quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Madrugada


MADRUGADA
   

Já todo o espanto morreu de surpresa
E a Primavera acusa a despedida 
Está já toda a tristeza sobre a mesa 
Está a morrer, a desabar a vida.

E sem querer mostrar a infelicidade
Dum dia que é a morte doutro dia
É já o derrocar da Humanidade,
Na manhã, no sol, em cada magia. 

E já cansada a agarrar o ar
Para depois sentir, chorar, calar
Nasce da mulher a última criança

Soltam as aves tristes madrigais,
Saem da Terra gemidos e ais;
É o diabo que ri, que canta e dança!



2 comentários:

  1. oi Laura.
    Este poema é seu?
    Obviamente que sim. Lindo mesmo!

    Quando você ler aquele post chamado "o belo e o bélico", me avise por favor, para eu poder removê-lo. Foi uma tentativa de te elucidar o poema "libelo do por que", certo? Desculpe lhe tomar o tempo.

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  2. Arnaldo, claro que é meu, e foi escrito há muitos anos já, mas nunca datarei os poemas porque acho que não têm idade. Eu também gosto muito.
    Obrigada, Arnaldo.

    Por favor, tome o meu tempo à vontade. Vou imediatamente ver esse post.

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