"Criança é esse ser infeliz que os pais põem para dormir quando ainda está cheio de animação, e arrancam da cama quando ainda está estremunhado de sono" Millôr Fernandes
A minha mãe
desperta-me cedinho.
Prepara-me para a escola,
serve-me leite e carinho.
Aprendo letras e versos,
a escrever e a contar,
salto ao eixo, jogo à bola.
Se me empurram e se caio
eu finjo não me aleijar.
A minha mãe
diz que tenho que estudar,
e de tanto fingir que estudo
acabo por tanto aprender...
Diz-me que sou bonito
e nisso eu até acredito
porque sou lindo a valer!
A minha mãe
é serena, bela e doce
e trata-me como se eu fosse
o seu pequenino rei.
Ah como eu sei
como ela gosta de mim!
Mas quando me avista da janela
e me chama p'ra jantar
finjo que não dou por ela
e continuo a brincar.
Depois mais tarde ao serão,
minha mãe conta uma história
e embala uma canção,
derrama muita ternura
no berço do meu irmão.
E na hora de dormir
cobre-me de tantos beijos,
aconchega-me o lençol...
Eu finjo que me aborreço,
e só ao adormecer
eu desisto de fingir
e durmo até o sol nascer.
Canção de Embalar, Zeca Afonso

Assim eu fui com minha filha,a colocava para dormir muito cedo,e ela acordava cedo também nunca precisei chamá-la para levantar sempre soube das suas obrigações e hoje é uma ilustre Advogada.
ResponderEliminarAdorei as palavras de Millor Fernandes.
Bjs amiga Laura.
Sorte a sua, Carmen, pois a minha filha a seguir a uma história para dormir queria sempre mais uma, e nunca gostou de deitar-se cedo. O que não fez com que deixasse de cumprir com as suas obrigações, é claro.
EliminarParabéns pelo sucesso de sua filha.
xx
Querida amiga Laura,
ResponderEliminarUma surpresa pra mim, chegar até aqui e ler tão singelo poema...
Crianças...crianças sempre a nos encantar.
Mães...mães sempre delas a cuidar.
O Elo Materno é a Ligação mais profunda e amorosa entre todos os elos existentes. E assim como você poetizou,e como bem disse Millôr , esta é a vida "infeliz" de uma criança, que vive nas peraltices, sem preocupações, dando asas aos seu sonhos e a ganhar carinhos por todos os lados de uma mãe amorosa e cuidadora...
Amei ler esse poema infantil, lembrou-me meus filhos ainda pequenos e agarrados a minha saia...Doces lembranças!
Beijos com muito carinho e tenha um doce final de semana.
Marilene
Eu adoro crianças, Marilene. E sempre me fez muita confusão uma mãe que não consegue deixar-se encantar pelos seus filhos. Também acho que o elo entre mãe e filho é o mais forte de todos, quando acontece, porque nem toda a mulher está vocacionada para ser mãe. No entanto a criança que fala no poema tem uma mãe maravilhosa, e que também finge não perceber que o seu filho adora aqueles beijos e aconchego antes de dormir.
EliminarÉ verdade, doces lembranças, Marilene. Bom fim de semana!
xx
Oi Laura \o/
ResponderEliminarMe vi descrita em muitas partes deste
poema tão bonito...
Tenho boas e doces lembranças da minha infância,
e dos cuidados de minha mãe \o/
Gostei também da frase bem humorada de Millôr Fernandes,
é exatamente isto que acontece.
E que beleza a 'canção de embalar' de Zeca Afonso!
Suas postagens são sempre harmônicas (texto, música, imagem!).
Beijos!
Olá Clau!
EliminarEras travessa, então...;-)
Mas é que é mesmo verdade, algumas crianças estão sempre super espevitadas na hora de dormir, e sempre querendo ficar na cama na hora de acordar!
Sempre gostei muito desta composição do Zeca. É linda.
xx
UN TEXTO QUE TRAE MUCHAS REMEMBRANZAS.
ResponderEliminarABRAZOS
Existem sempre pontos de contacto, por mais ténues que sejam, entre cada infância.
Eliminarxx
este post oferece dois momentos muito intensos e até contrastantes...
ResponderEliminarpara mim ótimo de se ler e sentir...
E quais são esses dois momentos intensos e contrastantes?...
EliminarObrigada, Ricardo.
xx
Laura, que belo e doce é esse poema. Que saudade da infância, onde tudo era proteção.
ResponderEliminarBeijos!
Neste caso existia protecção, o que como sabemos não existe para todas as crianças.
Eliminarxx
Os reguilas são engraçados,
ResponderEliminaruns nascem com toda a protecção
outros ao nascerem são abandonados
por quem não lhes tem afeição!
Alegam a pobreza ser o motivo,
pois eu nessa versão não alinho
acredito, para um recém-nascido
haverá sempre um ninho?
Gostei de ouvir Zeca Afonso, canção de embalar.
desejo para você amiga Laura, uma boa noite, um abraço.
Eduardo.
Ser reguila numa certa idade é saudável, e até fazer travessuras também faz parte. E o desamor não tem nada a ver com a pobreza material, mas com a pobreza de espírito.
EliminarComo sabemos nem sempre existe um verdadeiro ninho para uma criança, mas deveria haver.
Obrigada, uma boa noite também para si.
xx
Laura, este texto está brilhante, cheio de garra e energia. Também eu, também todos nós queremos o que já foi! Somos protótipos uns dos outros, todos temos os mesmos sentimentos de vazio, de saudade do tempo que já se vai longe...
ResponderEliminarNidja
Eu não quero o que já foi, de forma alguma, fui criança e já não sou.
EliminarTambém não acho que sejamos "protótipos" uns dos outros, e não sinto nenhum sentimento de "vazio" em relação à minha infância.
Saudade, sim.
Obrigada, Nidja.
xx
Boa noite Laura
ResponderEliminarSoberbo poema repleto de realidades, carinho, e muita sensibilidade.
Adorei.. Lindo mesmo! PARABÉNS.
A foto está muito bonita.
Tem um bom fim de semana
Beijinhos
Boa noite, Cidália.
Eliminareste poema é uma construção a partir da minha observação de alguns putos reguilas e bem educados, porque amados.
A foto já tem alguns anos, por isso aqueles manos já estão crescidinhos...:-)
Bom fim de semana!
xx
A infância é um especial e determinante momento na vida de todos nós. Costumo dizer que a minha infância foi dourada; obrigada a crescer rapidamente, mas muito livre e feliz.
ResponderEliminarxx
Millôr Fernandes põe o dedo na ferida: a necessidade de se deitar uma criança cedo (quase sempre sem tempo de de lhe conceder o tempo e carinho de que necessitam) e de a acordar aos alvores da madrugada por motivo de trabalho, sobretudo nos grandes centros urbanos. São os filhos das instituições (infantários, escola, etc)...
ResponderEliminarO poema: uma doçura, um encadeado de vivências e atos do quotidiano de uma criança feliz porque não lhe falta o desvelo da mãe que ama e é amada.
A criança de hoje já não tem este espaço de liberdade...
Gostei muito! Parabéns, Laura.
Bjo :)
Também penso isso. As crianças hoje quase não têm tempo para brincar. Nos grandes centros urbanos, porque os empregos dos pais os deixam entregues a outros cuidadores; as crianças saem de uns edifícios para serem enfiados noutros. Nas zonas rurais também acabam por levantar-se cedíssimo e voltar tarde para casa, porque a escola que existia na povoação já não existe.
EliminarVidas difíceis as das crianças de hoje. Não que antigamente fosse tudo bom, mas nós tínhamos ao menos escola só da parte da manhã, e não aprendemos menos por isso...:-)
Obrigada, Odete.
xx
Dizer que há um olhar mágico não seria exagero. É um olhar de uma observadora atenta, que nos dá uma bela aquarela. Uma apreensão delicada, minuciosa. Sei, são pequenos recortes, instantes, mas totalizam o mundo infantil com “engenho e arte” e frescor. Desde a epígrafe de Millor Fernandes, ilustração perfeita para o painel que nos revela, passando bela fotografia com os fedelhos, à música de Zeca Afonso.
ResponderEliminarMaravilha, como não nos cansamos de repetir por aqui. Gostei muito, Laura!
Momentos infantis, sim. Vivo perto de um agrupamento de escolas primárias, observo as reacções das crianças à entrada e à saída da escola, e no recreio. O mundo das crianças fascina-me.
EliminarAh aqueles fedelhos eram levados da breca e tão ternurentos!...:-)
Obrigada, Zé.
xx
Já comecei a apreciar a postagem quando na foto deparei-me com esses dois garotinhos tão lindos. A carinha de sapeca, o jeitinho de quem está querendo aprontar alguma arte, o modo de olhar e sorrir... Olha, Laura, estes dois meninos devem dar um trabalho danado para os pais (risos). Adoro criança assim, alegre, riso fácil, cheias de energia. Como lido com algumas crianças que são o oposto, tristes e sem nenhum riso a lhes enfeitar o rosto, vejo uma foto assim e me vem aquela vontade de atuar muito mais do que já faço, só para ver brotar um sorriso no rosto de cada criança que habita este nosso mundo.
ResponderEliminarA frase do Millôr Fernandes é muito engenhosa e diz bem da atuação dos pais que necessitam de encaminhar os filhos pela vida, muitas vezes podando-lhes momentos de maior diversão.
O teu poema, uma cadência gostosa nos versos, tão prazeroso e lúdico de se ler! Soubeste bem definir o comportamento de uma criança “levada” que sabe “driblar” os comandos da mãe, mas que se derrete toda quando vem os mimos, principalmente na hora de dormir. Um belo poema, como todos que já tive o prazer de ver por aqui.
Quanto ao Zeca Afonso, não consegui ver o vídeo aqui e fui buscá-lo no youtube, onde tive tempo de também apreciar Balada de Outono. Duas letras belíssimas, doces, aconchegantes na alma, e por um pouco da biografia que pude ler mostram bem a sensibilidade desse grande compositor português de voz tão linda! Interessante é que ele nunca usou o Zeca Afonso como nome artístico. E que grande atuação política ele teve! Uma vida intensa e muito produtiva! Como sempre, tu nos trazes uma harmonização de vozes, versos, imagens, que pousam na nossa alma de forma tão acariciosa.
Grata por mais esta partilha!
As crianças da foto aprontavam muito, mas eram muito educados e muito amados. Ficaram super contentes por alguém decidir tirar-lhes uma foto, foto que depois lhes foi oferecida para maior contentamento ainda. Hoje já são adolescentes.
EliminarA vida hoje não é fácil nem para pais nem para filhos em termos de tempo de convivência, e se não houver uma dedicação maior aos fins de semana, é muito difícil arranjar tempo de qualidade para as crianças, porque mais do que aprender, elas precisam brincar, porque brincando também aprendem.
Aquele derretimento com os mimos eu "tirei" da minha filha, que ainda hoje gosta de mimo mas finge que não gosta! ;-)
Zeca é o nome carinhoso dado ao José Afonso por todos os seus admiradores. Para nós ele não é o J. A., mas o Zeca, um de nós.
Obrigada, Helena, e bom fim de semana!
xx
Parece-me um doce de menino, esse filho tão amado.
ResponderEliminarDoçura, ternura e aquele amor único que é ser mãe são as palavras que me invadem.
Adorei, está singelamente poético, tem tudo.
Beijinhos
Toda a criança amada é doce, e todo o amor tem de ser demonstrado também fisicamente, com muito afago e toque, e muita conversa.
EliminarObrigada, Pérola.
xx
Gostei imenso! E como eu percebo essas crianças, tenho uma filha educadora, há pais e Pais, há mães e Mães, uns estão ansiosos por ir o mais rápido possível buscar os filhos e dar-lhe o beijo de amor, outros há que se dirigem ao café conversar com os amigos, os filhos que esperem, os infantários são necessários para o desenvolvimento da criança, psicológica e socialmente, mas não são depósitos para bebés, ou crianças.
ResponderEliminarÉ verdade, António, há pais e pais e há mães e mães, e também há educadores e educadoras. Há decididamente pais e mães que não têm "pachorra" para os filhos.
EliminarObrigada, António.
xx
Laura lendo o poema me lembrei de quando eu era criança, que tinha que me levantar cedo para ir para a escola, a minha mãe que me acordava, é uma boa lembrança, Laura beijos.
ResponderEliminarBlog /Fan Page / Twitter /
Sorte a tua, Lucimar! A minha mãe tinha de trabalhar muito cedo, mas nós nunca faltamos à escola.
Eliminarxx
Laura, querida, tudo que encontrei aqui me encantou. A imagem mostra carinhas levadas (rss), que fazem jus ao título de seu poema. Não conhecia essa palavra, reguila, e fui pesquisar seu significado, eis que antes não a tinha ouvido ainda. Millôr Fernandes foi perfeito nessa colocação. Todas as crianças reclamam quando as mandam ir dormir e, pela manhã, querem continuar na cama. Minha mãe nos fazia pular cedo (kkk) para não perder
ResponderEliminaras aulas. Ai, como era difícil abrir os olhos!
Seus versos tem uma doçura mágica, uma descrição tão verdadeira do que ocorre entre mães e filhos que se amam! Sentimentos demonstrados em gestos, em cuidados, em educação. Mães sabem que assim devem agir para que seus filhotes trilhem com responsabilidade os caminhos da vida. Quem dera todas as crianças recebessem esse amor!
A música é linda e sua melodia embala mesmo (rss). Grande beijo!
Nós aqui usamos muito a expressão "puto reguila" (criança levada da breca).
EliminarAté nós adultos gostaríamos por vezes de ficar na cama um pouco mais, imagine-se ter de acostumar as crianças a levantar cedo! Têm que existir regras bem definidas e hábitos instituídos, mas custa um pouco ter de acordá-los!...:-)
O amor entre mães e filhos é o elo mais forte que existe, e que bom seria que todas as crianças tivessem uma mãe que verdadeiramente os amasse.
Obrigada, Marilene. Bom fim de semana!
xx
Adorei e pronto!
ResponderEliminarChega a comover a simplicidade do verso. Talvez porque por magia, vemos que era mesmo assim.
Uma honra aquando chamavam de " puto reguila ", para mim era uma honra.
Chantagista "profissional" de emocoes enquanto as pernitas deixava, depois, cansado, escorregava no colo da mae, rendido e vencido.
Mas nao, era matreiro, apenas carrega energia para no dia seguinte comecar por enganar a professora, aflito de "xixi" para surrupiar do bolso do casaco o piao ao amigo, que lhe iria depois dar uma sova.
O reguila era popular, todo "pintas".
Vivam os reguilas que agora adultos se manifestam.
Adorei mesmo, Laura.
Beijo.
Sobre crianças tinha de ser simples, não é Xico?...:-)
EliminarAh eu sei que você era o verdadeiro puto reguila, e abençoados putos reguilas, aqueles que sentem necessidade de desconstruir certas regras só porque sim, e sem daí vir mal ao mundo a não ser uns raspanetes. Os putos reguilas riem de forma mais exuberante, geralmente não param quietos e têm sempre alguma na manga. Gostam de marcar posição, o que é um assomo de personalidade, fingem sempre que detestam as carícias da mãe porque são "fortes", mas sabem-lhes tão bem...!
Na idade adulta parecem existir cada vez menos bons reguilas, o que é uma pena.
Obrigada, Xico, não me admira que tenha gostado deste poema tão simples; estará ali talvez, um bocadinho da sua infância. :-)
Bom fim de semana!
xx
Adoro crianças e essa fase regrada de amores e carinhos, mimos mãe que faz de tudo para ver a criança bem, é nessa fase que a personalidade se faz, é lindo e da um pouco de medo ver crianças cada vez mais pequena tendo opinião própria.
ResponderEliminarBjo
Sem dúvida, S, é nessa fase de carinho e de regras que a personalidade começa a ser moldada. Considero que existem opiniões e "opiniões"...uma criança também tem direito à sua opinião.É também para isso que as educamos; para que tenham opinião própria.
Eliminarxx
Laura,
ResponderEliminarGostei desse menino reguila, criado a brincar com segurança, ao fim do dia, na rua, mas a verdade é que esse menino já não existe. Hoje o menino cresce dentro de quatro paredes (no berçário, no infantário, na escola...) sujeito a mil e uma regras que, por norma, pouco têm a ver com as regras que, com toda a lógica, lhe deviam ser transmitidas pela mais naturação instituição: a família. Se reparar bem, quanto tempo, nos tempos que correm, os pais passam com os filhos? E que fazem eles para os compensar?
Sim, o tema dá que pensar. Que letra cantaria, neste contexto, Zeca Afonso?
Um beijo :)
Pois é, AC. Parece que o tempo de brincar na rua, com a mãe a chamar insistentemente da janela, acabou para muitos meninos. Hoje pouco brincam, hoje jogam, muitas vezes sozinhos, e se acompanhados, geralmente estarão entre muros. A sociedade tem hoje mais peso que a família, porque a família é mais restrita e mesmo quando o não é as pessoas estão cada vez mais afastadas umas das outras. E não há forma de compensar porque os filhos crescem diariamente.
EliminarNão sei o que o Zeca cantaria, mas sei que o Zeca viveu sem televisão em casa durante muitos anos, por exemplo, para que os filhos não fossem educados pela ditadura.
xx
Laura querida,
ResponderEliminarQue carinhas sapecas desses dois garotos da foto. Cara de quem sabe ser arteiro-rsrs.
O poema é um encanto, com versos plenos doçura. Retrato amoroso de uma linda relação de mãe e filho. Essa de fingir para ganhar chamego e chamar a atenção é próprio das crianças.
A frase de Millôr Fernandes é bem humorada, pois traduz uma infelicidade que não existe, mas que para a criança é uma realidade cruel. Não é fácil ter que ir para cama quando se quer brincar ou ser tirado da cama cedinho para aprender a ter responsabilidades. Penso que ser mãe é uma arte que exige muita habilidade. Eu iria errar, com certeza, pois ficaria com peninha e afrouxaria na rigidez. Julgo pelo meu afilhado /sobrinho, que faz de mim o que quer e sou incapaz de chamar a atenção dele e quando o fazem perto de mim corro para socorrê--lo. Não saberia ser mãe. Falo isso com convicção.
Gostei demais, Laura, tanto que li mais de uma vez. Uma inspiração adorável.
Também gostei da Canção de Embalar , de Zeca Afonso.
Postagem deliciosa.
Excelente final de semana.
Beijo.
Eu fiz dois poemas, Vera Lúcia, só que um era sobre uma criança triste, então decidi fazer este sobre uma criança reguila e feliz. O tipo de criança que tem tanto carinho que até pode fingir que não se interessa por "chamego"...:-)
EliminarSer mãe é uma aventura, é uma aprendizagem, ninguém nasce mãe, torna-se mãe tentando todos os dias fazer o melhor possível, e aprendendo com a inter-acção do filho.
Estou a ver que esse teu sobrinho deve ser um reguila com muito mimo...;-))
Obrigada, Vera. Um excelente fim de semana também para ti.
xx
Ah, mamada é bebedeira!... Eu fiquei a pensar...É que "mamada" aqui em Portugal tem um significado um pouco diferente, e que nem vou dizer qual é...;-))
ResponderEliminarObrigada pela informação, Marcos.
xx
Oi Laura! Belíssimo poema! Criança feliz, pois, além de contar com a atenção, a compreensão, o carinho e o amor da mãe, dispõe ainda de um lar, alimentação, roupa lavada, assistência médica e uma escola para estudar, que é privilégio de poucos.
ResponderEliminarAbraços e um belo final de semana com muita saúde e paz para ti e para os teus.
Furtado.
Sim, esta criança que fala no poema é uma criança feliz, e nem sei se as condições do seu lar, de alimentação e assistência médica sejam tão boas assim, mas há amor e uma escola para estudar. O resto logo se vê. Portugal não dá muitas condições às suas crianças.
EliminarObrigada, Furtado, tudo de bom para vocês, também.
xx
Muito lindo, Laura, esse poema. Fala de um tempo feliz, o "stand by" da percepção, como digo num poema também sobre o mesmo tema. Talvez o a época mais feliz de nossa vida. Um tempo sem contrariedade, sem responsabilidade. Viver é uma doce inconsequência, consequência da falta de noção. Acordava e dormia e no meu calendário só havia um dia, o dia do meu aniversario. "Eu era feliz e não sabia".
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=bHCLKNlBdPM
É o tempo feliz do não pensar em nada a não ser ser feliz, e acreditar que o futuro será sempre aquilo que se quer.
EliminarNão sei se será sempre um tempo sem contrariedade ou sem responsabilidade; eu fui uma criança com muitas responsabilidades, que na altura eu não vi como tal, mas fui tão feliz, sobretudo por nunca ter sido tratada como criança, mas como um ser responsável e cuja opinião minha mãe tinha muito em consideração.
Mas é verdade, nada era drástico ou dramático, era o que era, e éramos felizes. Eu fui.
Obrigada pelo video, Fábio, muito a propósito, como sempre. Uma voz belíssima e crianças felizes.
xx
Fui lendo, embalada no teu embalo. Fechei os olhos e senti-me pequenina, alvoroçada e palradora Emocionou-me.Tanto, tanto. Gostei demais.
ResponderEliminarDo Zeca também claro, mas não é novidade que sou incondicional do Zeca.
Laurinha ... Olha... tu sabes. Beijos , muitos.
Ah tu és tão grande, Dulce!.... Só por isso consegues ser pequenina. Porque mesmo em ponto grande aposto que és alvoroçada e palradora!...;-)
Eliminarxx
Com este teu excelente poema, fizeste-me regressar ao meu tempo de criança.
ResponderEliminarGosto do teu talento para as letras...
Tem um bom fim de semana, querida amiga Laura.
Beijo.
O meu talento para as letras sempre me deu um grande jeito! ;-)
EliminarBom fim de semana, Nilson.
xx
No céu, o sol a brilhar!
ResponderEliminarvai ser assim até ao fim do dia
ao mesmo tempo para desejar
bom fim de semana com alegria
venho amiga Laura agradecer
a sua mui simpática visita.
Não venho aqui,
fingimentos vender
com educação o que recebi
tenho sim de agradecer!
Um abraço.
Eduardo.
O céu continuará a brilhar, mas depois é um fio de rachar...nunca me lembro de frio assim nesta altura.
EliminarEu sei que o Eduardo não tem fingimentos; e quem foi bem educado nunca perde a educação.
Bom fim de semana.
xx
Ser criança deveria ser sinónimo de felicidade e liberdade para sonhar. <3
ResponderEliminarTriste que nem sempre seja. Há muitas crianças com o futuro comprometido.
Eliminarxx
Olá Laura,acho que não fui muito reguila, mas sempre fui muito dorminhoca. Lembro a minha mãe dizer-me "à noite nunca tens sono, só tens de manhã", mas duma forma carinhosa. Hoje adulta, quando vejo um puto reguila, tal qual esses da foto, penso muitas vezes que essa fase de quando se é criança não volta mais e o que restará depois são as lembranças.
ResponderEliminarA criança do poema tem uma mãe carinhosa, por isso mesmo, só pode crescer feliz. Os beijos da mãe sabem sempre bem.
Também sabe sempre bem ouvir o Zeca.
Passe um bom fim de semana. Bj**
Olá Paula!
EliminarEu nunca fui nada reguila, fui sempre uma criança muito bem comportada, e até na minha adolescência era tão bem comportada e responsável que a minha saudosa prof de Francês costumava dizer: "A Laura é o tipo de aluna que nos enche o coração de alegria"!...:-) Tornei-me reguila há relativamente pouco tempo.
A infância é uma fase que não volta mais e tão constitutiva em relação ao futuro, que por isso mesmo se deve investir no bem estar e educação das crianças, e dar-lhes muito afecto.
Os beijos da mãe nunca mais se esquecem.
Obrigada, Paula, e bom fim de semana prolongado!
xx
Difícil dizer de que gostei mais:
ResponderEliminar- a expressão "dos putos" (faz-me sorrir) transporta-me à minha meninice...
- no seu poema consigo ver dois espelhos, um à frente e outro atrás, onde as imagens da filha e da mãe se reflectem até ao infinito...
- o Zeca... o Zeca Afonso foi (é) um marco da minha geração (na viagem de finalistas, do antigo sétimo ano do liceu, ficámos aí em Lagos num Hotel da Meia Praia e, por coincidência, ele pernoitou lá), que não me canso de ouvir. Ainda esta semana (enquanto pintava) estive a ouvir baladas dele e do Adriano Correia de Oliveira...
Este seu poema também merecia ser musicado e cantado. Já pensou nisso?
Bom fim de semana!
Os putos ficaram muito contentes por lhes ser tirada uma fotografia, e mais ainda quando a fotografia lhes foi oferecida, uma para cada um.
EliminarMesmo quietinhos,vê-se bem qual deles é o mais "terrível"!
Talvez haja neste poema um pouco da minha mãe, um pouco da minha filha e um pouco de mim, na questão de ler histórias à hora de deitar.
Por acaso ontem também andei a ouvir o Adriano, e quanto ao Zeca, só o vi uma vez,, nas escadas da faculdade de Letras em Coimbra, eu a descer eu a subir, e ainda hoje estou arrependida por não tê-lo abordado....
Quanto a musicar o poema...o Rui é que parece andar a aprender a tocar guitarra...;-)) Não seja exagerado!
Obrigada, Rui.
xx
Passei aqui e reli essa doçura...
ResponderEliminarLaura, beijo e muita alegria!
Obrigada, Shirley, mas não precisavas...:-)
Eliminarxx
Bom dia querida amiga Laura,
ResponderEliminarPassando para ler as novidades, não tendo, reli com muito gosto esse doce poetar novamente...
Deixo beijos com muito carinho e desejos de uma linda semana.
Marilene
Olá Marilene!
EliminarMuito obrigada pela visita extra. Uma excelente semana para ti, também.
xx
Empada e Pastel! E tu serias o Croquete, não...?!...;-)
ResponderEliminarBelos "nomes de guerra"!
xx
Laura , dizer que sua escrita me encanta sempre é ser repetitiva . Mas que fazer ? No poema você descreve com maestria o amor de mãe no trato diário com filhos , geralmente traquinas mas felizes . E os beijos que lhes damos ? Muitas lembranças de minha infância e a dos meus filhos . Obrigada pela bela partilha , desde a epígrafe do Millor Fernandes , a foto dos meninos , poema e música . Beijos e boa semana .
ResponderEliminarNós nunca esquecemos as traquinices e a meiguice dos nossos filhos, não é Marisa?...:-)
EliminarObrigada e boa semana!
xx
Aaah! Que divertido! Vindo do Rio, aterrando em São Paulo, a mudança deve ter sido tanta que até te confundiste em relação ao ano escolar...assim uma espécie de jet lag escolar...!
ResponderEliminar"Turista" era de facto a alcunha indicada! ;-))
xx
Todas as crianças têm o seu grau de reguilice. Uns mais que outros, mas todos têm. Gostam de brincar e é uma grande verdade que sofrem quando se deito cedo e levantam também cedo. Gostam de acompanhar os adultos, nesse caso os pais. Fingem não ouvir o chamamento para as refeições, pois a brincadeira exige-lhe um tempo maior que aquele que sempre têm
ResponderEliminarTodos nós já sofremos desse mal. Não gostávamos mas agora exigimos o mesmo aos nossos filhos e netos aquilo que nos faziam e não gostávamos. É uma contradição engraçada não é?
Dizem que, o fazemos, porque aprendemos que esse era o "caminho" educacional mais correcto. Acredito que sim.
Áh,..,.. adoro ouvir Zeca Afonso
Fica feliz
XX
Com a emoção até me esqueci: O poema é lindo, bem estruturado, maravilhoso de ler.
EliminarPronto, não escrevo mais nada
XX
Comentas e respondes! :-))
EliminarOlha que eu nunca fui uma criança reguila, infelizmente, talvez, mas acho que toda a criança deve ser reguila, porque o mundo dos adultos e as as suas regras devem ser difíceis de entender. Mas as crianças também são todas diferentes umas das outras.... A algumas podemos dizer que é hora de dormir porque o João Pestana já chegou, mas outras estão a marimbar-se para o João Pestana!
Mas as regras são imprescindíveis, sobretudo em relação ao sono e horário de refeições. O resto é o que se queira. :-)
xx
Esqueci-me de dizer-te, o teu último poema é mesmo muito bom!
EliminarBoa tarde, gostar do poema é pouco para exprimir a doçura e o que ele representa, fez-me recordar os tempos que tinha a idade dos belos e lindos miúdos que estão na foto.
ResponderEliminarAG
Bom então ter recordado a sua infância, António...:-)
Eliminarxx
OI LAURA!
ResponderEliminarÉ UMA CRIANÇA FELIZ, AQUELA QUE TEM A MÃE PARA A ACARINHAR, PRINCIPALMENTE NA HORA DE DORMIR.
SAUDADES DA MINHA.
AS PALAVRAS AMOROSAS, DE TEU TEXTO, EMOCIONARAM A TODOS ESTOU CERTA.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
É uma criança feliz aquela que tem uma mãe para a acarinhar não só na hora de dormir, mas também. E um pai que também saiba ser presente.
Eliminarxx
Obrigada, Lucimar. Óptima semana.
ResponderEliminarxx
Belo poema...Espectacular....
ResponderEliminarCumprimentos
Obrigada, Chana.
Eliminarxx
Muito comovente, Laura.
ResponderEliminarSofia
Eu sou ridiculamente amorosa, Sofia...:-))
Eliminarxx
Laura, even without the google translator, love ,is "dripping" between the words of this poem...
ResponderEliminarGreetings from one of the greatest culture town in europe....
Willy
xx
Children deserve all our love and attention.
EliminarObrigada, Willy. I think your town is...Gent?...I never been there but from the images I've seen it is a beautiful town. And with cultural events what else can one ask for?...:-)
xx
Olá! Só passei para confirmar que os comentários no seu blog, estão no sistema incorporado, por isso não aparecem os tais Nºs chatos, mantenha porque assim está melhor!
ResponderEliminarNo meu blog também não precisa de provar nada, para os comentários entrarem! Continuação de boa saúde.
Ah! Muito obrigada, António, por ter vindo certificar-se sobre isso! Ainda bem, porque ao fim e ao cabo , aqueles números não servem para nada.
EliminarDa próxima vez tentarei postar sem pôr os números, então...
Saúde, António!
xx
Hola, Laura; como te he dicho en otras ocasiones, a pesar del pésimo traductor google, se entiende que hay mucha ternura en tus palabras.
ResponderEliminarBesos, amiga.
Interessante, Manuel, eu nunca precisei de google tradutor para compreender os teus longos posts...;.) É mesmo verdade que nós vos entendemos melhor do que vocês nos entendem a nós. :-)
Eliminarxx
José Afonso sempre
ResponderEliminarSim J. Afonso, sempre.
Eliminarxx
Saudades do Zeca Afonso. Um lindo poema. Eu não sei se fui uma criança reguila, mas uma criança revoltada isso fui de certeza. Porque bem pequena tive que cuidar dos irmãos, para a mãe trabalhar, e entre mim (a mais velha,) e o meu irmão (o mais novo) havia apenas 30 meses de diferença. Eu pouco mais pensar teria que eles.E depois a minha mãe me batia, ou me punha de castigo se eu fazia asneira, porque estava a dar maus exemplos aos mais novos.Mas se eles faziam asneira, eu era castigada na mesma, porque não tinha tomado conta deles como devia. Ou seja praticamente não fui criança.
ResponderEliminarUm abraço e resto de boa semana
Isso é que foi uma infância difícil, Elvira...Ter de cuidar de irmãos mais novos quando as faixas etárias estão tão próximas é realmente um fardo muito pesado. Que pena!
EliminarA minha mãe também tinha de trabalhar muito, mas nunca apanhei um estalo da minha mãe. Não sei se por não ser reguila , ou se pelo facto da minha mãe não utilizar a pancada como forma de educação ou punição. Fui uma criança muito feliz.
xx
Lindo é o teu poema, simplesmente lindo! As referências feitas à tua mãe são de encantar.
ResponderEliminarObrigada, Viviani, mas esta é apenas uma construção poética; sobre uma criança imaginária a falar sobre a sua mãe.
ResponderEliminarMas talvez aspectos da minha mãe la estejam, de certa forma...:-)
xx
Zeca Afonso, sempre!
ResponderEliminarA tua poesia é tão leve e carinhosa como uma canção de embalar.
O teu poema é traquina no sentido cativante da palavra.
E, no entanto, sabemos que Millôr Fernandes tem toda a zazão!
Beijinhos, querida Laura.
Como o Millôr Fernandes tem razão!...Mas a sociedade obriga-nos a criar seres sociais....
EliminarEu gosto daquelas crianças que se derretem com os mimos, mas que fingem não se importar, daí a questão do fingimento que foquei, mas que parece ninguém ter reparado. Era esse o cerne do poema;
a traquinice ternurenta.
xx