Gerrit Komrij (1944-2012), um dos grandes escritores holandeses de todos os tempos. Nascido em Winterswijk, faleceu no início deste mês em Amesterdão, tendo vivido em Portugal desde 1984, de inicio em Trás-os Montes, durante cinco anos, tendo estabelecido depois morada definitiva em Vila Pouca da Beira (Oliveira do Hospital). Nasceu na Holanda, foi morrer à Holanda, mas foi seu desejo ser sepultado em Portugal.
Dono de uma extensa obra literária destaco apenas "Atrás dos Montes", "Um Almoço de Negócios em Sintra" e "Vila Pouca". Ver mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerrit_Komrij Dele escolhi o seguinte poema.
TUDO CONTINUA
Aí se erguia uma parede em que toquei,
A parede foi demolida
O entulho serviu mais adiante de fundamento
Uma árvore plantei no meu jardim.
Que foi asfaltado. A cinco metros
De fundo, a raiz contém-se, amuada.
Meio milénio se preciso. Um dia
Meio milénio se preciso. Um dia
Chega a Marte a pneumónica porque tossi.
Houve um amigo a quem escrevia,
Uma rocha onde gravei o meu nome.
Somos parte de tudo enquanto vivemos
E tudo continua quando morremos
in Miragens ( Luchtspiegelingen),2001

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