MADRUGADA
Já todo o espanto morreu de surpresa
E a Primavera acusa a despedida
Está já toda a tristeza sobre a mesa
Está a morrer, a desabar a vida.
E sem querer mostrar a infelicidade
Dum dia que é a morte doutro dia
É já o derrocar da Humanidade,
Na manhã, no sol, em cada magia.
E já cansada a agarrar o ar
Para depois sentir, chorar, calar
Nasce da mulher a última criança
Soltam as aves tristes madrigais,
Saem da Terra gemidos e ais;
É o diabo que ri, que canta e dança!

oi Laura.
ResponderEliminarEste poema é seu?
Obviamente que sim. Lindo mesmo!
Quando você ler aquele post chamado "o belo e o bélico", me avise por favor, para eu poder removê-lo. Foi uma tentativa de te elucidar o poema "libelo do por que", certo? Desculpe lhe tomar o tempo.
Arnaldo, claro que é meu, e foi escrito há muitos anos já, mas nunca datarei os poemas porque acho que não têm idade. Eu também gosto muito.
ResponderEliminarObrigada, Arnaldo.
Por favor, tome o meu tempo à vontade. Vou imediatamente ver esse post.