Fotos de Elena Shumilova
Dois Meninos
Meu menino tem nos olhos os mistérios
Dum mundo que ele vê e que eu não vejo
Mas de que tenho saudades infinitas.
(......)
Não sabe falar
Mas sabe fazer arabescos de sons
Que têm poesia.
(......)
Meu menino ama os cães
Os gatos, as aves e os galos
E fica horas sem fim
Enlevado a olhá-los.
Francisco Bugalho, in "Canções de Entre Céu e Terra"
A varanda é alta. Chega quase ao céu. De um lado e de outro, janelas sem fim. Paredes caiadas de uma intensidade branca contrastam com as asas da solitária borboleta que tenta segurar-se ao sol em dança de repentina ventania, resgatada no limite por amena aragem. Revestidas de heras povoadas por insectos inimagináveis, ora inebriados de luz, ora quietos na sombra ou viajando para a mata circundante. Edifício sem contornos definidos. Simples casa ou alto castelo rodeado de guerreiros e donzelas, fadas e duendes. Reino de príncipes e princesas, cavaleiros e trovadores, pequenos reis sem coroa nem trono. De piões, berlindes, esconde-esconde e cabra-cega. De fisionomia arquitectónica esbatida por recordações, mas de interior nítido e luminoso como a suave claridade dos dias de Maio. Todas as salas irradiam ternura, e o som de um piano quebra ocasionalmente, a mudez do tempo suspenso sobre um telhado vermelho, roxo e amarelo, matizado ainda por ninhos de aves jamais vistas. Lugar onde a chuva não molha, apenas refresca, e tudo em si tem uma razão. Porque a natureza em metamorfose é um templo no qual tudo acontece por artes mágicas de um secreto feiticeiro, e nela os olhos são obrigados a perder-se em contemplação.
Território sem letras, palavras ou tabuletas, regida por infância de gestos. As crianças queimaram no centro da praça os últimos vestígios das palavras porque uma memória secular permite decifrar olhares e intenções. Inocência de almas densas e corpos leves que flutuam ao sabor da descoberta de um mundo inicial embrulhado em invisível pano de linho que envolve afectos e delimita a fronteira ainda não calendarizada entre a fina névoa da manhã e o brilho solar na formosura da tarde.
Derradeiras folhas secas fazem distraidamente no mato cama aos ouriços, e os ramos das árvores estremecem se uma garça-real neles pousa, numa música feita de cavado silêncio para que pasmemos com a voz e o preceito das pequenas coisas; gigantescas na riqueza dos seus mistérios e na desassombrada vivacidade dos seus detalhes.
A aurora faz germinar sementes e madressilvas enquanto os homens buscam na constância das horas de mansa fluidez o acerto que dá cor aos dias e religiosidade aos actos. Uma brisa serena deposita na pele das crianças um gosto adocicado de pólen e mel, quando pela manhã se encontram a sós com a graça e a timidez dos bichos, e deles apenas se separam em direcção à falua do Bom barqueiro que os espera na margem do lago.
Regressam ao entardecer e comem maçãs.
"O Beijo do Sol", peça musical baseada num canto tradicional do Quénia, incluído nos "Cantos da Babilónia", o último trabalho do maestro e compositor Pedro Osório, falecido em Janeiro de 2012.






Bom dia Amiga Laura.
ResponderEliminarApenas passei vi as imagens e o poema a baixo, o resto não li.
Fica a promessa de voltar à noite para o ler com atenção.
Adorei as imagens, são fantásticas.
É tudo, por agora! Até logo.
Beijoca.
Boa tarde, Cidália!
EliminarPois é, imagens com crianças e animais resultam sempre muito bem.
Até logo.
xx
Tão lindo, Laurinha ! As imagens são maravilhosas, o texto fantástico e a música divinal . Adorei !
ResponderEliminarBeijinho e BFS
Gostaste? O texto era muito mais longo mas foi sujeito a uma ligeira amputação para ligar melhor com a música e as imagens.
EliminarPara que tudo fosse leve...:-)
Bom fim de semana!
xx
Lindo Laura,ler esse pequeno poetar de Francisco Bugalho,que não conheço,mas vejo como são grandes suas inspirações.
ResponderEliminarA música é dignificante.
Obrigada amiga pela visita e comentário.
Bjs e um ótimo final de semana
Carmen Lúcia-mamymilu
Obrigada, Carmen Lúcia.
EliminarBom fim de semana.
xx
Primeiro as fotografias e no fim a música. No meio, mas ao mesmo nível, esta escrita virtuosa.
ResponderEliminarTenho dito!
Achei que este tipo de imagens e o "Beijo do Sol" ilustrariam bem o meu texto sobre a infância passada no meio dos animais e da natureza.
EliminarObrigada, Rui. Rápido e sucinto.
xx
Talvez este canto tradicional nos traga de volta à meninice, em qualquer canto lusitano.
ResponderEliminarTalvez esta peça musical, que roça o sublime e nos rói de emoção ao ver imagens tão ternas, a face do mundo bom, nos toque um dia num lugar "onde a chuva não molha".
Li, reli e sucumbi, tal como o"talvez" que redundou numa certeza: Adorei!
Um abraço.
Pedro Osório não permitiu que a doença o impedisse de compor até ao fim, para deixar-nos estes "Cantos da Babilónia" com temas muito bons.
EliminarA música ajuda-nos ao menos a imaginar essa "face do mundo bom"; transporta-nos para lá...esse mundo bom a mim aconteceu-me na infância.
Obrigada, Xico. Muita generosidade sua.
xx
As fotos são lindas acompanhado com um poema e um vídeo maravilhoso, parabéns pela escolha do vídeo, Laura passando pra desejar um ótimo final de semana beijos.
ResponderEliminarhttp://www.lucimarestreladamanha.blogspot.com.br
Obrigada, Lucimar.
EliminarBom fim de semana também para ti.
xx
Para te ver sorrir de alegria
ResponderEliminarEm rima aprendi a escrever
Sejas feliz de noite e de dia
Sem ninguém te aborrecer
A felicidade não incomoda,
Mais um fim de semana está a chegar
Não te esqueças de abrir a porta
Amiga Laura Santos, para ele entrar.
No mundo a imaginar,
Qual será o seu mistério
Cada um com seu critério
Dois Meninos, a brincar,
Eles percebem a ouvir,
Que nem tudo está bem
É preciso novo mundo construir
Com alegria, paz e amor também.
Um abraço
Eduardo.
Como seria bom que as crianças não tivessem de compreender desde muito cedo "que nem tudo está bem"....mas a verdade é que não estão numa redoma, nem devem estar.
EliminarObrigada, Eduardo, tenha um óptimo fim de semana.
xx
Achei este 'post' bem sentimental, muito genuíno, as imagens estupendas e a poesia linda como eles, os meninos.
ResponderEliminarUma vez mais, gostei da música escolhida também.
Abr./Paula.
Ah, eu sou uma sentimentalona, Paula...:-)
EliminarEstas fotografias têm uma candura muito especial, a que não deve ser alheio o facto de ser uma mãe a fotografar os próprios filhos, ou talvez não, porque das crianças ressalta essa pureza inicial que é aqui muito bem "trabalhada".
Obrigada, Paula.
xx
Oi Laura,
ResponderEliminarQue postagem delicada!
Achei maravilhosas as descrições pormenorizadas de cada verso.
Fui lendo e visualizando cada cena...
As imagens são esplêndidas e a música que eu não conhecia, achei belíssima.
Bjs \o/
Bom final de semana.
Obrigada, Clau.
EliminarAté em Portugal este último trabalho de Pedro Osório não tem a divulgação que mereceria.
Bom fim de semana.
xx
Laura tu tem um nome lindo, por sinal!
ResponderEliminarAdorei a postagem. O texto está maravilhoso com uma fluidez de poesia em prosa sensivel e que comunica tanto...
O video nao pude deixar de assistir cinco vezes para absorve-lo bem. Otima escolha, fico feliz em ter conhecido esse trabalho!
beijos
Fico contente que tenhas gostado do texto e do vídeo, Maria Carolina.
EliminarHá pessoas que não gostam do nome que têm, eu gosto do meu.
O teu nome também é muito bonito...:-)
xx
Lindas fotos são fofos!! Um texto maravilhoso e completando com uma musica divina.
ResponderEliminarUm trio perfeito!!
Te desejo um ótimo fim de semana,beijinhos.
Quem gosta de crianças e animais só pode gostar destas fotos, não é, Nelma?...:-)
EliminarUm excelente fim de semana para ti, também.
xx
animaizinhos são os melhores amigos
ResponderEliminarFelizardas as crianças que crescem no meio da natureza rodeadas de animais.
Eliminarxx
Cenário dos sonhos! Musica divina! Ótimos Laura.
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=EkfRUNTOJKo
Cenário dos sonhos e música divina que você aproveitou para me devolver nesse vídeo poético e cheio de paz. A música é linda, e aquelas imagens...O paraíso é mesmo na Terra como eu sempre suspeitei...:-)
EliminarUm mundo sem fim de montanhas e vales, rios e cascatas, paisagens idílicas que nos fazem desejar lá estar.
Obrigada, Fábio. Adorei o presente!
xx
Tudo tão lindo e tão leve, que digo gostar sempre de vir aqui.
ResponderEliminarCadinho RoCo
Obrigada, Cadinho.
EliminarQuerida Laura, as fotos são de uma doçura e inocência incomparáveis. O texto é lindíssimo.
ResponderEliminarBeijos e muita paz!!!
É, as fotos são amorosas. Achei que combinavam bem com o meu texto e com o excerto do poema do F. Bugalho.
Eliminarxx
Querida amiga Laura, bom dia! Que deslumbre de texto, me imaginei e viajei para dentro desse fantástico lugar e me vi em completa paz. As fotos são singelas e delicadas, assim como as crianças, os animais e o Reino do Sol.
ResponderEliminarParabéns sempre pra você. Quanta delicadeza! Adorei!
Estou um pouco ausente da blogosfera por motivos diversos, alheios a minha vontade é claro, mas aos poucos estou tentando visitar as casinhas que tanto estimo, para deixar o meu carinho...
Em breve se Deus quiser voltarei com mais frequência a fazer as visitas que enchem meu coração de alegria.
Beijos com muito carinho e tenha um lindo final de semana
Marilene
Olá Marilene!
EliminarÉ um prazer voltar a "ver-te", e saber que está tudo bem. Apenas o tempo não é elástico como gostaríamos que fosse...
Conheço a tua sensibilidade em relação à natureza e a todos os seres vivos, por isso imaginei que gostarias.
Gostei da inesperada visita, Marilene.
Obrigada, e um excelente fim de semana também para ti.
xx
Parabéns pelo excelente texto. Muito poético, tem uma fluidez que me encantou.
ResponderEliminarTambém as fotos são magníficas.
E não conhecia este bom trabalho do Pedro Osório... Talvez pela falta de divulgação.
Laura, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.
As fotos têm uma certa atmosfera intimista entre criança e animal que transmite uma certa paz.
EliminarPois, só ouvi falar desta trabalho do P. Osório na altura da sua morte, depois disso nunca mais...:-(
Obrigada, Nilson. Bom fim de semana.
xx
"Lugar onde a chuva não molha, apenas refresca, e tudo em si tem uma razão."
ResponderEliminarEsta frase faz-me lembrar o provérbio: Viver é fácil, é preciso é saber viver.
Quando a chuva é refrescante e tudo faz sentido sem nos esforçarmos para encontrar uma razão, somos muito mais feliz.
Olá Teresa!
EliminarUma boa alusão a esse provérbio. Saber viver é para mim tentar não complicar. Se quando uma chuva nos molha achamos isso um contratempo, o que será quando a tempestade for mesmo perigosa...?!
Quem vive em comunhão com a natureza aceita as grandes chuvadas sem se queixar.
xx
Boa noite Amiga Laura
ResponderEliminarVoltei como prometi, embora não ande muito bem psicologicamente, mas para dizer alguma coisa nem te digo quantas vezes li o texto, e quantas vezes aqui entrei....
...Como já sabes eu sou muito fraquita nestas coisas, mas, no que pude entender, ou seja, até vou resumir... Como eu gostava de viajar num sonho dentro de essa casa/palácio ou castelo encantado, como uma princesa ou até ser a borboleta solitária agarrada à parede apanhando o sol.
Queria ser a inocência e poder viajar pelo mundo da fantasia.
Sei que muito falei e nada disse! Mas....
Adorei o texto... tenho que consegui entendê-lo melhor. Ahh a música é linda...
Desejo-te um bom fim de semana, que parece ser te terror!
beijinho
Tens mail.
Olá Cidália!
EliminarSó saí agora da cozinha....:-)
Compreendo que estejas exposta a muita pressão neste momento, mas tenta acalmar-te e não leves as coisas demasiadamente a sério. Eu sei que falar é fácil, mas tudo vai ficar bem, acredita.
Além disso não gosto nada que venhas aqui ainda para ficares ainda mais stressada.
Comentaste lindamente, vês...mas não precisas comentar nada, porque eu não ligo nada a isso.
Faz sempre só e apenas aquilo que te der na real gana, o que te der prazer, o que te apeteça. Antes de de nós, estamos sempre nós e não os outros.
Tenta ter um fim de semana muito calmo. Não ligues ao tempo...:-)
xx
Oi, Laura! Que belo presente esse texto leve, fluido, poético! Tão casado às imagens e à música! Amei!
ResponderEliminar:)
Oi, Jussara!
EliminarGostaste?...Ainda bem. É a magia da infância...:-)
xx
Deixei-me enredar na descrição e viajei à infância.
ResponderEliminarUm 'post' repleto de luz e risos ingénuos.
Obrigado, Laura.
Um beijinho saudoso
Eu viajo constantemente até à minha feliz infância...:-)
EliminarObrigada, eu, Pérola.
xx
Por causa dum há miséria.
ResponderEliminarCoelhos há tantos
Você teve uma boa ideia
Amiga Laura Santos,
Prepare lá então.
Com arroz, esse coelhinho
Com tinto sim, com alecrim ou não
Se me convidar, levo o tintinho
Havemos de devorar esse papão
Bem cozido na tacho que é
para aprender, a não nos tirar o pão
Neste país quem paga a crise é sempre o Zé!
Obrigado pela visita, bom fim de semana para você,
amiga Laura Santos, um abraço
Eduardo.
É pena é que quem não votou nele também tenha de aguentar...mas é assim.
EliminarPode até ser que um dia o convide para um arroz de coelho...
Abraço.
Que fotos maravilhosas Laura!! E o texto é de um encanto..Abraços.Sandra
ResponderEliminarObrigada, Sandra.
Eliminarxx
UN POST MARAVILLOSO...!
ResponderEliminarUN ABRAZO
Obrigada, ReltiH.
EliminarAbraço.
Adorei mergulhar neste "Reino do Sol",Laura!
ResponderEliminarAs fotos são encantadoras e transmitem o puro afeto.As crianças
na espontaneidade do sentir e Ser.
O poema é de uma beleza sublime do olhar-sentir de Ser criança...
O teu belíssimo texto transbordou na minha emoção através do
teu universo poético luminoso... A poesia traz asas nas palavras
num processo transformador que transcende os limites do olhar,
que se adentra aos significados e num sopro leve de sentir-criança,
que sempre renasce continuamente na amplitude do
horizonte perdido.
E o vídeo maravilhoso...
Um momento muito especial esta leitura aqui,grata!!
Beijos.
PS: Sei que tu sabes,mas mesmo assim,gosto de expressar o
quanto a tua leitura,sentir e apreciação da minha poesia são
valorizadas por mim.
A infância devia ser bela para todas as crianças, e tantas vezes não o é. Por vezes o mundo cai-lhes em cima logo que nascem e acabam por carregar com um mundo pesado às costas pela vida fora. Por isso quis o meu texto retratasse essa felicidade que todos desejaríamos na vida de todas as crianças, e claro que um pouco da minha infância também lá está...:-)
EliminarAh Tu sabes que adoro ler poesia de qualidade, mas a verdade é que muitas vezes, quanto mais bela é a poesia mais difícil se torna comentar.
Obrigada, Suzete.
xx
Acabei de ver o seu blog em um outro blog que nos diz para não pedirmos licença e como acho que ele esta certo estou aqui em seu blog por 2 motivos.
ResponderEliminar1 para te convidar para a festa da ilha da Lindalva.
e segundo para conhecer o meu blog amar viver e sonhar.
Amei o seu texto a junção com as imagens então!! Esta de parabéns Laura!
Já a estou te seguindo.
Bjsssss
Estamos em contagem regressiva para o grande momento da festa da Ilha da Lindalva...
Renovo o convite para a sua participação no voto ao Top Blogueiro 2014, cuja a votação se encerra a meia noite do dia 10 de Fevereiro.
E a você, que ainda não votou, fica o meu convite de honra: Venha e participe conosco deste momento. Quero que saiba que, tê-la(o) conosco, alegrará não apenas o coração da Lindalva , mas também o coração dos blogueiros participantes
Nós blogueiros participantes contamos com o seu voto
Podendo votar somente em um blog.
http://ilha-da-lindalva.blogspot.com.br/
Olá Celia!
EliminarEm 1º lugar não sei quem é Lindalva, mas ficarei a saber com certeza, tal como irei conhecer o seu blog quando tiver um pouco de tempo.
Em 2º lugar, não sei se será aconselhável participar numa votação não conhecendo os blogs que dela fazem parte, e por certo não terei tempo de conhecê-los em poucos minutos. Mas irei ver como "param as modas" e logo decidirei.
Em 3º lugar, obrigada pelas suas palavras, Celia.
xx
Laura , as fotos , o poema , seu texto e a música são de uma doçura inexplicável . Obrigada por partilhar conosco tanta beleza . Bom domingo . Beijos
ResponderEliminarLembrei-me daquele poema que tinha lido há muito tempo, e aquele excerto ficou ali bem com tudo o resto. O difícil para mim é sempre escolher, porque por ex. F. Pessoa também tem bons poemas sobre crianças, e muitos outros autores, de resto.
EliminarObrigada, Marisa.
xx
Bom dia Laura
ResponderEliminarConfesso a minha dificuldade cem comentar tanta beleza junta. Fotos, poema, artigo, video, são simplesmente excepcionais, de um bom gosto refinado, puro, maravilhoso.
Os teus poemas e textos irradiam nobreza de sentimentos, qual mulher sensível, possuidora de um coração de ouro.
Tem um Domingo feliz
És LINDA
XX
Boa tarde, Ricardo!
EliminarFico contente que tenhas gostado. O que chamas "nobreza de sentimentos", não tem utilidade nenhuma porque como dizia Pessoa "o mundo é de quem não sente", mas também como não preciso do mundo para nada, não tenho outro remédio senão sentir...:-)
O domingo está bom, está, com uma bela ventania, mas espero que o tempo não esteja muito mau a partir das 18h, e que seja um bom jogo.
Obrigada, Ricardo.
xx
És uma mulher maravilhosa...o resto é...pensamento negativo
EliminarFica feliz
XX
Pensamento negativo?!...Sou apenas realista.
EliminarOlá amiga! Passei para a cumprimentar e saber se o coelho tinha ficado gostoso? Também reparei que tem uma imagem dum coelhinho branco, só que este me parece dócil, não faz mal aos reformados! Deve calcular a que coelho me refiro e me referi no meu comentário do blog do meu amigo Eduardo.
ResponderEliminarO meu abraço
Se quiser, teria muito gosto em receber sua visita no meu blog: ("Figueira Minha").
Olá sr. António!
EliminarO coelho não era para ontem; estou a deixá-lo engordar mais um bocadinho. Claro que sei a que coelho se referia, mas não penso que sejam só os reformados a ter razões de queixa...
Visitá-lo-ei proximamente.
Abraço!
A varanda alta como todos os sonhos, o branco da inocência e a criança como a metamorfose da vida.
ResponderEliminarUm turbilhão de imagens no teu texto maravilhoso.
Um grande trabalho aqui. Parabéns Laura!
Bom domingo,
Bjs
Leste nas imagens exactamente o que quis dizer.
EliminarObrigada.
xx
Já conhecia as fotografias, de uma beleza ímpar... a luz faz-nos bem, em todos os sentidos!
ResponderEliminarSim, as fotografias são muito conhecidas, e são muitas mais. E todas com um bom tratamento da luz.
Eliminarxx
Singular belleza en esta entrada maravillosa. ¡Felicitaciones! Un abrazo
ResponderEliminarObrigada.
EliminarUm abraço para todos em Villa Maria.
Escrevi no meu post mais recente uma frase de uma escritora ao qual tenho o maior carinho, Lygia Fagundes Telles, ela disse: "Escrever é sonhar". E como sonhas heim Laura... Contemplativa.
ResponderEliminarLindos textos e fotografias belíssimas.
Beijos em Ti.
Curioso que só muito recentemente li um pouco de L. Fagundes Telles, uma autora não muito divulgada por aqui. Terei de ler algo mais.
EliminarSonhadora eu?!....:-) Tem dias.
xx
Passando para saber como está..Bjs.Sandra
ResponderEliminarTudo bem, Sandra, obrigada pela atenção.
Eliminarxx
Bom Laura, torna-se difícil dizer algo mais, depois de tudo que já se disse.
ResponderEliminarNo entanto, sempre te digo que isto é um quadro mais que perfeito!
Quanto à música que escolheste, para ilustrar e muito bem, felizmente pertenço ao escaço grupo que conhece esse trabalho do saudoso Maestro Pedro Osório, já que profissionalmente estou ligado à rádio na área de locução e jornalismo, onde tenho formação.
É mais um amor da minha vida!
Adoro comunicar!
JINHOS
http://diogo-mar.blogspot.com/
Obrigada, Diogo.
EliminarAinda bem que pertences ao escasso grupo que conhece este trabalho do P. Osório, porque é um trabalho fantástico, e como jornalista e locutor de rádio seria uma falha grave não conheceres...:-)
A comunicação é o ponto de partida para tudo.
xx
Um encanto do principio ao fim!
ResponderEliminarQue linda falua que lá vem lá vem....eu peço ao senhor barqueiro que me deixe passar... Brincadeiras infantis que ficam para sempre.
Manuela Pires
Nem mais, Manuela. Quem não se lembra do sr. Barqueiro?...:-)
Eliminarxx
Não amiga Laura,
ResponderEliminarNão fui eu quem escreveu aquele texto
Que a verdade sempre seja clara
Encontrei no facebook, do meu amigo Bergano
Ex-camarada de armas, emigrado na Alemanha
Cidadão natural de Barrancos, alentejano!
Algarvio é um alentejano sem travões,
No seu caso é uma alentejana-algarvia
Que seja muito feliz sem ilusões
Mesmo sem travões, tinha muita alegria!
Tarde para você amiga Laura Santos, um abraço.
Eduardo.
Ah, está bem, o texto é muito bom!
EliminarE sim, embora a vida não esteja fácil temos de tentar sempre ser alegres.
Boa tarde, Eduardo.
Abraço.
Corrijo. Não é tarde. É SIM BOA TARDE!
ResponderEliminarEu tinha percebido...:-)
EliminarUm empurrão para ali,
ResponderEliminarOutro empurrão para acolá
Este texto que escrevi
Por isso mal escrito está.
Poderá ou não ter acontecido,
Todavia, tem muitas verdades
Mesmo triste é divertido
Alentejano não faz disparates.
Fiz algumas viagens nas camionetas da empresa de camionagem Cândido Belo, desde o Campo Redondo, com paragens no Cercal do Alentejo, S, Tiago do Cacém, Grândola, Alcácer do Sal, Águas de Moura, Setúbal e Cacilhas, bem divertidas.
Alentejano é mesmo assim,
Triste ou alegre vai cantando
Não tem pressa de chegar ao fim
Quem tiver pressa que vá andando!
Um abraço
Eduardo.
Muito viajado, então, pelo menos nas "Cândido Belo"...
EliminarO alentejano sabe que não vale a pena ter pressa.
olá Laura
ResponderEliminarobrigado pela visita e comentário.. escreves como os anjos belos textos imagens .luz e beleza sublimes...lindo sorriso de criança.....
uma rosa branca para ti.
Não tem que agradecer, Braulio.
EliminarObrigada pela rosa.
Olá Laura,obrigada pela visita.
ResponderEliminarBoa tarde,beijinhos.
Nelma, não precisas vir aqui agradecer-me a visita, esta tarde tive tempo de sobra....gostei de ler acerca do teu domingo e adoro a expressão "jogar conversa fora"...:-)
Eliminarxx
Fascinam-me as crianças! Da minha janela vejo-as aos montes correndo pelo parquinho contagiando o ar com a doçura de seus gritos e a pureza de suas vozes. Algumas brincam sozinhas com seus animaizinhos de estimação, outras correm aos bandos, sobem e descem o escorregador como se já experimentassem as escadas da vida, outras ainda competem nos balanços coloridos ou disputando no carrossel o cavalinho mais bonito ou ainda as casinhas de boneca. São tantos e tão variados os brinquedos que fazem a alegria e felicidade das crianças não importando se são levadas pelas mães ou babás, importando somente o prazer de ali soltar a imaginação nos brinquedos. Ah, quanta alegria me dá vê-las tão felizes, livres a correr pelo pequeno espaço como se já treinassem para as corridas maiores frente à vida!
ResponderEliminarA doçura das fotografias transportou-me o olhar para fora da janela e assim deu-me vontade de registrar o que estava a ver. As fotos despertaram-me também lembranças que me trouxeram aos olhos os pequenos animais que passaram por minha infância. E só pude parafrasear os últimos versos do poema Dois Meninos: E ao ver-me brincar no chão sentadinha, tive saudades, saudades, saudades de uma outra menina...
Pois confesso, amiga, que gostei tanto do excerto que fizeste do poema do Francisco Bugalho que busquei conhecê-lo na íntegra, para que o coração apreendesse por inteiro a magia de tão doces e belos versos.
É realmente lamentável que alguns dos homens que nos expuseram suas almas através de suas obras não tenham o devido valor apregoado para além de seus feitos. Por aqui também temos estas falhas, quando muitos dos verdadeiros artistas só são conhecidos por ocasião de sua morte e depois esquecidos.
Agora, minha linda, chego ao teu texto e ao vídeo. Comentar a música é fácil, uma peça belíssima com acordes que nos despertam saudades que nem sabemos de que estado foram provocadas... Ficamos apenas a ouvi-la dentro daquela reverência que nos merecem os verdadeiros donos da música, aqueles que a retém na alma com a mesma serenidade com que viveram as vidas.
Comecei a ler o teu texto naquela avidez de quem quer usufruir um saber de palavras, de frases, de textos, tentando abraçar tudo com a mente atenta aos mínimos detalhes, mas talvez de uma forma apressada, pressentindo o próximo sentido, adivinhando a próxima imagem. Mas ao chegar naquele lugar onde as "derradeiras folhas secas fazem distraidamente no mato cama aos ouriços" fui desacelerando a leitura, deixando-me levar pela beleza das imagens que tecias com tanto cuidado, deixando-as acomodarem-se na minha mente de uma forma suave... Vez em quando parava para absorver melhor a plenitude da tua emoção naquela descrição, e sentia a ternura aumentada. E quando as crianças regressaram ao amanhecer para comer maçãs... o coração havia se inundado com a beleza de tanta poesia que fiquei ali, quietinha, sentindo as imagens passarem devagar frente aos olhos fechados, sonhando com um mundo onde todas as crianças tivessem belas e gratificantes recordações de suas infâncias e assim pudessem caminhar pela vida buscando o prazer das realizações nas suas vivências adultas. Voltei ao texto outras vezes de tanto que me agradou.
Laura, minha doce amiga, na hora que começo a comentar uma postagem tua, confesso, juro de dedos cruzados que pretendia ater-me a um curto comentário, mas quando termino e vejo aquela imensidão de palavras formando um texto muitas vezes até maior do que o da postagem (risos), fico morrendo de vergonha... Dá vontade de ir cortando frases, eliminando textos, mas só fica mesmo na vontade (risos), pois o receio de cortar o sentido daquilo que quis dizer no calor da emoção, é bem maior do que o constrangimento de ter escrito tanto.
Mas a culpa é tua, viu? Quem manda nos convidar até tua casa, oferecer-nos uma confortável poltrona e nos maravilhar com uma prosa tão profundamente rica e gratificante?
Minha linda, ficam sorrisos, estrelas e meu carinho, manifestos na imensidão de prazer que me causa tua leitura,
Helena
Ah Helena, isto não é um comentário, é quase uma tese!!...Se houvesse um prémio para o comentário melhor estruturado, e simultaneamente com mais sentimento, esse prémio seria teu...;-) E é verdade, os teus comentários são mais longos que os meus textos!
EliminarJá F. Pessoa dizia que "grande é a poesia, a bondade e as danças, mas o melhor do mundo são as crianças". De facto nem toda a gente se deixa enternecer por elas, mas eu adoro crianças. E a infância tem muito mais influência na nossa vida futura do que por vezes se imagina.
Engraçado que eu gosto de todas as fotos que aqui estão, mas a que me faz sorrir mais é a foto com os patinhos porque em criança brinquei com patos. Um dia agarrei um muito pequenino para cravá-lo de beijos, só que agarrei-o pelo pescoço e a minha mãe teve de vir em seu socorro senão eu acabaria por asfixiá-lo sem querer...É da infância que trago este fascínio por patos...:-)
F. Bugalho, um poeta em verdadeira comunhão com a natureza, é realmente pouco conhecido, talvez por ter falecido jovem, aos 44 anos, e talvez também por ter vivido numa época de grandes poetas. Ironia do destino, seu filho, também poeta, morreria ainda mais jovem...:-(
Estamos de acordo que todos os adultos deveriam ter apenas belas recordações da sua infância; seriam decerto melhores pessoas.
Nem sei como agradecer, Helena. Tratas-me bem demais. E deixas-me sempre muito feliz com todo o carinho que me dedicas.
Obrigada pelas tuas palavras e pela ternura que irradias.
xx
Fiquei encantada pelo post de Helena acima..é tão bom quando conseguimos tocar com nossas palavras as pessoas( como você faz no seu blog) para ter um retorno desse.
ResponderEliminarAbraços e tenha uma ótima quarta!!
Sandra
Pois é, Sandra, a Helena até me deixa "sem jeito" como vocês dizem aí no Brasil...Depois fica difícil responder à altura...:-)
EliminarA Helena tem uma sensibilidade muito especial.
Obrigada e óptimos dias também para ti, Sandra !
xx
A Laura Santos, venho desejar,
ResponderEliminarUma boa noite e bons sonhos
Não se esqueça de nos contar
Se foram ou não risonhos...
E pronto, já estou de abalada
Amanhã se Deus quiser irei voltar!
Um abraço
Eduardo.
Ah sr. Eduardo, obrigada. O meu sono é tão pesado que nunca me lembro do que sonho.
EliminarAbraço.
O Bom barqueira está inspirando a cada dia mais os seus ouvidos, de sussurros poéticos ao talento fenomenal que paira sobra a Srta! Dizem que não devemos nos curvar tanto para as pessoas, mas acho besteira, porque o talento e as pessoas são a glória do Senhor, que precisa ser sempre reverenciada! abraços
ResponderEliminarObrigada, Ives, mas não seja exagerado...:-)
EliminarAbraço.
Estos días paso a visitaros de una forma bastante rápida, porque estamos, como sabes, realizando Actividades para varios Actos Benéficos de Manos Unidas.
ResponderEliminarSiempre es un estallido de sensaciones visitar Tu Espacio.
Abrazos y Besines Mil desde Asturies.
Compreendo perfeitamente, Pedro. Sei que estás muito atarefado com as acções levadas a cabo pelas Manos Unidas, o que é muito mais importante do que comentar blogs...:-)
Eliminarxx
Olá Marcos!
ResponderEliminarDe um mundo que a criança vê e nós não vemos, mas que imaginamos bem porque também já o vimos em crianças, embora cada um com o seu próprio olhar...:-)
Passando para te desejar uma ótima sexta!!
ResponderEliminarAbraços.
Sandra
Obrigada, Sandra.
Eliminarxx
Ah! Sr. Eduardo!
ResponderEliminarDeixa lá o senhor nas alturas,
Porque o saco remendado
Pode rebentar pelas costuras.
Como ontem prometi,
Aqui estou eu de volta
Sempre o bem aprendi
Por isso não sei fazer batota.
Venho aqui a sorrir,
Por que não acredito no feitiço
Não tenho jeito para isso
Nem tão pouco sei mentir,
A você, amiga Laura Santos,
Eu dedico com estima
Pode querer com enganos
O que escrevo nunca rima!
Desejo-lhe uma bela noite, sem sonhar!
Quanto a sonhos, se você os não sonha
não vale a pena mais sonhos lhe desejar
Um abraço
Eduardo.
Está bem, Eduardo, tiro o sr, então.
ResponderEliminarObrigada por desejar-me uma bela noite. Sonhar devo sonhar, só que é muito raro lembrar-me.
E claro que o Eduardo rima sempre, como está bem de ver.
Abraço.
Que de alguma forma meu coração lhe diga - o quanto me enterneceram as fotos, seu belíssimo texto, a música... enfim, tudo o que esta postagem maravilhosa nos trás de bom gosto, poesia e amorosa sensibilidade. Sem dúvida, laura - vc é uma criaturinha singular. `Unica! e linda!
ResponderEliminarAbração da marilena.
Oh Marilena você excedeu-se em elogios!...:-)
EliminarObrigada, e um abraço!
xx
Laura, de tão lindo que ficou esse post, te digo: fiquei gago ! rs.
ResponderEliminarAs fotos, a prosa leve e fantástica que nos dá asas, tudo ! Eu tenho uma sobrinha de 3 anos que chama de pai, por inúmeros motivos. Ela é o meu porto seguro, minha joia rara e pura. Ainda penso em adotar uma criança, para fazer do meu lar, o reino do sol.
Fique na paz,
Dan
http://gagopoetico.blogspot.com.br
Ah Daniel, eu adoro gagos!...:-) Sabe porquê? O meu primo preferido é gago, e você é uma das pessoas que mais prezo na blogosfera. Porque escreve muito acerca de diferentes temáticas, porque a sua sensibilidade é feita de corpo e alma, e porque é uma simpatia de pessoa.
EliminarAcredito que a sua sobrinha é essa jóia rara e pura, tal como a minha filha é a minha jóia também.
Os filhos são um pouco a nossa luz. Infelizmente existem muitas crianças que por diversas razões não podem contar com os pais, é bom saber que existe gente com amor para dar a essas crianças.
Obrigada, Daniel.
xx
Laura, quisera tivessem todas as crianças a oportunidade de dar asas à imaginação e voar com gosto, na simplicidade de um tempo cuja magia só reconhecemos depois que a fase passou. Sua postagem merece aplausos, eis que a escrita é primorosa e toda a moldura rica e bela. Bjs.
ResponderEliminarQuem dera, Marilene. Sem dúvida que quando somos crianças não temos plena consciência de que somos, e nessa altura geralmente queremos é crescer, e só muito mais tarde olhamos com tanta ternura para essa fase da vida em que mesmo que existissem dificuldades tudo parecia fácil e com solução. A idade de todos os possíveis, de toda a potência do sonho.
EliminarObrigada pelas tuas palavras, Marilene.
xx
Só quando crescemos é nos damos conta como a vida é mais leve quando somos crianças. Sinto saudades imensas de sentir essa leveza novamente.
ResponderEliminarBjos!
Felizes os que tiveram infâncias muito felizes; talvez consigam manter um pouco dessa leveza ao longo da vida nas situações difíceis.
ResponderEliminarxx