sexta-feira, 26 de outubro de 2012


DESENCONTRO

Deslizo mansamente o meu coração
no teu pulsar inquieto
Despejo as mil gotas de pólen percorrido
no caminho...
Os teus ramos abarcam as estepes desertas,
esquecidos das viagens incertas...
Espero-te na encruzilhada primeira,
à direita do meu coração desfeito.
Neste rumar-safari desencontrado; espelhos, 
palmeiras, palmarés de espuma, parto
nos passos perdidos do pastor.
Peço-te simplesmente por favor,
pede-me um beijo breve
na partida, amor.

                                                                                                                                                








2 comentários:

  1. palmeiras, palmarés de espuma, parto
    nos passos perdidos do pastor.
    Peço-te ...

    Sempre gostei de aliteração proposital.

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  2. Eu também , Arnaldo, só que não é muito fácil construir algo que não perca o sentido e a beleza. O velho desejo de tentar aliar harmoniosamente forma e conteúdo...:-)

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