que tu comentas sempre com muita propriedade porque te dás ao trabalho de ler. Acho que é desrespeitoso comentar só por comentar, só isso. Aprecio imenso, como sabes, os teus comentários.
Olha, tenta escrever alguns poemas para o próximo ano! Inspira e transpira, depois respira...:-)
xx
Querida Laura,
EliminarEstar aqui e ler alguns comentários dos amigos é coisa que faço com prazer, vejo nisso até uma forma de aprendizado e conhecimento sobre como pensam as outras pessoas...Voltar é ler o seu comentário em cima do meu, pra mim se torna uma forma de dialogo entre nós duas...Gosto disso!
Beijos com carinho
Pois é, Marilene, é esse diálogo que torna os comentários interessantes, porque monólogos interessantes só no teatro!...:-)
EliminarObrigada, e Feliz Natal!
xx
Querido amiga Laura,
ResponderEliminarEstivemos juntas por mais um ano, não na medida que gostaríamos e, que os amigos merecem neste mundo virtual (tao real). Real porque afinal sentimos do mesmo modo, com o coração e conseguimos captar o carinho que nos chega por esta telinha.
O tempo foi corrido, não consegui estar com a frequência que gostaria nas casinhas amigas,mas acredito que, o que importa é o carinho que sentimos por cada espaço e saiba que você estará para sempre guardadinha dentro do meu coração...
Agradeço de coração todo carinho que você me dispensou neste ano que esta findando.
Natal chegando, o ano esta por terminar e venho com muito carinho desejar a você sua família um Natal de muita luz, muita paz, muita harmonia e muito amor no coração...
E um Novo Ano carregadinho de novas esperanças e muitas conquistas...
Se Deus quiser em 2015 estaremos juntas novamente, interagindo, deixando e recebendo carinhos...
Deixo beijos e abraços com muito carinho.
Boas festas!
Marilene
É natural que por vezes todos nós nos esqueçamos, ou que não tenhamos tempo, ou até que não nos apeteça comentar; a questão tem a ver com a reincidência, com o faltar sempre à chamada...;-)
EliminarTu estás sempre muito presente, o que muito agradeço, e cá estaremos certamente em 2015.
Muito obrigada por tudo, Marilene. E se fizeres uma viagem neste fim de ano como no ano passado, faz o favor de partilhar as fotos, como no ano passado, um post que adorei!
Feliz Natal para toda a família e um novo ano com muita saúde para todos.
Até Janeiro!
xx
Estou sempre aprendendo aqui, ao mergulhar em grandes escritores, que preferem o mergulho em busca de identidade! abraços
ResponderEliminarQue surpresa, Ives!
EliminarObrigada.
xx
OLÁ LAURA QUERIDA
ResponderEliminarNão conhecia a escritora. Bela homenagem.Obrigado por sua amizade neste ano de 2014.Desejo que nesta data, a luz que guia o mundo, possa também clarear os seus sonhos. Tenha um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, que os anjos acampem ao seu redor para sempre te proteger, amparar nessa longa caminhada da vida, para que o caminho seja repleto de flores e frutos.
Ana
Olá Ana!
EliminarOs anjos devem andar escondidos, e muito bem, porque nem dei por eles, mas as flores e os frutos são vibrantes.
Obrigada, Ana. Tudo o que me desejas, eu desejo para ti. Que o novo ano ano te traga muita felicidade.
xx
Oi Laura,
ResponderEliminarVim deixar um abraço,
e desejar um ótimo fim de ano para você!
Que 2015 lhe traga boas e agradáveis surpresas \o/
Oh Clau, obrigada!
EliminarEspero mesmo que o novo ano me traga boas surpresas, e que as traga também para ti.
Até Janeiro!
xx
Nunca será possível passar por aqui . Tem que se chegar, fazer-se convidado, sentar-se relaxado, e sorver aos poucos, tranquilamente, saborear tudo o que nos ofereces. Confesso que tenho aprendido muito sobre bons escritores e escritoras, poetas e poetisas e até figuras de culto nacional, só de passar um tempinho contigo, do que a ler calhamaços imensos. Da Rosário Pedreira, conhecia pouca coisa e saio daqui bem mais rica, graças a mais uma das tuas investigações nas cambiantes da língua portuguesa.
ResponderEliminarObrigada, Laurinha, um grande beijo
Calhamaços podem fazer doer a cabeça, mas não acredito que andes a ler calhamaços ainda hoje!....:-)
Eliminarxx
Vou contar-te um segredo: Sou apaixonada por História. Adoro Romances históricos com fundamento real, sobretudo sobre o Al Andalus, a Idade Média, a 1ª e a 2ª Grandes Guerras, a Guerra Civil de Espanha....
EliminarA Trilogia de "O Século" do Ken Follet, são 3 belos calhamaços, por isso , com esta provecta idade, quem me quiser ver bem, é agarrada a um calhamaço destes :):):)
Beijoca :):)
Ah já tinha reparado nesse teu fascínio pela História, Dulce! Isso nota-se em muitos dos teus textos.
EliminarEu também gosto de História, mas já não ando com muita paciência para ler livros com muitas páginas, dispero-me facilmente. De dia não tenho tempo e à noite, depois de ler quatro páginas dá-me o sono e lá se vai a leitura!.:-)
Olha, agarra-te aos calhamaços, se te dão prazer!...:-))
xx
Não consegui ler nem as obras nem os poemas.
ResponderEliminarSerá porque a cor das letras é diferente?
Um grande beijinho
Voltarei para me deliciar na poesia, a música promete mais...
A sério?!...Não existem letras de cor diferente. Que estranho...não será a tua ligação à internet que está fraca?...:-)
Eliminarxx
Laura passando pra desejar uma ótima quinta feira beijos.
ResponderEliminarBlog /Fan Page / TSU/
Obrigada, Lucimar.
Eliminarxx
OI LAURA!
ResponderEliminarUMA ESCRITORA PREPARADA E DONA DE UM GRANDE TALENTO.
OS DOIS TEXTOS QUE PUBLICASTE SÃO LINDOS, MAS, O PRIMEIRO ME PARECEU DO FUNDO DA ALMA, SE EXPÔS MAIS NELE.
LAURA, TE DESEJO UM NATAL DE MUITA PAZ E AMOR JUNTO A TEUS ENTES QUERIDOS E QUE O NOVO ANO SEJA REPLETO DE REALIZAÇÕES.
"FELIZ NATAL"
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Sem dúvida, Zilani. Eu acho estes dois poemas excelentes, tal como muitos outros que ela escreveu.
EliminarObrigada, e feliz natal também para toda a família, e um próspero ano novo.
xx
É excelente a escrita a de Maria do Rosário Pedreira! Fiquei tão surpreendida por ser dela esta letra "Em Flagrante!"que conheço tão bem. São registos diferentes e tão saborosos!
ResponderEliminarBelo trabalho, querida amiga!
Ainda bem que passei hoje no teu blogue! Vou mais enriquecida.
Desejo que sejas muito feliz nesta quadra festiva. Pedimos um pouquinho de cada vez, mas desejo que sejas sempre muito feliz.
Grande xi coração.
Pois é!...Quem diria ter sido a M.do Rosário Pedreira a escrever este Flagrante!...Tal com o Sem Palavras é também uma letra muito interessante.
EliminarObrigada pelos teus votos, Teresa, O mesmo te desejo a ti, e a toda a gente, no fundo.
xx