quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dança do Vento


DANÇA DO VENTO

Em mim governas as marés,
os silêncios, os trajectos.
Sou o mar. A tua boca
em sorrisos me incendeia.
Uma estrada...
Aqui somos vestidos de madrugada
e cantos de sereia.
Em mim governas como belo rei,
como um barco, um coração,
um filho. Contigo tudo partilho.
É tudo ilógico, se me abraças
se me invades, enleante quando passas.
Tu és imenso ...
Cada metro do teu corpo
se desdobra como asa
sobre mim 
e desliza como verso em brasa.
Sim, como onda que se esvai, vai
e volta sobre mim.
Em todos os navios, todos os mistérios,
em cada dia que amanhece,
em cada ilusão que a vida tece,
em cada lembrança,
em cada beijo guardado,
em cada tesouro, em cada criança,
sinto o teu apelo no tempo.
Serenamente.

2 comentários:

  1. Este poema émuito codificado, tive de lê-lo várias vezes até entender que o um dos amantes é o mar eo outro é o vento.Muito bem construido.
    Manuela Pires

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