"Por aqui não se passa sem que se sofra o calor do fogo" Dante Alighieri
Da letargia nas entranhas da terra
o deus do fogo despertou zangado.
Liberto em fúria, rugindo rabugento
de cinza, fumo, vapor. Turva o olhar
torna abafada a respiração do vento.
Ameaçando a vida rasgando colinas
em explosão de lava, torrente ardente
enquanto cavalos sacodem as crinas.
Da boca da montanha surge sombra
que empresta cor de noite à aragem,
toma como refém o esplendor do sol
lançando poeira na pele da paisagem.
Do ventre da serra eleva até ao cume
sangue bombeado que a terra pariu,
desenha rubra estrada feita de lume,
e desce a indefesa encosta como rio.
A manhã vagarosamente escureceu
e o brilho dos meus olhos se perdeu.
Um flamingo jaz petrificado no sapal,
futuro terreno fértil, lava arrefecida.
O meu olhar que ardeu sente o sinal,
é breve a combustão da minha vida.
Beltane* Fire Dance de Loreena McKennitt. Do álbum "Parallel Dreams", 1989
* Beltane é um festival celta que marca o fim do Inverno através de rituais simbólicos que simbolizam a união entre o masculino e o feminino, a fertilidade da terra e os fogos do deus celta Belenus.

Olá Laura!!
ResponderEliminarO vulcão se assemelha a fúria da natureza para sair destruindo tudo o que encontra na frente..sempre tive medo!!
Abraços,
Sandra
Olá Sandra!
EliminarA Natureza tem fúrias dentro de si, tal como nós temos por vezes fúrias dentro de nós; umas pessoas mais que outras, mas há raros momentos em que precisamos "explodir", caso contrário "rebentamos. A questão está na forma como soltamos esse fogo...:-)
Fenómenos naturais, dignos de respeito, não de medo. Digo eu, que moro perto do mar numa zona sísmica mas não vivo com medo de um tsunami. Não adianta ter medo.
xx
O Inferno de Dante é assombroso, daí a palavra dantesco. O beleza do horrível e o misto de medo e atracção. Adorei a tua dança do fogo ao som de flamejante e genial música pagã. O religioso e o profano. Lindo, Laurinha.
ResponderEliminarBeijos. Muitos. D
Não é por acaso que Dante ficou na história da Literatura...:-)
EliminarMuitos fenómenos naturais podem ter esse lado trágico que suscita medo e atracção, e até beleza.
Sim, o religioso e o profano...e os grandes rituais profanos estão carregadinhos, como sabes, de profunda religiosidade.
Obrigada D.
xx
Interessante o post, amiga Laura !
ResponderEliminarSaudades amiga !
Beijos no coração !
Olá Nanda!!
EliminarHá muito tempo que não te faço uma visita, desculpa. Por vezes o tempo não chega...
xx
Um Poema interessante e um vídeo espetacular !
ResponderEliminarMuito obrigada, Hélia.
Eliminarxx
Na "Divina Comédia" depois do Inferno ainda vem o Purgatório... e eu "não gostei nada" deste seu último verso. Não podemos saltar já para o Paraíso?
ResponderEliminar:)
Bom fim de semana!
Rui, andamos tantas vezes a saltitar entre o Inferno, o Purgatório e o Paraíso...Bom, eu ando, os outros não faço ideia...:-)
EliminarO último verso no fundo é uma força de expressão para uma naturalíssima constatação; a de que todas as vidas são breves, tudo está em constante mutação, e tudo passa muito depressa. Por isso é urgente buscar esse paraíso em terra, e para isso convém que não nos fixemos na base de um vulcão, que num qualquer momento nos possa turvar o olhar com tanta poeira, e a seguir nos possa eventualmente cuspir fogo, reduzindo-nos à mera dimensão de simples mortais sem grande prazo de validade. Nada de dramático. Ah, a vida é uma imensa alegoria...
Está prometido, um dia tentarei fazer um poema sobre um qualquer paraíso...eu disse : tentarei...;-))
Bom fim de semana, Rui.
Vou ficar (ainda mais) atento.
Eliminar:)
Bom fim de semana!
P.S. (Paraíso Fiscal... não vale)
Aaah, pois é Rui, Paraíso Fiscal teria de ser escrito por alguém com mais pedigree do que eu...:-)
EliminarBom fim de semana.
Brilhante alusão ao vulcão, de lavas internas entrando em erupção! abraços
ResponderEliminarTodos nós somos de vez em quando acometidos por fogos abrasadores, não é, Ives?...Ou já fomos.
EliminarObrigada. Abraço!
Laura aqui no Brasil Graças a Deus que não tem vulcão, mais quando eu vejo um pelas imagens seja na internet ou pela televisão eu sinto um medo aquelas larvas quentes saindo de dentro dele me apavora, nunca moraria perto de um. Laura passando pra desejar um ótimo final de semana beijos.
ResponderEliminarNão há que ter medo, Lucimar. Basta que não existam populações por perto, e embora as erupções possam ocasionar grandes transtornos, até do ponto de vista internacional, já que podem poluir a atmosfera interferindo com o tráfego terrestre e aéreo, no geral serão apenas a manifestação caprichosa de uma Natureza sedutora....:-)
EliminarÓptimo fim de semana também para ti.
xx
Laura, mais uma vez, PARABÉNS, um quadro perfeito!
ResponderEliminarQuanto à música gosto bastante, e já tive essa voz divinal na play do meu blog.
Loreena McKennitt
JINHOS
Obrigada, Diogo.
EliminarAinda bem que gostaste da música. Estive tentada a ilustrar o poema com a Dança Ritual do Fogo (do Amor Bruxo) do Manuel de Falla, mas como era muito mais longo e pouca gente vê os vídeos, embora repetindo a artista, fiquei-me pela Loreena...:-)
xx
Oi Laura,às vezes temos muito medo,principalmente quando vemos os vulcões em erupções.
ResponderEliminarAqui no Brasil não há vulcões,mas vemos através de reportagens televisivas o quanto ele é potente e destruidor.
Muito lindo o vídeo.
bjs amiga,obrigada pela visita e um ótimo final de semana.
Carmen Lúcia.
Carmen Lúcia, compreendo o medo, mas embora a erupção cause danos, por vezes enormes, a composição química da lava também ajuda a tornar os terrenos férteis. Daí a relação que fiz entre o fogo e a fertilidade.
EliminarObrigada Carmen Lúcia, e um óptimo fim de semana!
xx
Do fogo tenho medo!
ResponderEliminarQuando morrer
Não quero ser cremado
A terra me viu nascer
Na terra quero ser enterrado!
Da imaginação à realidade,
O vulcão em lavas se desfazer
O fogo rompe em furiosidade
Matéria inflamável a arder.
Feliz, vive o povo,
Que não sente o calor do vulcão
Mete menos medo o fogo
Do que o político aldrabão!
O fogo não causa a guerra,
Quem a causa são os políticos
Em Ucrânia, ninguém a quisera
Continuam em Kiev, os conflitos!
Bom fim de semana, para você amiga Laura,
já a pensar no sol da primavera.
Um abraço
Eduardo.
Uma relação curiosa entre o vulcão e o político aldrabão...:-)
EliminarJá vi que nunca deixa passar uma oportunidade para "bater" nos nossos governantes...faz muito bem, porque eles merecem.
E é verdade que foram as atitudes políticas, neste caso falta delas, que permitiu que se chegasse àquela situação de "estado de sítio" em Kiev.
Obrigada, Eduardo, e um grande fim de semana também para si.
Abraço!
Eu tenho um grande defeito, Marcos; sou muito descritiva...eu própria sou uma metáfora ambulante...:-)
ResponderEliminarFico contente que tenhas gostado.
xx
Olá Laura.
ResponderEliminarJá Platão dizia que os nossos antepassados não questionavam a natureza, antes a aceitavam simplesmente.
E sobre esses rituais desde os tempos mais remotos que o Homem pré-histórico prestou culto à Mãe Terra. Depois com o aparecimento das sociedades agro-pastoris, em vez do culto à Deusa-Mãe, passaram a existir os cultos ao Sol e a muitos outros deuses para cada função da vida e cada acto do dia a dia, mas o culto à Deusa-Mãe não se extinguiu, "ELA" apenas se desdobrou em múltiplas deusas, quer assumindo vários nomes, quer através de ligações de parentesco que os vários deuses tinham com ela.
Será que o deus celta Belenus não era antes uma deusa?
Este é um tema que me apaixona, mas fico por aqui, pois não quero abusar deste espaço.
Bom fim de semana.
Olá Paula!
EliminarExactamente. A Natureza parece que foi passando ao longo do tempo , de entidade aceite e adorada para entidade que o homem tenta moldar e utilizar de acordo com a sua ambição. Como condição para a existência humana, porque tudo o que é essencial dela vem, houve sempre essa necessidade de prestar-lhe culto através dos mais variados rituais, alguns deles conseguindo chegar até aos dias de hoje com muitas ou poucas modificações.
Segundo tudo o que li, Belenus era o deus do Sol celta, logo do fogo, daí que eu diga no poema que o esplendor do sol é feito refém na boca do vulcão, vulcão do poema como alusão ao próprio Vulcano , o deus do fogo na mitologia romana.
Belenus aparece também com outros nomes, e por vezes acompanhado pela deusa Belisama, relacionada com lagos e rios e também com o fogo, no entanto o que me parece é que o politeísmo celta é uma grande misturada de deuses e deusas, conforme as regiões em que o culto é prestado.
Mas tens razão,na mitologia celta a Deusa-Mãe Terra é sempre um elemento feminino, devido à fertilidade, e ela própria apresentada em todas as genealogias como mãe dos outros deuses, mas a sua identidade também varia conforme os povos.
Também acho um tema muito interessante, e sempre com muita coisa nova para aprender.
Obrigada, Paula, pelo excelentíssimo comentário...:-)
Bom fim de semana!
xx
Ainda cá volto; para agradecer a sua resposta e para dizer que devido à fertilidade, mesmo quando a sociedade patriarcal destruíra ou julgara abafar o culto da Deusa-Mãe, o elemento feminino manteve sempre um papel de relevo. Ela era o símbolo da maternidade divina, aquela que permitia o renascimento da própria vida.
EliminarUma boa a chega, Paula. O aspecto feminino da fertilidade é algo que as sociedades patriarcais podem tentar abafar mas nunca o conseguirão fazer. É o ponto de partida, daí que a Deusa-Mãe fosse a origem dos outros deuses importantes, mas de certa forma menores.
EliminarObrigada, Paula.
xx
O fogo para mim, seja vulcânico, ou de artifício é sempre um espetáculo, mas deveras assustador, só o fogo do amor, gosto de sentir de perto.
ResponderEliminarCom o meu abraço
Sim, ter uma parede de fogo à frente pode ser verdadeiramente assustador, mas por outro lado existe um certo fascínio pelo fogo desde tempos remotos que continua a existir que mais não seja pelo gosto em observar fogos de artifício.
EliminarE quem não gosta de sentir o fogo do amor por perto?...:-)
Abraço, António.
Boa tarde Laura Santos
ResponderEliminar...Pois, sempre muito dificil comentar-te... "Exige muito da minha cabeça" Que neste momento não raciocina. Hoje, apenas li o poema, posso dizer que li logo de manhã, e li agora, mas amiga apenas li... Não consigo dizer mais nada.
Desejo-te um excelente fim de semana.
Obrigada pelo teu carinho e das " chamadas de atenção" Gosto!
Beijinho sincero e amigo.
Olá Cidália!
EliminarCidália, eu já te disse que quando não te apetecer dizer nada, não digas. Eu gosto de escrever mas como comento quem me apetece comentar, também não exijo comentários de ninguém.
Eu sei que tu lês sempre, e isso para mim basta. És a pessoa que mais me visita e está tudo dito.
Sinto-te muito triste, e custa-me muito saber que não estás a sentir-te muito bem de momento. O resto não interessa. Pensa apenas em ti e esforça-te para colocar de lado essa névoa que por aí paira.
Gosto muito de ti. Bom fim de semana.
xx
Obrigada Amiga,
EliminarEsta névoa um dia passará, não sei quando!!
A única alegria que tenho é quando estou no meu blogue, ou a escrever, seja triste ou alegre... Claro que estando triste, não sou capaz de contrariar a escrita.
Mas acredita,ninguém me entende!
Beijo. Bom Domingo.
Essa névoa tem mesmo que passar, e o mais rapidamente possível.
EliminarNão é necessário que toda a gente te entenda, o que interessa é que as pessoas muito próximas de ti te entendam.
Força, Cidália!
xx
Como o ser humano, permanece o vulcão adormecido até que, aparentemente, mostre sua revolta e nos faça conhecer seu interior flamejante. E ele atrai, embora cause apreensão e medo. Não deixa de ser um espetáculo de vida e de cor, com objetivos naturais nem sempre compreensíveis. A natureza se renova, posteriormente, da mesma forma que ocorre conosco, após a explosão de sentimentos. Bela construção, Laura, permeada de sentidos outros. Bjs.
ResponderEliminarNem mais, Marilene.
EliminarTal como a Natureza também nós temos vulcões dentro de nós que podem ou não vir a eclodir. A Natureza tem essa vida intensa nas suas próprias profundezas que necessita por vezes de trazer à superfície, tal como nós. Tudo se transforma, e a própria calmaria de tudo é tantas vezes aparente.
Obrigada, Marilene.
xx
Um vulcão adormecido.Que acordou enlouquecido!!
ResponderEliminarJorrando as suas lavas como se fosse o sangue ardente em suas veias.A manhã escureceu e o brilho dos seus olhos se perdeu.
Você veio lá das das profundezas,trazendo para a superfície á explosão de amor!! Bela fora de expressar. Lindíssimo texto!!
Beijinhos.
Eu bem digo que as coisas não devem ficar adormecidas por demasiado tempo....:-) A Terra é uma entidade viva com pulsões internas que precisam de libertação, tal como as pessoas.
EliminarUma bonita leitura do poema, Nelma.
xx
Gosto destes vulcões explosivos, que nos surpreendem. Um misto entre respeito, medo e fascínio.
ResponderEliminarPois é, S*, um misto de respeito, medo, fascínio, e fogo.
Eliminarxx
A terra do fogo com vida. Bom que seja só no imaginário.
ResponderEliminarDifícil comentar poesia mas gostei.
Bj
A terra do fogo com vida, e o fogo que dá vida à terra.
EliminarO imaginário tem destas coisas..:-)
Obrigada Manuel Luís.
xx
UN TEXTO MUY SIGNIFICATIVO. GRACIAS.
ResponderEliminarBESOS
Obrigada ReltiH.
Eliminarxx
Poema simplesmente divinal. Do mais belo que tenho lido. És uma poetisa fantástica e maravilhosa.
ResponderEliminarBom fim de semana
Beijo
Pronto, cá está o exagero feito gente....:-) Tanta generosidade tua, Ricardo., mas muito obrigada.
Eliminarxx
Já sabia que ias dizer isso...mas a verdade é que tu mereces todos os elogios.
EliminarFica bem
xx
Mas é elogio a mais!...:-)
Eliminarxx
Prefiro os vulcões nas pessoas aos da Terra.
ResponderEliminarMas nunca vi nenhum ao vivo, só em algumas pessoas...
Magnífico post, gostei.
Laura, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijos.
Eu também nunca vi nenhum ao vivo, Nilson...e sim devem existir pessoas que são elas mesmo um autêntico vulcão.
EliminarSó conheço as de fogo-fátuo...:-)
Bom fim de semana!
xx
Olá.
ResponderEliminarBom dia. Bom fim de semana.
Paz. Que dos céus derramem alegrias. Por que a Vida, é um seguimento Divinal. E viver, uma tradução dos sonhos e desejos.
Estou aqui, para saudar-te.
Obrigada.
EliminarQuerida Laura,
ResponderEliminarPoema grandioso,bravo!!
Sou apaixonada pela natureza na contemplação da sua força,
beleza e mistério. E não como uma aventureira a desafiá-la,
por isso acho belíssimo o vulcão e vestido com a tua poética,
nos permitiu sentir de perto o seu encanto.
Quanto ao vulcão interior,compreendo como o fogo (a força)
que pode caminhar singularmente na construção da arte,
originalidade,vitalidade e não necessariamente sempre de
forma destrutiva. O que oferece maior perigo destrutivo é o
processo da repressão,pois quando liberado,provoca
calamidades. A natureza é um modelo de equilibro que ocorre
com todas as suas expressões: calma,agitação,brilho (luz),sombra...
Somos essa natureza,precisamos a aprender: a escutar,
conhecer e amar no nosso todo-Ser...
A tua poesia é magistralmente bela. A leitura aqui é
um mergulho no essencial!
"O meu olhar que ardeu sente o sinal.
é breve a combustão da minha vida."
O vídeo,eu conheço e adoro...
Beijinhos.
PS: Respondendo o teu questionamento,a tua compreensão
poética é sempre magistral... Fico feliz com a tua presença
lá,tu sabes disso...
É mesmo, Suzete. De certa forma somos um espelho baço da própria Natureza; temos rios e vulcões, lagos de grandes períodos de calma fustigados por ventos fracos ou fortes que nos impelem numa ou noutra direcção, e nuvens leves ou pesadas que eventualmente carregamos sobre nós em determinadas alturas.
EliminarOs próprios vulcões são todos diferentes, alguns acalmam para sempre, enquanto outros não conseguem conter a sua própria energia. Mas a Natureza pode ser bela até quando se excede.
Obrigada pelas tuas palavras sempre tão agradáveis.
xx
Laura,
ResponderEliminarSe os Neros deste mundo tivessem essa sensibilidade...)
Beijo :)
Pois é, parece que o Nero gostava de fogo, ou pelo menos não o teria afectado por aí além o facto de Roma estar a arder....:-) Mas existem versões contraditórios acerca disso, como sabe.
Eliminarxx
"O meu olhar que ardeu sente o sinal,
ResponderEliminaré breve a combustão da minha vida".
Que coisa linda Laura, metáfora da vida! O vulcão simbolizando a fatal fugacidade, as surpresas da lida. "Um flamingo jaz petrificado no sapal, futuro terreno fértil, lava arrefecida", nosso preconceito de forma, "Na vida nada se perde, tudo se transforma". É a vida com seu sabor acre-doce.
https://www.youtube.com/watch?v=Tf6kIoIxHA0
A Natureza mostra-nos todos os dias o que somos mas que temos tendência esquecer; que tudo acaba, que existem novos ciclos, que a vida é breve, mas muita gente continua apenas a ver não querendo observar. A brevidade da vida é o que lhe dá sentido. Ou seja, sou uma existencialista/naturalista...:-)
EliminarÉ isso mesmo, a vida tem esse sabor agri-doce tão saboroso.
Já nem me recordava que o Fábio Júnior para além de actor também foi cantor...Nem sei se continua a cantar, mas o vídeo dessa "Vida" é muito bonito.
Obrigada, Fábio, gostei muito.
xx
Laura:
ResponderEliminarAcho as erupções de um vulcão, um dos mais belos fenômenos da natureza.
É assombroso, mas proporciona uma visão fantástica.
Todos temos vulcões dentro de nós, adormecidos ou não.
Na superfície podemos mostrar uma camada de paz e harmonia, mas nas profundezas pode morar um vulcão adormecido que, mais cedo ou mais tarde, explodirá em violenta erupção.
Olha, são lindas as imagens do vídeo. E seu poema é demasiadamente belo.
Ótimo fim de semana \o/
Bjs!
É verdade, um fenómeno esteticamente poderoso. Todos nós tentamos acalmar os nossos próprios vulcões, às vezes conseguindo, outras vezes não, contudo existem vulcões que é inevitável soltar.
EliminarObrigada, Clau, e um óptimo fim de semana.
xx
Que bom saber isso...Obrigada, Marcos.
ResponderEliminarxx
Olá Laura,
ResponderEliminarPoema maravilhoso.
A meu ver, o vulcão é um dos mais fantásticos fenômenos da natureza. Ao cuspir fogo remete à imagem de alguma coisa que cospe do interior da terra, que mata e destrói , mas, ao mesmo tempo, implica uma renovação. Com a erupção do vulcão, muitas vezes, a terra aumenta e os terrenos ficam muito mais férteis. O vulcão também serve de metáfora para a questão da mudança no ser humano. De início, uma mudança ou transformação parece uma coisa ruim, que destrói, mas que vem sempre para melhorar. Também 'cuspimos fogo' em determinadas situações da vida-rsrs.
Um vulcão em erupção deve ser absolutamente aterrador e, ao mesmo tempo, fascinante. Espero nunca presenciar tal espetáculo-rsrs.
Por esta vida também não se passa sem que se sofra o calor do fogo, não é verdade?
Muito bacana o Beltane Fire Dance.
Ótimo final de semana.
Abraço.
Obrigada, Vera.
EliminarUm fenómeno fantástico, uma explosão de luz, cor e som.Por um lado pode matar e destruir, por outro lado é prova de que a natureza está bem viva e como tal em constante transformação. A demonstração de que mesmo o que pode ser mau à partida pode ter consequências boas a médio ou longo prazo.
Não nos livraremos dos elementos, e o fogo é um deles. Poderemos sofrer um verdadeiro inferno de fogo que o futuro só poderá ser melhor.
Um excelente fim de semana também para ti.
xx
Bom fim de semana divertido,
ResponderEliminarOnde quer que você esteja
Amorosamente, bem vivido
Rodeada do que mais deseja.
Tudo de muito bom com abundância,
Melhor, quanto mais distante
Da tão poluidora, danosa, ganância
Num lugar onde tudo seja transparente
Tão puro como o olhar de uma criança!
amiga Laura Santos
Boa noite e bons sonhos,
um abraço.
Eduardo.
Obrigada, Eduardo, pelos bonitos versos e desejos de bom fim de semana e boa noite.
EliminarUm excelente fim de semana também para si.
Boa noite. Abraço.
Laura , como sempre , seu texto fascina . Gosto muito das metáforas por você utilizadas . Também me agradou bastante o vídeo . Parabéns e obrigada pela partilha . Beijos
ResponderEliminarObrigada, Marisa.
Eliminarxx
Óh céus, que lindo! Quente, fervendo como vulcão que sai a procura de algo para consumir, o amor também é assim. Laura, muito bonito seus versos!
ResponderEliminarObrigada, Gyzelle.
EliminarNão sei se o amor é assim, mas a paixão é.
xx
OI LAURA!
ResponderEliminarUSAS AS METÁFORAS COM MUITA MAESTRIA.
O VULCÃO EM SUA VIOLÊNCIA VISUAL, AMEDRONTA,COM A MESMA INTENSIDADE COM QUE FASCINA E INSPIRA, DAÍ A BELEZA SE TEUS VERSOS.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Oi Zilani!
EliminarO vulcão amedronta e causa esse fascínio e inspiração. como dizes. Exactamente assim sem tirar nem pôr!
Obrigada.
xx
Bom dia querida amiga Laura !
ResponderEliminarAssim como o vulcão mostra a sua beleza e opulência, você mostra a ternura das metáforas e o encadeamento perfeito das palavras. As vezes penso, que somos uma extensão dos acontecimentos da natureza, e o vulcão não fica atrás. Temos em nós, um vulcão adormecido, que dependendo do estado emocional, ganha a força de uma erupção através de um grito, de uma paixão avassaladora etc, não deixando que a passividade tome conta. Manifestação dessa arte que é viver.
Querida, agradeço-te com meu abraço virtual, pelos seus deliciosos comentários, amizade e carinho. És uma jóia da poesia, que deve ser lapidada de elogios! Aprendo muito contigo.Bom, hoje terei que trabalhar, em pleno domingo de sol! Logo mais irei passear com minha sobrinha. Assim termina em grande estilo, junto da sua escrita, o meu dia de domingo.
Fique sempre na paz menina !
Beijão do amigo,
Dan
Olá André!
EliminarSomos mesmo essa extensão da natureza, a ela pertencemos intrinsecamente, embora disso tantas vezes nos esqueçamos. Tantas vezes nos transformamos em vulcão abrasador, o que apenas significa que estamos bem vivos.
Não tens que agradecer, Daniel, se para ti os meus comentários são "deliciosos" é porque os teus poemas também o são, e é para mim um prazer ler e comentar quem escreve bem.
Espero que ter que trabalhar a um domingo não te ponha de mau humor, o que não acredito, e que te encha ainda mais de vontade de dar esse passeio a seguir com essa menina linda, a luz dos teus olhos.
Obrigada, Daniel. Diverte-te!
xx
Momento de intensa erupção frente palavras aquecidas pelo declamar do fogo em chamas de luz que se agita e dança nesse espaço de tanta poesia.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Comentário muito poético, Cadinho!
EliminarUm poema forte, quer do ponto de vista metafórico, quer pela intensidade poética que se absorve em cada verso.
ResponderEliminarÉ característica sua Laura, brindar-nos com este tipo de imagens, que nos fazem fervilhar a alma e sentir um vulcão dentro do peito .
Deixo-lhe beijinhos e o desejo de um dia bonito!
Ah...grata pela visita ao meu espaço, não sei se reparou, mas mudou de nome. Daí eu ter escolhido aquela citação, que suscitou algumas interpretações diferentes daquela que era a minha intenção: Chamar a atenção para a alteração do nome do blogue.
Beijinhos Laura, grata por estes grandes momentos de poesia!!!
Obrigada, Cristina!
EliminarAh, eu reparei na mudança mas não pensei que a citação, muito interessante aliás, tivesse esse propósito... Eu ando com a cabeça a Leste...:-))
Um dia bonito também para si!
xx
Passando para te desejar uma ótima segunda.
ResponderEliminarAbraços,
Sandra
Obrigada, Sandra, espero que o concerto tenha sido espetacular.
EliminarBoa semana!
xx
Um poema fabuloso com metáforas muito bonitas sobre os fogos que nos podem fazer sofrer nesta vida mas que temos que passar por eles.
ResponderEliminarGostei muito, Laura.
Sofia
É verdade, existem fogos inevitáveis, que nos podem fazer sofrer, mas existem fases de sofrimento na vida de toda a gente.
EliminarObrigada, Sofia.
xx
Laura passando pra desejar uma ótima semana beijos.
ResponderEliminarhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br
Obrigada, Lucimar. Óptima semana também para ti.
Eliminarxx
Já de volta.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Eu fui lá em busca de um qualquer "Desafio", mas a página tinha desaparecido....! Por favor, não se incomode.
EliminarPelo que me tem sido dado observar em filmes, documentários e fotos está aqui uma descrição perfeita desse fenómeno que considero "horrivelmente belo" - o vulcão - e toda a sua envolvência.
ResponderEliminarA foto é muito bonita, e o vídeo, com a voz da Loreena McKennitt, de quem gosto imenso, é um espectáculo.
Obrigado pela visita ao meu "espacinho" e pelo magnífico comentário que escreveste. Sabes o que penso? Que o teu texto (no comentário) é melhor do que o meu texto (no blog). Não estou a brincar, falo sério. Gostei imenso do que escreveste.
Obrigado mais uma vez.
Um beijo
Miguel
A voz de Loreena pouco aparece neste vídeo, mas a música é apelativa e foi escolhida por ser de certa forma uma celebração do fogo.
EliminarNão acho nada que o meu comentário tenha ficado melhor que o teu texto, acho é que o teu texto me inspirou a escrever algo muito em sintonia, quase como se os dois (texto e comentário) tivessem sido escritos a duas mãos...:-)
Obrigada, Miguel.
xx
A tua gentileza é enorme! Mas sabe-me bem...
EliminarPodemos então dizer que, ambos, compusemos uma sinfonia para duas mãos :)))
Obrigado, minha amiga.
Que tenhas uma noite feliz.
Um beijo
Miguel
Talvez isso, sim; "uma sinfonia para duas mãos"...:-)
EliminarBoa noite, Miguel.
xx
Laura: doce e querida amiga...o belo e o assustador...são constantes na Arte...abraços meus e obrigada pelo carinho de sempre nas minhas páginas.
ResponderEliminarOlá Lia!
EliminarO belo e o assustador são uma constante na Arte porque também o são na vida.
Não tens que agradecer, Lia, é um prazer visitar-te.
xx
Nunca tinha lido nada tão belo sobre o vulcão.
ResponderEliminarAs tradições celtas levam-me para as 'Brumas de Avalon' e as celebrações rituais à mãe Terra.
O Homem e as suas crenças intrinsecas apesar das milhentas formas que assumem.
Uma construção perfeita.
beijinhos
Fico contente que tenhas gostado do poema.
EliminarAh as "Brumas de Avalon" e a focalização nas deidades femininas do paganismo celta...as lendárias figuras da Senhora do Lago e do Merlin como matriarca e patriarca desse misticismo.
Obrigada, Pérola.
xx
Passando para saber como está.
ResponderEliminarAbraços,
Sandra
Sandra, por favor não se incomode, não precisa passar por aqui tantas vezes, não perca o seu tempo. Obrigada, está tudo bem.
Eliminarxx
Boa noite Laura.
ResponderEliminaragradeço pelo carinho,pela força,pelas palavras que deixaste em meu blog.
É nessas horas que conhecemos os nossos amigos.
Beijinhos.
Nelma, eu acredito sinceramente que tudo vai correr bem.
EliminarNão te deixes abater, e mantém sempre uma atitude positiva.
xx
Eu acho que nunca tive nenhum vulcão dentro de mim, também para ficar queimado como esse flamingo também não vale a pena...:)
ResponderEliminarContinuas a escrever muto bem.
João Nicolau
Talvez possas ter e ainda não descobriste...:-)
EliminarOlá
ResponderEliminarlinda poesia, queria eu ter esse vulcão mas sempre fui muito pacata até no amor. Adorei a musica, linda, linda.
Tenha uma ótima semana.
Olá!
EliminarAh mas os vulcões surgem em nós quando menos se espera...:-)
Obrigada e uma boa semana também para ti.
xx
Oi Laura,obrigada pela visita.
ResponderEliminarVocê sempre muito amável em seus comentários.
bjs amiga
Carmen Lúcia.
Não precisa agradecer, Carmen Lúcia.
Eliminarxx
O misterioso atrai-me...A música celta é (-me) quase paixão...
ResponderEliminarO poema é mesmo um vulcão de palavras, sentir e emoção.
Adorei sentir esta "combustão" poética.
Bjo, Laura :)
A música celta remete para o mistério de brumas iniciais e para celebração.
EliminarObrigada, fico contente que tenhas gostado.
xx
Muy buena entrada. Preciosa poesía con excelente estilo.La música, maravillosa. Gracias por compartir tan lindo post. Un abrazo
ResponderEliminarObrigada por palavras tão reconfortantes.
EliminarAbraços para todos!
Olá Laura,
ResponderEliminarVulcões são grandiosos, são impressionantes, assustadores. Uma montanha que cospe cinzas e lava e pode soterrar uma cidade, calcinar uma floresta. Mas é também fonte de vida, quase nada é tão emocionante e ao mesmo tempo tão assustador. Assim como o fogo que muitas vezes queima em nosso peito e nos faz jorrar lavas de desencanto pra todos os lados e depois renascemos das cinzas, assim como Fênix...Belíssimo texto! Parabéns!
Beijos com carinho
Marilene
Olá Marilene!
EliminarDisseste tudo e tão bem que nem vale a pena acrescentar mais nada. Fénix renascida das noites e cinzas do passado.
Obrigada, Marilene.
xx
Sopro-te
ResponderEliminare voo
Esse céu é mesmo azul...:-)
EliminarPara mim os vulcões são fascinantes.
ResponderEliminarE deles nasce a vida1
beijinho para si!
Para mim são fascinantes precisamente porque podem ser origem de morte e de vida.
Eliminarxx
Sinto esse teu acúmulo de poesia cuspido em grafite como lava a regar Pompeia
ResponderEliminarAdoro o que escreves,
beijos!
Fantástico comentário, Maria Carolina!
EliminarObrigada!
xx
bonito poema cheio de metáforas. rio-me da palavra "sapal"!
ResponderEliminartenho que ler o Inferno de Dante...
Porque é que te ris de "sapal"...?! Faz-te lembrar sapos??!!...:-))
EliminarDevias era ler a "Divina Comédia" inteirinha, para não deixares escapar o Purgatório e o Paraíso...:-)
xx
Por favor, Marcos, não tem que agradecer o comentário.
ResponderEliminarAlém disso, o bordado é excelente!
xx
Laura li com muito carinho seu poema de extrema sabedoria
ResponderEliminarde escritora que sempre vi em você.
Um grande abraço amiga fica com Deus.
Evanir.
Obrigada, Evanir. Agradeço as suas palavras e atenção. Nunca mais a visitei, mas fá-lo-ei proximamente. O tempo está muito curto.
EliminarUm abraço para si.
Passando para saber como está!!
ResponderEliminarAbraços,
Sandra
Tudo bem, Sandra.
Eliminarxx
Ah! O simbolismo do inferno de Dante...Querida Laura, belos versos e essa poeira na pele da paisagem então, é lindo demais.
ResponderEliminarGrande beijo!
É, o Inferno de Dante é muito inspirador, Shirley...:-)
Eliminarxx
Ah, lembrou-me um poema épico, sério. Engraçado que pela força com que ele começa logo o imaginei sendo lido em voz alta. Assim, como um vulcão em erupção. ^^
ResponderEliminarSempre, sempre lindo tudo que escreves, de caneta bic, inclusive.
Grande Beijo!
Estás a brincar com essa de "épico", Nato?!... Foi mesmo um vulcão em erupção que voltou a adormecer.
EliminarSempre com Bic, sempre!...:)
xx
Já de volta.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Por favor, Cadinho, não precisa . Não há o que comentar...
EliminarAs origens,,,
ResponderEliminarBeijo Lisette,
Que origens?...
Eliminarxx
Olá Laura querida,
ResponderEliminarSe você curte o Carnaval, aproveita bastante e caia na folia.
Se você não curte muito, aproveita o feriadão para ficar juntinho das pessoas que você gosta...
Beijos
Ani
Olá Ani!
EliminarGosto de samba, mas o Carnaval não tem realmente qualquer importância para mim. Aqui nem é feriado, apenas alguns municípios decidem por deliberação própria, conceder ou não o dia de Carnaval aos seus funcionários.
Obrigada, Ani, divirta-se! Com samba no pé, ou a relaxar junto da família.
xx