PROMESSA
Um dia soltarei as borboletas que trago na barriga
Um dia soltarei as borboletas que trago na barriga
E no ar lançarei as vagas.
Contigo ficarei para sempre comigo a sós, e irei
Sempre com uma moldura na voz
Rodear-te de atenção e loucura. Em ti porei
Para sempre, como no presente, a minha ternura.
Nus, teus braços barcos cordas, esperarei
Em cada vale o deslizar de todas as neves
E se suspendam de ti as folhas, alegrias breves.
A mar-te-ei como às flores, para sempre todas as tuas cores.
Ficarei liberta e louca nas casas da tua boca
E amar-te-ei sempre nas asas duma gaivota
Com olhos brancos de espuma...
Flutuante, bela e capaz de romper uma a uma
Cada nuvem que aparecer.
Amar-te-ei sempre.

"Um dia soltarei as borboletas que trago na barriga
ResponderEliminarE no ar lançarei as vagas."
Escreves coisas tão lindas e significativas!
Olá, Arnaldo!
ResponderEliminarEssa expressão de "soltar as borboletas" é uma expressão inspirada na vulgarizada expressão inglesa "butterflies in the stomach", que contudo nada tem a ver com o sentimento de estar apaixonado, mas com a acidez do estômago causada por nervosismo ou estados de ansiedade....embora é claro os estados de paixão possam inicialmente causar muito nervosismo...:-)
Existe uma canção alemã, do meu cantor alemão preferido, intitulada "Flugzeug im bauch", "Aviões na barriga" que representa o oposto destas borboletas tão esvoaçantes. Representa o abandono, o fim de uma relação, e a pessoa rejeitada nem consegue comer por sentir "aviões na barriga"...
Como vê, nada de verdadeiramente original, a não ser dar-lhe um sentido bom, de perder o chão,e não de acidez.
Este poema foi feito há muitos, muitos anos....quando eu era uma jovem "inconsciente".