"Ninguém nasce mulher, torna-se mulher"(Simone de Beauvoir)
A sociedade assenta erradamente numa desigualdade de género. Ser homem ou ser mulher resulta de uma construção social que embora tendo sofrido alterações progressivas ao longo do tempo, com atenuação e quase erradicação das diferenças em certos países, continua com a perpétua discriminação em muitos outros.
Estamos ainda, do ponto de vista global, entre a realização de uma utopia (Igualdade), e a frustração pela sua não realização em muitos cantos do mundo; uma questão de ruas tão estreitas e fundas, becos labirínticos de fácil entrada mas muito difícil saída.
Não vou aqui falar da situação dos países nórdicos, geralmente apontados como respeitadores e incentivadores de igualdade, mas de muitos outros locais, onde a mulher é ainda considerada, não necessariamente pela Lei, mas pelos costumes e tradições, e pela religião, como um ser de categoria inferior. Fenómeno típico de sociedades pouco desenvolvidas e caóticas, e como sabemos todo o caos tem em si próprio uma ordem que convém ser mantida, nas quais a mulher é vista como um ser frágil que só existe em função de alguém.
Quem não aceita a independência da mulher, não lhe reconhece verdadeiramente qualidades e potencialidades, concepção transmitida de geração em geração de que a fêmea poderá estar sempre a meio caminho entre a virtude e o pecado, como ente supostamente em risco que necessite da protecção de um ser superior que lhe evite qualquer erro ou deslize, em relação ao que deve ser o seu comportamento sócio-familiar. Raparigas deverão ruborizar quando deixam a sua mente vaguear entre os seus desejos mais íntimos, porque desde a longínqua história da maçã, a culpa desceu divinamente sobre elas, como se o encanto e sedução natural de uma mulher fosse algo de urgente anulação, numa desvalorização de toda a sua vontade, impedindo-a tantas vezes de ter uma vida laboral e social, sem direito a autonomia e auto realização. Ideia arreigada de que o homem, supremo chefe, o grande conquistador social e sexual tem de controlar a "sua" mulher, numa lógica absurda do "manda quem pode, obedece quem deve", princípio de autoridade enfeitado de ciúme, por vezes valorizado pela mulher como sinal de amor, quando na generalidade não passa de um intrínseco e disfarçado desejo de propriedade; herança de quando a mulher era equiparada a camelos, vacas e ovelhas. Querer uma pessoa não significa amá-la. Um mundo de homens que deixou em muitos países as mulheres nas margens como sub-categoria, numa relação paradoxal que não permite aos homens a sua verdadeira humanidade, porque uma relação de poder aniquila opressor e oprimido.
As mulheres continuam a ser as grandes responsáveis pela educação dos filhos, e no entanto algumas transmitem-lhes, sem disso se darem conta, esteriótipos sobre o papel da filha e do filho, dentro de casa e fora dela, numa sociedade com múltiplas dificuldades a superar por ambos os sexos. Pais e mães tendem geralmente a considerar, de forma quase instintiva, que as meninas devem ser gentis, dóceis e arrumadas. Devem ter gosto pelas tarefas domésticas em geral, mesmo que essa vocação não exista. É por isso expectável que uma mulher trabalhando fora de casa seja uma dona de casa responsável pelo bem-estar de todo o agregado familiar.
Certos pais teimam em pensar que é "natural" um rapaz não ter tendência para limpar ou arrumar, como se tudo o que fosse monótono e aborrecido dentro de casa, tivesse de ser executado por uma mulher supostamente predestinada desde o útero a manter os aposentos, a cama e a mesa em ordem para o seu senhor.
Todos estes erros de educação poderão fazer com que este rapaz guarde em si a falsa ideia de que as tarefas domésticas nada custam, que não são trabalho em si mesmas, que a casa aparecerá a brilhar num golpe de magia de uma qualquer fada do lar.
Teias de aranha acumular-se-ão um dia dentro de casa e nas cabeças de alguém, porque já não existe ou nunca existiu ternura nem cumplicidade atrevida, e de um clima de solidão acompanhada onde a indiferença causou desgaste irremediável, desemboca-se por vezes em tensão conflituosa e hostilidade que pode conduzir à violência psíquica e física em terreno já minado por sentimentos de vergonha e auto estima inexistente. Fenómeno difícil de solucionar porque a violência é exercida no silêncio das casas, muitas vezes por homens afáveis no trato social.
Não por acaso alguém disse que "as tragédias acabam em morte, as comédias em casamento", mas quantas vezes os casamentos, celebrados a partir dum suposto amor, se transformam em amargura e autênticas tragédias...
Uma queixa às autoridades é a única possibilidade de acabar com uma situação de prepotência e crueldade, e partir para uma vida futura sem uma pessoa de carácter medíocre a poluir a atmosfera familiar, procurando um sentido livre do embuste de palavras e actos.
Que todas as mulheres vítimas de abuso tenham a coragem de surgir nuas de preconceitos, e envoltas num manto de verdade que só pode começar dentro de cada uma delas. Para que possam maravilhar-se com a essência esquecida da qual são feitas e apreciar dentro e fora delas a dimensão de todas as coisas.
" Woman is the Nigger of the World", John Lennon

Laura,infelizmente ainda existem tabus à nós mulheres,principalmente no que diz respeito a profissão.Não somos igualadas aos homens,aos menos aqui no meu país(Brasil)somos discriminadas.Temos a mesma igualdade em cultura e preferem aos homens para um salário,que nós mulheres teríamos o mesmo ou maior.Em muitos países,ainda classificam as mulheres como se fossem verdadeiras escravas do homem.No amor,nem se fala,se ela demonstrar desejos mais audaciosos,poderá ser chamada de prostituta.
ResponderEliminarE ainda existem àquelas que sofrem abusos sexuais dentro de seus próprios lares e se aquietam,para que não sejam talvez mortas por àqueles que as molestam
Estou de pleno acordo com tudo que você escreveu.
Parabéns pelo texto.
bjs amiga e um ótimo final de semana.
Carmen Lúcia-mamymilu
Sem dúvida, Carmen Lúcia, existe muita discriminação no mercado de trabalho, não só aí como aqui, sendo que o desemprego atinge mais facilmente uma mulher, porque tem perante o empregador a desvantagem de poder engravidar, de ter de faltar para cuidar dos filhos em caso de doença...
EliminarE claro, existem países em que a mulher nem tem autorização para trabalhar fora de casa...
Quanto à audácia, é melhor que a mulher seja "inerte" em termos de desejo, pensamento e acção, caso contrário poderá ser considerada no mínimo, uma leviana.
Obrigada, Carmen Lúcia. Agradou-me bastante que tenha concordado com o que escrevi.
Um grande fim de semana!
xx
Ora bem. Começo por uma afirmação que não concordo: "As mulheres continuam as grandes responsáveis pela educação dos filhos". Achas mesmo que é assim, Laura? Olha que não, olha que não. Para já, até é duvidoso que a maior quota no que diz respeito à educação dos filhos pertença aos pais...a concorrência desleal de outros órgãos, da própria vida torna o tema interessante para discutir.
ResponderEliminarQuanto ao papel da mulher, lembro que não há muito tempo na História, que a mulher nem sequer tinha direito a voto. Foram os movimentos feministas/sufragistas que tornaram isso possível, talvez dando razão à frase em cima de Simone de Beauvoir.
Todos conhecemos o papel da mulher em certos países, mas nem precisamos de ir muito longe. Aqui, aqui mesmo no nosso país, há igualdade entre homem e mulher? Os vencimentos são, para só falar neste aspeto, iguais? Mas curiosamente são as próprias mulheres que até acham "certo" umas, indiferentes outras...
Infelizmente as situações são muitas, e nem preciso de falar da violência doméstica, que atestam a fragilidade da mulher perante o homem. A própria lei está do lado do masculino...já reparaste qual é o último nome de uma criança quando se vai registar?
Beijo e parabéns pelo tema que aqui trouxeste
Quando eu digo que as mulheres continuam a ser as grandes responsáveis pela educação dos filhos, refiro-me sobretudo a esses países em que a mulher geralmente não trabalha fora de casa, mas mesmo aqui em Portugal, onde as mulheres estão inseridas na vida activa, ainda recais sobretudo sobre elas essa tarefa. Claro que existem outros factores, de "concorrência desleal" que influenciam a educação das crianças e jovens, porque não vivem numa redoma, no entanto considero que ainda têm ser os pais a ter uma capacidade de influência maior sobre os filhos...eu sei, é difícil, mas a verdade é que muitos pais se desresponsabilizam depositando apenas na escola essa tarefa, alheando-se quase totalmente da formação dos filhos. Claro que hoje em dia já existem muitos pais que participam activamente na educação dos filhos, não deixando esse aspecto apenas para as mulheres...Há de tudo um pouco.
EliminarAinda não há muito tempo, a mulher não tinha direito a voto, nem podia sair do país sem autorização expressa do marido; tempos em que matar uma mulher que cometesse adultério era um acto aceitável, porque o marido apenas estaria a defender a sua honra.
Eu nunca conheci nenhuma mulher que achasse "certo" ganhar menos que um homem...:-)
Não que a lei esteja ainda do lado masculino. O último nome de uma criança é geralmente o último apelido do pai, porque o casal assim decide. A minha filha, por exemplo, tem apenas como apelidos, os apelidos das avós, e não dos avôs, ou seja, ela não é Santos como eu, meu último apelido (proveniente do meu pai), porque eu decidi que ela ficaria com o meu penúltimo apelido (proveniente da minha mãe). Do pai também ficou com o penúltimo apelido do pai (proveniente da avó paterna) e não com o último apelido do pai (proveniente do avô paterno). Resumindo e concluindo, acabei com a "linhagem masculina" em termos de apelidos!...:-)
Obrigada, JP, gosto de falar contigo, e este tema realmente daria pano para mangas...
xx
http://don-palavras.blogspot.pt/
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ResponderEliminarOlá Querida Amiga!!
Puxa que texto!! Tão verdadeiro, serei eu capaz de dizer alguma coisa??
Bem, começo pela posição das mulheres nas suas vidas profissionais, pelo menos no nosso País, ainda há muita descriminação...isto porque fazem as mesmas coisas que os homens, e os salários são muito inferiores, não sei se acontece com o geral, mas falo pelo menos pelo que sei.... Eu própria já estive num trabalho que anteriormente era feito por um homem que ganhava o dobro, claro, eu fazia o mesmo por metade! eu chamo a isso descriminação...
Também vou para o lado da mulher em outros tempos estar debaixo do domínio do homem, quando esta sofre de violência doméstica... e cala-se, só porque parece mal... uma separação
"o que vão dizer dela" Sim, mas isso era noutros tempos, hoje penso que já não será assim, pelo menos vê-se muito menos casos destes....
“Eu nunca na vida em esqueço que a minha Mãe era vitima de violência doméstica, eu assisti a muita porrada e outras coisas que por vezes eram bem piores… mas, claro era tipo, “comer” e calar!!! Mas fiquei com trauma até hoje!!”
Quando naquele tempo tinham os filhos, claro que os conselhos que eram incutidos, era que a menina tinha ser uma boa dona de casa, lavar cozinhar costurar... Os meninos estavam assim livres de tais tarefas!!
...Pois mas isso era dantes... Sou de acordo de que tanto os meninos como as meninas tem que saber fazer tudo igual. Tenho uma rapariga e um rapaz e sempre os habituei a fazer tudo igual, é claro e ele se baldava mais, mas quando foi preciso, ele fez, hoje é casado e ajuda a esposa, faz de tudo um pouco,.... aliás agora até faz mais, pois está emigrado e tem que o fazer, falta-lhe a esposa...
Falando nas queixas ás autoridades, em muitos causo não resulta, tem que haver vitimas ou coisa parecida para que atuem!
Amiga Laura,
Não sei se está dentro do contexto do teu BRILHANTE artigo, mas foi o que me saiu.
Deixo-te um beijinho e um excelente fim de semana.
Olá querida Cidália!
EliminarDisseste tanto e tão acertadamente!
Realmente devia dar um prazer e motivação enormes, estar a trabalhar e ganhar metade do que ganharia um homem a fazer o mesmo serviço!... Raios! É o que dá pessoa precisar mesmo de trabalhar...muito injusto!
Sim, pelo menos hoje as mulheres já têm mais coragem para se separarem, a censura social já não é como antigamente, o grande problema é que às vezes a separação ainda torna o agressor mais agressivo, quando não aceitam essa separação. Quantas mulheres não têm sido mortas por ousarem separar-se destas bestas?....
Que pena a tua mãe também ter sido vítima desse tipo de violência dentro da própria casa, violência que afecta não só as mulheres, mas os filhos para sempre, daí esse trauma que te ficou...:-( A minha mãe também foi vítima de violência, só que fugiu de casa com três filhos de colo, e deixou o meu pai a bater com a cabeça nas paredes. Uma história interessante que talvez um dia eu conte....
Muitos homens hoje já ajudam as mulheres e isso é muito bom, porque para além de ajudá-las estão também a educar os filhos através do exemplo. Um menino que nunca viu o pai lavar a loiça tem a certeza absoluta que essa tarefa também não é da sua competência.
Gostei muito do teu comentário.
Passa um grande fim de semana.
xx
Boa noite Laura infelizmente a sociedade principalmente a masculina acha que a mulher não tem direitos, a mulher trabalha tem uma profissão ótima mas não dar o valor, mas eu acredito que um dia isso irá acabar vai chegar um dia em que a mulher vai ter os seus direitos respeitados, não só na profissão mas em outras áreas. Laura passando pra desejar um ótimo final de semana fique com Deus beijos.
ResponderEliminarhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br
Assim é que é, Lucimar! Sempre positiva, e é verdade, o caminho faz-se caminhando, pode demorar, mas chega-se lá.
EliminarObrigada, um excelente fim de semana também para ti.
xx
Ora bolas! Como possa comentar?! Você roubou todos os meus argumentos! Estou perplexo...
ResponderEliminarVídeo pra ti: http://www.youtube.com/watch?v=yupYEDH06po
Ora bolas!!...;-) Perplexo, porquê?...
Eliminar" Receita de Mulher" do Vinicius louva a beleza feminina, ou melhor , de como uma mulher deve ser para ser bela. É um poema que me faz sorrir, porque tendo sido um homem baixo, Vinicius acha que a mulher bela deve ser alta...:-)
" Transforme-se em fera sem perder a sua graça de ave"... Bonito!, e o vídeo também!.
Obrigada, Fábio. Vinicius é grande e com ele nunca me aborreço!
xx
Esqueci da carinha ;-) Não me entenda mal! Perplexo com tanta sabedoria em tuas palavras, queria dizer. O texto deixou-me encantado, como tudo o que leio por aqui. Fiquei sem palavras só isso, maravilhado, calou-me fundo, me expressei mal talvez, fui mal interpretado. Desculpe-me pelo susto! Isso um dia ainda iria acontecer, consegui te aborrecer, Laura!!!
EliminarNão, não foi mal nem bem interpretado. Porque a perplexidade pode ser negativa ou positiva, por isso eu não tinha entendido o sentido... Ah, mas não apanhei susto nenhum, já me assusto com pouca coisa, e não , não me aborreceu de forma nenhuma, Fábio. Além disso, como você já viu , gosto do contraditório. Se fosse o caso , não haveria problema nenhum.
EliminarSeria preciso muito para alguém verdadeiramente aborrecer-me, e você não tem o tipo de carácter que me aborreça.
o problema é haverem pseudo-pastores a julgar que as mulheres são o rebanho! metaforicamente
ResponderEliminarTudo é metafórico, claro. Mas existem alguns homens, "pastores", que só a mãe e a mulher deles é santa, as outras são gado.
Eliminarxx
Bom dia querida Laura..então.. nos dias de hj as mulheres mesmo com dificuldades ainda estão a superar os homens.. estão sofrendo para conseguir mesmos salários.. mas tudo ainda vai ser equilibrado.. tudo que posso dizer é que pelo queleio o novo avatara desta era.. tem tudo para ser uma mulher. pq o mundo precisa de um novo paradigma.. o homem e a mulher tem que se unir num só.. não um para cada lado como muito vemos.. beijos de bom dia até smepre
ResponderEliminarOlá Samuel!
EliminarPois é, as mulheres mesmo com as mesmas aptidões, têm de esforçar-se mais para obter uma condição laboral condizente com os seus créditos, mas as coisas estão a mudar lentamente, e sim , sejamos positivos; tudo se equilibrará um dia!
Homem e mulher têm de unir-se para lutar em ambos por uma sociedade mais justa tanto para homens como para mulheres. O interesse só pode ser comum.
Um excelente fim de semana, querido Samuel.
xx
Não entendi a questão do avatar....?...
Oi Laura :)
ResponderEliminarTexto brilhante e atual.
No Brasil,as mulheres também têm inúmeros desafios à enfrentar.
E uma coisa leva à outra,pois preconceito e discriminação,são as bases da violência contra a mulher...
Conquistar a igualdade e a justiça,é o que elas merecem,entretanto
é uma luta que começou faz é tempo,mas não tem prazo para acabar...
Bjs e bom final de semana!
Oi, Clau!
EliminarExactamente, o preconceito e discriminação são o pressuposto na base de qualquer desrespeito e violência dirigida às mulheres.
O direito a igualdade social com plenos direitos tem realmente progredido muito em certos países, noutros vai-se trabalhando para esse fim todos os dias, e noutros países não avançou nada, é quase Idade Média.
Bom fim de semana também para ti, Clau.
xx
"As mulheres continuam a ser as grandes responsáveis pela educação dos filhos, e no entanto algumas transmitem-lhes, sem disso se darem conta, esteriótipos sobre o papel da filha e do filho...".
ResponderEliminarÉ evidente que "a culpa" não é só delas mas... não fui assim educado, nem foi assim que educámos os nossos filhos. No meu fraco entender é tudo uma questão cultural... "quem não tem, não pode dar".
:)
Bom fim de semana!
Claro que a "culpa" não é delas, o problema é que se cria um círculo vicioso que torna tudo tão difícil de alterar...O que escrevi não tinha subjacente qualquer tipo de censura implícita, mas apenas uma constatação de que as coisas foram transmitidas assim, e continuarão a ser assim.
EliminarÉ como diz, Rui, uma questão cultural. Geralmente educa-se da forma que se foi educado, embora exista felizmente esse "mas" de pessoas, (não muitas, é certo, por isso tudo avança tão lentamente) que independentemente da educação recebida, conseguirão mais tarde absorver ensinamentos à sua volta que porão em causa os pressupostos iniciais. A minha mãe foi um exemplo disso.
Obrigada, Rui, e um bom fim de semana também para si.
Em nome do machismo, das pseudo-religiões e das religiões não pseudas (rsrsrs), em nome do que quer que seja a sociedade vem desmerecendo-se do ser em si.
ResponderEliminarSe é deficiente não serve, se é pobre não serve, se é negro não serve, se é MULHER não serve... mas esquecem que todos esses seres fazem parte da sociedade.
Sem a MULHER a sociedade não existiria, já estaria exterminada.
Eu não gosto de polemizar, Laura. Dou as minhas impressões sempre de forma muito pessoal e sei eu o quanto é difícil posicionar-se numa sociedade que quer tudo a risca da perfeição dos seres sempre frágeis e imperfeitos. Além de mulher e portadora de necessidades especiais o mercado de trabalho me fechou as portas e hoje vivo um tanto à margem da sociedade.
Discriminação sempre existirá enquanto a sociedade estiver embutida em seu individualismo absoluto.
No mais, um beijinho!!!
Exacto, Malu! Nada tão certo.
EliminarAqui falei da discriminação das mulheres, mas esse é apenas um aspecto da discriminação social. Como dizes, a discriminação é sempre gradativa... Se for mulher é discriminada, se for negra pode vir a ser mais discriminada ainda, se for deficiente então... e nesse caso também os homens são discriminados numa sociedade feita à sua imagem e semelhança, o que significa também que o que causa discriminação é uma certa fragilidade. Se você for rico, não interessa se é homem ou mulher, se é branco ou preto, toda a gente abrirá alas à sua passagem , mas se for pobre sofrerá sempre qualquer tipo de discriminação.
Mas ricos ou pobres, deficientes ou não, todos somos imperfeitos, e o sentido de individualismo tenta arrasar com qualquer ser com necessidades especiais. E todos nós somos portadores de alguma "deficiência", todos nós precisamos de cuidados especiais, só que uns muito mais que outros.
Tu é, Malu, apesar da tua deficiência visual uma das pessoas mais linda, mais criativas e mais perfeitas como pessoa.
Mas a sociedade não gosta de gente talentosa e criativa, e por isso estamos sempre todos a perder, rodeados de bur(r)rocratas.
xx
Belo texto Laura, refletindo sobre ele, vejo que num mundo atual, temos uma grande maioria de mulheres consideras como serem inferiores, não respeitadas no trabalho, ganhando menos do que os homens e o grande e assustador número de mulheres vítimas de violência contra às mulheres.
ResponderEliminarAbraços.Sandra
Obrigada, Sandra. Em Portugal muitas mulheres são mortas todos os anos às mãos dos seus companheiros ou ex-companheiros. Fenómenos que não parece ter fim à vista...
EliminarUm abraço.
Li e reli este fantástico texto, qual grito de revolta, quiçá de alerta, em favor da descriminação da mulher que, infelizmente, existe.
ResponderEliminarEu, confesso, até me casar ( com 20 anos, que parvoíce…) nunca fiz nada em casa dos meus pais. Nada de nada relacionado com as lides domésticas. Tinha (tenho) a minha mãe e duas irmãs que tratavam das coisas. Casei mal habituado e isso teve alguns reflexos negativos, reconheço, no ambiente de casal, visto eu não entender que, trabalhando os dois, TUDO deve ser repartido pelos dois…As coisas que eu já aprendi…e recomendo
Hoje em dia sou eu quem faz os trabalhos domésticos, incluindo aspirar, lavar e passar roupa, entender lenções, fazer e desfazer a cama, enfim… e a minha mulher vê o telejornal, as novelas, e depois conta-me…é uma querida…Mudei mesmo muito…
Na minha opinião, não é bem igual, a forma de ensinar, pelos pais, o homem e a mulher. Talvez eu esteja errado, no que concerne aos trabalhos de casa, as saídas à noite, os conselhos tão iguais mas também tão diferentes, enfim…talvez o hábito de gerações, admito.
Jovens na rua de 14/15 anos, homens, não são o mesmo que jovens de igual idade, mulheres. E olhem que sei do que falo, não fosse eu, “arrumador de Veículos”, de profissão, o qual tenho exercido de dia e de…noite…Muitas, muitas noites, “arrumando” e vendo quem circula nos carros.
Existe quem defenda que trabalho igual, salário igual. Parece ser correcto e eu, de certa forma, entendo.
Mas colocando-me na pele do empregador se calhar pensava duas vezes. A mulher ficando grávida, fica um ano em casa. Sim, sei que actualmente o homem também pode ficar…Mas regra geral é a mulher que fica
Friamente, na hora de empregar, por quem vamos decidir? Pelo homem ou pela mulher? Complicada teia de aranha
Por agora fico-me por aqui
Cumprimento a Laura Santos, mulher que me habituei a admirar..virtualmente.
Ricardo, eu nunca apagaria um comentário destes! Acho que o que disseste é muito representativo daquilo que muitos homens (e mulheres) pensam.
EliminarCasaste com 20 anos, nunca fizeste nada em casa dos teus pais, e imagino o que tenhas feito depois de casado...Deves ter mudado tanto e tão pouco que ficaste na mesma; a ver os jogos do Benfica na tv, e a pedir à tua mulher que te traga uma cervejola porque as tácticas do Jesus te fazem imensa sede!......;-)
Eu também te admiro, virtualmente, Ricardo. Além de poeta também tens sentido de humor!
Gostei dessa do "arrumador de Veículos" !
Laura Santos
EliminarAcredita que hoje sou uma fada do lar...até por necessidade premente visto que a minha mulher é muito doente e não pode praticamente fazer nada.
Só uma coisa em casa não costumo fazer: passare a ferro. De resto faço tudo.
Reconheço que já sofri muito com o Benfica...agora já não...eles são os ricos e afortunados...não merecem que os pobres sofram ataques cardiacos ( já foi o meu caso...) por eles. Percebi isso ainda a tempo, digo eu...
Sou por norma uma pessoa bem disposta...faço do sentido de humor passatempo.
Fica feliz...alentejana linda e ....( pronto..calei-me...)
Ah, Ricardo, sinto muito pela saúde da tua mulher...:-( Tiveste então de forçosamente arregaçar as mangas, é pena que tivesse sido por esse motivo de doença....
EliminarSe só não passas a ferro já fazes imenso, e o trabalho dentro de casa parece que nunca acaba...
Acho muito bem que já não sofras pelo Benfica, e já ter sofrido um ataque cardíaco por causa do futebol....bolas, bolas, bolas... Eles ganham rios de dinheiro e os adeptos é que se andam a preocupar?... Não vale a pena. Embora se goste, deve dar-se ao futebol a importância que ele tem; quase nenhuma , a não ser para os que lucram com o negócio.
O sentido de humor é uma boa arma na luta contra a tristeza e situações difíceis. A verdade é que por vezes até temos de brincar o que tanto nos dói. O humor acaba por ser uma forma de resistência às adversidades, atenua-nos a vida.
Obrigada, Ricardo, tenta levar as coisas com optimismo, e as melhoras para a tua mulher.
Por acaso agora não fiquei nada feliz, não....
xx
Laura
EliminarFiquei emocionado..e as palavras ficaram presas...na garganta...és um amor de mulher
Muito haveria por dizer, acredita...
Abraço sincero e amigo
Não, não sou Ricardo.
EliminarEu sei que és amigo, logo...sincero.
Um abraço.
Uma brincadeira um pouco machista que, espero, a Laura Santos depois de ler, apagar...Ainda me mandam matar, eheheheheh
ResponderEliminar.........
Certo dia, andava Deus, feito Homem, a construir o mundo e tendo passado pelo paraíso viu Adão todo feliz, nu, sem preocupações nem preconceito, a correr, dando gargalhadas de felicidade
Deus, pensou então: Mas ando eu aqui cansadíssimo, preocupado, cansadíssimo, com tanto trabalho, que nem sei para onde me mexer, e anda-me aqui este tipo sem qualquer preocupação, nem nada que o aborreça? Pensou, pensou e..disse para consigo: Espera que já te digo como é…
Pronto…arranjou-lhe uma mulher (Eva) e terminou para sempre a Paz e sossego do Adão…
LOL!!!
EliminarSe há coisas que Deus não fez foi cansar-se, caso contrário este mundo não seria tão caótico e injusto... Como tal, também só poderia ter criado a primeira mulher a partir de uma costela do primeiro homem, pois não conseguiu ter imaginação para mais. Claro que o homem resultaria no ser mais perfeito do universo, e a mulher o ser mais imperfeito...;-)
Onde é que arranjaste esta anedota?!...
Obrigada, Ricardo, fizeste-me rir!
xx
Laura Santos
EliminarEsta anedota é de minha autoria...pura brincadeira..Respeito de mais a mulher. Até tenho 4 na minha vida direta, para além de muitas outras que amo...Esposa, Filha e duas netas, loool
Deixo um abraço para ti
Claro que eu pensei logo que a anedota fosse da tua autoria....:-) Teve piada!
EliminarDevem respeitar-se as mulheres como se respeitam os homens, mas claro que rodeado directamente por essas 4 maravilhosas mulheres, estarias em maus lençóis se não as amasses.... Quem ama respeita sempre.
E deixa-me dizer-te; como são lindas as tuas netas!
Um abraço, Ricardo!
Ah! Parabéns pela vitória do Benfica!...:-)
Laura Santos
Eliminarpalavras para quê....ÉS LINDA...
Ricardo, peço-te um favor, chama-me só Laura. Os amigos tratam-se pelo nome próprio, ok?
EliminarNão, não sou linda, mas sou muito boa pessoa, e talvez isso também seja lindo de uma certa forma, portanto ao fim e ao cabo tenho de concordar contigo...LOL
Olá Laura
EliminarPronto..sou um homem que respeita a vontade das pessoas de que gosta...mas não me peças por favor!!!..mas o que é isso, Laura. Ai ai a menina !!! loool
Posso dar-te um abraço?
Aahh! Eu sou uma pessoa bem educada...:-)
EliminarClaro que podes dar um abraço!
A Simone era uma lutadora, uma guerreira. Temos de saber reconhecer a nossa força para fazer com que todos os outros a reconheçam.
ResponderEliminarSim. Mas o que não faltam neste mundo são mulheres lutadoras e guerreiras, só que a grande maioria são anónimas.
EliminarBelíssimo este teu ensaio,abordando o tema numa excelência de
ResponderEliminarprofundidade da complexidade que o tema remete e também numa
simplicidade de compreensão,onde todos reconhecem
esta realidade.
Gostei muito e apropriado a citação da Simone de Beauvoir. Aos
meus 17 anos li o livro dela, "Memórias de uma moça bem
comportada". Foi um marco para mim, me identifiquei e me senti
acompanhada com todos os seus questionamentos. Quero
salientar que além do abordado historicamente sobre a
apropriação da mulher na sua individualidade,autonomia e
direitos. Tenho algo que sinto muito forte que é sobre a
mulher pensante, a inteligência feminina é uma prova de
muito desagrado para sociedade em geral.
Este torna-se mulher que a Simone diz, está associado a não
abrir mão desta liberdade do que somos,na nossa identidade e
todos os nossos processos de escolhas, uma liberdade de Ser,
não se curvando ao que nos é imposto como limite castrador,
desigual e injusto.
Adorei também o título, as imagens e vídeo, formando um
todo deste assunto tão bem expressado pela tua
inteligência explícita.
Mais uma vez,obrigada querida Laura, por este momento
encantador de leitura!!
Um trecho da música da Rita Lee ( Cor de rosa choque):
"Sexo frágil
não foge à luta
e nem só de cama
vive a mulher
por isso não provoque
é cor de rosa choque"
Beijinhos e belo domingo!
PS:Nossa, como eu escrevi,a culpa é tua...
Querida, Suzete!
EliminarO que dizer depois deste teu comentário? Gosto muito quando as pessoas realmente lêem o que escrevo e comentam.
A Simone de Beauvoir foi uma mulher muito carismática, com uma personalidade forte, sem preconceitos , e que viveu a vida como lhe apeteceu; os outros que se danem...:-)
Também li esse livro, muito interessante lê-lo na adolescência porque é um bom ponto de partida para reflectir ... e outros dela, o meu preferido é "Os Mandarins".
Pois é, mulher que pensa é considerada por alguns como empecilho, e se for bonita , muito mais.... Mulher para alguns ou serve de adorno, ou é utilidade doméstica.
Obrigada pelas tuas sábias palavras e pelo trecho da música da Rita Lee, também ela mulher autónoma e livre de preconceitos.
Fazes comentários longos, com muita fibra ! Adoro as tuas visitas.
xx
xx
ResponderEliminarOlá Laura,
Embora nenhuma desigualdade entre as pessoas faça parte da natureza humana é possível constatar profunda discrepância de direitos entre homens e mulheres, mesmo com os avanços dos últimos tempos.
No mercado de trabalho observa-se que persistem muitas desigualdades, pois a mulher, embora muitas vezes mais escolarizadas que os homens, continuam ganhando menos que eles.
O que define as desigualdades não são somente os aspectos culturais, mas também a base material (desigualdade econômica, sobrecarga de trabalho sobre a mulher, falta de acesso a espaços de decisão e comando e outros).
Em muitos casos, a mulher continua a ser tratada como objeto e sofrendo várias modalidades de abuso e violência.
Já avançamos muito, embora em alguns países, por questões culturais e religiosas, elas continuam submissas e sem voz.
É certo quando você diz que no próprio seio familiar a educação já leva a fortalecer a distinção entre os filhos do sexo masculino e feminino.
Na questão da violência contra a mulher, é preciso que as respectivas vítimas estejam dispostas a lutar e a se insurgirem contra este tipo de abuso e humilhação, expondo-se com coragem para que o respeito chegue a qualquer custo. É certo que a lei Maria da Penha (aqui no Brasil) não está sendo suficiente por si só para sanar a questão, eis que muito falta ainda para sua ideal implementação, o que torna os dados por aqui alarmantes.
Muito apropriada a frase da feminista Simone de Beauvoir.
Também a imagem inicial e o vídeo ilustraram muito bem o texto, aliás, excelente. Parabéns pela ótima abordagem.
Beijo.
Nem mais, Vera Lúcia, você disse tudo e muito bem!
EliminarÉ bem verdade que até em Portugal as mulheres estão a seguir mais em frente nos estudos que os homens, mas depois em condições de formação igual ficam sempre mais arredadas dos cargos de chefia. No entanto a discriminação é sempre mais sentida em certos sectores de actividade do que noutros.
Quanto à violência contra as mulheres também aqui está a ser muito difícil não só erradicá-la, o que seria o ideal, como fazê-la diminuir, devido à perseguição cerrada que o agressor faz à vítima.
Fiquei agora , ao googlar, a saber o que é a lei Maria da Penha!...:-)
Obrigada, Vera Lúcia. Seus comentários são sempre excelentes,; muito completos e super informados.
xx
Tenho muita pena das mulheres maltratadas pelos maridos. O meu marido sempre foi um homem que me ajudou em tudo e nunca me levantou a voz.
ResponderEliminarGostei muito do seu texto.
Manuela Pires
Eu não tenho propriamente pena, a mim suscita-me mais um sentimento de simpatia e de revolta. É triste que nem todos os maridos não sejam como o seu...
EliminarObrigada, Manuela.
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Incrível como em pleno século XXI ainda existe preconceito e machismo contra as mulheres. Simone de Beauvoir sempre fora uma mestre nas verdades e na inteligência de tentar reverter tamanha burrice por aí.
ResponderEliminarÉ mesmo, Antônio. Simone pelo menos falou, e muita gente ouviu, mas muita outra gente, não.
EliminarParece que o mundo continua a progredir cientificamente, mas muito pouco do ponto de vista social e humano. Existe uma perene cegueira ao não entender que a discriminação contra as mulheres, ou de qualquer outro tipo, não favorece ninguém.
Uma burrice carregadinha de injustiça.
Obrigada, Antônio.
Laura passando pra desejar uma ótima semana fique com Deus beijos.
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Obrigada, Lucimar.
EliminarUma grande semana, e não te esqueças de beber leite!...;-)
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Há termos próximos, no Brasil mesmo, que ainda aludem ao arcaico, como "Tenho" mulher! "minha" esposa! Como se as pessoas fossem possessões seguras, mas é a liberdade quem pode construir algo...abração
ResponderEliminarPor acaso até acho que os pronomes "meu" ou "minha" não têm gravidade nenhuma, porque representam apenas, na minha modesta opinião, a indicação de uma relação. A questão põe-se na forma como isso é dito e assumido mentalmente...
EliminarMas realmente o verbo "ter" acaba por ser um pouco excessivo... eu nunca disse que tenho marido, digo que sou casada...:-)
E concordo com você, por mais que lhe ponham amarras, o amor só vive em liberdade, senão é outra coisa qualquer, não amor.
Abraço, Ives.
Um tema estudado na sociologia, psicologia, antropologia e tantas outras disciplinas.
ResponderEliminarA nossa herança cultural traduz-se em tantas desigualdades e 'pecados' de origem religiosa.
Contudo, há culturas (tribais e pouco mais) onde a realidade é bem diferente.
A tradição e costumes fazem a diferença, embora acredite que a genética pode influenciar.
Na nossa espécie as crias demoram demasiado tempo a ficarem independentes e a mãe é crucial nos primeiros tempos visto ser a fonte de alimentação da prole.
A evolução também poderá explicar esta necessidade materna e posterior papel social.
De qualquer das formas, as ciências já muito contribuiram para a alteração de muitas situações.
Um texto que remete para a reflexão.
Gostei muito.
beijinho
Teoricamente está tudo muito bem estudado como dizes, mas da teoria à mudança das práticas vai uma distância como da terra à lua e seus arredores, porque as mentalidades são muito difíceis de mudar.
EliminarTens razão, existem certas realidades tribais nas quais os pressupostos de convivência são diferentes, mas não concordo que a discriminação e violência de homens em relação às mulheres tenha algo a ver com questões genéticas...!
Mas, sim, reflectir nunca é demais.
Obrigada, Pérola, pela tua opinião!
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Olá Laura!
ResponderEliminarBoa noite!
Depois de um tempinho ausente cá eu de volta.
Gostei muito da sua postagem, sempre seus tópicos são fantásticos.
Nos dias de hoje as mulheres tem superado bastante essa descriminação em relação ao homem.
Muitas mulheres já estão dirigindo grandes empresas onde a maioria é composta de homens. Acho um grande avanço para as mulheres.
Na semana passada conheci uma mulher que é motorista de carreta e viaja toda semana entre o norte e o Sul do País. A empresa onde ela trabalha só ela de mulher, o resto é só homens. Ela é tratada naturalmente por todos eles. Sobre a violência da mulher tenho visto e observado um aumento a cada dia, e você disse acertadamente Fenômeno mais difícil de solucionar é essa violência exercida no silêncio dos lares por homens que são afetuosos, cordiais, e a gente nem imagina o que se escondem por trás dessa cordialidade. É muito complicado esse tipo de violência. Vemos quantos casamentos comemorados em grande estilo muitos são festejados em Castelos aparentemente parecem coisas de contos de fadas e de repente se transforma em tragédias. As mulheres ainda têm medo de denunciar seus maridos, parceiros, namorados etc. É muito complicado, isso esta ficando fora de controle. Aqui no Brasil tem um programa de TV aberta que o que mais apresenta é essa tragédia. Tem casos que não monstruoso.
O que eu desejo para o futuro dos meus dois filhos, que com o tempo as coisas vão se ajeitando, tomando forma, homens e mulheres lutando do mesmo lado com o mesmo objetivo, sem violência, cada um respeitando o outro. A mulher é uma guerreira, e nada consegue derrubá-la quando ela esta centrada naquilo que deseja.
Concordo com tudo que escreveu... Uma postagem brilhante que merece meus aplausos.
Parabéns!
Deixo um beijo e desejo de uma excelente semana!
Olá Smareis, boa noite e bem vinda!
EliminarQue bom tê-la de volta depois dessa retirada por uns tempos....
Totalmente de acordo que muito se evoluiu, sobretudo em certos países, mas noutros ainda estamos quase na pré-História .
Achei interessante você salientar que já existem mulheres a dirigir empresas e a ter homens sob o seu comando, e sim, geralmente essas mulheres não são discriminadas socialmente precisamente porque já atingiram uma posição de
relevo. No fundo a violência é exercida sobretudo no lar, entre quatro paredes, o que não significa que algumas mulheres, embora realizadas e financeiramente autónomas, logo não dependentes economicamente do marido, não possam dessa violência eventualmente vir a sofrer. Aliás, às vezes o simples facto de a mulher ser mais bem sucedida profissionalmente pode causar problemas numa cabeça povoada com teias de aranha...:-)
Também concordo que uma mulher com auto estima e vontade férrea, derruba todos os obstáculos que encontra no seu caminho.
Obrigada, adorei o teu comentário.
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Passando para te desejar uma ótima quarta!!
ResponderEliminarAbraços.Sandra
Obrigada, Sandra. Para ti também!
EliminarAbraço!
OI LAURA!
ResponderEliminarABORDASTE UM TEMA IMPORTANTÍSSIMO E COMPLEXO.
A MULHER AO LONGO DOS ANOS TEM SIDO DIMINUÍDA EM SEUS DIREITOS, CONSIDERADA DE MENOR IMPORTÂNCIA, SENDO QUE, ATUALMENTE AGREGA FUNÇÕES FORA DE CASA E AO REGRESSAR AO LAR, EM MUITOS CASOS, ASSUME AS FUNÇÕES DE MÃE E DONA DE CASA, ENQUANTO O PARCEIRO ESPERA O JANTAR.
FALAS TAMBÉM DAS AGRESSÕES QUE MUITAS SOFREM NOS LARES A QUATRO PAREDES, O QUE AQUI NO BRASIL, SÓ EM ALGUMAS CIDADES, POR ENQUANTO, TENTA-SE, MELHORAR ESTAS SITUAÇÕES, COM AS DELEGACIAS "DA MULHER",ESPECIALIZADAS,PARA DAR A ELAS O AMPARO E A PROTEÇÃO NESTES MOMENTOS O QUE JÁ CONSIDERO UM AVANÇO, EMBORA AINDA LONGE DO IDEAL.
MUITO BOM TEU POST.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Olá Zilani!
EliminarA mulher trabalha dentro e fora de casa e consegue pensar em vários assuntos ao mesmo tempo, enquanto a maior parte dos homens só têm capacidade para pensar numa coisa de cada vez...:-)
Aqui em Portugal também temos já polícias com formação específica para lidar com situações de violência doméstica, e algumas casas Abrigo para mulheres, o que é irónico, já que o agressor muitas vezes fica na casa de família e a mulher e os filhos é que têm de abandonar a casa até que a situação seja resolvida pelo tribunal, ou seja, as vítimas são duplamente penalizadas.... Deveriam era arranjar "Abrigos" para os agressores, juntá-los todos tipo todos ao molhe e fé em Deus, para que partilhassem as suas experiências de maus tratos sobe as companheiras e os filhos...
Como existirá nunca uma situação ideal, é o que se pode arranjar.
Obrigada, Zilani.
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ResponderEliminarFico feliz em ver você em quase todas postagens
no meu blog independente de ser
postagens de grandes escritores ou meus
rabiscos escrito de alma e coração.
Por vezes gosto de escrever aquilo ,
que grita meu coração ou aquilo ,
que minha alma grita e meus olhos choram .
A felicidade é um momento um estado da alma,
por vezes estamos com nossos
pensamentos focados em problemas ,
que acabamos perdendo os momentos ,
que seriam de plena felicidade.
Um abraço carinhoso obrigada pela amizade e carinho.
Beijos carinhos,Evanir.
A alma precisa por vezes desse grito de que fala; é natural, porque quem não se sente não é filho de boa gente,
EliminarUm abraço, e tente aquietar esse seu coração.
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Um texto muito forte e verdadeiro Laura.
ResponderEliminarMais do que através dos séculos a mulher ter sido considerada filha de um deus menor, indigna-me a violência a que tem sido sujeita em todas as suas formas, até aos dias de hoje.
Um beijo
maria jorge
Nem mais, querida Maria!
EliminarFalou quem sabe, e está tudo dito!
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Olá Zé!
ResponderEliminarNão esquecerei. O sol quando nasce é para todos, ao contrário de muitas outras coisas.
Um abraço!
Olá Laura,
ResponderEliminarpassei aqui para te dizer que decidi encerrar o blog (belledujour) e abrir um novo. Será um novo começo, um novo desafio. Este é o novo blog: mmaktubb.blogspot.pt
Um beijinho.
Belle
Obrigada pela informação, Belle, e que esse desafio corra muito bem!
Eliminarxx
Abraços Laura!! Sandra
ResponderEliminarTu és um doce, Sandra. Um abraço!
Eliminarxx
Mas as mulheres são diferentes dos homens, tem menos força, por exemplo.
ResponderEliminarMas gostei de ler o texto.
João Nicolau
Claro que as mulheres são diferentes dos homens, senão não seriam mulheres mas homens, ou hermafroditas.
EliminarEu gostaria é que os direitos fossem iguais não apenas na teoria mas também na prática.
A que força é que te referes? À força de braços ou à força mental?...É verdade que a maior parte dos homens é fisicamente mais forte que a mulher, mas nem todos o são.... Não generalizes tanto.
Gostas de ler o que escrevo para depois lançar umas farpas, não é?...
Passa bem, João, e abre um pouco essa cabecinha pensadora....:-)
Querida amiga Laura !!!
ResponderEliminarSenti-me honrado com mais uma sua presença
Em minha página. Passando para retribuir e deixar
O meu abraço e carinho.
Acho as suas abordagens super-interessantes, as
escolhas dos assuntos. Tantos os homens como as
mulheres são seres humanos, óbvio: portanto não vejo
porque, mesmo em se tratando de tradições, religiões,
haja tratamentos diferenciados. Mas as mulheres no
mundo têm se posicionado cada vez mais. Pouco a
pouco elas estão alcançando seus objetivos de forma
concretas. Chefiando Ministérios, Nações e outros, se saindo
muito bem nesses cargos de relevâncias. Mas, existem
muitos caminhos a serem percorridos e, com o tempo, creio,
essa diferença deixará de existir.
Um fim de semana maravilhoso é o que desejo
Para você. Com muita paz, amor e, felicidade em
Seu coração. Que haja muita luz em seu caminho.
Beijos de luz !!!
POETA CIGANO – 31/10/2013
http://carlosrimolo.blogspot.com
“Poesias do Poeta Cigano”
Obrigada, Carlos, mas a honra é minha.
EliminarTem razão, muitas mulheres estão atingindo os seus objectivos, mas globalmente falta ainda percorrer muito caminho. Até no Brasil, com uma mulher como Chefe de Estado, é pena que tantas mulheres se sintam ainda desvalorizadas pelos homens.
Um grande fim de semana também para si.
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Muy interesante entrada que admiro y aplaudo. Un abrazo grande.
ResponderEliminarMuchas gracias.
EliminarAbrazos para vosotros!
Laura, sem dúvidas, o seu texto é bastante pertinente. Só é preciso tomar cuidado quando julgamos culturas e sociedades de outros países. Acho que apesar de ainda haver preconceitos em relação a mulher, ela própria vem galgando por seus direitos e os vem conquistando cada vez mais. Isso está acontecendo também em países de culturas e religiões que consideramos ortodoxas. Afinal, igualdade não é sinônimo de sermos iguais (porque assim não somos), mas sim de adquirirmos, cada um (país, gênero, raça, etc), seus espaços dentro de uma sociedade de direitos e deveres que todos convivemos.
ResponderEliminarBjos!
Julgar culturas e sociedades de outros países? Eu não julgo, mas tenho opinião, e se há costumes que eu não tenho nada contra eles, existem outros que não deveriam, quanto a mim existir. Eu abomino o facto de uma mulher ter de usar uma burca, por exemplo, porque o rosto tem a ver com a identidade de cada pessoa. Acho que uma mulher quando esconde todo corpo e o rosto, deixa de existir. Tal como abomino a prática (costume arreigado) da mutilação genital feminina.
EliminarDe resto concordo que existe evolução em muitos países, mas no Irão há anos atrás houve até um retrocesso em relação aos direitos das mulheres.
Não se trata de sermos iguais, mas de sermos cidadãos diferentes e com a sua singularidade própria, mas sem distinção de direitos e deveres, do ponto de vista teórico e prático.
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Olá Laura!
ResponderEliminarObrigada pelas lindas palavras que sempre deixa em meu espaço.
bjs amiga
Carmen Lúcia-mamymilu
De nada, Carmen. Você merece.
ResponderEliminarxx