sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Maré



O primeiro poema que me lembro de ter escrito por volta dos meus 15 anos de idade.
Como o tempo foge! Tanto mar e tanta maré!
                            

         A MARÉ
          (Falso soneto)


    As tristes algas vadias 
     Vagueiam no mar deserto
     Cansadas todos os dias
     Vêm vêm para perto...

     E todo o verde já morre
     Morre sem saber porquê
     Pois toda a água já corre
     E foge , ninguém a vê...

     Nesta natural verdade
     Que não me deixa saudade
     Fico à espera da maré.

     Fico escutando na vaga
     Toda a tristeza da alga
     Que já não sabe quem é...




2 comentários:

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.