sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Alexandre O'Neill


"Há mar e mar, há ir e voltar" *

 Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões nasceu em Lisboa em 1924 e faleceu na mesma cidade em 1986.
 Co-fundador, com M. Cesariny e Augusto França, entre outros, do Grupo Surrealista de Lisboa em finais dos anos 40, movimento que se insurgiu contra o Neo-Realismo e contra o regime do Estado Novo. Sem militância política antes ou depois do 25 de Abril, a não ser uma breve passagem pelo MUD juvenil, foi vigiado pela PIDE e chegou a estar preso em Caxias em 1953, por ter ido esperar Maria Lamas à chegada do Congresso Mundial da Paz, em Viena.
Rapidamente abandona esse grupo, embora as tendências surrealistas tivessem ficado para sempre, numa obra que vai passando de um certo entusiasmo poético a uma certa decepção, que acaba por reflectir-se numa diversidade de formas e conteúdos carregados ora de ironia e sarcasmo, ora de humor negro, numa conjugação entre vanguardismo feito de surreal e de concreto, e outras influências literárias. Recusando a imagem de um proletariado heróico típico do Neo-Realismo, a sua escrita denuncia a hipocrisia e dor do quotidiano, alternando uma visão absurda com uma visão humorística da realidade, como forma possível de libertação. Temas como o amor, o tempo, a morte, o medo, ou o sonho, são nele tratados sem grandes lirismos ou dramatismos.
 Não conseguindo viver da sua produção artística, que incluía para além de poesia e prosa, discos de poesia, traduções (Brecht, Maiakowski ou Dostoievski), antologias de outros autores, guiões para cinema, televisão e peças de teatro, dedicou-se à Publicidade.
 Obras: "A Ampola Miraculosa"(1948), "Tempo de Fantasmas"(1951), "No Reino da Dinamarca"(1958), "Abandono Vigiado"(1960), "Poemas com Endereço"(1962), "Feira Cabisbaixa"(1965), "De Ombro na Ombreira"(1969), "As Andorinhas não têm Restaurante"(1970), "Entre a Cortina e a Vidraça"(1972), "A Saca de Orelhas"(1979),"Uma Coisa em Forma de Assim","Poesias Completas,1951-1981"(1981), "Poesias Completas 1951-1983"(1983), e "O Princípio de Utopia, O Princípio de Realidade seguidos de Ana Brites, Balada tão ao Gosto Popular Português & Vários Outros Poemas"(1986).
 De salientar duas antologias editadas pela ed. Assírio & Alvim; "Poesias Completas"com inclusão de dispersos(2000) e "Anos 70, Poemas Dispersos"(2005).
  Estátua de A. O'Neill no Parque dos Poetas, Oeiras


HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM

                                             Há palavras que nos beijam
                                             Como se tivessem boca.
                                             Palavras de amor, de esperança,
                                             De imenso amor, de esperança louca.

                                             Palavras nuas que beijas
                                             Quando a noite perde o rosto;
                                             Palavras que se recusam
                                             Aos muros do teu desgosto.

                                             De repente coloridas
                                             Entre palavras sem cor,
                                             Esperadas inesperadas
                                             Como a poesia ou o amor.

                                              (O nome de quem se ama
                                               Letra a letra revelado
                                               No mármore distraído
                                               No papel abandonado)

                                              Palavras que nos transportam
                                              Aonde a noite é mais forte,
                                              Ao silêncio dos amantes
                                              Abraçados contra a morte.

                                                                                     in No Reino da Dinamarca(1958)


O poema que transcrevi em cima é cantado por Cristina Branco. Adriana Calcanhotto também canta a Formiga Bossa Nova, a partir do poema de O'Neill "Velha Fábula em Bossa Nova", mas é muito melhor o poema "Gaivota" feito por A. O'Neill especialmente para a voz de Amália.


 O meu poema preferido é, no entanto Um Adeus Português, poema de 1958, do qual mostro aqui apenas a última estrofe. Um dos poemas demonstrativos da sua repulsa pelo regime, numa combinação de desespero e desilusão amorosa. A. O'Neill e Nora Mitrani conheceram-se e apaixonaram-se durante uma conferência sobre Surrealismo que ela veio fazer a Portugal em 1949. Quando meses mais tarde O'Neill se quis a ela juntar em Paris, não pode fazê-lo porque o seu passaporte tinha sido confiscado pela PIDE. Forçado a ficar em Portugal, nunca mais se viram.
Quando a procurou anos mais tarde, soube que ela se tinha suicidado em 1961.

                                                 Nesta curva tão terna e lancinante
                                                 que vai ser que já é o teu desaparecimento
                                                 digo-te adeus
                                                 e como um adolescente
                                                 tropeço de ternura
                                                 por ti.


*Um dos slogans publicitários de A. O'Neill que se transformou em provérbio.

88 comentários:

  1. Palavras que nos confortam em momentos
    momentos de decisões.
    Palavras de carinhos,para àqueles que necessitam de amor.
    Linda poesia amiga Laura.
    bjs e um ótimo final de semana
    Carmen Lúcia-mamymilu

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    1. Obrigada, Carmen Lúcia.
      Um óptimo fim de semana também para si.
      xx

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  2. Boa tarde Laura.
    Minha Amiga; Trazes sempre “Obras” do qual eu nem lembro….Com já disse, por falta de ‘cultura’. É claro que nem todos podem ser Engenheiros nem Doutores, tem que “haver sempre cavadores de enxada” É como quem diz!! Ehehhehehehhehehee  :P ((beincadeira))

    No entanto, adorei ler tudo isto…claro que me vai enriquecendo de um certo modo…
    O Poema: ’Há palavras que nos beijam’
    É lindo de morrer… GRANDE ESCRITOR…AMEI ESTE POEMA.

    (Palavras)
    Que gosto de trocar contigo
    Tua sabedoria me faz crescer
    Não sei se é só comigo
    Mas entrar aqui é renascer

    Por ser diferente
    Por ser instrutivo
    É apenas para gente
    Que seja tua/teu amigo

    A distância nos separa
    Entre nós existe ligação
    Ás vezes agente “pára”
    Para falar ao coração.

    Adoro esta música da Amália, embora normalmente as pessoas as ouçam cantadas por “outras” é sempre intemporal, de qualquer maneira. Levei-a comigo.
    Pronto Laura, já canso…escrevi tanto para não dizer nadinha…LOL

    Beijocas e um excelente bom fim de semana.



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    1. Olá Cidália!
      Cultura não é apenas falar de escritores, é muito mais do que isso; toda a gente tem a sua "cultura", e os cavadores de enxada são tão importantes como os engenheiros, e por vezes são veículos de muito mais cultura do que muitos engenheiros e doutores. Mas nem vou mais incomodar-me com as tuas "minhoquices"!...:-)
      Tu é uma querida, Cidália! Desfazes-te em atenção para com os outros, e fazes logo aqui um poema intitulado Palavras! Eu também adoro falar contigo e ter-te como amiga, rimo-nos muito não é?....e também falamos de coisas sérias.
      Disseste no poema algo que deve ser verdade: " Por ser diferente // Por ser instrutivo // É apenas para gente // Que seja tua a/teu amigo"
      Realmente acho que muita gente não se interessa minimamente por saber quem foi O'Neill, ou o que escreveu, que acha tudo isto uma "seca". Mas como eu prefiro fazer o que gosto, e não o que os outros esperariam ou gostariam que eu fizesse, quem gosta lê, quem não gosta pode ir ler sobre unhas de gel e os últimos gritos da moda.
      Eu gosto da Amália desde os meus tempos de criança. Tinha uma voz fina e aveludada. Uma mulher simples, com uma voz linda.
      E tu nunca cansas, não digas tolices!
      Obrigada pelo teu poema. Adorei!
      Bom fim de semana, ao que parece ainda mais frio!...Detesto frio!
      xx

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  3. Além de elucidativa, tua escrita é permeada de bom gosto, Laura.

    Gostei muito dessa postagem. Confesso que minha ignorância ganhou um ponto de luz conhecendo o Alexandre O'neill.

    Meu abraço!

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    1. Obrigada, Moacir!
      Fico contente que tenha gostado, porque você escreve muito bem!
      Embora surrealista, a escrita de O'Neill é multifacetada, por isso optei pelos poemas com algumas pinceladas de lirismo, digamos assim...:-)
      Abraço, Moacir!

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  4. O'Neill e Nora Mitrani conheceram-se e apaixonaram-se durante uma conferência sobre Surrealismo que ela veio fazer a Portugal em 1949. Quando meses mais tarde O'Neill se quis a ela juntar em Paris, não pode fazê-lo porque o seu passaporte tinha sido confiscado pela PIDE. Forçado a ficar em Portugal, nunca mais se viram.
    Quando a procurou anos mais tarde, soube que ela se tinha suicidado em 1961


    Mais um tema fascinante que nos trazes e que prende quem gosta de ler factos passados mas tão importantes como este.
    Sublinho esta parte que acho que de certa forma tem a ver com o fado por si escrito, cantado por Amália Rodrigues e tantos outros bons fadistas. Até eu a canto...mas tão mal, tão mal, que se a Pide me ouvisse ( noutros tempos...) me enjaulava de imediato, loool

    Será que a apaixonada se suicidou por amor? Por pensar que tinha sido desprezada em função do seu amado, não ter ido ter com ela, não sabendo (ela) o real motivo?)

    Se calhar perguntas que nunca serão respondidas com a verdade absoluta

    Fica bem...Bom fim de semana
    XX

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    1. Cantas o fado, Ricardo?!
      Fazes bem, o mais importante não é saber cantar, mas cantar; porque cantar ajuda a espantar os males, segundo diz conhecido provérbio....:-)
      Se a Pide te tivesse enjaulado, ficavas "passarinho na gaiola", o que teria sido uma pena! Lol
      Sobre o que li acerca da morte de N. Mitrani, existem informações contraditórias. Li que ela se tinha suicidado, li que ela tinha morrido de câncro, e fiquei a pensar que às tantas se
      tivesse suicidado por ter uma doença terminal... mas não tenho a certeza; aliás existe até um poema réquiem de Alexandre O'Neill ( de 6 poemas escritos em memória de N. Mitran) no qual ele próprio se interroga se teria sido suicídio:

      "Para ti o tempo já não urge,
      Amiga.
      Agora és morta.
      ( Suicida?)
      (........)
      O réquiem continua e o final é muito bonito.

      Só posso por-me a adivinhar, mas não acho que o suicídio, se realmente aconteceu, tivesse tido a ver com a paixão entre eles...no entanto nestes casos ninguém pode saber o que se passa no mais íntimo de cada um.

      Bom fim de semana, Ricardo!
      xx

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    2. Sim..canto o fado, quando estou a dormir, lool

      Fica feliz...

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    3. Sonhas que és fadista , então...:-)

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    4. O Ricardo canta muito bem, Imagino quando dorme... deve parecer uma sinfonia ((rr))...hehehhehehhh Ele tem voz de Rouxinol... ahhahahhahhaha

      Vai matar-me! Mas é capaz de ser um bom....Fadista.

      Beijinho

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    5. Mas tu já o ouviste cantar?!...Se calhar ouviste-o entoar as "papoilas saltitantes"....:-)
      Há fadistas e fadistas!... mas não o imagino fadista, não sei porquê...
      xx

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    6. Ele não é fadista.. passa é um "fado" para aturar toda a gente. looooooool Miga estou a brincar... mas um dia quando voltar a estar/ estarmos com ele, vou exigir que cante, ahahhahahhah... Tipo " Ser Benfiquista...larí lá lá... imagina!! loool
      Beijocas

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    7. Cada um tem o seu fado...como se costuma dizer.
      xx

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  5. Laura: sempre viajo delirantemente através da Arte e seus caminhos e descaminhos por aqui...adorei florzinha querida.bjinss mil!!

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    1. O que interessa mesmo é viajar, não é, Lia?...Por caminhos ou veredas, tomando atalhos...:-)
      xx

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  6. Laura: conheça o espaço dessa talentosa escritora assim que puder..Marilena Sneghet..http://www.nenasoneghet.blogspot.com.br/
    Obrigada desde já querida.bjo

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    1. Obrigada pela sugestão. Visitarei quando tiver um pouco mais de tempo, que por aqui anda muito contado...
      xx

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    2. Verdade florzinha querida.abraços meus

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  7. Oi Laura :)
    Que postagem fabulosa!
    Adorei : 'Há palavras que nos beijam.'
    Isso é uma grande verdade,principalmente quando são ditas em momento oportuno...palavras tem poder!
    Gostei de ler sobre o poeta português Alexandre O’Neill,o qual desconhecia.
    Bjs!

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    1. Pois é, até para falar é conveniente fazê-lo na altura certa, senão é melhor ficar calado, porque~as palavras têm esse poder...
      Mais um nome que te ficará na lembrança!...:-)
      Obrigada, Clau!
      xx

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  8. "Quando a procurou anos mais tarde, soube que ela se tinha suicidado em 1961." Tão triste. Deviam fazer um filme sobre isto.
    Grande Amália!

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    1. Lê a minha resposta ao Ricardo; não creio pelas informações que existem que ela se tenha suicidado por amor, mas que a vida de A. O'Neill dava um bom filme, lá isso dava. Mas em Portugal não há dinheiro para fazer filmes.
      Sim, grande Amália!
      xx

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  9. Olá Laura, quem me dera poder estar todos os dias por aqui, lendo esses posts que me enlevam em conhecimento, mas minha querida a minha vida anda numa correria sem tamanho, o tempo anda um tanto quanto escasso pra mim nos últimos tempos...Que delicia foi ler essa sua escrita, que me prendeu em cada palavra, e conhecer mais um Grande poeta...Como sempre saio daqui um pouquinho mais enriquecida no aprendizado. "Há palavras que nos beijam", é maravilhoso. Obrigada por suas amorosas e delicadas visitas, elas enchem minha alma de alegria. E sou sempre muito grata a você pelas partilhas que você faz nesse seu recanto literário. Parabéns minha amiga!
    Beijos com todo meu carinho e tenha um doce e abençoado final de semana.
    Marilene

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    1. Marilene, por favor, esteja à vontade, eu li no seu blog que está de momento muito ocupada, e é natural que nem sempre tenhamos tempo. Acontece um pouco com toda a gente, e daí não vem mal à blogosfera., mero passatempo, porque a vida está lá fora.
      Delícia são sempre as suas palavras tão generosas, e eu é que agradeço dedicar-me um pouco do seu precioso tempo.
      Tenha um grande fim de semana, e tente descansar um pouco dessa correria toda.
      xx

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  10. Se "O Amor ainda é o Amor"... onde andarão "Os Amantes de Novembro"? Será que já colocaram a "Pedra Final" sobre o assunto?
    :)

    Ótimas escolhas, aliás, outra coisa não seria de esperar.
    Cordiais saudações e Bom Fim de Semana!

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    1. Rui, "O amor é o amor - e depois?!", e claro que o amor será sempre o amor, e estive tentada a postar "Os Amantes de Novembro", mas embora estejamos em Novembro, gosto mais destes poemas.
      Quanto à "Pedra Final", são enredos que neste momento se estão a tratar lá para os lados de Belém e São Bento.
      O Rui conhece sempre bem os autores!...:-)
      Obrigada, Rui, e bom fim de semana também para si!

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  11. LAURA,

    que show de postagem!!!

    E eu pergunto: O que faltou ?

    Para quem conhece a técnica de publicação em blog, eu diria que rigorosamente, nada.

    Mas permite uma inclusão, desnecessária, mas muito pessoal?

    As palavras que mais nos beijam e nos tiram do rumo, continua sendo:

    Eu te amo.

    Com palavras roucas, úmidas e quentes, ditas dentro dos nossos ouvidos!

    Um abração carioca.



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    1. Ah Paulo, se há coisa que eu não entendo é essa técnica de blog!! Faço à minha maneira e pronto!...:-)
      Gostei da sua inclusão muito pessoal, "sobre as palavras que nos beijam e nos tiram do rumo", e da importância de uma subtil rouquidão, humidade e calor!....;-)
      Abraço, Paulo!

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  12. Olá Laura!
    É sempre muito bom visitar certos blogs. O teu é um deles.( deves tratar-me por tu, eu prefiro, apesar a minha idade não conta, está bem?) De Alexandre O'Neill tenho apenas No Reino da Dinamarca e fui lendo um ou outro poema disperso.
    Para ser franca não é o meu poeta preferido, no entanto reconheço-lhe arte e engenho. Quanto à "nossa" Amália tudo o que ela cantasse tomava outra dimensão. Aquela VOZ era e é única, inconfundível.
    Um abraço.
    M. Emília

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    1. Olá Emília!
      Obrigada pelas tuas palavras. Para mim também é muito bom receber pessoas tão simpáticas e atenciosas para comigo.
      Claro que a idade não conta; somos todos velhos e jovens conforme as circunstâncias e a ocasião, a idade é apenas um pormenor .
      A. O'Neill também não é , nem de longe, o meu poeta preferido, embora goste dele e lhe reconheça qualidade. Prefiro os poemas mais líricos, mas a sua poesia verdadeiramente surrealista é muito original e com um certo sentido de humor.
      É verdade, Amália tinha uma voz única.
      Um abraço, Emília!
      xx

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  13. Olá amiga Laura, gostei muito do poema.
    Em certa ocasião, eu li a primeira frase deste poema...

    '' Há palavras que nos beijam
    Como se tivessem boca. ''

    Mas não conhecia ele na integra...
    Gostei muito de ler aqui.

    Beijos em seu coração !

    Fernanda Oliveira

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    1. Olá amiga Fernanda!
      Existirá sempre uma frase que conhecemos, mas que não sabemos a que autor pertence...:-)
      Obrigada, Fernanda!.
      xx

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  14. Bom dia Laura.. sempre escolhendo belas poesias para postar.. e nada como rimas para me encantar.. o poder das palavras só sabe aquele que as cria.. e que sejam para o bem.. pq as contrarias a isso destroem nosso ser e os que a recebem.. bjs e um lindo dia

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    1. Olá Samuel!
      Você é um poeta maior, não só pela poesia de pureza que escreve, mas pela que não escreve, pela sua atitude. Ser poeta , é antes de mais uma atitude perante o mundo e as outras pessoas. A sua atitude é a do bem. Adoro a tua "boa onda".
      Obrigada e um lindo dia para ti , também.
      xx

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  15. Lindo Laura esse poema, desse Senhor, Alexandre O'Neill. Aqui no Brasil, tem um dito popular: "As palavras tem poder" intuitivamente alguém falou. É que chato Laura, desfecho chato, foi impossibilitado de até das coisas mas básicas, das emoções mais elementares, viver um grande amor: "que vai ser que já é o teu desaparecimento
    digo-te adeus
    e como um adolescente
    tropeço de ternura
    por ti.

    Isso não é justo, revoltante. Só um grande herói pra abrir mão até da própria vida por um ideal.

    http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

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    1. Pois é, Fábio, "as palavras têm poder", e ao mesmo tempo por vezes, não valem nada, ou porque são lançadas com forma mas sem conteúdo, ou porque com o intuito do engano. A palavra é "uma faca de dois gumes".
      Eu tenho a sensação de que O'Neill perdeu talvez um grande
      amor, ah mas teve outros, e o que neste caso de paixão por
      Nora me impressionou mais foi o facto de ele ter o passaporte
      confiscado por interferência de um familiar junto da Polícia
      Política que aí tinha conhecimentos, apenas porque O'Neill tinha entrado em desavenças com a família próxima. Uma questão de golpe baixo de um familiar com influência nos meandros da PIDE.
      Talvez essa parte esteja mal explicada no meu post, eu até não costumo falar muito da vida amorosa dos autores; falei neste caso porque ele escreveu variados poemas a ela dedicados, e pelos vistos, declaradamente, a mais nenhuma das mulheres que fizeram parte da sua vida.
      Ele não desistiu por nenhum ideal, ele não pode mesmo foi sair do país, senão, "ala que se faz tarde"...;-)
      Obrigada, querido Fábio!
      xx

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  16. E não é que eu ia esquecendo o vídeo, como é que pode! rs...

    http://www.youtube.com/watch?v=5l17k79MyLY

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    1. Aaahh Fábio! Mas você não precisa estar sempre com esse trabalho de estar a escolher um vídeo para me oferecer!...
      Mas, claro que eu gosto, e aprecio muito a sua atenção.
      Eu conhecia esta canção, muito bem, quase um hino de resistência, com palavras com esse tal poder de que falavas antes, mas não fazia ideia do autor e cantor! Já aprendi alguma coisa...:-)
      É mesmo; "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", era tão bom se as flores pudessem sempre vencer os canhões, mas a maioria das vezes as flores não conseguem levar a melhor sobre as armas.
      E todo o homem com uma arma na mão, violentado ou não, é de certa forma um homem perdido na sua humanidade.
      Obrigada, Fábio, sempre trazendo lindos presentes-surpresa!
      xx

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  17. Com certeza o Sr. Alexandre teve e tem uma contribuição muito importante no cenário literário e das artes também. Pessoas assim, que devemos admirar pela sua contribuição.
    Abraços.Sandra

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  18. Boa tarde querida amiga Laura, como vai ? Estive sumido por uns tempos devido alguns problemas em família, mas aqui estou eu, no seu cantinho poético, onde nos apresenta o melhor das escritas. As vezes, sinto-me até tímido em comentar algo, pois percebo o oceano cultural que és. Enfim, só tenho a agradecer por mais essa contribuição poética. A palavra ganhou vida após ler esse poema do Sr. Alexandre, é belíssimo.

    "De repente coloridas
    Entre palavras sem cor,
    Esperadas inesperadas
    Como a poesia ou o amor."

    Não tenho muito o que dizer, apenas deixo entrar em meu coração cada silaba, como uma transfusão de sangue para meu imaginário poético.

    Beijão do amigo,
    Dan.
    http://gagopoetico.blogspot.com.br/


    PS: Vi na página da amiga Cidalia, o seu arroz de pato (é isso mesmo). O legal é que hoje eu fiz aqui em casa, um risoto de camarão com vinho tinto seco e manteiga. Ficou uma delicia amiga, rs.

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    1. Olá Dan!
      Já tinha reparado que nunca mais tinha postado.... Espero que esses problemas, quaisquer que eles tenham sido, estejam já resolvidos para bem de todos.
      Tímido?!...Uma pessoa que escreve como você escreve?..."como uma transfusão de sangue para meu imaginário poético" !! Está vendo?...Excelente!

      Aaahh! Eu estava um pouco aborrecida hoje de manhã e decidi ir conversar um pouco com a Cidália, e acabei a falar com o Ricardo!...:-)
      Engraçado, estivemos ambos a cozinhar com vinho tinto, então!
      Risoto de camarão com vinho tinto, algo que nunca fiz, mas que soa muito bem. Pode crer que irei experimentar!
      Obrigada amigo Dan, fiquei muito contente por vê-lo de volta.
      xx

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  19. Tudo bem.
    Obrigada, Zé e se vem com Deus vou já recolher-me com ele e colocar-lhe duas ou três questões indesejáveis.
    Abraço.

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  20. Oi Laura, boa noite!

    Uma postagem bela. As suas escolhas sempre maravilhosas.
    Conheci esse poema faz pouco tempo, através da Luz, ela deixou escrita num de seus comentários em uma de minhas postagens, achei maravilhoso, hoje completei minha curiosidade conhecendo mais um pouco do grande Alexandre O'Neill...Merecedor dessa estatua. Muito bonita!
    Hoje estava pensando sobre essas palavras que nos beijam, há dias que precisamos dessas demonstrações de carinho, e de repente elas chegam e nos enche de esperança. Muito bonita a musica na voz da Amália. Triste o que aconteceu, O'Neill e Nora Mitrani nem puderam viver essa paixão.

    Adorei Laura sua postagem!

    Como gostaria de poder estar aqui te lendo diariamente, mas ando numa correria esse fim de ano, tentando conciliar diversas coisas ao mesmo tempo. Mais logo, logo estarei mais presente.

    Beijos e ótima semana minha querida!

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    1. Olá Smareis!
      As escolhas até são muito fáceis fazer porque felizmente, existe muito por onde escolher...:-)
      A. O'Neill tem uma série de poemas em memória de Nora , que revelam que a paixão entre eles foi muito forte.
      Parece que andamos todos a correr neste momento, mas por favor não abdiques do teu tempo para comentar. Voltarás quando tiveres tempo.
      Fiquei contente que tivesses gostado da música.
      Obrigada, e uma óptima semana também para ti.
      xx

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  21. Laura, muitas vezes, mesmo nada sabendo sobre o poeta, tens a competência de nos dar a conhecer a biografia de uma pessoa que tanto fez quando de sua passagem por este mundo. Que triste saber que o amor de sua vida partiu sem que tivessem a oportunidade de um reencontro. Suicídio ou morte natural, imagino a dor que deve ter causado no seu coração quando soube do acontecido, como os versos que saíram da sua alma e que também nos faz tropeçar de emoção ao ler
    "e como um adolescente
    tropeço de ternura
    por ti."
    O vídeo da Amália Rodrigues, simplesmente divino!
    Tudo aqui, amiga, nos cativa e nos prende, facilidade que tens de encantar os corações.
    Ficam sorrisos, fica um punhado de estrelas, e fica meu carinho no desejo de uma iluminada e alegre semana (com um tiquinho a menos de frio).
    Helena

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    1. Helena, costuma dizer-se que Portugal é um país de poetas, e realmente é. Temos tantos escritores, poetas ou não, mas também, de tanta qualidade, e tantos deles um pouco desconhecidos do grande público, que se ao menos uma ou duas pessoas ficarem com curiosidade e desejo de conhecê-los já é tarefa cumprida tentar dá-los a conhecer...:-)
      Nota-se em O'Neill uma mágoa por não ter voltado a ver Nora; aquela amargura de sentir que ficou tanto por dizer, e a dureza da impossibilidade de uma despedida.
      Ah, eu nunca me canso de ouvir Amália!
      Obrigada, querida, pelos teus sorrisos, e sobretudo pelos teus votos de uma semana menos fria!!...;-)
      xx

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  22. Gosto muito das obras de Alexandre O'Neill que são profundas e ganharam uma celebridade incontestável.

    Também concordo com a Helena que aqui encontramos excelentes biografias. Apesar de muito ler é impossível dar conta de tudo que existe no caminho da LITERATURA e são estas partilhas que nos enriquece.
    Grande abraço e excelente semana, Laura.

    Amei o seu relato deixado na última postagem do INFINITO...

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    1. Já reparei com muito agrado que conheces bastante acerca de literatura portuguesa, mas é verdade, por mais que conheçamos nunca se conhece tudo.
      Gostaste do relato muito breve sobre o nascimento da minha alegria?!...:-)
      Grande semana, Malu!
      Abraço.
      xx

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  23. Obrigada pelo seu amável convite, mas eu não sigo blogs a pedido.
    Visitarei com calma o seu blog, e se for interessante, seguirei, mas até lhe peço que não me siga, de volta, como contrapartida. Sinceramente não gosto desse tipo de proposta, e nunca meço o interesse de um blog pela quantidade de seguidores. Não "comercializo" seguidores. Aqui só deve estar quem estiver por gosto.
    Tenha também uma grande semana.
    xx

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  24. Respostas
    1. Ah, Chana adoro os seus comentários minimalistas!...;-)
      xx

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  25. Olá Laura,

    Comovente a história do frustrado amor de A. O'Neill e Nora .
    Em 'Um Adeus Português' adorei a expressão poética "tropeço de ternura por ti". Linda!
    Fui lá ouvir o poema 'Há palavras que nos beijam' na voz da cantora Cristina Branco. O poema é muito lindo.
    Gostei também de ouvir o poema "Gaivota" ,na voz de Amália.

    Uma bela e enriquecedora postagem , Laura, preparada com o seu peculiar capricho.
    Parabéns!

    Ótima semana.

    Beijo.

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    1. As histórias de amor impossíveis têm sempre o seu quê de beleza trágica, não é?...
      Fico muito contente que tenha gostado dos poemas e da música.
      Obrigada Vera Lúcia, pela sua atenção e simpatia.
      Uma óptima semana, também.
      xx

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  26. Que fascinante lição sobre este grande escritor.

    Adorei o poema.

    Beijinhos

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  27. Uma maravilha de poeta Alexandre Oneill um grande escritor fabulosa a estátua, Laura passando pra desejar uma ótima semana beijos.
    Blog:Lucimar Estrela da Manhã
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    1. Obrigada, Lucimar. Sim, uma maravilha de poeta.
      Óptima semana para ti, também.
      xx

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  28. Olá, Laura!

    Como tem passado? Já há alguns dias que não a visitava, mas o tempo, o meu, não é muito.

    Em relação a este poeta, reconheço-lhe talento e uma certa "pancada", também, mas há poemas dele, de que gosto muito.

    Um dos filhos, penso que o mais novo, aliás muito parecido, pelo menos fisicamente com o pai, foi meu aluno, em História, no Ensino Particular Noturno. Estava a tentar fazer o 7º, 8º e 9º anos, tudo de uma assentada, em Unidades Capitalizáveis, nos anos 90. Aparecia e desaparecia, enfim, tinha dias. Era e será ainda canhoto, escrevia, em termos de caligrafia, pessimamente.

    Digamos, que o meio familiar onde foi criado, e afirmo isto, a partir de algumas conversas que tivemos, não foi o mais propício, segundo a opinião dele.
    Era deveras muito instável, mas havia dias, noites, neste caso, em que íamos comer qualquer coisa, ou íamos até um pub, e era muito agradável estar a conversar com ele. Era tão meigo, quanto "ríspido.

    Transcreveu de O´Neill o poema que mais gosto, porque as palavras têm mel e fel, sem dúvida.

    Parabéns pela pesquisa biográfica e bibliográfica que fez, mas sei que tem, um especial prazer, quando o tema é Literatura.

    Boa semana.

    Beijos da Luz.

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    1. Olá Luz!
      As pessoas criativas têm quase todas uma certa "pancada"....:-)
      Obrigada pela sua contribuição; imagino que esse seria Afonso, o filho que ele teve com Teresa Gouveia.....?
      Boa semana.
      xx

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  29. Querida Laura,

    Só agora,encontrei um tempinho para ficar neste teu espaço

    tão especial para mim,onde os meus olhos encontram sempre

    um encantamento diante da qualidade literária e poética que

    tu,com a tua sensibilidade e generosidade partilhas...

    Gostei muito deste maravilhoso poeta, e apreciei

    imensamente esta estrofe do poema:"Um adeus português."

    Sempre precioso ler-te, as tuas postagens nos acrescentam e

    ficam em nós...

    Beijo no teu lindo coração!

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    1. Obrigada, querida! Anda toda a gente ocupadíssima ultimamente, e eu também!...:-)
      Boa semana, Suzete.
      xx

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  30. Olá, Laura!

    Como está? Atarefada/ocupada, li, agora.
    Eu, por hoje (não lhe vou dizer, se Deus quiser), já encerrei os "trabalhos".

    Pois penso que seria talvez Afonso, o nome dele, mas não tenho a certeza. Sei, lembro-me que não era um nome vulgar, aliás, o nome todo, tinha um ou dois apelidos, pouco comuns, tal como o pai, que teve tantos amores, assim me contava o filho.
    Na década de 90, os nomes mais comuns eram: Fábio, André, Ricardo, etc.

    Em relação ao comentário que deixou no meu blogue, preferi responder aqui, no seu, pois não sei se tem ou não o "hábito" de se deslocar uma segunda vez, após ter dado a sua opinião.

    Tenho, sim "senhora" Laura, tenho. Não é fetiche, porque ainda não cheguei a esse patamar, nem sei mesmo se chegarei (gostava de não chegar, porque cada um é pior que outro), mas adoro vermelho, em vestidos, e em sapatos, porque são apelativos, charmosos e convidativos (nada de associações ao sangue). Quanto a cadeirões, acho indispensável uma peça dessas, porque são garbosos, elevados e rijos. Passo a explicar: tenho cá em casa, como quase toda a gente, um jogo de maples, mas raramente me sento neles, porque me afundo nos assentos, e a qualidade dos mesmos, parece-me boa, mas não há nada como estar, em elevação, quer dizer no alto e em sítios rijos. Sentamos o rabiosque, colocamos as costas, como "il faut", e estamos anatomicamente bem posicionados/as.

    Gosto, também, muito de chão, mas não com areia, isso lembra-me logo, praia mais o senhor mar, falo de chão mesmo, rijo, duro e limpo.
    Rebolo-me, não me desengonço, e fico limpa.

    VINTE VALORES PARA A SUA EXCELENTE MEMÓRIA!

    Obviamente, que naquelas matérias, tenho pena de tudo, menos do homem, porque ele já desama, desrespeita e serve-se, indignamente, tantasssssssssss vezes da "caça", que comigo, é sempre a abrir, e palavras para que vos quero!

    O nome, o nome dele, do que pensa que vai caçar, mas que também vai ser caçado, não interessa mesmo nada, como diz a outra, até porque pode ser fictício, mas eu compreendo a sua ideia: precisamos de apelidar, necessitamos de uma bengala de linguagem, mesmo que ela seja falsa.

    Excelente dia, mesmo gelado.

    Obrigada pela sua visita e pelo nosso "tête-à-tête"

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  31. Olá Emília!
    Pois é, ao que consta, A. O'Neill teria sido um homem de muitos amores.
    Geralmente regresso para ver se há resposta, a não ser que não tenha tempo. Fico sempre surpreendida com a fluidez e forte sensualidade da sua escrita, e tenho reparado desde sempre, nessa paixão pelo vermelho, uma cor muito apelativa sem dúvida.
    Adorei a sua exímia explicação sobre as qualidades ergonómicas dos cadeirões; realmente tem toda a razão, embora eu nunca os tivesse olhado dessa forma.
    Em relação à areia, compreendo que tudo o que tenha a ver com o mar, do qual não gosta, possa ser desagradável, e a areia pode ser realmente incómoda. Chão "rijo, duro e limpo"...nem mais!
    Assim é que é , Emília, uma senhora de mente desempoeirada, com palavras que escorrem em torrente límpida numa exaltação dos sentidos.
    Concordo que o nome, naquele contexto seria apenas um pormenor sem importância. É mesmo a minha mania de nomear tudo, e nomear as coisas não acrescenta nada ao sentido que têm.
    Obrigada pelas suas explicações. Interessante este "tête-à-tête", neste dia, quanto a mim, horrorosamente gelado.
    xx

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    1. Olá, Laura!

      Após ler a sua resposta, tenho de lhe dizer uma "coisinha": o que eu queria mesmo dizer era: ergonomicamente (o advérbio de modo formado a partir do adjetivo, mas creio não existir na nossa Língua) e não anatomicamente.

      Engraçado, que não tem graça nenhuma, é que na altura que eu escrevi, ergonomicamente, deu-me erro, como me está a dar, agora, ficando eu sem saber se este advérbio existe ou não, em Português, de Portugal, visto que depois do AO, tanta coisa mudou, e em 90% dos casos para melhor, na minha opinião, que pode ser o caso. Então, procedi à sua substituição por um, bem mas fraquinho e indireto, na equivalência.

      Happy days!

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    2. Eu acho que "ergonomicamente" existe mesmo, porque se não existe, estou farta de ouvi-lo, no entanto o seu "anatomicamente bem posicionados" está obviamente super correcto, e não acho nada fraquinho, porque ergonómico é todo o objecto que nos deixa confortavelmente bem posicionados...:-)
      E como vê, eu não respeito o AO, continuo a escrever como escrevia, porque não acho que fazer ligeiras modificações na grafia de palavras e certas expressões seja muito importante, mas na Língua, tal como noutros assuntos, cada um tem a
      sua própria opinião, embora os professores o tenham de
      seguir, porque regras são regras.
      xx

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  32. laura: te convido a conhecer essa página maravilhosa da escritora Narilena Soneghet.
    abraços queridahttp://www.nenasoneghet.blogspot.com.br/#!http://nenasoneghet.blogspot.com/2013/12/oficina-da-palavra-cronica.html

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    1. Obrigada pelo convite, Lia. Já lá fui e tornei-me seguidora, porque é um blog com qualidade.
      xx

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  33. Passando para saber como está e te desejar uma ótima quinta!!
    Abraços.Sandra

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  34. OI LAURA!
    DE NOME EU JÁ CONHECIA O'NEILL, MAS AQUI PASSEI A CONHECER SUA HISTÓRIA DE VIDA E ESTE AMOR QUE SE FRUSTROU. PENA ELES NÃO TEREM CONSEGUIDO VIVÊ-LO.
    MUITO BOM TEU POST.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  35. É muito bom conhecer mais sobre os poetas e suas poesias. Amei "Há palavras que nos beijam" , pois demonstra a força do amor em todas as épocas e em todos os estilos! abração

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    1. Em todas as épocas e em todos os estilos, nunca nenhum poeta se esqueceu do amor.
      Abraço, Ives.

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  36. Não conheço a obra dele, mas despertaste-me a curiosidade.

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  37. Adoro poetas portugueses ,O' Neill, Florbela, Pessoa. Este poema é absolutamente fantástico. Vou passar a visitar mais fezes, porque boa poesia nunca é demais. Beijinho

    http://acontarvindodoceu.blogspot.pt

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    1. M D Roque, nem sabe como me fez rir agora com essa de passar a visitar mais "fezes"!!!...e logo a contar vindo do céu!...:-)
      xx

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  38. Estimada Laura, me ha encantado esta brillante entrada; y como se dice aquí en España: "no te acostarás sin aprender una cosa más", así, que hoy me voy a la cama, conociendo a un nuevo poeta.
    Es un placer leerte.
    Un beso, amiga.

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    1. Olá Manuel!
      Muito curioso e acertado esse ditado espanhol de que "não nos devemos deitar sem ter aprendido mais alguma coisa". E depende sempre de nós fazê-lo.
      Obrigada, Manuel, é também prazer receber-te aqui.
      xx

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  39. Um dos meus poetas preferidos com um dos meus poemas predilectos. "Há palavras que nos beijam como se fossem bocas". Tão sentido, tão real, tão verdadeiro!

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