terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Feira da Ladra



Fotos de Nancy Wilde




                              De nome não tão nobre e belo
                              como El Rastro ou Portobello,
                              é local de compra e venda
                              não muito longe do castelo.
                              Expõe imagens de restos da alma
                              tantas vezes esquecida em fugazes intenções.
                              Ora desfeita em popular mercado,
                              ora em sofisticados, pachorrentos leilões,
                              cortada às fatias, bocado a bocado,
                              exposta em hasta pública
                              quando tudo perdeu o significado.

                              Regateia-se o preço do desnecessário,
                              e tudo desaparece depressa
                              da banca e do imaginário;
                              o quadro pintado pelo tio,
                              o serviço de chá Vista Alegre da avó
                              esquecido durante anos
                              na indiferença do sotão, coberto de pó.
                              Na Feira da Ladra, os ladrões
                              estão agora dentro de nós
                              solitários numa trincheira de cifrões.

                              Livros, roupa, realejos e calçado,
                              moedas, selos e violas,
                              ferramentas, estatuetas,
                              breves discussões e caixas de esmolas.
                              Tudo o que a imaginação desejar.
                              É só olhar, fazer o lance
                              e comprar.

                              Encontro com o exclusivo e o inesperado;
                              estanhos, pratas, uma tiara...
                              À terça e ao sábado
                              no Campo de Santa Clara
                              há panos e restos de vida
                              espalhados pelo chão.
                              Móveis, ferro-velho, falcatruas,
                              telas, um sôfrego desejo em cada mão
                              e um intenso movimento pelas ruas.





Inicialmente cantada por Carlos do Carmo, A Nova Feira da Ladra, um poema de Ary dos Santos, aqui numa versão refrescante de Sara Tavares

                      
              

123 comentários:

  1. A feira, as feiras da ladra. Feiras que frequentamos, e que apoiamos, dando continuidade a um 'perpetuar' de situações pouco transparentes.

    Abraço
    MANUEL

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    1. Em certos casos, sim, contudo são feiras com uma magia muito própria.
      xx

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  2. As feiras da ladra, deram origem a várias lojas espalhadas pelo país, isto deve-se à crise que abanou a carteira de alguns portugueses!
    O meu abraço.

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    1. É verdade, cada vez há mais lojas, sobretudo com roupas e acessórios usados. No aproveitar é que está o ganho!
      xx

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  3. Cidadão, Carlos do Carmo,
    prestigiado fadista desta nação
    defensor do vermelho cravo
    símbolo da revolução.

    No ano de 1974, mês de Abril,
    agradou a uns, a outros não
    a sua escolha amiga Laura, Gentil
    só pode ter a minha aprovação.

    Gosto de ouvir o Carlos do Carmo,
    os putos parecem bandos de pardais
    na lapela um vermelho cravo
    cada um com os seus ideias.

    por que não são imitações,
    respondo com este poema
    por ter encontrado inspirações
    boa escolha, valeu bem a pena
    terá apaixonado corações,
    no vento uma pena voava
    quem ladra são os cães
    Feira da Ladra, não ladra.

    Uma pena voando no vento,
    no vento muitas nuvens voando
    por causa do descontentamento
    muita gente infeliz chorando.

    O homem do ferro velho, sucateiro,
    Sara Tavares, a cantar gostei de ouvir
    a Feira da Ladra com o seu estilo verdadeiro
    que muita gente continue de felicidade a sorrir!

    Desejo-lhe amiga Laura, uma boa tarde, um abraço.
    Eduardo.

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    1. Vejo que gosta do Carlos do Carmo...e quem não gosta?...:-)
      E um cravo vermelho fica sempre bem em qualquer lapela, embora muita gente tenha aversão a cravos vermelhos.
      Obrigada, Eduardo, e boa noite.
      xx

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  4. Tudo tem começo e fim, nada dura para sempre e o que um dia foi valioso, acaba na feira dos "desnecessários".. Adorei o poema!
    Laura, beijos!!!

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    1. Nada dura para sempre, mas hoje tenho pena de me ter desfeito de certas velharias carregadas de história.Foram directamente para o lixo!...:-(
      Obrigada, Shirley.
      xx

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  5. Oi Laura, tudo bem?!
    Na cidade onde moro,
    existe há 36 anos a 'Feira da Barganha' aos domingos,
    e tem tudo a ver com a Feira da Ladra!
    Lá também:
    'Tudo o que a imaginação desejar.
    É só olhar, fazer o lance
    e comprar.'
    Gostei do belo e descritivo poema e também da música
    acompanhada das imagens.
    Beijos!

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    1. Olá Clau!
      Espero que as férias tenham sido óptimas! Tudo bem por aqui, obrigada.
      O que acho interessante é a quantidade e diversidade de coisas que se podem encontrar, às vezes verdadeiras relíquias.
      Obrigada, Clau, e bem vinda.
      xx

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  6. Boa noite Laura, um poema lindíssimo e tocante que fala de sentimentos e tradições! "Há panos e restos de vida espalhados pelo chão"! Quem sabe objetos comprados com carinho e agora ali vendidos, assim ao "desbarato"!
    Por incrível que pareça e moro por aqui há imensos anos nunca lá fui!
    Emocionei-me com o fado cantado pela Sara que com a sua fantástica sonoridade aqui ficou tão bem;))!
    Um beijinho.
    Ailime

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    1. Olá Ailime!
      Pois é, o sentido que tentei dar ao poema foi exactamente esse; de como as coisas que foram um dia compradas, ou feitas por alguém, com desvelo, acabam um dia sem valor algum, perdidas algures num qualquer mercado.
      A sério que nunca lá foste?!... Eu fui lá pela primeira vez há muitos anos e comprei, de entre várias coisas, um casaco antigo que nem parecia ter sido usado. Casaco que hoje a minha filha usa...:-)
      Muito gira a forma como a Sara "deu a volta" à música do Frederico de Brito, e lhe introduziu um ritmo suave e quente.
      Obrigada, Ailime.

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  7. Laura..
    Eu estou sumida mas não esqueço de ninguém estou tentando aos poucos passar em alguns blogs que me encanto.
    Como vou ter em breve um retorno na médica pode ser que tenha que me afastar por uns tempos devido a uma cirurgia.
    Eu contemplei seu poema além de ler minha querida.
    na minha cidade tem coisas bem parecidas com seus poema.
    A primeira é o hospital onde lá tem um padre sepultado
    a noite dos AP a gente vai até a janela lá esta o parde que se dizem um Santo.
    Uma irmã já bem velhinha chega as 4:30 da madruga para rezar para o Santo padre e de Santo só foi o trabalho dele no hospital
    uma vez por ano lá fazem uma procissão com diversas rezas e fogos
    isso tudo dentro do hospital encostado a UTI.
    A segunda é a feira de Domingo.
    Chamada feira do rolo onde o produto vendido foi roubado na semana
    lá tem de tudo de carro a bicicleta.
    a policia ve de longe a espera da caixinha para o belo almoço do Domingo.
    Beijos com todo carinho .
    evanir.

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    1. Este tipo de feiras existe um pouco por todo o lado, e a polícia parece ter fechado quase sempre os olhos, quanto à proveniência de certos artigos.
      Obrigada, Evanir, e que a sua saúde volte depressa.

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  8. Um poema bem ao encontro das fotos... Ou não tivesse sido escrito pela Laura Santos
    Parabéns.

    Um grande beijinho.

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  9. Olá, Laura,

    Que maravilha, Laura! Maravilha! A música é deveras refrescante. A interpretação da Sara quase nos puxa para dentro da roda e saímos dando umbigada, como manda a tradição do nosso Recôncavo. O poema é um primor de literatura popular, carregado de humor e ironia em que o autor se debruça sobre aspecto da vida social portuguesa ou da vida moderna – as feiras de quinquilharias se espalham pelo mundo – e de comportamento, revelando qualidade e alcance nas suas indagações, sem deixar de provocar uma reflexão sobre o papel da literatura. E a delícia de se conhecer uma feira que já atravessa séculos. Além disso, ainda a possibilidade de conhecer a Igreja de São Vicente de Fora, o Panteão Nacional e alguns tipos lisboetas que desfilam pela Feira. Funcionando duas vezes por semana, acho que na minha próxima visita à terrinha, reservarei um assento no Elétrico 28. É isso mesmo?
    Cometi hoje novamente um equívoco e eliminei a postagem anterior. Acontece nas melhores famílias.
    Abraços, Laura

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    1. Eu adoro a Sara Tavares! Tem uma voz doce e um grande sentido rítmico. Ah, e até fui ler sobre o Recôncavo baiano, e esse samba de roda tão genuíno.
      Mas de que poema falas?...Do meu (Feira da Ladra) ou do poema de Ary dos Santos (Nova Feira da Ladra), interpretado pela Sara?....Não entendi.
      É verdade, a Igreja de São Vicente de Fora, o Panteão, e embora eu não seja de Lisboa, acho que é mesmo o eléctrico 28! Fui-me certificar...:-)
      Até as melhores famílias têm por vezes muito a apagar....;-) Neste caso foi só um comentário.
      Obrigada, Zé.

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    2. É verdade, Laura. Não ficou muito claro, só agora me dou conta. Ando meio desabotinado, reconheço. Acho que umas férias com passagem pela Feira da Ladra me fariam bem
      Refiro-me ao seu poema (Feira da Ladra), que é gracioso, é o mínimo que posso acrescentar.
      Do poema de Ari Vidal fiquei só na melodia, nos arranjos e na voz encantadora de Sara. Juntei os parágrafos abruptamente, quando a separação viria a calhar para a clareza do sentido.
      Acho também que é um pretexto para ficar a conversar com você por aqui, saboreando o seu jeito de responder aos comentários.
      Talvez você não goste da expressão literatura popular, mas não pude deixar de associar a uma tradição do nordeste brasileiro: a literatura de cordel. Temos grande repentistas. E a musicalidade, a sonoridade, o ritmo lembram demais esse modo de poetar dos nossos cantadores (os antigos jograis as faces dos fabianos, de Vidas Secas, de Graciliano Ramos).
      Ressalve-se, contudo, que a linguagem no seu poema não tem nada de popular.
      Acho que falei demais agora e naõ sei se deixei muito claro.
      Outro abraço,

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    3. Ah Zé, que divertido!....Desde quando José Carlos Ary dos Santos se chama também "Vidal"?!...:-)
      Nada tenho contra a literatura popular, porque na verdade é uma forma de expressão como qualquer outra. Podem aborrecer-me muito mais certos discursos intelectuais, do que certas formas de expressão popular, simples e directas.
      Ficou muito claro, agora!
      xx

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    4. Acho que "comigo me desavim" esta semana. Estou certo de que o Ari não saberá desta minha loucura

      Abraço forte,

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    5. Acontece aos melhores! :-)
      Mesmo que soubesse, o Ary não se importaria. Era um homem com imenso sentido de humor.
      xx

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  10. En estos rastros se exponen cosas que en su día tuvieron un valor trascendental en las Vidas de quien los utilizó y los disfrutó para goze de su vista y de su Alma.
    Buscan ser adoptados por melancólicos actuales que se maravillan con tanta belleza y originalidad después del transcurrir de los años.
    Intentan vivir aquellas experiencias y experimentar sensaciones que despiertan esos accesorios que, en otro momento, gozaron de Todo su esplendor y orgullo.
    Me encanta pasear por estos rastros llenos de encanto y tradición. Cuando vivía en Barcelona siempre que podía iba a los Encantes, un rastro parecido al de Feira da Ladra.
    Me ha encantado el poema de Ary dos Santos, en la versión de Sara Tavares.
    Abraços e Beijos.

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    1. É isso mesmo, Pedro. As velharias Têm uma história por detrás. Algo que eu costumo pensar quando me deparo com certos objectos, e com certo vestuário. Um vestido antigo e bem conservado, suscita curiosidade, tal como certos livros, já muito lidos, e postos à venda por poucos cêntimos.
      Obrigada, Pedro. Boa semana para ti e para a tua família.
      xx

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  11. Eu gosto tantos de feiras assim! Aqui onde vivo não há e sinto falta. Eu gosto de procurar/encontrar tesouros. Mesmo que a peça nada valha para o mundo, há significados escondidos, memórias... os livros antigos guardam, além do poema ou da história, emoções, suspense, muitas vezes lágrimas.
    Seu poema retratou bem tudo isso - "restos de vida espalhados pelo chão"... Quase me senti parte do movimento das ruas!
    Abraço!

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    1. Eu também adoro feiras e mercados. Talvez porque na minha infância, o grande acontecimento fosse a feira anual, e eu, criança, ficasse encantada com tanta novidade.
      A peça velha pode pode pouco valer, mas tem em si esse misterioso significado do que foi, e que alguém, porventura, poderá voltar a valorizar.
      Obrigada, Jussara.
      xx

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  12. Um poema que retrata na íntegra o que é a Feira da Ladra que, conheço bem
    Quinquilharias, coisas novas, outras velhas, inteiras e partidas, vende-se de tudo naquela feira
    Mente brilhante a tua que faz poemas assim tão verdadeiros, perfeita foto escrita da feira em questão
    Deixo-te...um abraço
    xx

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    1. Por acaso não acho graça nenhuma ao sector de coisas novas, é como se fosse assim uma espécie de traição ao espírito primitivo....
      Tudo se vende naquela feira, e alguns só não vendem os pais e as mães, ou porque os não têm, ou porque ninguém os compraria...:-)(desculpa o humor negro)
      "Mente Brilhante" é o título de um filme, não é?...:-)
      Obrigada, Ricardão!
      xx

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  13. Se lhe disser que já estive nessas três feiras, acredita?
    Quando se fala em Feira da Ladra, a primeira ideia que me vem à cabeça é a canção de Sérgio Godinho, mas esta não lhe fica atrás. Boa escolha!
    Agora vou fazer-lhe uma confidência. Depois de ler o seu poema, como a minha cara-metade estava por perto, disse-lhe: - senta aqui.
    E foi assim, sentada no meu colinho, bem confortável, que ela também leu a sua "Feira da Ladra". Já imaginou o poder que a sua escrita tem?
    :)

    Cordiais saudações!

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    1. Claro que acredito, Rui; você já foi a todo o lado...:-)
      Sim, " É terça-feira " de S. Godinho tem uma letra excelente, mas o poema do Ary também é excelente, e entre a voz do S.G, e a da Sara Tavares, nunca hesitaria.
      Adoro os "subterfúgios" que arranja para que a sua linda mulher se sente no seu colo....;-) Se até a minha "Feira da Ladra" serve, fico muito contente! Você é o máximo, Rui!
      xx

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    2. Desta vez vim pela música que a Laura nos deu, valeu? :)
      Então voltou a ler a versalhada? Meto-me em cada alhada... :)
      Bom fim de semana!

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    3. A Sara merece ser ouvida... :-)
      Uma belíssima "alhada" aquela!...Adorei.
      Obrigada, Rui, um bom domingo aí em casa.
      xx

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  14. Ah Marcos, só tu para me fazeres rir! :-)
    xx

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  15. O poema está muito bom e fiel ao que se trata. Eu gosto destas coisas :)

    bjo amigo

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  16. Gostei mesmo do poema, Laura; com elegância versejaste a realidade prosaica da Feira da Ladra ou congéneres; e dei por mim a ver o lado de lá dos objetos para venda; na verdade, são histórias de vida que se vendem e ficou-me alguma nostalgia, como quando se tem que desocupar uma casa pela partida da pessoa que a ocupava e sei o que custa...
    Contudo, até gosto de ir a mercados de velharias e já comprei peças bem interessantes. Mas nunca me tinha detido sobre o eventual valor que a peça possa ter tido.
    Ao ler o título tive curiosidade em saber a origem do nome. Gostei de ler as várias hipóteses apresentadas.
    Não consegui ver o vídeo agora; por vezes acontece mesmo indo ao youtube. Mas tentarei outra altura.
    Bjo, amiga :)
    (Aproveito para agradecer a tua pertinente presença nos meus escritos. Gostaria de responder, mas não tenho mesmo tempo.)

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    1. Só te digo a ti, e não interessa muito, mas escrevi isto, e acho que meti um pouco os pés pelas mãos. O sentido do poema parece não ter resultado, mas enfim, uns dias corre melhor, outros, nem tanto....:-)
      Também eu adoro as feiras de velharias, encontram-se peças lindíssimas, por vezes ao preço da chuva.
      Acho mesmo que deverias ver o video. Aliás, foi esta interpretação da Sara Tavares que me levou a escrever o poema.
      xx

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    2. Hoje consegui ouvir a Sara Tavares... Gostei e, reitero, gostei do poema. Bjo, Laura :)

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    3. Ah, ainda bem, acho eu, porque gosto muito da interpretação dela.
      Obrigada, Odete.
      xx

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  17. Bom dia, Laura
    Duas surpresas muito agradáveis me aguardavam aqui neste teu agradável espaço:
    - O vídeo, que não conhecia, e de que gostei bastante. O "original" já conhecia - gosto imenso de Carlos do Carmo (a cantar...) assim como de Ary dos Santos - mas cantado pela Sara Tavares é para mim novidade.
    - O teu poema, que me levou a ver a Feira da Ladra com outros olhos - os olhos da poesia.
    Conheço bem a Feira da Ladra, da qual sou visitante "assíduo e viciado" :), quando estou em Portugal. Como gosto muito de antiguidades, volta e meia vou lá à procura de "relíquias". E, desde que tenhamos todo o cuidado e mais algum... às vezes encontram-se coisas muito interessantes.
    Gostei muito do teu poema. Tem um ritmo quase alucinante, senti-me MESMO na Feira da Ladra.
    Óptima postagem.
    Um beijo
    MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

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    1. Olá Miguel!
      Eu acho incrível como o mesmo tema de Ary dos Santos pode ter, felizmente, interpretações tão diferentes, ambas muito boas.
      Obrigada, Miguel.
      xx

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  18. Tuas postagens insólitas são fenomenais; ler tão rico poema ouvindo a melodia que brota romantismo cantada de forma encantadora é de arrepiar...

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    1. Sim, devem mesmo ser insólitas!... Só eu para escrever sobre uma feira da ladra! Você nem queira imaginar os poemas que eu tenho escritos, e que nunca postarei! :-)
      Obrigada, Viviani.
      xx

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  19. Gosto muito de feiras, lá encontramos muitas coisas boas, como sempre poema maravilhoso Laura beijos.

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  20. É TERCA FEIRA (Sergio Godinho)

    É terça-feira
    e a feira da ladra
    abre hoje às cinco
    de madrugada

    E a rapariga
    desce a escada quatro a quatro
    vai vender mágoas
    ao desbarato
    vai vender
    juras falsas
    amargura
    ilusões
    trapos e cacos e contradições...

    Muitos cantos esta feira tem...mais que os Lusiadas.
    Por ali morei ainda proximo aquando vim para Lisboa, na Penha de Franca e comecei a nutrir um carinho grande pela Feira da Ladra.
    Sabado madrugador, descia pelos Sapadores e ficava encantado com o frenesim de um mundo diferente. Os chavalos de cabelos de cristas pintadas, as mulheres que vendiam junto aos cafes, marisco que diziam fresco e lamento dizer, tantos olhos vermelhos de sono que denunciavam uma noite de roubos ali expostos para serem levados por quem desse qualquer coisa. Ali comprei o meu radio do carro roubado dois dias antes por uma pechincha, menos o vidro partido. Mas tambem num alfarrabista um livro fabuloso /O No Apertado/ de Vladimir Tendriakov. Havia de tudo.
    Os pregoeiros e a banha da cobra, os conjuntos de lencois com oferta de uma toalha de mesa e mais um e mais outro jogo de flanela. Tudo enquanto o ar era invadido pelas melodias provocante das cassetes piratas..
    E a malta que ia vender para comprar sonhos num concerto a Cascais, ficava encostada junto da igreja de Santa Engracia, solidaria com as gentes que tal como ela tal nao se sentiam completos..
    Talvez por tal, agora se chame Panteao Nacional, onde repousam aqueles que prestaram os mais relevantes servicos ao pais.
    E o Tejo la ao fundo...
    Adorei, Laura!

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    1. De fato, muitos cantos esta feira tem. E a canção do S. Godinho é de facto uma grande composição.
      Nunca o nome poderia ter estado para si mais apropriado naquela altura, já que acabou por ir lá comprar o seu próprio auto radio roubado...e toda a gente sabe que na feira da ladra se vendiam muitos produtos roubados. Hoje, nem sei como a feira está, porque lá não vou há muito tempo. Mas também se podem comprar interessantes velharias, e livros, como esse Nó Apertado de Tendriakov, obra que nunca li.
      Os seus comentários são autênticos posts, e muito lhe agradeço por isso. Com "o Tejo lá ao fundo".
      Obrigada, Xico.
      xx

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  21. Olá, feira da ladra traduzida em poema é uma enorme criatividade bem construída, o video é bem demostrativo porque razão da feira da ladra é famosa.
    AG

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    1. Escrever poesia sobre a feira da ladra não é fácil, a não ser, como foi, para o S.Godinho, e para o Ary dos Santos.
      xx

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  22. Muito interessante essa feira amiga Laura,eu não conhecia,aqui no Brasil não existe esse tipo de feira,mas existem exposições,feitas em artesanatos,que também são lindos e bem diferentes em cada Estado.
    Lindo o vídeo.
    Adorei.
    Bjs amiga.
    Carmen Lúcia.

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  23. Conheço a Feira da ladra de Lisboa e a de Bordéus. Senti que havia em cada peça uma história. Como se nela ficasse registado o olhar de quem a comprou e o olhar de quem dela se desfez. Parece esperar, ainda, um olhar que a refresque e lhe dê um novo fôlego.
    Demorei-me, também, no teu maravilhoso olhar de poetisa.
    Beijinho, querida Laura.

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    1. Cada peça tem sempre uma história. Claro que algumas pessoas se interessam por isso, outras não, e o mais importante como dizes, é que quem compre dê nova vida à peça, lhe dê esse "novo fôlego".
      Obrigada, Teresa.
      xx

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  24. Amo feiras assim que nos dá oportunidade de saber de muitas histórias e culturas alheias... Cada peça trazendo consigo uma energia diferente, um sonho... uma nova possibilidade para quem se torna dono dos objetos... Eu fiquei lisonjeada com tuas palavras, Laura, lá em meu cantinho!!!
    Abraços e linda tarde!!!

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    1. Feiras destas podem por vezes oferecer-nos até o próprio sonho dos outros.
      O teu cantinho ficou lindo, e até que enfim pude aceder! :-)
      xx

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  25. Olá, Laura,

    Só para dizer-lhe que o teu jeito de olhar os meus textos me cativa. Você sempre descobre um rio que corre pela minhas inflexões.
    Gostei da tua percepção dos dois textos mais antigos (Outro oceano e Soberana). Sempre acrescentando algo mais...
    O blogue, nas suas artimanhas, trouxe-as para a frente como se eu as tivesse publicado agora. E assim elas ganharam uma sobrevida...
    O teu olhar são velas que se acendem além-mar.
    Obrigado, Laura!
    Abraços,

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    1. Eu só posso descobrir esse rio se ele me salta à vista...e eu quando não sei invento, por isso acrescento algo mais...:-)
      Comentar o que escreves é um prazer enorme, porque tudo o que escreves "tresanda" a excelência.
      Obrigada sou eu, por apreciares o que eu digo.
      xx

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  26. curioso seu modo de descrever e sentir oque vivencia com os olhos...

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    1. Acho que não é apenas a vivência dos olhos...
      Sinceramente pensei que lá estivesse algo mais.
      xx

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  27. Grande impulso que a Sara te deu. A poesia é das boas e não deve ter sido fácil escreve-la.
    Nunca fui a essa feira, gosto de as visitar, trocar impressões com os feirantes e fotografar.

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    1. Pois, imagino que andes sempre com a máquina fotográfica contigo, porque se não fosse assim, nunca terias captado as imagens que já nos mostraste.
      A Sara é uma cantora maravilhosa.
      xx

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  28. É verdade, encontra-se lá de tudo.
    Bjs

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  29. Soneto-acróstico
    À Feira da Ladra*

    Nome nem um pouco nobre portanto
    Ali aonde tudo se encontra um tanto
    Feira da Ladra do mundo é a esquina
    Em que há até o que não se imagina.

    Inventário de tais trastes inesperados
    Realejos, cristais, roupas e calçados
    Acha-se ali restos de algumas vidas
    Diversas, que outrora felizes e floridas.

    Ainda comprando-se o desnecessário
    Leva-se pra casa alheias lembranças
    Aliviando velho peso de algum calvário.

    Desde velhos brinquedos de crianças
    Relegados por algum motivo ou vários
    Atestando: de tudo alguém se cansa.

    * Onde estive uma vez, nada comprei mas me diverti muito.

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    1. Nem é preciso comprar, basta passear os olhos pelas coisas e sentir a atmosfera do local.
      Obrigada pelo belo soneto acróstico, Jair.
      xx

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  30. Enquanto no meu rádio de pilha tocava uma sonata de Bach, eu ouvia os passos discretos pelo meu Prelúdio, mas deixando suas pegadas.
    Abraços, Laura!



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    1. Uma experiência verdadeiramente transcendental; a de ouvir sonatas de Bach num radio de pilhas....:-)
      xx

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    2. Transcendem suavemente, sem um quê de interrogação. As sonatas de Bach sempre fazem um bem danado à pele... e as plateias sabem disso. Por isso as invento num rádio de pilha (rs).

      Tenha uma semana proveitosa, Laura!

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    3. A música de Bach faz bem à pele, e não só! :-)
      Boa semana também.
      xx

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  31. fiquei encantada com a beleza do teu poema, e curiosa para conhecer esse lugar que parece muito pitoresco. bjs

    http://0relicariodeemocoes.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada, Jeanne. Para mim é interessante porque gosto muito de feiras e mercados.
      xx

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  32. Já não ia à feira da ladra há tantos anos, mas fui. Estive lá na cor , no movimento, no barulho do pregão... na musica, na letra e na voz.
    Obrigada pelo passeio, Laurinha. Revisitei memórias guardadas no teu fantástico poema.
    Beijinho.

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    1. Eu também já lá não vou há tanto tempo, mas a Sara convidou-me a lá ir. Aquela rapariga consegue sempre convencer-me!...:-)
      Obrigada sou eu, Dulce. Espero que a Alice esteja óptima!
      xx

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  33. Gostei da maneira como viste poeticamente a feira da ladra.
    Todo o poema tem o perfume do local, mas a parte final é de mestre...
    "há panos e restos de vida espalhados pelo chão.
    Móveis, ferro-velho, falcatruas,
    telas, um sôfrego desejo em cada mão
    "
    Parabéns pela excelência do poema.
    Tem um bom fim de semana, querida amiga Laura.
    Beijo.

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    1. É sempre um risco sair da minha área de conforto em termos de escrita, (se é que alguma tenho) ; escrever poesia acerca de tudo é difícil, mas ao escrever também nos testamos.
      Obrigada, Nilson, bom fim de semana.
      xx

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  34. Laura, the choice of words in combination with the pictures,perfect!
    The ultimate challenge from me to you,
    try it with "Cyclotrons" without pictures.
    XX

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    1. I knew there was something more than meets the eye. It seemed to me a sort of suction effect, but I never for a minute thought about cyclotrons, though... I wonder why most of the scientific details never arise on my mind... maybe because the colours of the painting become more important.
      That's a nice challenge, but not easy to achieve.:-)
      xx

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  35. Muito bem detalhada e poética esta postagem dedicada à Feira da Ladra, mas o que vou dizer é muito mau, mas tenho de ser sincera, só lá fui uma vez e não gostei da feira, achei tudo velho e as pessoas p'lintras...vá lá consegui comprar uma bonita travessa de torta (Bordalo Pinheiro) que uso de quando em vez.
    Também quando lá fui não dava grande valor a velharias, nem reparava em certos pormenores que hoje reparo, pelo que se lá fôr um sábado destes calhar até vou adorar e compro algumas coisas mais. As imagens do vídeo e o teu poema até abrem o apetite.
    Passa um bom fim de semana, Laura.

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    1. Ah como eu gosto de gente que diz o que pensa! ... É assim mesmo, Paula. Eu só lá fui duas vezes, e sobretudo da primeira vez, adorei, até porque naquela altura, não havia nada parecido aqui no Algarve (depois começaram a surgir), gostei do emaranhado de coisas. Acabei por comprar um casaco que ainda hoje existe, e está para durar, e uns calções floridos giríssimos, que pouco usei por ter umas pernas magras e feias, mas que dele se apropriaram as minhas amigas num instante. Hoje já nem sei onde param...:-)
      Mas também não faço ideia de como está a Feira da Ladra nos últimos tempos.
      Gosto sempre muito das tuas opiniões.
      Obrigada, Paula. Bom domingo.
      xx

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  36. Feira da Ladra... Que nome engraçado, Laura. O legal desse lugares é o espírito de aventura, ser surpreendido com o inusitado aqui, ali. O impensado descobrir.

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    1. Existem várias hipóteses sobre a origem do nome. Houve quem defendesse que "Ladra" derivaria de lada, termo arcaico que desigava margem de rio, dado que existiu uma feira junto ao rio Tejo, que teria precedido a actual.
      Há quem considere que a designação terá a ver com o facto de constar de que na feira sempre se terão vendido artigos de proveniência duvidosa, e também pode ser que "Ladra", neste caso, não tenha a ver com o feminino de ladrão, mas com "ladro", no sentido de miserável; uma feira que venderia coisas "pobres".
      Tu escolhes, Fábio! :-)
      xx

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  37. Olá, Laura! Fiquei imaginando como deve ser curiosa experiência participar dessa feira, e quanta história deve estar guardada em cada objeto. Um exercício de garimpo. Um abraço!

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    1. É mesmo, Bia. Entre tanta coisa desnecessária e sem interesse, procurando bem, sempre aparecerá algo interessante.
      xx

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  38. Laura , gostei bastante do poema e da música . A frase que identifica esta feira está magnificamente expressa , quando nos diz " na feira da Ladra os ladrões estão agora dentro de nós . " Parabéns ! Beijos e boa semana .

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    1. Obrigada, Marisa.
      Os grandes ladrões de nós, somos nós mesmos.
      Boa semana!
      xx

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  39. Olá Laura,

    Espero que tudo esteja bem com você. Agradeço o carinho da sua atenciosa presença em meu recanto. Fiquei surpresa ao abrir minha página neste momento e ver comentários. Daí, percebi que esqueci de configurar para não permitir comentários-rsrs. É que ainda não estou pronta para retornar e ocultei os comentários que lá estavam. Por enquanto, não estou podendo me dedicar ao blog. Continuo publicando para não deixá-lo inativo.

    Quanto à postagem, achei 'sui generis' o nome dessa feira. De início, ela me remeteu a uma feira de antiguidades que tive a oportunidade de ir por duas vezes em São Paulo. Até comprei duas peças lindíssimas, embora com certo receio por saber que continham uma parte da história dos seus respectivos donos. Ou seja, a energia dos mesmos. Como tais peças foram irresistíveis para mim, venci o preconceito e comprei. Lavei as peças com sal grosso e disse mentalmente para os ex-donos, já que algum poderia não mais pertencer a este mundo-rsrs: 'Agora são minhas e terão nova energia'- #coisadelouco, né não? Também a feira poetizada lembrou-me as 'garage sails", repletas de objetos usados e que já não possuem utilidade para os respectivos donos. Tipo 'bota fora' das quinquilharias ou outros objetos que já nada mais dizem às pessoas que os colocam à venda por preços irrisórios.
    Muito bacana o seu poema retratando a 'Feira da Ladra'. Gostei demais, notadamente da referência aos "restos de vida espalhados pelo chão". Muito sensível esse seu olhar, pois muitos dos objetos que são expostos foram confeccionados com suor e carinho, como, por exemplo, os ricos trabalhos manuais.
    Gostei muito do ritmo da canção e da voz melodiosa da Sara.

    Foi um prazer estar novamente com você, Laura.

    Felizes dias.

    Beijo.

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    1. Olá Vera!
      Mas porque não deixar a caixa de comentários aberta?...Não podes visitar, não visitas, isso está bem explícito...Ah, mas entendo, não tens tempo para controlar os comentários...
      Quanto à origem do nome, tentei explicar em cima, ao Fábio Murilo.
      Na Feira da Ladra pode aparecer de tudo, desde antiguidades a coisas actuais. Sim, um pouco como as vendas de garagem, mas ao ar livre e em ponto grande...:-)
      Interessante essa forma de retirar a anterior energia das peças através do sal... Antigamente havia por aqui a tradição de oferecer uma muda de roupa da pessoa falecida, para ser usada por uma pessoa amiga, com o objectivo de uma certa "continuidade", uma espécie de vivência da energia que se tinha findado, através do outro.
      Obrigada pela visita, Vera. Sei que estás muito ocupada.
      Continua a postar, que eu vou ler.
      Boa semana!
      xx

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    2. Oi Laura,

      Li, agora, sua explicação sobre a origem do nome da feira, dada em resposta ao Fábio Murilo. Interessante! Gostei de me informar a respeito. A feira que mencionei (a de São Paulo), também é ao ar livre e numa espaçosa praça. Bem prazerosa de visitar. Voltaria lá se tivesse oportunidade, pois, além do movimento, ela ainda é cercada de cafés e lanchonetes (pelo menos era quando estive lá... faz tempo).

      Quanto à caixa de comentários, há uma questão que talvez não tenha relevância para você, mas que importa à maioria, que é a retribuição de comentários. Acho justo e delicada a retribuição, mas fazê-la por obrigação se torna oneroso, principalmente quando não estamos tendo disponibilidade. Estou pensando em abrir os comentários na próxima postagem para rever os amigos, pois, a final, acaba-se sentindo falta da interação que a blogosfera proporciona. Contudo, voltarei a fechar por mais um tempo, até que eu encontre um equilíbrio por aqui. Não é somente por questão de tempo que me afastei. Há vários outros fatores contribuindo para tal. Talvez um dia eu os comente com você. O fato de eu estar afastada não impede que eu leia postagens, mas no modo silencioso-rs.
      Essa tradição de uso de muda de roupa de pessoa falecida para perpetuar a sua energia é estranha para mim. Creio que jamais a adotaria. Nem o relógio novinho que comprei para a minha mãe e levei para ela no dia em que ela foi inesperadamente internada eu tenho coragem de usar. Já o coloquei no pulso por duas vezes e o retirei, pois ele me traz a lembrança do malfadado dia. Estou pensando seriamente em passá-lo para frente. A mana já se candidatou e disse que não se importaria de usá-lo. Por ora, ele está em uma das minhas gavetas, que abro diariamente, e sempre sinto uma pontada no coração ao vê-lo. Eu não quis participar do processo de desfazimento dos objetos pessoais dela, mas fiquei com a pulseira que estava no pulso dela e que ela nunca tirava (tem uma Nossa Senhora Aparecida como pingente). Essa eu não lavei com sal grosso. Está como foi retirada do braço dela e dependurada num porta retrato com nós duas, que, aliás, está aqui, numa divisória da estante, em cima do meu computador.
      Chega de papo, né?
      Obrigada pelo carinho de dizer que lerá minhas postagens independente de comentários. Você é especialmente querida.

      Belos e felizes dias.

      Beijo.

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    3. Olá Vera!
      Entendo essa questão dos comentários porque, para muita gente importa a retribuição, e claro que para mim também, mas entendo que existem fases da vida em que isso não é possível, por um motivo ou por outro. E só levo a peito se comentando sempre, não existir nunca qualquer tipo de resposta.
      Essa tradição da muda de roupa é realmente estranha, mas acho que se tem vindo a perder nos últimos tempos, até porque se alguém porventura o continua a fazer, não o bradará aos quatro ventos...Eu também não a adoptaria de forma nenhuma, mas cada um terá diferentes formas de lidar com a perda dos seus entes queridos... Eu uso um anel da minha mãe, e existem outras recordações pela casa, e acho que com a passagem dos anos, a convivência com todos esses objectos pessoais, se vai tornando, não mais fácil, mas menos difícil.
      Falaste e disseste, Vera!
      Obrigada, tu a tua irmã também são pessoas que muito prezo.
      xx

      Eliminar
    4. Oi Laura,

      Já que estive por aqui vim ler sua resposta.
      Claro que para mim também importa a retribuição de comentários. Aliás, não há como interagir com proveito sem que tal aconteça. Além do mais, gostamos de ser prestigiados pelos amigos e de conhecer suas impressões sobre as postagens. No meu caso, o fechamento provisório da barra de comentários foi exatamente para não melindrar os amigos na hipótese de impossibilidade de retribuir. Se eu tivesse deixado os comentários em aberto aí, sim, seria oneroso para mim, pois me sentiria na 'obrigação' de retribuir. Não consigo deixar de retribuir uma delicadeza com outra.

      A propósito, já deixei a barra de comentários em aberto.

      Beijo.

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    5. Tens toda a razão, Vera, a retribuição é importante, e quando não o fazemos existe um desconforto.
      Irei lá ver o que postaste! Que por acaso, não sei o que se passa, só me surgiu hoje!
      xx

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  40. Laura passando pra desejar uma ótima semana beijos.

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  41. Feira da Ladra, um movimento inusual tornado usual, o paralelismo a assentar arraiais, num povo tão peculiar...
    Excelente o ritmo, Laura!

    Um beijo :)

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    1. Parece ter-se tornado um ritual para muitos lisboetas!
      Obrigada, AC.
      xx

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  42. Querida amiga

    Os poemas feitos
    sobre verdades,
    são para mim preciosos.
    Contam histórias,
    e eternizam os lugares
    destas histórias...

    Que ainda haja estrelas em seu coração,
    é o que deseja minha vida para a tua.

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    1. Obrigada, Aluísio.
      Existirão sempre estrelas dentro do meu coração. E fora dele, também.
      xx

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  43. Querida Laura!

    "Restos de vida espalhados pelo chão" , este teu verso diz tudo, sobre a feira da ladra.
    Não sou grande fã desse espaço, precisamente por sentir isso. Tudo se vende, inteiro ou até partido, limpo ou sujo, com as marcas de quem viveu, usou, sujou e até estragou.
    Peças centenárias que sobraram aos seus donos, com histórias de vida impressas, jogadas no chão para serem trocadas por uns tostões.
    Depois também há a outra parte: o lixo. Sim, porque lá também se vende lixo. O lixo não se dá, e muito menos se vende. O lugar do lixo é mesmo no lixo.
    Agora o teu poema: Já não me surpreende a excelência da arte com que te debruças sobre as mais diversas temáticas, numa escrita fluida, sublime de intenção, beleza, conhecimento e prazer, de nos dares a conhecer o objecto, ou a fonte da tua inspiração.
    Um grande poema Laura, sobre um evento enraizado há muitos anos na nossa grande Lisboa, e sobejamente conhecido de todos nós.
    há quem goste, há quem deteste, e há os assim assim, mas todos lá vão, nem que seja uma vez na vida...
    A música, não poderias ter feito melhor escolha....adoro a docilidade da voz da Sara...

    Beijinho meu e boa semana....:)

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    1. Olá Cristina!
      Pois é, o meu poema tinha exactamente a ver com isso. Com a indiferença com que se tratam certos objectos de um passado familiar, e de como são vendidos, parecendo não restar neles nenhum pingo de afecto ou de memória. De como se tudo se compra e vende.
      Já lá não vou há muito tempo, mas da última vez que lá estive, fiquei com uma sensação de crua desmesura comercial, de venda do que nem seria vendável. Mas é como dizes, devemos ver de tudo, pelo menos uma vez na vida, até para que possamos ter opinião.
      Gosto muito da Sara Tavares!
      Obrigada, Cristina, e uma boa semana, também
      xx

      Eliminar
  44. Laura:
    As feiras, são a mais pura e singela imagem do país real.
    A começar na sua espontaneidade, passando pelos objetos, aos pregões, os usos e costumes, as conversas, sim porque assumem um papel social importante, são ponto de encontro e convívio semanal, nos mais recônditos pontos deste Portugal.
    Um frenesim que transborda de alegria, matizada por múltiplos aromas que inundam o ar.
    Gostei!

    Ó riqueza: quer algo mais da minha humilde banca?
    Compre compre freguesa, aqui é tudo barato!

    JINHO

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    1. Sem dúvida, as feiras também funcionam como local de encontro e socialização, e de genuíno convívio.
      Obrigada, Diogo.
      xx

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  45. Que saudades..encontra~se até o não procurado.

    Um registo muito original.

    Beijinhos

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    1. "encontra-se até o não procurado", o que por vezes pode ser bom, outras vezes nem tanto...;-)
      xx

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  46. Encontrei um tempinho para te visitar e aqui fico com a
    tua inspiração viva de sentimentos ecoando em mim...
    "Expõe imagens de restos da alma
    tantas vezes esquecida em fugazes intenções."
    A história desses objetos interligadas a pessoas, a memória
    afetiva descartada do significado, como um "lucro" para
    atender a rápida necessidade feroz da fome do consumo,
    efemeridade da vida...
    "Na feira da ladra,os ladrões
    estão agora dentro de nós
    solitários numa trincheira de cifrões."
    As memórias afetivas evaporam no espaço oco da
    solidão da consciência, o raciocínio focando os
    ganhos com a perda da memória...
    Laura, um poema lindo repleto de história e ritmo
    que aprofunda num caminho para uma reflexão sobre
    o significado (valor) de alguns objetos que carregam a
    história do afeto. Claro que não devemos acumular
    coisas descartáveis,mas tem objeto antigo (gerações)
    que merecem um espaço muito maior que a
    importância monetária que vale.
    Gostei das fotos,o vídeo não consegui assistir.
    Beijinhos.

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    Respostas
    1. É verdade. Se eu compreendo que não se pode nem deve guardar tudo,e se de tantas coisas nos podemos desfazer, existirão outras que deveriam ser mantidas como recordações de família, como símbolos de afecto. Pelos vistos nem todos sentem esse apreço pelo que não deve ter preço; nem pelas pessoas, muito menos pelas coisas que lhes pertenceram...Vendem-se memórias ao desbarato.
      Obrigada, Suzete. Belo comentário, pena não teres conseguido ouvir a música...:-)
      xx

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  47. tens jeito para fazer poesia com tudo! um dos melhores mercados de sempre!

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  48. Estoy esperando con ansiedad tu nuevo Post.
    Um Abraço ben forte e Beijinhos.

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  49. Adorei o poema...nunca fui à feira da ladra!

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  50. Laura, minha querida, grata pela visita na minha ausência e pelos votos de felicidades. As férias tiveram sim, um sabor a paraíso (risos). Quando estamos junto da pessoa amada qualquer lugar no mundo fica iluminado.
    Passeei por tuas postagens!
    Li Escarpas num só fôlego. Depois, lentamente, percorri todo o poema com a delicadeza no olhar que as tuas imagens suscitavam. Prendi-me na beleza e profundidade destes versos:
    “Se ao menos um bicho me invadisse a casa...
    Se ao menos uma asa me levasse à nascente
    fugidia que murmura o canto da água
    e me emprestasse por momentos a frescura
    e o sabor fremente do idioma dos dias...”
    Que bela imagem foi criada aqui!
    O vídeo, com belas e tocantes imagens, traz uma das peças que mais me emociona. O vigor da voz de José Carreras e a docilidade da melodia trazem uma certa nostalgia que nos impregna a alma. A mim, chega sempre dessa forma!
    A tela, a suavidade das cores e a imagem de entrega da mulher deixam o olhar inundado de uma ternura que vem como um bálsamo às “escarpas” que, de certa forma, estão formadas dentro de nós...
    Quanto à postagem atual, a Feira das Ladras, além de apreciar o poema que a descreve, chamou-me a atenção estes versos:
    “Na Feira da Ladra, os ladrões
    estão agora dentro de nós
    solitários numa trincheira de cifrões."
    Uma bela definição de como nos sentimos ao adquirir algo num comércio desse tipo. Por aqui também temos dessas feiras. Algumas cidades, principalmente as do interior, costumam comercializar “bugigangas” em suas praças aos domingos. Um ponto de encontro para os amigos. Nas capitais também se faz uso das feiras para a venda de produtos diversos, algumas até famosas no nosso país. Fizeste-me lembrar a minha mãe que adorava levar-me para estes lugares. Ao adquirir algum produto, alguma peça antiga, ela praticava o ritual de, ao chegar em casa, caso a peça fosse ‘lavável’, ela o fazia. Se não, segurava o objeto entre as mãos e o abençoava, agradecendo pela dádiva de adquiri-lo e prometendo cuidar dele com o maior carinho, como se o antigo dono a tivesse presenteado, e o objeto não tivesse sido trocado por algum valor monetário. Era um ritual que eu apreciava! Fui a pouquíssimas feiras depois que ela se foi, muitas vezes apenas no intuito de conhecer a tradição (cultura ou folclore) de um lugar.
    O vídeo encantou-me! A melodia é deliciosa e a voz da Sara Tavares (que eu não conhecia) é de uma suavidade que nos perfuma a alma.
    Enfim, minha linda, voltando às lides blogueiras e trazendo no coração a alegria de novamente visitar os amigos que me são tão caros, como tu, e apreciar as coisas lindas e tão gratificantes que, quando escritas com o coração, tornam-se verdadeiros tesouros para o nosso olhar.
    Meu carinho num beijo no teu coração,
    Helena

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    1. Helena, os teus comentários são um bálsamo para mim!
      Fico contente de saber que as tuas férias tiveram o sabor a paraíso tão esperado. Eu sei que tu estiveste por aqui, dei conta da tua presença, e que generosidade a tua, depois de teres estado ausente, vires comentar as "Escarpas" e a "Feira da Ladra"...Eu confesso, que ao ter estado no paraíso, e dele ter regressado feliz, talvez me passassem ao lado todas as aproximações poéticas...;-))
      Muito lindo o que contaste acerca do comportamento da tua mãe ao adquirir algum objecto numa feira deste tipo. Uma achega mais, para que eu entenda de onde te vem tanta sensibilidade, respeito e carinho pelos outros; está nos genes! :-)
      Adoro ver-te de volta, minha querida Helena.
      Bem vinda!
      xx

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  51. Passei boa parte da manhã a ler o teu blogue e cheguei há conclusão que minha amiga tem aqui uma obra...mas que senhora obra...muito melhor que alguns escritores de renome que tenho lido por aí...
    Para além de bonitona (adoro o teu semblante) é muito simpática e excelente escritora...
    Um beijinho, Laura!


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    1. Chegaste à conclusão que poderei escrever melhor do que por exemplo, a Margarida Rebelo Pinto...uma finória que soube descobrir que as pessoas gostam de ler lixo...;-)
      Mais do que simpática sou educada, mas também sei ser muito antipática quando é preciso! Bonita nunca fui, mas obrigada pelo cumprimento.
      xx

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